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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Ecodesenvolvimento</title>
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		<title>O próximo Congresso desigual e a agenda verde</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:15:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Uma das características do processo eleitoral brasileiro, e não apenas deste de 2026, é a maior relevância adquirida pelos cargos executivos nos debates na mídia e sociedade em geral. As disputas para presidentes da República, governadores estaduais e prefeitos captam as atenções gerais, enquanto as eleições parlamentares ficam em segundo ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Uma das características do processo eleitoral brasileiro, e não apenas deste de 2026, é a maior relevância adquirida pelos cargos executivos nos debates na mídia e sociedade em geral. As disputas para presidentes da República, governadores estaduais e prefeitos captam as atenções gerais, enquanto as eleições parlamentares ficam em segundo plano, o que não é nada saudável para a democracia e para a representatividade popular.</p>
<p>É fundamental que cada vez mais a sociedade tome consciência da importância das eleições parlamentares, sobretudo no caso das eleições para deputados estaduais e federais e para o Senado. Nos últimos anos, ficou evidente o poder crescente adquirido pelo Congresso Nacional, deixando o presidente da República com reduzida margem de gestão. No caso dos governos estaduais esta situação é mais atenuada, pois em geral os governadores eleitos contam com maioria de bancadas nas Assembleias Legislativas.</p>
<p>Dar mais atenção às eleições parlamentares é essencial para diminuir a desigualdade na representação da população brasileira, o que foi confirmado nas recentes eleições de 4 de outubro. No caso da nova Câmara dos Deputados eleita, por exemplo, é muito nítida a diferença entre o panorama da população brasileira e a composição dos novos parlamentares.</p>
<p>Dos 513 deputados que comporão a nova Câmara, entre os reeleitos e eleitos, são 404 homens (78,75%) e 109 mulheres (21,25%). A bancada feminina cresceu, em relação às 90 mulheres deputadas atualmente, mas a proporção ainda está muito distante da realidade brasileira, de maioria da população feminina. Foram eleitas três deputadas trans: Erika Hilton (PSOL/SP), Duda Salabert (PSOL/MG) e Thabatta Pimenta (PV/RN).</p>
<p>A desigualdade também ocorre em termos de etnia. Na nova Câmara Federal, 374 deputados (72,90%) se autodeclararam brancos. Pardos são 106 (20,66%) e pretos, 29 (5,65%) — juntos, 135 eleitos (26,31%). Indígenas são 3 (0,58%) e amarelos, 1 (0,19%), conforme levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).</p>
<p>Com esta composição distante da realidade da população, como ficam as expectativas com relação  ao comportamento do novo Congresso Nacional (incluindo o Senado, claro) quanto à urgência das pautas socioambientais, a da emergência climática entre elas? O Observatório do Clima (OC) fez uma análise a respeito e a conclusão não foi muito positiva.</p>
<p>De acordo com a avaliação do OC, sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental. Assim, o Congresso eleito no  domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país.</p>
<p>Estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do Clima mostra que 68,9% dos parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027-2031) possuem baixa convergência ambiental. O índice de convergência ambiental indica o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores se aproximam das agendas de clima e meio ambiente: quanto maior a convergência, maior o alinhamento com essas pautas.</p>
<p>No Senado, o quadro é pior: 64 dos 81 senadores (79%) da próxima Legislatura estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental. Na Legislatura passada (2023-2027), eram 58 parlamentares (71,6%). Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência.</p>
<p>A piora, de acordo com o Observatório do Clima, decorre do crescimento de partidos de extrema direita na Casa, que historicamente apresentam convergência ambiental muito baixa — o Partido Liberal (PL) passou de 15 para 28 cadeiras (34,6%) — e da baixa performance ambiental dos novos senadores.</p>
<p>Na Câmara, o cenário também não é favorável às agendas: 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa. Na Legislatura anterior, eram 63%. O grupo nas faixas Boa ou Muito Boa caiu de 181 para 168 deputados. Também nesta Casa, o PL ampliou sua bancada, de 98 para 121 deputados (23,6%).</p>
<p>Segundo Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, a piora trazida pelas urnas, especialmente no Senado, pode colocar em risco parte importante da proteção ambiental do país e facilitar a aprovação de retrocessos como o enfraquecimento da atuação dos órgãos ambientais, a redução ou extinção de áreas protegidas, a diminuição da proteção às florestas e aos biomas brasileiros e a anistia a grileiros.</p>
<p>Para ela, o potencial para liderar pautas socioambientais vem de alguns parlamentares da Câmara, já que há deputados progressistas alinhados à agenda que conquistaram votações expressivas. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.</p>
<p>A análise para a determinação do Índice de Convergência Ambiental considerou a composição e o perfil socioambiental dos parlamentares – como se posicionaram em votações sobre temas como licenciamento ambiental, comércio de emissões, terras indígenas, transição energética, proteção aos biomas e vetos presidenciais a dispositivos ambientais.</p>
<p>Prioritariamente, e sempre que disponíveis, foram utilizados os dados do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Complementarmente, foi usada a média da convergência de cada partido político apurada pela mesma plataforma. Além disso, o histórico de cada nome foi analisado individualmente, com base na atuação em cargos públicos, políticas implementadas e posicionamentos relacionados à agenda socioambiental.</p>
<p>Foram priorizadas fontes oficiais, como Câmara, Senado, assembleias legislativas e governos, com uso também de matérias publicadas na imprensa quando necessário. As faixas de convergência consideradas foram: Muito Baixa (0 a 25%), Baixa (26 a 50%), Boa (51 a 69%) e Muito Boa (70 a 100%).</p>
<p>A expectativa, então, é a de que a sociedade civil brasileira afinada com a temática socioambiental terá muita luta pela frente na próxima legislatura federal para fazer valer suas ideias. Será um período fundamental para o futuro socioambiental do país e em termo de sua inserção no quadro internacional. Temas como transição energética, redução do uso de combustíveis fósseis, redução do desmatamento e outros terão que ser definidos nos próximos quatro anos e, neste sentido, terá muito peso a correlação de forças no Parlamento brasileiro. É mais um ingrediente reforçando a necessidade de que, nas próximas eleições, seja destinada maior atenção aos cargos parlamentares em disputa, e não apenas aos cargos majoritários.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/o-proximo-congresso-desigual-e-a-agenda-verde/">(Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Congresso será mais hostil ao meio ambiente e clima, avisa Observatório do Clima</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:41:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental, mostra análise do Observatório do Clima, divulgada nesta terça-feira, 6 de outubro. O Congresso eleito no último domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país. Análise feita pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sete em cada dez parlamentares da próxima Legislatura se posicionam contra a agenda socioambiental, mostra análise do Observatório do Clima, divulgada nesta terça-feira, 6 de outubro. O Congresso eleito no último domingo, 4 de outubro, piorou para a agenda ambiental e climática no país.</p>
<p>Análise feita pelo Grupo de Trabalho (GT) Congresso do Observatório do Clima mostra que 68,9% dos parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027-2031) possuem baixa convergência ambiental. O índice de convergência ambiental indica o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores se aproximam das agendas de clima e meio ambiente: quanto maior a convergência, maior o alinhamento com essas pautas.</p>
<p>No Senado, o quadro é pior: 64 dos 81 senadores (79%) da próxima Legislatura estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental. Na Legislatura passada (2023-2027), eram 58 parlamentares (71,6%). Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência.</p>
<p>A piora decorre do crescimento de partidos de extrema direita na Casa, que historicamente apresentam convergência ambiental muito baixa — o Partido Liberal (PL) passou de 15 para 28 cadeiras (34,6%) — e da baixa performance ambiental dos novos senadores.</p>
<p>Na Câmara, o cenário também não é favorável às agendas: 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa. Na Legislatura anterior, eram 63%. O grupo nas faixas Boa ou Muito Boa caiu de 181 para 168 deputados. Também nesta Casa, o PL ampliou sua bancada, de 98 para 121 deputados (23,6%).</p>
