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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Cidadania</title>
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		<title>Ceaflor promove neste fim de semana encontro entre paisagismo, plantas e novas ideias para cultivar o verde</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:26:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[De 17 a 19 de outubro, o 1º Ceaflor Expo Garden e Mostra de Paisagismo reúnem empresas, produtores e visitantes em busca de novidades, inspirações e soluções para jardins e ambientes verdes. Entrada é gratuita O desejo de estar mais perto da natureza tem levado cada vez mais brasileiros a cultivar plantas e criar cantos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>De 17 a 19 de outubro, o 1º Ceaflor Expo Garden e Mostra de Paisagismo reúnem empresas, produtores e visitantes em busca de novidades, inspirações e soluções para jardins e ambientes verdes. Entrada é gratuita</i></p>
<div>
<p>O desejo de estar mais perto da natureza tem levado cada vez mais brasileiros a cultivar plantas e criar cantos verdes em casas e apartamentos. Com isso, cresce também o interesse por informações sobre cuidados, ornamentação e escolha das espécies mais adequadas para cada ambiente. Para aproximar conhecimento, inspiração e mercado, o Ceaflor realiza, de 17 a 19 de outubro, (sábado, domingo e segunda-feira) a <strong>1ª Expo-Garden + Mostra de Paisagismo</strong>, <strong>com entrada gratuita.</strong></p>
<p>Simultaneamente, Ceaflor recebe a quinta edição do “<strong>Congresso Paisagismo para Todos”,</strong> voltado tanto a profissionais de paisagismo e jardinagem quanto a pessoas interessadas no universo das plantas. A participação no congresso exige inscrição paga.</p>
<p>Considerado o maior e mais completo mercado de flores, plantas, acessórios e insumos para floricultura e jardinagem do Brasil, o Ceaflor propõe um encontro que aproxima produtores, empresas, profissionais e consumidores. A iniciativa abre espaço para conhecer novidades do setor, trocar experiências e descobrir possibilidades para projetos paisagísticos, jardins e ambientes verdes de diferentes tamanhos, com a oportunidade de conversar diretamente com quem produz as plantas.</p>
<p>A <strong>Expo-Garden </strong>reúne empresas que apresentarão produtos e soluções para o segmento. Já a <strong>Mostra de Paisagismo</strong> transforma os boxes dos produtores em 20 ambientes com propostas que vão de jardins tropicais a composições mais naturalistas. Os visitantes poderão conhecer as espécies de perto, esclarecer dúvidas sobre cultivo e manutenção e receber orientações sobre combinações e possibilidades de ornamentação.</p>
<p><strong>Mostra de diferentes estilos </strong></p>
<p>A seleção incluirá plantas de grande porte, folhagens, palmeiras e trepadeiras para espaços de diferentes dimensões. Entre os destaques está a Maranta Triolstar, desenvolvida na Holanda a partir da matriz originária da flora brasileira (Maranta stromanthe sanguinea) e apresentada no Ceaflor pela Natuflora.</p>
<p>Também estarão em destaque a Clinio Gigante Rubro, da Flora Botelhos, o Eucalipto-Arco-Íris, da Bacher Agrocomercial, variedades de philodendrons — Imperial Red, Rojo Congo e Mininonii — as Palmeiras Laca vermelha e Laca Negra, e a Palmeira de Petrópolis, além do Plátano, Liquidambar, dos Ipês, Manacás e árvores frutíferas, algumas com mais de três metros de altura.</p>
<p>A Kaisen Plantas Ornamentais preparará um ambiente tropical com alpínias brancas, vermelhas e rosas, Alpinia Variegata e helicônias. Para jardins verticais, muros e pergolados, a Bacher Agrocomercial apresentará trepadeiras como Brinco-de-Ouro, Bauhinia Trepadeira, também conhecida como Patinha-de-Vaca, e o Cipó-de-São-João Amarelo.</p>
<p>Além de outras opções de arvores de grande porte e plantas ornamentais, os expositores <strong>da Expo-Garden</strong> apresentam produtos e soluções que criam, dão sustentação e complementam o paisagismo. Entre os destaques, das jazidas brasileiras para os projetos paisagísticos, a Carneiro Stone mostra seu portfólio de pedras naturais e revestimentos de piso, paredes e fachadas.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>1ª Ceaflor Expo-Garden, Mostra de Paisagismo e 5º Congresso Paisagismo para Todos</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 17 a 19 de outubro de 2026</p>
<p><strong>Horário</strong>: das 9h às 18h (sábado e domingo) e das 9h às 16 (segunda-feira)</p>
<p><strong>Local:</strong> Ceaflor – <a href="https://www.google.com/maps/search/Rodovia+Prefeito+Aziz+Lian+(SP-107),+km+29?entry=gmail&amp;source=g" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/maps/search/Rodovia%2BPrefeito%2BAziz%2BLian%2B(SP-107),%2Bkm%2B29?entry%3Dgmail%26source%3Dg&amp;source=gmail&amp;ust=1792263350970000&amp;usg=AOvVaw1Gg7MNOsl0Jodlcca0aMnw">Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP-107), km 29</a>,3, Jaguariúna (SP), no principal acesso a Holambra pela Rodovia Campinas–Mogi Mirim (SP-340).</p>
<p><strong>Ceaflor Expo-Garden e Mostra de Paisagismo</strong>: entrada gratuita.</p>
<p><strong>5º Congresso Paisagismo para Todos:</strong> participação mediante inscrição paga.</p>
<p><strong>Inscrições</strong>: <a href="https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos&amp;source=gmail&amp;ust=1792263350970000&amp;usg=AOvVaw1b9movrbIxA7vvncMcsc0J">https://eventos.<wbr />centropaisagistico.com.br/<wbr />paisagismoparatodos</a></p>
</div>
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		<title>Pesquisa inédita investiga como surdocegos constroem interações através da dança</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Com mais de três décadas de experiência na área, a pesquisadora Keyla Ferrari Lopes lidera estudo focado em linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial &#160; Compreender como o corpo se comunica quando a visão e a audição estão ausentes é o cerne do projeto de pesquisa cultural &#8220;Dança e ritmo com surdocegos: Uma pesquisa sobre ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com mais de três décadas de experiência na área, a pesquisadora Keyla Ferrari Lopes lidera estudo focado em linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compreender como o corpo se comunica quando a visão e a audição estão ausentes é o cerne do projeto de pesquisa cultural &#8220;Dança e ritmo com surdocegos: Uma pesquisa sobre linguagens corporais, vibração e comunicação sensorial&#8221;. Idealizado pela pesquisadora, docente e proponente Keyla Ferrari Lopes, o estudo investiga os caminhos pelos quais pessoas com surdocegueira constroem interações por meio do movimento e percebem ritmos musicais e vibrações sonoras no contexto da dança contemporânea inclusiva.</p>
<p>A investigação é fruto de uma trajetória consolidada de mais de 30 anos de atuação de Keyla na dança inclusiva. Com mestrado, doutorado, pós-doutorado e diversas publicações voltadas às práticas corporais adaptadas e à Libras tátil, a pesquisadora, que é empresa-filha da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), agora aprofunda esse repertório por meio de análises sistemáticas, experimentações guiadas, observação de seus alunos surdocegos e registros audiovisuais deles.</p>
<p>A iniciativa foi contemplada pelo Edital Fomento CultSP – PNAB nº 35/2025 – Realização de Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural, realizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura do Governo Federal. O projeto conquistou o primeiro lugar geral e a maior nota neste edital &#8211; 9,63 -, por meio do acesso de ampla concorrência.</p>
<p>“O objetivo é dar mais subsídios para que outros profissionais possam compreender o universo sensorial dessas pessoas e aplicar técnicas inclusivas em suas próprias práticas pedagógicas e artísticas”, explica Keyla, que é pedagoga e bailarina. O estudo começou há cerca de um mês e é realizado em parceria com o Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS-Guanabara), que é vinculado e mantido pela Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) por meio da Diretoria de Cultura da Unicamp. “As oficinas e a escrita do estudo já começaram.”</p>
<p><strong>Aplicação da pesquisa</strong></p>
<p>A metodologia da pesquisa combina procedimentos qualitativos com a aplicação prática de uma proposta didático-metodológica desenvolvida especificamente para este público. As ações centrais incluem laboratórios e oficinas para aplicação de metodologias de ensino de dança contemporânea e criativa específicas para adultos com surdocegueira, comunicação tátil com uso direcionado de técnicas de comunicação tátil e Libras tátil durante os encontros e análise Científica com a observação do participante, registros em vídeo e relatos de experiência tratados rigorosamente por meio da análise de conteúdo.</p>
<p>Os dados coletados, no período de um ano, serão organizados e analisados de forma reflexiva para identificar unidades de sentido. Esse mapeamento servirá como base para a produção de um livro didático e de um vídeoensaio inéditos sobre o tema.</p>
<p>O estudo está estruturado em três eixos fundamentais de investigação que são o ritmo, a comunicação tátil e a expressão corporal, analisando detalhadamente como o indivíduo com surdocegueira percebe a pulsação, a cadência e o fluxo rítmico por meio do toque, de estímulos vibratórios e da relação direta com o espaço e com o outro. O objetivo é fazer uma análise da corporalidade e da acessibilidade estética desse público nas artes cênicas.</p>
<p><strong>Produção de livro e videoensaio</strong></p>
<p>Ao unir a sensibilidade da arte à chancela da investigação acadêmica, o projeto amplia o olhar sobre a diversidade humana e abre caminhos inovadores para a inclusão cultural e pedagógica de pessoas com surdocegueira no Brasil. Isso porque a pesquisa resultará em um livro acessível contendo análises, registros e a sistematização completa da metodologia construída ao longo do processo, em duas versões complementares: um livro impresso e outro digital, com descrição de imagens e navegação acessível.</p>
<p>Serão entregues dez exemplares impressos à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, conforme previsto em edital. Além disso, será produzido um vídeoensaio, contendo demonstrações práticas da metodologia, trechos dos laboratórios, entrevistas e explicações técnicas sobre os procedimentos adotados. Todos os materiais serão distribuídos gratuitamente.</p>
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		<title>O Super El Niño e as eleições de domingo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 19:34:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño, que já está produzindo seus impactos em todo o planeta. Repetindo: até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño, que já está produzindo seus impactos em todo o planeta. Repetindo: até fevereiro de 2027, o Brasil pode ter mais de 13 mil mortes adicionais em função do Super El Niño.</p>
<p>Este dado estarrecedor, mas que não provocou grande comoção até o momento no Brasil, no calor da última semana da campanha eleitoral, consta de relatório divulgado na semana passada pelo Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.</p>
<p>O estudo revelou que o Super El Niño pode causar 450 mil mortes no planeta, entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. O relatório foi elaborado a partir da análise dos padrões de temperatura nos últimos 30 anos e da projeção do clima impactado pelo Super El Niño, como está sendo chamado o fenômeno neste ano.</p>
