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	<title>Agência Social de Notícias &#187; ASN</title>
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		<title>Ceaflor promove neste fim de semana encontro entre paisagismo, plantas e novas ideias para cultivar o verde</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:26:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[De 17 a 19 de outubro, o 1º Ceaflor Expo Garden e Mostra de Paisagismo reúnem empresas, produtores e visitantes em busca de novidades, inspirações e soluções para jardins e ambientes verdes. Entrada é gratuita O desejo de estar mais perto da natureza tem levado cada vez mais brasileiros a cultivar plantas e criar cantos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>De 17 a 19 de outubro, o 1º Ceaflor Expo Garden e Mostra de Paisagismo reúnem empresas, produtores e visitantes em busca de novidades, inspirações e soluções para jardins e ambientes verdes. Entrada é gratuita</i></p>
<div>
<p>O desejo de estar mais perto da natureza tem levado cada vez mais brasileiros a cultivar plantas e criar cantos verdes em casas e apartamentos. Com isso, cresce também o interesse por informações sobre cuidados, ornamentação e escolha das espécies mais adequadas para cada ambiente. Para aproximar conhecimento, inspiração e mercado, o Ceaflor realiza, de 17 a 19 de outubro, (sábado, domingo e segunda-feira) a <strong>1ª Expo-Garden + Mostra de Paisagismo</strong>, <strong>com entrada gratuita.</strong></p>
<p>Simultaneamente, Ceaflor recebe a quinta edição do “<strong>Congresso Paisagismo para Todos”,</strong> voltado tanto a profissionais de paisagismo e jardinagem quanto a pessoas interessadas no universo das plantas. A participação no congresso exige inscrição paga.</p>
<p>Considerado o maior e mais completo mercado de flores, plantas, acessórios e insumos para floricultura e jardinagem do Brasil, o Ceaflor propõe um encontro que aproxima produtores, empresas, profissionais e consumidores. A iniciativa abre espaço para conhecer novidades do setor, trocar experiências e descobrir possibilidades para projetos paisagísticos, jardins e ambientes verdes de diferentes tamanhos, com a oportunidade de conversar diretamente com quem produz as plantas.</p>
<p>A <strong>Expo-Garden </strong>reúne empresas que apresentarão produtos e soluções para o segmento. Já a <strong>Mostra de Paisagismo</strong> transforma os boxes dos produtores em 20 ambientes com propostas que vão de jardins tropicais a composições mais naturalistas. Os visitantes poderão conhecer as espécies de perto, esclarecer dúvidas sobre cultivo e manutenção e receber orientações sobre combinações e possibilidades de ornamentação.</p>
<p><strong>Mostra de diferentes estilos </strong></p>
<p>A seleção incluirá plantas de grande porte, folhagens, palmeiras e trepadeiras para espaços de diferentes dimensões. Entre os destaques está a Maranta Triolstar, desenvolvida na Holanda a partir da matriz originária da flora brasileira (Maranta stromanthe sanguinea) e apresentada no Ceaflor pela Natuflora.</p>
<p>Também estarão em destaque a Clinio Gigante Rubro, da Flora Botelhos, o Eucalipto-Arco-Íris, da Bacher Agrocomercial, variedades de philodendrons — Imperial Red, Rojo Congo e Mininonii — as Palmeiras Laca vermelha e Laca Negra, e a Palmeira de Petrópolis, além do Plátano, Liquidambar, dos Ipês, Manacás e árvores frutíferas, algumas com mais de três metros de altura.</p>
<p>A Kaisen Plantas Ornamentais preparará um ambiente tropical com alpínias brancas, vermelhas e rosas, Alpinia Variegata e helicônias. Para jardins verticais, muros e pergolados, a Bacher Agrocomercial apresentará trepadeiras como Brinco-de-Ouro, Bauhinia Trepadeira, também conhecida como Patinha-de-Vaca, e o Cipó-de-São-João Amarelo.</p>
<p>Além de outras opções de arvores de grande porte e plantas ornamentais, os expositores <strong>da Expo-Garden</strong> apresentam produtos e soluções que criam, dão sustentação e complementam o paisagismo. Entre os destaques, das jazidas brasileiras para os projetos paisagísticos, a Carneiro Stone mostra seu portfólio de pedras naturais e revestimentos de piso, paredes e fachadas.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>1ª Ceaflor Expo-Garden, Mostra de Paisagismo e 5º Congresso Paisagismo para Todos</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 17 a 19 de outubro de 2026</p>
<p><strong>Horário</strong>: das 9h às 18h (sábado e domingo) e das 9h às 16 (segunda-feira)</p>
<p><strong>Local:</strong> Ceaflor – <a href="https://www.google.com/maps/search/Rodovia+Prefeito+Aziz+Lian+(SP-107),+km+29?entry=gmail&amp;source=g" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/maps/search/Rodovia%2BPrefeito%2BAziz%2BLian%2B(SP-107),%2Bkm%2B29?entry%3Dgmail%26source%3Dg&amp;source=gmail&amp;ust=1792263350970000&amp;usg=AOvVaw1Gg7MNOsl0Jodlcca0aMnw">Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP-107), km 29</a>,3, Jaguariúna (SP), no principal acesso a Holambra pela Rodovia Campinas–Mogi Mirim (SP-340).</p>
<p><strong>Ceaflor Expo-Garden e Mostra de Paisagismo</strong>: entrada gratuita.</p>
<p><strong>5º Congresso Paisagismo para Todos:</strong> participação mediante inscrição paga.</p>
<p><strong>Inscrições</strong>: <a href="https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos&amp;source=gmail&amp;ust=1792263350970000&amp;usg=AOvVaw1b9movrbIxA7vvncMcsc0J">https://eventos.<wbr />centropaisagistico.com.br/<wbr />paisagismoparatodos</a></p>
</div>
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		<title>O próximo Congresso desigual e a agenda verde</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Uma das características do processo eleitoral brasileiro, e não apenas deste de 2026, é a maior relevância adquirida pelos cargos executivos nos debates na mídia e sociedade em geral. As disputas para presidentes da República, governadores estaduais e prefeitos captam as atenções gerais, enquanto as eleições parlamentares ficam em segundo ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Uma das características do processo eleitoral brasileiro, e não apenas deste de 2026, é a maior relevância adquirida pelos cargos executivos nos debates na mídia e sociedade em geral. As disputas para presidentes da República, governadores estaduais e prefeitos captam as atenções gerais, enquanto as eleições parlamentares ficam em segundo plano, o que não é nada saudável para a democracia e para a representatividade popular.</p>
<p>É fundamental que cada vez mais a sociedade tome consciência da importância das eleições parlamentares, sobretudo no caso das eleições para deputados estaduais e federais e para o Senado. Nos últimos anos, ficou evidente o poder crescente adquirido pelo Congresso Nacional, deixando o presidente da República com reduzida margem de gestão. No caso dos governos estaduais esta situação é mais atenuada, pois em geral os governadores eleitos contam com maioria de bancadas nas Assembleias Legislativas.</p>
<p>Dar mais atenção às eleições parlamentares é essencial para diminuir a desigualdade na representação da população brasileira, o que foi confirmado nas recentes eleições de 4 de outubro. No caso da nova Câmara dos Deputados eleita, por exemplo, é muito nítida a diferença entre o panorama da população brasileira e a composição dos novos parlamentares.</p>
<p>Dos 513 deputados que comporão a nova Câmara, entre os reeleitos e eleitos, são 404 homens (78,75%) e 109 mulheres (21,25%). A bancada feminina cresceu, em relação às 90 mulheres deputadas atualmente, mas a proporção ainda está muito distante da realidade brasileira, de maioria da população feminina. Foram eleitas três deputadas trans: Erika Hilton (PSOL/SP), Duda Salabert (PSOL/MG) e Thabatta Pimenta (PV/RN).</p>
<p>A desigualdade também ocorre em termos de etnia. Na nova Câmara Federal, 374 deputados (72,90%) se autodeclararam brancos. Pardos são 106 (20,66%) e pretos, 29 (5,65%) — juntos, 135 eleitos (26,31%). Indígenas são 3 (0,58%) e amarelos, 1 (0,19%), conforme levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).</p>
<p>Com esta composição distante da realidade da população, como ficam as expectativas com relação  ao comportamento do novo Congresso Nacional (incluindo o Senado, claro) quanto à urgência das pautas socioambientais, a da emergência climática entre elas? O Observatório do Clima (OC) fez uma análise a respeito e a conclusão não foi muito positiva.</p>
<p>De acordo com a avaliação do OC, sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental. Assim, o Congresso eleito no  domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país.</p>
<p>Estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do Clima mostra que 68,9% dos parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027-2031) possuem baixa convergência ambiental. O índice de convergência ambiental indica o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores se aproximam das agendas de clima e meio ambiente: quanto maior a convergência, maior o alinhamento com essas pautas.</p>
<p>No Senado, o quadro é pior: 64 dos 81 senadores (79%) da próxima Legislatura estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental. Na Legislatura passada (2023-2027), eram 58 parlamentares (71,6%). Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência.</p>
