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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Daniela Prandi</title>
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		<title>Na Itália, antes e depois do coronavírus</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 13:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi,  especial para a Agência Social de Notícias Matera, na Basilicata, Sul da Itália, me recebeu em novembro de 2019 com uma efervescente agenda cultural. Eram os dois últimos meses da cidade como &#8220;Capital Europeia da Cultura&#8221; e a programação era tanta e tão variada. A terceira cidade habitada mais antiga do mundo, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi, </strong></p>
<p><strong>especial para a Agência Social de Notícias</strong></p>
<p>Matera, na Basilicata, Sul da Itália, me recebeu em novembro de 2019 com uma efervescente agenda cultural. Eram os dois últimos meses da cidade como &#8220;Capital Europeia da Cultura&#8221; e a programação era tanta e tão variada. A terceira cidade habitada mais antiga do mundo, depois de Jerusalém e Alepo, tem um centro histórico preservado e um incrível conjunto de cavernas que receberam os primeiros habitantes, 8 mil anos atrás, um cenário já usado muitas vezes no cinema. O mais recente filme rodado aqui foi o novo 007, que iria estrear em abril. (James Bond, porém, foi vencido pelo coronavírus.)</p>
<p>No Ano Novo, no centro histórico abarrotado apesar do frio abaixo de zero, o clima era de alegria e confraternização. Música, fogos de artifício, abraços, estava fácil acreditar em um 2020 com muitas realizações. Mal sabíamos que tudo estava para mudar.</p>
<p>Na escola de italiano, os alunos, a maioria refugiados de diversas partes do mundo, se esforçavam para aprender as minúcias da língua de Dante. Verbos e advérbios, preposição, passado, passado próximo, expressões, as lições andavam bem e aos poucos assistir a um filme dublado em italiano, como é o costume aqui, já não era mais tão difícil. Logo após  o carnaval, estávamos prontos para aprender a conjugar o verbo no futuro, mas a professora avisou que a escola iria fechar. Sem futuro, por enquanto.</p>
<p>Um vírus na China, de repente, mudou o mundo. Uma das alunas, que é do Casaquistão e mora há dois anos em Matera, relatou que as pessoas estavam olhando diferente para ela. Mas eu não sou chinesa, lamentou. Um dia, ao cruzar com uma das muitas excursões de turistas que lotavam o centro histórico de Matera nos finais de semana, meu primeiro impulso foi mudar de caminho. Eram chineses, todos de máscaras, como é o costume deles, que as usam por causa da poluição. A ameaça, porém, veio da China, mas seriam os italianos os próximos a sofrer discriminação. Pessoas que visitaram a Itália neste começo de ano levaram o vírus para diversas partes do mundo, Brasil inclusive. Pelo menos é o que dizem. Italianos se tornaram, assim, indesejáveis.</p>
<div id="attachment_16929" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Matera2.jpg"><img class="size-full wp-image-16929" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Matera2.jpg" alt="Matera, &quot;Capital Europeia da Cultura&quot; em 2019 (Foto Daniela Prandi)" width="960" height="720" /></a><p class="wp-caption-text">Matera, &#8220;Capital Europeia da Cultura&#8221; em 2019 (Foto Daniela Prandi)</p></div>
<p>Depois das escolas e universidades fecharem, foi a vez dos restaurantes, das lojas, dos cafés, dos hotéis e pousadas. Matera mudou completamente. Já não era possível tomar o sorvete de sábado à tarde, ver o pôr do sol no centro histórico e reunir os amigos para a pizza. A ordem era ficar em casa. Só se pode sair para ir ao supermercado mais perto de sua casa, à farmácia (que eu ainda não precisei) ou passear com o cachorro (que eu não tenho). Em uma espécie de &#8220;estado de sítio&#8221;, perdemos, de repente, o direito de ir e vir.</p>
<p>Enquanto isso, no Norte, a região da Lombardia, a mais rica e mais populosa, rapidamente, se transformava na Wuhan italiana. Como as pessoas não respeitaram a quarentena imposta pelo governo, que funcionou para conter a epidemia na China, o contágio aumentava a cada dia, as mortes começaram e o crescimento foi exponencial, conforme exaustivamente explicado na TV. E ficamos especialistas em analisar a curva de contágio. Na mais recente tentativa para fazer as pessoas ficarem em casa e, assim, impedir o vírus de circular, o governo apelou para o exército, anunciou multa de 3 mil euros e até cinco anos de prisão. Denunciar quem está na rua sem motivo é incentivado, e muitos estão, sim, fazendo delações. Vizinhos, que antes faziam questão do &#8220;ciao&#8221;, do &#8220;buongiorno&#8221;, da &#8220;buona giornata&#8221;, agora passam de máscaras, cabeça baixa, atentos para a distância de segurança.</p>
<p>A maioria dos mortos são idosos e o presidente Sergio Mattarella, advogado de 78 anos, tem lamentado a perda de toda uma geração. Vão-se a memória, vão-se o nonno e a nonna, vão-se artistas, escritores e intelectuais, enquanto as crianças, presas em casa, não entendem muito bem o que está acontecendo e a razão de não poderem visitar os avós. A Itália jamais será a mesma depois da pandemia.</p>
<p>Escrevo em meio a um confinamento praticamente total (em duas semanas saí de casa apenas três vezes para comprar alimento). A Primavera chegou, os pássaros voltaram, as árvores estão florindo, mas eu não posso ver. O bosque a uma caminhada de onde moro provavelmente está verdejante, mas permanece fechado. O centro histórico, tão perto de casa, é cada vez mais longe. O que eu vejo, todos os dias, é a entrevista coletiva da Defesa Civil, ao vivo, na TV, pontualmente às 18h, onde se contam os números de mortos e contagiados. Dizem que um dia vai cair. Dizem que será logo. Dizem. E a gente espera.</p>
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		<title>O novo Woody Allen, dublado, em um dia de chuva no Sul da Itália</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 19:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi, de Matera, Sul da Itália Il Piccolo Cinema, como o nome já avisa, é uma sala pequena de cinema alternativo no centro histórico de Matera, no sul da Itália, onde passo uma temporada. O casal proprietário, cinéfilos e muito simpáticos, faz o cinema resistir com a exibição de filmes fora do circuito ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi, de Matera, Sul da Itália</strong></p>
<p>Il Piccolo Cinema, como o nome já avisa, é uma sala pequena de cinema alternativo no centro histórico de Matera, no sul da Itália, onde passo uma temporada. O casal proprietário, cinéfilos e muito simpáticos, faz o cinema resistir com a exibição de filmes fora do circuito comercial, muitos deles premiados nos principais festivais do mundo. Já sabia que, na Itália, o costume é exibir os filmes dublados mas, em minha primeira vez ali, resolvi me certificar. Sim, o novo Woody Allen era dublado. Sem ainda dominar 100% da bella língua italiana, arrisquei uma sessão &#8220;per la prima volta&#8221; depois de um mês sem cinema.</p>
<p>&#8220;Um Dia de Chuva em Nova York&#8221;, ou melhor &#8220;Un Giorno di Pioggia a New York&#8221;, não atraiu grande público no final de tarde chuvoso e frio de Matera em seu primeiro dia de exibição. Com a calmaria, o casal deixa a bilheteria e assiste ao filme bem na minha frente, aconchegados e quietinhos. (Aliás, ninguém ali conversou, acendeu a luz do celular ou mastigou qualquer coisa. Um paraíso.)</p>
<div id="attachment_16525" style="width: 467px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-cartaz-em-italiano.jpg"><img class="size-full wp-image-16525" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-cartaz-em-italiano.jpg" alt="Cartaz do filme em italiano" width="457" height="653" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz do filme em italiano</p></div>
<p>Às vésperas de completar 84 anos, o mais novaiorquino dos cineastas nunca me decepciona. Mesmo o pior Woody Allen ainda é bom cinema para mim. Demoro alguns minutos para me acostumar a ver Timothée Chalamet e Elle Fanning falando italiano. Mas logo a dublagem pouco importa, as conversas soam compreensíveis, a melancolia, o romantismo, a ironia e o humor estão todos lá, não importa a língua. A universalidade do cinema de Woody Allen, com suas trilhas sonoras encantadoras, está &#8220;molto bene&#8221;.</p>
<p>O protagonista vivido por Chalamet se chama Gatsby Welles, um nome que já me diverte logo de cara. O rapaz magricela e estiloso vive uma abastada vida a contragosto, estudando em uma universidade escolhida pela mãe e namorando uma garota &#8220;apropriada&#8221;, Ashleigh Enright (Fanning, iluminada e divertida, ao estilo das loiras bobinhas do cinema de Hollywood dos anos 50). Desta vez, Chalamet é o alter-ego de Allen, e suas considerações sobre o mundo e os sentimentos enchem a tela, provocando risos na pequena plateia.</p>
