<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Social de Notícias &#187; Blogs ASN</title>
	<atom:link href="http://agenciasn.com.br/arquivos/category/blogs/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://agenciasn.com.br</link>
	<description>Notícias</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 19:57:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Unimed Campinas é contemplada com o Selo Empresa Amiga da Mulher</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/21262</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/21262#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 19:02:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=21262</guid>
		<description><![CDATA[Conferido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o reconhecimento se deve ao conjunto de ações desenvolvidas pela cooperativa junto ao seu público feminino interno que representa 77% do quadro de colaboradores e 72% das lideranças Com 1.573 mulheres entre os 2.031 colaboradores, o que representa 77% do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Conferido pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o reconhecimento se deve ao conjunto de ações desenvolvidas pela cooperativa junto ao seu público feminino interno que representa 77% do quadro de colaboradores e 72% das lideranças</em></p>
<p>Com 1.573 mulheres entre os 2.031 colaboradores, o que representa 77% do quadro funcional, a Unimed Campinas se destaca como uma das instituições que mais empregam mulheres na RMC. Com essa expressiva representatividade feminina, a cooperativa mantém políticas estruturadas voltadas à diversidade, inclusão, equidade e ao enfrentamento da violência de gênero. Esse compromisso acaba de ser reconhecido pela Prefeitura de Campinas, que concedeu à Unimed Campinas, nesta quinta-feira, 12 de março, o Selo Empresa Amiga da Mulher. A solenidade foi realizada às 15h, no Salão Azul.</p>
<p>“O Selo Empresa Amiga da Mulher é uma conquista que muito nos honra, especialmente por representar uma parte essencial do nosso Programa de Diversidade e Inclusão, que vem sendo construído e fortalecido continuamente”, afirma o presidente da Unimed Campinas, Dr. Gerson Muraro Laurito. Para ele, o reconhecimento reflete a evolução interna da cooperativa, que tem se posicionado de forma consistente, sempre guiada pelo olhar da diversidade e da inclusão.</p>
<p>Entre as práticas que integram a cultura organizacional da cooperativa estão planos de ação para proteção à integridade, com foco na prevenção e no combate à violência de gênero no ambiente de trabalho; campanhas permanentes sobre direitos das mulheres; iniciativas de valorização profissional que asseguram igualdade de oportunidades; e a promoção de um ambiente seguro, acolhedor e comprometido com a saúde física e mental das colaboradoras.</p>
<p>Além dessas ações, a Unimed Campinas reforça seu compromisso com o público interno, por meio de iniciativas, como o direito ao afastamento de mulheres em situação de risco, sem prejuízo do vínculo empregatício, e a oportunidade de vagas para mulheres que estejam rompendo o ciclo de violência doméstica e de gênero, bem como para mães de crianças na primeira infância, medidas que favorecem a autonomia financeira e o desenvolvimento profissional. Somam-se a isso ações de apoio e proteção às colaboradoras em situação de violência doméstica, incluindo canais de denúncia, acolhimento psicológico próprio, oferecido pela medicina do trabalho da Unimed Campinas e orientação sobre serviços especializados disponíveis no município.</p>
<p><strong>Lideranças femininas</strong></p>
<p>Com um quadro majoritariamente feminino, a Unimed Campinas também se destaca pela presença de mulheres em posições estratégicas: 72% dos cargos de supervisão, coordenação, gerência e superintendência são ocupados por elas.</p>
<p>Não podemos falar de mulheres líderes sem falar do Programa interno <strong>“Lidera: um momento só nosso</strong>”, que nasceu para ampliar ainda mais a cultura de Diversidade, Equidade e Inclusão da cooperativa.  “Esse programa é um espaço muito especial para descompressão, para que as lideranças femininas tenham um lugar de escuta e de fala em um ambiente seguro, onde elas possam compartilhar histórias, experiências e realidades”, explica a Superintende Geral da Unimed Campinas Elem Serafim Martins, anfitriã do Lidera.</p>
<p>Além de todas as práticas voltadas para as mulheres da cooperativa, as ações de diversidade, equidade e inclusão da Unimed Campinas contemplam ainda outros pilares, como questão racial, inclusão de pessoas com deficiência, pertencimento e inclusão de pessoas LGBTQIA+ e a convivência entre diferentes gerações no ambiente de trabalho.</p>
<p>A Prefeitura de Campinas concedeu o Selo Empresa Amiga da Mulher a estas organizações:  Associação Atlética Ponte Preta, Grupo Sabin, Hospital Santa Tereza, Shopping Parque das Bandeiras, Shopping Prado Boulevard, Supermercados Dalben e Unimed Campinas. Já NCR Atleos Brasil e Samsung renovaram o selo após dois anos de participação no programa.</p>
<table style="height: 247px;" width="479">
<tbody>
<tr>
<td width="46"></td>
<td width="417"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/21262/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CULTURA LÚDICA DA INFÂNCIA: FUNDAMENTO DE UM DESENVOLVIMENTO AUTOREFERIDO</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/21110</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/21110#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 08:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=21110</guid>
		<description><![CDATA[Regina Marcia Moura Tavares  “A Infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossas vidas.” Lya Luft Ao longo de mais de três décadas, desenvolvi o projeto de Ação Cultural “Brinquedos e Brincadeiras: Patrimônio Cultural da Humanidade”, uma iniciativa voltada para a preservação, valorização e reativação da cultura lúdica da infância em diferentes regiões do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regina Marcia Moura Tavares</strong></p>
<p><em> </em>“A Infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossas vidas.”</p>
<p>Lya Luft</p>
<p>Ao longo de mais de três décadas, desenvolvi o projeto de Ação Cultural <strong>“Brinquedos e Brincadeiras: Patrimônio Cultural da Humanidade”,</strong> uma iniciativa voltada para a preservação, valorização e reativação da cultura lúdica da infância em diferentes regiões do Brasil. Essa trajetória, que articulou pesquisa antropológica, ação educativa e mobilização comunitária, nasceu da convicção profunda de que as práticas lúdicas tradicionais são portadoras de saberes, valores e modos de ser que constituem a base viva da identidade cultural dos povos.</p>
<p>Desde os anos 1980, o projeto vem sendo implementado em escolas, museus, espaços públicos e comunidades, envolvendo educadores, crianças, famílias e gestores culturais. A proposta foi — e continua sendo — documentar e revitalizar brincadeiras e brinquedos tradicionais, muitos dos quais ameaçados de desaparecer diante da homogeneização cultural imposta pela globalização e pelas novas formas de entretenimento padronizado. Com o apoio de instituições nacionais e internacionais, como a UNESCO, essa ação resultou em publicações, exposições itinerantes, palestras, congressos e atividades culturais que alcançaram milhares de pessoas.</p>
<p><strong>No cerne dessa proposta está a compreensão de que brincar é um ato cultural</strong>. Ao brincar, a criança não apenas reproduz modelos: ela cria, transforma, interpreta e transmite cultura, tornando-se agente ativa na teia social que a forma e que ela, simultaneamente, transforma. <strong>Cada brincadeira tradicional carrega camadas de memória coletiva, técnicas corporais, relações sociais e modos de imaginar o mundo</strong>. Recuperá-las e valorizá-las significa reconhecer a criança como sujeito histórico e cultural, e não apenas como um futuro adulto em formação.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Regina-Marcia-brincadeira3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-21119" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Regina-Marcia-brincadeira3-267x300.jpg" alt="Regina Marcia-brincadeira3" width="267" height="300" /></a></p>
<p>Em contextos contemporâneos marcados pelo avanço acelerado da tecnologia há uma tendência generalizada de importar e incorporar inovações concebidas em outros contextos socioculturais, como se o simples transplante de tecnologias fosse suficiente para garantir o progresso. Tal movimento, porém, ignora as especificidades da Herança Cultural de cada povo, elemento indispensável para um Desenvolvimento Autorreferido, isto é, um desenvolvimento enraizado na própria realidade histórica, simbólica e social de um país.</p>
<p>No caso brasileiro<strong>, a preservação, valorização e reativação contínua da cultura lúdica da infância não deve ser vista como um gesto nostálgico ou folclórico, mas como um ato político e estratégico de afirmação identitária.</strong> É por meio dessas práticas que as novas gerações se reconhecem como produtoras de cultura, fortalecem vínculos comunitários e constroem referências próprias de pertencimento e de ação no mundo.</p>
<p>Com esta visão concebi o projeto “Brinquedos e Brincadeiras: Patrimônio Cultural da Humanidade” no fim dos anos 80. A minha intenção central foi dupla:</p>
<ol>
<li><strong>Mostrar ao ser humano, já na infância, que ele é criador de CULTURA, revelando-lhe seu papel ativo, inventivo e transformador no tecido social, o que lhe dará autoestima permanentemente;</strong></li>
<li><strong>Evidenciar que, ao exercer esse papel desde cedo, a Criança prepara-se integralmente para viver em uma sociedade concreta, particular, dotada de história, valores e modos de vida próprios — e não em um modelo genérico ou imposto de fora.</strong></li>
</ol>
