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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Eduardo Gregori</title>
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		<title>LISBOICES: Desejos de Verão – Final</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 13:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori O verão finalmente havia terminado no Hemisfério Norte, mas na Peninsula Ibérica o sol e o calor, mais brandos, ainda persistiam um pouco mais. Os besouros que Anes faziam das areias escaldantes da Costa de Caparica a sua morada, agora já não são vistos e nem mesmo os verdejantes arbustos estão mais ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<p>O verão finalmente havia terminado no Hemisfério Norte, mas na Peninsula Ibérica o sol e o calor, mais brandos, ainda persistiam um pouco mais. Os besouros que Anes faziam das areias escaldantes da Costa de Caparica a sua morada, agora já não são vistos e nem mesmo os verdejantes arbustos estão mais em seu esplendor. Tudo sinaliza a chegada do outono e consequentemente o adeus à praia.</p>
<p>Mas antes do último ato, mais uma vez estendo minha toalha para espreitar o que se passa no areal muito além de um simples relax e banho de mar. A esta altura do ano já não vejo mais os meus personagens retratados nos textos anteriores. Sinto dividir a praia praticamente com os surfistas.</p>
<p>Tese reforçada pelo confinamento motivado pelo Novo Coronavírus. Nos finais de semana, por exemplo, não é possível cruzar o Tejo, o que diminui ainda mais o público que frequenta a costa do outro lado da margem. Olho para um lado e para outro. Tiro o binóculos da mochila e nada, apenas pipas elevando os surfistas no ar e uns gatos pingados a caminhar pela praia. Dou um tempo e vou pro mar, ainda é possível entrar no gelado Atlantico Norte mas os nervos formigam um pouco, confesso. Volto pra areia, leio um pouco e ouço alguma mude na esperança que o cenário mude.</p>
<p>A tarde passa e quando dou por mim o sol quase está a se por no horizonte, naquele lindo espetáculo que só há na Caparica. Fico frustrado pois nada demais se passou ali naquele dia. Pego o carro e vou pra casa.</p>
<p>Me pego irritado, inquieto e ansioso afinal, só no próximo verão poderei encontrar-me com estas pessoas que buscam, de alguma forma, tipos de prazer que vão além do sol, do calor e da praia. Fico matutando aquela sensação na cabeça por dias até finalmente entender que faço parte daquele cenário também.</p>
<p>Estou em busca de prazer, mas não um prazer sexual é um prazer quase voyeurístico, do observar o comportamento humano, principalmente aquele que se destaca por não se encaixar no padrão do que é esperado normalmente num ambiente como uma praia, por exemplo. Lembro-me que observo sempre a vizinha da frente, não querendo ve-la em trajes íntimos, mas tento entender porque ela passa 365 dias por ano grudada na janela, ou o senhor que gasta o mesmo tempo na frente do prédio onde mora, parecendo observar o nada.</p>
<p>Agora é esperar o verão, que chega em três meses e ver se estes ou outros personagens vão surgir para satisfazer a minha curiosidade.</p>
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		<title>Subversão de poderes</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2020 20:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Gregori]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Série The Boys revela lado sombrio que habita os super-heróis Se há algo que o ser humano sempre sonhou é ter superpoderes. Do ocidente com o Super-Homem ao oriente com o Ultraman, os super-heróis habitam o nosso imaginário. Além de seus fantásticos poderes, super-heróis são o bastião da moral, zeladores da democracia ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<p><i>Série The Boys revela lado sombrio que habita os super-heróis</i></p>
<p>Se há algo que o ser humano sempre sonhou é ter superpoderes. Do ocidente com o Super-Homem ao oriente com o Ultraman, os super-heróis habitam o nosso imaginário. Além de seus fantásticos poderes, super-heróis são o bastião da moral, zeladores da democracia e do patriotismo.</p>
<p>Mas e se todos esses predicados fossem apenas uma fachada para esconder do mundo a verdadeira identidade de uma pessoa com super-poderes? E se o herói que você foi fã algum dia não fosse bem como você imaginava. Esse é o tema da série The Boys, que acaba de estrear sua segunda temporada na plataforma de streaming Prime Vídeo, da Amazon.</p>
<p>Em The Boys, um grupo formado por sete super-heróis tem suas imagens públicas gerenciadas pela Vought, uma poderosa empresa de marketing que, além de cuidar da imagem, enche os próprios bolsos com a venda de produtos licenciados, aparições em eventos e principalmente com o engajamento de ações armadas nas redes sociais. Pense em Hollywood na era de ouro do cinema, quando cada passo de uma estrela era ditado pelos estúdios.</p>
<p>O que faz de The Boys tão atraente é o fato de o enredo desconstruir a imagem certinha que temos  dos super-heróis. Na pauta dos episódios assuntos recorrentes no nosso mundo comum: assédio sexual, consumo de drogas, desvio de moral e por aí vai… ladeira a baixo.</p>
<p>O que pensar de um Capitão Pátria (Antony Starr), um Super-Homem genérico, que se recusa em salvar pessoas em um avião sequestrado por terroristas e depois aparecer em rede nacional para lamentar a morte dos passageiros. E Translúcido, personagem de Alex Hassell que tem o poder da invisibilidade e o usa na maioria das vezes para espreitar mulheres em banheiros. Já o Trem-Bala, personagem de Jessie Usher, corre tanto como The Flash, principalmente quanto está sob efeito de uma droga chamada Componente V.</p>
<p>O grupo dos sete heróis é amado pela população e essa unanimidade é garantida pela Vought, que trata de limpar os estragos que eles deixam pelo caminho, como a morte de pessoas por vingança, pelo uso de drogas e pela disputa de poder.</p>
<p>Os antagonistas que dão nome a série são um grupo de homens liderados por Billy (Karl Urban), um ex-agente da CIA que vive atormentado pelo desaparecimento de sua esposa, o qual ele atribui ao Capitão Pátria. A missão é descobrir os podres dos super-heróis e destruí-los, seja matando-os ou expondo publicamente suas fraquezas. É uma inversão de valores interessante, ao colocar heróis como vilões com superpoderes e mocinhos que contam apenas com coragem e uma dose de inteligência.</p>
<p>A trama de The Boys trata de questões muito atuais como a idolatria por influencers que vendem um mundo perfeito, a manipulação da imagem pública, disputa pelo poder custe o que custar e até a falta de moral no jogo pela soberania entre nações. Ao subverter os valores, ou a falta deles em um super-herói, a série joga um holofote sobre como podemos estar observando e vivendo em um mundo distorcido e manipulado.</p>
<p>Outra frente que abre portas para reflexões está ligada diretamente às duas mulheres que fazem parte do grupo dos sete heróis. Starlight (Erin Moriarty), descobre, ao ser admitida no grupo, que a perfeição vendida pelos heróis não tem nada de verdadeiro. Em seu primeiro dia como membro da equipe, ela é assediada sexualmente por Profundo (Chace Crawford), uma espécie de Aquaman de segunda categoria. Starlight também questiona sua própria visão sobre fé ao ter que falar em um evento religioso e no qual precisa vender a imagem de uma garota virgem e temente a Deus, o que definitivamente ela não é.</p>