<div id="attachment_16526" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-chalamet.jpg"><img class="size-large wp-image-16526" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-chalamet-1024x576.jpg" alt="Timothée Chalamet é o alter-ego de Allen (Foto Divulgação)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Timothée Chalamet é o alter-ego de Allen (Foto Divulgação)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A novidade é que a namorada do protagonista, que estuda jornalismo, consegue uma entrevista com um diretor de cinema independente chamado Roland Pollard (Liev Schreiber), que logo vamos descobrir que é um temperamental encharcado de uísque em crise criativa. O encontro será em Nova York e o casal planeja um fim de semana romântico, com passeio de carruagem pelo Central Park, uma ida aos clubes de jazz, enfim, tudo o que a cidade oferece em seus clichês, muitos deles perpetuados justamente pelo cineasta. Afinal, andar por Nova York é se sentir em um filme de Woody Allen. &#8220;E se chover?&#8221;, pergunta a namorada, que é da ensolarada Tucson, no Arizona. &#8220;A chuva não vai atrapalhar&#8221;, diz Gatsby.</p>
<div id="attachment_16527" style="width: 790px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-selena-gomez-e-chalamet.jpg"><img class="size-full wp-image-16527" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-selena-gomez-e-chalamet.jpg" alt="A Nova York molhada de Woody Allen (Foto Divulgação)" width="780" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A Nova York molhada de Woody Allen (Foto Divulgação)</p></div>
<p>E vem a chuva. Lindamente fotografada, a Nova York molhada de Woody Allen recebe o casal para um dia de muitas reviravoltas e frenéticos vaivéns por Manhattan, bem ao estilo de seus filmes neuróticos e nervosos. O final de semana romântico desmorona, personagens entram e saem, circulam e nos divertem. A jovem jornalista cai de bandeja no meio da turma do cinema, vira musa, se deslumbra, toma uns vinhos a mais, se encanta por um galã latino (Diego Luna), e principalmente se molha. O protagonista, que vê a namorada escorrendo de suas mãos, vaga pela cidade e tem oportunidade para pensar no que quer da vida, e olha que não é muito, e até faz uma ponta em um filme de um amigo, quando reencontra a irmã caçula de um romance do passado, vivida por Selena Gómez, cuja morenice e esperteza servem de contraponto.</p>
<div id="attachment_16528" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-chalamet-e-fanning.jpg"><img class="size-large wp-image-16528" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/12/woody-allen-chalamet-e-fanning-1024x650.jpg" alt="No ritmo de Woody Allen, de encontros e desencontros (Foto Divulgação)" width="618" height="392" /></a><p class="wp-caption-text">No ritmo de Woody Allen, de encontros e desencontros (Foto Divulgação)</p></div>
<p>O roteiro segue no ritmo Woody Allen, entre encontros e desencontros, e com personagens secundários que roubam a cena, como o irmão do protagonista, que quer desistir do casamento porque não suporta a risada da noiva. O, digamos, clímax da história é quando Gatsby consegue finalmente enfrentar a mãe (Cherry Jones), em uma conversa surpreendente, uma das melhores cenas do filme, que eu gostaria de rever qualquer hora no original.</p>
<p>Depois da ótima estreia no cinema da Itália, a chuva nos espera do lado de fora. Antes de voltar para a nova casa, uma parada obrigatória na fila do Bar Sottozero, bem em frente, para um panzerotto, uma espécie de pastel que aquece a alma. Até a próxima sessão.</p>
<p>TRAILER</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/Vfpk7JmbePw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Bacurau&#8221;, uma doideira necessária para tempos de radicalização</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Sep 2019 13:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi &#8220;Bacurau&#8221; termina e tímidos aplausos de repente ganham força na sala de cinema em um shopping de Campinas. O novo filme de Kleber Mendonça Filho, que aqui trabalha em parceria com Juliano Dornelles, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019, feito inédito para o cinema brasileiro, confirma que o ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi</strong></p>
<p>&#8220;Bacurau&#8221; termina e tímidos aplausos de repente ganham força na sala de cinema em um shopping de Campinas. O novo filme de Kleber Mendonça Filho, que aqui trabalha em parceria com Juliano Dornelles, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019, feito inédito para o cinema brasileiro, confirma que o cineasta que chamou atenção com &#8220;O Som ao Redor&#8221; (2013) e polemizou com &#8220;Aquarius&#8221; (2016) amadureceu. Em uma forte mistura de gêneros, é impossível não pensar em Tarantino, muito por causa da violência, mas também pela inteligência com que história e referências vão se amarrando. E o nó que fica é forte e pinga sangue. “No centro do sertão, o que é doideira às vezes pode ser a razão mais certa e de mais juízo”, resumiu Guimarães Rosa em &#8220;Grande Sertão Veredas&#8221;. &#8220;Bacurau&#8221;, justamente, é isso, uma doideira necessária.</p>
<div id="attachment_16145" style="width: 717px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-sonia-braga.jpg"><img class="size-full wp-image-16145" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-sonia-braga.jpg" alt="A médica local Domingas, por Sônia Braga (Foto Divulgação)" width="707" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">A médica local Domingas, por Sônia Braga (Foto Divulgação)</p></div>
<p>“A violência está no centro de tudo, mas não é o objetivo, o filme é sobre o que ocorre quando há radicalização&#8221;, já explicou o diretor. Sim, os tempos são radicais por aqui e por aí. O filme começa adivinhando o que o futuro nos espera, um futuro até próximo demais e é singular ao embaralhar referências, revisitar gêneros e mostrar um amanhã distópico. A TV exibe execuções no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, enquanto, no pequeno vilarejo no sertão pernambucano, os poucos moradores preparam um  funeral enquanto enfrentam, inquietos e resistentes, males como o prefeito desonesto que cortou a água do lugar, o assédio de matadores e o isolamento.</p>
<div id="attachment_16146" style="width: 676px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-ator-udo-kier.jpg"><img class="size-full wp-image-16146" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-ator-udo-kier.jpg" alt="Michael (Udo Kier) é o líder dos estrangeiros (Foto Divulgação)" width="666" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Michael (Udo Kier) é o líder dos estrangeiros (Foto Divulgação)</p></div>
<p>&#8220;Bacurau&#8221; tem um quê de faroeste, uma pitada de ficção científica e muito suspense, mas nos faz lembrar de filmes de cangaço e do Cinema Novo, que já trouxeram glória ao cinema nacional.  Neste mês de setembro, a edição da revista Cahiers du Cinema, a mais respeitada publicação de cinema, colocou &#8220;Bacurau&#8221; na capa. Histórico, para dizer o óbvio. A foto reúne os moradores da comunidade que reúne personagens ímpares, como a médica local Domingas (Sônia Braga, protagonista de &#8220;Aquarius&#8221; e aqui em um papel menor, mas não menos marcante), o ex-matador Pacote (Thomas Aquino), o cangaceiro trans Lunga (Silvero Pereira) e a jovem Teresa (Barbara Colen), que abre a história levando remédios nas empoeiradas estradas do sertão de carona no caminhão-pipa.</p>
<div id="attachment_16147" style="width: 440px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-capa.jpg"><img class="size-full wp-image-16147" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-capa.jpg" alt="A histórica edição de Cahiers du Cinema" width="430" height="580" /></a><p class="wp-caption-text">A histórica edição de Cahiers du Cinema</p></div>
<p>No universo fantástico de &#8220;Bacurau&#8221; as direções são múltiplas, mas a viagem será marcante, pode acreditar. Um casal de fora, de moto e roupas coloridas, aparece de repente. A mulher pergunta o que significa Bacurau. É o nome de um pássaro, explica a dona da venda, que indica uma visita ao museu. Eles desprezam. A trama carrega seus primeiros momentos de tensão enquanto descobre-se que a dupla, branca, do Sul do Brasil, trabalha para um grupo de estrangeiros, liderado por Michael (Udo Kier), que estão ali com um propósito. Os brasileiros do Sul se identificam mais com os gringos do que com os nordestinos, mas os estrangeiros não conseguem ver a diferença.</p>