<p>Segundo Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, a piora trazida pelas urnas, especialmente no Senado, pode colocar em risco parte importante da proteção ambiental do país e facilitar a aprovação de retrocessos como o enfraquecimento da atuação dos órgãos ambientais, a redução ou extinção de áreas protegidas, a diminuição da proteção às florestas e aos biomas brasileiros e a anistia a grileiros.</p>
<p>Para ela, o potencial para liderar pautas socioambientais vem de alguns parlamentares da Câmara, já que há deputados progressistas alinhados à agenda que conquistaram votações expressivas. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma.</p>
<p>A análise para a determinação do Índice de Convergência Ambiental considerou a composição e o perfil socioambiental dos parlamentares &#8211; como se posicionaram em votações sobre temas como licenciamento ambiental, comércio de emissões, terras indígenas, transição energética, proteção aos biomas e vetos presidenciais a dispositivos ambientais.</p>
<p>Prioritariamente, e sempre que disponíveis, foram utilizados os dados do Farol Verde, plataforma do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS). Complementarmente, foi usada a média da convergência de cada partido político apurada pela mesma plataforma. Além disso, o histórico de cada nome foi analisado individualmente, com base na atuação em cargos públicos, políticas implementadas e posicionamentos relacionados à agenda socioambiental.</p>
<p>Foram priorizadas fontes oficiais, como Câmara, Senado, assembleias legislativas e governos, com uso também de matérias publicadas na imprensa quando necessário. As faixas de convergência consideradas foram: Muito Baixa (0 a 25%), Baixa (26 a 50%), Boa (51 a 69%) e Muito Boa (70 a 100%).</p>
<p><strong>Mulheres são minoria, mas aparecem mais nas faixas superiores</strong> &#8211; Na 58ª Legislatura do Senado Federal (2027–2030), 63 das 81 cadeiras (77,8%) são ocupadas por homens e 18 (22,2%) por mulheres. Entre as mulheres, 7 de 18 (38,9%) estão nas faixas Boa ou Muito Boa de convergência ambiental, proporção cerca de 2,5 vezes maior do que entre os homens: 10 de 63 (15,9%). Entre eles, 53 de 63 (84,1%) estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa, ante 11 de 18 mulheres (61,1%).</p>
<p>A representação racial também é reduzida, nota o OC. Entre os 81 nomes da 58ª Legislatura, há 22 pessoas que se autodeclaram como pretas ou pardas: 3 pretas e 19 pardas (27,2%). Há uma pessoa indígena (1,2%). Entre os 54 eleitos, 16 se autodeclaram como pardos (29,6%) e não há registro de pretos ou indígenas. É importante destacar que a classificação racial, isoladamente, não permite concluir se há vínculo com movimentos negros ou indígenas ou atuação no tema.</p>
<p>A próxima legislatura do Senado, nota o Observatório do Clima, assumirá seu mandato &#8220;em um país onde a crise climática já faz parte do cotidiano, com secas, enchentes, incêndios e ondas de calor cada vez mais frequentes e severas. Fenômenos como o El Niño podem agravar esses extremos, mas seus impactos se somam aos efeitos de um planeta já aquecido. Esses impactos não atingem todos os territórios e populações da mesma maneira. As populações mais carentes estão mais expostas e têm mais dificuldade de enfrentar os problemas climáticos&#8221;.</p>
<p>Além disso, complementa o OC, &#8220;a crise climática se sobrepõe a desigualdades históricas e pode aprofundar situações de racismo ambiental. Nesse cenário, cresce a responsabilidade do Senado, a Casa da Federação. Não basta reagir a cada desastre depois que ele acontece. Será preciso fortalecer a capacidade de estados e municípios prevenirem riscos, adaptarem territórios, financiarem respostas e protegerem as populações mais vulnerabilizadas. O próximo Senado terá de fazer uma escolha concreta: ajudar o país a enfrentar uma crise já em curso ou aprofundar uma trajetória em que a resposta pública, quando chega, vem depois do desastre&#8221;.</p>
<p><strong>A maioria dos novos deputados na Câmara Federal tem perfil ambiental pior que os reeleitos</strong> &#8211; Dos 513 eleitos, 301 foram reeleitos para a Câmara e 212 são novos na Casa. O perfil é menos convergente entre os novos na Casa: 148 de 212 (69,8%) estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental, contra 197 dos 301 reeleitos (65,4%). Nas faixas Boa ou Muito Boa, a proporção é inversa: 64 novos integrantes (30,2%) e 104 reeleitos (34,6%).</p>
<p>Entre os eleitos com classificação Muito Boa estão incluídas lideranças positivas no campo socioambiental. Mulheres são minoria, mas aparecem mais nas faixas superiores Na 58ª Legislatura da Câmara dos Deputados (2027–2030), 404 das 513 cadeiras (78,8%) são ocupadas por homens e 109 (21,2%) por mulheres. A diferença também aparece no perfil socioambiental: entre as mulheres, 50,5% estão nas faixas Boa ou Muito Boa, proporção 1,8 vezes maior do que a observada entre os homens (28,0%). Entre eles, 72,0% estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa, ante 49,5% entre elas. Há ainda três pessoas transgênero, equivalentes a 0,6% das cadeiras.</p>
<p>A representação racial também é reduzida. Entre os 513 nomes da composição da Câmara na 58ª Legislatura, 135 estão registrados na planilha como pretos ou pardos, sendo 29 pretos e 106 pardos, o equivalente a 26,3% do total. Apenas três estão registrados como indígenas (0,6%). Os demais são 374 brancos e um amarelo. É importante destacar que a classificação racial, isoladamente, não permite concluir se há vínculo com movimentos negros ou indígenas ou atuação no tema.</p>
<p>Nesse cenário, conclui o Observatório do Clima, &#8220;cresce a responsabilidade da Câmara dos Deputados, a Casa do Povo e principal espaço de representação direta da sociedade brasileira. Sua composição deve refletir não apenas a diversidade do país, mas também as necessidades de uma população que já convive com os efeitos concretos da crise climática. Esses impactos não atingem todos os territórios e populações da mesma maneira. Entre outros fatores, a crise climática se sobrepõe a desigualdades históricas e pode aprofundar situações de racismo ambiental. Independentemente da composição partidária, a próxima Câmara tem a obrigação de cumprir seu papel de transformar essa representação em respostas capazes de proteger vidas, territórios e direitos socioambientais&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acesse a análise completa <a href="https://oc.eco.br/wp-content/uploads/2026/10/OC_Novo_Congresso_Outubro-2026_final.pdf">aqui.</a> Sobre o Observatório do Clima – Fundado em 2002, é a principal rede da sociedade civil brasileira com atuação na agenda climática. Reúne hoje 172 integrantes, entre organizações socioambientais, institutos de pesquisa e movimentos sociais. Seu objetivo é ajudar a construir um Brasil descarbonizado, igualitário, próspero e sustentável.</p>
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		<title>FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DE CAMPINAS ARTICULA AGENDA DE AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS E MOBILIZA POPULAÇÃO NA SEMANA DA ÁRVORE</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Programação reúne coletivos, moradores e organizações em atividades de conexão com a natureza, limpeza de espaços públicos e defesa da mobilidade sustentável &#160; Entre os dias 20 e 26 de setembro, o Fórum Socioambiental de Campinas promove e apoia uma agenda que convida a população a ocupar os espaços públicos e participar de iniciativas de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Programação reúne coletivos, moradores e organizações em atividades de conexão com a natureza, limpeza de espaços públicos e defesa da mobilidade sustentável</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os dias 20 e 26 de setembro, o Fórum Socioambiental de Campinas promove e apoia uma agenda que convida a população a ocupar os espaços públicos e participar de iniciativas de cuidado e transformação socioambiental. Realizadas em diferentes pontos de Campinas, as ações reunirão coletivos e cidadãos em torno de temas como preservação ambiental, limpeza urbana, mobilidade sustentável e participação comunitária.</p>
<p>A Semana da Árvore acontece em razão do Dia da Árvore, comemorado no Brasil em 21 de setembro. Com a programação, o Fórum busca dar visibilidade e fortalecer iniciativas que já acontecem nos territórios, aproximando a população de grupos que atuam diretamente na construção de uma cidade mais sustentável. A agenda inicia no dia 20/09, domingo, com duas atividades.</p>
<p>Às 8h, o Parque Linear Ribeirão das Pedras será palco de uma ação do Dia Mundial da Limpeza, mobilizando os participantes para um momento de cuidado coletivo com o espaço público e de conscientização sobre a responsabilidade compartilhada pela conservação da cidade. Também no domingo, às 8h30, o Bosque dos Alemães recebe o “Ritual dos Seres da Mata”, encontro promovido pelo Zendo Mãos Vazias Zen Budismo Campinas, que propõe uma experiência de conexão com a natureza, seguida de piquenique coletivo.</p>
