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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Synnöve Hilkner</title>
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		<title>O triste marco de 100 mil. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2020 13:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, o Brasil atingiu o triste marco de 100 mil mortes por Covid-19. Com essa conta ainda ascendente, a maioria das cidades adota medidas de relaxamento de isolamento social, praias lotam, shopping centers e comércio causam aglomerações e está em estudo a volta das aulas presenciais. A imunidade de rebanho virá para o ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, o Brasil atingiu o triste marco de 100 mil mortes por Covid-19.</p>
<p>Com essa conta ainda ascendente, a maioria das cidades adota medidas de relaxamento de isolamento social, praias lotam, shopping centers e comércio causam aglomerações e está em estudo a volta das aulas presenciais.</p>
<p>A imunidade de rebanho virá para o rebanho?</p>
<p>Questionado, o presidente se isenta de qualquer responsabilidade e diz que é preciso se safar.</p>
<p>Mais de 100 mil pessoas não conseguiram se safar. 100 mil famílias choram e muitos ainda sofrerão, pela perda e pela incerteza.</p>
<div id="attachment_17723" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/08/100mil.jpeg"><img class="size-large wp-image-17723" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/08/100mil-1024x512.jpeg" alt="O triste marco de 100 mil (Synnöve Hilkner)" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">O triste marco de 100 mil (Synnöve Hilkner)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Ema que não aceita desaforo. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2020 12:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi vista, nos jardins do palácio presidencial, a Ema que não aguenta mais o show de bizarrices diárias.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Foi vista, nos jardins do palácio presidencial, a Ema que não aguenta mais o show de bizarrices diárias.</p>
<div id="attachment_17687" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/EmaporSynnöve.jpeg"><img class="size-large wp-image-17687" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/EmaporSynnöve-1024x512.jpeg" alt="A Ema que não aceita desaforo (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">A Ema que não aceita desaforo (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
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		<title>Sabe Com Quem Está Falando? (Por Synnöve Hilkner)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2020 19:18:44 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Inacreditável a cena de um casal que, ao ser abordado em uma aglomeração, por um fiscal da vigilância sanitária, usa o tipo de linguagem que envergonha qualquer cidadão. Estavam certos, não podem ser considerados cidadãos.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/CIDADAO-NAO-Synnöve-Hilkner.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-17647" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/CIDADAO-NAO-Synnöve-Hilkner-1024x512.jpg" alt="CIDADAO NAO (Synnöve Hilkner)" width="618" height="309" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Senhor da Morte. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 17:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Números alarmantes assolam o país. Já são 40 mil pessoas mortas. 40 mil histórias, 40 mil amores de alguém. E daí? É o destino de todo mundo, messias não faz milagre. O Brasil tem hoje o governo mais irresponsável de todos os tempos.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Números alarmantes assolam o país. Já são 40 mil pessoas mortas. 40 mil histórias, 40 mil amores de alguém. E daí? É o destino de todo mundo, messias não faz milagre.</div>
<div>O Brasil tem hoje o governo mais irresponsável de todos os tempos.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17553" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Synnöve2.jpeg"><img class="size-large wp-image-17553" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Synnöve2-1024x512.jpeg" alt="O Senhor da Morte, por Synnöve Hilkner" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">O Senhor da Morte, por Synnöve Hilkner</p></div>