<p>O Brasil, de acordo com o estudo, será o país mais afetado pelo El Niño na América Latina. As regiões Norte e Nordeste seriam as mais afetadas, com maiores riscos para suas populações, de acordo com o mapa de calor que consta do relatório.</p>
<p>O El Niño é um fenômeno cíclico, que ocorre a cada período de dois a sete anos. É caracterizado pelo superaquecimento das águas do Oceano Pacífico, com impacto no clima global.</p>
<p>Os oceanos funcionam como uma espécie de bateria, que vai acumulando o calor gerado pelos raios solares na atmosfera. As correntes oceânicas transportam esse calor para o fundo, mas de tempos em tempos a “bateria” precisa ser descarregada. Daí aparece o El Niño que, de acordo com várias medições de centros especializados, já está sendo neste ano mais forte, devendo se agravar até o final de 2026 e início de 2027. Já surgiram vários nomes para qualificar a dimensão do fenômeno neste ano, como o El Niño Godzilla.</p>
<p>Os cientistas explicam que o El Niño não tem necessariamente ligação direta com o aquecimento global em curso. Entretanto, como os oceanos estão esquentando mais rapidamente, em função das mudanças climáticas, este superaquecimento das águas acaba potencializando, sim, os efeitos do El Niño.</p>
<p>Ou seja, sem a transição energética esperada, com a redução e até a eliminação dos combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) da matriz energética, não haverá solução para as mudanças climáticas. E no futuro poderemos ter novos El Niños ainda piores.</p>
<p>O Super El Niño atual já está provocando desastres consideráveis. As cinco ondas de calor consecutivas no verão europeu deste ano resultaram em mais de 30 mil mortes adicionais, segundo as avaliações dos centros de pesquisa. O Brasil já sente o efeito do fenômeno, com o setembro mais chuvoso em décadas, talvez em séculos, também conforme as medições científicas.</p>
<p>E qual a percepção popular no Brasil sobre as mudanças climáticas que agravam o El Niño e qual a relação deste sentimento com as eleições gerais do próximo domingo?  O Observatório do Clima (OC), que é a mais importante rede de organizações que atuam com as questões climáticas no país, encomendou uma pesquisa ao Instituto Ipsos, sobre a visão que os brasileiros estão tendo sobre as mudanças climáticas e como o tema deveria ser tratado no atual contexto eleitoral.</p>
<p>A pesquisa foi realizada em agosto passado. Segundo os resultados, 91% dos brasileiros consideravam importante que os candidatos nas próximas eleições apresentassem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. Para 62%, essa é uma questão “muito importante”. Os dados foram divulgados no último dia 17 de setembro.</p>
<p>“Há um consenso elevado de que a mudança climática está provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor, com 87% de concordância”, diz o Observatório do Clima. “Além disso, 85% consideram que a mudança climática afeta o cotidiano dos brasileiros; 79% acreditam que o tema deve ser priorizado mesmo que implique custos econômicos; e 76% entendem que ainda há tempo para evitar seus piores impactos, caso medidas sejam tomadas imediatamente”, acrescenta o OC.</p>
<p>A questão climática, pela pesquisa, já preocupa e muito os brasileiros. E qual a posição dos candidatos à Presidência da República com relação ao tema? O mesmo Observatório do Clima fez uma análise do programa de governo dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas e a conclusão foi que “apenas um” deles apresentou, em sua plataforma registrada oficialmente, “propostas robustas para clima e meio ambiente”.</p>
<p>“O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos das eleições de 2026”, afirma o Observatório do Clima, que assinala ter feito a análise com base no programa oficial e na avaliação da trajetória do candidato em relação ao tema das mudanças climáticas.</p>
<p>A avaliação “partiu de oito grandes eixos: mudanças climáticas, energia, desmatamento, proteção de povos e comunidades tradicionais, agronegócio sustentável, mineração e infraestrutura, governança ambiental e climática, oceano e zona costeira”, destaca o OC. (A íntegra do documento foi publicada no site do Observatório do Clima, <a href="https://oc.eco.br/maioria-dos-presidenciaveis-ignora-urgencia-da-crise-climatica-e-ambiental/">aqui.</a>)</p>
<p>Segundo a avaliação, sobre as mudanças do clima, “apenas o plano de Lula cita o cumprimento da meta climática brasileira (NDC) e o Acordo de Paris. A adaptação climática aparece como destaque no documento, com detalhamento de ações e prazos. Também há compromissos com o fortalecimento da fiscalização ambiental e agricultura sustentável, que se relacionam direta ou indiretamente com a ação climática”.</p>
<p>De acordo com o OC, o plano de Flávio Bolsonaro (PL) “sequer reconhece a existência de uma crise do clima, o que está alinhado ao seu recorrente posicionamento negacionista. Em maio de 2024, Flávio disse ser uma “armadilha” atribuir as enchentes no Rio Grande do Sul às mudanças climáticas. No fim de agosto passado, durante sabatina no Jornal Nacional, o candidato do PL voltou a repetir sua posição negacionista”.</p>
<p>Por sua vez, o plano de Augusto Cury (Avante), “apesar de reconhecer as mudanças climáticas, não apresenta uma política estruturada para enfrentá-las e não menciona a NDC brasileira, metas de redução de emissões, neutralidade climática, justiça climática ou racismo ambiental”, diz o OC.</p>
<p>Por sua vez, o programa de Renan Santos (Missão) “tampouco traz políticas específicas para a crise climática e sequer menciona a agenda de clima. Também ficaram de fora a meta climática brasileira, o Acordo de Paris, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) ou o Plano Clima”, diz o Observatório do Clima.</p>
<p>Já o candidato Ronaldo Caiado (PSD) “reconhece que as mudanças climáticas provocam eventos extremos e perdas agrícolas e propõe medidas de adaptação e prevenção de desastres. O plano, porém, não contém propostas de redução de emissões nem menciona a NDC brasileira, o Acordo de Paris, justiça climática, racismo ambiental, o Plano Clima ou os mapas do caminho”, salienta o OC.</p>
<p>E quanto ao  programa de Romeu Zema (Novo), “apesar de reconhecer que o país é afetado por eventos extremos, não deixa claro quais serão os meios de implementação de ações de monitoramento e resposta a desastres. Em seu governo em Minas Gerais, Zema<a href="https://climainfo.org.br/2026/02/26/governo-de-mg-reduz-em-96-verbas-para-prevencao-a-impactos-das-chuvas/"> reduziu</a> em 96% as verbas destinadas à prevenção de impactos das chuvas entre 2023 e 2025”, sustenta o Observatório do Clima.</p>
<p>“Desde a última eleição, a agenda de clima ficou mais evidente no país, principalmente depois das cheias no Rio Grande do Sul e da seca na Amazônia. Eventos como estes, que afetaram a vida de milhares de brasileiros, infelizmente tendem a se repetir. Assim, é lamentável ver como alguns candidatos simplesmente ignoram o assunto em seus planos de governo ou, pior, chegam até mesmo a negar a existência das mudanças climáticas”, comentou Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, sobre o resultado da análise do programa dos principais candidatos à Presidência.</p>
<p>Mas é preciso lembrar que os futuros deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores também podem ser decisivos, cada um em sua função, em relação ao que está acontecendo com o clima do mundo e seus  impactos no Brasil. Cada município e estado precisa se fortalecer e muito para enfrentar os próximos eventos climáticos extremos, a começar pelo Super El Niño em curso.</p>
<p>Então é fundamental que os próximos eleitos de uma forma geral tenham compromissos firmes e ações concretas já demonstradas em relação a esse tema que, segundo 91% dos brasileiros, deveria ser relevante no atual contexto eleitoral, o que infelizmente não tem acontecido. Como era esperado, o atual debate eleitoral, em grande parte, está concentrado na troca de farpas, muitas delas derivadas de fake news e discursos de ódio, entre os candidatos.</p>
<p>O voto é secreto e é um direito sagrado de cidadania. Que ele seja utilizado da forma mais responsável e consequente para o Brasil e seu povo.</p>
<p>Neste espaço do Hora Campinas, já havíamos apresentado as propostas do mesmo Observatório do Clima para os candidatos às eleições deste ano (<a href="https://horacampinas.com.br/adaptacao-ao-clima-propostas-para-eleicoes-por-jose-pedro-martins/">aqui</a>).</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-super-el-nino-e-as-eleicoes-de-domingo-por-jose-pedro-martins/">(Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>CPQD, Fundação Unimed e Unimed Campinas se unem para desenvolver soluções de inovação na saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:52:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Parceria estratégica entre as instituições foi formalizada no Campinas Innovation Week e prevê pesquisas e projetos envolvendo IA, ciência de dados e outras tecnologias aplicadas à saúde digital. Fomentar a cooperação mútua em inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções para a transformação digital no setor de saúde. Esse é o objetivo da parceria estratégica ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Parceria estratégica entre as instituições foi formalizada no Campinas Innovation Week e prevê pesquisas e projetos envolvendo IA, ciência de dados e outras tecnologias aplicadas à saúde digital</i>.</p>
<p>Fomentar a cooperação mútua em inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções para a transformação digital no setor de saúde. Esse é o objetivo da parceria estratégica entre o CPQD, a Fundação Unimed e a Unimed Campinas, que acaba de ser formalizada por meio de um Memorando de Entendimento (MoU) estabelecendo as bases para a cooperação entre as instituições.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assinado durante o Campinas Innovation Week (CIW) &#8211; encontro do ecossistema de inovação que acontece nesta semana, em Campinas -, o documento prevê ações e iniciativas que podem envolver pesquisa, provas de conceito, compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de soluções para as necessidades reais da assistência e da gestão em saúde. A intenção é identificar desafios, realizar estudos e testar soluções que possam gerar ganhos de eficiência e qualidade nos cuidados com a saúde. Para isso, serão estruturadas futuras parcerias específicas, com foco em projetos envolvendo Inteligência Artificial, ciência e análise de dados, interoperabilidade, automação de processos e tecnologias assistenciais, entre outros temas relacionados à saúde digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Essa parceria evidencia o papel do CPQD também na transformação digital da saúde no país. Para o CPQD, essa cooperação é muito importante, pois impulsiona a validação e o ganho de escala das nossas tecnologias em ambientes de alto impacto, consolidando nossa atuação em IA, conectividade e segurança da informação”, ressalta Diane Teo de Moraes, diretora de Inovação Aberta da organização. “Estamos conectando a expertise médica e assistencial do ecossistema Unimed com nosso domínio tecnológico para apoiar a entrega de uma saúde mais ágil, integrada e humana. Com isso, estamos cumprindo nosso propósito de gerar impacto positivo para a sociedade”, acrescenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a Fundação Unimed, que abriga a Seguros Unimed e a Faculdade Unimed, a iniciativa representa uma grande oportunidade de conectar inovação à formação de profissionais e lideranças em saúde. Isso porque a transformação digital exige pessoas preparadas para compreender e aplicar as novas tecnologias. “Essa parceria é uma oportunidade de nos conectarmos a um verdadeiro hub de conhecimento. Campinas sempre teve vocação histórica para a ciência, a tecnologia e a inovação, e o CPQD é uma referência nacional construída ao longo de décadas de desenvolvimento e competência. Nosso objetivo é aproveitar esse enorme acervo de conhecimento que a cidade reúne e aproximá-lo do nosso universo da saúde”, afirma o Dr. Fábio Leite Gastal, diretor acadêmico da Faculdade Unimed.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na visão da Unimed Campinas, a parceria cria um ambiente para aproximar as tecnologias desenvolvidas dos desafios vivenciados no cotidiano da saúde. “Inovação ganha sentido quando consegue responder a necessidades reais. A transformação digital da saúde exige não apenas acesso às novas tecnologias, mas também pessoas preparadas para compreendê-las, aplicá-las e torná-las soluções concretas”, destaca o Dr.  Gerson Muraro Laurito, presidente da Unimed Campinas. “Para nós, a parceria cria um ambiente de convergência entre ciência, pesquisa, tecnologia e a experiência cotidiana do setor, aproximando o conhecimento produzido a partir dos desafios reais da assistência. É essa conexão que permite experimentar novas possibilidades, desenvolver soluções com potencial de impacto e gerar valor para beneficiários, cooperados e profissionais, fortalecendo uma cultura de inovação que esteja, de fato, a serviço da saúde”, conclui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre a Unimed Campinas</b></p>