<p>Já a Rainha Maeve (Dominique McElligott), uma espécie de Mulher-Maravilha se questiona porque ainda faz parte do grupo. Ela sente o peso do mau-caratismo de seus companheiros e do preço alto que tem de pagar para manter sua imagem imaculada.</p>
<p>The Boys é um bom divertimento por suas cenas de ação e tramas bem amarradas, mas também é uma série para refletir sobre questões que povoam o nosso cotidiano. Não deixe de ver desde a  primeira temporada.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A nova ascensão do Universo Star Wars</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 21:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Baby Yoda leva fãs da saga a loucura com The Mandalorian, série que estreou este mês no Brasil junto com o serviço de streaming Disney+ &#160; Sou fã de Star Wars. Assisti no cinema o primeiro, Uma Nova Esperança, lançado no final dos anos 70, vi todos os outros, torci o bigode para ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<p><i>Baby Yoda leva fãs da saga a loucura com The Mandalorian, série que estreou este mês no Brasil junto com o serviço de streaming Disney+</i></p>
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<p>Sou fã de Star Wars. Assisti no cinema o primeiro, <i>Uma Nova Esperança</i>, lançado no final dos anos 70, vi todos os outros, torci o bigode para a retomada de uma nova trilogia em <i>A Ameaça Fantasma</i> (1999), gostei dos spin offs <i>Rogue One</i> (2016) e<i> Han Solo: Uma História Star Wars</i> (2018) e aprovei, mas com ressalvas, o ponto final da saga com <i>A Ascensão de Skywalker</i> (2019).</p>
<p>Mesmo para um fã as vezes é inevitável se perguntar se a história que acompanhou a sua vida ainda faz sentido. Obviamente nesta trajetória aconteceram altos e baixos, filmes bons e outros nem tanto. Costumo dizer que vilão mesmo era Darth Vader (David Prowse) porque Kylo Ren (Adam Driver), o malvado da última trilogia não passou de um menino mimado e problemático, tanto que tiveram de resgatar o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) para dar um pouco mais de peso no lado sombrio da Força.</p>
<p>Quando pensava qual o caminho Star Wars tomaria no futuro, ou se haveria algum futuro, um mês antes da estreia de A Ascensão de Skywalker eis que o serviço de streaming Disney + lança nos Estados Unidos <i>The Mandalorian</i>. Bastou uma figura aparecer para catapultar a série e o universo Star Wars entre os assuntos mais comentados das redes sociais em todo o mundo e causar furor entre fãs e entre quem nem mesmo acompanhava a saga. O responsável de tudo isso: Baby Yoda, uma criança de 50 anos da mesma espécie do mais respeitado dos Jedis: Mestre Yoda.</p>
<p>Na verdade, Baby Yoda foi o nome dado pelo público, uma vez que a Disney o chama apenas de A Criança, aliás, nome do episódio que marca o início da primeira temporada da série. <i>The Mandalorian</i> se passa aproximadamente cinco anos depois o terceiro filme da trilogia original: <i>O Retorno de Jedi</i> (1983), quando o império é destruído e uma nova república está sendo construída. E é neste cenário de transição político-social, fértil para caçadores de recompensas e poderes paralelos que a série se desenvolve mantendo-se fiel a referências e estética do universo Star Wars.</p>
<p>O personagem que dá nome a série, interpretado pelo ator chileno Pedro Pascal, percorre planetas trabalhando como caçador de recompensas. Conhecido e temido por sua eficácia profissional, o Mandaloriano se vê como caça ao trair os princípios dos caçadores de recompensa. Ele descobre que uma de suas missões é levar a criança para um experimento que provavelmente resultará na sua morte. O caçador então decide ficar com ela e protegê-la. É um contraponto interessante para a figura de um homem de métodos violentos que se afeiçoa por uma criança e desenvolve por ela uma espécie de instinto paterno.</p>
<p>O Mandaloriano passa então a percorrer mundos para escapar de outros caçadores que também querem o bebê. A jornada da improvável dupla muda de sentido quando a forjadora da armaduras usadas pelos mandalorianos diz ao protagonista que sua missão é encontrar a espécie do pequeno Yoda e entregá-lo são e salvo. Pelo caminho eles passam por muitos apuros, além de encontrar falsos e verdadeiros mandalorianos, povo do planeta Mandalore conhecido por seu código de honra de ajuda mútua e de nunca revelar o rosto a ninguém.</p>
<div id="attachment_18056" style="width: 930px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Star2.jpg"><img class="size-full wp-image-18056" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/12/Star2.jpg" alt="Cena de The Mandalorian (Foto Divulgação)" width="920" height="613" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de The Mandalorian (Foto Divulgação)</p></div>
<p>Apesar de utilizar novas tecnologias em cenários e estar muito bem estruturada na continuidade do universo Star Wars, o roteiro dos episódios parecem feitos para cativar uma nova onda de jovens e nem tanto os fãs que acompanham a saga desde o início e que nesta altura já passam dos 50 anos. Há ação o tempo todo, mas as tramas são muitas vezes um tanto quanto juvenis demais, sem dilemas e vilões do calibre de Vader. Talvez seja esse o futuro de Star Wars, agregar uma nova base de seguidores que não acompanharam os conflitos existências dos personagens principais dos filmes originais e dos mais recentes. Apesar dessa decepção um tanto quanto intelectual, é impossível não se apaixonar por Baby Yoda, tanto que eu já encomendei o meu! Não deixe de assistir.</p>
<p>The Mandalorian acaba de estrear sua segunda temporada e pelo sucesso que vem fazendo deverá ter sua continuidade garantida na plataforma Disney +</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/rV-BmMbWEj4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Influencer da sétima arte</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 18:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Paula Ferreira coloca o interior paulista em destaque ao ser a primeira da região a apresentar festival de cinema Paula Ferreira é destas pessoas que não param quietas. Nascida em Campinas, mudou-se com a família ainda bebê para Foz do Iguaçu, no Paraná. Já adulta voltou para Campinas e passou três anos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<div class="gmail_default"><em>Paula Ferreira coloca o interior paulista em destaque ao ser a primeira da região a apresentar festival de cinema</em></div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">Paula Ferreira é destas pessoas que não param quietas. Nascida em Campinas, mudou-se com a família ainda bebê para Foz do Iguaçu, no Paraná. Já adulta voltou para Campinas e passou três anos na cidade até se estabelecer em definitivo em Paulínia. Dona-de-casa, cabeleireira, empresária, ativista dos direitos LGBTQ+ e mais recentemente influencer. Trabalhar é o que move essa jovem senhora com ar e energia de uma moleca.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">Popular na internet, Paula batalha cada like e inscrição de seu canal com um conteúdo construído sobre pautas de arte e cultura e também de militância. Sério, mas ao mesmo tempo leve, o canal que leva o seu nome mostra também de forma bem descontraída editoriais de make up e dicas. Um destaque é a playlist Babados de Cabeleireira, em que Paula garante boas risadas com histórias hilárias, contadas de forma bem descontraída e engraçada.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">E toda esta espontaneidade chamaram a atenção do público, de marcas e do festival de cinema Cinefantasy. Paula, que já fazia parte do júri, recebeu o convite para apresentar o evento deste ano, realizado totalmente em estúdio por conta da pandemia. Paula nos conta nesta entrevista sobre a premiação, sobre cinema e sobre seu canal.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Fale-nos um pouco sobre a premiação?</strong></div>
