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A Feira do Rolo, no olhar de Gui Galembeck

A Feira do Rolo, no olhar de Gui Galembeck

Às sombras do Aeroporto Internacional de Viracopos, um dos portais do Brasil para o mundo globalizado, existe uma linha tênue e sutil entre o que é lixo e o que ainda pode ser precificado. A Feira do Rolo é uma tentativa de achar nas coisas seu último suspiro de valor. Pois é este evento aparentemente incongruente com a sociedade tecnológica que o fotógrafo Gui Galembeck mostra a partir de hoje, com fineza e sutileza, na Galeria Virtual da ASN. Atenção para os detalhes, pois neles estão as contradições e os encantos da realidade.

Gui Galembeck é fotógrafo independente e trabalha a fotografia como atividade vital para seu desenvolvimento e autoconhecimento. Nos últimos 27 anos se dividiu entre projetos autorais e pautas comerciais, usando a fotografia e o vídeo para contar histórias de uma maneira muito única e pessoal. Participou de alguns dos mais importantes festivais de fotografia do Brasil como Valongo, Paraty em Foco, Hercule Florence e Foto em Pauta. É curador do Salão Nacional de Fotografia Pérsio Galembeck em sua décima quinta edição.

Para o fotógrafo, a Feira do Rolo representa o encontro entre pessoas e seus objetos que quase caducam no tempo e no espaço, é um símbolo da luta pela vontade da permanência nas engrenagens de uma sociedade consumista que cresce desenfreada.

Esse ensaio, completa o artista, nasce do caos organizado entre o que já é da terra e o que está acima dela, o que ainda tem seu último valor e o que já não vale mais nada e  principalmente sobre toda a vida que se camufla ali.

A Galeria Virtual da Agência Social de Notícias exibe o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos de Campinas e região. A proposta é apresentar os prismas diversos sobre o mundo cada vez mais em mutação e fragmentação.

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Sobre Martinho Caires

Um comentário

  1. Marcelo Beso

    As fotos do Gui são exemplo do que o poeta Sérgio Vaz chama de “artista-cidadão”: um fotógrafo que nunca precisou de palco pra sua sensibilidade, que pisa no chão comum e colhe as contradições com “O” olhar único e a expressividade urgente, marcas que carrega em todas as artes que praticou na vida. Obrigado Gui por não ter medo de olhar o fim das coisas e reciclar nossas mentes com imagens que lembram aquela canção de Nick Cave, “The death is not the end”.

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