<p>A piora, de acordo com o Observatório do Clima, decorre do crescimento de partidos de extrema direita na Casa, que historicamente apresentam convergência ambiental muito baixa — o Partido Liberal (PL) passou de 15 para 28 cadeiras (34,6%) — e da baixa performance ambiental dos novos senadores.</p>
<p>Na Câmara, o cenário também não é favorável às agendas: 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa. Na Legislatura anterior, eram 63%. O grupo nas faixas Boa ou Muito Boa caiu de 181 para 168 deputados. Também nesta Casa, o PL ampliou sua bancada, de 98 para 121 deputados (23,6%).</p>
<p>Segundo Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, a piora trazida pelas urnas, especialmente no Senado, pode colocar em risco parte importante da proteção ambiental do país e facilitar a aprovação de retrocessos como o enfraquecimento da atuação dos órgãos ambientais, a redução ou extinção de áreas protegidas, a diminuição da proteção às florestas e aos biomas brasileiros e a anistia a grileiros.</p>
<p>Para ela, o potencial para liderar pautas socioambientais vem de alguns parlamentares da Câmara, já que há deputados progressistas alinhados à agenda que conquistaram votações expressivas. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.</p>
<p>A análise para a determinação do Índice de Convergência Ambiental considerou a composição e o perfil socioambiental dos parlamentares – como se posicionaram em votações sobre temas como licenciamento ambiental, comércio de emissões, terras indígenas, transição energética, proteção aos biomas e vetos presidenciais a dispositivos ambientais.</p>
<p>Prioritariamente, e sempre que disponíveis, foram utilizados os dados do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Complementarmente, foi usada a média da convergência de cada partido político apurada pela mesma plataforma. Além disso, o histórico de cada nome foi analisado individualmente, com base na atuação em cargos públicos, políticas implementadas e posicionamentos relacionados à agenda socioambiental.</p>
<p>Foram priorizadas fontes oficiais, como Câmara, Senado, assembleias legislativas e governos, com uso também de matérias publicadas na imprensa quando necessário. As faixas de convergência consideradas foram: Muito Baixa (0 a 25%), Baixa (26 a 50%), Boa (51 a 69%) e Muito Boa (70 a 100%).</p>
<p>A expectativa, então, é a de que a sociedade civil brasileira afinada com a temática socioambiental terá muita luta pela frente na próxima legislatura federal para fazer valer suas ideias. Será um período fundamental para o futuro socioambiental do país e em termo de sua inserção no quadro internacional. Temas como transição energética, redução do uso de combustíveis fósseis, redução do desmatamento e outros terão que ser definidos nos próximos quatro anos e, neste sentido, terá muito peso a correlação de forças no Parlamento brasileiro. É mais um ingrediente reforçando a necessidade de que, nas próximas eleições, seja destinada maior atenção aos cargos parlamentares em disputa, e não apenas aos cargos majoritários.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-proximo-congresso-desigual-e-a-agenda-verde/">(Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Congresso será mais hostil ao meio ambiente e clima, avisa Observatório do Clima</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:41:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental, mostra análise do Observatório do Clima, divulgada nesta terça-feira, 6 de outubro. O Congresso eleito no último domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país. Análise feita pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental, mostra análise do Observatório do Clima, divulgada nesta terça-feira, 6 de outubro. O Congresso eleito no último domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país.</p>
<p>Análise feita pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do Clima mostra que 68,9% dos parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027-2031) possuem baixa convergência ambiental. O índice de convergência ambiental indica o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores se aproximam das agendas de clima e meio ambiente: quanto maior a convergência, maior o alinhamento com essas pautas.</p>
<p>No Senado, o quadro é pior: 64 dos 81 senadores (79%) da próxima Legislatura estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental. Na Legislatura passada (2023-2027), eram 58 parlamentares (71,6%). Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência.</p>
<p>A piora decorre do crescimento de partidos de extrema direita na Casa, que historicamente apresentam convergência ambiental muito baixa — o Partido Liberal (PL) passou de 15 para 28 cadeiras (34,6%) — e da baixa performance ambiental dos novos senadores.</p>
<p>Na Câmara, o cenário também não é favorável às agendas: 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa. Na Legislatura anterior, eram 63%. O grupo nas faixas Boa ou Muito Boa caiu de 181 para 168 deputados. Também nesta Casa, o PL ampliou sua bancada, de 98 para 121 deputados (23,6%).</p>
<p>Segundo Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, a piora trazida pelas urnas, especialmente no Senado, pode colocar em risco parte importante da proteção ambiental do país e facilitar a aprovação de retrocessos como o enfraquecimento da atuação dos órgãos ambientais, a redução ou extinção de áreas protegidas, a diminuição da proteção às florestas e aos biomas brasileiros e a anistia a grileiros.</p>
<p>Para ela, o potencial para liderar pautas socioambientais vem de alguns parlamentares da Câmara, já que há deputados progressistas alinhados à agenda que conquistaram votações expressivas. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.</p>
<p>A análise para a determinação do Índice de Convergência Ambiental considerou a composição e o perfil socioambiental dos parlamentares &#8211; como se posicionaram em votações sobre temas como licenciamento ambiental, comércio de emissões, terras indígenas, transição energética, proteção aos biomas e vetos presidenciais a dispositivos ambientais.</p>
<p>Prioritariamente, e sempre que disponíveis, foram utilizados os dados do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Complementarmente, foi usada a média da convergência de cada partido político apurada pela mesma plataforma. Além disso, o histórico de cada nome foi analisado individualmente, com base na atuação em cargos públicos, políticas implementadas e posicionamentos relacionados à agenda socioambiental.</p>
<p>Foram priorizadas fontes oficiais, como Câmara, Senado, assembleias legislativas e governos, com uso também de matérias publicadas na imprensa quando necessário. As faixas de convergência consideradas foram: Muito Baixa (0 a 25%), Baixa (26 a 50%), Boa (51 a 69%) e Muito Boa (70 a 100%).</p>
<p><strong>Mulheres são minoria, mas aparecem mais nas faixas superiores</strong> &#8211; Na 58ª Legislatura do Senado Federal (2027–2030), 63 das 81 cadeiras (77,8%) são ocupadas por homens e 18 (22,2%) por mulheres. Entre as mulheres, 7 de 18 (38,9%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência ambiental, proporção cerca de 2,5 vezes maior do que entre os homens: 10 de 63 (15,9%). Entre eles, 53 de 63 (84,1%) estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa, ante 11 de 18 mulheres (61,1%).</p>
<p>A representação racial também é reduzida, nota o OC. Entre os 81 nomes da 58ª Legislatura, há 22 pessoas que se autodeclaram como pretas ou pardas: 3 pretas e 19 pardas (27,2%). Há uma pessoa indígena (1,2%). Entre os 54 eleitos, 16 se autodeclaram como pardos (29,6%) e não há registro de pretos ou indígenas. É importante destacar que a classificação racial, isoladamente, não permite concluir se há vínculo com movimentos negros ou indígenas ou atuação no tema.</p>
<p>A próxima legislatura do Senado, nota o Observatório do Clima, assumirá seu mandato &#8220;em um país onde a crise climática já faz parte do cotidiano, com secas, enchentes, incêndios e ondas de calor cada vez mais frequentes e severas. Fenômenos como o El Niño podem agravar esses extremos, mas seus impactos se somam aos efeitos de um planeta já aquecido. Esses impactos não atingem todos os territórios e populações da mesma maneira. As populações mais carentes estão mais expostas e têm mais dificuldade de enfrentar os problemas climáticos&#8221;.</p>
<p>Além disso, complementa o OC, &#8220;a crise climática se sobrepõe a desigualdades históricas e pode aprofundar situações de racismo ambiental. Nesse cenário, cresce a responsabilidade do Senado, a Casa da Federação. Não basta reagir a cada desastre depois que ele acontece. Será preciso fortalecer a capacidade de estados e municípios prevenirem riscos, adaptarem territórios, financiarem respostas e protegerem as populações mais vulnerabilizadas. O próximo Senado terá de fazer uma escolha concreta: ajudar o país a enfrentar uma crise já em curso ou aprofundar uma trajetória em que a resposta pública, quando chega, vem depois do desastre&#8221;.</p>
<p><strong>A maioria dos novos deputados na Câmara Federal tem perfil ambiental pior que os reeleitos</strong> &#8211; Dos 513 eleitos, 301 foram reeleitos para a Câmara e 212 são novos na Casa. O perfil é menos convergente entre os novos na Casa: 148 de 212 (69,8%) estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental, contra 197 dos 301 reeleitos (65,4%). Nas faixas Boa ou Muito Boa, a proporção é inversa: 64 novos integrantes (30,2%) e 104 reeleitos (34,6%).</p>