<p>Em suma, a Cultura Lúdica da Infância constitui-se como um dos alicerces mais sólidos para a superação dos resquícios coloniais que ainda permeiam nosso imaginário e nossas práticas. Integrá-la às reflexões sobre ciência e tecnologia significa afirmar que o verdadeiro desenvolvimento não se constrói apenas com laboratórios e dispositivos de ponta, mas também com raízes culturais firmes, capazes de sustentar e orientar os rumos das inovações. <strong>E será sempre nesse encontro entre tradição e invenção que poderemos projetar um futuro genuinamente nosso</strong>.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Regina-Marcia-brincadeira7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21121" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Regina-Marcia-brincadeira7.jpg" alt="Regina Marcia-brincadeira7" width="500" height="286" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20908" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x-150x150.jpg" alt="Regina Márcia M. Tavares_500x" width="150" height="150" /></a>Regina Marcia Moura Tavares é antropóloga, professora universitária aposentada, escritora, palestrante e autora, entre outros, do livro “Brinquedos e Brincadeiras: Patrimônio Cultural da Humanidade”, divulgado internacionalmente com o apoio da OEA e UNESCO.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/21110/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CELEBRANDO O POETA-MOR DA LÍNGUA PORTUGUESA</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/20746</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/20746#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 16:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=20746</guid>
		<description><![CDATA[Regina Márcia Moura Tavares O ano em curso marca uma efeméride significativa: os 500 anos de nascimento de Luís Vaz de Camões, o grande poeta português. A data de seu nascimento ainda é uma das zonas nebulosas em sua trajetória. Isabel Rio Novo, escritora portuguesa e autora da recente obra” Fortuna, Caso, Tempo e Sorte: ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regina Márcia Moura Tavares</strong></p>
<p>O ano em curso marca uma efeméride significativa: os 500 anos de nascimento de Luís Vaz de Camões, o grande poeta português. A data de seu nascimento ainda é uma das zonas nebulosas em sua trajetória. Isabel Rio Novo, escritora portuguesa e autora da recente obra” <em>Fortuna, Caso, Tempo e Sorte: Biografia de Luís Vaz de Camões” </em>diz que num documento de 1550 o poeta tinha 25 anos; assim sendo, terá nascido entre 1524 e 1525.</p>
<p>Em Portugal, eventos, palestras, exposições e leituras de “Os Lusíadas” e de suas poesias líricas vêm acontecendo ao longo do ano e irão até 2026. Universidades, bibliotecas e academias literárias do mundo todo têm se engajado em reavivar a obra e a vida de Camões, buscando não só rememorar seu impacto, mas também estimular novos olhares e interpretações sobre seu legado.</p>
<p>No Rio de Janeiro, o Real Gabinete Português de Leitura promove o evento “<em>Quinhentos Camões – o Poeta Reverberado</em>”, que prevê a cada mês uma mesa-redonda com convidados do Brasil e exterior até junho de 2025. Já a Biblioteca Nacional sediou até outubro a exposição “<em>A língua que se escreve sobre o mar &#8211; Camões 500 anos</em>”.</p>
<p>Em outros países lusófonos, com Angola, Moçambique e Timor – Leste, também ocorrem eventos em homenagem ao poeta, destacando a herança cultural partilhada por esses povos através do uso da mesma língua.</p>
<p>“<em>Os Lusíadas</em>”, poema épico de 8.816 versos, narra a viagem marítima de Portugal até a Índia, entre 1497 e 1499, liderada pelo navegador Vasco da Gama. Esta obra é considerada um dos maiores feitos da literatura renascentista europeia, ao lado da “<em>Divina Comédia</em>” de Dante e a<em> “Eneida” </em>de Virgílio<em>;</em> nela, não apenas estão relatadas as aventuras marítimas dos portugueses, mas temas universais como a coragem, a fé, o amor, os desafios e as glórias de uma nação em expansão.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lusíadas_600x.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20753" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lusíadas_600x.jpg" alt="Lusíadas_600x" width="600" height="404" /></a></p>
<p>Em todo o mundo não faltam elogios à esta obra de Camões que em versos imortais sintetizou a identidade e a alma do povo português, ao mesmo tempo que projetou a língua e a cultura lusitana para além das fronteiras de Portugal. O prof. aposentado da FFLCH-USP, João Adolfo Hansen, o considera um dos maiores poetas que já existiram pela síntese que sua poesia faz de uma experiência aristocrática, de elementos da filosofia cristã elaborada, da cultura greco-romana, dentre outros.</p>
<p>Ao associar história e literatura o livro ganhou versões em outros idiomas, sendo traduzido para o inglês em 1655 e lido na Alemanha onde, segundo alguns autores, influenciou o surgimento do Romantismo no final do século XVIII. Na Rússia a primeira tradução foi feita do francês no fim do século XIX.</p>
<p>Além da epopeia, Camões escreveu poesias líricas e sonetos, onde aborda temas filosóficos e amorosos os quais refletem, muitas vezes, sua percepção da fugacidade da vida. As peças de teatro <em>“Auto de Filodemo</em>” e “<em>Auto dos Anfitriões” </em>são, também, atribuídas ao poeta e foram exibidas no final do século XVI.</p>
<p>Apesar da escassez de fontes, a pesquisadora portuguesa Isabel Rio Novo, autora da recém-lançada “<em>Fortuna, caso, tempo e sorte: Biografia de Luís Vaz de Camões”</em> (Contraponto, 2024), conta que Camões teve várias experiências no campo militar na Índia e na África, tendo servido o Império português por 17 anos. Após sobreviver a um naufrágio no delta do Rio Mekong, no Sudeste Asiático, Camões embarcou para Moçambique em 1567, onde viveu em condições precárias. Embora de origem nobre e bem relacionado, precisava trabalhar para sobreviver e foi numa missão na África que perdeu um de seus olhos num acidente com arma de fogo.</p>
<p>Com a ajuda de amigos o grande poeta voltou a Portugal em 1570 e finalizou “<em>Os Lusíadas</em>”, o qual foi publicado em 1572. Tal publicação rendeu-lhe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à pátria, mas principalmente em virtude de a epopeia ter sido dedicada ao então rei Dom Sebastião.</p>
<p>Luiz Vaz de Camões conheceu boa parte do Império português, mas nunca visitou o Brasil. Entretanto, segundo o professor da UFRJ, Marco Lucchesi, a presença de Camões entre os bons escritores brasileiros como Machado de Assis e Manuel Bandeira já estava consolidada no séc. XIX.</p>
<p>Não resta dúvida de que a Literatura é uma das áreas das múltiplas Culturas das sociedades humanas capaz de partilhar a multiplicidade, a originalidade e a grandeza das criações do Homo Sapiens com todos os seus semelhantes, sem preconceitos e com beleza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17864" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500-150x150.jpg" alt="Regina Marcia_500X500" width="150" height="150" /></a>Regina Márcia é antropóloga, profa. universitária aposentada, escritora, conferencista, membro da ACL, do IHGGC e demais entidades culturais</strong></p>
<p><strong>www.reginamarciacultura.com.br</strong></p>
<p><strong>Reg3mar@gmail.com</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/20746/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CIDADES AMIGAS DA CRIANÇA</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/20576</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/20576#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=20576</guid>
		<description><![CDATA[(Leitura sugerida aos Prefeitos e Vereadores recém-eleitos) Regina Márcia Moura Tavares Como estudiosa do desenvolvimento de nossa espécie HOMO SAPIENS em seus aspectos físicos e culturais ao longo de sua existência no planeta, nos últimos 40 anos venho me dedicando à Ação Cultural “BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS: PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE” no Brasil, na América Latina ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>(Leitura sugerida aos Prefeitos e Vereadores recém-eleitos)</p>
<p><strong>Regina Márcia Moura Tavares</strong></p>
<p>Como estudiosa do desenvolvimento de nossa espécie HOMO SAPIENS em seus aspectos físicos e culturais ao longo de sua existência no planeta, nos últimos 40 anos venho me dedicando à Ação Cultural “BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS: PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE” no Brasil, na América Latina e em vários países da Europa. (Meu livro de mesmo nome com cerca de 100, entre Brincadeiras e Brinquedos, já “tombados” pelo CONDEPACC, está indo para a 3ª. edição, incluindo os documentos extraídos em encontros nacional e latino-americano).</p>
<p>É preciso que se entenda de uma vez por todas que “brincar” na infância não é apenas uma atividade recreativa, mas uma <em>Prática Cultural essencial ao desenvolvimento pleno do Ser Humano</em> que <em>ocorre em todas as sociedades humanas do planeta</em>. Quando apresentam variações na forma, os princípios que as regem são os mesmos, propiciando o pleno desenvolvimento físico, motor, cognitivo, social e afetivo dos recém-chegados à sociedade.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/131201_113_800.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20590" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/131201_113_800.jpg" alt="131201_113_800" width="800" height="526" /></a></p>
<p>Os inúmeros trabalhos de especialistas que documentaram, ao longo da história, os Brinquedos e as Brincadeiras de diferentes povos são suficientes para revelar a longevidade dessa atividade infantil, bem como a sua universalidade, garantindo-lhe assim a condição de <em>Cultura Lúdica, Patrimônio Cultural Imaterial Mundial </em>a ser preservado para que o Ser Humano possa enfrentar melhor os desafios em sua caminhada histórica.</p>
<p>Num mundo cada vez mais globalizado e digitalizado, nas brincadeiras e no ato de construir brinquedos coletivamente, além dos benefícios para a saúde orgânica, mental e bem-estar emocional <em>a criança tem oportunidade de entrar em contato com a história, os valores e as tradições de seu povo, bem como conectar-se com a natureza e os seus iguais</em>. Aquela que se envolve mais com jogos eletrônicos individuais, através das <em>Brincadeiras Coletivas e Colaborativas</em> &#8211; o <strong>“</strong><em>brincar real</em>” fortalece os laços sociais e desenvolve habilidades de comunicação, resolução de conflitos e resiliência.</p>