<div id="attachment_16148" style="width: 784px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-1.jpg"><img class="size-full wp-image-16148" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/09/bacurau-1.jpg" alt="Bacurau é o Brasil? (Foto Divulgação)" width="774" height="322" /></a><p class="wp-caption-text">Bacurau é o Brasil? (Foto Divulgação)</p></div>
<p>De repente, &#8220;Bacurau&#8221; sai do mapa, perde o sinal de celular, tudo orquestrado pelos gringos, fanáticos por armas antigas, loucos para atirar, não importa em quem, só por diversão, pela adrenalina, para matar uma vontade.  A comunidade entende rapidamente a ameaça que vem do estrangeiro, se defende, o museu e a escola, não por acaso, se tornam sedes da resistência. Tiroteios, mortes e mais mortes sujam o chão de vermelho, as cenas de caça se sucedem, e o horror daquilo tudo faz a gente desejar e esperar a vingança para lavar a alma.</p>
<p>&#8220;Bacurau&#8221; mostra, por meio daquela comunidade, que a luta é de todos. Permitir que nos matem, que nos tirem de nosso lugar, que acabem com a nossa cultura, não é opção. Resistir é preciso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja trailer</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/1DPdE1MBcQc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Veja mais artigos de Cinema de Daniela Prandi <a href="http://asn.blog.br/category/daniela-prandi/">aqui</a></p>
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		<title>Soldadas curdas, bombeiros de Paris, novo galã, Binoche e Asterix no menu do Festival Varilux 2019</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 23:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[POR DANIELA PRANDI Campinas está mais uma vez no roteiro do Festival Varilux de Cinema Francês, que chega com uma novidade: os 17 filmes da programação de 2019 serão exibidos nas novas salas da rede Cinépolis, que inaugura suas atividades no Galleria Shopping. Ao todo, em sua 10ª edição, a mostra será apresentada em 78 ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>POR DANIELA PRANDI</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Campinas está mais uma vez no roteiro do Festival Varilux de Cinema Francês, que chega com uma novidade: os 17 filmes da programação de 2019 serão exibidos nas novas salas da rede Cinépolis, que inaugura suas atividades no Galleria Shopping. Ao todo, em sua 10ª edição, a mostra será apresentada em 78 cidades do Brasil. Em Campinas, a programação vai de 20 de junho a 3 de julho.</p>
<p style="font-weight: 400">O Festival costuma se apoiar nas comédias, mas nesta edição há muitos títulos que vão além do riso fácil e despertam interesse pelas temáticas inusitadas, políticas e polêmicas. Um deles é &#8220;Filhas do Sol&#8221;, da cineasta Eva Husson, que aborda a relação entre uma jornalista francesa com um batalhão de soldadas curdas prestes a invadir uma cidade onde sua comandante foi capturada no passado. Fica a dica para quem gosta de apostar em filmes diferentes.</p>
<div id="attachment_15832" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-filhas-do-sol.jpg"><img class="size-full wp-image-15832" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-filhas-do-sol.jpg" alt="&quot;Filhas do Sol&quot;: uma jornalista francesa e um batalhão de soldadas curdas (Foto Divulgação)" width="591" height="422" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Filhas do Sol&#8221;: uma jornalista francesa e um batalhão de soldadas curdas (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">Outro filme que chama atenção é &#8220;Através do Fogo&#8221;, segundo longa do jovem Frédéric Tellier, mais conhecido por dirigir séries policiais de TV. A trama é baseada em histórias reais vividas pelos bombeiros de Paris e está centrada no drama de um bombeiro que sofre graves queimaduras. O título original do filme, que recebeu boas críticas nos festivais europeus por onde passou no ano passado, é &#8220;Sauver ou périr&#8221; (Salvar ou perecer), lema da brigada dos bombeiros parisienses, que recentemente enfrentaram bravamente o incêndio da Catedral de Notre Dame.</p>
<p style="font-weight: 400">Há nomes consagrados, que mostram seus novos trabalhos, como François Ozon, um dos diretores mais elogiados do cinema francês atual, que comparece com o polêmico e atual &#8220;Graças a Deus&#8221;, que venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2019 e tem como base a história real da condenação do cardeal francês Philippe Barbarin, acusado de abusar de crianças.</p>
<p style="font-weight: 400">Na programação tem ainda o atual queridinho francês Louis Garrel , ator, roteirista e diretor, que aparece em dose dupla em 2019. Garrel é Robespierre em &#8220;A Revolução em Paris&#8221; e dirige e atua em &#8220;Um Homem Fiel&#8221;, que conta com Laetitia Casta e Lily-Rose Depp no elenco. &#8220;A Revolução em Paris&#8221;, vale destacar, revisita a revolução do povo francês em 1789, sob o reinado de Luís XVI, contra a monarquia e na luta pelos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Já em &#8220;Um Homem Fiel&#8221;, o &#8220;herdeiro&#8221; de Alain Delon e Jean-Paul Belmondo na galeria dos galãs franceses acompanha a angústia de um homem que não consegue perdoar a ex, que mesmo grávida o trocou pelo melhor amigo.</p>
<div id="attachment_15834" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-um-homem-fiel.jpg"><img class="size-full wp-image-15834" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-um-homem-fiel.jpg" alt="&quot;Um Homem Fiel&quot;: angústia de um homem que não consegue perdoar a ex (Foto Divulgação)" width="591" height="422" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Um Homem Fiel&#8221;: angústia de um homem que não consegue perdoar a ex (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">E é claro que não poderia faltar Juliette Binoche, que estrela &#8220;Quem Você Pensa que Sou&#8221;, de Safy Nebbou, um drama sobre uma mulher de 50 anos que cria um perfil falso nas redes sociais de uma jovem de 24 anos que acaba atraindo a atenção do melhor amigo de seu marido.</p>
<p style="font-weight: 400">Para quem gosta de animação, a dica é conferir &#8220;Asterix e o Segredo da Poção Mágica&#8221;, mais uma aventura dos personagens clássicos dos quadrinhos franceses criados por Albert Uderzo e René Goscinny em 1959. Na versão dublada, Asterix é dublado pelo comediante Gregório Duvivier.</p>
<div id="attachment_15835" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-asterix.jpg"><img class="size-full wp-image-15835" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/varilux-asterix.jpg" alt="&quot;Asterix&quot;: para quem gosta de animação (Foto Divulgação)" width="591" height="422" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Asterix&#8221;: para quem gosta de animação (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">O clássico desta edição do festival é &#8220;Cyrano de Bergerac&#8221;, de Jean-Paul Rappeneau, estrelado por Gérard Depardieu, que completa 30 anos de lançamento. O filme é baseado na comédia de Edmond Rostand, escrita em 1897. Para completar, vale conferir &#8220;Cyrano Mon Amour&#8221;, de Alexis Michalik, que acompanha a história do dramaturgo francês ao escrever a aclamada peça Cyrano de Bergerac.</p>
<p style="font-weight: 400">A programação completa, trailers e mais informações podem ser conferidas no site oficial do evento em <a href="http://variluxcinefrances.com/2019/">http://variluxcinefrances.com/2019/</a></p>
<div id="attachment_15836" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Varilux-cyrano-de-bergerac.jpg"><img class="size-full wp-image-15836" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Varilux-cyrano-de-bergerac.jpg" alt="&quot;Cyrano de Bergerac&quot; é o clássico da edição" width="591" height="422" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Cyrano de Bergerac&#8221; é o clássico da edição</p></div>
<p style="font-weight: 400">OS FILMES</p>
<p style="font-weight: 400">Amor à Segunda Vista (Mon inconnue), de Hugo Gélin. Com François Civil, Joséphine Japy, Benjamin Lavernhe. 2019 – Comédia – 1h58. Da noite para o dia, Raphael (François Civil) vê-se em um mundo no qual nunca encontrou Olivia, a mulher da sua vida. Como ele vai fazer para reconquistar sua mulher?</p>
<p style="font-weight: 400">Asterix e o Segredo da Poção Mágica (Astérix – Le Secret de la Potion Magique), de Louis Clichy e Alexandre Astier. 2019 – Animação – 1h25. Novas aventuras dos personagens do universo criado por Albert Uderzo e René Goscinny.</p>
<p style="font-weight: 400">Através do Fogo (Sauver ou périr), de Frédéric Tellier. Com Pierre Niney, Anaïs Demoustier, Chloé Stefani. 2018 – Drama – 1h56. Bombeiro de Paris sofre graves queimaduras durante um atendimento e vai para centro de tratamento.</p>
<p style="font-weight: 400">Boas Intenções (Les Bonnes Intentions), de Gilles Legrand. Com Agnès Jaoui, Alban Ivanov, Tim Seyfi. 2018 – Comédia dramática – 1h40. Professora envolvida em uma série de trabalhos humanitários propõe um curso inusitado de alfabetização.</p>