<p>Compromisso com a saúde é o negócio da Unimed Campinas, a maior Unimed do interior do Brasil, que soma mais de meio século de mercado. O cuidado com o todo está no DNA da Cooperativa, que atualmente possui mais de 3.600 médicos cooperados e uma ampla rede de clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, além dos serviços próprios, que são referência na região.</p>
<p>A Unimed Campinas é comprometida com a qualidade de vida de mais de 750 mil pessoas em atendimento, cuidando também da comunidade. Além de toda essa estrutura, a Cooperativa é patrocinadora de diversos projetos sociais e ambientais, promovendo cuidado integral com o meio ambiente e oferecendo oportunidades de acesso ao esporte, trabalho e cultura a comunidades da Região Metropolitana de Campinas. A confiança estabelecida com seus beneficiários e a solidez alcançada em 55 anos de mercado garantem à Unimed Campinas mais de 70% do <i>market share</i> da região.</p>
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		<title>80 anos do Sesc, o Brasil inteligente</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:07:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O Serviço Social do Comércio está completando 80 anos de atividades neste mês de setembro e é um grande motivo para comemoração, por parte de todos aqueles que valorizam a cultura, a cidadania, a ousadia criativa. O Sesc é o Brasil inteligente, que acredita na força inovadora de seu povo. Com ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O Serviço Social do Comércio está completando 80 anos de atividades neste mês de setembro e é um grande motivo para comemoração, por parte de todos aqueles que valorizam a cultura, a cidadania, a ousadia criativa. O Sesc é o Brasil inteligente, que acredita na força inovadora de seu povo. Com razão, a aviação e a agricultura são apontadas como grandes destaques nacionais no cenário global, mas eu também colocaria o Sesc neste pódio, por tudo o que já fez e continuará fazendo pelo país, por sua crença no potencial de transformação e realização dos brasileiros.</p>
<p>Para começar, as unidades do Sesc são em si mesmas um manifesto, elas traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. São verdadeiros oásis arquitetônicos, ilhas de pensamento e inovação geralmente no meio do cinza monótono das grandes cidades.</p>
<p>Podem ser releituras de monumentos históricos, como nos casos do Sesc Pompeia, em São Paulo, e do Sesc de Registro, no Vale do Ribeira. O Sesc Pompeia era uma antiga fábrica de tambores que foi repaginada pelo traço genial de Lina Bo Bardi e, em determinado momento, uma usina de inspiração para a cena <i>underground</i> paulistana.</p>
<p>Já o Sesc de Registro ocupa o conjunto arquitetônico conhecido como KKKK, a sigla de Kaigai, Kogyo, Kabushiki, Kaisha, a Companhia Ultramarina de Desenvolvimento que instalou 450 famílias nipônicas na colônia estruturada na cidade na década de 1920. Ao revitalizar monumentos históricos, o Sesc tem um propósito pedagógico, de mostrar à população a importância que tem a valorização de suas origens, de suas raízes culturais.</p>
<p>As unidades contemporâneas do Sesc também são especiais, pelas linguagens arquitetônicas que utilizam. São exemplares, neste sentido, as unidades de Guarulhos e as paulistanas de Birigui e 24 de Maio, esta, com a assinatura de ninguém menos que Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), em um de seus últimos projetos.</p>
<p>E o Sesc também valoriza a sustentabilidade em suas instalações, como na unidade do Pantanal, entre os municípios de Poconé e Barão de Melgaço, no Mato Grosso, que é na prática um complexo que inclui a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, a primeira das 13 áreas do Brasil consideradas Sítio Ramsar no Brasil. Convenção de Ramsar é como ficou conhecida a Convenção das Nações Unidas sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, que visa proteger as áreas úmidas, como a do Sesc Pantanal.</p>
<p>Chegar ao Hotel Sesc Porto Cercado, desde Cuiabá, já constitui um passeio a ser curtido em detalhes. A cada trecho da rodovia Estrada Parque Porto Cercado (MT-370) o Pantanal se apresenta em sua exuberância e diversidade. Espaços com a vegetação típica do bioma se revezam com fazendas de gado e áreas úmidas com abundância de garças e jacarés, entre outras espécies que encantam os visitantes.</p>
<p>Em boa parte de seu trajeto, a rodovia foi projetada e estruturada em uma altura bem superior à do solo, como forma de prevenção às conhecidas inundações que contribuem para a riqueza biológica do Pantanal. Esta particularidade contribui para a sensação de se apreciar a paisagem pantaneira como em um voo rasante, perfeito para fotos e filmagens. Paradas ao longo do percurso, como a que eu fiz em 2011, são inevitáveis, para uma mirada ainda mais atenta e ampla do cenário que comove.</p>
<p>Visitar o Borboletário do Sesc Pantanal é obrigatório. Entrar e permanecer alguns minutos – horas, talvez – no borboletário é uma experiência transformadora de quem passa pelo Hotel, por representar um emblema de preservação ambiental aliada à geração de renda.</p>
<p>Homens e principalmente mulheres, reunidas na Associação dos Criadores de Borboletas de Poconé, recebem ovos coletados no borboletário e cuidam das crisálidas ou pupas, que são as borboletas em fase de larvas e casulos. As crisálidas retornam então ao borboletário, onde ocorre a eclosão, a maravilha que é o nascimento de uma borboleta.</p>
<p>São 20 a 30 espécies protegidas, que podem ser apreciadas no borboletário, onde monitores fornecem todas as explicações necessárias. Cerca de 25 famílias vivem dessa atividade, uma contribuição anônima e essencial para a proteção das borboletas do Pantanal.</p>
<p>A preocupação do Sesc com a proteção ambiental não é recente. Pelo contrário, ele foi palco de algumas das primeiras expressões do que ficou conhecido como movimento ambientalista no Brasil e eu fui testemunha de uma delas.</p>
<div id="attachment_21879" style="width: 838px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/sesc-campinas.png"><img class="size-full wp-image-21879" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/sesc-campinas.png" alt="Sesc Campinas:  unidades são em si mesmas um manifesto, traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. Foto: Reprodução" width="828" height="334" /></a><p class="wp-caption-text">Sesc Campinas: unidades são em si mesmas um manifesto, traduzem o que o órgão propõe para as comunidades onde estão instaladas. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Em 1980, o Sesc de Piracicaba, que tinha sido inaugurado no ano anterior, sediou a primeira edição do Festival de Música Ecológica, uma iniciativa totalmente em coerência com a grande mobilização da cidade, naquela época, em defesa do seu principal patrimônio, o rio Piracicaba. O rio começava a ser ameaçado pelo Sistema Cantareira, que retira águas da bacia do Piracicaba para abastecer a Grande São Paulo, e já sofria os impactos da degradação derivada do Proálcool.</p>
<p>O Festival de Música Ecológica era, portanto, uma oportunidade para a manifestação, através da arte musical, do sentimento daquela comunidade, e também de outras, em relação a um modelo de produção econômica que começava a mostrar suas tinturas insustentáveis. Inesquecível a interpretação, na terceira edição do Festival, em 1982, de “O rio”, por Zeza Amaral, co-autor da canção com Keula Ribeiro.</p>
<p>“Cada rio que nasce/ É uma moda de viola da natureza/ Pra cantar o nu dos meninos/ Pra botar nos frutos beleza. É um rosário de peixes e chuvas/ Trançado nas corredeiras/ É o espelho da lua, do sol, dos chorões/ Das lavadeiras/ É o berço das águas, o mel da terra/ Das bocas nas beiras …”, cantava Zeza.</p>
<p>Naquele mesmo período de mobilização pelo rio Piracicaba, um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil estava em curso, o desaparecimento das Sete Quedas, para a formação do lago da hidrelétrica de Itaipu.</p>
<p>A água, a fonte da vida, atacada e violentada de cima abaixo no país que tem o maior volume de água doce do planeta. Então eu ouço aquela voz forte, para cantar a música que terminava, em seus versos marcantes: “Cada rio que morre/ É uma veia que seca, é um rumo sem norte/ Viola quebrada, é um cantador sem estrada,/ É uma faca sem corte/ É um espelho partido, é um berço desfeito/ É o rosário da morte … Cada rio que morre é uma tristeza …”</p>
<p>A música não ganhou o festival, mas para mim foi de longe a melhor, em letra e interpretação. A educação pela arte, a consciência pela música, pelas diferentes linguagens artísticas. Não há instrumento mais poderoso de refinamento de coração e razão.</p>
<p>Esta a força do Sesc ao valorizar o que a cultura brasileira tem de mais belo, a sua diversidade. Ao longo do ano, nas diferentes unidades do Sesc, desfilam criações artísticas brasileiríssimas, as tradicionais e aquelas contemporâneas.</p>
<p>Um dos exemplos de como o Sesc promove a democratização da cultura é a itinerância das Bienais de São Paulo. Muitas unidades sediam, por vários meses, amostras do que foi exposto na Bienal, revelando o novo, o autoral, do fazer artístico de criadores dos mais diferentes países.</p>
<p>A produção literária do Sesc é igualmente muito relevante. As Edições Sesc contemplam um catálogo com obras nas mais diversas áreas da criação. Eu mesmo tive a oportunidade de lançar o livro “Big Bands Paulistas”, na Flip, em Paraty, em 2017, pelas Edições Sesc. O livro, em co-autoria como José Ildefonso Martins, teve prefácio de ninguém menos que Danilo Miranda (1943-2023), durante muitos anos diretor do Sesc São Paulo e um dos grandes responsáveis por tornar o Sesc um dos principais motores culturais do país.</p>
<p>O Sesc é uma verdadeira antena, capta tendências e abre novas frentes de discussão e reflexão. É o caso da situação da pessoa idosa no Brasil, que começou a ser discutida já na década de 1960 pela organização, muito antes do acelerado processo de envelhecimento da população, atualmente em curso.</p>