<p>Posso dizer que a Ação Cultural que venho desenvolvendo tem tido o mérito de envolver diferentes gerações permitindo que adultos e jovens compartilhem brincadeiras de sua infância com as crianças; inclusive, vem valorizando os idosos, nem sempre reconhecidos como detentores de parte da memória da sociedade em que vivem.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/depositphotos_500x.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-20584" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/depositphotos_500x-300x218.jpg" alt="depositphotos_500x" width="300" height="218" /></a></p>
<p>Considerada a importância da PRESERVAÇÃO DA CULTURA LÚDICA DA INFÂNCIA, o que fazer para termos CIDADES AMIGAS DAS CRIANÇAS, efetivamente?</p>
<p>Tenho alguma sugestão para políticas públicas:</p>
<ul>
<li><strong>Criação de Espaços Públicos de Brincar, inclusive também adequados para crianças com deficiência</strong>, a saber:</li>
<li><em>Praças Lúdicas e Parques Infantis</em> com permanente manutenção que incentivem o brincar livre;</li>
<li><em>Parques Culturais</em> que integrem atividades lúdicas com elementos culturais regionais, promovendo a criatividade e a socialização;</li>
<li><em>Fechamento de ruas para veículos,</em> em determinados horários ou dias, onde as crianças possam brincar em segurança com a vizinhança.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Educação para a Ludicidade</strong>:</li>
</ul>
<ol>
<li><em>Formação de Educadores Lúdicos</em> para professores e educadores em geral, com programas focados na importância do lúdico no processo de aprendizado, desenvolvimento cognitivo, motor e outros.</li>
<li><em>Incentivo ao Brincar nas Escolas</em> com programas como parte do currículo escolar.</li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Festivais e Espaços de Cultura Lúdica:</strong></li>
</ul>
<ol>
<li><em>Eventos anuais que celebrem a Infância</em> com brincadeiras tradicionais locais, provendo o resgate da Memória e da Cultura Popular;</li>
<li><em>Museus e Centros de Cultura Infantil</em>.</li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Participação Infantil na Gestão Pública</strong>:</li>
</ul>
<ol>
<li><em>Conselhos Infantis</em> para a garantia de que as crianças sejam ouvidas em projetos urbanos e educacionais que influenciem diretamente o seu dia a dia.</li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Sensibilização das muitas Comunidades da Sociedade</strong>:</li>
</ul>
<ol>
<li><em>Promoção de campanhas de conscientização sobre a importância do BRINCAR para o desenvolvimento integral do ser humano</em>, envolvendo pais, cuidadores, área da saúde, da mobilidade urbana, ongs, associações de bairro.</li>
</ol>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/children-5833685_600x.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20593" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/children-5833685_600x.jpg" alt="children-5833685_600x" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Finalmente, permito-me propor que tais ações das Administrações Públicas sejam acompanhadas por uma <strong>Legislação de Proteção ao Tempo de Brincar, </strong>a qual assegure o direito das crianças ao TEMPO LIVRE, limitando a carga horária escolar e/ou as atividades extracurriculares que prejudiquem o tempo necessário às atividades lúdicas necessárias à criança. (<em>Observo que o Esporte não substitui a Brincadeira Livre e Espontânea</em>).</p>
<p>Tenho como certo que se as nossas Cidades levarem em conta a importância da CULTURA LÚDICA DA INFÂNCIA para o desenvolvimento de um ser humano menos problemático e destrutivo relativamente a si mesmo, ao seu entorno e ao seu habitat natural, estarão simultaneamente contribuindo para a <em>autopercepção da criança como Criadora de Cultura, condição essencial ao exercício de uma Cidadania Plena na fase adulta.</em></p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/131005_164-copiar.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-20582" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/10/131005_164-copiar-300x199.jpg" alt="131005_164-brincadeira_Regina Márcia" width="300" height="199" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17864" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500-150x150.jpg" alt="Regina Marcia_500X500" width="150" height="150" /></a>Regina Márcia é antropóloga, profa. universitária aposentada, escritora, conferencista, membro da ACL, do IHGGC e demais entidades culturais</strong></p>
<p><strong>www.reginamarciacultura.com.br</strong></p>
<p><strong>Reg3mar@gmail.com</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/20576/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>DEVANEIOS? TALVEZ SIM, TALVEZ NÃO.</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19773</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19773#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 12:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19773</guid>
		<description><![CDATA[Regina Márcia Moura Tavares Tarde iluminada, depois da chuva! Apreciando as cores, as formas, a vista deslumbrante e o céu de um azul ofuscante matizado a cada momento pelas nuvens brancas, caminho relembrando minha meninice cheia de devaneios no quintal imenso da casa onde nasci. Revejo na memória meus pais inteligentes e o avô materno ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regina Márcia Moura Tavares</strong></p>
<p>Tarde iluminada, depois da chuva!</p>
<p>Apreciando as cores, as formas, a vista deslumbrante e o céu de um azul ofuscante matizado a cada momento pelas nuvens brancas, caminho relembrando minha meninice cheia de devaneios no quintal imenso da casa onde nasci. Revejo na memória meus pais inteligentes e o avô materno amantes da boa conversa, da música e da ação política, os quais colocaram em mim o gosto pelo conhecimento, a importância da superação das dificuldades e de se buscar sempre a melhor formação intelectual para uma atuação construtiva na sociedade.</p>
<p>Tais lembranças me levam à consideração do que, recentemente, li: “<em>Os Devaneios do Caminhante Solitário</em>” de Jean-Jacques Rousseau, obra postumamente publicada, na qual ele coloca que <em>num mundo corrompido resta ao indivíduo refugiar-se na inação para reencontrar uma forma de liberdade.</em></p>
<p>Repentinamente, sinto-me identificada com o filósofo genebrino e concluo que os pensamentos, os projetos e as ações que tiveram e fizeram meus familiares e eu mesma no campo da Cultura, incluída aqui a ação Educativa e Cidadã, ficaram suspensos num espaço indefinido, pois em nada influenciam os comportamentos no mundo contemporâneo. A propósito, gerações e gerações vêm empreendendo estudo, reflexão, trabalho e energia para que a Vida Humana se torne um pouco mais confortável para todos, mais digna e esperançosa. Códigos religiosos e ideologias vários elegem valores sociais propondo padrões comportamentais para a população, em todos os quadrantes do globo, sem que as ações deletérias, a corrupção e a miséria desapareçam do planeta.</p>
<p>Constata-se, então, que em todas as sociedades humanas há algo comum, ou seja, há sempre<em> um único grupo com poder de controle sobre o sistema social</em>, principalmente quando a <em>Comunicação Social é do tipo vertical. </em>Vale lembrar que entre os <em>povos ágrafos</em> o conhecimento dos padrões comportamentais do grupo é passado de geração em geração pelos mais velhos, <em>através da oralidade e a</em> <em>autoridade do</em> <em>Conselho dos Anciãos</em> &#8211; isto devido ao fato de não existirem outras formas de aquisição de conhecimento na horizontal. No Egito antigo, mesmo já existindo os hieróglifos, <em>somente tinham acesso à escrita os sacerdotes do templo e os faraós</em>.</p>
<p>Percebe-se, então, que as <em>formas de Comunicação Social</em> vigentes numa sociedade são responsáveis pela <em>própria organização do Poder nelas.</em> No século XVI a imprensa de Gutemberg revolucionou a sociedade ocidental e não foi por acaso que Lutero, no mesmo século promoveu a Reforma Protestante, questionando os dogmas do catolicismo até então detentor exclusivo da verdade sobre a Vida e a Morte<em>.</em> E assim <em>a Modernidade foi-se instalando no mundo ocidental questionando padrões anteriores, propondo novos que garantiram novas estruturas de poder.</em> Várias criações foram estimuladas e novos atores sociais ganhando espaço pouco a pouco impondo novos valores à sociedade.</p>
<p><em>E a Roda da Vida continua sempre com ganhadores e perdedores</em>!</p>
<p>Pergunto a mim mesma de que valem tantos códigos e credos inventados por nossa <em>espécie Homo Sapiens sapiens, de fantástica capacidade criativa, se sua sobrevivência no passado e hoje é o resultado de ação predatória permanente?</em> (Entre outros, pesquisas informam que a maior ave de rapina noturna do mundo, a coruja bufo-real, se alimenta de 552 espécie de vertebrados enquanto o ser humano preda 3.007 espécies, nem sempre para comer).</p>
<p>Atribui-se, habitualmente, o comportamento predador nas sociedades humanas aos modelos de organização do sistema produtivo. Acredito, porém, que não se pode descartar a ideia de ele ser um <em>instinto natural de um representante da Classe Mammalia que se apropria de tudo que lhe possa garantir o conforto e algumas facilidades</em>, o que inclui explorar o ambiente natural utilizando recursos que jamais voltarão.</p>