<p style="font-weight: 400">Cyrano Mon Amour (Edmond), de Alexis Michalik. Com Thomas Solivérès, Olivier Gourmet, Mathilde Seigner. 2019 – Comédia dramática – 1h49. Em dezembro de 1897, em Paris, Edmond Rostand ainda não completou 30 anos e está há dois anos sem conseguir escrever, até que cria uma nova peça: Cyrano de Bergerac.</p>
<p style="font-weight: 400">Os Dois Filhos de Joseph (Deux Fils), de Félix Moati. Com Vincent Lacoste, Benoît Poelvoorde, Mathieu Capella. 2018 – Comédia dramática – 1h30. Para Ivan, um menino de 13 anos, seu pai Joseph e seu irmão mais velho Joachim são os seus principais modelos de vida. Porém, em determinado momento, isso muda.</p>
<p style="font-weight: 400">Filha do Sol (Les filles du soleil), de Eva Husson. Com Golshifteh Farahani, Emmanuelle Bercot. 2018 – Drama – 1h55. Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas, atua ofensivamente na guerra e se prepara para entrar na cidade de Gordyene, local onde sua comandante foi capturada no passado. Uma jornalista francesa acompanha o batalhão.</p>
<p style="font-weight: 400">Finalmente Livres (En Liberté), de Pierre Salvadori. Com Adèle Haenel, Pio Marmai, Damien Bonnard. 2018 – Comédia – 1h47. Jovem inspetora de polícia descobre que o marido, um herói local morto em combate, não era o policial corajoso e íntegro que ela pensava.</p>
<p style="font-weight: 400">Graças a Deus (Grâce à Dieu), de François Ozon. Com Melvil Poupaud, Denis Ménochet, Swann Arlaud. 2019 – Drama – 2h17. Homem vive em Lyon com a esposa e os filhos e um dia descobre que o padre que abusou dele enquanto era escoteiro ainda prega junto às crianças. Ele inicia, então, um combate, ao qual se juntam, rapidamente, outras vítimas do padre. Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim 2019.</p>
<p style="font-weight: 400">Um Homem Fiel (L’homme fidèle), de Louis Garrel. Com Laetitia Casta, Louis Garrel, Lily-Rose Depp. 2018 – Comédia romântica – 1h15. Marianne deixa Abel por Paul, seu melhor amigo e pai de seu futuro filho. Oito anos depois, Paul morre. Abel e Marianne voltam a namorar, despertando sentimentos de ciúmes tanto no filho de Marianne, Joseph, quanto na irmã de Paul, Eva, que secretamente ama Abel desde a infância.</p>
<p style="font-weight: 400">Inocência Roubada (Les Chatouilles), de Andrea Bescond e Eric Metayer. Com Andrea Bescond, Karin Viard, Clovis Cornillac, Pierre Deladonchamps. 2018 – Drama – 1h43. Aos oito anos, garota brinca com homem mais velho, amigo de seus pais. Anos depois, assombrada pelos traumas da infância, descobre que foi abusada. Vencedor do César de melhor atriz coadjuvante para Karin Viard e prêmio César de Melhor Roteiro Adaptado.</p>
<p style="font-weight: 400">Meu bebê (Mon Bébé), de Lisa Azuelos. Com Sandrine Kiberlain, Thaïs Alessandrin, Victor Belmondo. 2019 – Comédia dramática – 1h27. Mãe de três filhos se prepara para partida da caçula, que vai estudar no Canadá.</p>
<p style="font-weight: 400">O Mistério de Henri Pick (Le Mystère Henri Pick), de Rémi Bezançon. Com Fabrice Luchini, Camille Cottin, Alice Isaaz. 2019 – Comédia – 1h40. Em uma biblioteca no coração da Bretanha, uma jovem editora descobre um manuscrito que imediatamente decide publicar. O romance se torna um best-seller. Mas seu autor, Henri Pick, um fabricante de pizza bretão que morreu dois anos antes, nunca teria escrito nada além de suas listas de compras, segunda a viúva.</p>
<p style="font-weight: 400">O Professor Substituto (L’heure de la sortie), de Sébastien Marnier. Com Laurent Lafitte, Emmanuelle Bercot, Pascal Greggory. 2019 – Drama/Thriller – 1h43. Professor de um respeitado colégio se joga da janela sob os olhares assustados de seus alunos. O professor substituto de francês tenta entender suas razões.</p>
<p style="font-weight: 400">Quem Você Pensa que Sou (Celle que vous croyez), de Safy Nebbou. Com Juliette Binoche, François Civil, Nicole Garcia. 2019 – Drama – 1h41. Mulher de 50 anos decide criar um perfil falso em uma rede social e adota o nome de Clara, uma bela jovem de 24 anos. Alex, amigo do seu marido, acaba se apaixonando por ela.</p>
<p style="font-weight: 400">A Revolução em Paris (Un peuple et son roi), de Pierre Schoeller. Com Gaspard Ulliel, Adèle Haenel, Olivier Gourmet, Louis Garrel, Izïa Higelin, Noémie Lvovsky, Laurent Lafitte. 2018 – Drama histórico – 2h01. Em 1789, sob o reinado de Luís XVI, o povo francês rebela-se contra a monarquia e exige uma transformação na sociedade.</p>
<p style="font-weight: 400">Clássico do Festival<br />
Cyrano de Bergerac (Cyrano), de Jean-Paul Rappeneau. Com Gérard Depardieu, Anne Brochet, Vincent Perez, Jacques Weber. 1990 – Comédia dramática – 2h15. O poeta Cyrano é apaixonado pela bela Roxanne, mas não leva a paixão adiante por vergonha do seu enorme nariz. Ele escreve cartas de amor para ela, mas coloca outro homem para conquistá-la.</p>
<p style="font-weight: 400">Cidades que recebem o Festival:</p>
<p style="font-weight: 400">Ananindeua (PA), Aracaju (SE), Araçatuba (SP), Araraquara (SP), Balneário Camboriú (SC), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Botucatu (SP), Brasília (DF), Búzios (RJ), Cambuí (MG), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Caxias do Sul (RS), Caxambu (MG), Cotia (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Goiânia (GO), Jaboatão dos Guararapes (PE), João Pessoa (PB), Joinville (SC), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Ouro Preto (MG), Palmas (TO), Paraty (RJ), Paulista (PE), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ) Poços de Caldas (MG), Ponta Grossa (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santos (SP), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São Leopoldo (RS), São Luís (MA), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Taubaté (SP), Teresina (PI), Vitória (ES), Volta Redonda (RJ).</p>
<p style="font-weight: 400">Unidades do Sesc que terão sessões gratuitas</p>
<p style="font-weight: 400">Barra Mansa (RJ), Barreiras (BA), Belo Horizonte (MG), Corumbá (MS), Cuiabá (MT), Januária (MG), Jataí (GO), Juiz de Fora (MG), Londrina (PR), Marabá (PA), Nova Iguaçu (RJ), Paracatu (MG), Paranavaí (PR), Parnaíba (PI), Piracicaba (SP), Pouso Alegre (MG), Rio de Janeiro (RJ), Rondonópolis (MT), São Gonçalo (RJ), Vitória (ES).</p>
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		<title>Festival de Cannes 2019: o Brasil entre cinema, política e Elton John</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Apr 2019 18:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi Maio é mês de Festival de Cannes, a mostra que mais interessa aos cinéfilos, a mais prestigiada, marcada pela diversidade e pelo tom político de suas escolhas, nem sempre uma unanimidade. Mas, se o objetivo é conhecer o novo cinema em produção mundo afora, este é o lugar. A edição 2019, de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Maio é mês de Festival de Cannes, a mostra que mais interessa aos cinéfilos, a mais prestigiada, marcada pela diversidade e pelo tom político de suas escolhas, nem sempre uma unanimidade. Mas, se o objetivo é conhecer o novo cinema em produção mundo afora, este é o lugar. A edição 2019, de 14 a 25 de maio, já começou quebrando muros e pela primeira vez em seus 72 anos de história um artista mexicano irá ocupar a presidência do júri: o escolhido foi Alejandro Iñarritu, de &#8220;Babel&#8221;, vencedor de dois prêmios Oscar de direção, por &#8220;Birdman&#8221; e &#8220;O Regresso&#8221;, e um dos grandes nomes da &#8220;onda mexicana&#8221; que tem dominado Hollywood.</p>
<p style="font-weight: 400">Assim que a lista dos filmes selecionados foi anunciada aumentou ainda mais a expectativa em torno de &#8220;Bacurau&#8221;, novo filme de Kléber Mendonça Filho, o mesmo de &#8220;Aquarius&#8221;, que &#8220;causou&#8221; em Cannes em 2016 com um protesto no tapete vermelho sobre a legitimidade do afastamento da então presidenta Dilma Rousseff. Codirigido por Juliano Dornelles, o filme estará na premiação principal e vai concorrer à Palma de Ouro, que o Brasil só venceu uma vez, em 1962, com &#8216;O Pagador de Promessas&#8221;, dirigido por Anselmo Duarte.</p>
<div id="attachment_15701" style="width: 716px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-cartaz-bacurau.jpg"><img class="size-full wp-image-15701" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-cartaz-bacurau.jpg" alt="Cartaz de &quot;Bacurau&quot;, que concorre na mostra principal" width="706" height="960" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz de &#8220;Bacurau&#8221;, que concorre na mostra principal</p></div>