<p>Entre os eleitos com classificação Muito Boa estão incluídas lideranças positivas no campo socioambiental. Mulheres são minoria, mas aparecem mais nas faixas superiores Na 58ª Legislatura da Câmara dos Deputados (2027–2030), 404 das 513 cadeiras (78,8%) são ocupadas por homens e 109 (21,2%) por mulheres. A diferença também aparece no perfil socioambiental: entre as mulheres, 50,5% estão nas faixas Boa ou Muito Boa, proporção 1,8 vezes maior do que a observada entre os homens (28,0%). Entre eles, 72,0% estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa, ante 49,5% entre elas. Há ainda três pessoas transgênero, equivalentes a 0,6% das cadeiras.</p>
<p>A representação racial também é reduzida. Entre os 513 nomes da composição da Câmara na 58ª Legislatura, 135 estão registrados na planilha como pretos ou pardos, sendo 29 pretos e 106 pardos, o equivalente a 26,3% do total. Apenas três estão registrados como indígenas (0,6%). Os demais são 374 brancos e um amarelo. É importante destacar que a classificação racial, isoladamente, não permite concluir se há vínculo com movimentos negros ou indígenas ou atuação no tema.</p>
<p>Nesse cenário, conclui o Observatório do Clima, &#8220;cresce a responsabilidade da Câmara dos Deputados, a Casa do Povo e principal espaço de representação direta da sociedade brasileira. Sua composição deve refletir não apenas a diversidade do país, mas também as necessidades de uma população que já convive com os efeitos concretos da crise climática. Esses impactos não atingem todos os territórios e populações da mesma maneira. Entre outros fatores, a crise climática se sobrepõe a desigualdades históricas e pode aprofundar situações de racismo ambiental. Independentemente da composição partidária, a próxima Câmara tem a obrigação de cumprir seu papel de transformar essa representação em respostas capazes de proteger vidas, territórios e direitos socioambientais&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse a análise completa <a href="https://oc.eco.br/wp-content/uploads/2026/10/OC_Novo_Congresso_Outubro-2026_final.pdf">aqui.</a> Sobre o Observatório do Clima – Fundado em 2002, é a principal rede da sociedade civil brasileira com atuação na agenda climática. Reúne hoje 172 integrantes, entre organizações socioambientais, institutos de pesquisa e movimentos sociais. Seu objetivo é ajudar a construir um Brasil descarbonizado, igualitário, próspero e sustentável.</p>
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		<title>Pesquisa inédita investiga como surdocegos constroem interações através da dança</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:48:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com mais de três décadas de experiência na área, a pesquisadora Keyla Ferrari Lopes lidera estudo focado em linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial &#160; Compreender como o corpo se comunica quando a visão e a audição estão ausentes é o cerne do projeto de pesquisa cultural &#8220;Dança e ritmo com surdocegos: Uma pesquisa sobre ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com mais de três décadas de experiência na área, a pesquisadora Keyla Ferrari Lopes lidera estudo focado em linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compreender como o corpo se comunica quando a visão e a audição estão ausentes é o cerne do projeto de pesquisa cultural &#8220;Dança e ritmo com surdocegos: Uma pesquisa sobre linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial&#8221;. Idealizado pela pesquisadora, docente e proponente Keyla Ferrari Lopes, o estudo investiga os caminhos pelos quais pessoas com surdocegueira constroem interações por meio do movimento e percebem ritmos musicais e vibrações sonoras no contexto da dança contemporânea inclusiva.</p>
<p>A investigação é fruto de uma trajetória consolidada de mais de 30 anos de atuação de Keyla na dança inclusiva. Com mestrado, doutorado, pós-doutorado e diversas publicações voltadas às práticas corporais adaptadas e à Libras tátil, a pesquisadora, que é empresa-filha da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), agora aprofunda esse repertório por meio de análises sistemáticas, experimentações guiadas, observação de seus alunos surdocegos e registros audiovisuais deles.</p>
<p>A iniciativa foi contemplada pelo Edital Fomento CultSP – PNAB nº 35/2025 – Realização de Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural, realizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura do Governo Federal. O projeto conquistou o primeiro lugar geral e a maior nota neste edital &#8211; 9,63 -, por meio do acesso de ampla concorrência.</p>
<p>“O objetivo é dar mais subsídios para que outros profissionais possam compreender o universo sensorial dessas pessoas e aplicar técnicas inclusivas em suas próprias práticas pedagógicas e artísticas”, explica Keyla, que é pedagoga e bailarina. O estudo começou há cerca de um mês e é realizado em parceria com o Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS-Guanabara), que é vinculado e mantido pela Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) por meio da Diretoria de Cultura da Unicamp. “As oficinas e a escrita do estudo já começaram.”</p>
<p><strong>Aplicação da pesquisa</strong></p>
<p>A metodologia da pesquisa combina procedimentos qualitativos com a aplicação prática de uma proposta didático-metodológica desenvolvida especificamente para este público. As ações centrais incluem laboratórios e oficinas para aplicação de metodologias de ensino de dança contemporânea e criativa específicas para adultos com surdocegueira, comunicação tátil com uso direcionado de técnicas de comunicação tátil e Libras tátil durante os encontros e análise Científica com a observação do participante, registros em vídeo e relatos de experiência tratados rigorosamente por meio da análise de conteúdo.</p>
<p>Os dados coletados, no período de um ano, serão organizados e analisados de forma reflexiva para identificar unidades de sentido. Esse mapeamento servirá como base para a produção de um livro didático e de um vídeoensaio inéditos sobre o tema.</p>
<p>O estudo está estruturado em três eixos fundamentais de investigação que são o ritmo, a comunicação tátil e a expressão corporal, analisando detalhadamente como o indivíduo com surdocegueira percebe a pulsação, a cadência e o fluxo rítmico por meio do toque, de estímulos vibratórios e da relação direta com o espaço e com o outro. O objetivo é fazer uma análise da corporalidade e da acessibilidade estética desse público nas artes cênicas.</p>
<p><strong>Produção de livro e videoensaio</strong></p>
<p>Ao unir a sensibilidade da arte à chancela da investigação acadêmica, o projeto amplia o olhar sobre a diversidade humana e abre caminhos inovadores para a inclusão cultural e pedagógica de pessoas com surdocegueira no Brasil. Isso porque a pesquisa resultará em um livro acessível contendo análises, registros e a sistematização completa da metodologia construída ao longo do processo, em duas versões complementares: um livro impresso e outro digital, com descrição de imagens e navegação acessível.</p>
<p>Serão entregues dez exemplares impressos à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, conforme previsto em edital. Além disso, será produzido um vídeoensaio, contendo demonstrações práticas da metodologia, trechos dos laboratórios, entrevistas e explicações técnicas sobre os procedimentos adotados. Todos os materiais serão distribuídos gratuitamente.</p>
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		<title>O Super El Niño e as eleições de domingo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 19:34:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño, que já está produzindo seus impactos em todo o planeta. Repetindo: até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño, que já está produzindo seus impactos em todo o planeta. Repetindo: até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño.</p>
<p>Este dado estarrecedor, mas que não provocou grande comoção até o momento no Brasil, no calor da última semana da campanha eleitoral, consta de relatório divulgado na semana passada pelo Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.</p>
<p>O estudo revelou que o Super El Niño pode causar 450 mil mortes no planeta, entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. O relatório foi elaborado a partir da análise dos padrões de temperatura nos últimos 30 anos e da projeção do clima impactado pelo Super El Niño, como está sendo chamado o fenômeno neste ano.</p>
<p>O Brasil, de acordo com o estudo, será o país mais afetado pelo El Niño na América Latina. As regiões Norte e Nordeste seriam as mais afetadas, com maiores riscos para suas populações, de acordo com o mapa de calor que consta do relatório.</p>
<p>O El Niño é um fenômeno cíclico, que ocorre a cada período de dois a sete anos. É caracterizado pelo superaquecimento das águas do Oceano Pacífico, com impacto no clima global.</p>