<p>No momento presente, o mundo todo está incomodado com o <em>aumento da temperatura no planeta</em>, seus impactos na saúde da população e na produção de alimentos. Da mesma forma, ansioso com o que nos reserva a <em>Pós-Modernidade com os acelerados avanços na Tecnologia da Informação e a Biotecnologia.</em> Parece-me, entretanto, que o maior problema que temos pela frente a exigir um enorme esforço de criatividade <em>é o de sermos o mesmo Homo Sapiens que, sob a alva túnica ou a negra toga será sempre o lobo à espreita para cravar os dentes!</em></p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17864" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Regina-Marcia_500X500-150x150.jpg" alt="Regina Marcia_500X500" width="150" height="150" /></a><strong>Regina Márcia é antropóloga, especialista em Preservação do Patrimônio Cultural, escritora, conferencista, membro da ACL, do IHGGC e demais entidades culturais.</strong></p>
<p>Reg3mar@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19773/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mini roteiro de Feiras e Bazares para ressignificar o Natal e fazer girar a economia criativa.</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19752</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19752#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 14:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Nova Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19752</guid>
		<description><![CDATA[No circuito da economia criativa e do consumo consciente, entram em cena os pequenos empreendedores, que produzem em pequena escala, elaboram um a um cada produto, que chega ao consumidor carregado de valor afetivo. Por trás desses produtos, uma rede de pessoas que vivem do empreendedorismo e alimentam a economia criativa. E cá entre nós, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No circuito da economia criativa e do consumo consciente, entram em cena os pequenos empreendedores, que produzem em pequena escala, elaboram um a um cada produto, que chega ao consumidor carregado de valor afetivo.</p>
<p>Por trás desses produtos, uma rede de pessoas que vivem do empreendedorismo e alimentam a economia criativa. E cá entre nós, todos sabemos que no Brasil não é nada fácil empreender.</p>
<p>Grupos de pessoas que se unem para produzir de forma mais humana conectando novas ideias para aqueles que querem consumir de forma diferente.</p>
<p>Feira e bazares são lugares perfeitos para nos conectarmos com os artistas, designers e artesãos. Desacelerar um pouco, conversar com quem produz, conhecer o processo criativo de cada um e com isso reparar no tanto de significado que carrega uma produção autoral que escolheu comprar para si ou presentear.</p>
<p>Artesanato é um ofício ancestral feito de forma manual utilizando a matéria-prima natural e é, também o produto final feito por um artesão (de <em>artesão + ato</em>).  Originários do ‘fazer artesanal’, para além do artesanato, vários produtos carregam atualmente elementos artísticos ou designer super elaborados. E justamente por serem feitos em pequena escala, se diferenciam dos massificados, produzidos em grande escala, que por isso perdem o sentido de exclusividade e afeto.</p>
<p>Conheça algumas das feiras e bazares que acontecem no mês de dezembro em Campinas:</p>
<div id="attachment_19756" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-4-Mercado-Alameda_Marcio-Galzerani.jpg"><img class="size-large wp-image-19756" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-4-Mercado-Alameda_Marcio-Galzerani-1024x683.jpg" alt="Mercado Alameda - foto Marcio Galzerani" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Mercado Alameda &#8211; foto Marcio Galzerani</p></div>
<p><strong>09 e 10/12/2023 – MERCADO ALAMEDA – Edição de Natal – 11h às 20h – Casa Angá – Rua José Antônio Feltrin, 53 – Sousas</strong></p>
<p>Criados por Raquel Amim e Tici Andrade, designers e artistas, é um mercado de marcas independentes, com foco em arte, decor, design, joalheria, moda, sustentabilidade, bem-estar, gastronomia e jazz. Tem como propósito valorizar o pequeno empreendedor e enaltecer e fomentar a criatividade autoral, além de proporcionar uma experiência de compra acolhedora, ao estabelecer o contato direto entre expositores e consumidor final em um ambiente agradável para toda família.</p>
<p>Em sua 4ª. edição, apresenta expositores de vários segmentos que trarão presentes criativos para o Natal, além de gastronomia com comidinha autêntica mexicana, finger foods, cafés especiais e bebidinhas como cerveja, gin e vinhos. O mercado tem o apoio da Artzzi (@artzzi) e faz parte do circuito #LikeaMOM (@tamojuntasmulher) – uma iniciativa que visa incentivar prestigiarem mulheres que têm seu próprio negócio.</p>
<p>Siga no Instagram: @mercadoalameda</p>
<div id="attachment_19759" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-3-Mercado-Alameda_Marcio-Galzerani.jpg"><img class="size-large wp-image-19759" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-3-Mercado-Alameda_Marcio-Galzerani-1024x683.jpg" alt="Mercado Alameda - foto Marcio Galzerani" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Mercado Alameda &#8211; foto Marcio Galzerani</p></div>
<p><strong>12, 13 e 14/12/2023 – BORBOLETÁ – Edição de Natal – 10h às 21h – Av. José Bonifácio, 2339, Campinas.</strong></p>
<p>Organizado em parceria com o #LikeaMOM, uma comunidade de mulheres, mães e empreendedores, está em sua 5ª. edição e oferece várias opções criativas de compras para o Natal.</p>
<p>A ideia é que os clientes realizem suas compras escolhendo prestigiar mulheres que têm seu próprio negócio.</p>
<p>Além de expositores com produtos diferenciados, oferece oficinas para crianças, rodas de conversas, comidinhas e muita diversão para a família toda.</p>
<p>Siga no Instagram: @tamojuntasmulher / @quintalborboleta</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>15, 16 e 17/12/2023  – BAZAR DAS BIAS – Edição de Natal – sexta e sábado 11h às 20h, domingo das 11h às 18h – Tênis Clube de Campinas – Cel. Quirino, 1346 – Campinas (manobrista no local)</strong></p>
<p>Realizado pelas produtoras Bia Milani e Bia Traldi, este tradicional bazar na cidade de Campinas apresenta expositores do segmento de moda, papelaria, acessórios, gastronomia, saboaria artesanal e decoração.</p>
<p>Siga no Instagram: @bazardasbias_</p>
<p><strong>De 02 à 16/12/2023 – FEIRA PAVÊ /FEIRA CRIATIVA DO AMOR /MOSTRA JAZZ CAMPINAS- Circuito Barão Geraldo</strong></p>
<p>Com criação e curadoria de Milena Carlström, a agenda de dezembro das feiras Pavê e Do Amor é para quem gosta de fazer compras e se divertir com amigos. E ainda uma boa oportunidade para conhecer e visitar a programação da 9ª. edição da Mostra Jazz Campinas que tem a produção da Zumbido Cultural.</p>
<p>A Pavê é uma feira de Brechós, vinil e outros produtos autorais que surgiu dentro do circuito de Barão Geraldo.</p>
<p>A Feira Criativa do Amor tem brechó e expositores autorais de moda, artesanato, acessórios, jóias, crochê, floricultura, além de docinhos artesanais e produtos aromaterapêuticos.</p>
<p>A Mostra Jazz Campinas é uma Mostra anual dedicada ao jazz e vertentes da música instrumental, realizada desde 2015.</p>
<p>Se liga na agenda:</p>
<p><strong>02/12 –  a partir das 12h &#8211; Circulando + Feira Pavê no Terracota em Barão Geraldo </strong>- R. Luverci Pereira de Souza, 545.</p>
<p><strong>03/12 – 14h às 20h – Feira Criativa DO AMOR + Abertura Mostra Jazz na Praça Durval Pattaro em Barão Geraldo</strong>. Mais de 30 expositores autorais, entre eles muita arte acessível, brechós, moda autoral, discos, cosméticos naturais, confeitaria e tudo mais que faz encher os olhos.</p>
<p><strong>09/12 – a partir das 12h &#8211; FEIRA PAVÊ – 3ª. edição, especial Natal – Casinha em frente à praça do coco em Barão Geraldo</strong> &#8211; Serão mais de 20 stands de produtos autorais, entre eles: brechós selecionados, floricultura, moda, acessórios, cosméticos naturais e um pequeno espaço holístico, com leitura de tarô e massagem. Não esqueça o maiô para dar aquele mergulho, e a ecobag.</p>
<p><strong>10/12 – 15h &#8211; DO AMOR + Encerramento Mostra Jazz – Concha Acústica Taquaral</strong></p>
<p><strong>16/12 – 15h às 21h &#8211;  DO AMOR – no Goma Arte e Cultura – Av. Santa Isabel, 518 – Barão Geraldo</strong></p>
<p>Siga: @feiracriativa.doamor / @feirapave/ @mostrajazzcampinas / @zumbidocultural / @terracota.co / @casahacker / @colaemgoma</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19752/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CAMPOS SALES</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19298</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19298#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 20:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Amoroso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19298</guid>
		<description><![CDATA[Maria Rita Amoroso Hoje Campinas é uma cidade que se depara com desafios idênticos aos de tantas metrópoles brasileiras no contexto de pós-pandemia, que trouxe muitas mudanças no cotidiano de seus moradores e novas demandas para a sociedade atual. Antes de mais nada, é preciso trabalhar de forma mais justa e igualitária para a reintegração ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Rita Amoroso</strong></p>
<p>Hoje Campinas é uma cidade que se depara com desafios idênticos aos de tantas metrópoles brasileiras no contexto de pós-pandemia, que trouxe muitas mudanças no cotidiano de seus moradores e novas demandas para a sociedade atual. Antes de mais nada, é preciso trabalhar de forma mais justa e igualitária para a reintegração de toda a comunidade no dia a dia da cidade, como forma de superar as várias facetas da problemática urbana existente no presente de nossas grandes cidades. Fundamental, aqui, é começar pela valorização e incentivo de toda população para serem coadjuvantes na melhoria das condições de vida – e seus primeiros beneficiados.</p>
<p>Todos nós temos conhecimento do atual projeto da prefeitura “Viva Campos Sales” (ver <a href="https://correio.rac.com.br/campinasermc/obras-de-revitalizac-o-da-campos-sales-s-o-adiadas-1.1269645">https://correio.rac.com.br/campinasermc/obras-de-revitalizac-o-da-campos-sales-s-o-adiadas-1.1269645</a>). O objetivo é requalificar a avenida na área central da cidade, projeto agora previsto para ter início em 2023. Uma das características civis do centro de Campinas, por exemplo, é a presença dos lojistas e comerciantes que trabalham mas também habitam nesta área. Cabe lembrar então que estes são cidadãos e cidadãs que também merecem atenção neste momento de revitalização da área central da cidade. Enquanto comerciantes, porém, são “atores urbanos” e devem manter um diálogo com as políticas públicas para melhorias urbanas que beneficiem eles próprios e a comunidade. Frente à questão da preservação patrimonial, relacionada à cultura e à memória, o comércio tem a obrigação de conservar os edifícios e suas fachadas como modo de respeito aos valores identitários locais. Mas não para por aí.</p>