<p style="font-weight: 400">Em tempos de cortes na Cultura, e às portas de um futuro sombrio ao combalido cinema brasileiro, espera-se resistência e polêmica. &#8220;A seleção para competir em Cannes não está à venda, e isso é fantástico. Encontro-me numa posição de prestígio que não reflete a maneira inadequada com a qual nosso país olha para a cultura. O Brasil está desmoronando as estruturas que asseguram a produção cultural. Espero que esse momento seja produtivo para o governo rever seu posicionamento em relação ao setor&#8221;, disse o cineasta logo após o anúncio de Cannes.</p>
<p style="font-weight: 400">&#8220;Bacurau&#8221;, que empresta o título de uma ave do Sertão de Seridó, na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, conta novamente com a presença de Sônia Braga, que brilhou em &#8220;Aquarius&#8221;, no elenco. Karine Teles (a patroa de &#8220;Que Horas Ela Volta?&#8221;) e o alemão Udo Kier (&#8220;Pequena Grande Vida&#8221;) também estão na história, que gira em torno dos habitantes de um vilarejo abalado com a morte de uma antiga moradora, uma mulher muito querida, que trará consequências inesperadas. O filme, segundo o diretor, é uma mistura de drama com ficção-científica, e tem coprodução francesa. A concorrência será pesada: Kléber Mendonça Filho disputa na mostra principal com os novos filmes de Pedro Almodóvar, dos irmãos Dardenne, Xavier Dolan, Jim Jarmush, Ken Loach e Terrence Malick, para ficar nos mais conhecidos.</p>
<div id="attachment_15700" style="width: 866px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-filme-sobre-tommaso-buscetta-o-traidor.jpg"><img class="size-full wp-image-15700" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-filme-sobre-tommaso-buscetta-o-traidor.jpg" alt="&quot;O Traidor&quot;, do italiano Marco Bellocchio (Foto Divulgação)" width="856" height="482" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;O Traidor&#8221;, do italiano Marco Bellocchio (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">O Brasil também aparece em &#8220;O Traidor&#8221;, do italiano Marco Bellocchio, que revisita a história real de Tommaso Buscetta, italiano que entregou companheiros e se refugiou por aqui, com Maria Fernanda Cândido como a mulher brasileira do mafioso.</p>
<p style="font-weight: 400">Já na Mostra Um Certo Olhar, mais Brasil em &#8220;A Vida Invisível de Eurídice Gusmão&#8221;, de Karim Aïnouz, o mesmo de &#8220;Praia do Futuro&#8221;. Aqui, com Fernanda Montenegro no elenco, o filme é uma adaptação do livro homônimo de Martha Batalha e fala da relação entre duas irmãs. Esta é a terceira vez que o cineasta cearense tem um longa selecionado para Cannes. A primeira foi com &#8220;Madame Satã&#8221; (2002) e a segunda com &#8220;O abismo prateado&#8221; (2011). &#8220;A vida invisível de Eurídice Gusmão&#8221; tem produção do carioca Rodrigo Teixeira, que se tornou figura conhecida em Hollywood por coproduzir projetos como &#8220;Me chame pelo seu nome&#8221; (2017).</p>
<div id="attachment_15702" style="width: 816px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-rocketman-Taron-Egerton-como-Elton-John.jpg"><img class="size-full wp-image-15702" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cannes-rocketman-Taron-Egerton-como-Elton-John.jpg" alt="&quot;Rocketman&quot;, de Dexter Fletcher (Foto Divulgação)" width="806" height="511" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Rocketman&#8221;, de Dexter Fletcher (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">Cannes também é tapete vermelho e a indústria aproveita o glamour do balneário francês para mostrar suas novidades. Entre os filmes com exibição fora da competição e com potencial de arrecadação está &#8220;Rocketman&#8221;, de Dexter Fletcher, cinebiografia do astro pop Elton John, com Taron Egerton no papel do ídolo. No clima mais francês, há a nostálgica volta de Anouk Aimée e Jean Louis Trintignant, o mítico casal de &#8220;Um Homem, uma Mulher&#8221;, que se reencontram em &#8220;Les plus belles années d&#8217;une vie&#8221;, novo filme de Claude Lelouch. E, para fãs do futebol, um documentário também pode dar o que falar: &#8220;Diego Maradona&#8221;, de Asif Kapadia. E, há, ainda, uma expectativa: talvez o novo filme de Quentin Tarantino, &#8220;Once Upon a Time in Hollywood&#8221;, esteja na lista final.</p>
<p style="font-weight: 400">Neste ano, o Festival homenageará a diretora belga radicada na França Agnès Varda, que morreu no dia 29 de março aos 90 anos. O cartaz do Festival, aliás, é um belo souvenir: Varda, aos 26 anos, dirige uma cena de &#8220;La Pointe Courte&#8221;, seu primeiro longa, lançado no Festival de Cannes de 1955.</p>
<p style="font-weight: 400"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cartaz-cannes-2019.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-15703" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/cartaz-cannes-2019.jpg" alt="cartaz-cannes-2019" width="600" height="800" /></a> Cartaz de Cannes 2019</p>
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400"><strong>Concorrentes da Palma de Ouro</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Pain and Glory (Pedro Almodóvar)</p>
<p style="font-weight: 400">The Traitor (Marco Bellocchio)</p>
<p style="font-weight: 400">The Wild Goose Lake (Diao Yinan)</p>
<p style="font-weight: 400">Parasite (Bong Joon-ho)</p>
<p style="font-weight: 400">Young Ahmed (Jean-Pierre Dardenne &amp; Luc Dardenne)</p>
<p style="font-weight: 400">Oh Mercy! (Arnaud Desplechin)</p>
<p style="font-weight: 400">Fire Next Time (Mati Diop)</p>
<p style="font-weight: 400">Matthias and Maxime (Xavier Dolan)</p>
<p style="font-weight: 400">Little Joe (Jessica Hausner)</p>
<p style="font-weight: 400">The Dead Don&#8217;t Die (Jim Jarmusch)</p>
<p style="font-weight: 400">Sorry We Missed You (Ken Loach)</p>
<p style="font-weight: 400">Les misérables (Ladj Ly)</p>
<p style="font-weight: 400">A Hidden Life (Terrence Malick)</p>
<p style="font-weight: 400">Bacurau (Kleber Mendonça Filho &amp; Juliano Dornelles)</p>
<p style="font-weight: 400">The Whistlers (Corneliu Porumboiu)</p>
<p style="font-weight: 400">Frankie (Ira Sachs)</p>
<p style="font-weight: 400">Portrait of a Lady on Fire (Céline Sciamma)</p>
<p style="font-weight: 400">It Must Be Heaven (Elia Suleiman)</p>
<p style="font-weight: 400">Sibyl (Justine Triet)</p>
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400"><strong>Fora de competição</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Rocketman (Dexter Fletcher)</p>
<p style="font-weight: 400">The Best Years of a Life (Claude Lelouch)</p>
<p style="font-weight: 400">Too Old To Die Young (Nicolas Winding Refn)</p>
<p style="font-weight: 400">Diego Maradona (Asif Kapadia)</p>
<p style="font-weight: 400">La Belle Époque (Nicolas Bedos)</p>
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400"><strong>Mostra Um Certo Olhar</strong></p>
<p style="font-weight: 400">A Vida Invisível de Eurídice Gusmão (Karim Aïnouz)</p>
<p style="font-weight: 400">Beanpole (Kantemir Balagov)</p>
<p style="font-weight: 400">The Swallows of Kabul (Zabou Breitman &amp; Eléa Gobé Mévellec)</p>
<p style="font-weight: 400">A Brother&#8217;s Love (Monia Chokri)</p>
<p style="font-weight: 400">The Climb (Michael Covino)</p>
<p style="font-weight: 400">Jeanne (Bruno Dumont)</p>
<p style="font-weight: 400">A Sun That Never Sets (Olivier Laxe)</p>
<p style="font-weight: 400">Room 212 (Christophe Honoré)</p>
<p style="font-weight: 400">Port Authority (Danielle Lessovitz)</p>
<p style="font-weight: 400">Papicha (Mounia Meddour)</p>
<p style="font-weight: 400">Adam (Maryam Touzani)</p>
<p style="font-weight: 400">Zhuo Ren Mi Mi (Midi Z)</p>
<p style="font-weight: 400">Liberté (Albert Serra)</p>
<p style="font-weight: 400">Bull (Annie Silverstein)</p>
<p style="font-weight: 400">Summer of Changsha (Zu Feng)</p>
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400">
<p style="font-weight: 400"><strong>Exibições especiais</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Tommaso (Abel Ferrara)</p>
<p style="font-weight: 400">Share (Pippa Bianco)</p>
<p style="font-weight: 400">For Sama (Waad Al Kateab &amp; Edward Watts)</p>
<p style="font-weight: 400">Etre vivant et le savoir (Alain Cavalier)</p>
<p style="font-weight: 400">Family Romance, L.L.C (Werner Herzog)</p>
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		<title>&#8220;Contanto que haja paz&#8221; no Refugistão</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2019 15:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi Famílias deixam suas casas, suas vidas e seu país em busca de sobrevivência. Os refugiados, um grande dilema a ser enfrentado nesses nossos tempos, está no foco do documentário “Welcome to Réfugistan”, da jornalista francesa Anne Poiret. Mas, a partir do indivíduo que perdeu tudo, a documentarista amplia o alcance para revelar ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi</strong></p>
<div>