<p>E a unidade de Campinas teve um papel central neste tema. O Sesc Campinas recebeu a primeira Semana do Idoso, em 1974, e a partir de 1977 sediou a pioneira Escola Aberta da Terceira Idade. Foi uma iniciativa precursora das Universidades da Terceira Idade, de papel muito significativo no movimento hoje denominado de busca do envelhecimento ativo.</p>
<p>Em tempos de avanço do negacionismo nos mais diversos campos, celebrar os 80 anos do Sesc é um gesto de esperança e agradecimento. De gratidão pelo que o Serviço Social do Comércio tem feito por São Paulo, pelo Brasil. Uma explosão de saberes e sabores &#8211; a culinária saudável que o Sesc promove em suas unidades é outra delícia a ser degustada sempre. Obrigado Sesc, parabéns pelos 80 e que venham outros 80, pelo bem da cultura brasileira.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/80-anos-do-sesc-o-brasil-inteligente-por-jose-pedro-martins/">         (Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>O Pisa 2025 e os desafios para a Educação no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:22:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Foram divulgados ontem os resultados dos exames de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). E os resultados confirmam os enormes desafios para a educação brasileira, sobretudo em termos do ensino e aprendizado em Matemática. O Pisa avalia ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Foram divulgados ontem os resultados dos exames de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), promovidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). E os resultados confirmam os enormes desafios para a educação brasileira, sobretudo em termos do ensino e aprendizado em Matemática.</p>
<p>O Pisa avalia os conhecimentos, habilidades e atitudes de estudantes de 15 anos. Os testes cognitivos investigam em que medida os estudantes conseguem resolver problemas complexos, pensar criticamente e se comunicar de forma eficaz. Os dados coletados por meio de questionários descrevem o contexto em que os estudantes aprendem. “Isso oferece insights sobre como os sistemas educacionais estão preparando os estudantes para desafios da vida real e para o sucesso futuro”, destaca a OCDE. O Brasil participa do Pisa desde 2000.</p>
<p>Cerca de 760 mil estudantes de 15 anos, de 91 países e economias, incluindo o Brasil, participaram da avaliação.  A amostra do Pisa 2025 no Brasil foi composta por 30.140 estudantes de 1.053 escolas, sendo representativa para um universo de 2.185.000 estudantes de 15 anos (cerca de 76% da população total desta idade).</p>
<p>De forma geral, os resultados apontam uma estagnação na situação dos estudantes brasileiros com 15 anos, nas áreas consideradas nos exames, que são as de Leitura, Matemática e Ciências. Estagnação, se considerados os resultados de 2015 e de 2025.</p>
<p>Em 2015, o Brasil registrou 407 pontos em Leitura, 377 pontos em Matemática e 401 pontos em Ciências.  Em 2022, foram 410 em Leitura, 379 em Matemática e 403 em Ciências. Já em 2025, foram 408 em Leitura (média da OCDE de 461), 377 em Matemática (média da OCDE de 463) e 409 em Ciências (média da OCDE de 482). Houve uma leve melhora em Ciências, portanto, de oito pontos em uma década.</p>
<p>Os desafios aparecem quando são avaliados outros resultados do Pisa, em especial no exame de proficiência na faixa 2. É a faixa com proficiência mínima esperada.</p>
<p>Em Leitura, 49% dos estudantes brasileiros estão pelo menos no nível 2 de proficiência. A média da OCDE é 69%. “As habilidades previstas nesta faixa incluem identificar a ideia principal em um texto e encontrar informações a partir de critérios explícitos”, explica a Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) em análise sobre os resultados.</p>
<p>Já em Ciências, 48% dos estudantes no Brasil estão no nível 2 de proficiência, ou acima. Na média da OCDE, são 74%. “Nesta faixa, os estudantes reconhecem a explicação correta de fenômenos científicos familiares”, observa a Jeduca.</p>
<p>E a grande questão está na proficiência em Matemática, na qual somente 28% dos estudantes estão pelo menos no nível 2 de proficiência, contra 65% na média da OCDE. “Para este nível, é esperado que os jovens consigam comparar a distância total entre duas rotas e converter preços em moedas diferentes, por exemplo”, nota a Jeduca.</p>
<p>“Quase nenhum estudante no Brasil teve alto desempenho no teste de Matemática do PISA, ou seja, atingiu o nível 5 ou 6 em Matemática (média da OCDE: 8%). A maior parcela de estudantes que atingiram o nível 5 ou 6 foi observada em sete países e economias asiáticas: B-S-J-Z (China) (54%), Singapura (37%), Taipé Chinês (32%), Macau (China) (29%), Coreia (23%), Japão (22%) e Hong Kong (China) (21%)”, comentou a própria OCDE, ao analisar os resultados do Brasil.</p>
<p>Os resultados em Matemática são considerados muito desafiadores, no mínimo. “Em Matemática continua um problema muito sério, com 72% não alcançando o conhecimento mínimo que se espera para alguém com 15 anos de idade. Esta porcentagem é muito alta”, comentou para esta coluna Robert Evan Verhine, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), uma das referências em avaliação educacional no Brasil.</p>
<p>Para Verhine, não dá para ignorar a situação identificada em Matemática. “Isto volta para a questão da formação de professores, volta para a própria organização da sala de aula, da gestão da escola e outros problemas”, ele comenta.</p>
<p>Outra importante referência em avaliação educacional no país, Lina Kátia Mesquita de Oliveira, do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também entende que o panorama em Matemática é desafiador. “Continua o forte compromisso de nós trabalharmos para melhorar o desempenho dos estudantes em Matemática”, ela diz, também em comentário para a coluna.</p>
<p>Lina lembra que os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025 já apontavam desafios, em relação ao que era esperado, especialmente em Matemática. Ela nota igualmente que, na avaliação dos resultados do Pisa, deve ser considerado que “esta é uma geração escolar que saiu da pandemia”.</p>
<p>A pesquisadora também enfatiza os resultados do Paraná, muito expressivos em relação a toda a América Latina. Em Ciências, o Paraná obteve a nota 462 no Pisa de 2025, enquanto o país do continente melhor colocado, o Uruguai, alcançou a nota 445. Em Leitura, o Paraná atingiu a nota 458, 22 pontos acima do país melhor colocado, o Chile, com 436. E em Matemática, o Paraná alcançou a nota 423, também acima do Uruguai, o país melhor colocado, com 405. “Foi muito interessante, o Paraná entre os melhores da América Latina e isso deixa a gente feliz, o resultado é promissor. Não está no patamar ideal, com questões importantes, mas com progresso considerável e merece o nosso reconhecimento”, diz ela.</p>
<p>Outros pontos avaliados pelo Pisa 2025 também precisam ser considerados. Um deles é o relacionado ao absenteísmo. Em 2025, cerca de 55% dos estudantes no Brasil relataram ter faltado à escola por pelo menos um dia nas duas semanas anteriores à aplicação do teste (média da OCDE: 22%) e 53% relataram ter faltado a pelo menos uma aula (média da OCDE: 24%). “O problema da frequência é uma situação para destacar, porque é difícil imaginar de onde veio está falta de frequência, comparando com outros países e os  resultados do passado aqui no Brasil”, evidencia Robert Verhine.</p>
<p>Outro ponto a considerar está relacionado ao impacto dos níveis socioeconômicos dos alunos em seu desempenho. No Brasil, em 2025, estudantes socioeconomicamente favorecidos (os 25% mais ricos em termos de <i>status</i> socioeconômico) superaram os estudantes desfavorecidos (os 25% menos favorecidos) em 96 pontos em Ciências. Essa diferença é maior do que a diferença média entre os dois grupos (85 pontos) entre os países da OCDE.</p>
<p>“Entre 2015 e 2025, a diferença no desempenho em Ciências entre os 25% dos estudantes no topo e os 25% dos estudantes na base, em termos de <i>status </i>socioeconômico, aumentou no Brasil, enquanto a diferença média entre os países da OCDE diminuiu. Durante esse período, o desempenho melhorou entre os alunos favorecidos, mas permaneceu estável entre os desfavorecidos”, comentou a OCDE sobre os resultados do Brasil.</p>
<p>O professor Verhine salienta que realmente este é um aspecto negativo indicado pelo Pisa 2025. “A diferença entre os que vêm de boa situação socioeconômica e os que vêm de situação socioeconômica ruim está aumentando. Isto é terrível para um país que tem muitas pessoas em situação econômica difícil”, ele lamenta.</p>
<p>Mais um ponto inquietante se refere à percepção sobre o impacto de recursos materiais no processo de ensino e aprendizagem. Cerca de 26% dos estudantes no Brasil em 2025 frequentavam escolas cujos diretores relataram que a falta de material educacional (por exemplo, livros didáticos, equipamentos de informática, material de biblioteca ou laboratório) dificultava o ensino, pelo menos em certa medida, e 28% estavam em escolas onde a falta de infraestrutura física (por exemplo, edifícios, terrenos, sistemas de aquecimento/resfriamento, iluminação e sistemas acústicos) era percebida como um obstáculo ao ensino. Em 2022, os índices correspondentes foram 25% e 26%, respectivamente.</p>
<p>Mais um desafio se refere à participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Em 2025, 51% dos estudantes no Brasil relataram que seus pais ou responsáveis perguntavam, pelo menos uma vez por semana, o que faziam na escola, enquanto 41% relataram ter pelo menos conversas semanais sobre problemas que poderiam ter na escola. Em 2022, os índices correspondentes foram 62% e 55%, respectivamente”, observa a OCDE. Houve, portanto, uma diminuição da percepção sobre a participação dos pais na vida escolar, o que aliás foi verificado em quase todos os países e economias participantes do Pisa entre 2022 e 2025.</p>
<p>Mas também há um ponto positivo nos resultados do Pisa 2025, que está relacionado à redução do uso de celulares em ambientes escolares. Em 2025, 81% dos estudantes no Brasil frequentavam escolas que adotavam esse tipo de proibição (média da OCDE: 49%), um aumento em relação ao Pisa 2022, quando esse percentual era de 37% (média da OCDE no Pisa 2022: 34%). “Isso indica um aumento substancial na adoção de proibições ao uso de celulares nas escolas nesse período”, nota a OCDE.</p>
<p>Em termos de Ciências Ambientais, disciplina fundamental no atual contexto da emergência climática em todo planeta, o Pisa 2025 apontou a continuidade de desafios para o Brasil, mas também aspectos positivos. No Brasil, 49% dos estudantes atingiram pelo menos o nível de proficiência básico (nível 2) em ciências ambientais. Em média, nos países da OCDE, 74% dos estudantes alcançam esse nível, com mais de 85% atingindo-o em sete países e economias.</p>
<p>Por outro lado, no Brasil, 84% dos estudantes acreditam que podem impactar positivamente o meio ambiente (média da OCDE: 81%); 87% dos estudantes acreditam que a ação coletiva pode contribuir para enfrentar os problemas ambientais (média da OCDE: 82%); 77% relatam saber como trabalhar com outras pessoas para gerar um impacto positivo no meio ambiente (média da OCDE: 68%). Ou seja, há um otimismo maior entre os estudantes brasileiros, em relação aos de outros países.</p>
<p>Do mesmo modo, no Brasil, 67% dos estudantes relataram estar um pouco ou muito interessados em contribuir para a proteção do meio ambiente em seus futuros empregos (média da OCDE: 62%). A maioria dos estudantes se envolveu em atividades relacionadas ao meio ambiente pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à aplicação do Pisa. Em média, nos países da OCDE, as formas mais comuns de participação são conversar com amigos e familiares sobre como gerar um impacto positivo no meio ambiente (Brasil: 60%; média da OCDE: 56%) e tomar decisões de compra com base na sustentabilidade dos produtos (Brasil: 58%; média da OCDE: 54%). Mais dados indicando uma superioridade nas médias brasileiras, em comparação com as de outros países da OCDE.</p>