<p>Neste ponto deve estar claro para os habitantes da cidade que todas as comunidades de moradores, em maior ou menor grau, mantém relação com as avenidas do centro histórico (ou do centro expandido), visto que frequentam tais áreas enquanto trabalhadores, consumidores ou apenas transeuntes. Importa salientar, então, que quando se fala de requalificação de uma importante avenida como a Campos Sales, existem muitos aspectos positivos sendo trabalhados para o bem estar da população, incluindo questões de segurança e higiene, melhores condições de uso dos transporte públicos e também de mobilidade, incluindo inauguração de ciclovias no centro. E tudo isso é parte de ações focadas em melhorias sociais, econômicas e culturais que estão em sintonia com as exigências de um futuro sustentável e mais humano, auxiliando ainda no combate aos efeitos danosos das mudanças climáticas que relacionam cidade e meio ambiente.</p>
<p>Em resumo, atualmente em Campinas existem trabalhos sendo desenvolvidos a fim de tornar realidade o respeito a uma acessibilidade cidadã ao centro da cidade, dando condições, inclusive, para que as próximas administrações deem continuidade a políticas públicas desta natureza. Aliás, o projeto que está para ser implantado agora na Avenida Campos Sales é continuação do trabalho de requalificação urbana da Avenida Francisco Glicério feito em 2015-2016, projeto que tive a honra de coordenar enquanto arquiteta  e urbanista em parceria com a prefeitura, e que incluiu, entre outras reformas, o enterramento das redes de energia elétrica e telecomunicações e a troca das redes de redes de água e esgoto (cuja execução foi interrompida para não atrapalhar as vendas do comércio no mês de Natal de 2015, tendo as obras sido retomadas em janeiro de 2016, até terminar por recapear integralmente toda a avenida).</p>
<p>E pelo fato de estar buscando ações de melhoria na Campinas em que sempre morei e pela qual luto pela implantação de políticas públicas para benefício de toda a comunidade, posso afirmar que a preservação do patrimônio construído, do patrimônio cultural resiliente e do ambiente nas áreas urbanas como a do centro, de maior concentração popular, está relacionada diretamente com as comunidades de moradores de toda a cidade, que se beneficiarão das implantações de reutilização ética e sustentável na Avenida Campos Sales adequada às demandas da sociedade atual – a exemplo da Francisco Glicério que hoje temos aí. Dar continuidade a ações de governos passados denota comprometimento com as ações de políticas publicas</p>
<p>Claro, sempre é possível se fazer mais, por isso também estamos trabalhando para trazer inovações na Av. Campos Sales, com estratégias de reuso e preservação da área, para maior integração da população com a história cultural e urbanística da cidade, e através de várias frentes que priorizam o comércio e a economia, a habitação e a mobilidade local, tais como:</p>
<ol>
<li>Participação dos lojistas na limpeza e pintura das fachadas, além de uso de propagandas padronizadas (através de uma cartilha, criada na época das reformas na Glicério);</li>
<li>Reforma e aumento da extensão das calçadas, com inclusão de ciclovias;</li>
<li>Reestruturação das bancas de jornal e alimentos da Av. Campos Sales para melhor uso público, com padronização no tamanho e modernização no quesito higiene e estética. Além disso, as bancas receberão um “equipamento cultural” com textos, fotografias e <em>QR Code </em>trazendo informações históricas de Campinas (casas de comércio, patrimônio históricos, as importantes vias públicas, as grandes personalidades, etc.);</li>
<li>Reforma dos pontos de ônibus com modernização (disponibilização de Wi-Fi) e qualidade na acessibilidade e na segurança dos transeuntes (incluindo “semáforo sonoro para deficientes físicos” nas faixas de pedestre)</li>
</ol>
<p>Todas estas ações certamente proporcionarão educação patrimonial aos moradores e cidadãos de Campinas durante o dia e a noite, fundamental para o bem estar social e para o fomento econômico, potencializando a preservação do patrimônio e da cultura local.</p>
<p>Ao preservar seu patrimônio histórico deixamos um legado às gerações futuras .</p>
<p>Para preservar é necessário conhecer e ao conhecer reconhecer uma identidade que se faz presente pelo construido e pelo seu patrimônio  imaterial</p>
<p>Maria Rita  Silveira de Paula Amoroso</p>
<h6><span style="color: #000080;"><a style="color: #000080;" title="cLIQUE AQUI" href="https://agenciasn.com.br/arquivos/category/maria-rita-amoroso" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA LER TODOS OS ARTIGOS</a></span></h6>
<div id="attachment_9800" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700.jpg"><img class="size-medium wp-image-9800" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700-300x150.jpg" alt="A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires) " width="300" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires)</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19298/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PLANO DE REQUALIFICAÇÃO DO CENTRO DE CAMPINAS &#8211; LEI DO RETROFIT: REVISAR PARA APROVAR</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19245</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19245#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 16:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Amoroso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19245</guid>
		<description><![CDATA[Maria Rita Amoroso Hoje trataremos da Lei do Retrofit, já bastante noticiada e ainda em pauta durante todo o mês de setembro. Se esta “lei” dispensa apresentações, não significa que não possamos esclarecer certos pontos e contextualizar melhor esta discussão, a fim de que o leitor se conscientize melhor do que está em jogo aqui ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Rita Amoroso</strong></p>
<p>Hoje trataremos da Lei do Retrofit, já bastante noticiada e ainda em pauta durante todo o mês de setembro. Se esta “lei” dispensa apresentações, não significa que não possamos esclarecer certos pontos e contextualizar melhor esta discussão, a fim de que o leitor se conscientize melhor do que está em jogo aqui – a começar que se trata de um Projeto de Lei Complementar – PLC (ou seja, uma “PL”) que dispõe sobre os incentivos urbanísticos e fiscais para reabilitação de edificações na área central de Campinas. E esta PL se enquadra no Plano Diretor Estratégico PDE (LC 189 – 2018), mais especificamente no Art. 27 &#8211; Diretriz Plano de requalificação da área central.</p>
<p>A Lei do Retrofit, que na verdade ainda é uma minuta desta PLC, começou a ser trabalhada em Campinas desde o ano passado, na esteira de leis idênticas já implantadas anos antes em grandes cidades brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro. Por isso, o debate atual sobre este plano de requalificação do centro é também uma cobrança de décadas da sociedade civil organizada, de entidades e profissionais da área, que se intensificou agora com a degradação do centro neste cenário de pós-pandemia.Uma Lei que aplicada com todos os critérios e cuidados necessários contribuirá para a sinalizar os caminhos a serem seguidos .</p>
<p>Pois bem, realizada pela Secretária de Planejamento e Urbanismo Arq. Carolina Baracat no início deste mês, a apresentação aos vereadores deste “Plano de Revitalização” do centro – plano chamado de “NOSSO CENTRO” – previsto com a aprovação da Lei do Retrofit, trouxe entre os principais objetivos o intuito de “atrair investimentos e pessoas, frear o esvaziamento de atividades e de moradores, bem como a degradação e o abandono de edifícios e espaços públicos”.</p>
<p>Entre as mais importantes frentes de ação do NOSSO CENTRO estão: 1) Reabilitação das área públicas; 2) Valorização do patrimônio edificado; 3) Dinamização econômica e cultural diurna e noturna; 4) Incentivo à reabilitação das edificações com impactos a curto prazo (também chamadas de “ações imediatas”) fundamental para a sua  preservação.</p>
<p>Importante ressaltar que , esta última é apenas uma das tantas diretrizes e demandas previstas na Lei do Retrofit, a qual, por sinal, diz respeito também aos bens tombados e a todo o acervo edificado com “Valor histórico” (além daquele “Comum”) localizado no centro de Campinas.</p>
<p>Ainda que previsto na Área de Abrangência desta Lei, chama a atenção o fato do patrimônio edificado campineiro estar inserido, e de maneira indireta, às diretrizes de reabilitação edilícia a curto prazo,  a conservação pode ser considerada  no curto prazo, ação  importantíssima de proteção  pois impede os processos de deterioração que exigem métodos sofisticados de intervenção .</p>
<p>No entanto a restauração do  patrimônio material exigem estudos e pesquisas que demandam um maior tempo, se o intuito for realmente realizar ações que deem resultados concretos e tragam benefícios a toda a comunidade essa pauta merece atenção e contribuições mais detalhadas realizadas por especialistas na área de patrimônio .</p>
<p>Debates estão sendo realizados principalmente pela Câmara Municipal de Campinas.</p>
<p>Em 1º de setembro, ocorreu a “Reunião da Frente Parlamentar da Legislação Urbana” ,  que após analise da minuta da Lei do Retrofit indicou doze (12) itens de contradições e equívocos .</p>
<p>A análise  chamou a atenção para a insuficiência de dados para a aprovação deste Projeto de Lei Complementar no curto prazo estabelecido pela Prefeitura Municipal de Campinas (PMC) .</p>
<p>A pressa da PMC deve-se ao fato do envolvimento de benefícios fiscais ,tal como a isenção de IPTU a qual deve ser aprovada ainda neste ano importantíssima ferramenta de apoio as melhorias do centro.</p>