<div class="gmail_default">Cinefantasy é uma premiação de cinema para filmes nacionais e internacionais com temática fantasia. Ela que acontece todos os anos em São Paulo. Além do prêmio há também workshop e mostra dos indicados.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Quando ocorreu e quantos filmes concorreram?</strong></div>
<div class="gmail_default">Esse ano aconteceu entre os dias 06 a 20 de setembro. Foram 140 filmes do cinema nacional e internacional selecionados a partir de 780 filmes assistidos por uma curadoria rigorosa.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Como deu-se a sua escolha para apresentar a premiação? </strong></div>
<div class="gmail_default">Ano passado fui convidada por Monica Trigo, diretora do evento, e Eduardo Santana, o idealizador, para entregar o prêmio &#8220;Fantástica Diversidade&#8221; para curta metragem. Acredito que desempenhei  bem o papel e eles tinham em mente que eu entregasse novamente o prêmio porém, enquanto Monica me passava as coordenadas de como seria, já que esse ano por conta da pandemia tudo deveria ser feito em estúdio, ela me questionou se eu não gostaria de apresentar todo o festival. Nem preciso dizer que dei pulos de alegria e aceitei na hora.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Você sempre esteve no meio do cinema especialmente em Paulínia. Qual a sua ligação com o cinema? </strong></div>
<div class="gmail_default">Eu amo arte e cultura. Trabalho com shows e performances desde os 19 anos de idade, então quando Paulínia se tornou polo cinematográfico senti que era o momento de tentar outras vertentes da arte. Participei então de trabalhos voltados à produção cultural como teatro, cinema, novelas, desfiles e até eventos musicais. Trabalhei de uma forma informal inicialmente, aprendendo ao exercer a obra, mas em 2017 me formei pela Cais das Artes em produção e gestão cultural e aí tomei a frente de projetos artísticos na minha região.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Você assiste muitos filmes? </strong></div>
<div class="gmail_default">Amo e assisto muito, não só filmes, como também teatro, musicais e tudo que envolva arte.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Que tipo de trama te agrada mais? </strong></div>
<div class="gmail_default">Eu gosto de esvaziar a mente com boas risadas e perspectivas quase juvenis. Adoro uma boa comédia romântica.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">
<div id="attachment_18026" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/11/PaulaFerreira1.jpg"><img class="size-large wp-image-18026" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/11/PaulaFerreira1-1024x683.jpg" alt="Paula Ferreira: planos  para o canal no Youtube (Foto Divulgação)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Paula Ferreira: planos para o canal no Youtube (Foto Divulgação)</p></div>
</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Este ano, apesar da pandemia, teve algum filme que você gostou mais?  </strong></div>
<div class="gmail_default">Falei tanto de comédia romântica, mas vou indicar dois dramas: &#8220;Mignonnes&#8221; vale muito a pena assistir, pois tem uma crítica social relevante. Tem também &#8220;Viver Duas Vezes”. Esse fala sobre o que não podemos deixar pra trás e nosso tempo por aqui.  Vou indicar também uma comédia romântica: “Férias”, que é um remake, mas trazendo piadas sobre problemáticas mais atuais. Com certeza serão ótimas risadas.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Você se acha uma pessoa crítica no que diz respeito a um filme?  </strong></div>
<div class="gmail_default">Me sinto crítica, mas também consumidora. Não quero perder o prazer de ver bons filmes.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Qual seu critério para avaliar uma produção? </strong></div>
<div class="gmail_default">Eu tenho dois olhares. Esse ano também fui jurada no Cinefantasy, assisti os mesmos filmes três vezes cada. A primeira pra descontrair, apenas eu e meu coração, a segunda vez olhei a atuação, o cenário e o que mais meu olho pode captar e a terceira me atrelei à direção e à construção da história.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Qual sua opinião sobre o Polo de Cinema de Paulínia que foi desmontado?</strong></div>
<div class="gmail_default">A cultura e a arte no Brasil não têm sido prioridade. Paulínia é um reflexo da política brasileira e da falta de incentivo à cultura e à arte que vem se estabelecendo. O que salva é que mesmo sem os tais incentivos de nossos governantes, nosso povo exala cultura em tudo que faz como artistas que, neste tempo de pandemia, ofereceram sua arte de forma gratuita via internet.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Neste momento de pandemia você se sente segura de ir a um cinema? </strong></div>
<div class="gmail_default">Não, não me sinto segura em ir em nenhum local com aglomeração. Estou isolada desde o carnaval. Paralisei meus trabalhos no dia 16 de março por total e assim estou até a vacina chegar. Estou trabalhando em casa sem contato externo com raras idas para comprar mantimentos ou passear com o cachorro em um campo aberto próximo ao teatro, só pra matar saudade.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Como influencer  sua opinião tem um peso enorme. Aconselharia as pessoas a voltarem a ver filmes nos cinemas?  </strong></div>
<div class="gmail_default">Não, jamais e de forma alguma. No momento a minha dica é FIQUEM EM CASA, mesmo locais que já abriram e estão permitidos por lei eu não vou, não incentivo ninguém a ir. Estamos vivendo um momento novo em que não sabemos de nada. Cautela ainda é necessária, mesmo depois da vacina eu terei meus cuidados.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Qual sua opinião sobre filmes exibidos em drives ins? Já foi, gostaria de ir?</strong></div>
<div class="gmail_default">Sim eu fui e achei super interessante. Levei lanche e coberta pois estava frio. Foi uma experiência bem legal. Acho, inclusive que deveria se manter mesmo depois que tudo passar.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Você gostaria de atuar em um filme? </strong></div>
<div class="gmail_default">Sim, inclusive eu recebi uma proposta para um curta. As gravações iriam acontecer em abril deste ano, mas foi cancelado devido a pandemia. Vamos aguardar para o ano que vem.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Fale-nos um pouco do seu trabalho nas suas redes sociais </strong></div>
<div class="gmail_default">No início eu nem via como trabalho. Meu intuito sempre foi levar informações sobre transexualidade e travestilidade, pelo fato de não ter nada didático nas mídias abertas. As poucas que tinham eram de forma pejorativa e marginalizada e isso me incomodava. Então, além de falar sobre a minha vivência, trago outras pessoas trans para falar sobre os recortes sociais delas, tentando assim desmistificar tudo que se acha sobre pessoas como eu.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">Também falo sobre arte e cultura porque entendo que junto com a educação são o caminho da mudança, da liberdade. Como disse, não tinha pretensão que virasse trabalho. Porém esse ano, em meio a toda essa confusão de pandemia me vi com tempo ocioso e criei mais vídeos, aumentei os dias de gravação e eis que em agosto comecei a receber pelo trabalho no youtube e também recebi propostas de parcerias comerciais. Ainda não é nada que me permita abandonar meu trabalho, mas já enxergo que é possível. Acho legal entender como um trabalho, já que há uma carga horária até maior de produção e uma dedicação que não é diferente de qualquer empresa.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>É mais difícil ser uma influencer no interior de São Paulo?</strong></div>