<div>Famílias deixam suas casas, suas vidas e seu país em busca de sobrevivência. Os refugiados, um grande dilema a ser enfrentado nesses nossos tempos, está no foco do documentário “Welcome to Réfugistan”, da jornalista francesa Anne Poiret. Mas, a partir do indivíduo que perdeu tudo, a documentarista amplia o alcance para revelar que, por trás dos grandes campos de refugiados montados em tantos cantos do planeta, há um grande negócio. Caso deixassem de existir, o que não parece ser o caso, muito dinheiro iria parar de circular. Dinheiro proveniente de governos e doações, que abastecem ONGs, empregam milhares e movimentam corações e mentes, &#8220;contanto que haja paz&#8221; no &#8220;Refugistão&#8221;.</div>
<div></div>
<div>Sem tomar partido, a jornalista é corajosa ao mostrar a &#8220;máquina&#8221; em torno dos campos de refugiados, lugares que, a princípio, deveriam ser provisórios. Mas não, há pessoas que passam toda a sua vida ali, entre tendas, rações diárias de comida e muita insegurança. Há crianças que nascem, crescem e chegam ao mundo adulto sem nunca terem pisado fora dos limites do campo; há aqueles que sonham em voltar para seu país e aqueles que esperam pela &#8220;loteria&#8221; de um lugar para morar em algum país desenvolvido.</div>
<div></div>
<div>O documentário, com sequências no Quênia, Tanzânia, Jordânia, fronteira da Grécia com a Macedônia e em escritórios da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na França, Inglaterra e Suíça, começa com uma família que chega a um desses campos na África; há o estranhamento do pai, o choro do bebê de 11 meses, a mãe sem ter muito como reagir. Era para ser transitório, mas eles não sabem que ficarão um bom tempo ali. O ritual das filas, primeiro para serem identificados, depois para tudo o mais, como a fila para o recebimento de um kit básico, com direito a um balde de plástico por família, é seguido com obediência, mas as preocupações do pai sobre higiene e condições de vida carregam um quê de arrependimento. &#8220;Pelo menos antes tínhamos nossa casa para nos esconder, aqui é só poeira e gente demais&#8221;, lamenta.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_15604" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Anne-Poiret-Welcome-to-Réfugistan-_190409_036.jpg"><img class="size-large wp-image-15604" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Anne-Poiret-Welcome-to-Réfugistan-_190409_036-1024x684.jpg" alt="A jornalista e documentarista francesa no debate com os alunos (Foto Martinho Caires)" width="618" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">A jornalista e documentarista francesa no debate com os alunos (Foto Martinho Caires)</p></div>
</div>
<div></div>
<div>Anne Poiret segue pelas estradas africanas e nos mostra novos personagens. Dois homens pedem para voltar para seu país, vitimado pela guerra civil, e dizem não se importar com os perigos que poderão enfrentar, que pode significar, inclusive, a perda da própria vida. Um deles retruca dizendo que ali, naquele campo de refugiados, é que não há vida. &#8220;Não podemos trabalhar, não podemos plantar, tudo o que fazemos é esperar pela ração de comida.&#8221;</div>
<div></div>
<div>Enquanto isso, na Europa, voluntários aprendem como montar novos campos e enfrentar, como dá, a corrupção que poderão encontrar pelo caminho; engenheiros e arquitetos estudam soluções para melhorar questões básicas de saneamento e grupos multidisciplinares são movidos por ideias de &#8220;inovação&#8221; para trazer dignidade ao dia a dia dos refugiados. Neste outro mundo, tão longe, tão perto, uma sequência provoca um certo choque: uma jovem do mundo da tecnologia apresenta um aplicativo para celulares no qual se pode fazer doações de centavos diárias, semanais, mensais ou anuais para ajudar quem tem a comida racionada. &#8220;É fácil e você pode fazer sua doação na hora do almoço&#8221;, diz.</div>
<div></div>
<div>Em um campo da Jordânia, uma mulher faz contas para saber se poderá levar ovos para a família. Ali, os refugiados recebem cartões com um crédito a ser gasto unicamente no supermercado instalado, que pratica os preços que quer. Se os ovos estão mais caros ou mais baratos, o problema não é dos administradores. Um deles justifica: quem define os valores é o mercado.</div>
<div></div>
<div>No debate após a exibição do documentário em Campinas, um jovem estudante comete um ato falho: troca campo de refugiados por campo de concentração. Outra participante diz que o filme a deixou &#8220;sem energia&#8221;. Saímos todos com a sensação de que a solução está longe, se é que ela exista. Enquanto isso, no &#8220;Refugistão, um país virtual do tamanho da Holanda, neste exato momento novas famílias estão chegando. Hoje, a ACNUR estima que mais de 67 milhões de pessoas em todo mundo deixaram suas vidas para trás. Bem-vindos ao &#8220;Refugistão&#8221;.</div>
</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>CINEMA: &#8220;Minha obra-prima&#8221;: uma sátira argentina sobre o mundo das artes</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 21:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi O diretor argentino Gastón Duprat tem o dom da comédia. Mas, distante das histórias que só fazem rir e que a gente logo esquece, seus filmes se apoiam na sátira mordaz ao espelhar os nossos (egocêntricos) tempos. Mesmo diretor dos ótimos &#8220;Cidadão Ilustre&#8221;, de 2016, (já comentado na ASN) e &#8220;O Homem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi</strong></p>
<p style="font-weight: 400">O diretor argentino Gastón Duprat tem o dom da comédia. Mas, distante das histórias que só fazem rir e que a gente logo esquece, seus filmes se apoiam na sátira mordaz ao espelhar os nossos (egocêntricos) tempos. Mesmo diretor dos ótimos &#8220;Cidadão Ilustre&#8221;, de 2016, (já comentado na ASN) e &#8220;O Homem ao Lado&#8221;, de 2009, o novo filme de Duprat foca no mundo das artes. &#8220;Minha obra-prima&#8221;, que acaba de chegar aos cinemas, faz rir, mas provoca. É um drama cômico, como definiu o diretor, que apresentou o filme no Festival de Veneza de 2018 e que foi um dos destaques do Festival do Rio.</p>
<p style="font-weight: 400">A trama está focada na relação de dois amigos de longa data, um pintor de temperamento difícil, Renzo Nervi (Luis Brandoni), e o galerista Arturo (Guillermo Francella), um tanto quanto inescrupuloso. O artista é um idealista, pessimista ao extremo, desleixado com as mulheres, enquanto o galerista está mais preocupado com dinheiro. A história, aliás, é contada por Arturo, enquanto dirige pelas lindas ruas de Buenos Aires.</p>
<div id="attachment_15502" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minha-obraprima-Renzo-Nervi-Luis-Brandoni.jpg"><img class="size-full wp-image-15502" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minha-obraprima-Renzo-Nervi-Luis-Brandoni.jpg" alt="O artista Renzo Nervi (Luis Brandoni) é um idealista (Foto Divulgação)" width="970" height="549" /></a><p class="wp-caption-text">O artista Renzo Nervi (Luis Brandoni) é um idealista (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">A trama começa com um grupo de estudantes em frente a um dos quadro de Renzo, em uma sequência inicial cheia de cores e significados, quando a guia do museu destaca como “a arte pode criar sua própria realidade”. (Vale destacar que as pinturas são, na vida real, do expressionista argentino Carlos Gorriarena, que morreu em 2007).</p>
<p style="font-weight: 400">Na chique galeria em Buenos Aires, as obras de Renzo não se valorizam tanto quanto se esperava e as atitudes violentas do artista quando confronta um crítico e até mesmo uma compradora potencial só ajudam a &#8220;desvalorizá-lo&#8221;. Em um ataque de fúria, Renzo chega a disparar tiros em um dos seus quadros expostos, em uma sequência sombriamente cômica, bem ao estilo do cineasta.</p>
<div id="attachment_15503" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minhaobraprima-o-pintor-e-o-estudante.jpg"><img class="size-large wp-image-15503" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minhaobraprima-o-pintor-e-o-estudante-1024x683.jpg" alt="Renzo chega a disparar tiros em um dos seus quadros expostos. (Foto Divulgação)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Renzo chega a disparar tiros em um dos seus quadros expostos. (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">Renzo tem sérios problemas financeiros e acaba despejado de sua casa-ateliê com seus cachorros enquanto seu amigo busca cada vez mais prestígio no mundo das artes. Um dia Alex (Raúl Arévalo), um jovem espanhol, aspirante a artista, bate na porta no pintor em busca de aulas e ensinamentos. Passará por provações, vai desaparecer da trama, mas será um personagem importante no desfecho da história. Um grande acerto do filme é a construção de seus personagens. O idealista Renzo e o mercantilista Arturo poderiam ser facilmente odiados, mas há algo de terno que nos agrada, que faz a gente relevar tanta canalhice, tanta falsidade.</p>