<p>Entre os  itens da analise a serem ponderados  podemos citar: “Irrelevância de prazo para a protocolização do pedido de reabilitação”; “Equívoco na estipulação da faixa de renda da população destinatária de HIS”; “Não previsão da manifestação do CONDEPACC nos projetos em que não houver acréscimo de área conforme legislação vigente o que pode acarretar riscos de perda de patrimônio cultural pela descaracterização do bem ”; “Deixar para legislação posterior os regramentos da Locação Social o que não se justifica pois trata-se de um programa atrelado à vigência desta Lei”; e, por último, “Prazo demasiado extenso para a entrada em vigor desta Lei”.</p>
<p>Mas lembremo-nos de que, no final de agosto passado, houve também a “1ª Reunião da Comissão Especial de Estudos” com a finalidade de analisar e discutir o Plano Diretor e suas diretrizes e impactos para o zoneamento do município de Campinas; entre seus tópicos estavam dois que se encaixam diretamente na discussão – uma vez que, entre outras questões, a cidade está perdendo investimentos para outros municípios  (a exemplo de Ribeirão Preto) onde os processos são mais ágeis e menos burocráticos:</p>
<p>O primeiro ponto diz respeito aos problemas existentes que envolvem a interlocução entre os poderes Legislativo e Executivo; e como é sabido, se não existir agilidade e bom funcionamento na relação entre a criação da lei (legislação) e sua real implantação (execução), a verdade é que não veremos nenhuma mudança significativa em nosso município. E devemos entender, de imediato, que esta Lei do Retrofit depende da adequação e da “harmonização” entre as atividades referentes ao Legislativo e ao Executivo que deseja aprimorar e Requalificar as áreas centrais.</p>
<p>Além disso, outra questão premente aqui é a existência de um problema seríssimo referente ao atendimento ao público (incluindo empresariado) realizado atualmente pela PMC, pois o número reduzido de funcionários públicos na Prefeitura é insuficiente quando comparado com a enorme quantidade de demandas existentes em uma cidade grande como Campinas. Façamos um exemplo rápido: a disponibilização de serviços on-line oferecidos à população pela PMC não trouxe agilidade aos processos de edificação porque as etapas exigidas pelas leis de construção/habitação (alvarás de funcionamento, etc.) esbarram na falta de funcionários para conduzi-los; não sendo este um trabalho “automático”, logicamente é necessário investir na “desburocratização” dos processos através de um contingente maior de trabalhadores e operadores dos sistemas “virtuais” das Secretarias – como, de resto, para outras formas de atendimento ao público. Estamos avançando mas precisamos de mais agilidade .</p>
<p>Aqui percebe-se como a falta de interlocução e colaboração entre os poderes Legislativo e Executivo pode inviabilizar a correta aplicação da Lei do Retrofit, que envolve uma quantidade enorme de diretrizes e demandas urbanas para a revitalização do centro de Campinas.</p>
<p>Neste sentido, é preciso cuidar ainda de problemas específicos que envolvem o Legislativo (a exemplo das leis de construção e habitação já existentes, e que devem se enquadrar em um contexto de “auxílio mútuo” na agilização dos processos), e também o Executivo (como nos casos de lentidão nos processos iniciais ou na própria condução das demandas das Secretarias.</p>
<p>No caso da Lei do Retrofit, tentar fazer algo mais “enxuto”, em forma de PL, pode chegar a ser inconstitucional, precisamos participar mais colaborando com a construção desta pauta.</p>
<p>Estamos diante de um projeto que envolve diretamente as outras Secretarias – Assistência Social, Cultura, Desenvolvimento Econômico, Finanças, Planejamento, Meio Ambiente .Precisamos propor meios de viabilizar a parceria entre iniciativa pública e privada; daí a enorme responsabilidade na aprovação desta Lei Complementar.</p>
<p>E, de fato, um dos maiores problemas aqui se relaciona com a preocupação de um  planejamento viável que contemple os aspectos sociais (habitação, segurança, meio ambiente sustentável, empregos, qualidade de vida), seguido de soluções para a infraestrutura (benefícios para todos os imóveis e todos os tipos de intervenções, melhorias no entorno para atrair investimentos), além de considerações claras para as demandas particulares relacionadas ao patrimônio histórico – cuja maior concentração se encontra, justamente, no centro da cidade.</p>
<p>É preciso rever os programas como este, que serão gerados por decretos futuros, porque enfim poderão gerar “desconfiança” ao não primarem por transparência e segurança judicial; a questão aqui é que para esta lei ser positiva para a cidade precisa de um olhar maior para a questão social e de infraestrutura,”, em cumprimento ao princípio constitucional da função social da propriedade (art. 5º, XXIII, da CF/88).</p>
<p>Sabe-se que o início do texto da revisão da minuta desta PL refere, acertadamente, ao debate ocorrido na Reunião de 1º de setembro: “Contrapondo ao exposto nesta apresentação feita aos vereadores, a minuta apresentada diz respeito a um programa e não uma ação específica inserida no contexto de um Programa maior e futuro visando à Requalificação da Área Central da cidade”.</p>
<p>Isso dito, a secretária Arq. Carolina Baracat iria encaminhar as propostas da Câmara para alterações na Lei do Retrofit aos devidos responsáveis, inclusive às demais Secretarias envolvidas.</p>
<p>Além disso, a Câmara já endereçou devidamente ao Prefeito Dário Saadi o texto tratado com a revisão da minuta do projeto de lei em questão.</p>
<p>Mas a data limite para alterações da Lei do Retrofit é curto, visto que está prevista para ser protocolada na Câmara até o dia 30 deste mês.</p>
<p>A minuta, porém, vai para audiência pública no próximo dia 22: até lá o projeto de lei deve ser ajustado – ao menos é o que esperamos.</p>
<p>Enfim, temos uma proposta importantíssima para Campinas com total apoio do prefeito mas precisamos inserir no  debate para resultados positivos a  Lei do Retrofit a participação mais ativa da população , ou mesmo a consulta aos habitantes do centro – geralmente excluídos de processos como este .</p>
<p>Mas aqui estamos nós, trazendo informação e, sobretudo, esclarecimentos para que Campinas seja o cenário das transformações que todos os seus habitantes esperam, sejam cidadãos, sejam seus representantes na Câmara. Pensar em melhorias no centro é viabilizar melhorias em toda as regiões da cidade, vale lembrar, e para isso devemos investir nas diretrizes de zoneamento municipal, pelo qual temos feito a nossa parte através de estudos, pesquisas e trabalhos que viabilizem a melhoria das problemáticas urbanas.</p>
<p>Até o fim deste mês voltaremos com mais notícias sobre o andamento da Lei do Retrofit, tão necessária quanto sua própria revisão para as melhorias que Campinas tanto precisa, e que tanto aguardamos. Até lá.</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://agenciasn.com.br/arquivos/category/maria-rita-amoroso" target="_blank">Leia aqui todos os artigos de Maria Rita Amoroso</a></span></p>
<div id="attachment_9800" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700.jpg"><img class="size-medium wp-image-9800" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700-300x150.jpg" alt="A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires) " width="300" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires)</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19245/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SUSTENTABILIDADE URBANA E RURAL, UMA IDÊNTICA QUESTÃO EM CAMPINAS</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19197</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19197#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 13:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Amoroso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19197</guid>
		<description><![CDATA[Maria Rita Amoroso Falamos em nossa matéria anterior da importância de se preservar o rico patrimônio rural de Campinas também como instrumento de ordenamento do território, sobretudo no contexto da atual revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE), cujo prazo para ser encaminhado para votação na Câmara passou de julho para 30 de agosto (conforme um ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Rita Amoroso</strong></p>
<p>Falamos em nossa matéria anterior da importância de se preservar o rico patrimônio rural de Campinas também como instrumento de ordenamento do território, sobretudo no contexto da atual revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE), cujo prazo para ser encaminhado para votação na Câmara passou de julho para 30 de agosto (conforme um acordo feito previamente entre a Prefeitura de Campinas e o Ministério Público).</p>
<p>Falar do patrimônio rural implica pensar as áreas verdes da cidade e a proteção do meio ambiente, o que remete imediatamente à questão da <strong><em>sustentabilidade</em></strong> na contemporaneidade – que deixou de ser “conceito” para ser regra geral no mercado, na política e na vida social. Porém, é preciso adicionar que a sustentabilidade se enquadra nas dinâmicas urbanas também com grande peso, devido ao enorme contingente populacional e o cotidiano de uma grande cidade como Campinas. No tocante à revisão do Plano Diretor, podemos lembrar do “Plano de Mobilidade Urbana” já proposto pela prefeitura de Campinas para os próximos anos, que se propõe como priorização de desenvolvimento do transporte público coletivo, o qual, por sua vez, deve estar ajustado ao Desenvolvimento Orientado pelo Transporte Sustentável (DOTS). Vale dizer, ambos estão inseridos no Plano Diretor Estratégico (PDE) envolvendo oito pontos principais que se coligam com a sustentabilidade: caminhar, pedalar, conectar, usar, promover mudanças, adensar, misturar e compactar.</p>