<div class="gmail_default">Tem dois lados. Um mostra que no interior tem menos concorrência e você se destaca mais rápido, mas também tem menos trabalhos. O que te estagna em não conseguir avançar. Já na capital tem mais trabalhos, mais propostas, você pode crescer mais, mas tem mais concorrência e então você precisa ir além dos seus limites para ganhar destaque. Ainda assim, na balança, vejo que as capitais são vitrines e há sim mais oportunidades.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><strong>Quais planos tem para o seu canal e para a sua vida profissional?  </strong></div>
<div class="gmail_default">Gostaria de avançar meu canal em número de seguidores para conseguir me dedicar 100% a ele, melhorar em muitos quesitos desde a produção dos vídeos, o conteúdo, a aparelhagem, nossa dedicação que hoje é dividida com outros trabalhos. Automaticamente minha vida profissional se basearia em viver da minha arte e trago aqui inclusive uma frase que levo pra vida  &#8220;Escolha um trabalho que você goste e nunca terá que trabalhar um só dia”. Eu sei a frase contém problemáticas, porque eu trabalho até mais hoje, mas é meu, é com amor, eu realmente sinto prazer.</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">Premiação:</div>
<div class="gmail_default">
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</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default">Canal Paula Ferreira:</div>
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		<title>LISBOICES: Desejos de Verão &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 13:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Sou rato de praia, confesso, mas desconhecia um adereço que é usado com bastante frequência na orla portuguesa: o corta-vento. Não sei se existe no Brasil, mas aqui é uma ferramenta quase que obrigatória para quem vai, principalmente nas praias da Costa de Caparica. Há muito vento por aqui. Não é à ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<div>Sou rato de praia, confesso, mas desconhecia um adereço que é usado com bastante frequência na orla portuguesa: o corta-vento. Não sei se existe no Brasil, mas aqui é uma ferramenta quase que obrigatória para quem vai, principalmente nas praias da Costa de Caparica. Há muito vento por aqui. Não é à toa que a Praia da Bela Vista é a preferia dos surfistas que praticam kite surf. Nos dias de vento ou você usa ou come muita areia.  O corta-vento, além de proteger, dá uma certa privacidade. Se você está nu e não quer se expor tanto, ele ajuda a deixar alguns olhos fora do alcance.</div>
<div></div>
<div>Estou sentado na areia com um amigo do Brasil e vemos um casal se instalar a uns vinte metros de nós. Armam toda a parafernália de praia, sombrinha, que aqui é chapéu de sol, toalhas imensas, aqui conhecidas como Saigon e o corta-vento. Já não os vemos mais, protegidos pelo aparato. O dia estava lindo, aproveitamos a água e entre um bate-papo e outro na areia, percebemos um homem que andava pela praia e sempre ia na direção do casal e voltava para seu lugar. Aquela cena talvez passasse desapercebida, afinal andar na praia é algo bem comum.</div>
<div></div>
<div>Mas nesse vai-vem, o homem pareceu-me, pelo menos ao longe, estar excitado. Viramos os dois, eu e meu amigo para ver a cena e claro, divagar sobre o que poderia estar acontecendo, afinal estava ali um casal e imagino se o marido visse um homem excitado perto de sua esposa, alguma confusão daria. E ficamos à espera de um barraco e nada.</div>
<div></div>
<div>O homem passa por nós outra vez e se instala com o casal sob a proteção do corta-vento. Imaginamos que então estava formado um trio. Para nossa frustração não conseguimos ver e nem ouvir nada. O bom disso é que nos rendeu muitas hipóteses e rimos divertidamente ao longo do dia a pensar sobre o que havia ocorrido.</div>
<div></div>
<div>O homem foi-se de vez e tudo voltou a ser como antes. Já no fim de tarde levantamos acampamento e nos despedimos do belo dia de praia. Estamos no estacionamento guardando nossos apetrechos quando o casal aparece e abre o porta-malas do carro, que está bem próximo do meu.</div>
<div></div>
<div>Não paro de pensar em aborda-los para saber o que se passou atrás do corta-vento. É um casal de meia-idade, aparentando quarenta e poucos anos, ambos os dois bonitos e me parecem simpáticos. Não resisto, me aproximo e me dirigi à eles: boa tarde!</div>
<div></div>
<div>Surpresos, respondem em inglês e se desculpam por não falar português. Então tento engatar uma conversa, pergunto se estão gostando de Lisboa, mesmo em tempo de pandemia e o que acharam da praia. Dou uma deixa para ver se entram no assunto.</div>
<div></div>
<div>Eles me dizem que adoraram a praia, principalmente pela liberdade de poderem estar nus sem ninguém ficar julgando o físico do outro. Dou um sorrisinho maroto e digo: “Podemos ficar nus e mais alguma coisa”. Soltam uma gargalhada e meu dia está ganho. Tento dizer com máxima polidez que não pude deixar de notar o que se passou com eles e a resposta é na lata: No problem!</div>
<div></div>
<div>Erika e Jonathan são casados há 20 anos, se conheceram em Liverpool ainda na adolescência e desde então formam um casal. Tem dois filhos e vivem em Manchester, norte da Inglaterra. Erika me conta que no Reino Unido sexo ainda é um tabu e a sociedade vê o sexo fora do casamento como algo muito sujo, principalmente para as mulheres.</div>
<div></div>
<div>Ela me diz que nascer em uma família inglesa tradicional é não perguntar aos pais o que é desejo, sexo ou se auto-conhecer sexualmente na adolescência. Erika disse que nunca conversou sobre estes assuntos com sua mãe e muito menos na escola. “Quando casei com Jonathan eu era praticamente uma ignorante no assunto sexo”, lembra. E foi com ele que aprendi tudo.</div>
<div></div>
<div>Fico surpreso com a franqueza da mulher e tento imaginar porque ela está dando esta volta imensa para me contar apenas o que havia ocorrido horas atrás na areia. Os ingleses são muito fechados então penso que é uma forma de verbalizar, algo que eles não fazem com frequência.</div>
<div></div>
<div>Erika finalmente me conta que o homem da praia lhe chamou atenção e foi ela que atirou olhares para ele.  &#8220;Ele passou por nós uma vez e eu o achei interessante e disse ao meu marido que gostaria de te-lo conosco”. Pergunto como uma jovem tão inexperiente se transformara em uma mulher tão decidida sexualmente e com a aprovação do marido.  “Jonathan cresceu na Espanha e ele sempre foi muito aberto a estas questões. Depois de dez anos de casados a minha vida sexual com meu marido já era incrível. Foi aí que ele me pediu de aniversário de casamento que pudéssemos experimentar ter outra mulher conosco. Eu fiquei com medo, sei lá dele se apaixonar por ela, mas também tinha curiosidade. E foi muito bom”, lembra.</div>
<div></div>
<div>Erika diz que adora países da América do Sul e da Peninsula Ibéria, pois as pessoas parecem mais livres, pelo menos sexualmente falando. “Fomo ao Brasil há uns cinco anos e tenho muita saudade do calor e das pessoas sempre muito alegres”, conta ao saber que sou brasileiro.</div>