<p style="font-weight: 400">Em um dado momento, o galerista consegue vender a ideia de um mural encomendado para uma família rica, assim o artista poderia pagar suas dívidas. Renzo obedece, mas se vinga na inauguração, em uma sequência impagável. Afinal, estamos em uma comédia.</p>
<div id="attachment_15504" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minha-obraprima-2.jpg"><img class="size-large wp-image-15504" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/03/minha-obraprima-2-1024x498.jpg" alt="Renzo e Arturo: plano mirabolante (Foto Divulgação)" width="618" height="301" /></a><p class="wp-caption-text">Renzo e Arturo: plano mirabolante (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">O mundo das artes, retratado de maneira hipócrita, com seus milhões movimentados ao sabor dos gostos e tramas dos galeristas, e a maneira como os dois o subvertem é um grande achado do roteiro, escrito por Andres Duprat, irmão do diretor, que tem conhecimento de causa, já que é o diretor do Museu Nacional de Belas Artes da Argentina. A partir de um plano mirabolante, mas não inédito, os amigos encontram uma maneira inusitada de fazer os quadros de Renzo se valorizarem. Mas, como toda mentira um dia é revelada, a cobrança vai chegar.</p>
<p style="font-weight: 400">Uma curiosidade: em dado momento, uma exposição de Renzo ocupa o maravilhoso Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), um dos mais aclamados projetos de Oscar Niemeyer.</p>
<p style="font-weight: 400">TRAILER:</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/y-JwQWD54Q0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="font-weight: 400"><a target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=y-JwQWD54Q0</a></p>
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		<title>Nunca precisamos tanto da luz de Van Gogh</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 18:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[POR DANIELA PRANDI Questionado por um padre sobre a &#8220;feiura&#8221; dos seus quadros, Van Gogh diz que sua pintura é um dom dado por Deus, mas que sua arte está no momento errado da história e acredita que, no futuro, será entendida e apreciada. Nesses nossos tempos, nunca precisamos tanto de Van Gogh para iluminar ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>POR DANIELA PRANDI</strong></p>
<p style="font-weight: 400">Questionado por um padre sobre a &#8220;feiura&#8221; dos seus quadros, Van Gogh diz que sua pintura é um dom dado por Deus, mas que sua arte está no momento errado da história e acredita que, no futuro, será entendida e apreciada. Nesses nossos tempos, nunca precisamos tanto de Van Gogh para iluminar nossas mentes. Seus trabalhos são celebrados, valorizados e atrações principais nos mais importantes museus do mundo, enquanto sua trajetória é contada &#8211; e será &#8211; em muitos filmes, documentários e livros. Van Gogh acreditava que, por meio de sua arte, viveria para sempre; e hoje está tão vivo quanto a luz que ilumina seus (supervalorizados) girassóis.</p>
<div id="attachment_15116" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/no-portal-da-eternidade-1-dafoe.jpg"><img class="size-full wp-image-15116" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/no-portal-da-eternidade-1-dafoe.jpg" alt="Willem Dafoe no papel do atormentado pintor (Foto Divulgação)" width="750" height="380" /></a><p class="wp-caption-text">Willem Dafoe no papel do atormentado pintor (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">Nesta temporada, o pintor holandês que morreu, em 1890, aos 37 anos, em circunstâncias até bem pouco tempo obscuras, está de volta aos cinemas, e no Oscar: o filme &#8220;Van Gogh &#8211; No portal da eternidade&#8221;, com Willem Dafoe no papel do atormentado pintor e que rendeu uma indicação na categoria melhor ator (com poucas chances de ganhar), é difícil de assistir, assim como devem ter sido os últimos anos de sua vida. O diretor Julian Schnabel, que começou sua carreira como artista plástico e estreou nos cinemas com a biografia do Basquiat, aposta em uma enervante câmera em movimento, com uns pontos desfocados aqui e ali, que faz a gente ter vontade de sair do cinema (é sério!). Mas há a luz. Sempre a luz, que resplandece as cores da natureza e faz a gente ficar quietinho na sala escura. E os ventos, os sons da natureza, as paisagens e o céu que nos protege, vão nos encantando.</p>
<div id="attachment_15117" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/No-portal-da-eternidade-gauguin-e-van-gogh.jpg"><img class="size-large wp-image-15117" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/No-portal-da-eternidade-gauguin-e-van-gogh-1024x429.jpg" alt="Gauguin (Oscar Isaac) e Van Gogh: diálogos marcantes (Foto Divulgação)" width="618" height="259" /></a><p class="wp-caption-text">Gauguin (Oscar Isaac) e Van Gogh: diálogos marcantes (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">O diálogo entre Van Gogh e o padre (Mads Mikkelsen, em participação curta, porém marcante) é um entre tantos momentos do filme que ficam depois da angustiada sessão. O filme não se chama &#8220;O Portal da Eternidade&#8221; por acaso. Também não é por acaso que, em uma das cenas, Van Gogh está lendo Shakespeare. A dona da taberna, Madame Ginoux (Emmanuelle Seigner), imortalizada em sua pintura, pergunta quem é o autor e o sobre o que escreve: &#8220;Homens e mulheres. Deus e reis. Amor e ódio&#8221;. Há o episódio da orelha cortada, a passagem por um manicômio, onde usou camisa de força, e ainda a relação entre Van Gogh e Paul Gauguin (Oscar Isaac), em diálogos igualmente marcantes, que dão a deixa para que se entenda seu processo criativo. As pinceladas são rápidas, intensas, em cores vibrantes, de maneira febril, como se o tempo estivesse por acabar. E, para quem for ver o filme, espere os créditos finais: há um belo desfecho onde Gauguin, enfim, reconhece tardiamente o talento de Van Gogh, que ele criticava justamente por sua obsessão pela rapidez e pelas pinceladas grosseiras.</p>
<div id="attachment_15118" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/No-portal-da-eternidade-dafoe-pinta.jpg"><img class="size-full wp-image-15118" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/No-portal-da-eternidade-dafoe-pinta.jpg" alt="Van Gogh diz que sua pintura é um dom dado por Deus (Foto Divulgação)" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Van Gogh diz que sua pintura é um dom dado por Deus (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">Albert Aurier, o primeiro crítico a reconhecer a excelência de Van Gogh, em um texto publicado em janeiro de 1890, seis meses antes da morte do artista, também é lembrado: “Uma estranha natureza, ao mesmo tempo verdadeiramente verdadeira e quase sobrenatural, uma natureza excessiva em que tudo, seres e coisas, sombras e luzes, formas e cores, se subleva, se levanta numa vontade raivosa de gritar sua própria e essencial canção, no timbre mais intenso, mais ferozmente agudo… é a matéria, a natureza inteira retorcida de maneira frenética, elevada ao paroxismo, erguida aos ápices da exacerbação; é a forma se tornando o pesadelo, a cor se tornando labaredas, lavas e pedras preciosas, a luz se fazendo incêndio, a vida febre ardente…”, escreveu.</p>
<div id="attachment_15119" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/no-portal-da-eternidade-2-dafoe.jpg"><img class="size-full wp-image-15119" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/no-portal-da-eternidade-2-dafoe.jpg" alt="“Não acusem ninguém. Eu queria me matar”, teria dito Van Gogh (Foto Divulgação)" width="800" height="476" /></a><p class="wp-caption-text">“Não acusem ninguém. Eu queria me matar”, teria dito Van Gogh (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400">E há a questão em torno de sua morte. Na temporada passada, a impressionante animação &#8220;Loving Vincent&#8221; (disponível no Netflix) já havia mostrado a versão de que Van Gogh não cometeu suicídio e sim foi baleado por um jovem morador de Auvers-sur-Oise, onde passou seus últimos dias. Julian Schnabel segue na mesma teoria, provavelmente verdadeira, mas a morte aqui não é o centro, e sim o desejo de viver eternamente. Vale destacar que foi somente em 2011, com uma biografia escrita por Steven Naifeh e Gregory White Smith, que a hipótese de que Van Gogh teria sido morto por um tiro dado por um adolescente de 16 anos, René Secrétan, que andava vestido de caubói costumava atormentá-lo, ganhou força.</p>
<p style="font-weight: 400">“Não acusem ninguém. Eu queria me matar”, teria dito Van Gogh em seu leito de morte.</p>