</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Não Consigo Respirar! Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 20:49:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma imagem chocante! Uma cena de assassinato! Um ser humano matando outro, pisando em outro, sufocando, tirando a liberdade de respirar, o direito à vida! Toda vida importa! Vidas Negras importam! Que vivam no Brasil, nos Estados Unidos, em países da Europa, que vivam nesse mundo. Estamos lado a lado, mas, enquanto alguém se sentir ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Uma imagem chocante! Uma cena de assassinato! Um ser humano matando outro, pisando em outro, sufocando, tirando a liberdade de respirar, o direito à vida!</div>
<div>Toda vida importa!</div>
<div>Vidas Negras importam!</div>
<div>Que vivam no Brasil, nos Estados Unidos, em países da Europa, que vivam nesse mundo. Estamos lado a lado, mas, enquanto alguém se sentir no direito de menosprezar alguém, por cor de pele, religião, gênero, por pobreza ou riqueza, ou outra desculpa qualquer, ainda nos faltará muito para evoluir.</div>
<div>Caminhamos juntos.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17529" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Antirracismo-Synnöve-Hilkner.jpeg"><img class="size-large wp-image-17529" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Antirracismo-Synnöve-Hilkner-1024x506.jpeg" alt="Antirracismo por Synnöve Hilkner" width="618" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Antirracismo por Synnöve Hilkner</p></div>
</div>
<div></div>
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		<title>Recorde de mortes. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2020 18:19:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Brasil atinge o triste recorde de mortes por coronavírus, em um único dia. No dia 19/05/2020 foram 1179 óbitos, causados pela COVID-19, no país. No mesmo dia, a principal autoridade faz piada e dá risada, dizendo que, quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda toma tubaína. Alguma ideia de onde foi ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Brasil atinge o triste recorde de mortes por coronavírus, em um único dia.</div>
<div>No dia 19/05/2020 foram 1179 óbitos, causados pela COVID-19, no país.</div>
<div>No mesmo dia, a principal autoridade faz piada e dá risada, dizendo que, quem é de direita toma cloroquina e quem é de esquerda toma tubaína. Alguma ideia de onde foi parar a porção de empatia que caberia a esse ser?</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17390" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/CloroquinaTubaína-Synnöve-Hilkner.jpeg"><img class="size-large wp-image-17390" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/CloroquinaTubaína-Synnöve-Hilkner-1024x512.jpeg" alt="Recorde de mortes (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">Recorde de mortes (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Uma História de Imigração – A Visão do Primeiro Olhar</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 20:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Synnöve Hilkner Há exatos 50 anos! &#160; No dia 24 de abril de 1970, aportava em Santos o navio Pasteur, vindo da Europa, de onde desembarcou a família Dahlström (eu sei, é difícil pronunciar, tente Dálestrom), que consistia da mãe, Iris, seus cinco filhos Yngve, Åsa, Bodil, Synnöve e Tove (de novo, tentem pronunciar ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Synnöve Hilkner</strong></p>
<p>Há exatos 50 anos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 24 de abril de 1970, aportava em Santos o navio Pasteur, vindo da Europa, de onde desembarcou a família Dahlström (eu sei, é difícil pronunciar, tente Dálestrom), que consistia da mãe, Iris, seus cinco filhos Yngve, Åsa, Bodil, Synnöve e Tove (de novo, tentem pronunciar Ín-vê, Ouça, Búdhila, Síno-vê – ou C9 – e Tú-vê), além do grande Bótsman, nosso cão labrador preto.</p>
<p>Eu tinha 6 anos quando fui comunicada de que a família mudaria para o Brasil. Eu nascera na terra do sol da meia-noite e dos mil lagos, em uma cidade pequena, na costa oeste da Finlândia. Pela janela do quarto que dividia com quatro irmãs, podia ver a primeira neve do ano a cair, a Aurora Boreal, as primeiras flores da primavera, o eterno claro das noites de verão e as folhas vermelhas do outono.</p>
<p>Meu pai, Klas, havia recebido uma proposta de trabalho no Brasil. Como engenheiro, ele trabalhava com o maquinário de fábricas de celulose e, no começo dos anos de 1970, o Brasil vivia seu “milagre econômico”, estava em expansão.</p>
<p>Iris amava a ideia de morar no Brasil, era a ideia do idílio da própria infância, quando ela, filha de capitão de navio mercante, tinha vindo para cá várias vezes e fora feliz. Mas depois a vida dela aconteceu, com guerra, mortes e dificuldades. Então, quando meu pai contou que estava pensando em aceitar um contrato de trabalho para essas bandas, ela foi a mais entusiasmada.</p>