<p>Os oceanos funcionam como uma espécie de bateria, que vai acumulando o calor gerado pelos raios solares na atmosfera. As correntes oceânicas transportam esse calor para o fundo, mas de tempos em tempos a “bateria” precisa ser descarregada. Daí aparece o El Niño que, de acordo com várias medições de centros especializados, já está sendo neste ano mais forte, devendo se agravar até o final de 2026 e início de 2027. Já surgiram vários nomes para qualificar a dimensão do fenômeno neste ano, como o El Niño Godzilla.</p>
<p>Os cientistas explicam que o El Niño não tem necessariamente ligação direta com o aquecimento global em curso. Entretanto, como os oceanos estão esquentando mais rapidamente, em função das mudanças climáticas, este superaquecimento das águas acaba potencializando, sim, os efeitos do El Niño.</p>
<p>Ou seja, sem a transição energética esperada, com a redução e até a eliminação dos combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) da matriz energética, não haverá solução para as mudanças climáticas. E no futuro poderemos ter novos El Niños ainda piores.</p>
<p>O Super El Niño atual já está provocando desastres consideráveis. As cinco ondas de calor consecutivas no verão europeu deste ano resultaram em mais de 30 mil mortes adicionais, segundo as avaliações dos centros de pesquisa. O Brasil já sente o efeito do fenômeno, com o setembro mais chuvoso em décadas, talvez em séculos, também conforme as medições científicas.</p>
<p>E qual a percepção popular no Brasil sobre as mudanças climáticas que agravam o El Niño e qual a relação deste sentimento com as eleições gerais do próximo domingo?  O Observatório do Clima (OC), que é a mais importante rede de organizações que atuam com as questões climáticas no país, encomendou uma pesquisa ao Instituto Ipsos, sobre a visão que os brasileiros estão tendo sobre as mudanças climáticas e como o tema deveria ser tratado no atual contexto eleitoral.</p>
<p>A pesquisa foi realizada em agosto passado. Segundo os resultados, 91% dos brasileiros consideravam importante que os candidatos nas próximas eleições apresentassem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. Para 62%, essa é uma questão “muito importante”. Os dados foram divulgados no último dia 17 de setembro.</p>
<p>“Há um consenso elevado de que a mudança climática está provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor, com 87% de concordância”, diz o Observatório do Clima. “Além disso, 85% consideram que a mudança climática afeta o cotidiano dos brasileiros; 79% acreditam que o tema deve ser priorizado mesmo que implique custos econômicos; e 76% entendem que ainda há tempo para evitar seus piores impactos, caso medidas sejam tomadas imediatamente”, acrescenta o OC.</p>
<p>A questão climática, pela pesquisa, já preocupa e muito os brasileiros. E qual a posição dos candidatos à Presidência da República com relação ao tema? O mesmo Observatório do Clima fez uma análise do programa de governo dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas e a conclusão foi que “apenas um” deles apresentou, em sua plataforma registrada oficialmente, “propostas robustas para clima e meio ambiente”.</p>
<p>“O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos das eleições de 2026”, afirma o Observatório do Clima, que assinala ter feito a análise com base no programa oficial e na avaliação da trajetória do candidato em relação ao tema das mudanças climáticas.</p>
<p>A avaliação “partiu de oito grandes eixos: mudanças climáticas, energia, desmatamento, proteção de povos e comunidades tradicionais, agronegócio sustentável, mineração e infraestrutura, governança ambiental e climática, oceano e zona costeira”, destaca o OC. (A íntegra do documento foi publicada no site do Observatório do Clima, <a href="https://oc.eco.br/maioria-dos-presidenciaveis-ignora-urgencia-da-crise-climatica-e-ambiental/">aqui.</a>)</p>
<p>Segundo a avaliação, sobre as mudanças do clima, “apenas o plano de Lula cita o cumprimento da meta climática brasileira (NDC) e o Acordo de Paris. A adaptação climática aparece como destaque no documento, com detalhamento de ações e prazos. Também há compromissos com o fortalecimento da fiscalização ambiental e agricultura sustentável, que se relacionam direta ou indiretamente com a ação climática”.</p>
<p>De acordo com o OC, o plano de Flávio Bolsonaro (PL) “sequer reconhece a existência de uma crise do clima, o que está alinhado ao seu recorrente posicionamento negacionista. Em maio de 2024, Flávio disse ser uma “armadilha” atribuir as enchentes no Rio Grande do Sul às mudanças climáticas. No fim de agosto passado, durante sabatina no Jornal Nacional, o candidato do PL voltou a repetir sua posição negacionista”.</p>
<p>Por sua vez, o plano de Augusto Cury (Avante), “apesar de reconhecer as mudanças climáticas, não apresenta uma política estruturada para enfrentá-las e não menciona a NDC brasileira, metas de redução de emissões, neutralidade climática, justiça climática ou racismo ambiental”, diz o OC.</p>
<p>Por sua vez, o programa de Renan Santos (Missão) “tampouco traz políticas específicas para a crise climática e sequer menciona a agenda de clima. Também ficaram de fora a meta climática brasileira, o Acordo de Paris, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) ou o Plano Clima”, diz o Observatório do Clima.</p>
<p>Já o candidato Ronaldo Caiado (PSD) “reconhece que as mudanças climáticas provocam eventos extremos e perdas agrícolas e propõe medidas de adaptação e prevenção de desastres. O plano, porém, não contém propostas de redução de emissões nem menciona a NDC brasileira, o Acordo de Paris, justiça climática, racismo ambiental, o Plano Clima ou os mapas do caminho”, salienta o OC.</p>
<p>E quanto ao  programa de Romeu Zema (Novo), “apesar de reconhecer que o país é afetado por eventos extremos, não deixa claro quais serão os meios de implementação de ações de monitoramento e resposta a desastres. Em seu governo em Minas Gerais, Zema<a href="https://climainfo.org.br/2026/02/26/governo-de-mg-reduz-em-96-verbas-para-prevencao-a-impactos-das-chuvas/"> reduziu</a> em 96% as verbas destinadas à prevenção de impactos das chuvas entre 2023 e 2025”, sustenta o Observatório do Clima.</p>
<p>“Desde a última eleição, a agenda de clima ficou mais evidente no país, principalmente depois das cheias no Rio Grande do Sul e da seca na Amazônia. Eventos como estes, que afetaram a vida de milhares de brasileiros, infelizmente tendem a se repetir. Assim, é lamentável ver como alguns candidatos simplesmente ignoram o assunto em seus planos de governo ou, pior, chegam até mesmo a negar a existência das mudanças climáticas”, comentou Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, sobre o resultado da análise do programa dos principais candidatos à Presidência.</p>
<p>Mas é preciso lembrar que os futuros deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores também podem ser decisivos, cada um em sua função, em relação ao que está acontecendo com o clima do mundo e seus  impactos no Brasil. Cada município e estado precisa se fortalecer e muito para enfrentar os próximos eventos climáticos extremos, a começar pelo Super El Niño em curso.</p>
<p>Então é fundamental que os próximos eleitos de uma forma geral tenham compromissos firmes e ações concretas já demonstradas em relação a esse tema que, segundo 91% dos brasileiros, deveria ser relevante no atual contexto eleitoral, o que infelizmente não tem acontecido. Como era esperado, o atual debate eleitoral, em grande parte, está concentrado na troca de farpas, muitas delas derivadas de fake news e discursos de ódio, entre os candidatos.</p>
<p>O voto é secreto e é um direito sagrado de cidadania. Que ele seja utilizado da forma mais responsável e consequente para o Brasil e seu povo.</p>
<p>Neste espaço do Hora Campinas, já havíamos apresentado as propostas do mesmo Observatório do Clima para os candidatos às eleições deste ano (<a href="https://horacampinas.com.br/adaptacao-ao-clima-propostas-para-eleicoes-por-jose-pedro-martins/">aqui</a>).</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-super-el-nino-e-as-eleicoes-de-domingo-por-jose-pedro-martins/">(Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>CPQD, Fundação Unimed e Unimed Campinas se unem para desenvolver soluções de inovação na saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:52:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Parceria estratégica entre as instituições foi formalizada no Campinas Innovation Week e prevê pesquisas e projetos envolvendo IA, ciência de dados e outras tecnologias aplicadas à saúde digital. Fomentar a cooperação mútua em inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções para a transformação digital no setor de saúde. Esse é o objetivo da parceria estratégica ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Parceria estratégica entre as instituições foi formalizada no Campinas Innovation Week e prevê pesquisas e projetos envolvendo IA, ciência de dados e outras tecnologias aplicadas à saúde digital</i>.</p>