<div></div>
<div>Já havia comido todas as unhas para que Erika chegasse ao desfecho da história mas dei-lhe tempo para contar tudo o que desejava colocar para fora. E ela continua : “Hoje completamos 20 anos de casados e eu disse que queria de presente outro parceiro. Jonathan achou justo. Foi quando vi o rapaz passar por nós e disse que poderia ser ele”, revela.</div>
<div></div>
<div>Jonathan conta que não houve muita conversa. “Ele chegou, deitou-se no meio de nós e já foi beijando a Érika. Confesso que esquecemos um pouco que estávamos em uma praia e deixei a coisa fluir solta”, diz com um sorriso bem maroto. Erika termina a história dizendo que “namorou” seus dois homens juntos e separados e realizou seu desejo e agradeceu ao marido por seu presente de casamento.</div>
<div></div>
<div>“Somos felizes assim. Acho que, quando você permite que seu companheiro realize seus desejos a relação fica ainda mais forte, mais íntima. Não existe traição quando tudo está em cima da mesa. Acho que somos muito, muito fiéis um ao outro”. Eu poderia sentar-me com eles na mesa de um bar e passar horas, mas eles se despedem, me dizem que vão para o Algarve, a Meca dos ingleses em Portugal. Despeço-me, peço desculpas pela indiscrição e agradeço pela sinceridade.   A dupla despede-se animada, imagino eu planejando outras aventuras em terras lusas.</div>
<div></div>
<div>
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		<title>Conto de fadas da vida real</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 18:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Mundo mágico de Carnival Row é apenas um disfarce para tocar em questões muito reais  Quando me deparei com o anúncio da série Carnival Row na tela de abertura do Prime Video achei que fosse mais um conto de fadas incrementado com ação policial. A sinopse fala de assassinatos na fictícia cidade de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<p><em>Mundo mágico de Carnival Row é apenas um disfarce para tocar em questões muito reais </em></p>
<p>Quando me deparei com o anúncio da série Carnival Row na tela de abertura do Prime Video achei que fosse mais um conto de fadas incrementado com ação policial. A sinopse fala de assassinatos na fictícia cidade de Burgo na era Vitoriana. O pano de fundo que conduz a trama é Carnival Row, bairro boêmio onde vive Vignette Stonemoss (Cara Delevingne), uma fada que após a morte de seu amado, o humano Rycroft Philostrate (Orlando Bloom), tenta recomeçar a vida ao fugir da guerra que fez sucumbir sua terra-natal.</p>
<p>Carnival Row estreou há pouco mais de um ano nos Estados Unidos e recebeu elogios da crítica e do público, tanto que a Amazon confirmou a continuidade da série. Antes mesmo que o espectador sinta-se preso pela trama, as locações enchem a vista. Rodada na cidade de Praga, capital da República Tcheca, a série remonta uma era de opulência social e de intrigas palacianas.</p>
<p>São oito episódios e nos dois primeiros imaginei que a trama ficaria apenas nos protagonistas e seria recheada com as investigações de Philostrate, um detetive da polícia, que precisa desvendar uma série de assassinatos misteriosos. Errei feio.</p>
<p>Carnival Row é um mundo mágico com fadas, faunos e humanos e no decorrer dos episódios se envereda por questões raciais o que enriquece o enredo e o traz para mais perto da realidade. Neste mundo mágico os humanos estão no topo da cadeia social, enquanto faunos são empregados e fadas são prostitutas. Fica claro que a ascensão social só é permitida para humanos, enquanto outras espécies têm de se contentar em ocupar os lugares designados a elas.</p>
<p>Tudo parece correr bem até a chegada Agreus (David Gyasi), um fauno milionário que compra uma mansão no bairro mais nobre de Burgo. Sua vizinha, Imogen Spurnrose (Tamzon Merchant) se apressa para fazer uma visita ao novo morador e ao se deparar com Agreus, pergunta-lhe onde está o dono da casa. Ele responde: &#8220;Eu sou o dono da casa”, para a incredulidade da donzela.</p>
<p>Falida pelos gastos do irmão Ezra (Andrew Gower), Imogen vê no fauno a chance de receber muito dinheiro introduzindo Agreus na alta sociedade de Burgo. A presença do fauno nos salões causa curiosidade, estranhamento e principalmente discriminação. Preconceito sentido também pelo próprio Philostrate ao finalmente descobrir seu passado depois de crescer em um orfanato abandonado pela mãe.</p>
<p>E quando eu achava que a trama já estava muito interessante com questões raciais, belas paisagens de Praga, assassinatos não resolvidos e a caça à uma criatura mítica, Carnival Row dá um passo além ao introduzir xenofobia legitimada politicamente. Duas forças do parlamento de Burgo, outrora antagônicas, convertem-se em uma única voz humana contra fadas e faunos. A posse de um novo chanceler é construída em cima de um discurso de ódio contra as outras espécies, discurso ecoado e celebrado pela líder da oposição e por todo o parlamento.</p>
<p>Espalha-se o ódio pela cidade, leis são criadas para separar espécies e faunos e fadas são exilados em Carnival Row. Discriminação racial, xenofobia, polarização, ódio… uma história da era vitoriana mas com uma conexão direta com o que estamos vivendo em 2020. Agora é esperar pela segunda temporada para ver se a opressão seguirá no poder ou se Carnival Row virará a mesa.</p>
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		<title>LISBOICES: Desejos de Verão &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 18:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Gregori]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori O verão no hemisfério norte acabou. O sol, que antes baixava no horizonte às 10h da noite, agora vai embora no máximo às 7h. A temperatura está lentamente abaixando e até choveu. Entretanto, Lisboa, mesmo no meio de uma pandemia, ferveu em suas areias escaldantes de calor, sexo e hipocrisia. É neste ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<p>O verão no hemisfério norte acabou. O sol, que antes baixava no horizonte às 10h da noite, agora vai embora no máximo às 7h. A temperatura está lentamente abaixando e até choveu. Entretanto, Lisboa, mesmo no meio de uma pandemia, ferveu em suas areias escaldantes de calor, sexo e hipocrisia. É neste contexto que Lisboices terá quatro contos: Desejos de Verão, que têm como pano de fundo a Praia da Bela Vista, na Costa de Caparica, onde locais, residentes e turistas vão para tomar sol, mas também para escaparem das amarras sociais que não os permitem realizar seus desejos carnais.</p>
<p>Passei o verão na praia em busca de personagens. Eu já havia ouvido sobre este recanto dos desejos português mas acreditava ser mais mito que verdade e não descobri que é verdade mesmo? O meu primeiro personagem é um brasileiro, Jorge obviamente não é seu nome, mas vou chamá-lo assim. Ele está há 5 anos em Portugal. Encontro-o nas dunas da Praia da Bela Vista como um eremita errante, observando com olhos de água quem possa satisfazer-lhe.</p>
<p>Ele pensa que estou interessado, mas lhe conto meu propósito e ele diz que tem muita história para contar, só não quer mostrar o rosto. Sentamos no alto das dunas, longe do mar. As pipas do kite surfe colorem o céu em uma dia lindo.</p>
<p>Jorge chegou a Lisboa sozinho. Deixou a esposa e os dois filhos em Belo Horizonte. Alugou um quarto na Mouraria, região lisboeta tradicionalmente ocupada por imigrantes, principalmente muçulmanos vindos da África e do Oriente Médio. Conseguiu emprego em um café, mas com a chegada da pandemia perdeu o trabalho e teve que buscar uma alternativa.</p>