<div id="attachment_17240" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH2.jpg"><img class="size-large wp-image-17240" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH2-1024x889.jpg" alt="Iris, cinco filhos e o labrador Bótsman, no Porto de Santos: esperança (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="537" /></a><p class="wp-caption-text">Iris, cinco filhos e o labrador Bótsman, no Porto de Santos: esperança (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
<p>Klas veio antes, de avião, por conta dos compromissos, enquanto a família embarcou no navio com a mudança na carga, no começo de abril. Foram 3 semanas de viagem, passando por portos e vivenciando aventuras a bordo.</p>
<p>Pois imaginem a surpresa de chegar em uma terra diferente, sem falar a língua e onde ninguém falava outra língua além do português, com 5 filhos barulhentos e um cachorro e descobrir que não havia ninguém lá para nos recepcionar. Iris conseguiu, por algum milagre, manter a calma. Em meio à papelada de imigração, ameaça de nos dar vacina contra febre amarela com uma seringa não descartável e os entraves do idioma, um funcionário do porto, que arranhava um inglês, veio em nosso socorro. Depois de muito resolver e nada estar resolvido, esse anjo entrou em contato com Sir John, dono do Hotel Indaiá e que poderia nos ajudar.</p>
<p>Santo Sir John nos ofereceu lanche, refresco e telefone. Iris ligou para Klas, que ligou para o escritório. A secretária do escritório retornou para Iris e disse: ”Mas achávamos que vocês só chegariam amanhã.” Mammy então respondeu: “Sinto muitíssimo, mas chegamos hoje!”</p>
<p>Saímos de Santos naquele mesmo dia, subimos a Serra do Mar, pela Via Anchieta e chegamos ao aeroporto de São Paulo a tempo de ver nosso voo decolar, sem os Dahlström dentro.</p>
<div id="attachment_17241" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH3.jpg"><img class="size-large wp-image-17241" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH3-1024x1024.jpg" alt="Subida da Serra do Mar, mas o avião já tinha partido (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">Subida da Serra do Mar, mas o avião já tinha partido (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
<p>Desse modo, passamos uma ou duas noites em um hotel de São Paulo, onde eu, que conto essa história, completaria 7 anos.</p>
<p>Nosso destino era Porto Alegre, de onde iríamos para Guaíba. Havia lá um grande projeto de fábrica de celulose, da norueguesa Borregaard e meu pai, Klas, tinha com eles um contrato de trabalho de 3 anos. Esse era o nosso tempo de Brasil.</p>
<p>Às margens do rio Guaíba, morávamos em uma estância de veraneio (hoje apenas o declínio) de quem morava em Porto Alegre. Eu e minhas irmãs descobrimos tantas maravilhas naqueles anos em que lá moramos. Tudo era novo, passamos quase um ano inteiro dentro do rio, mesmo no inverno, enquanto moradores locais nos achavam loucas. Perguntaram para mim diversas vezes se eu era limão, eu não entendia o porquê da pergunta, mas um dia entendi que queriam saber se eu era alemã. O clube da fábrica reunia as diversas famílias nórdicas que também estavam morando lá e descobrimos o churrasco, a feijoada, nós íamos a escola, corríamos no meio das árvores do quintal, a maioria frutífera, andávamos de cavalo por entre as plantações de eucaliptos. Cresci, fiz amizades e ao final de 3 anos, fui embora.</p>
<div id="attachment_17242" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH4.jpg"><img class="size-large wp-image-17242" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH4-1024x1024.jpg" alt="A cavalo, no meio dos eucaliptos (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">A cavalo, no meio dos eucaliptos (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
<p>Muito tempo depois entendi que meus pais nunca tiveram a intenção de voltar para a Finlândia. O plano original era se estabelecer no Brasil. Klas acertou contrato com outras fábricas de celulose, entre elas, a de Camaçari, na Bahia, para onde fomos em 1973. Não para Salvador, mas para uma cidade pequena, vizinha, que carecia de um mínimo de desenvolvimento. Lá descobri que existia a palmatória na escola e vi crianças morrendo de desidratação. Iris passou noites andando com bebês da vizinhança no colo, dando-lhes soro de tempos em tempos e salvou muitas vidas assim. Por outro lado, minhas aventuras de cavalo continuavam, descobri as cantigas de roda, vi as lavadeiras nos riachos e fui a vários vatapás, onde as baianas rodopiavam com seus vestidos brancos e eu, nem de longe, suspeitava que aquilo era algo religioso, acho que essa era uma vantagem de ter crescido em uma família ateia e sem preconceitos. O que hoje é para turista ver, eu vi, aos 10 anos, com a visão do primeiro olhar e a mente podendo absorver as vivências, maravilhada com tudo aquilo.</p>