<p>Fomentar a cooperação mútua em inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções para a transformação digital no setor de saúde. Esse é o objetivo da parceria estratégica entre o CPQD, a Fundação Unimed e a Unimed Campinas, que acaba de ser formalizada por meio de um Memorando de Entendimento (MoU) estabelecendo as bases para a cooperação entre as instituições.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assinado durante o Campinas Innovation Week (CIW) &#8211; encontro do ecossistema de inovação que acontece nesta semana, em Campinas -, o documento prevê ações e iniciativas que podem envolver pesquisa, provas de conceito, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de soluções para as necessidades reais da assistência e da gestão em saúde. A intenção é identificar desafios, realizar estudos e testar soluções que possam gerar ganhos de eficiência e qualidade nos cuidados com a saúde. Para isso, serão estruturadas futuras parcerias específicas, com foco em projetos envolvendo Inteligência Artificial, ciência e análise de dados, interoperabilidade, automação de processos e tecnologias assistenciais, entre outros temas relacionados à saúde digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Essa parceria evidencia o papel do CPQD também na transformação digital da saúde no país. Para o CPQD, essa cooperação é muito importante, pois impulsiona a validação e o ganho de escala das nossas tecnologias em ambientes de alto impacto, consolidando nossa atuação em IA, conectividade e segurança da informação”, ressalta Diane Teo de Moraes, diretora de Inovação Aberta da organização. “Estamos conectando a expertise médica e assistencial do ecossistema Unimed com nosso domínio tecnológico para apoiar a entrega de uma saúde mais ágil, integrada e humana. Com isso, estamos cumprindo nosso propósito de gerar impacto positivo para a sociedade”, acrescenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a Fundação Unimed, que abriga a Seguros Unimed e a Faculdade Unimed, a iniciativa representa uma grande oportunidade de conectar inovação à formação de profissionais e lideranças em saúde. Isso porque a transformação digital exige pessoas preparadas para compreender e aplicar as novas tecnologias. “Essa parceria é uma oportunidade de nos conectarmos a um verdadeiro hub de conhecimento. Campinas sempre teve vocação histórica para a ciência, a tecnologia e a inovação, e o CPQD é uma referência nacional construída ao longo de décadas de desenvolvimento e competência. Nosso objetivo é aproveitar esse enorme acervo de conhecimento que a cidade reúne e aproximá-lo do nosso universo da saúde”, afirma o Dr. Fábio Leite Gastal, diretor acadêmico da Faculdade Unimed.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na visão da Unimed Campinas, a parceria cria um ambiente para aproximar as tecnologias desenvolvidas dos desafios vivenciados no cotidiano da saúde. “Inovação ganha sentido quando consegue responder a necessidades reais. A transformação digital da saúde exige não apenas acesso às novas tecnologias, mas também pessoas preparadas para compreendê-las, aplicá-las e torná-las soluções concretas”, destaca o Dr.  Gerson Muraro Laurito, presidente da Unimed Campinas. “Para nós, a parceria cria um ambiente de convergência entre ciência, pesquisa, tecnologia e a experiência cotidiana do setor, aproximando o conhecimento produzido a partir dos desafios reais da assistência. É essa conexão que permite experimentar novas possibilidades, desenvolver soluções com potencial de impacto e gerar valor para beneficiários, cooperados e profissionais, fortalecendo uma cultura de inovação que esteja, de fato, a serviço da saúde”, conclui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre a Unimed Campinas</b></p>
<p>Compromisso com a saúde é o negócio da Unimed Campinas, a maior Unimed do interior do Brasil, que soma mais de meio século de mercado. O cuidado com o todo está no DNA da Cooperativa, que atualmente possui mais de 3.600 médicos cooperados e uma ampla rede de clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, além dos serviços próprios, que são referência na região.</p>
<p>A Unimed Campinas é comprometida com a qualidade de vida de mais de 750 mil pessoas em atendimento, cuidando também da comunidade. Além de toda essa estrutura, a Cooperativa é patrocinadora de diversos projetos sociais e ambientais, promovendo cuidado integral com o meio ambiente e oferecendo oportunidades de acesso ao esporte, trabalho e cultura a comunidades da Região Metropolitana de Campinas. A confiança estabelecida com seus beneficiários e a solidez alcançada em 55 anos de mercado garantem à Unimed Campinas mais de 70% do <i>market share</i> da região.</p>
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		<title>80 anos do Sesc, o Brasil inteligente</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:07:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O Serviço Social do Comércio está completando 80 anos de atividades neste mês de setembro e é um grande motivo para comemoração, por parte de todos aqueles que valorizam a cultura, a cidadania, a ousadia criativa. O Sesc é o Brasil inteligente, que acredita na força inovadora de seu povo. Com ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O Serviço Social do Comércio está completando 80 anos de atividades neste mês de setembro e é um grande motivo para comemoração, por parte de todos aqueles que valorizam a cultura, a cidadania, a ousadia criativa. O Sesc é o Brasil inteligente, que acredita na força inovadora de seu povo. Com razão, a aviação e a agricultura são apontadas como grandes destaques nacionais no cenário global, mas eu também colocaria o Sesc neste pódio, por tudo o que já fez e continuará fazendo pelo país, por sua crença no potencial de transformação e realização dos brasileiros.</p>
<p>Para começar, as unidades do Sesc são em si mesmas um manifesto, elas traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. São verdadeiros oásis arquitetônicos, ilhas de pensamento e inovação geralmente no meio do cinza monótono das grandes cidades.</p>
<p>Podem ser releituras de monumentos históricos, como nos casos do Sesc Pompeia, em São Paulo, e do Sesc de Registro, no Vale do Ribeira. O Sesc Pompeia era uma antiga fábrica de tambores que foi repaginada pelo traço genial de Lina Bo Bardi e, em determinado momento, uma usina de inspiração para a cena <i>underground</i> paulistana.</p>
<p>Já o Sesc de Registro ocupa o conjunto arquitetônico conhecido como KKKK, a sigla de Kaigai, Kogyo, Kabushiki, Kaisha, a Companhia Ultramarina de Desenvolvimento que instalou 450 famílias nipônicas na colônia estruturada na cidade na década de 1920. Ao revitalizar monumentos históricos, o Sesc tem um propósito pedagógico, de mostrar à população a importância que tem a valorização de suas origens, de suas raízes culturais.</p>
<p>As unidades contemporâneas do Sesc também são especiais, pelas linguagens arquitetônicas que utilizam. São exemplares, neste sentido, as unidades de Guarulhos e as paulistanas de Birigui e 24 de Maio, esta, com a assinatura de ninguém menos que Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), em um de seus últimos projetos.</p>
<p>E o Sesc também valoriza a sustentabilidade em suas instalações, como na unidade do Pantanal, entre os municípios de Poconé e Barão de Melgaço, no Mato Grosso, que é na prática um complexo que inclui a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, a primeira das 13 áreas do Brasil consideradas Sítio Ramsar no Brasil. Convenção de Ramsar é como ficou conhecida a Convenção das Nações Unidas sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, que visa proteger as áreas úmidas, como a do Sesc Pantanal.</p>
<p>Chegar ao Hotel Sesc Porto Cercado, desde Cuiabá, já constitui um passeio a ser curtido em detalhes. A cada trecho da rodovia Estrada Parque Porto Cercado (MT-370) o Pantanal se apresenta em sua exuberância e diversidade. Espaços com a vegetação típica do bioma se revezam com fazendas de gado e áreas úmidas com abundância de garças e jacarés, entre outras espécies que encantam os visitantes.</p>
<p>Em boa parte de seu trajeto, a rodovia foi projetada e estruturada em uma altura bem superior à do solo, como forma de prevenção às conhecidas inundações que contribuem para a riqueza biológica do Pantanal. Esta particularidade contribui para a sensação de se apreciar a paisagem pantaneira como em um voo rasante, perfeito para fotos e filmagens. Paradas ao longo do percurso, como a que eu fiz em 2011, são inevitáveis, para uma mirada ainda mais atenta e ampla do cenário que comove.</p>
<p>Visitar o Borboletário do Sesc Pantanal é obrigatório. Entrar e permanecer alguns minutos – horas, talvez – no borboletário é uma experiência transformadora de quem passa pelo Hotel, por representar um emblema de preservação ambiental aliada à geração de renda.</p>
<p>Homens e principalmente mulheres, reunidas na Associação dos Criadores de Borboletas de Poconé, recebem ovos coletados no borboletário e cuidam das crisálidas ou pupas, que são as borboletas em fase de larvas e casulos. As crisálidas retornam então ao borboletário, onde ocorre a eclosão, a maravilha que é o nascimento de uma borboleta.</p>
<p>São 20 a 30 espécies protegidas, que podem ser apreciadas no borboletário, onde monitores fornecem todas as explicações necessárias. Cerca de 25 famílias vivem dessa atividade, uma contribuição anônima e essencial para a proteção das borboletas do Pantanal.</p>
<p>A preocupação do Sesc com a proteção ambiental não é recente. Pelo contrário, ele foi palco de algumas das primeiras expressões do que ficou conhecido como movimento ambientalista no Brasil e eu fui testemunha de uma delas.</p>