<p>Em resumo, o Pisa 2025 confirmou que o Brasil ainda tem muito a caminhar para melhorar em termos educacionais, particularmente no ensino e aprendizagem de Matemática, que é essencial para a formação de um aluno crítico, capaz de resolver problemas &#8211; demandas fundamentais no século 21. Os desafios estão aí, não dá para perder mais tempo, considerando a atual velocidade dos avanços científicos e tecnológicos.</p>
<p>É imperativo que o Plano Nacional de Educação 2026-2036 represente avanços de fato para o sistema educacional brasileiro, com uma atuação conjunta, coordenada e eficaz dos entes federativos e com a participação ativa do setor privado e sociedade civil. É o futuro muito próximo do Brasil que está em jogo.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-pisa-2025-e-os-desafios-para-a-educacao-no-brasil-por-jose-pedro-martins/"> (Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>Projeto inédito com IA permite que médica com ELA retome atividades profissionais</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 21:29:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tecnologia utiliza rastreamento ocular para permitir interação com o sistema por meio do teclado do computador. Seu avatar digital é alimentado por sua produção científica e treinado para reproduzir sua voz e sua forma de comunicação, possibilitando a realização de aulas e palestras. O projeto prevê, em etapa futura, o retorno ao atendimento de pacientes ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Tecnologia utiliza rastreamento ocular para permitir interação com o sistema por meio do teclado do computador. Seu avatar digital é alimentado por sua produção científica e treinado para reproduzir sua voz e sua forma de comunicação, possibilitando a realização de aulas e palestras. O projeto prevê, em etapa futura, o retorno ao atendimento de pacientes por telemedicina</i></p>
<p><i> </i></p>
<p>A médica psiquiatra Dra. Maria Inês Quintana, 55 anos, professora da Faculdade Unimed, em São Paulo, esteve em Campinas no início desta semana, na cooperativa Unimed, para participar da demonstração de projeto tecnológico que combina inteligência artificial, rastreamento ocular e avatar digital, o qual  permitiu a ela voltar a dar aulas e palestras, se comunicar e participar de atividades acadêmicas utilizando apenas o movimento dos olhos, único recurso motor de seu corpo que permanece preservado, após ter sido diagnosticada com ELA ou Esclerose Lateral Amiotrófica. O encontro aconteceu na Unimed Campinas, apoiadora financeira do Projeto ExtensIA.</p>
<p>Maria Inês Quintana é uma das principais especialistas brasileiras em Transtorno de Personalidade Borderline, professora afiliada do Departamento de Psiquiatria da Unifesp e coordenadora do curso de pós-graduação em Saúde Mental da Faculdade Unimed. Diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2023, viu a doença neurodegenerativa provocar a perda progressiva dos movimentos até comprometer sua capacidade física. Seu conhecimento, sua inteligência e sua experiência profissional, porém, permaneceram intactos.</p>
<p>Foi a partir dessa realidade que surgiu o ExtensIA, projeto desenvolvido pela Faculdade Unimed em parceria com a WorkAI. A tecnologia utiliza rastreamento ocular para permitir que Maria Inês interaja com o sistema por meio do teclado do seu computador e produza conteúdo. Seu avatar digital é alimentado por sua produção científica e treinado para reproduzir sua voz e sua forma de comunicação, possibilitando a realização de aulas e palestras. A iniciativa também prevê, na etapa seguinte, o retorno dela ao atendimento de pacientes, ampliando as possibilidades de uso da inteligência artificial assistiva para promover autonomia e continuidade profissional.</p>
<p>“A tecnologia devolveu a possibilidade de continuar ensinando, compartilhando conhecimento e participando da vida acadêmica. Hoje consigo me comunicar novamente e manter atividades profissionais, mesmo diante das limitações físicas. Posso afirmar que a inteligência artificial salvou minha vida quando o meu corpo decidiu não seguir mais o ritmo de meu cérebro”, explica a médica por meio de seu avatar digital.</p>
<p><b>Sobre o projeto</b></p>
<p>O ExtensIA está em fase beta, ou seja, no período em que uma tecnologia, sistema ou produto já está funcionando, mas ainda se encontra em fase de testes e aperfeiçoamentos, antes de ser chegar à versão definitiva. O projeto recebeu investimento conjunto de R$ 5 milhões, do qual participaram a Unimed Campinas, a Unimed BH e a Seguros Unimed, com o objetivo de ampliar o acesso a tecnologias assistivas voltadas à acessibilidade, inclusão, autonomia e continuidade profissional.</p>
<p>O projeto também prevê outras aplicações. Uma das frentes desenvolve um agente clínico treinado com o acervo científico da psiquiatra, enquanto outra utiliza o avatar digital e sistemas multiagentes para atividades acadêmicas e educacionais. A proposta é que a tecnologia possa, futuramente, ser utilizada por profissionais de diferentes áreas do conhecimento que mantenham preservadas suas capacidades cognitivas, mas enfrentam limitações motoras severas.</p>
<p>Segundo Eduardo Barros, CEO da WorkAI, o objetivo é garantir que limitações físicas não interrompam trajetórias profissionais construídas ao longo de décadas.</p>
<p>“Esse projeto, que engrandece a medicina, é uma lição de generosidade e humanização de uma profissional que se dispôs a participar dessa experiência, apesar das limitações impostas pela doença que a acomete.  Preservar o capital intelectual de especialistas como a Dra. Inês Quintana é também cuidar de milhares de pacientes que ainda serão beneficiados pelo conhecimento que ela acumulou”, pontua o presidente da Unimed Campinas, Dr. Gerson Muraro Laurito.</p>
<p>Para o Dr. Fábio Gastal, diretor acadêmico da Faculdade Unimed, o ExtensIA representa uma nova forma de preservar e compartilhar o conhecimento humano diante de doenças irreversíveis.</p>
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		<title>SELO EDITORIAL DE CAMPINAS REALIZA LANÇAMENTO COLETIVO NA LIVRARIA LEITURA</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 18:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Evento reúne lançamento das primeiras autoras do selo, com roda de conversa e coquetel na Leitura do Shopping Parque Dom Pedro &#160; O Selo Editorial Capitolinas realiza neste sábado, 15 de agosto, das 16h às 19h, o lançamento coletivo de suas sete primeiras autoras, em um encontro que celebra a literatura produzida por mulheres e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Evento reúne lançamento das primeiras autoras do selo, com roda de conversa e coquetel na Leitura do Shopping Parque Dom Pedro</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Selo Editorial Capitolinas realiza neste sábado, 15 de agosto, das 16h às 19h, o lançamento coletivo de suas sete primeiras autoras, em um encontro que celebra a literatura produzida por mulheres e a diversidade de vozes que integram o catálogo da editora. O evento acontece na Livraria Leitura do Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, e apresentará os livros das escritoras Sofia Finguermann, Maria Emanuelle Osório Prates, Célia Fujii, Mila Nascimento, Alexandra Chaves, Alessandra Collaço e Salete Fernandes.</p>
<p>Com a proposta “Escrever para permanecer”, o Selo Editorial Capitolinas foi criado pelo Clube Literário Capitolinas no início de 2026 com o propósito de que mulheres sejam lidas e conquistem seu espaço dentro do mercado literário, facilitando a publicação e a circulação de obras de autoria feminina. Os primeiros livros que integram o catálogo do Selo transitam pelos gêneros da poesia e da prosa, evidenciando a diversidade de vozes presentes na literatura produzida por mulheres.</p>
<p>Durante a programação, as autoras participarão de uma roda de conversa sobre suas experiências no processo de publicação dos livros, compartilhando com o público os caminhos percorridos desde a escrita até a chegada das obras aos leitores. O encontro será também uma oportunidade para conhecer de perto as diferentes perspectivas, histórias e processos criativos que estão por trás dos livros publicados pelo Selo Editorial Capitolinas.</p>
<p>Integram o lançamento as obras <i>Tantas se não todas</i>, de Sofia Finguermann; <i>Pugilismo, segundo Lauren L.</i>, de Maria Emanuelle Osório Prates; <i>Química Íntima</i>, de Célia Fujii; <i>Doutores não sabem dançar</i>, de Mila Nascimento; <i>Versos de uma garota de salto</i>, de Alexandra Chaves; <i>No caminho encontro a coragem</i>, de Alessandra Collaço; e <i>Entre silêncios</i>, de Salete Fernandes.</p>
<p>Ao optar pelo lançamento coletivo, o Selo Capitolinas propõe um encontro entre autoras, leitoras e leitores e pessoas interessadas na produção literária contemporânea, valorizando não apenas os livros, mas também as trajetórias e experiências que dão origem a cada publicação. A roda de conversa permitirá ao público conhecer os desafios, as descobertas e os momentos marcantes vivenciados pelas escritoras ao longo desse percurso.</p>
<p>Após a conversa, será servido um coquetel e as autoras autografarão seus livros. O evento é aberto ao público e representa uma oportunidade para conhecer as primeiras publicações do Selo Editorial Capitolinas, prestigiar mulheres que escrevem e celebrar a literatura como espaço de expressão e construção de novas narrativas.</p>
<div id="attachment_21829" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-29-at-17.53.56.jpeg"><img class="size-full wp-image-21829" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-29-at-17.53.56.jpeg" alt="O Clube Capitolinas na FLIP 2026 (Foto Capitolinas/Divulgação)" width="1600" height="900" /></a><p class="wp-caption-text">O Clube Capitolinas na FLIP 2026 (Foto Capitolinas/Divulgação)</p></div>
<p><strong>Clube Literário Capitolinas levou a escrita das mulheres para a FLIP 2026</strong></p>
<p>O Clube Literário Capitolinas participou da 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), realizada de 22 a 26 de julho em Paraty/RJ, consolidando sua atuação como um importante coletivo de incentivo à literatura como ferramenta de fortalecimento feminino. Integrando a Casa Parceira Tyiwaras-Tikunas + Neomarginais<b> + Capitolinas</b>, o grupo levou à programação oficial do evento um expressivo time de 16 escritoras, que participaram em todas as mesas de conversa da Casa e de diversos saraus ao longo do festival.</p>
<p>Representaram o coletivo as escritoras Mila Nascimento, Mariela Mei, Daniela Camargo, Ana Castro, Sofia Finguermann, Luana Dalmolin, Alessandra Collaço, Célia Fujii, Salete Fernandes, Talita Olivieri, Vanessa Corrêa, Marli Angélica, Anelena, Renata Liberta, Rafa Vero e Letícia Gomes. Ao longo da programação, as autoras compartilharam suas trajetórias, processos criativos e reflexões sobre literatura, identidade, memória, território e protagonismo feminino, fortalecendo o diálogo entre escritoras, leitoras e leitores, artistas e representantes do mercado editorial.</p>
<p>As Capitolinas integraram quase todas as atividades na programação da Casa Parceira, compondo mesas que abordaram diferentes perspectivas da produção literária contemporânea, com temas como poesia, ancestralidade, educação, gênero, erotismo, inovação narrativa e o papel da literatura como instrumento de resistência e construção de memória.</p>