<p style="font-weight: 400">TRAILER</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/yAUqBqBO1QY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mais artigos de Cinema de Daniela Prandi, na plataforma de blogs da Agência Social de Notícias:<a href="http://asn.blog.br/category/daniela-prandi/"> http://asn.blog.br/category/daniela-prandi/</a></p>
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		<title>A Favorita: uma rainha, muito desconforto e o que é o poder, afinal?</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2019 16:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Prandi]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Daniela Prandi &#8220;A Favorita&#8221; causa desconforto. Nem mesmo aquelas imensas poltronas dessas salas caríssimas (que acho difícil ficar à vontade, mas pode ser só eu), amenizam o incômodo que é acompanhar a história da rainha Anne, responsável pela unificação da Inglaterra e da Escócia, e sua relação com duas mulheres que, com suas ardilosas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Daniela Prandi</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">&#8220;A Favorita&#8221; causa desconforto. Nem mesmo aquelas imensas poltronas dessas salas caríssimas (que acho difícil ficar à vontade, mas pode ser só eu), amenizam o incômodo que é acompanhar a história da rainha Anne, responsável pela unificação da Inglaterra e da Escócia, e sua relação com duas mulheres que, com suas ardilosas mentes, conseguiram mudar os rumos da história britânica.</p>
<p style="font-weight: 400;">A história é baseada em personagens reais, mas o diretor grego Yorgos Lanthimos não está muito preocupado com os dados bibliográficos, nem com as adequações do tempo. As personagens falam como as pessoas de hoje, dançam de maneira nada esperada para a época, onde Anne reinou de 1702 a 1714, e a maldade que espalham faz a gente se mexer naquele cadeirão, tentando encontrar a melhor postura.</p>
<div id="attachment_15008" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a-favorita-rachel-weiz.jpg"><img class="size-full wp-image-15008" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a-favorita-rachel-weiz.jpg" alt="Lady Sarah Churchill (Rachel Weisz) (Foto Divulgação)" width="768" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Lady Sarah Churchill (Rachel Weisz) (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Ir a um filme de Lanthimos é esperar por cenas estranhas, mas na plateia há ainda mais estranheza, quando uma adolescente abre uma marmita de isopor com comida chinesa cujo cheiro invade a sala. Nhac, nhac, nhac, e alguns bons goles de refrigerante no final, e a garota finalmente sossega.</p>
<p style="font-weight: 400;">O cineasta Lanthimos tem um cinema bem peculiar e um de seus filmes mais conhecidos é &#8220;O Lagosta&#8221;, de 2015. Mais recente, &#8220;O sacrifício do cervo sagrado&#8221;, de 2017, levou o prêmio de melhor roteiro em Cannes. Em sua filmografia, que chamou atenção com &#8220;Dente Canino&#8221;, de 2009, indicado ao Oscar na categoria estrangeiro, as histórias são contadas com um pé no terror.</p>
<div id="attachment_15009" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/afavorita-olivia-colman.jpg"><img class="size-full wp-image-15009" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/afavorita-olivia-colman.jpg" alt="Rainha Anne (Olivia Colman) (Foto Divulgação)" width="980" height="540" /></a><p class="wp-caption-text">Rainha Anne (Olivia Colman) (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">&#8220;A Favorita&#8221; tem dez indicações ao Oscar 2019, entre elas melhor filme, diretor e roteiro e começou sua carreira de sucesso ao sair duplamente premiado do Festival de Veneza 2018, com o Grande Prêmio do Júri e o Copa Volpi de atriz para Olivia Colman (ganhadora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar), em grande atuação a rainha Anne. Rachel Weisz e Emma Stone também estão ótimas e ambas foram indicadas ao Oscar na categoria atriz coadjuvante.</p>
<p style="font-weight: 400;">No começo, vemos como a presença de Lady Sarah Churchill (Rachel Weisz) é importante no dia a dia do reino e, aos poucos, entendemos as razões. Um dia aparece no castelo sua prima Abigail Masham (Emma Stone), em busca de ajuda. Mas Lady Sarah está mais preocupada com os rumos da guerra contra a França, na qual seu marido, Lord Marlborough (Mark Gatiss), está no front. Abigail cai nas mãos das serviçais e sofre um bocado até que consegue se aproximar da rainha Anne. A monarca tinha a saúde debilitada e sofria de gota, a jovem, ardilosamente, aplica um unguento de ervas em suas pernas e conquista sua atenção.</p>
<div id="attachment_15010" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a-favorita-cena.jpg"><img class="size-large wp-image-15010" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a-favorita-cena-1024x577.jpg" alt="Cena do intrigante &quot;A Favorita&quot; (Foto Divulgação)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do intrigante &#8220;A Favorita&#8221; (Foto Divulgação)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Abigail sobe na hierarquia do castelo e começa a traçar um plano para conquistar o lugar de favorita da rainha de sua prima, amiga de Anne desde a juventude. As tramas palacianas se desenrolam enquanto se descobre, finalmente, que o sexo explica. Após o filme muitos historiadores falaram que não há nenhuma evidência de que a rainha era lésbica, o que pode ser uma entre tantas licenças poéticas do roteiro, que tem um tom de humor, mas o riso que sai é de nervoso. A rainha tem 17 coelhos no quarto, alusivos aos 17 filhos que teria perdido, outra &#8220;fake news&#8221; segundo os estudiosos.</p>
<p style="font-weight: 400;">Mas Anne e suas polêmicas decisões sobre guerra e sobre quem paga a guerra estão lá, entre os diálogos cortantes com suas favoritas e também nas cenas com os representantes do partido liberal (os whigs) e do conservador (os tories) na disputa pelo poder. Com uma cenografia que enfatiza a solidão da corte palaciana, que busca a beleza em um mundo de feiuras, o filme impressiona nos movimentos de câmara inesperados e na trilha sonora, com clássicos como Haendel, Bach e Vivaldi, passando por modernistas e chegando na música eletrônica. Tudo provoca um certo incômodo, e assim vamos nos incomodando aqui, ali, até que vem a angustiante cena final.  O desfecho faz aumentar o mal-estar. O que é o poder, afinal?</p>
<p style="font-weight: 400;">TRAILER:</p>
<p><iframe width="618" height="348" src="https://www.youtube.com/embed/et_9k6BU_is?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="font-weight: 400;">Leia aqui mais artigos de Daniela Prandi sobre os principais filmes nos últimos anos:</p>
<p><a href="http://asn.blog.br/category/daniela-prandi/">http://asn.blog.br/category/daniela-prandi/</a></p>
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		<title>&#8220;Cafarnaum&#8221;, o caos de um mundo onde estamos incapazes de proteger nossas crianças</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2019 10:21:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Daniela Prandi, na coluna de Cinema, comenta &#8220;Cafarnaum&#8221;, filme da cineasta libanesa Nadine Labaki, de &#8220;Caramelo&#8221; (2007) e &#8220;E agora, para onde vamos?&#8221; (2011), que levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018 e agora está na corrida do Oscar na categoria estrangeiro. &#8220;Filme de criança, às vezes, pode cair no sentimentalismo, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Daniela Prandi, na coluna de Cinema, comenta &#8220;Cafarnaum&#8221;, filme da cineasta libanesa Nadine Labaki, de &#8220;Caramelo&#8221; (2007) e &#8220;E agora, para onde vamos?&#8221; (2011), que levou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018 e agora está na corrida do Oscar na categoria estrangeiro.<a href="http://asn.blog.br/2019/01/30/cafarnaum-o-caos-de-um-mundo-onde-estamos-incapazes-de-proteger-nossas-criancas/"> &#8220;Filme de criança, às vezes, pode cair no sentimentalismo, mas aqui não é o caso. A história emociona, mas não há concessões&#8221;</a>.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="http://asn.blog.br/2019/01/30/cafarnaum-o-caos-de-um-mundo-onde-estamos-incapazes-de-proteger-nossas-criancas/">aqui</a>.</p>
<div id="attachment_6522" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/03/DaniPrandi_0278.jpg"><img class="size-large wp-image-6522" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/03/DaniPrandi_0278-1024x683.jpg" alt="Daniela Prandi escreve na plataforma de blogs da ASN sobre Cinema        Foto: Adriano Rosa" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Daniela Prandi escreve na plataforma de blogs da ASN sobre Cinema Foto: Adriano Rosa</p></div>
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