<div id="attachment_21879" style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/sesc-campinas.png"><img class="size-full wp-image-21879" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/sesc-campinas.png" alt="Sesc Campinas:  unidades são em si mesmas um manifesto, traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. Foto: Reprodução" width="828" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Sesc Campinas: unidades são em si mesmas um manifesto, traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Em 1980, o Sesc de Piracicaba, que tinha sido inaugurado no ano anterior, sediou a primeira edição do Festival de Música Ecológica, uma iniciativa totalmente em coerência com a grande mobilização da cidade, naquela época, em defesa do seu principal patrimônio, o rio Piracicaba. O rio começava a ser ameaçado pelo Sistema Cantareira, que retira águas da bacia do Piracicaba para abastecer a Grande São Paulo, e já sofria os impactos da degradação derivada do Proálcool.</p>
<p>O Festival de Música Ecológica era, portanto, uma oportunidade para a manifestação, através da arte musical, do sentimento daquela comunidade, e também de outras, em relação a um modelo de produção econômica que começava a mostrar suas tinturas insustentáveis. Inesquecível a interpretação, na terceira edição do Festival, em 1982, de “O rio”, por Zeza Amaral, co-autor da canção com Keula Ribeiro.</p>
<p>“Cada rio que nasce/ É uma moda de viola da natureza/ Pra cantar o nu dos meninos/ Pra botar nos frutos beleza. É um rosário de peixes e chuvas/ Trançado nas corredeiras/ É o espelho da lua, do sol, dos chorões/ Das lavadeiras/ É o berço das águas, o mel da terra/ Das bocas nas beiras …”, cantava Zeza.</p>
<p>Naquele mesmo período de mobilização pelo rio Piracicaba, um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil estava em curso, o desaparecimento das Sete Quedas, para a formação do lago da hidrelétrica de Itaipu.</p>
<p>A água, a fonte da vida, atacada e violentada de cima abaixo no país que tem o maior volume de água doce do planeta. Então eu ouço aquela voz forte, para cantar a música que terminava, em seus versos marcantes: “Cada rio que morre/ É uma veia que seca, é um rumo sem norte/ Viola quebrada, é um cantador sem estrada,/ É uma faca sem corte/ É um espelho partido, é um berço desfeito/ É o rosário da morte … Cada rio que morre é uma tristeza …”</p>
<p>A música não ganhou o festival, mas para mim foi de longe a melhor, em letra e interpretação. A educação pela arte, a consciência pela música, pelas diferentes linguagens artísticas. Não há instrumento mais poderoso de refinamento de coração e razão.</p>
<p>Esta a força do Sesc ao valorizar o que a cultura brasileira tem de mais belo, a sua diversidade. Ao longo do ano, nas diferentes unidades do Sesc, desfilam criações artísticas brasileiríssimas, as tradicionais e aquelas contemporâneas.</p>
<p>Um dos exemplos de como o Sesc promove a democratização da cultura é a itinerância das Bienais de São Paulo. Muitas unidades sediam, por vários meses, amostras do que foi exposto na Bienal, revelando o novo, o autoral, do fazer artístico de criadores dos mais diferentes países.</p>
<p>A produção literária do Sesc é igualmente muito relevante. As Edições Sesc contemplam um catálogo com obras nas mais diversas áreas da criação. Eu mesmo tive a oportunidade de lançar o livro “Big Bands Paulistas”, na Flip, em Paraty, em 2017, pelas Edições Sesc. O livro, em co-autoria como José Ildefonso Martins, teve prefácio de ninguém menos que Danilo Miranda (1943-2023), durante muitos anos diretor do Sesc São Paulo e um dos grandes responsáveis por tornar o Sesc um dos principais motores culturais do país.</p>
<p>O Sesc é uma verdadeira antena, capta tendências e abre novas frentes de discussão e reflexão. É o caso da situação da pessoa idosa no Brasil, que começou a ser discutida já na década de 1960 pela organização, muito antes do acelerado processo de envelhecimento da população, atualmente em curso.</p>
<p>E a unidade de Campinas teve um papel central neste tema. O Sesc Campinas recebeu a primeira Semana do Idoso, em 1974, e a partir de 1977 sediou a pioneira Escola Aberta da Terceira Idade. Foi uma iniciativa precursora das Universidades da Terceira Idade, de papel muito significativo no movimento hoje denominado de busca do envelhecimento ativo.</p>
<p>Em tempos de avanço do negacionismo nos mais diversos campos, celebrar os 80 anos do Sesc é um gesto de esperança e agradecimento. De gratidão pelo que o Serviço Social do Comércio tem feito por São Paulo, pelo Brasil. Uma explosão de saberes e sabores &#8211; a culinária saudável que o Sesc promove em suas unidades é outra delícia a ser degustada sempre. Obrigado Sesc, parabéns pelos 80 e que venham outros 80, pelo bem da cultura brasileira.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/80-anos-do-sesc-o-brasil-inteligente-por-jose-pedro-martins/">         (Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DE CAMPINAS ARTICULA AGENDA DE AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS E MOBILIZA POPULAÇÃO NA SEMANA DA ÁRVORE</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Programação reúne coletivos, moradores e organizações em atividades de conexão com a natureza, limpeza de espaços públicos e defesa da mobilidade sustentável &#160; Entre os dias 20 e 26 de setembro, o Fórum Socioambiental de Campinas promove e apoia uma agenda que convida a população a ocupar os espaços públicos e participar de iniciativas de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Programação reúne coletivos, moradores e organizações em atividades de conexão com a natureza, limpeza de espaços públicos e defesa da mobilidade sustentável</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os dias 20 e 26 de setembro, o Fórum Socioambiental de Campinas promove e apoia uma agenda que convida a população a ocupar os espaços públicos e participar de iniciativas de cuidado e transformação socioambiental. Realizadas em diferentes pontos de Campinas, as ações reunirão coletivos e cidadãos em torno de temas como preservação ambiental, limpeza urbana, mobilidade sustentável e participação comunitária.</p>
<p>A Semana da Árvore acontece em razão do Dia da Árvore, comemorado no Brasil em 21 de setembro. Com a programação, o Fórum busca dar visibilidade e fortalecer iniciativas que já acontecem nos territórios, aproximando a população de grupos que atuam diretamente na construção de uma cidade mais sustentável. A agenda inicia no dia 20/09, domingo, com duas atividades.</p>
<p>Às 8h, o Parque Linear Ribeirão das Pedras será palco de uma ação do Dia Mundial da Limpeza, mobilizando os participantes para um momento de cuidado coletivo com o espaço público e de conscientização sobre a responsabilidade compartilhada pela conservação da cidade. Também no domingo, às 8h30, o Bosque dos Alemães recebe o “Ritual dos Seres da Mata”, encontro promovido pelo Zendo Mãos Vazias Zen Budismo Campinas, que propõe uma experiência de conexão com a natureza, seguida de piquenique coletivo.</p>
<p>A participação requer inscrição prévia pelo link na bio do Instagram @zenbudismocampinas. A programação da Semana da Árvore segue na terça-feira, 22/09, às 20h no Largo do Rosário, com uma mobilização relacionada ao Dia Mundial Sem Carro, organizada pelos coletivos de ciclistas COCICAM e Massa Crítica Campinas. Com o tema “Mais conexão, menos ilusão. A ciclovia acaba, o caminho não!”, o encontro propõe uma reflexão sobre mobilidade urbana e os desafios enfrentados por quem escolhe modos de deslocamento mais sustentáveis.</p>
<p>Encerrando a agenda, no sábado, 26/09, às 11h, acontece o Mutirão de Limpeza promovido pela Brigada de Barão Saurê na Praça Maria Luiza Pavan Buratto, em Barão Geraldo. A atividade reforça a importância da participação comunitária no cuidado cotidiano com praças e demais espaços de convivência.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-10.21.51.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21875" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-10.21.51.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-09-15 at 10.21.51" width="1080" height="1090" /></a></p>
<p><strong>Uma cidade construída pela participação</strong> &#8211; Para o Fórum Socioambiental de Campinas, a mobilização ambiental não se limita a ações pontuais. A ocupação dos espaços públicos e articulação entre coletivos, moradores e organizações são consideradas ferramentas importantes para ampliar a participação da sociedade nas discussões sobre o futuro da cidade.</p>
<p>A programação da Semana da Árvore pretende, assim, funcionar como um convite para que mais pessoas conheçam as iniciativas socioambientais existentes em Campinas e passem a integrar essa rede, entendendo que uma cidade ganha vida quando é ocupada, cuidada e conectada. Sustentabilidade é responsabilidade Toda a população é convidada a participar das atividades e estimulada a levar seu próprio copo/caneca reutilizável para colaborar na redução da geração de lixo.</p>
<p>Para os mutirões de limpeza no Parque Linear Ribeirão das Pedras e na Praça Maria Luiza Pavan Buratto, em Barão Geraldo, são recomendadas roupas apropriadas: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta. __________________________________</p>
<p>SERVIÇO SEMANA DA ÁRVORE</p>
<p>Articulação: Fórum Socioambiental de Campinas, em parceria com coletivos e iniciativas socioambientais da cidade.</p>
<p>Agenda:</p>
<p>Dia Mundial da Limpeza – Coletivo Ambiental Ribeirão das Pedras</p>