<p>Além da participação nas atividades da casa, o Clube Capitolinas pode também apresentar oficialmente na FLIP o Selo Editorial Capitolinas, iniciativa criada pelo coletivo para estimular e ampliar a produção e a circulação da literatura contemporânea feita por mulheres. Sob o tema “Escrever para permanecer”, o selo estreou no festival apresentando suas seis primeiras escritoras publicadas, com quatro delas presentes no evento e compondo da programação literária da Casa.</p>
<p>Desta forma, o Selo Capitolinas nasce como um projeto de permanência e visibilidade para escritoras, reafirmando o compromisso do coletivo de criar caminhos para que mais mulheres escrevam, publiquem suas obras, ocupem espaços historicamente menos acessíveis e, através de suas histórias, permaneçam.</p>
<p><b>LITERATURA COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO</b></p>
<p>Fundado em 2024 pela médica e escritora Mila Nascimento, o Clube Literário Capitolinas é um coletivo de fortalecimento feminino formado por leitoras e escritoras e destinado a transformar as estruturas sociais por meio da literatura.</p>
<p>Com o slogan &#8220;Ninguém pode parar uma mulher que lê&#8221;, o Capitolinas reúne mais de 70 mulheres em diferentes regiões do Brasil e também no exterior. Além dos encontros literários, o coletivo promove saraus, oficinas de escrita, rodas de conversa e intervenções poéticas em territórios de vulnerabilidade social, criando espaços de escuta, formação, acolhimento e colaboração entre mulheres.</p>
<p>Em 2026, o coletivo expandiu sua atuação com a criação do Selo Editorial Capitolinas, iniciativa que reforça seu objetivo de fortalecer a presença feminina no universo literário. Sob tema &#8220;Escrever para permanecer&#8221;, o selo surge para possibilitar que mulheres não só leiam, como também sejam lidas, publicadas e reconhecidas por suas produções.</p>
<p>A participação na 24ª FLIP reafirma o papel do Clube Literário Capitolinas como um espaço de formação, produção e difusão da cultura feita por mulheres. Ao reunir escritoras de diferentes trajetórias em uma programação intensa de debates, lançamentos e saraus, o coletivo fortalece sua missão de democratizar o acesso à literatura e incentivar e ampliar as vozes femininas no cenário literário brasileiro.</p>
<p><b><i>_________________</i></b></p>
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<blockquote><p><b><i>“Para nós, MULHERES, ocupar o maior festival literário do país vendendo livros, participando de mesas, autografando, mostrando nosso trabalho é, sem dúvida, algo revolucionário. Estamos combatendo o silenciamento por meio do registro escrito de nossas próprias histórias”</i></b></p></blockquote>
<p><b>Mila Nascimento, fundadora do Clube Capitolinas</b></p>
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<p><b><i>_________________</i></b></p>
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<p>Em Paraty, as Capitolinas celebraram não apenas a palavra escrita, mas também a construção de uma rede que transforma a literatura em instrumento de pertencimento, ocupando e transformando espaços de direito e possibilitando que mulheres escrevam suas próprias histórias e, através delas, permaneçam.</p>
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<p><b>__________________________</b></p>
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<p><b>Serviço:</b></p>
<p><b>LANÇAMENTO COLETIVO DO SELO EDITORIAL CAPITOLINAS</b></p>
<p><b>Data</b>: 15 de agosto</p>
<p><b>Horário</b>: das 16h às 19h</p>
<p><b>Local</b>: Livraria Leitura – Shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos, 500 &#8211; Jardim Santa Genebra, Campinas).</p>
<p><b>Programação</b>: lançamento dos livros, roda de conversa com as autoras e coquetel – aberto ao público, entrada gratuita.</p>
<p><b>Autoras</b>: Sofia Finguermann, Maria Emanuelle Osório Prates, Célia Fujii, Mila Nascimento, Alexandra Chaves, Alessandra Collaço e Salete Fernandes.</p>
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		<title>Campinas mobiliza sociedade, poder público e universidades pela segurança viária</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 15:47:51 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Campinas, 6 de agosto de 2026</strong></p>
<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>No dia 11 de maio de 2023, por volta de 8 horas, o prefeito de Campinas, Dario Saadi, trafegava pela Avenida Heitor Penteado, em direção a uma vistoria de obra, quando viu, no lado oposto da via, o corpo de uma pessoa estendido no chão. O prefeito, que é médico, desceu do veículo onde estava e prestou o pré-atendimento à vítima de um acidente de trânsito, checando possível hemorragia interna no abdômen, o que foi descartado. Ele examinou também membros superiores e inferiores e verificou sinais vitais.</p>
<div>A vítima era um homem de 27 anos, que estava em uma motocicleta. O acidente aconteceu quando um veículo saía da garagem e um outro carro freou bruscamente e colidiu com a moto. O condutor da moto caiu. A Guarda Municipal foi acionada por pessoas que estavam pelo local, fez o isolamento da área e acionou os serviços de emergência médica.</div>
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<div id="attachment_21806" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1.jpg"><img class="size-full wp-image-21806" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1.jpg" alt="Prefeito Dário Saadi fazendo pré-atendimento a vítima de trânsito em Campinas (Foto Divulgação)" width="800" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Prefeito Dário Saadi fazendo pré-atendimento a vítima de trânsito em Campinas (Foto Divulgação)</p></div>
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<div> O Samu de moto chegou ao local e, logo em seguida o Resgate levou a vítima ao Hospital Renascença. O homem  passou por avaliação médica e não demorou para ser liberado. Durante a ocorrência, o prefeito cumprimentou os servidores que faziam o atendimento no local.</div>
<div>Aquele acidente reforçou no prefeito a necessidade de intensificar as ações pela segurança viária em Campinas. O prefeito havia participado pouco antes  de uma comitiva de Campinas a Buenos Aires para conhecer estratégias na área de mobilidade urbana. A partir do lançamento do seu Plano de Segurança Viária, a capital argentina reduziu em 30% as mortes no trânsito em quatro anos.</div>
<div></div>
<div><strong>Plano de Segurança Viária</strong> &#8211; Pois justamente em maio de 2023, mês em que o prefeito atendeu à vítima de um acidente de trânsito, começava na cidade a elaboração do Plano de Segurança Viária de Campinas (PSVC). Com apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS) e da organização WRI Brasil, foram implementadas discussões entre várias secretarias municipais, e em particular na Secretaria Municipal de Transportes e na Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que é a responsável pela segurança viária na cidade.</div>
<div>No dia 28 de setembro de 2023 a proposta do Plano de Segurança Viária de Campinas foi aberta para consulta pública, no site da Emdec. Também foi possível à população apresentar sugestões por escrito, que podiam ser depositadas em urnas disponíveis nos terminais de ônibus dos distritos de Barão Geraldo, Campo Grande e Ouro Verde e também na Padre Anchieta, avenida em frente à Prefeitura.</div>
<div>Depois de amplamente discutido e com sugestões da comunidade incorporadas, o Plano de Segurança Viária de Campinas foi concluído e entrou em vigor em fevereiro de 2024, com um horizonte de dez anos (2023 a 2032). O objetivo central é que, em 2032, a taxa de mortes no trânsito de Campinas seja igual ou menor a 3,38 óbitos por 100 mil habitantes, sendo 1,47 em vias urbanas e 1,91 em rodovias. Isso equivaleria a 903 vidas salvas em dez anos.</div>
<div>O Plano de Segurança Viária de Campinas é naturalmente alinhado com a Segunda Década de Ação para Segurança Global no Trânsito da Organização das Nações Unidas, que tem como meta prevenir ao menos 50% das mortes e lesões no trânsito até 2030.  O PSV campineiro contempla seis eixos: Gestão e Coordenação; Mobilidade e Vias Seguras; Fiscalização; Dados e Evidências; Comunicação e Educação; e Atendimento às Vítimas. Para cada eixo, o plano traz iniciativas baseadas em evidências, estabelece metas, responsabilidades e indicadores para garantir a sua execução.</div>
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<div id="attachment_21814" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-10.33.29.jpeg"><img class="size-full wp-image-21814" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-06-at-10.33.29.jpeg" alt="Lançamento, para consulta e participação popular, do Plano de Segurança Viária de Campinas (Foto Divulgação/Emdec)" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento, para consulta e participação popular, do Plano de Segurança Viária de Campinas (Foto Divulgação/Emdec)</p></div>
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<div><strong>Participação da comunidade</strong> &#8211;   “Nós estamos construindo um plano para todos, para salvar vidas e para caminhar para uma cultura de que nenhuma morte no trânsito é aceitável”, comenta a coordenadora do PSVC e gerente da área de Educação para Mobilidade da Emdec, Roberta Mantovani. “O Plano de Segurança Viária é um compromisso da cidade de Campinas para salvar vidas no trânsito. Até o momento, estamos no caminho certo. Porém, o Poder Público não faz nada sozinho. Essa etapa dá voz e chama a sociedade para se engajar na missão de construir um trânsito mais seguro para todos”, acrescenta o presidente da Emdec,Vinicius Riverete.</div>
<blockquote>
<div>“Não é fácil montar um plano que envolve tantos setores em seis meses. A construção de uma cidade mais humana para todos é uma responsabilidade compartilhada. Sabemos que este plano irá colocar em prática os melhores conceitos para reduzir as mortes no trânsito. Tenho certeza que Campinas vai alcançar essa redução”, salienta a gerente de programas de Bloomberg Philanthropies, Becky Bavinger, que acompanhou toda a elaboração e entrada em vigor do PSVC.</div>
</blockquote>
<div>Ao mesmo tempo que elaborou o colocou o Plano de Segurança Viária em prática, Campinas também passou a participar de outras iniciativas, como a Rede Ruas Completas SP, criada para apoiar projetos para reduzir as mortes e lesões no trânsito em 20 cidades paulistas. Ação conjunta de WRI Brasil, Vital Strategies, Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Instituto Cordial e Respeito à Vida (Detran-SP), a rede é parte da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), que busca salvar 600 mil vidas e prevenir 22 milhões de lesões no trânsito de países em desenvolvimento. O apoio ao estado de São Paulo é parte desse compromisso.</div>
<div>A ampliação das ciclovias em Campinas é uma das metas contidas no PSVC. Os ciclistas acompanharam a elaboração do Plano. “Reconhecemos o valor e o esforço de todos os envolvidos e a importância desta ferramenta, mas sabemos que é um plano de longo prazo. É importante que todos os setores de mobilidade estejam envolvidos e sejam parceiros para que a gente possa chegar ao resultado esperado”, comentou Patrícia Terra, da Associação de Ciclistas de Campinas e Região (Ciclo Ativo).</div>
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<div><strong>Observatório e Escola de Mobilidade</strong> &#8211; Em maio de 2024, como consequência do início de implementação do PSVC, foi instituído o Observatório Municipal de Trânsito (OMT), criado para propor e monitorar a realização de políticas públicas de segurança viária. O OMT é composto por representantes de diversos órgãos e entidades, municipais e estaduais. Inclui secretarias municipais, serviços de emergência, hospitais, forças de segurança, concessionárias de rodovias, entre outros.</div>