<p>Ainda ilegal, não pode tirar carteira de habilitação e nem comprar uma moto para fazer entregas de comidas, estas que se pedem por aplicativo. Decidiu comprar uma bicicleta e não se cansa de subir e descer as colinas de Lisboa entregando encomendas alheias.</p>
<p>Jorge me conta que casou a mando do pai, pessoa que ele diz ter o maior respeito do mundo. Jorge tem quase 60 anos e lembra que na sua época obediência aos pais era tudo na vida de uma criança. Ele me conta que sempre soube que não era o que ele chama de pessoa normal. Aprendeu a gostar de Maria do Socorro, sua esposa, mas quando olhava para outros homens sentia uma estranha vontade de estar com eles.</p>
<p>Sua vida no Brasil não era de todo ruim. Era corretor de seguros e ganhava o suficiente para sustentar a família, mas não sentia sua vida completa, queria experimentar aquilo que não lhe saía da cabeça. Jorge me conta que tinha medo que, se realizasse seu desejo em sua cidade, talvez pudesse ser descoberto, e se gostasse e quisesse viver um romance, como seria? Medo e tesão povoavam sua cabeça noite e dia.</p>
<p>Jorge me diz que sua relação com Maria do Socorro é boa. Na cama, revela que o sexo era bom apesar de parecer mais como cumprir os deveres de marido. Uma noite pôs-se a pensar como escapar daquela vida sem magoar ninguém, nem a sua esposa, filhos e nem a ele mesmo.</p>
<p>No dia seguinte, em sua timeline de uma rede social a propaganda de um voo para Lisboa fez acender uma luz. “Vi aquilo como um aviso. E se eu fosse morar fora? Eu poderia fazer mais dinheiro e mandar pra casa, estaria longe e poderia experimentar essa minha vontade”, conta.</p>
<p>E Jorge foi masturbando esta ideia na cabeça até que decidiu ir. Conversou com a esposa que, apesar da tristeza de ficar longe do marido, acreditou que seria melhor para os filhos, pois teriam a oportunidade de oferecer-lhes uma vida menos regrada financeiramente.</p>
<p>Jorge chegou a Lisboa no início do ano e foi nos bares do Bairro Alto que conheceu muita gente e de todo lugar. Nuno, um rapaz que havia conhecido em uma noite no Bar 3, no Príncipe Real, o convidou para uma praia na Costa da Caparica. Nuno explicou que o lugar era para quem queria ficar ao sol ou perder-se no mato com outros homens.</p>
<p>Jorge me diz que não dormiu naquela noite de tanta ansiedade. Quando chegaram a praia, não quis saber muito do mar. Embrenhou-se na mata e lá encontrou homens de todas as idades e de todos os lugares. Todos com apenas um propósito: entregar-se ao prazer.</p>
<p>E foi naquele dia que Jorge provou de muitas bocas, de muitos homens e no fim soube que era aquilo que lhe faltava na vida. E todo verão Jorge faz o seu ritual de ir à praia não para banhar-se no mar, mas para realizar seus desejos. Ele me diz que tem enviado dinheiro para o Brasil, tem saudade mas não quer voltar já e nem pensa em trazer a família.</p>
<p>Não lamenta não ter encontrado alguém do mesmo sexo para mar. “Acho que amo mesmo a minha mulher. Aqui venho mesmo é para me divertir”, define. Ele levanta do meu lado, olha para o horizonte e diz que o sol já está caindo e que ainda não se satisfez por completo.</p>
<p>Agradeço o tempo que teve comigo e nos despedimos. Ele desce as dunas em direção à mata e desaparece. Fico imaginando onde Jorge estará e com quem estará realizando os seus desejos que não pode realizar no Brasil.</p>
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		<title>Uma diva discreta</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 17:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Gregori]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Cantora e produtora campineira Margareth Reali volta ao estúdio após uma década e lança single de olho no Brasil e no mundo Margareth Reali não está tocando nas rádios, não está cantando nos programas de auditório e nem em lives bombadas nas redes sociais. Não, ela não está em uma grande turnê ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<div><em>Cantora e produtora campineira Margareth Reali volta ao estúdio após uma década e lança single de olho no Brasil e no mundo</em></div>
<div></div>
<div>Margareth Reali não está tocando nas rádios, não está cantando nos programas de auditório e nem em lives bombadas nas redes sociais. Não, ela não está em uma grande turnê com bailarinos coreografados e cenário ultratecnológico.</div>
<div></div>
<div>Apesar de parecer remar contra uma maré que impulsiona e mantém muitos artistas em destaque, Margareth com seu jeito meigo, sua elegância, voz suave e meio tímida, construiu uma bem-sucedida carreira que já contabiliza 33 anos e que a levou a produzir e a cantar de igual para igual com grandes nomes da MPB.</div>
<div></div>
<div>Foram dez anos longe dos estúdios e do palco, tempo para criar o filho, se recuperar de um AVC e se dedicar à produção de shows. Mas o hiato de uma década não foi suficiente para calar a vontade de voltar a gravar e de reencontrar seu público. E são estes desejos que trazem de volta a Margareth cantora, uma artista sem medo de se reinventar e de olhar além dos muros da MPB.</div>
<div></div>
<div>Em parceria com Torcuato Mariano, produtor do The Voice Brasil (Globo), Margareth acaba de gravar um single em inglês e aguarda trâmites de direitos autorais para lança-lo. A ideia da artista é gravar pelo menos mais quatro músicas e lançar um EP.</div>
<div></div>
<div><strong>Quantos anos de estrada, Margareth?</strong></div>
<div></div>
<div>Ao todo são 33 anos se for contar o tempo que comecei cantando com 15 anos em comerciais, festivais e depois na música erudita.  Como cantora de música popular comecei a cantar profissionalmente em 1995, há exatos 25 anos. Entre 2010 e 2020 trabalhei como produtora também, principalmente de grandes artistas da música instrumental.</div>
<div></div>
<div><strong>Como a música surgiu na sua vida?</strong></div>
<div></div>
<div>Eu comecei a cantar na igreja Batista que minha família frequentava. Acredito que toda minha afinação e percepção tenha sido desenvolvida nessa fase, pois aos sete anos já participava de coros e fazia as linhas do contralto ou soprano.</div>
<div></div>
<div><strong>E como foi seu caminho até o palco e  discos com grandes nomes da MPB?</strong></div>
<div></div>
<div>Em 1995 o Fernando Faro, que foi um dos maiores diretores musicais do Brasil, me viu cantar na Unicamp e disse que gostaria de me preparar para gravar um CD. A oportunidade para o primeiro CD chegou e Faro convocou grandes nomes da música brasileira para participar do meu primeiro trabalho, que se chama &#8220;Onde o Céu Azul é Mais Azul&#8221;, que já está fora do mercado e tem poucas cópias disponíveis em sebos e no Mercado Livre. Nesse CD eu gravei com Sérgio Dias dos Mutantes, Lanny Gordon, Marcos Pereira, Cristóvão Bastos, Amilson Godoy, Natan Marques e muitos outros nomes importantes.</div>
<div></div>
<div><strong>Que tipo de repertório mais te inspira a cantar?</strong></div>
<div></div>
<div>A música dos compositores do Clube da Esquina sempre foi a que mais tocou meu coração . Eu também gosto de músicas com um certo ar &#8220;progressivo&#8221;  ou com toques eletrônicos. Também gostaria de cantar com um rapper, por exemplo.</div>
<div></div>
<div><strong>Porque você preferiu uma carreira mais discreta?</strong></div>
<div></div>