<p>20 de setembro às 8h</p>
<p>Parque Linear Ribeirão das Pedras – Rua Manoel Pereira Barbosa, em frente à entrada da Lagoa do Zadá</p>
<p>Trajes apropriados: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta.</p>
<p>Ritual dos Seres da Mata – Zendo Mãos Vazias Zen Budismo Campinas</p>
<p>20 de setembro às 8h30</p>
<p>Bosque dos Alemães</p>
<p>Participação: mediante inscrição prévia pelo link disponível na bio do Instagram @zenbudismocampinas.</p>
<p>Dia Mundial Sem Carro – COCICAM e Massa Crítica Campinas</p>
<p>22 de setembro às 20h</p>
<p>Largo do Rosário</p>
<p>Mutirão de Limpeza – Brigada de Barão Saruê</p>
<p>26 de setembro às 11h</p>
<p>Praça Maria Luiza Pavan Buratto (em frente ao Brasuca)</p>
<p>Trajes apropriados: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta.</p>
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		<title>Maioria dos presidenciáveis ignora urgência da crise climática e ambiental, diz Observatório do Clima</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:10:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas um dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresenta propostas robustas para clima e meio ambiente; confira análise dos planos de governo feita pelo Observatório do Clima  &#160; O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apenas um dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresenta propostas robustas para clima e meio ambiente; confira análise dos planos de governo feita pelo Observatório do Clima </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos das eleições de 2026, mostra análise do Observatório do Clima (OC) divulgada nesta quinta-feira, 10  de setembro. A comparação incluiu os planos de Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O OC considerou 28 itens da agenda socioambiental e identificou 16 compromissos positivos e detalhados no programa de Lula.</p>
<p>O segundo colocado nas pesquisas, Flávio Bolsonaro, apresenta apenas um compromisso positivo, enquanto sete de suas propostas são claramente antiambientais.  A avaliação busca oferecer ao eleitor um retrato de como os presidenciáveis com mais de 1% nas pesquisas incorporam — ou deixam de incorporar — a agenda socioambiental em seus programas.</p>
<p>O resultado mostra que a mudança climática – maior desafio da humanidade no terceiro milênio – e os temas ambientais estão fora do radar da maioria dos candidatos que pretendem governar o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. Para chegar aos resultados, organizações que integram a rede do Observatório do Clima destrincharam os planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral.</p>
<p>Como papel aceita tudo, as propostas foram avaliadas também à luz da atuação política pregressa de cada candidato. A avaliação partiu de oito grandes eixos: mudanças climáticas, energia, desmatamento, proteção de povos e comunidades tradicionais, agronegócio sustentável, mineração e infraestrutura, governança ambiental e climática, oceano e zona costeira.</p>
<p>“A análise, realizada pela Força Tarefa de eleições do Observatório do Clima, mostra que os temas referentes a clima e meio ambiente de forma mais ampla têm uma atenção muito aquém do necessário. A exceção é o plano de governo do atual Presidente, no qual o ponto de preocupação fica apenas na área de energia, o que era até esperado. Os planos dos 1 demais candidatos são todos muito mais fracos em relação à agenda ambiental, alguns absolutamente inaceitáveis”, diz Suely Araujo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.</p>
<p>Sobre as mudanças do clima, apenas o plano de Lula cita o cumprimento da meta climática brasileira (NDC) e o Acordo de Paris. A adaptação climática aparece como destaque no documento, com detalhamento de ações e prazos. Também há compromissos com o fortalecimento da fiscalização ambiental e agricultura sustentável, que se relacionam direta ou indiretamente com a ação climática.</p>
<p>O plano de Flávio Bolsonaro sequer reconhece a existência de uma crise do clima, o que está alinhado ao seu recorrente posicionamento negacionista. Em maio de 2024, Flávio disse ser uma “armadilha” atribuir as enchentes no Rio Grande do Sul às mudanças climáticas. No fim de agosto passado, durante sabatina no Jornal Nacional, o candidato do PL voltou a repetir sua posição negacionista.</p>
<p>Já o plano de Augusto Cury, apesar de reconhecer as mudanças climáticas, não apresenta uma política estruturada para enfrentá-las e não menciona a NDC brasileira, metas de redução de emissões, neutralidade climática, justiça climática ou racismo ambiental.  O programa de Renan Santos tampouco traz políticas específicas para a crise climática e sequer menciona a agenda de clima.</p>
<p>Também ficaram de fora a meta climática brasileira, o Acordo de Paris, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) ou o Plano Clima. Ronaldo Caiado, por sua vez, reconhece que as mudanças climáticas provocam eventos extremos e perdas agrícolas e propõe medidas de adaptação e prevenção de desastres. O plano, porém, não contém propostas de redução de emissões nem menciona a NDC brasileira, o Acordo de Paris, justiça climática, racismo ambiental, o Plano Clima ou os mapas do caminho.</p>
<p>Quanto a Romeu Zema, apesar de reconhecer que o país é afetado por eventos extremos, não deixa claro quais serão os meios de implementação de ações de monitoramento e resposta a desastres. Em seu governo em Minas Gerais, Zema reduziu em 96% as verbas destinadas à prevenção de impactos das chuvas entre 2023 e 2025. “Desde a última eleição, a agenda de clima ficou mais evidente no país, principalmente depois das cheias no Rio Grande do Sul e da seca na Amazônia. Eventos como estes, que afetaram 2 a vida de milhares de brasileiros, infelizmente tendem a se repetir. Assim, é lamentável ver como alguns candidatos simplesmente ignoram o assunto em seus planos de governo ou, pior, chegam até mesmo a negar a existência das mudanças climáticas”, diz Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.</p>
<p>As análises foram enviadas para as coordenações de campanha das candidaturas citadas. O Observatório do Clima se colocou à disposição dos candidatos para contribuir no aprimoramento de suas propostas para a agenda de clima e meio ambiente. Confira abaixo a tabela síntese da análise em relação aos 28 temas destacados pela rede do Observatório do Clima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-21870" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024.png" alt="Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024" width="579" height="1024" /></a></p>
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		<title>O Pisa 2025 e os desafios para a Educação no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:22:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Foram divulgados ontem os resultados dos exames de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). E os resultados confirmam os enormes desafios para a educação brasileira, sobretudo em termos do ensino e aprendizado em Matemática. O Pisa avalia ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Foram divulgados ontem os resultados dos exames de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). E os resultados confirmam os enormes desafios para a educação brasileira, sobretudo em termos do ensino e aprendizado em Matemática.</p>
<p>O Pisa avalia os conhecimentos, habilidades e atitudes de estudantes de 15 anos. Os testes cognitivos investigam em que medida os estudantes conseguem resolver problemas complexos, pensar criticamente e se comunicar de forma eficaz. Os dados coletados por meio de questionários descrevem o contexto em que os estudantes aprendem. “Isso oferece insights sobre como os sistemas educacionais estão preparando os estudantes para desafios da vida real e para o sucesso futuro”, destaca a OCDE. O Brasil participa do Pisa desde 2000.</p>
<p>Cerca de 760 mil estudantes de 15 anos, de 91 países e economias, incluindo o Brasil, participaram da avaliação.  A amostra do Pisa 2025 no Brasil foi composta por 30.140 estudantes de 1.053 escolas, sendo representativa para um universo de 2.185.000 estudantes de 15 anos (cerca de 76% da população total desta idade).</p>
<p>De forma geral, os resultados apontam uma estagnação na situação dos estudantes brasileiros com 15 anos, nas áreas consideradas nos exames, que são as de Leitura, Matemática e Ciências. Estagnação, se considerados os resultados de 2015 e de 2025.</p>
<p>Em 2015, o Brasil registrou 407 pontos em Leitura, 377 pontos em Matemática e 401 pontos em Ciências.  Em 2022, foram 410 em Leitura, 379 em Matemática e 403 em Ciências. Já em 2025, foram 408 em Leitura (média da OCDE de 461), 377 em Matemática (média da OCDE de 463) e 409 em Ciências (média da OCDE de 482). Houve uma leve melhora em Ciências, portanto, de oito pontos em uma década.</p>
<p>Os desafios aparecem quando são avaliados outros resultados do Pisa, em especial no exame de proficiência na faixa 2. É a faixa com proficiência mínima esperada.</p>
<p>Em Leitura, 49% dos estudantes brasileiros estão pelo menos no nível 2 de proficiência. A média da OCDE é 69%. “As habilidades previstas nesta faixa incluem identificar a ideia principal em um texto e encontrar informações a partir de critérios explícitos”, explica a Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) em análise sobre os resultados.</p>