<p>A participação requer inscrição prévia pelo link na bio do Instagram @zenbudismocampinas. A programação da Semana da Árvore segue na terça-feira, 22/09, às 20h no Largo do Rosário, com uma mobilização relacionada ao Dia Mundial Sem Carro, organizada pelos coletivos de ciclistas COCICAM e Massa Crítica Campinas. Com o tema “Mais conexão, menos ilusão. A ciclovia acaba, o caminho não!”, o encontro propõe uma reflexão sobre mobilidade urbana e os desafios enfrentados por quem escolhe modos de deslocamento mais sustentáveis.</p>
<p>Encerrando a agenda, no sábado, 26/09, às 11h, acontece o Mutirão de Limpeza promovido pela Brigada de Barão Saurê na Praça Maria Luiza Pavan Buratto, em Barão Geraldo. A atividade reforça a importância da participação comunitária no cuidado cotidiano com praças e demais espaços de convivência.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-10.21.51.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21875" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-10.21.51.jpeg" alt="WhatsApp Image 2026-09-15 at 10.21.51" width="1080" height="1090" /></a></p>
<p><strong>Uma cidade construída pela participação</strong> &#8211; Para o Fórum Socioambiental de Campinas, a mobilização ambiental não se limita a ações pontuais. A ocupação dos espaços públicos e articulação entre coletivos, moradores e organizações são consideradas ferramentas importantes para ampliar a participação da sociedade nas discussões sobre o futuro da cidade.</p>
<p>A programação da Semana da Árvore pretende, assim, funcionar como um convite para que mais pessoas conheçam as iniciativas socioambientais existentes em Campinas e passem a integrar essa rede, entendendo que uma cidade ganha vida quando é ocupada, cuidada e conectada. Sustentabilidade é responsabilidade Toda a população é convidada a participar das atividades e estimulada a levar seu próprio copo/caneca reutilizável para colaborar na redução da geração de lixo.</p>
<p>Para os mutirões de limpeza no Parque Linear Ribeirão das Pedras e na Praça Maria Luiza Pavan Buratto, em Barão Geraldo, são recomendadas roupas apropriadas: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta. __________________________________</p>
<p>SERVIÇO SEMANA DA ÁRVORE</p>
<p>Articulação: Fórum Socioambiental de Campinas, em parceria com coletivos e iniciativas socioambientais da cidade.</p>
<p>Agenda:</p>
<p>Dia Mundial da Limpeza – Coletivo Ambiental Ribeirão das Pedras</p>
<p>20 de setembro às 8h</p>
<p>Parque Linear Ribeirão das Pedras – Rua Manoel Pereira Barbosa, em frente à entrada da Lagoa do Zadá</p>
<p>Trajes apropriados: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta.</p>
<p>Ritual dos Seres da Mata – Zendo Mãos Vazias Zen Budismo Campinas</p>
<p>20 de setembro às 8h30</p>
<p>Bosque dos Alemães</p>
<p>Participação: mediante inscrição prévia pelo link disponível na bio do Instagram @zenbudismocampinas.</p>
<p>Dia Mundial Sem Carro – COCICAM e Massa Crítica Campinas</p>
<p>22 de setembro às 20h</p>
<p>Largo do Rosário</p>
<p>Mutirão de Limpeza – Brigada de Barão Saruê</p>
<p>26 de setembro às 11h</p>
<p>Praça Maria Luiza Pavan Buratto (em frente ao Brasuca)</p>
<p>Trajes apropriados: calça e camiseta de manga comprida, de cores claras, sapatos fechados, boné ou chapéu e luvas de raspa ou vaqueta.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Maioria dos presidenciáveis ignora urgência da crise climática e ambiental, diz Observatório do Clima</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:10:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Apenas um dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresenta propostas robustas para clima e meio ambiente; confira análise dos planos de governo feita pelo Observatório do Clima  &#160; O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Apenas um dos seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas apresenta propostas robustas para clima e meio ambiente; confira análise dos planos de governo feita pelo Observatório do Clima </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva é o mais verde entre os candidatos que pontuam nas pesquisas de intenção de votos das eleições de 2026, mostra análise do Observatório do Clima (OC) divulgada nesta quinta-feira, 10  de setembro. A comparação incluiu os planos de Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O OC considerou 28 itens da agenda socioambiental e identificou 16 compromissos positivos e detalhados no programa de Lula.</p>
<p>O segundo colocado nas pesquisas, Flávio Bolsonaro, apresenta apenas um compromisso positivo, enquanto sete de suas propostas são claramente antiambientais.  A avaliação busca oferecer ao eleitor um retrato de como os presidenciáveis com mais de 1% nas pesquisas incorporam — ou deixam de incorporar — a agenda socioambiental em seus programas.</p>
<p>O resultado mostra que a mudança climática – maior desafio da humanidade no terceiro milênio – e os temas ambientais estão fora do radar da maioria dos candidatos que pretendem governar o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. Para chegar aos resultados, organizações que integram a rede do Observatório do Clima destrincharam os planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral.</p>
<p>Como papel aceita tudo, as propostas foram avaliadas também à luz da atuação política pregressa de cada candidato. A avaliação partiu de oito grandes eixos: mudanças climáticas, energia, desmatamento, proteção de povos e comunidades tradicionais, agronegócio sustentável, mineração e infraestrutura, governança ambiental e climática, oceano e zona costeira.</p>
<p>“A análise, realizada pela Força Tarefa de eleições do Observatório do Clima, mostra que os temas referentes a clima e meio ambiente de forma mais ampla têm uma atenção muito aquém do necessário. A exceção é o plano de governo do atual Presidente, no qual o ponto de preocupação fica apenas na área de energia, o que era até esperado. Os planos dos 1 demais candidatos são todos muito mais fracos em relação à agenda ambiental, alguns absolutamente inaceitáveis”, diz Suely Araujo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.</p>
<p>Sobre as mudanças do clima, apenas o plano de Lula cita o cumprimento da meta climática brasileira (NDC) e o Acordo de Paris. A adaptação climática aparece como destaque no documento, com detalhamento de ações e prazos. Também há compromissos com o fortalecimento da fiscalização ambiental e agricultura sustentável, que se relacionam direta ou indiretamente com a ação climática.</p>
<p>O plano de Flávio Bolsonaro sequer reconhece a existência de uma crise do clima, o que está alinhado ao seu recorrente posicionamento negacionista. Em maio de 2024, Flávio disse ser uma “armadilha” atribuir as enchentes no Rio Grande do Sul às mudanças climáticas. No fim de agosto passado, durante sabatina no Jornal Nacional, o candidato do PL voltou a repetir sua posição negacionista.</p>
<p>Já o plano de Augusto Cury, apesar de reconhecer as mudanças climáticas, não apresenta uma política estruturada para enfrentá-las e não menciona a NDC brasileira, metas de redução de emissões, neutralidade climática, justiça climática ou racismo ambiental.  O programa de Renan Santos tampouco traz políticas específicas para a crise climática e sequer menciona a agenda de clima.</p>
<p>Também ficaram de fora a meta climática brasileira, o Acordo de Paris, a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) ou o Plano Clima. Ronaldo Caiado, por sua vez, reconhece que as mudanças climáticas provocam eventos extremos e perdas agrícolas e propõe medidas de adaptação e prevenção de desastres. O plano, porém, não contém propostas de redução de emissões nem menciona a NDC brasileira, o Acordo de Paris, justiça climática, racismo ambiental, o Plano Clima ou os mapas do caminho.</p>
<p>Quanto a Romeu Zema, apesar de reconhecer que o país é afetado por eventos extremos, não deixa claro quais serão os meios de implementação de ações de monitoramento e resposta a desastres. Em seu governo em Minas Gerais, Zema reduziu em 96% as verbas destinadas à prevenção de impactos das chuvas entre 2023 e 2025. “Desde a última eleição, a agenda de clima ficou mais evidente no país, principalmente depois das cheias no Rio Grande do Sul e da seca na Amazônia. Eventos como estes, que afetaram 2 a vida de milhares de brasileiros, infelizmente tendem a se repetir. Assim, é lamentável ver como alguns candidatos simplesmente ignoram o assunto em seus planos de governo ou, pior, chegam até mesmo a negar a existência das mudanças climáticas”, diz Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.</p>
<p>As análises foram enviadas para as coordenações de campanha das candidaturas citadas. O Observatório do Clima se colocou à disposição dos candidatos para contribuir no aprimoramento de suas propostas para a agenda de clima e meio ambiente. Confira abaixo a tabela síntese da análise em relação aos 28 temas destacados pela rede do Observatório do Clima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-21870" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024.png" alt="Tabela-planos-de-governo-Site_OC-1-579x1024" width="579" height="1024" /></a></p>