<p>Neste sentido, com início previsto para 2023, a “Viva Campos Sales”, requalificação da Avenida Campos Sales, é exemplar, pois ali será implantada uma ciclofaixa e funcionará com uma faixa exclusiva para ônibus. E enquanto responsável pelo projeto arquitetônico da “Viva Campos Sales”, reafirmo que tal projeto preserva a história de uma forma muito importante para o cidadão, principalmente se tratando de um projeto de inclusão.</p>
<p>Ainda assim, convém cruzar informações a fim de esclarecer quais “ações sustentáveis” estão sendo trazidas para o município. No panorama de “áreas verdes” preservadas, por exemplo, a cidade se encontra em uma situação delicada, principalmente no quesito “Área verde de loteamentos”. De acordo com o relatório da revisão do Plano Diretor Estratégico, “Como empreendimento urbano, o loteador tem a responsabilidade de ceder áreas para uso público voltadas à instalação de praças, área de lazer, áreas verdes e áreas institucionais para a construção de escolas, unidades de saúde, repartições públicas, dentre outras, conforme Lei nº 6.766/1979. A definição destas áreas respeita a Resolução SMA nº 31/09, sendo avaliada pela Prefeitura no momento da Análise Prévia de Loteamentos (Decreto Municipal nº 17.742/2012), quando é feita a análise qualitativa e quantitativa desses espaços”.</p>
<p>Mais ainda, este tópico reflete exemplarmente o contexto em que se encontra a problemática da preservação do patrimônio natural em questão na atualidade: “As áreas verdes de loteamentos”, continua o PDE, “devem ser destinadas à preservação ou recomposição florestal. No entanto, observa-se que esse conceito necessita de uma definição mais aprimorada, para que <strong>as áreas verdes dos futuros loteamentos sejam internalizados no tecido urbano</strong> de modo a cumprir sua função ambiental precípua com o estabelecimento de parâmetros de dimensão, forma, acessibilidade e adensamento de vegetação.” (PDE, grifo nosso).</p>
<p>No caso da Fazenda Santo André, discutido em matéria anterior, apontamos o problema socioambiental referente ao loteamento desta área de Campinas, que é considerada “urbana” mas que deveria ser vista em uma situação “periurbana” (como, de fato, já foi no Macrozoneamento anterior), isto é, entre a zona rural e a urbana. Pois, localizada próximo ao Shopping Galleria, no lado oposto da Rodovia Dom Pedro, esta se enquadra na região de Unidades de Conservação (UC), justamente nas “UCs de Uso Sustentável” que mostram uma enorme “carência de áreas protegidas por este instrumento legal na região norte, nordeste e sudeste do município” (ainda conforme Relatório Plano Diretor).</p>
<p>Bem, se em tempos passados esta foi uma área rural e “verde”, o Patrimônio Rural ali deveria servir como exemplo de instrumento do ordenamento do território municipal. Da maneira como foi implementado, porém, a área verde da antiga fazenda passou a servir apenas para uso dos futuros moradores locais; entenda-se: não houve “estabelecimento de parâmetros de dimensão, forma, acessibilidade e adensamento de vegetação” que permitisse, de fato, a “recomposição florestal” ali presente. E com isso, também não existe sustentabilidade nem preservação nos moldes exigidos, então, nas próprias áreas urbanas – como visto acima no Plano de Mobilidade Urbana e no DOTS, e principalmente no exemplo da requalificação da Avenida Campos Sales.</p>
<p>Sabendo que os programas de habitação popular estão contemplados na revisão do Plano Diretor Estratégico, é de extrema relevância e urgência que a questão dos loteamentos habitacionais de áreas verdes em Campinas, portanto, se ajustem a este contexto <em>sustentável</em> de maneira que cumpram com a “função ambiental”, ao mesmo tempo em que permita que nossa área urbana caminhe para o único futuro possível – no qual a <em>sustentabilidade</em> define tanto os problemas de uma cidade como suas soluções.</p>
<p>No último dia 24 a Prefeitura se reuniu na Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) e apresentou minuta de projeto de lei para reabilitar edificações na área central da cidade através de incentivos urbanísticos e fiscais, facilitando reformas de imóveis e sua ocupação com moradias e comércios. Como parte do Plano de Requalificação da Área Central (PRAC) de Campinas, intitulado o “Nosso Centro”, esta lei para reabilitação de edificações no centro se une a outras iniciativas – a exemplo do já citado projeto “Viva Campos Sales”. A audiência pública para discutir este Projeto de Lei Complementar está programada para o dia 23 de setembro, no Salão Vermelho do Paço Municipal, a partir das 14h15. Assim como as equipes técnicas das secretarias municipais se empenharam na construção desta proposta, devemos nos esforçar ao lado de proprietários, empresários e demais cidadãos a fim de contribuir na conquista de benefícios para Campinas e seus habitantes. Mais informações no site da Secretaria de Planejamento e Urbanismo.</p>
<p>Na próxima matéria daremos continuidade na discussão do projeto “Nosso Centro” e também da 1ª CEE PLANO DIRETOR, a Primeira Reunião da Comissão Especial de Estudos com a Finalidade de Analisar e Discutir o Plano Diretor e suas Diretrizes e Impactos para o Zoneamento do Município de Campinas (realizada em 17 de agosto). Até lá!</p>
<p><span style="color: #000080;"><a style="color: #000080;" href="https://agenciasn.com.br/arquivos/category/maria-rita-amoroso" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA LER TODOS OS ARTIGOS</a></span></p>
<div id="attachment_9800" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700.jpg"><img class="size-medium wp-image-9800" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700-300x150.jpg" alt="A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires) " width="300" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires)</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19197/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PATRIMÔNIO RURAL DE CAMPINAS COMO INSTRUMENTO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/19186</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/19186#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 16:22:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Rita Amoroso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=19186</guid>
		<description><![CDATA[Maria Rita Amoroso A questão de defesa do patrimônio arquitetônico e cultural de Campinas é uma questão delicada, a começar pelo fato de que, antes de um bem material ser tombado (com fins de preservação patrimonial), existe a fase de “Bens em estudo de tombamento”. Esta fase, sendo necessária e fundamental à análise do bem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Rita Amoroso</strong></p>
<p>A questão de defesa do patrimônio arquitetônico e cultural de Campinas é uma questão delicada, a começar pelo fato de que, antes de um bem material ser tombado (com fins de preservação patrimonial), existe a fase de “Bens em estudo de tombamento”. Esta fase, sendo necessária e fundamental à análise do bem em questão por parte dos órgãos públicos responsáveis, infelizmente não tem primado pela agilidade em suas decisões: vale dizer, os “Bens em estudo de tombamento” se mantém por muitos anos ou mesmo décadas neste estado. E, enquanto não são efetivamente tombados (de acordo com a responsabilidade do CONDEPHAC de zelar pela patrimônio material e imaterial campineiro), o resultado é que ficam vulneráveis ao tempo (perda do patrimônio) e ao mercado (perda de um bem público que deveria pertencer a todos os cidadãos). As fazendas históricas de Campinas ainda não tombadas, por exemplo, algumas há mais de dez ano em “estudo de tombamento”, podem acabar sendo vendidas e seu futuro passar às mãos de setores “não-públicos”, digamos.</p>
<p>É o que aconteceu recentemente em Campinas com a antiga <strong>Fazenda Santo André</strong>, localizada próximo ao Shopping Galleria (no lado oposto da Rodovia Dom Pedro), através de um loteamento para implantação de mais um  “Alphaville”. Construída por volta de 1883, a sede (o casarão) da Fazenda Santo André foi edificada através da técnica de taipa de pilão, tanto no exterior quanto no interior, através de mão de obra abundante na época (escrava e imigrante), coisa rara de se encontrar ainda conservada hoje em dia. Mas com sua venda e decorrente implantação do loteamento, a sede da fazenda permanecerá “intacta”, mas não preservada na integridade de seu edificado, pois receberá diferentes ambientes: sala de jogos adultos, brinquedoteca, salão de festas e salão gourmet. Assim sua arquitetura interna e suas características originais serão apagadas através de conceitos ligados a arquitetura de interiores como  “conceito aberto”, a fim de modernizar o patrimônio, descaracterizando.</p>
<p>Antes de mais nada, é uma forma incompleta de preservação do patrimônio arquitetônico, pois transforma a história de uma época passada em atualidade, sem a preocupação de recontá-la; ou seja, esta “transformação” implica em esquecimento do passado. E mais uma vez, infelizmente neste caso nosso patrimônio rural será desperdiçado em nome de uma “conservação” que não serve para contar a história da cidade, e sim para modificá-la em outras narrativas, adaptá-las a outras vivências, inviabilizando o papel do bem antigo, ainda existente, de representar aquilo que deveria ser um patrimônio preservado.</p>
<p>Como dito, é uma questão delicada, sobretudo porque percebe-se como a questão de defesa do patrimônio de Campinas não tem levado em consideração a relação de seus habitantes com a sua história, o pertencimento de seus cidadãos aos locais históricos de seu território, enfim, a identidade de uma comunidade em sua integridade – que desconhecida, é perdida para sempre ao final, identicamente à história do patrimônio arquitetônico em questão.</p>
<p>Existem modos diversos de lidar com esta questão, que é mais complexa – e mais bonita – do que parece. Insistimos aqui em refletirmos sobre uma proposta cultural e econômica para a questão de preservação patrimonial e socioambiental das áreas rurais de Campinas. Uma delas seria a criação de um <strong>Circuito de Antigas Fazendas de Café</strong>, um roteiro cultural para somar e potencializar efeitos positivos sobre a cidade e seus habitantes.</p>