<div>Quase não tiro fotos com as estrelas que trabalham para minha empresa. Dianne Reeves, por exemplo, estrela internacional que eu já produzi aqui no Brasil, inclusive para um show na Virada Cultural, eu não fiquei pedindo pra tirar fotos com ela. Muitos produtores já mentiram dizendo que fizeram projetos que eu fiz , justamente porque me mantenho assim, o mais discreta possível. Faz parte da minha personalidade ser assim, mas preciso trabalhar isso agora, pois como cantora, as pessoas precisam ver o que estou fazendo nas redes sociais e na imprensa.</div>
<div></div>
<div><strong>Porque este hiato de 10 anos sem cantar?</strong></div>
<div></div>
<div>Logo no início da minha carreira de produtora comecei a trabalhar com nomes muito importantes como Eumir Deodato e o grupo Som Imaginário do maestro Wagner Tiso.  Eu não tinha tempo e nem disposição física para ter mais trabalho, pois também cuidei do meu filho sozinha, já que o pai dele mora no Rio de Janeiro e nunca dividiu o trabalho de cuidar comigo.</div>
<div></div>
<div>Em 2018 fiz um pequeno show no Sesc Campinas e pensei em voltar a cantar a partir desse momento, mas tive um AVC no dia seguinte do show e travei uma batalha também com a minha saúde, o que adiou a minha volta por mais 2 anos, até 2020.</div>
<div></div>
<div><strong>O que te levou para a produção de shows?</strong></div>
<div>Sinceramente, foi a necessidade de ganhar mais dinheiro. Em 2010 eu já estava sendo bastante reconhecida, mas não ganhava muito dinheiro. A fase escolar de uma criança e manter uma casa funcionando é muito caro. Com os trabalhos de produção artística eu tive mais estabilidade financeira para pagar com o pai do meu filho boas escolas, cursos e também possibilitar que meu filho sonhasse com o futebol até os 16 anos.</div>
<div></div>
<div>O trabalho de produtora possibilitou também que meu filho tivesse a minha presença na maior parte dos treinos, nas viagens para os testes no Brasil  e até nos treinamentos especiais com a equipe do América<span class="gmail_default"> </span>MG, para ele fazer testes na Europa. Eu levava meu laptop e trabalhava das arquibancadas dos Campos de Futebol. Meu filho desistiu do futebol para ser engenheiro, mas eu agradeço por toda essa trajetória ao lado dele, que me fez muito feliz também.</div>
<div></div>
<div><strong>Ao assistir shows produzidos por você, não batia uma vontade de voltar?</strong></div>
<div></div>
<div>Muitas vezes bateu vontade de cantar sim e muita saudade dos palcos, mas entrei firme no papel de produtora e nem mesmo aceitei convites de alguns artistas, para fazer participações especiais nos shows. Eu nunca gostei de misturar as coisas, pois jamais quis parecer oportunista com os artistas que trabalham comigo.</div>
<div></div>
<div>O que a motivou a voltar a cantar?</div>
<div></div>
<div>Como disse, eu já tinha pensado nisso, em 2018, mas tive um AVC que atrasou meus planos. Cantar continua sendo a grande paixão da minha vida e isso nunca mudou. Eu parei para ser uma mãe mais presente e responsável e creio que cumpri meu papel. Agora que meu filho já tem 20 anos eu posso me dedicar com mais segurança e mais tranquilidade, mantendo também a minha empresa de shows que cuida da produção de outros artistas.</div>
<div></div>
<div><strong>Você vai lançar um single. Fale-nos um pouco como ele foi pensado e produzido</strong></div>
<div></div>
<div>O Torcuato Mariano hoje é muito conhecido como produtor do The Voice Brasil, mas eu o conheci em 1999, quando ele era diretor da antiga gravadora EMI. Artisticamente sou apaixonada pelo trabalho dele, justamente porque ele mistura sons eletrônicos com acústicos de uma forma muito elegante.</div>
<div></div>
<div>Torcuato sempre foi muito generoso comigo me aconselhando principalmente. Em 2010 ele me chamou para gravar uma canção com ele e já tinha em mente que o arranjo dessa música deveria ser capaz de abranger dois mercados: o brasileiro e o internacional. Essa ideia ficou guardada lá traz, junto com uma pré-produção da música. Em 2020, dez anos depois e durante a quarentena, a música foi concluída e está pronta para o lançamento.</div>
<div></div>
<div>Este single pode dar frutos e se transformar em um álbum?</div>
<div></div>
<div>A ideia é ter patrocínio para fazer um video clipe e gravar mais 3 ou 4 músicas para fazer um EP e lançar nas redes digitais. Claro, o Torcuato é o produtor musical que eu quero ter em tudo isso, pois pra mim ele é a pessoa certa para me ajudar a mostrar minha nova identidade musical.</div>
<div></div>
<div><strong>E se lançasse um álbum, gostaria de lançá-lo em formatos analógicos como o vinil e o cassete?</strong></div>
<div></div>
<div>Eu não desenvolvi essa vontade ainda, mas pode acontecer.  A mixagem do meu single foi feita pelo Carlos Freitas e ele optou pelo old school, ou seja, mixagem com fitas, que é um padrão antigo e isso deu um acabamento incrível na música. Eu senti a minha voz muito mais quente do que em gravações totalmente digitais.</div>
<div></div>
<div>É difícil voltar em um momento em que parece não ser mais necessário ser afinada, ter técnica e uma voz preparada para o canto?</div>
<div></div>
<div>Eu sempre soube que música não é só talento, mas também disciplina e perseverança. No mundo atual eu percebo  que não adianta uma super voz incrível se também não forem desenvolvidas outras qualidades que alinham desde o entendimento das mudanças do mercado musical até a consciência dos problemas globais.</div>
<div></div>
<div>A sociedade quer um artista que também tenha representatividade frente aos movimentos que combatem as injustiças sociais, ambientais , raciais , de sexo etc. Não é fácil ser artista no mundo de hoje, que requer tanta exposição e engajamento. Talvez o talento fique agora  em segundo plano, porque essa representatividade seja mais importante.</div>
<div></div>
<div><strong>Como você analisa o cenário musical brasileiro da atualidade?</strong></div>
<div></div>
<div>Eu gosto de muita coisa, mas tem uma parte da MPB que eu acho extremamente chata.  Artistas que pararam no tempo e ficam só vivendo do sucesso passado, não se propõem a fazer nada novo, diferente, isso eu acho extremamente triste!</div>
<div></div>
<div>Também não me identifico  com artistas jovens que parecem que nasceram com 70 anos e insistem numa vida nos padrões dos artistas boêmios antigos e numa sonoridade cheirando a mofo, como se isso fosse algo cult. Trabalho com artistas idosos que dão de 10 a 0 em muita gente jovem e eles me ensinam muito sobre o que é  se reinventar na música.</div>
<div></div>
<div><strong>Que estilo de música você jamais cantaria? Porque?</strong></div>
<div></div>
<div>Eu só não canto o que fere os meus sentimentos ou que esteja vinculado a movimentos políticos com os quais eu discordo.  Cantar em qualquer evento que seja a favor do fascismo, por exemplo, eu nunca faria isso na minha vida.</div>
<div></div>