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		<title>Paisagismo naturalista e crise climática pautam Congresso &#8220;Paisagismo para Todos&#8221; 2026</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:53:55 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Realizado de 17 a 19 de outubro no Ceaflor, evento reúne especialistas nacionais e internacionais e marca a estreia da 1ª Ceaflor Expo Garden. O paisagismo está diante de novos desafios e, com eles, surgem também novas possibilidades. Hoje, mais do que estética, pensar o paisagismo é olhar para as cidades, o clima, o solo, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Realizado de 17 a 19 de outubro no Ceaflor, evento reúne especialistas nacionais e internacionais e marca a estreia da 1ª Ceaflor Expo Garden.</i></p>
<div>
<p>O paisagismo está diante de novos desafios e, com eles, surgem também novas possibilidades. Hoje, mais do que estética, pensar o paisagismo é olhar para as cidades, o clima, o solo, as pessoas e as formas de ocupar e transformar os espaços. É com essa proposta que o <strong>Congresso Paisagismo para Todos 2026</strong> recebe profissionais, especialistas e interessados na área para ampliar essa conversa, compartilhar caminhos e descobrir novas formas de projetar, cuidar e transformar espaços verdes. O evento acontece de 17 a 19 de outubro, no Ceaflor, o maior mercado de flores, plantas ornamentais, acessórios e insumos para paisagismo do país.</p>
<p>O avanço da crise climática e a necessidade de soluções resilientes exigem atualizações e inovações no paisagismo contemporâneo. Frente a esse desafio, o agrônomo, paisagista e professor da Universidade de Brasília (UnB), <strong>Júlio Barea Pastore</strong>, é presença confirmada e explorará o tema “<strong>Jardim de Sequeiro: experimento em paisagismo naturalista”</strong> em palestra e no workshop <strong>“Paisagismo Naturalista”.</strong></p>
<p>Atividade paralela ao congresso, o workshop propõe uma imersão técnica e conceitual nos princípios do Jardim de Sequeiro e em outros experimentos e inovações da UnB no campo do paisagismo naturalista. A proposta é apresentar caminhos para a criação de jardins que valorizem as dinâmicas das estações, tenham baixo custo de implantação e manutenção e mantenham alta qualidade estética. O objetivo é capacitar profissionais, estudantes e entusiastas a compreenderem a lógica dos planos de plantio desenvolvidos, as espécies aptas, a produção de mudas, os custos e o projeto paisagístico.</p>
<div id="attachment_21839" style="width: 6010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Gabriel-Kehdi-comandou-o-workshop-em-2025-1-.jpg"><img class="size-full wp-image-21839" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Gabriel-Kehdi-comandou-o-workshop-em-2025-1-.jpg" alt="Gabriel Kehdi comandou o workshop em 2025 (Foto Divulgação)" width="6000" height="4000" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel Kehdi comandou o workshop em 2025 (Foto Divulgação)</p></div>
<p>A programação completa reúne profissionais e professores com atuação no Brasil e no exterior. Entre os destaques internacionais está o paisagista chinês <strong>Dong Wang</strong>, que falará sobre sua experiência com cidades-esponja, planejamento ecológico, resiliência climática e soluções baseadas na natureza. O palestrante é autor de projetos mundialmente reconhecidos, como o Benjakitti Forest Park, em Bangkok, o Planejamento de Padrão de Segurança Ecológica de Pequim e o Planejamento de Cidade-Esponja de Guangzhou.</p>
<p>Também já confirmaram presença para ministrar palestras e workshops Manoela do Nascimento, Carolina Sampaio, Emerson Rogério Salviani, Pam Faccin, André Graziano, Vaz Duarte. A programação completa está disponível na página do congresso @paisagismoparatodos ou  <a href="https://l.instagram.com/?u=http%3A%2F%2Feventos.centropaisagistico.com.br%2Fpaisagismoparatodos%3Futm_source%3Dig%26utm_medium%3Dsocial%26utm_content%3Dlink_in_bio%26fbclid%3DPAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAaeLrVthBrZtG8-Hcxb8A_4Iw8sbvAhfDep8O9wZbqGug4DBgFJtlngcfafWnA_aem_kusGO90sPhQ5gZRehIsAUA&amp;e=AUCqraiwirbXdogQa8EucrdUjeWV1Fa-LLQP-K3RG5069-Dk7NF3t2xhqZMQBWcg6dXRJEsHzMNh1hObUuJtj9GnoQPJ5Ue8BshEuvc74od7JppuGZUNjkObK6U3A5XitD9wmtY" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://l.instagram.com/?u%3Dhttp%253A%252F%252Feventos.centropaisagistico.com.br%252Fpaisagismoparatodos%253Futm_source%253Dig%2526utm_medium%253Dsocial%2526utm_content%253Dlink_in_bio%2526fbclid%253DPAcGRvZgJleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAaeLrVthBrZtG8-Hcxb8A_4Iw8sbvAhfDep8O9wZbqGug4DBgFJtlngcfafWnA_aem_kusGO90sPhQ5gZRehIsAUA%26e%3DAUCqraiwirbXdogQa8EucrdUjeWV1Fa-LLQP-K3RG5069-Dk7NF3t2xhqZMQBWcg6dXRJEsHzMNh1hObUuJtj9GnoQPJ5Ue8BshEuvc74od7JppuGZUNjkObK6U3A5XitD9wmtY&amp;source=gmail&amp;ust=1788543566117000&amp;usg=AOvVaw22kck_-YdaJEUJsf7JV5XB"><strong>eventos.centropaisagistico.<wbr />com.br/paisagismoparatodos.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1ª</strong><strong> Ceaflor Expo Garden</strong></p>
<p>Paralelamente ao congresso, o Ceaflor realizará uma feira de produtos para jardinagem e paisagismo, com 36 estandes de 13 m² cada para empresas interessadas em divulgar seus produtos ao segmento. A feira acontece na área coberta do Ceaflor, entre os portões 4 e 5, e se soma aos mais de 450 produtores e comerciantes instalados nos 946 boxes fixos do mercado. Desse total, 294 boxes são voltados exclusivamente à comercialização de plantas para paisagismo, e 115 se dedicam à venda de acessórios e insumos, como terra, adubos, pedras e vasos, entre outros itens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong></p>
<p><strong>Congresso Paisagismo para Todos e 1ª Ceaflor Expo Garden</strong></p>
<p><strong>Data: </strong>17 a 19 de outubro de 2026</p>
<p><strong>Local:</strong> <strong>Ceaflor </strong>– <a href="https://www.google.com/maps/search/Rodovia+Prefeito+Aziz+Lian+(SP+107),+km+29?entry=gmail&amp;source=g" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/maps/search/Rodovia%2BPrefeito%2BAziz%2BLian%2B(SP%2B107),%2Bkm%2B29?entry%3Dgmail%26source%3Dg&amp;source=gmail&amp;ust=1788543566117000&amp;usg=AOvVaw2t3GAx59TsR-wI0GjtmJ7q">Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP</a>‑<a href="https://www.google.com/maps/search/Rodovia+Prefeito+Aziz+Lian+(SP+107),+km+29?entry=gmail&amp;source=g" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/maps/search/Rodovia%2BPrefeito%2BAziz%2BLian%2B(SP%2B107),%2Bkm%2B29?entry%3Dgmail%26source%3Dg&amp;source=gmail&amp;ust=1788543566118000&amp;usg=AOvVaw2rJpHU8Ui_AFMwXpIpCSur">107), km 29</a>,3 – Jaguariúna (SP) &#8211; no principal acesso a Holambra pela Rodovia Campinas–Mogi Mirim (SP‑340)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Congresso Paisagismo para Todos</strong></p>
<p>Inscrições: <a href="https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://eventos.centropaisagistico.com.br/paisagismoparatodos&amp;source=gmail&amp;ust=1788543566118000&amp;usg=AOvVaw2Yb0Un82zuehPrge9B3dlB">https://eventos.<wbr />centropaisagistico.com.br/<wbr />paisagismoparatodos</a></p>
<p>Informações: Centro Paisagístico Gustaaf Winters &#8211; (19) 99213-5227</p>
<p><strong>1ª Ceaflor Expo Garden</strong></p>
</div>
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		<title>Adaptação ao clima: propostas para eleições</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:09:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins As eleições estão chegando, a propaganda eleitoral gratuita começa nesta semana, e uma pergunta importante a ser feita é: será que as candidaturas, à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, vão incorporar de fato propostas sobre adaptações às mudanças climáticas? Ou será tudo jogo ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As eleições estão chegando, a propaganda eleitoral gratuita começa nesta semana, e uma pergunta importante a ser feita é: será que as candidaturas, à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas, vão incorporar de fato propostas sobre adaptações às mudanças climáticas? Ou será tudo jogo de cena, plataformas apenas para ganhar votos? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">           O próprio período eleitoral será fundamental para o futuro do Brasil. Já foi muito comentado neste espaço do Hora Campinas que grande parte do Congresso Nacional tem votado matérias que representam grande retrocesso em termos de proteção socioambiental, colocando em risco a adaptação do país às mudanças do clima. Então, será essencial que os próximos eleitos, a cargos executivos ou legislativos, estejam comprometidos com mudanças concretas, porque o agravamento da emergência climática é evidente. As ondas de calor devastadoras na Europa são o exemplo mais recente neste sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">          É essencial, visceral, a transição energética, para que o planeta fuja da dependência dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás), que estão na raiz do aquecimento global, além do que eles significam em termos de insegurança geopolítica e econômica para o conjunto das nações. Mas enquanto essa transição não ocorre, e ela está cada vez mais ameaçada, é básico que os países procurem formas de adaptação, de resiliência diante da crise climática que é gravíssima e tende a ficar pior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">          Com base na plataforma AdaptaBrasil, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), o Observatório do Clima (OC) concluiu que o Brasil tem cerca de 4.500 municípios com vulnerabilidade média, alta ou muito alta a desastres geo-hidrológicos. “Isso significa que mais de 80% das cidades brasileiras estão mais suscetíveis a impactos gerados por inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos de terra”, destaca o Observatório, uma rede de mais de 60 organizações científicas e socioambientais que lidam com questões associadas às mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Diante deste cenário, o Observatório elaborou um conjunto de propostas para os candidatos às próximas eleições, no sentido de que o país esteja melhor preparado para enfrentar os eventos climáticos extremos derivados do aquecimento global. “Segundo dados da Fiocruz, em 2025 mais de 336 mil pessoas foram diretamente afetadas por eventos climáticos extremos no país, com prejuízos econômicos no montante de R$ 3,9 bilhões. Além disso, em 2024, mais de 1 milhão de pessoas tiveram que deixar as suas casas por conta de chuvas intensas, estiagens e secas”, lembra o OC, para citar apenas algumas das consequências dos eventos climáticos extremos nos dois últimos anos em território brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Claro, o pior de tudo são as mortes. Somente as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, provocaram mais de 180 mortes, tendo afetado a vida de 2,4 milhões de pessoas e com um prejuízo de mais de R$89 bilhões (perdas no setor produtivo, setores sociais, infraestrutura e meio ambiente).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Estas são, em síntese, as propostas que, segundo o Observatório, as próximas candidaturas deveriam incorporar em suas plataformas, visando a melhor adaptação do Brasil às mudanças do clima:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O Brasil necessita desenvolver cenários robustos para avaliação de risco climático referente à infraestrutura, à agropecuária, aos assentamentos humanos e aos ecossistemas terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Devem ser incorporadas evidências científicas atualizadas, bem como conhecimento tradicional e local às ações em políticas públicas que tenham interface com a adaptação às mudanças climáticas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Há de se assegurar a rastreabilidade dos recursos empregados em adaptação nas diferentes políticas públicas, bem como ampliar o controle, transparência e responsabilização dos bancos, por serem agentes financiadores de atividades que afetam o meio socioambiental e climático.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Governos federal e estaduais devem fomentar que a legislação urbanística e a gestão urbana se articulem com o planejamento climático, a gestão de riscos, a justiça climática, o combate ao racismo ambiental e o cumprimento das diretrizes da Resolução Conama nº 511/2025 (sobre estes temas citados).</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O Brasil precisa investir em infraestruturas adaptadas à mudança do clima.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Deve ser implementada a mobilidade ativa mediante a estruturação de cidades caminháveis e pedaláveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Devem ser priorizadas soluções que combinem os diferentes serviços &#8211; abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos sanitários, limpeza urbana e drenagem.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Deve-se recalcular e adequar os sistemas de extravasamento de águas pluviais das obras públicas e privadas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O país necessita adotar metas, estratégias e indicadores de redução dos riscos e das áreas mapeadas como passíveis de desastres climáticos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O Brasil precisa de políticas para a urbanização qualificada e a proteção de comunidades e populações em áreas de risco.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os abrigos e locais de acolhimento temporário no caso de desastres devem ter estrutura fixa, segura e adequada para moradia, alimentação e necessidades básicas da população. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Devem-se direcionar investimentos para o reforço de estruturas sustentáveis em áreas críticas e sob risco climático.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Precisam ser indicadas, para novos assentamentos urbanos, áreas do território com o menor grau de intensidade, magnitude e ocorrência de suscetibilidade ao risco.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Devem ser promovidas, além de obras de infraestrutura, ações de adaptação baseadas em ecossistemas e na natureza.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios precisam reforçar os incentivos para a proteção e ampliação das áreas verdes urbanas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O Brasil deve implantar sistemas de alerta precoce de múltiplos riscos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">É fundamental o fortalecimento dos órgãos estaduais e municipais de proteção e defesa civil, juntamente com os núcleos comunitários de proteção e defesa civil (NUPDECS).</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em caso de desastre, precisa haver manutenção dos serviços essenciais (acesso à água, energia elétrica, telefonia e internet).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">      Então, vamos trabalhar para que as candidaturas em todos os níveis incorporem estas propostas? O Observatório do Clima cita alguns projetos em tramitação no Congresso, com pontos positivos para as necessárias adaptações às mudanças climáticas, e que os próximos parlamentares deveriam acompanhar e votar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      São os casos da PEC nº 44/2023 (destina 5% das emendas parlamentares individuais para ações de prevenção e combate a desastres e emergências climáticas); PL nº 6615/2025 e PL nº 6616/2025 (transição justa, com interface em adaptação); PL nº 219/2025 (eliminação de subsídios fósseis, com efeitos indiretos sobre financiamento climático), entre outros. A decisão é do eleitor e da eleitora. A sociedade brasileira precisa ficar atenta.</span></p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/adaptacao-ao-clima-propostas-para-eleicoes-por-jose-pedro-martins/">(Artigo publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>Inquietante, angustiante, a queda da cobertura na imprensa sobre mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:22:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins O Hemisfério Norte tem experimentado seguidas ondas de calor no Verão de 2026, com número de mortes ainda não totalmente contabilizado, mas que pode superar as anteriores. Outros indicadores são de agravamento crescente do aquecimento global, como no caso do virtual desaparecimento, ainda este ano ou em 2027, da última ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>O Hemisfério Norte tem experimentado seguidas ondas de calor no Verão de 2026, com número de mortes ainda não totalmente contabilizado, mas que pode superar as anteriores. Outros indicadores são de agravamento crescente do aquecimento global, como no caso do virtual desaparecimento, ainda este ano ou em 2027, da última geleira da Indonésia (conhecida como Pirâmide Carstensz, situada na ilha indonésia de Papua), como demonstrou recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O mesmo relatório alertou que entre 2005 e 2023 foi de 42% a redução das geleiras da Nova Zelândia, no contexto do incremento das temperaturas do Pacífico Sudoeste, com recordes sucessivos.</p>
<p>O desaparecimento de geleiras por todo planeta é um dos mais graves sinais do agravamento do aquecimento global. Além disso, trata-se de uma perda irreparável, irrecuperável, de referência espiritual para milhões de pessoas, que há séculos têm na cobertura de neve em suas montanhas a sua inspiração, e mesmo a sua diretriz cultural e de vida.</p>
<p>Enquanto isso, têm sido frustrantes as negociações relacionadas ao enfrentamento das mudanças do clima, como se viu no <strong><span style="font-weight: 400;">encontro realizado há poucos dias em Bonn, Alemanha, preparatório à COP 31, que acontece em novembro no charmoso balneário de Antália, na Turquia. A COP 31 terá presidência dupla, do país anfitrião e da Austrália, que queria levar a conferência para Adelaide e não conseguiu.</span></strong> Mais um sinal do labirinto em que se encontram as negociações multilaterais, cada vez mais afetadas pela posição unilateral do governo de Donald Trump, que vem inspirando governos de direita e extrema-direita por todo planeta a se afastarem de tudo que diz respeito a proteção da natureza e, claro, a qualquer entrave ao lucro a qualquer preço, sobretudo das grandes corporações dos combustíveis fósseis e da indústria bélica.</p>