<p>Assim seria possível e viável contar a verdadeira história das <strong>fazendas de café </strong>em Campinas, através do patrimônio rural material conservado, não permitindo que ele desapareça (ou se transforme a ponto de perder sua integridade). Seria criada uma rota que poderia ser entendida como um grande <strong>Parque patrimonial</strong> <strong>do café</strong>. Este parque faria a “leitura” deste circuito em Campinas e região, unindo a ferrovia (ou o complexo ferroviário) através das estações que existem conservadas até hoje, mas que não são locais isolados, e sim pontos de encontro dentro deste circuito das antigas fazendas. Porque passavam dentro de cada uma das fazendas, um passeio de Maria Fumaça em Campinas, por exemplo, equivale a revisitar estes locais onde existem o patrimônio rural a fim de conhecer suas principais edificações e seus aspectos ambientais característicos (paisagem rural, flora, fauna). Mais ainda, assim como neste caso de uma estrutura ferroviária já existente, pode ser planejado um circuito maior que integre as diversas estações a suas respectivas áreas rurais pelas quais passam, coligando ainda outras vias de acesso: automobilísticas, mas também de ciclismo, pedestre e assim por diante). Esta “logística turística” aproveitando aqueles recursos preexistentes em tais áreas rurais, coligados às zonas urbanas da cidade, é apenas uma característica entre tantas outras que permitiriam, atualmente, fazer das fazendas de café um atrativo para Campinas em forma de sustentabilidade e preservação, trazendo benefícios para a natureza e ao patrimônio, às cidades e aos cidadãos.</p>
<p>Este <em>circuito</em> de antigas fazendas de café pode unir a grande quantidade de área rural remanescente em Campinas e região que convive em maior ou menor contato com as áreas urbanas, beneficiando proprietários e a população em geral. Seria a união das antigas fazendas de café, suas construções, seu meio ambiente e todo entorno possível de ser “visitado” (pois existem locais que devem ser respeitados, havendo pessoas que ainda habitam em tais áreas). Isso é possível através de novas dinâmicas e implementação de diversas atividades que permitiriam concretizar as demandas socioambientais, econômicas e culturais de Campinas e municípios vizinhos.</p>
<p>De imediato, é preciso lembrar de que não estamos propondo tomar posse de bens ou mesmo áreas rurais: o Patrimônio Rural deve servir como instrumento do ordenamento do território, e não para uso de apenas uma parte dos habitantes de Campinas. O Circuito de Antigas Fazendas de Café não iria desapropriar o privado e torná-lo público (como querem fazer com as áreas verdes do Condomínio Rio das Pedras em Barão Geraldo, por exemplo), e sim adicionar outras maneiras de conhecer a rota e o patrimônio rural da cidade.</p>
<p>Pois para a efetiva conservação de patrimônio (de fazendas antigas neste caso), em primeiro lugar seria necessário este roteiro em forma de “Parque Patrimonial” que conservasse as edificações como um elo da história: a <strong>Fazenda Santo André</strong> poderia ter feito parte deste roteiro, se o projeto arquitetônico de requalificação do casarão incluísse a preservação do interior– e não apenas da parte externa – do conjunto arquitetônico original que ali existe. Como o CONDEPHAC e a Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural têm como missão também “fiscalizar e supervisionar todos os serviços necessários à conservação e restauração de bens culturais do Município”, estes devem ter sido consultados no caso deste projeto, aceitando a descaracterização do patrimônio histórico já que o mesmo nem entrou na lista para  estudo de tombamento.</p>
<p>Em segundo lugar, existe uma implicação pedagógica na implementação de um modelo de circuito cultural interligando fazendas e estações ferroviárias antigas, áreas verdes e atividades ligadas ao patrimônio imaterial (visitas guiadas, por exemplo). Basta pensarmos que até hoje a maioria dos moradores de Campinas só conseguem enxergar tais estações antigas de trem como estações isoladas, isto é, como ramais ferroviários sem ligação com as antigas fazendas de café. E novamente devemos repor que a Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural de Campinas tem duas obrigações correspondentes entre si: “1) estudar e propor ações integradas de requalificação, proteção e manutenção dos patrimônios culturais; 2) coordenar e executar programas de educação patrimonial”. Ambas devem ser atendidas, com o risco de não corresponder à preservação patrimonial integral na ausência de uma delas.</p>
<p>Detalhe: chamamos de Parque patrimonial do café este circuito das estações coletoras (Maria Fumaça), somado a todo o complexo MOGIANA-FEPASA (sentido São Paulo/Santos), porque integra cada uma destas antigas fazendas de café possuidoras de singularidades e particularidades, não sendo idênticas entre si. Isto deve estar claro aqui: elas foram feitas com técnicas construtivas diversas. Daí a necessidade de preservação de cada uma delas, porque são exemplares únicos e em cada fazenda (sede e demais construções) o visitante conhece aspectos diferentes de um mesmo modo de agenciamento das antigas fazendas e áreas rurais – todos parte de uma mesma “história” que traz consigo saberes e fazeres a serem conhecidos pela população.</p>
<p>Em outras palavras, fazendas dos séculos XIX e XX feitas com técnicas construtivas diferentes significa que uma não é cópia da outra. O agenciamento das fazendas de café pode ser padrão, ou seja, muito parecidos entre si (sede no alto, lago para água que lava o café, o terreiro de secagem, casa das máquinas). A técnica construtiva, porém, é outra coisa; equivale a pensar na elaboração e implantação da casa, que se relaciona com o planejamento e a elaboração do complexo cafeeiro através das demais construções (o agenciamento acima), tudo isso somado aos usos e aos demais habitantes da fazenda.</p>
<p>Assim, os resultados ao longo da história desta área rural campineira não foram iguais, porque antes houve técnicas de escravos (taipa), depois técnicas de imigrantes europeus, todas com influência de gostos estrangeiros, e assim por diante (no Sul do  Brasil, por exemplo, as construções foram outras, pois usava-se mais a madeira, dando origem a uma arquitetura brasileira também singular).</p>
<p>Todas estas estruturas têm que ser mantidas, e preservadas cada uma destas fazendas e seus remanescentes arquitetônicos (patrimônios). Mantendo o edificado, não há problemas em usar as demais áreas para loteamentos de moradia e outras ações para desenvolvimento urbano. O problema é descaracterizar esta arquitetura, ao lado de seus aspectos ambientais, porque assim inviabiliza o papel do patrimônio ao impedir a imersão em nossa história e em nossa cultura.</p>
<p>Também o patrimônio ambiental está presente nestas áreas “rurais” (entre parênteses, porque na verdade algumas são “periurbanas”, na nomenclatura do Plano Diretor anterior). Veja o exemplo do Condomínio Rio das Pedras (mencionado antes), com lagos tratados, pássaros e animais locais, etc. Este é um exemplo de preservação de patrimônio ambiental que, aliás, concretiza-se através de iniciativas privadas, o que é muito válido e não pode ser visto como um problema, e sim como solução das demandas coletivas urbanas locais. Esta é a razão pela qual a prefeitura não poderia transformar a área verde do Rio das Pedras em parque público, porque ali a preservação funciona porque já foi pensada incluindo o loteamento para moradia (condomínio) que conseguiu manter o equilíbrio entre área construída e área verde – tal qual nas fazendas antigas.</p>
<p>Sejamos sinceros: transformar uma antiga sede de fazenda histórica em “sala de jogos e festas, brinquedoteca e salão gourmet”, através do “Conceito aberto” que descaracteriza a arquitetura original, é a mesma coisa que dizer que, visitando um zoológico localizado dentro da cidade, você pode estar conhecendo a selva e todo o habitat onde viveu aquele animal que ali está (enjaulado ou livre no ambiente). Ali não é seu habitat, ainda que seja uma boa simulação; qdo vamos ao zoológico ou aos aquários na cidade, não estamos visitando seu meio ambiente original, não estamos na natureza existente fora das áreas povoadas pela civilização.</p>
<p>Da mesma forma, visitar uma sede de fazenda que foi transformada em uma área de lazer moderna não significa conhecer um patrimônio, e sim um “simulacro”, algo que lembra aquilo apenas, que remete àquilo que foi aquele espaço. Ou seja, não se pode falar de patrimônio conservado nestes casos, e sim de apagamento do patrimônio, pois se há grandes intervenções e modificações na estrutura original de uma sede de fazenda de café como esta, o que há é o apagamento de sua história; em outras palavras, equivale à destruição do patrimônio, e não conservação. O exterior da casa pode remeter à construção que pertenceu ao passado, como um leão visitado no Zoológico do Bosque remete ao rei dos animais, mas a verdade é que aquele ali deixou de ser rei, deixou de ser o grande e poderoso animal que é porque não está no local a que pertence: a Sede de fazenda, modificada e modernizada nos padrões atuais de vida, deixa de ser quem foi, deixa de ser patrimônio, passa a ser outra coisa, uma edificação nova que substitui a antiga, e a relega ao esquecimento.</p>
<p>Não é esse o caminho da preservação do patrimônio, portanto precisamos exigir dos órgãos responsáveis a devida responsabilidade pela gestão de nossa cidade e seu território, sua história que é a nossa, o futuro que deve ser feito de maior consciência e atitudes correspondentes a suas missões.</p>
<div id="attachment_9800" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700.jpg"><img class="size-medium wp-image-9800" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Maria-Rita_destacada_161206_006_1400x700-300x150.jpg" alt="A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires) " width="300" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">A arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso (Foto Martinho Caires)</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/19186/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