<div id="attachment_17243" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH5.jpg"><img class="size-large wp-image-17243" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/SH5-1024x1024.jpg" alt="As baianas e seus vestidos brancos: o primeiro olhar (Por Synnöve Hilkner)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">As baianas e seus vestidos brancos: o primeiro olhar (Por Synnöve Hilkner)</p></div>
<p>Certa vez, uma senhora pedinte, parou no portão da nossa casa para pedir dinheiro e, vendo minha mãe loira, de olhos claros, perguntou:</p>
<p>__ A senhora é do sul?</p>
<p>__ Não! Eu sou do norte (da Europa), a senhora é que é do sul (América do Sul) – Iris respondeu.</p>
<p>__ Mas a senhora é americana, não é?</p>
<p>__ Não, a senhora é americana, eu sou europeia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dois anos depois, o Cia. Celulose da Bahia ainda não tinha saído do papel e minha mãe deu um basta. Assim, em1975, mudamos para Campinas, São Paulo. A essa altura, meu irmão Yngve estava fora e minha irmã mais velha estava casada. De modo que a família reduzida consistia em Iris, eu e duas irmãs. Meu pai trabalhava em São Paulo e vinha aos finais de semana. O casamento não resistiu. Klas, que amava seu trabalho acima de tudo, acertava contratos em lugares muito distantes, onde fundava fábricas de celulose e comia papel. Klas, que também amava fotografar, registrou muitos momentos da vivência dele, nos lugares mais remotos desse país, entre eles, Pará e a floresta amazônica, onde trabalhou no Projeto Jari. Iris se dedicou às artes, plásticas e cênicas. Os dois já não estão mais aqui, mas aqui no Brasil eles viveram até o fim, sem nunca terem mencionado que gostariam de voltar para a Finlândia.</p>
<p>Em Campinas, tivemos acesso a uma ótima educação e, já adolescentes, entendemos o processo histórico da ditadura militar. Minha mãe recebia, com atraso, os jornais da Finlândia, o que dava mais luz sobre a política do Brasil. Por vezes, chegamos a receber visitas de ‘amigos de amigos’, de São Paulo, que Iris sempre recebia de braços abertos e um sorriso, pois gostava de uma boa conversa. Muitos anos depois, pensando em trechos de conversas e no fato de nunca mais ter ouvido falar dessas pessoas, fiquei com a desconfiança de que, nós estávamos mesmo, era sendo investigadas. Não dá para não rir, mas sim, devíamos ser estranhas por sermos estrangeiras.</p>
<p>Ainda em 1970, quando nos perguntavam se no Brasil, iríamos aprender a escrever na areia e morar em árvores, os Dahlström riam e explicavam que o país era desenvolvido. Expectativas versus realidade. Generais comandavam o país que vivia seu “milagre econômico”. O milagre do desenvolvimento que trouxe meu pai para cá, o milagre que mergulhou o país na recessão econômica, a partir de 1978. Não sei qual a ligação desses fatos, mas achei interessante mencionar.</p>
<p>O tempo foi passando e nós crescendo. Estudamos. Casamos. Tivemos filhos. Trabalhamos. Vivemos a história do Brasil junto com a nossa. Adotamos o país como nosso lar.</p>
<p>Aprendi a ver a vida com “a primeira visão” ou a visão do primeiro olhar, aquele que vê e vivencia, tentando não julgar, pois as coisas não são como sempre foram, tudo está em constante mutação e só cabe a nós tirar o melhor proveito disso. Que assim seja.</p>
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		<title>Rubem Fonseca. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 21:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo da literatura perde um de seus grandes autores, Rubem Fonseca, aos 94 anos. Vítima de enfarte, o escritor foi vencedor de vários prêmios Jabuti e do grande prêmio Camões. Durante os anos da ditadura, alguns de seus livros foram alvos de censura. Seu estilo direto e seco, em geral, retratam o mundo da ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo da literatura perde um de seus grandes autores, Rubem Fonseca, aos 94 anos. Vítima de enfarte, o escritor foi vencedor de vários prêmios Jabuti e do grande prêmio Camões. Durante os anos da ditadura, alguns de seus livros foram alvos de censura. Seu estilo direto e seco, em geral, retratam o mundo da violência urbana.</p>