<div>
<div>Outra ação decorrente da implementação do PSVC foi a instalação de um painel informativo pela Emdec na Praça Luiz Signorelli, no bairro Botafogo. Ele será atualizado mensalmente com a contagem do número de vítimas fatais. O objetivo é despertar a consciência sobre o papel de cada cidadão para a redução dos números.</div>
<div>Também resultante do PSVC, o prefeito Dario Saadi assinou a 8 de julho decreto criando a EPMobi &#8211; Escola Pública de Mobilidade Urbana, que vai funcionar com recursos, estrutura e em parceria entre Emdec e Secretaria Municipal de Transportes. O objetivo da EPMobi é promover treinamentos e oficinas educativas para públicos diversos, para engajar a população na construção de uma cultura de paz e na redução das mortes e lesões no trânsito.</div>
<div>A EPMobi também atende à Resolução do Contran 928/2022 e ao Código de Trânsito Brasileiro. A criação da EPMobi é uma das metas previstas no eixo Gestão e Coordenação do Plano de Segurança Viária de Campina.</div>
<div>Serão oferecidos cursos gratuitos presenciais ou virtuais; oficinas educativas; campanhas de segurança viária, que vão integrar ações educativas e de comunicação; formações escolares; projetos de segurança viária e acessibilidade;<br />
estudos e pesquisas voltadas à educação para a mobilidade; biblioteca física e virtual especializada.</div>
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<div><strong>Participação das universidades</strong> &#8211; A Unicamp e a PUC-Campinas, as principais universidades de Campinas, também estão envolvidas na campanha de redução de acidentes e de mortes em sinistros de trânsito na cidade, mas também com ações voltadas para a questão da segurança viária em geral no país. O engenheiro Creso de Franco Peixoto, professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (Fecfau) da Unicamp, por exemplo, analisou a relação entre a geometria rodoviária e a ocorrência de acidentes. A partir desta análise, e como parte de sua tese de doutorado, Peixoto criou um modelo matemático para cálculo de risco de acidentes viários associados aos traçados das rodovias. O modelo inovador foi batizado de arco-íris e contempla a análise de trechos de rodovias serranas, de desenho sinuoso, com o objetivo de estabelecer critérios na hora de determinar o traçado da via e também de tomar medidas para aprimorar a segurança nos percursos já existentes. Um Índice de Risco Viário (IRV) foi igualmente criado pelo engenheiro, no âmbito de seu trabalho de pesquisa, cujos resultados foram divulgados no final de 2024.</div>
<div>No caso da PUC-Campinas, a Universidade tem-se envolvido em várias ações. A Liga Acadêmica de Ortopedia e Medicina Esportiva (LAOME) da PUC, por exemplo,  deflagrou a campanha “Tá demorando por quê?”, visando uma reflexão sobre os acidentes envolvendo os entregadores de Delivery. Um dos focos da campanha é buscar conscientizar os usuários desses aplicativos e colocar em pauta a discussão da segurança viária, considerando que os acidentes com motocicletas explodiram de forma geral no Brasil nos últimos anos. A ideia para a campanha surgiu a partir de dados obtidos em um trabalho realizado no Hospital PUC-Campinas, conduzido pela Dra. Cíntia Bittar e relacionado ao incremento das vítimas em acidentes com motocicletas.</div>
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<div><div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>Acidentes com motocicletas em Campinas são grande desafio </strong></div>
<div>De fato, tornou-se preocupante o crescimento do número de acidentes com motocicletas, e consequentemente de vítimas fatais deste tipo de sinistro, em todo o território brasileiro, e o mesmo ocorre em Campinas, como resultado, entre outros fatores, do aumento da frota de motos no país.</div>
<div>O crescimento da frota de motocicletas chegou a 250% na Região Nordeste e a 240% na Região Norte, no período de 2007 a 2019, enquanto a população dessas regiões cresceu cerca de 10% e 15%, respectivamente, segundo dados do IBGE e Abraciclo. O número de mortes de motociclistas em acidentes no país só aumenta, evoluindo de 8.000 em 2007 para 10.000 em 2010, chegando à faixa de 12.000 por ano entre 2012 e 2017, para cair um pouco para 11.000 em 2018, aproximadamente, segundo o DATASUS. Nos últimos anos continua muito alto o número de óbitos por acidentes com motocicletas.</div>
<div>Em Campinas, a frota de motocicletas cresceu de 122.325 em 2015 para 161.703 em 2024. No mesmo período, o número de vítimas fatais em acidentes com motociclistas/garupas aumentou rapidamente, indo de 46 em 2015 (em um total de 151 mortes no trânsito no município) para 71 em 2024 (em um total de 156 mortes).</div>
<div>Apesar de todos os esforços da cidade para aprimorar a segurança viária, o número de mortes em acidentes com motocicletas continua um grande desafio. Embora Campinas tenha reduzido em 50% o número de mortes de motociclistas no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, os motociclistas seguem sendo as principais vítimas do trânsito na cidade.</div>
<div>Das 16 mortes registradas em vias urbanas até junho deste ano, dez foram de motociclistas ou garupas, o que equivale a 63% do total. Em 2025, quase 51% (72) das 142 vidas perdidas em vias urbanas e rodovias eram motociclistas. Em vias urbanas, foram 42 motociclistas mortos.
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<div id="attachment_21815" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/boletim-maio-2025-768x427.jpg"><img class="size-full wp-image-21815" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/boletim-maio-2025-768x427.jpg" alt="A Emdec produz regularmente boletins com os dados de acidentes e vítimas no trânsito, visando maior monitoramento e ações preventivas e de fiscalização" width="768" height="427" /></a><p class="wp-caption-text">A Emdec produz regularmente boletins com os dados de acidentes e vítimas no trânsito, visando maior monitoramento e ações preventivas e de fiscalização</p></div>
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<div><strong>Redução de mortes no trânsito</strong> &#8211; Com as medidas já decorrentes do Plano de Segurança Viária de Campinas e outras práticas que já vinham sendo adotadas no município, o primeiro semestre de 2026 terminou com um saldo de 16 vidas salvas e queda de 50% nas mortes no trânsito urbano. Entre janeiro e junho deste ano, 16 pessoas perderam a vida no eixo urbano. No mesmo período de 2025, foram 32 óbitos.</div>
<div>Desta forma, Campinas alcança o sexto mês consecutivo de queda em todos os índices de mortes no trânsito monitorados. Os dados são do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que considera como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).</div>
<div>A Emdec mantém regularmente o acompanhamento dos acidentes, também com os números de vítimas, de modo a monitorar e aprimorar as medidas tomadas.As rodovias contabilizaram 19 mortes no primeiro semestre, totalizando 35 óbitos no trânsito campineiro em 2026. O número total representa 22 vidas salvas ou 39% menos mortes em vias urbanas e rodovias, em relação ao mesmo período de 2025.</div>
<div>Do mesmo modo, pela 1ª vez desde 2018, o 1º semestre de 2026 terminou com zero mortes de ciclistas e ocupantes de outros veículos. Na comparação entre os primeiros semestres do período de 2018 a 2026, este foi o único sem nenhum registro de óbitos dos dois grupos nas vias urbanas.</div>
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<div>“Chegamos ao sexto mês com os índices de mortes no trânsito em queda, como resultado de uma estratégia contínua e integrada que busca zerar as mortes nas vias de Campinas. A partir dos dados monitorados, reforçamos as ações que miram na redução das mortes de motociclistas, intensificando a fiscalização pela recorrência dos comportamentos de risco neste grupo; e pedestres, por meio de campanhas preventivas que reforçam a sua fragilidade no trânsito”, comentou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.</div>
</blockquote>
<div>Entre as ações realizadas no primeiro semestre de 2026, visando a redução de acidentes e mortes no trânsito, foram implementadas 124 operações integradas, 4,5 mil condutas de risco identificadas e 13,1 mil testes com bafômetros; instalados 5 novos pontos de videomonitoramento e 1 radar remanejado; 95,2 mil m² de vias sinalizadas, 3,4 mil placas e 182 rampas de acessibilidade; e 166 ações educativas, 19,3 mil pessoas impactadas e 1,5 mil antenas corta-pipa distribuídas, em benefício dos motociclistas que são vulneráveis às &#8220;armadilhas&#8221; com cerol que, infelizmente, continuam sendo instaladas em alguns pontos da cidade.</div>
<div>Outra medida colocada em prática regularmente pela Emdec é a ferramenta dos mapas de calor, para identificar os pontos de ruas, avenidas e rodovias que cortam o município com maior incidência de acidentes e mortes. Com isso, são realizadas ações preventivas e de fiscalização com maior intensidade nestes pontos, como nas avenidas John Boyd Dunlop (9,3% das mortes no trânsito em perímetro urbano entre 2022 e 2024), Ruy Rodriguez (3,1% dos óbitos), Comendador Aladino Selmi (2,6% dos óbitos) e Avenida das Amoreiras (1,8% dos óbitos no mesmo período). Apenas as quatro avenidas somaram 16,7% dos óbitos em acidentes de trânsito na área urbana entre 2022 e 2024.</div>
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<div id="attachment_21818" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Microexplosão.jpg"><img class="size-large wp-image-21818" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Microexplosão-1024x1024.jpg" alt="Árvore de grande porte derrubada em função da microexplosão atmosférica em Campinas (Foto José Pedro Soares Martins)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">Árvore de grande porte derrubada em função da microexplosão atmosférica em Campinas (Foto José Pedro Soares Martins)</p></div>
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<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			Eventos climáticos extremos também impactam o trânsito</p>
<p>Os eventos climáticos extremos, que estão se acentuando no país, também impactam a segurança viária e em Campinas o sinal de alerta foi aceso com uma microexplosão atmosférica ocorrida em 5 de junho de 2016 e que deixou um rastro de destruição na cidade. O fenômeno foi semelhante ao registrado recentemente na região de Guariba e Ribeirão Preto.</p>
<p>Chuvas intensas sempre representam transtornos para o trânsito e grandes riscos para motoristas e cidadãos em geral, com muitas quedas de árvore, cortes de eletricidade que interferem no funcionamento de sinais de trânsito, entre outros impactos.</p>
<p>Uma das consequências especificamente da microexplosão em 5 de junho de 2016 foi uma forte mobilização em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), que resultou na aquisição de um radar meteorológico de última geração. O radar adquirido nos Estados Unidos foi instalado no Centro Regional de Meteorologia da RMC,  na Unicamp. “Será um avanço muito grande para o planejamento de situações de desastres e acidentes na RMC. O radar terá um alcance de no mínimo 60 quilômetros a partir da Unicamp. Atualmente, a região depende de informações de radar instalado em Bauru, a cerca de 240 quilômetros”, comenta Sidnei Furtado Fernandes, coordenador regional da Defesa Civil e diretor do órgão em Campinas.