<p>Já em Ciências, 48% dos estudantes no Brasil estão no nível 2 de proficiência, ou acima. Na média da OCDE, são 74%. “Nesta faixa, os estudantes reconhecem a explicação correta de fenômenos científicos familiares”, observa a Jeduca.</p>
<p>E a grande questão está na proficiência em Matemática, na qual somente 28% dos estudantes estão pelo menos no nível 2 de proficiência, contra 65% na média da OCDE. “Para este nível, é esperado que os jovens consigam comparar a distância total entre duas rotas e converter preços em moedas diferentes, por exemplo”, nota a Jeduca.</p>
<p>“Quase nenhum estudante no Brasil teve alto desempenho no teste de Matemática do PISA, ou seja, atingiu o nível 5 ou 6 em Matemática (média da OCDE: 8%). A maior parcela de estudantes que atingiram o nível 5 ou 6 foi observada em sete países e economias asiáticas: B-S-J-Z (China) (54%), Singapura (37%), Taipé Chinês (32%), Macau (China) (29%), Coreia (23%), Japão (22%) e Hong Kong (China) (21%)”, comentou a própria OCDE, ao analisar os resultados do Brasil.</p>
<p>Os resultados em Matemática são considerados muito desafiadores, no mínimo. “Em Matemática continua um problema muito sério, com 72% não alcançando o conhecimento mínimo que se espera para alguém com 15 anos de idade. Esta porcentagem é muito alta”, comentou para esta coluna Robert Evan Verhine, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), uma das referências em avaliação educacional no Brasil.</p>
<p>Para Verhine, não dá para ignorar a situação identificada em Matemática. “Isto volta para a questão da formação de professores, volta para a própria organização da sala de aula, da gestão da escola e outros problemas”, ele comenta.</p>
<p>Outra importante referência em avaliação educacional no país, Lina Kátia Mesquita de Oliveira, do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também entende que o panorama em Matemática é desafiador. “Continua o forte compromisso de nós trabalharmos para melhorar o desempenho dos estudantes em Matemática”, ela diz, também em comentário para a coluna.</p>
<p>Lina lembra que os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025 já apontavam desafios, em relação ao que era esperado, especialmente em Matemática. Ela nota igualmente que, na avaliação dos resultados do Pisa, deve ser considerado que “esta é uma geração escolar que saiu da pandemia”.</p>
<p>A pesquisadora também enfatiza os resultados do Paraná, muito expressivos em relação a toda a América Latina. Em Ciências, o Paraná obteve a nota 462 no Pisa de 2025, enquanto o país do continente melhor colocado, o Uruguai, alcançou a nota 445. Em Leitura, o Paraná atingiu a nota 458, 22 pontos acima do país melhor colocado, o Chile, com 436. E em Matemática, o Paraná alcançou a nota 423, também acima do Uruguai, o país melhor colocado, com 405. “Foi muito interessante, o Paraná entre os melhores da América Latina e isso deixa a gente feliz, o resultado é promissor. Não está no patamar ideal, com questões importantes, mas com progresso considerável e merece o nosso reconhecimento”, diz ela.</p>
<p>Outros pontos avaliados pelo Pisa 2025 também precisam ser considerados. Um deles é o relacionado ao absenteísmo. Em 2025, cerca de 55% dos estudantes no Brasil relataram ter faltado à escola por pelo menos um dia nas duas semanas anteriores à aplicação do teste (média da OCDE: 22%) e 53% relataram ter faltado a pelo menos uma aula (média da OCDE: 24%). “O problema da frequência é uma situação para destacar, porque é difícil imaginar de onde veio está falta de frequência, comparando com outros países e os  resultados do passado aqui no Brasil”, evidencia Robert Verhine.</p>
<p>Outro ponto a considerar está relacionado ao impacto dos níveis socioeconômicos dos alunos em seu desempenho. No Brasil, em 2025, estudantes socioeconomicamente favorecidos (os 25% mais ricos em termos de <i>status</i> socioeconômico) superaram os estudantes desfavorecidos (os 25% menos favorecidos) em 96 pontos em Ciências. Essa diferença é maior do que a diferença média entre os dois grupos (85 pontos) entre os países da OCDE.</p>
<p>“Entre 2015 e 2025, a diferença no desempenho em Ciências entre os 25% dos estudantes no topo e os 25% dos estudantes na base, em termos de <i>status </i>socioeconômico, aumentou no Brasil, enquanto a diferença média entre os países da OCDE diminuiu. Durante esse período, o desempenho melhorou entre os alunos favorecidos, mas permaneceu estável entre os desfavorecidos”, comentou a OCDE sobre os resultados do Brasil.</p>
<p>O professor Verhine salienta que realmente este é um aspecto negativo indicado pelo Pisa 2025. “A diferença entre os que vêm de boa situação socioeconômica e os que vêm de situação socioeconômica ruim está aumentando. Isto é terrível para um país que tem muitas pessoas em situação econômica difícil”, ele lamenta.</p>
<p>Mais um ponto inquietante se refere à percepção sobre o impacto de recursos materiais no processo de ensino e aprendizagem. Cerca de 26% dos estudantes no Brasil em 2025 frequentavam escolas cujos diretores relataram que a falta de material educacional (por exemplo, livros didáticos, equipamentos de informática, material de biblioteca ou laboratório) dificultava o ensino, pelo menos em certa medida, e 28% estavam em escolas onde a falta de infraestrutura física (por exemplo, edifícios, terrenos, sistemas de aquecimento/resfriamento, iluminação e sistemas acústicos) era percebida como um obstáculo ao ensino. Em 2022, os índices correspondentes foram 25% e 26%, respectivamente.</p>
<p>Mais um desafio se refere à participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Em 2025, 51% dos estudantes no Brasil relataram que seus pais ou responsáveis perguntavam, pelo menos uma vez por semana, o que faziam na escola, enquanto 41% relataram ter pelo menos conversas semanais sobre problemas que poderiam ter na escola. Em 2022, os índices correspondentes foram 62% e 55%, respectivamente”, observa a OCDE. Houve, portanto, uma diminuição da percepção sobre a participação dos pais na vida escolar, o que aliás foi verificado em quase todos os países e economias participantes do Pisa entre 2022 e 2025.</p>
<p>Mas também há um ponto positivo nos resultados do Pisa 2025, que está relacionado à redução do uso de celulares em ambientes escolares. Em 2025, 81% dos estudantes no Brasil frequentavam escolas que adotavam esse tipo de proibição (média da OCDE: 49%), um aumento em relação ao Pisa 2022, quando esse percentual era de 37% (média da OCDE no Pisa 2022: 34%). “Isso indica um aumento substancial na adoção de proibições ao uso de celulares nas escolas nesse período”, nota a OCDE.</p>
<p>Em termos de Ciências Ambientais, disciplina fundamental no atual contexto da emergência climática em todo planeta, o Pisa 2025 apontou a continuidade de desafios para o Brasil, mas também aspectos positivos. No Brasil, 49% dos estudantes atingiram pelo menos o nível de proficiência básico (nível 2) em ciências ambientais. Em média, nos países da OCDE, 74% dos estudantes alcançam esse nível, com mais de 85% atingindo-o em sete países e economias.</p>
<p>Por outro lado, no Brasil, 84% dos estudantes acreditam que podem impactar positivamente o meio ambiente (média da OCDE: 81%); 87% dos estudantes acreditam que a ação coletiva pode contribuir para enfrentar os problemas ambientais (média da OCDE: 82%); 77% relatam saber como trabalhar com outras pessoas para gerar um impacto positivo no meio ambiente (média da OCDE: 68%). Ou seja, há um otimismo maior entre os estudantes brasileiros, em relação aos de outros países.</p>
<p>Do mesmo modo, no Brasil, 67% dos estudantes relataram estar um pouco ou muito interessados em contribuir para a proteção do meio ambiente em seus futuros empregos (média da OCDE: 62%). A maioria dos estudantes se envolveu em atividades relacionadas ao meio ambiente pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à aplicação do Pisa. Em média, nos países da OCDE, as formas mais comuns de participação são conversar com amigos e familiares sobre como gerar um impacto positivo no meio ambiente (Brasil: 60%; média da OCDE: 56%) e tomar decisões de compra com base na sustentabilidade dos produtos (Brasil: 58%; média da OCDE: 54%). Mais dados indicando uma superioridade nas médias brasileiras, em comparação com as de outros países da OCDE.</p>
<p>Em resumo, o Pisa 2025 confirmou que o Brasil ainda tem muito a caminhar para melhorar em termos educacionais, particularmente no ensino e aprendizagem de Matemática, que é essencial para a formação de um aluno crítico, capaz de resolver problemas &#8211; demandas fundamentais no século 21. Os desafios estão aí, não dá para perder mais tempo, considerando a atual velocidade dos avanços científicos e tecnológicos.</p>
<p>É imperativo que o Plano Nacional de Educação 2026-2036 represente avanços de fato para o sistema educacional brasileiro, com uma atuação conjunta, coordenada e eficaz dos entes federativos e com a participação ativa do setor privado e sociedade civil. É o futuro muito próximo do Brasil que está em jogo.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-pisa-2025-e-os-desafios-para-a-educacao-no-brasil-por-jose-pedro-martins/"> (Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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