<p>Em meio a todo esse cenário estarrecedor, é inquietante, angustiante, a queda da cobertura da imprensa sobre as mudanças climáticas. O mais recente estudo do Observatório Mídia e Mudanças Climáticas, da Universidade do Colorado, informou que a cobertura da mídia em 2026 permanece inferior à de 2025. &#8220;Comparando o primeiro semestre de 2026 com o primeiro semestre de 2025, a cobertura caiu pouco menos de 32%. Enquanto isso, a frequência de cobertura em junho de 2026 foi 13% menor do que em junho de 2025&#8243;, afirma a pesquisa, que é feita com o monitoramento do noticiário dos principais veículos de comunicação do planeta.</p>
<p>Houve alguns aumentos pontuais, como no caso de mídias europeias, em função das ondas de calor no continente, mas de forma geral há um arrefecimento na cobertura, talvez reflexo de uma tendência de atenuação das políticas de proteção socioambiental, como a que tem sido verificada na própria Comunidade Europeia. Está em curso, por exemplo, a flexibilização da Diretiva de Reporte de Sustentabilidade e da Diretiva de Due Diligence sobre Sustentabilidade Corporativa. Com isso, diminuem ou desaparecem obrigações empresariais e em suas cadeias de fornecedores, em termos de respeito aos direitos humanos ou proteção ambiental.</p>
<p>O mesmo retrocesso já havia sido verificado com a suspensão das atividades da Net-Zero Banking Alliance (NZBA), a aliança de bancos que tinha sido criada para promover a descarbonização no âmbito das maiores instituições financeiras do planeta. Está em curso, enfim, um evidente andar-para-trás em termos de proteção ambiental, justamente no momento em que o planeta sente cada vez mais os impactos de um crescimento contínuo de emissões de gases derivados de combustíveis fósseis, apesar do avanço, ainda insuficiente, do uso de energias renováveis. Nem precisamos falar dos retrocessos que têm ocorrido no Brasil, como na absoluta flexibilização do sistema de licenciamento ambiental, aprovado pelo Congresso Nacional, por iniciativa de seus setores mais retrógrados.</p>
<p>Em um panorama absolutamente negativo, a esperança continuava na ação da imprensa, mas o que tem sido observado não é nada animador, pelo contrário. Continuam na trincheira de defesa dos direitos de cidadania os sites e mídias chamados alternativos, independentes ou populares, que sobrevivem com muita luta e esforço de seus profissionais e alguns patrocinadores benevolentes. Mas até quando vão suportar?</p>
<p>No fundo, no fundo, está a questão do esvaziamento da influência da mídia como um dos pilares da democracia. Aqui dizemos democracia política, social, econômica e ambiental. Nesta rota, todos saem perdendo, inclusive os podres poderes que têm a ilusão de vitória. Quando não sobrar mais geleira, nem água, nem solo, nem floresta, nem nada, nem eles terão o que comemorar, a não ser a sua própria estupidez, arrogância e ignorância.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cultura próxima da Natura em Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 20:58:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Uma das principais causas da dramática crise socioambiental no planeta é o divórcio entre a natureza e a cultura. A Natura distante da Cultura, em função de um modo de vida (?) que privilegia o material, o físico, o ganhar a qualquer preço, seja dinheiro ou qualquer outra coisa. O meio ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Uma das principais causas da dramática crise socioambiental no planeta é o divórcio entre a natureza e a cultura. A Natura distante da Cultura, em função de um modo de vida (?) que privilegia o material, o físico, o ganhar a qualquer preço, seja dinheiro ou qualquer outra coisa. O meio ambiente ficando em segundo plano e a cultura, considerada como o modo de viver de um povo, de uma comunidade, em outra dimensão.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">           Mas são múltiplos os sinais, em várias partes da Terra Nave Mãe, de que há pessoas, grupos e comunidades pensando diferente, inserindo a natureza, o respeito aos recursos naturais, em seu modo de vida. Como já fazem geralmente os povos tradicionais ou já faziam as culturas ancestrais, muitas delas destruídas justamente por um outro estilo de vida (?) que se impôs, pelas armas ou outras formas de violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       A pandemia de Covid-19 parece ter acelerado este processo. Muita gente constatando que viver naquela correria, naquela alucinação, típica da sociedade contemporânea, não faz nenhum sentido. É quando ocorre a redescoberta da natureza, é quando a Cultura se aproxima da Natura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">          Acompanhando a questão socioambiental há 45 anos, em toda a minha trajetória como jornalista e escritor, verifico que este fenômeno pode ser observado por exemplo aqui em  Campinas. A cidade tem casos históricos de mobilização socioambiental, mas até há poucos anos eram poucas as pessoas ou grupos de fato envolvidos e comprometidos com ações determinadas em defesa dos recursos naturais. Os chamados ambientalistas ou ecologistas de corpo e alma e, também, muitos cientistas, nodatamente professores e pesquisadores da Unicamp, como um Mohamed Habib (referência na luta contra o excesso do uso de agrotóxicos) ou um Oswaldo Sevá (referência em movimentos questionando grandes hidrelétricas ou termelétricas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Entre as organizações e movimentos históricos, podem ser citados a Sociedade Protetora da Diversidade das Espécies (Proesp), a Associação Campineira de Ação Ecológica, a Jaguatibaia e o Movimento Reviva o Rio Atibaia. E também o grupo Febre Amarela, que teve o arquiteto e ex-prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho, como um de seus fundadores.</span></p>
<div id="attachment_21753" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/FSA.jpg"><img class="size-full wp-image-21753" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/FSA.jpg" alt="Fórum Socioambiental de Campinas e seus parceiros, como brigadas florestais voluntárias e movimentos populares, promovem a festa (Divulgação/Samuel Lorenzetti)" width="1600" height="1066" /></a><p class="wp-caption-text">Fórum Socioambiental de Campinas e seus parceiros, como brigadas florestais voluntárias e movimentos populares, promovem a festa (Divulgação/Samuel Lorenzetti)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">        Mais recentemente, inclusive pelo agravamento da crise socioambiental,  como no caso da emergência climática e erosão da biodiversidade, proliferam novos grupos e movimentos, em diversas regiões de Campinas. Muitos deles estão reunidos no Fórum Socioambiental de Campinas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Entre outros, podem ser citados, como indicadores deste momento novo planetário, de aproximação cada vez maior de Cultura e Natura, de preocupação com o meio ambiente como parte fundamental do modo de vida das pessoas: Comissão Popular da Água e do Clima, Coletivo Campo Grande, Coletivo Saúde Marielle, MOPS &#8211; Movimento Popular de Saúde de Campinas, Aldeia Periférica de Campinas, Associação Todo Bicho Bom, Coletivo Andorinhas, Núcleo Socioambiental Jd. Nova Europa, Ecorresistência Campinas, As Marielles, Movimento de Resistência Miguel Machado, Agulhas Solidárias, Coletivo Todos pelo Jardim Bassoli, Brigada Popular Cachorro-do-Mato, Brigada Saruê, Brigada Florestal Manacá-da-Serra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Pois todos estes grupos e movimentos estarão representados na 2ª Festa Julina do Fórum Socioambiental no dia 11 de julho, em um encontro na Estação Cultura, das 12 às 22 horas, com entrada gratuita, para celebrar a cultura popular brasileira e fortalecer iniciativas voltadas à sustentabilidade, à economia solidária e ao engajamento comunitário. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         A programação contempla as apresentações musicais do Trio Curiá, que leva o forró para o arraiá; das Caixeirosas, tradicional bloco da cidade; e também da cantora Ana Person, com composições que dialogam com a proteção ambiental das áreas da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        A Festa Julina será realizada dentro do conceito “Lixo Zero”, buscando reduzir ao máximo a geração de resíduos durante o evento. Por isso, o público é convidado a levar seu próprio copo ou caneca reutilizável, contribuindo para diminuir o consumo de descartáveis e incentivando práticas mais sustentáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">           Cultura e Natureza juntas, celebrando a vida, dançando a vida, mas também manifestando preocupação, inquietação e indignação pelos rumos que o planeta está tomando. No fundo, a esperança de que ainda é possível mudar, fazer diferente. Somente movimentos assim, alcançando uma escala planetária, global a partir do local, é possível deter a lógica do crescimento e consequente destruição sem limites. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Campinas tem seus plantadores de florestas. Como um Hermes Moreira de Souza que atuou por décadas no Instituto Agronômico e plantou a Mata da Fazenda Santa Elisa (e também um mini-bosque próximo de sua casa, perto da Avenida Norte-Sul). Um Hermógenes de Freitas Leitão, professor da Unicamp que hoje dá nome a um parque botânico próximo à Universidade. Um Wolfgang Schmidt, que pelo seu trabalho recebeu o Prêmio Global 500 da ONU. Um Padre Luiz Roberto Di Lascio, que liderou o Projeto Vamos Florir Nossos Jardins, responsável pelo plantio de milhares de árvores na Região dos Amarais, quando estava à frente de São Marcos, o Evangelista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Agora temos outros semeadores, de árvores e também de esperança. Unindo Cultura e Natura, pelo bem do planeta e da humanidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/cultura-proxima-da-natura-em-campinas-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Projeto Consigo mobiliza comunidade com novo conceito que une cultura, saúde e meio ambiente no Ceará</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 19:53:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um novo conceito unindo cultura, saúde e cuidado com meio ambiente está mobilizando a comunidade de Maranguape, cidade do interior do Ceará. &#8220;A saúde integral considera o bem estar físico, mental, social e emocional e a cultura atua diretamente nestas frentes&#8221;, observa Maria Luiza Barbosa Sampaio, 31 anos, uma das participantes do Projeto Consigo, que ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo conceito unindo cultura, saúde e cuidado com meio ambiente está mobilizando a comunidade de Maranguape, cidade do interior do Ceará. &#8220;A saúde integral considera o bem estar físico, mental, social e emocional e a cultura atua diretamente nestas frentes&#8221;, observa Maria Luiza Barbosa Sampaio, 31 anos, uma das participantes do Projeto Consigo, que vem sendo desenvolvido em Maranguape e já ganhou prêmio internacional em sua área. O Projeto Consigo visa justamente mobilizar a comunidade local, conectando profissionais de saúde e agentes culturais, de modo que estas dimensões da vida social não atuem mais de forma isolada, mas conjuntas, com ações intersetoriais.</p>
<p>O Projeto Consigo dá sequência a um trabalho executado há anos pelo Ecomuseu de Maranguape, desenvolvido no distrito rural de Cachoeira, naquele município cearense. Em parceria com a Escola Municipal “José de Moura” e a comunidade local, o Ecomuseu de Maranguape tem promovido a educação patrimonial de jovens, que passam a atuar como monitores e multiplicadores de conhecimento. Além do patrimônio ambiental, o foco é a defesa do patrimônio histórico e cultural.</p>
<div id="attachment_21748" style="width: 1055px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-16.37.19.jpeg"><img class="size-full wp-image-21748" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-16.37.19.jpeg" alt="Maria Luiza: &quot;A cultura é fundamental na saúde integral&quot; (Foto Divulgação)" width="1045" height="1505" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Luiza: &#8220;A cultura é fundamental na saúde integral&#8221; (Foto Divulgação)</p></div>
<p>O Ecomuseu funciona em um casarão de meados do século 19, que hoje é patrimônio da comunidade e também opera como um centro cultural de múltiplas atividades, como a tradicional festa do Feijão Verde. Entre 2010 e 2013 o Projeto Ecomuseu de Maranguape foi apoiado pelo Fundo Juntos pela Educação (formado pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&amp;A), como parte do Programa pela Educação em Tempo Integral.</p>
<p>Nos últimos anos nasceram novas iniciativas, novos rumos como Projeto Consigo, lançado em 2020, em pleno ano da pandemia, como uma semente de educação patrimonial plantada pelo Ecomuseu de Maranguape. Reconhecida internacionalmente logo em sua gênese pelo Prêmio Ibermuseus de Educação, a iniciativa conectou 25 escolas públicas de Maranguape em uma rede de valorização do patrimônio cultural e das memórias locais entre os jovens estudantes.</p>
<p dir="ltr">O que começou como uma ação pontual evoluiu para um programa contínuo de graduação em fases. Em 2022, na Fase 2, o projeto foi laureado com o Prêmio Nacional Darcy Ribeiro (Ibram), com o subtítulo “Maranguape Cidade-Museu”. Ali, a cidade passou a ser compreendida como um acervo a céu aberto, onde cada rua, edificação histórica, praça, monumento, personalidade e cada cidadão guardam fragmentos da identidade maranguapense, a serem catalogados, sistematizados e visibilizados por meio de estratégias de curadoria comunitária.</p>
<div id="attachment_7347" style="width: 3658px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Fortaleza-017.jpg"><img class="size-full wp-image-7347" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Fortaleza-017.jpg" alt="Escola Municipal &quot;José de Moura&quot;, base da experiência de Cidade Educadora em Maranguape, Ceará (Foto José Pedro Martins)" width="3648" height="2736" /></a><p class="wp-caption-text">Escola Municipal &#8220;José de Moura&#8221;, base da experiência de Cidade Educadora em Maranguape, Ceará (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>É nesta fase que o Projeto Consigo está neste momento. Jovens de várias regiões de Maranguape, e não apenas do Distrito de Cachoeira, estão envolvidos na iniciativa. É o caso de Maria Luiza Barbosa Sampaio, 31 anos, moradora do Distrito de Itapebussu. Ela nota que, tradicionalmente, Cultura e Saúde têm sido objeto de &#8220;políticas públicas colocadas em gavetas separadas, mas agora a própria Ciência e a Organização Mundial da Saúde reconhecem que o acesso à arte, às tradições musicais, à literatura, ao convívio comunitário, tem impacto na prevenção de doenças&#8221;.</p>
<p>Com esta visão, ela acrescenta, &#8220;a cultura não é um supérfluo, um entretenimento nas horas vagas, mas um ecossistema em que a vida ganha sentido&#8221;. Maria Luiza evidencia, portanto, que a cultura e a saúde devem estar próximas, visando &#8220;uma saúde integral, humanizar é cuidar do corpo e alimentar alma e identidade&#8221;.</p>
<p>Outro envolvido no Projeto Consigo é Matheus Vieira Paula, de 23 anos, morador do Distrito de Amanari. Ele está se formando em Enfermagem e também é um profissional fazedor de cultura do mundo junino e das Paixões de Cristo em Maranguape. &#8220;Estamos fazendo nossa caminhada no Projeto Consigo, participando da criação do inventário cultural de fazedores de cultura de Maranguape. Na minha opinião, incluir o tema da saúde na cultura pode dar muito fruto no futuro, para toda a comunidade&#8221;, destaca ele.</p>
<div id="attachment_21749" style="width: 452px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-16.35.27.jpeg"><img class="size-full wp-image-21749" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-16.35.27.jpeg" alt="Matheus Vieira de Paula: participando do inventário cultural de fazedores de cultura de Maranguape (Foto Divulgação)" width="442" height="713" /></a><p class="wp-caption-text">Matheus Vieira Paula: participando do inventário cultural de fazedores de cultura de Maranguape (Foto Divulgação)</p></div>
<p><strong>Justiça Climática</strong> &#8211; Como parte das atividades do Projeto Consigo, foi iniciada, nos primeiros dias de junho, a Sétima Turma do Programa de Formação de Agentes Jovens do Patrimônio Cultural (AJPC). Em 2026, foi iniciado mais um ciclo de três anos de imersão, afeto e transformação, com base na práxis em museologia comunitária. O centro dessa jornada continua sendo o Distrito de Cachoeira, mobilizando os estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal José de Moura, para que se tornem os novos guias culturais da comunidade.</p>
<p>Para este novo ciclo, o Ecomuseu traz um debate urgente e inspirador, por meio do seu tema-gerador: “Juventude e Territórios Regenerativos”. Mais do que conservar o que já existe, assinalam os responsáveis pelo Projeto Consigo, falar em <em>territórios regenerativos</em> é &#8220;pensar em cura e cuidado, conservação preventiva e protagonismo. O tema foi escolhido para costurar as dimensões ecológicas, culturais e sociais de Maranguape. A matriz dos conteúdos programáticos do AJPC vai integrar profundamente as pautas de justiça climática tanto nas formações teóricas quanto nas vivências práticas&#8221;.</p>
<p>E por que Justiça Climática no Ecomuseu?<strong> &#8220;</strong>Entendemos que as mudanças ambientais não afetam a todos da mesma maneira. Capacitar nossos jovens para enxergar essas desigualdades e propor soluções locais é o caminho para um desenvolvimento verdadeiramente integral e sustentável&#8221;, salienta a<em> </em>Equipe técnica do Ecomuseu de Maranguape.</p>
<p>Saúde do ser humano e do planeta, tendo a cultura como força motriz. O Projeto Consigo traz para a prática novos conceitos e práticas, envolvendo toda a comunidade de Maranguape, tendo o Ecomuseu como mola propulsora.</p>