			</div></div>
<p><strong>Frente Nacional de Prefeitos</strong> &#8211; Como consequência das ações realizadas em Campinas, envolvendo poder público e comunidade em geral, pela redução dos acidentes e mortes no trânsito, o prefeito Dário Saadi passou a liderar uma campanha nacional com o mesmo propósito, na Frente Nacional de Prefeitos. Com este objetivo, o prefeito participou, por exemplo, da 125ª Reunião do Fórum Nacional de Secretárias, Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, no final de maio, no Palácio João Brígido (Paço Municipal), em Fortaleza (CE).</p>
<p>O painel com a participação de Saadi também contou com Dante Rosado, gerente do programa de segurança viária da Vital Strategies, parceira técnica da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, programa internacional que apoia Campinas no fortalecimento e na implantação de políticas para salvar vidas no trânsito. Iniciado em 2021, o acordo de cooperação técnica foi estendido, neste mês, até dezembro de 2030.</p>
<div id="attachment_21819" style="width: 1018px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/caminho3.jpg"><img class="size-full wp-image-21819" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/08/caminho3.jpg" alt="Intervenção nas proximidades da CEI Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, para proteção das crianças, mães e cuidadores (Foto Fernanda Sunega/PMC)" width="1008" height="672" /></a><p class="wp-caption-text">Intervenção nas proximidades da CEI Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, para proteção das crianças, mães e cuidadores (Foto Fernanda Sunega/PMC)</p></div>
<p>Um dos focos centrais do conjunto de ações, unindo poder público e comunidade, para a redução de acidentes em Campinas é a proteção das crianças. No Jardim Satélite Íris, por exemplo, um dos bairros de maior concentração populacional em situação de vulnerabilidade social da cidade, a segurança viária de crianças que circulam no entorno do Centro de Educação Infantil (CEI) Nave Mãe Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti foi reforçada com o projeto “Caminhos do Brincar”. A unidade atende 572 crianças e o projeto naturalmente visa também a proteção de mães e cuidadores que circulam pelo CEI.</p>
<p>A iniciativa promoveu intervenções de urbanismo tático no entorno da instituição. A ação envolveu a Empresa Emdec, a Fundação Feac, o Programa Primeira infância Campineira (PIC) e a Prefeitura Municipal, com o desenvolvimento do escritório de arquitetura e urbanismo Ateliê Navio.</p>
<p>O projeto, que prioriza a primeira infância na construção de deslocamentos mais seguros, contemplou com uma fase de diagnóstico no segundo semestre de 2023. No período, as equipes das instituições envolvidas ouviram crianças da escola e seus cuidadores, professores e moradores do entorno. Também avaliaram dados como a contagem de pedestres e veículos que circulam na região.</p>
<p>A Emdec atuou no desenvolvimento de sinalização horizontal e vertical e, para isso, realizou voos com drone, simulações e pesquisas. “Também consideramos as reclamações dos moradores a respeito da velocidade praticada pelos motoristas na região. Então, incluímos o estreitamento da via em zonas de proteção às crianças, induzindo os motoristas à redução de velocidade”, explica Michelle Rosa, coordenadora do Processo de Inovação em Urbanismo e Mobilidade, da Emdec.</p>
<p>Como resultado das análises, foram alterados os limites de velocidade na região, para a criação da chamada “Zona Calma” onde a velocidade permitida era de 50 e 40 quilômetros por hora (km/h), com a implantação do Caminhos do Brincar passou a ser de 30 km/h.</p>
<blockquote><p>&#8220;É preciso criar uma cidade acolhedora para as crianças e fazer articulação entre os diversos setores da sociedade e da Prefeitura para que essas políticas públicas sejam mais eficazes, mais efetivas e que tenham maior impacto na sociedade e dentro do território”, afirma o coordenador do Programa Primeira Infância, Thiago Ferrari.</p></blockquote>
<p>Ele destaca as ações de proteção às crianças para um trânsito mais seguro nas proximidades da CEI no Jardim Satélite Íris e outras regiões da cidade, em função do Projeto Caminhos do Brincar, promovido e patrocinado pela Fundação FEAC, principal organização de ação social em Campinas. Assim, a cidade prossegue mobilizada, por um trânsito mais seguro, menos acidentes e mortes, e proteção com prioridade para as crianças. Um caminho mais protegido para as gerações futuras.</p>
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		<title>Mude1Hábito transforma a Praça Arautos da Paz em um grande espaço de saúde e movimento</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 17:05:08 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><em><i>Evento gratuito, promovido pela Unimed Campinas, reúne atividades para todas as idades, esporte, experiências de bem-estar, atrações infantis e feira de adoção de pet.</i></em></p>
<p>A Praça Arautos da Paz,  em Campinas, será palco de uma manhã especial dedicada à saúde, ao movimento e à convivência em família. Neste domingo, 26 de julho, das 9h às 13h, acontece a edição NÓS em Movimento do Mude1Hábito, iniciativa que incentiva a adoção de hábitos saudáveis de forma leve, divertida e acessível para toda a comunidade.</p>
<p>Com uma programação pensada para envolver pessoas de todas as idades, o evento contará com 12 estações temáticas que promovem experiências voltadas ao bem-estar físico, mental e emocional. A proposta é mostrar que pequenas mudanças na rotina podem gerar grandes benefícios para a saúde e para a qualidade de vida.</p>
<p>Entre as novidades desta edição está a realização de uma feira de adoção de pets, acompanhada de ações de conscientização sobre guarda responsável, reforçando a importância do cuidado com os animais e da construção de lares mais acolhedores.</p>
<p>As crianças terão à disposição uma série de atividades educativas e recreativas, como pintura facial, contação de histórias, <a href="https://unimedcampinas-my.sharepoint.com/:p:/g/personal/wsomazz_unimedcampinas_com_br/IQBpU8V1uKhUQ4SHPun5CkKKAeXZN42MXNgBjrbzjEpFOD0?e=VJFhmj">uma divertida caixa surpresa para</a> adivinhar qual é o alimento e ganhar brindes, além de brinquedos infláveis, cama elástica e a oportunidade de conhecer o interior de uma ambulância de verdade.</p>
<p>Para quem busca momentos de relaxamento e autocuidado, a programação oferece <em><i>quick massage</i></em>, espaço lounge para descanso e aula de yoga para todas as idades. Já os participantes que desejam se movimentar poderão aproveitar atividades como dança, <em><i>e</i></em> <em><i>bootcamp (spinning + funcional)</i></em> e alongamento.</p>
<p>O esporte também terá destaque com a participação de atletas do Vôlei Campinas e do Unimed Campinas Basquete, que promoverão momentos de interação e aproximação do público com as modalidades esportivas. Outra atração será a divertida Bike Suco, onde os participantes produzem o próprio suco enquanto pedalam.</p>
<p>O evento contará ainda com informações de Medicina Preventiva e com uma feirinha de frutas frescas e distribuição de água.</p>
<p>Os pets também têm espaço dedicado no evento com ponto de hidratação.</p>
<p>Em meio às diversas estações, haverá um ponto de atenção à saúde com a presença de profissionais especializados, responsáveis por verificar peso e idade dos participantes interessados, aferir pressão arterial e realizar teste de glicemia para triagem de diabetes. Todos os resultados serão registrados no protocolo de atendimento e, caso seja identificada alguma alteração, o participante poderá ser encaminhado para exame laboratorial complementar.</p>
<p>Logo na chegada, o público receberá brindes especiais, limitados ao estoque disponível. Todas as atividades serão realizadas por ordem de chegada, sem necessidade de inscrição prévia, respeitando a capacidade de cada espaço.</p>
<p>Aberto a toda a comunidade e com participação gratuita, o <strong><b>Mude1Hábito – Edição NÓS em Movimento  </b></strong>convida famílias, amigos e moradores da região a viverem uma manhã de aprendizado, diversão e inspiração para uma vida mais saudável.</p>
<p><strong><b>Serviço</b></strong></p>
<p>Evento: <strong><b>Mude1Hábito – Edição NÓS em Movimento</b></strong><br />
Data: <strong><b>Domingo, 26 de julho de 2026</b></strong><strong><b><br />
</b></strong>Horário: <strong><b>Das 9h às 13h</b></strong><strong><b><br />
</b></strong>Local: <strong><b>Praça Arautos da Paz – Campinas</b></strong><strong><b><br />
</b></strong>Entrada: <strong><b>Gratuita</b></strong><br />
Aberto a: <strong><b>Toda a comunidade</b></strong></p>
<p>Parcerias: Prefeitura de Campinas, Sanasa, Vôlei Renata, Unimed Campinas Basquete, Medlar e GoodBom Supermercados.</p>
<p><strong><b>Sobre a Unimed Campinas</b></strong></p>
<p>Compromisso com a saúde é o negócio da Unimed Campinas, a maior Unimed do interior do Brasil, que soma mais de meio século de mercado. O cuidado com o todo está no DNA da Cooperativa, que atualmente possui mais de 3.600 médicos cooperados e uma ampla rede de clínicas, hospitais e laboratórios credenciados, além dos serviços próprios, que são referência na região.</p>
<p>A Unimed Campinas é comprometida com a qualidade de vida de mais de 750 mil pessoas em atendimento, cuidando também da comunidade. Além de toda essa estrutura, a Cooperativa é patrocinadora de diversos projetos sociais e ambientais, promovendo cuidado integral com o meio ambiente e oferecendo oportunidades de acesso ao esporte, trabalho e cultura a comunidades da Região Metropolitana de Campinas. A confiança estabelecida com seus beneficiários e a solidez alcançada em 55 anos de mercado garantem à Unimed Campinas mais de 70% do <em><i>marketshare</i></em> da região.</p>
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