<div id="attachment_17202" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/RubemFonsecaSynnöve-Hilkner.jpg"><img class="size-large wp-image-17202" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/RubemFonsecaSynnöve-Hilkner-1024x512.jpg" alt="Rubem Fonseca, por Synnöve Hilkner" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">Rubem Fonseca, por Synnöve Hilkner</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Moraes Moreira Que Nos Deixa. Por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 20:20:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ontem fomos surpreendidos com a triste notícia da morte de Moraes Moreira, aos 72 anos, vítima de enfarte. O cantor, um dos mais influentes da nossa MPB, marcou a vida de muita gente. A lembrança mais forte que me veio foi a da menina, recém chegada a um Brasil do início dos anos 70, morando ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Ontem fomos surpreendidos com a triste notícia da morte de Moraes Moreira, aos 72 anos, vítima de enfarte.</div>
<div>O cantor, um dos mais influentes da nossa MPB, marcou a vida de muita gente.</div>
<div>A lembrança mais forte que me veio foi a da menina, recém chegada a um Brasil do início dos anos 70, morando em uma cidade pequena, dançando solta, no meio das laranjeiras do pomar, debaixo da chuva. Não sabia ela de onde vinha a música, mas a marcou profundamente, num transbordamento de alegria, desejando a menina que a preta, preta, pretinha, fosse ela.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17183" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Moraes.jpeg"><img class="size-large wp-image-17183" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Moraes-1024x512.jpeg" alt="Moraes Moreira, por Synnöve Hilkner" width="618" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">Moraes Moreira, por Synnöve Hilkner</p></div>
</div>
<div></div>
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		<title>A Páscoa de 2020, por Synnöve Hilkner</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 19:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos há um mês em distanciamento social, a quarentena do Covid-19. É uma Páscoa tão atípica que ficará na lembrança para sempre e nossos filhos contarão sobre ela para os nossos netos e bisnetos. Um mês de quarentena. Tantas mudanças em nossas vidas. Estamos em casa, cuidamos de nossos pais idosos, eles na casa deles, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos há um mês em distanciamento social, a quarentena do Covid-19. É uma Páscoa tão atípica que ficará na lembrança para sempre e nossos filhos contarão sobre ela para os nossos netos e bisnetos.</p>
<p>Um mês de quarentena. Tantas mudanças em nossas vidas. Estamos em casa, cuidamos de nossos pais idosos, eles na casa deles, dependendo de nossa saúde para a saúde deles, conversamos com amigos e familiares através da internet.</p>
<p>Há um mês havia resistência, medo e ansiedade, mas um pouco de excitamento pelo novo da situação. Os dias pareciam domingos, mas aos poucos voltavam a ter movimento. As noites não eram silenciosas. Pessoas conversavam, carros passavam tocando música, essa era uma das formas da resistência. Vizinhos davam festas, trabalhadores conversavam alto nas ruas.</p>
<p>Aos poucos esses sons foram mudando e, à medida em que os noticiários nos atualizavam dos números, as pessoas se aquietaram. Fique em casa! As pessoas ficavam. Aprendemos a encomendar a comida na mercearia local, no açougue local, todos que entregassem. As ruas tornaram-se território de bicicletas e motocicletas com condutores e baús e mochilas do laranja ao vermelho. Fazendo barulho. E a pergunta nossa foi: eles não estão com medo? A pergunta dos revoltados foi: a vida deles vale menos que a sua? No princípio não queríamos, mas aos poucos fomos nos acostumando a pedir entrega em domicílio, delivery.</p>
<p>Nessa nova realidade ou Surrealidade, Uma vida cotidiana com um toque surreal, fomos nos acostumando com tantas coisas novas, criando uma rotina que nos permitisse manter a sanidade no meio do caos de não saber como será amanhã, mesmo sabendo que será igual a hoje.</p>
<p>Esperamos que tudo volte ao normal. Mas não haverá um normal. O normal será algo novo e iremos nos adaptar a isso também. Pois tudo passa.</p>
<p>Como estaremos e como seremos dentro de um ano? O que você descobriu sobre você mesmo nesse primeiro mês de quarentena social? O que anseia fazer quando as portas das ruas novamente se abrirem? O que terá mudado?</p>
<p>Desenhe, escreva, cante, faça um bordado. Deixe crescer a massa madre, o levain, a fermentação natural para o seu pão caseiro.</p>
<p>Lembremo-nos de que Páscoa, em qualquer sociedade, religiosa ou pagã, é símbolo de renascimento, de um novo começo. Pois todo fim de era marca o começo de uma nova.</p>
<p>Todo fim é recomeço!</p>
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