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		<title>Europa em chamas, planeta à deriva</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:41:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins A Europa toda, e particularmente a França, está em chamas. Temperaturas no início do Verão em torno de 40 graus. A onda de calor despertou nova polêmica a respeito dos impactos das mudanças climáticas, provocadas pela queima sem controle dos combustíveis fósseis.  Para muitos europeus,  a Copa do Mundo que está ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Europa toda, e particularmente a França, está em chamas. Temperaturas no início do Verão em torno de 40 graus. A onda de calor despertou nova polêmica a respeito dos impactos das mudanças climáticas, provocadas pela queima sem controle dos combustíveis fósseis.  Para muitos europeus,  a Copa do Mundo que está valendo é essa: quem vai ganhar essa corrida maluca, o aquecimento global que parece não ter fim, porque a matriz energética baseada nos fósseis insiste em não abrir mão de suas práticas suicidas (para o planeta e a humanidade), ou a transição energética,  com uso cada vez mais acentuado de fontes renováveis, como solar, eólica e hidrogênio verde?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        No último dia 26 de junho, a organização World Weather Attribution (WWA) divulgou um relatório sobre a onda de calor intensa na Europa.  “As emissões de combustíveis fósseis agravaram rapidamente as ondas de calor na Europa em apenas algumas décadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas algumas semanas após uma onda de calor severa que quebrou todos os recordes de maio, a Europa está passando por outra grande onda de calor que está quebrando recordes de junho e anuais”, afirma o documento nos seus primeiros parágrafos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     A WWA nota que este fato ”é particularmente notável, visto que junho não é historicamente o mês mais quente na Europa Ocidental. Na França, Alemanha, Itália, Espanha e sul da Inglaterra, as temperaturas estão atingindo de 5 a 12 °C acima das médias sazonais, impulsionadas por um sistema persistente de alta pressão”.  Esse padrão, prossegue o documento, transportou ar quente do norte da África para a região, trazendo também céu claro e sol forte, o que intensificou ainda mais o calor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">   Ainda não existe uma contabilidade completa das mortes provocadas pela atual onda de calor, mas WWA lembra : “As ondas de calor representam uma séria ameaça à saúde humana e têm impactos profundos nos ecossistemas. Durante o verão de 2022, mais de 60.000 pessoas em toda a Europa morreram como resultado do calor extremo. Mesmo no verão seguinte, que foi significativamente mais fresco, foram registradas mais de 47.000 mortes relacionadas com o calor. No ano passado, a primeira onda de calor na Europa, também a atingir o continente no final de junho, custou a vida a cerca de 2.300 pessoas em apenas 12 cidades europeias”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">   Além das mortes que já aconteceram,  são resultado da atual onda de calor o fechamento generalizado de escolas, o cancelamento de eventos ao ar livre e grandes interrupções ferroviárias, à medida que o calor extremo leva à expansão térmica dos trilhos e à interrupção das linhas de energia aéreas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">    No Reino Unido, o Hospital East Surrey declarou estado crítico devido ao aumento da procura, restringindo os serviços apenas a emergências com risco de vida. A Itália registrou mortes relacionadas com o calor, aumento das admissões em salas de emergência e cortes de energia associados ao uso crescente de ar condicionado, enquanto os sistemas de saúde e transportes na Bélgica e nos Países Baixos enfrentaram uma pressão crescente e</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">interrupções de serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">   A onda de calor também está pressionando os sistemas energéticos europeus, com preocupações relativamente à redução da produção das centrais nucleares francesas arrefecidas pelos rios Ródano e Garona. Como a França constitui uma parte fundamental da rede elétrica do continente, as restrições à geração de energia podem apertar o fornecimento regional de energia e contribuir para o aumento dos preços da eletricidade, agravando a crescente pobreza energética no verão europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     </span><span style="font-weight: 400;">Pesquisadores da Suécia, Dinamarca, Estados Unidos, Holanda, Irlanda e Reino Unido, continua o documento de WWA, colaboraram para avaliar em que medida as mudanças climáticas induzidas pelo homem alteraram a probabilidade e a intensidade do calor extremo na Europa Ocidental. A análise concentra-se nos 3 dias e noites mais quentes na área mais afetada e em análises adicionais das 19 capitais dos países afetados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Principais Conclusões destes pesquisadores:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;"> As ondas de calor causam mais mortes na Europa do que todos os outros desastres naturais combinados. À medida que as temperaturas continuam a subir, o envelhecimento da população, a crescente prevalência de doenças crônicas e o acesso desigual a sistemas de refrigeração e habitações resistentes ao calor aumentam a vulnerabilidade, exercendo uma pressão crescente sobre os sistemas de saúde.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> A vulnerabilidade ao calor varia em toda a sociedade, desde idosos que vivem sozinhos até populações que enfrentam desvantagens socioeconômicas e doenças crônicas, incluindo pessoas sem-teto e migrantes, o que destaca a necessidade de políticas de saúde relacionadas ao calor adaptáveis ​​e focadas na equidade.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Na região estudada, esta onda de calor é a mais severa já registrada.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Em 1976, quando alguns dos recordes europeus anteriores foram estabelecidos, as temperaturas de 2026 seriam praticamente impossíveis de ocorrer em junho, além de serem altamente improváveis ​​em qualquer época do ano. Em 2003, durante a primeira grande onda de calor deste século, um calor diurno como este ainda seria muito raro, cerca de 10 vezes menos provável do que hoje, enquanto temperaturas noturnas como as deste junho seriam mais de cem vezes menos prováveis ​​em 2003.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Muitas capitais estão experimentando não apenas o período de três dias mais quente de junho, mas também o período de três dias mais quente desde 1950, de acordo com o conjunto de dados ERA5. No entanto, devido ao aquecimento global, essas temperaturas muito altas agora são esperadas regularmente durante os meses de verão em muitas capitais.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">     Isso significa que uma onda de calor semelhante em junho teria sido cerca de 3,5 °C mais fria durante o dia em 1976 e cerca de 2 °C mais fria em 2003. As temperaturas noturnas teriam sido cerca de 2,4 °C mais frias em junho de 1976 e cerca de 1,3 °C mais frias em junho de 2003.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;"> O risco de calor se concentra nas cidades, onde os efeitos das ilhas de calor urbanas, o envelhecimento do parque imobiliário e as desigualdades socioeconômicas se combinam para intensificar a exposição. Muitas casas, escolas, sistemas de transporte e infraestrutura energética não foram projetados para calor extremo prolongado, destacando a necessidade urgente de adaptação equitativa, reformas prediais, medidas de resfriamento passivo e planejamento urbano resiliente ao calor.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Este verão mostra que, com um aquecimento global de 1,4°C, o calor extremo já está atingindo os limites da capacidade de nossas sociedades de lidar com ele. “Nossa análise aqui mostra que o calor intenso está aumentando rapidamente, mesmo em tempos recentes, com tais eventos dezenas a centenas de vezes mais prováveis ​​desde apenas 2003 e praticamente impossíveis há apenas 50 anos. Uma rápida eliminação gradual dos combustíveis fósseis é crucial se quisermos evitar temperaturas ainda mais altas e suas consequências no futuro”, conclui o documento de WWA.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">     Pois as atuais ondas de calor na Europa se intensificaram justamente nos dias posteriores à realização em Bonn, na Alemanha,  de mais uma rodada de discussão sobre o que os países que assinaram o Acordo de Paris podem fazer para enfrentar o aquecimento global e acelerar a transição energética. E, mais uma vez, houve frustração com os resultados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      O encontro em Bonn era preparatório à COP 31, que acontece em novembro no charmoso balneário de Antália, na Turquia, mas sob presidência dupla, do país anfitrião e da Austrália, que queria levar a conferência para Adelaide e não conseguiu. Tudo muito esquisito. Enquanto a Europa arde em chamas, o planeta está à deriva. Todos sabemos onde tudo isso pode nos levar.</span></p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/europa-em-chamas-planeta-a-deriva-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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