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		<title>LISBOICES: (Con)vivendo com o inimigo</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 19:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Gregori]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori Eu já havia escrito tudo que vi e vivi durante esta pandemia em Lisboa. Fui do lockdown à reabertura gradual. Seis meses se passaram, fronteiras fecharam e reabriram. Chegou o verão, guerra por turistas, poucos vieram e quem veio teve de voltar correndo para não ficar 14 dias em casa. Controlamos bem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Eu já havia escrito tudo que vi e vivi durante esta pandemia em Lisboa. Fui do lockdown à reabertura gradual. Seis meses se passaram, fronteiras fecharam e reabriram. Chegou o verão, guerra por turistas, poucos vieram e quem veio teve de voltar correndo para não ficar 14 dias em casa.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Controlamos bem a curva, ficamos em casa durante três meses e o governo bancando parte dos salários de quem entrou no sistema de apoio, aqui chamado de Lay Off.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Os bares e as discotecas tiveram de se reinventar ou decretar falência. O Finalmente, uma casa tradicional no bairro do Principe Real, decidiu virar uma espécie de lanchonete. A pista de dança, outrora lotada de gente do mundo inteiro, agora tem umas poucas mesas e são servidos cafés, chás, salgados e doces. Transformistas se revezam no palco como antes, mas agora sem gritos e sem aglomeração e em um horário bizarro para a casa. Antes, a noite começava às 2h30 da manhã, agora, fecha às 23h.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Quem não virou lanchonete está fechado. No Bairro Alto, reduto da boemia que vive 24 horas por dia, uma sombra paira. Muitos não reabriram e os poucos resistem com turistas minguados e os jovens cansados de estar dentro de casa. A mesma cena acontece no Cais do Sodré.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">A Rua Rosa, antes uma mar de gente e de garrafas de cerveja espalhadas pelo chão, agora é um deserto. A vida por ali só vai até às 23h para quem decidiu reabrir com as determinações do governo.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Na margem do Tejo, na região mais nobre da cidade, casas noturnas que reuniam a sociedade, turistas e as celebridades, agora são apenas um eco do passado. Umas poucas conseguem fazer eventos no fim da tarde, com vista para o rio. Outras, mais longe da margem, nem reabriram.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">E neste compasso para quem ainda nem retomou a vida, o ano segue e agora com a retomada das aulas presenciais e com a volta ao trabalho após o tradicional agosto de férias. O resultado não podia ser outro: aumento de casos de Covid-19. A curva de contaminados que estava pequena fez meia volta e parece que estamos de novo no começo disto tudo. E não é só aqui: Espanha, França, Alemanha, Reino Unido…</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">O primeiro-ministro entrou em rede nacional para anunciar novas medidas e vamos ter mais restrições novamente e não vamos abandonar as que estão em vigor. António Costa diz considerar o fechamento novamente dos shopping centers se o número de casos subir muito além do previsto. Entretanto, disse que a União Europeia não tem mais condições de decretar outro lockdown. Seria a falência e a morte da economia dos países do bloco europeu. “Não podemos parar”, disse ele.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Eu chego ao fim dos meus relatos sobre a pandemia em Portugal porque entendi que a tão temida segunda onda na verdade é o que já estamos vivendo, melhor dizendo, já estamos convivendo com o vírus e a questão de ser contaminado parece-me mais como uma loteria.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Se tiver sorte escapa e se não tiver, pega. Desculpem-me se parece ser um registro desanimador, mas pelo menos é real. Vamos ter de (con) viver com o inimigo até que uma vacina de fato eficaz consiga eliminá-lo do nosso cotidiano.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql"></div>
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		<title>LISBOICES: Em paz</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 12:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Gregori]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Gregori]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Gregori No meu primeiro ano na grande Lisboa eu descobri durante o verão a Praia da Alburrica. Uma praia fluvial no Vale do Tejo, bem perto da minha antiga casa no Barreiro. Eu adorava ir apesar de não ser uma praia com belezas naturais e nem ter ondas. Mas me fazia lembrar as ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eduardo Gregori</strong></p>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">No meu primeiro ano na grande Lisboa eu descobri durante o verão a Praia da Alburrica. Uma praia fluvial no Vale do Tejo, bem perto da minha antiga casa no Barreiro. Eu adorava ir apesar de não ser uma praia com belezas naturais e nem ter ondas. Mas me fazia lembrar as águas mornas do Brasil. Ficava horas ali aproveitando o sol e o ir e vir de barcos rumo à Lisboa.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Um amigo chegou do Brasil naquele ano e queria conhecer as praias da Linha de Cascais. Pegamos o trem e fomos em três. No primeiro dia fomos até Carcavelos, praia de areias a perder de vista e uma belíssima vista.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">No segundo dia rumamos para a Praia da Parede, uma pequena faixa de areia espremida entre o mar e um paredão de concreto. No decorrer do dia a maré vai subindo e a água lambendo a faixa de areia até quase não existir mais lugar para sentar.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">No terceiro fomos até a Praia da Rainha, a primeira de Cascais. De tão pequena é difícil encontrar um lugar no areial. Gostei do passeio, mas confesso que quase não entrei na água. Talvez mergulhar em uma pedra de gelo fosse mais agradável. Só não reclamei no último dia, quando fazia 45 graus e o choque térmico extremo foi muito relaxante.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Mudei-me do Barreiro para Almada, próximo da famosa Costa de Caparica. Famosa por suas praias nativas, muito verde e… águas frias. No verão do ano passado me deu muita saudade do Barreiro, mas fui tentando me acostumar em virar picolé em pleno verão.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">As temperaturas subiram em maio deste ano, muito antes do verão começar oficialmente. Tempo de pandemia, sem muita coragem de sair para evitar o contato social. Decidi ir para a Caparica e a cada mergulho fui me sentindo mais a vontade. Meu amigo César, que veio comigo do Brasil, ainda não consegue furar as ondas geladas.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">O verão segue e continuo a ir pelo menos uma vez por semana na praia. Se está mais frio eu levo um livro ou ponho as fofocas em dia com César. Se está mais quente, entro com tudo nas águas das praias da Fonte da Telha, da Bela Vista, da praia 19, batizada de Praia Gay da Caparica. Me sinto bem.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Hoje, a temperatura alcançou os 40 graus. Eu estava de folga, em plena quinta-feira e já havia ido andar de bicicleta e fazer exercícios no Parque da Paz em Almada. Estava com preguiça e um pouco esgotado, mas não resisti.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Estou dentro do mar com pensamento longe, relaxado e apenas curtindo aquele momento. Não quero ser piegas, mas fui tomado de uma sensação de bem-estar e de paz. Fiquei ao sabor das ondas por mais de uma hora. Perdi a noção do tempo.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">Depois, já deitado na areia, tomo consciência que cada dia que passa eu me integro a este Portugal que estou aprendendo a amar, agora como cidadão. Seja com suas águas frias, seja com sua burocracia, seja com gente as vezes mal-humorada. Este é o meu Portugal com quem estou em plena paz.</div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql"></div>
<div class="o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql">
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