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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Ecodesenvolvimento</title>
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		<title>Mudanças climáticas colocam animais em extinção</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:57:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Pinguim Imperador, lobo-marinho-da-Antártica e elefante-marinho-do-sul são as mais novas espécies ameaçadas de extinção, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). E a causa, segundo a organização que monitora o estado da biodiversidade no planeta, são as mudanças climáticas, cada vez mais aceleradas. &#8220;Essas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p>Pinguim Imperador, lobo-marinho-da-Antártica e elefante-marinho-do-sul são as mais novas espécies ameaçadas de extinção, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). E a causa, segundo a organização que monitora o estado da biodiversidade no planeta, são as mudanças climáticas, cada vez mais aceleradas.</p>
<p>&#8220;Essas descobertas importantes devem nos impulsionar a agir em todos os setores e níveis da sociedade para enfrentar decisivamente as mudanças climáticas. O declínio do Pinguim Imperador e do lobo-marinho-da-Antártica na Lista Vermelha da IUCN é um alerta sobre as realidades das mudanças climáticas. À medida que os países se preparam para se reunir na Reunião Consultiva do Tratado da Antártica em maio, essas avaliações fornecem dados essenciais para orientar decisões sobre este majestoso continente e sua vida selvagem impressionante. O papel da Antártica como &#8220;guardião congelado&#8221; do nosso planeta é insubstituível – oferecendo benefícios incalculáveis aos humanos, estabilizando o clima e oferecendo refúgio para a vida selvagem única&#8221;, disse a Dra. Grethel Aguilar, Diretora-Geral da IUCN.</p>
<p>Muito amado em todo o mundo, o Pinguim Imperador (<i>Aptenodytes forsteri</i>) passou de Quase Ameaçado para Ameaçado na Lista Vermelha da IUCN, com base em projeções de que sua população será reduzida pela metade até a década de 2080. Imagens de satélite indicam uma perda de cerca de 10% da população apenas entre 2009 e 2018, o que equivale a mais de 20.000 pinguins adultos, informou a UICN em comunicado recente.</p>
<p>O principal fator, explica a organização, é a fragmentação e perda precoce do gelo marinho, que atingiu níveis recorde de baixo desde 2016. “Pinguins-Imperador precisam de gelo rápido – gelo marinho que é &#8220;fixado&#8221; à costa, ao fundo do oceano ou aos icebergs encalhados – como habitat para seus filhotes e durante a temporada de muda, quando não são à prova d&#8217;água. Se o gelo se soltar cedo demais, o resultado pode ser fatal. Embora seja desafiador converter tragédias observadas – como o colapso de uma colônia reprodutora no mar antes que os filhotes possam nadar – em mudanças populacionais, a modelagem populacional considerando uma ampla variedade de cenários climáticos futuros mostra que, sem reduções abruptas e dramáticas nas emissões de gases de efeito estufa, as populações de pinguins-imperador diminuirão rapidamente durante este século”, acrescentou a IUCN.</p>
<p>&#8220;Pinguins já estão entre as aves mais ameaçadas da Terra. A mudança do pinguim-imperador para Ameaçado de Extinção é um alerta claro: as mudanças climáticas estão acelerando a crise de extinção diante dos nossos olhos. Os governos devem agir agora para descarbonizar urgentemente nossas economias&#8221;, disse por sua vez Martin Harper, CEO da BirdLife International, que coordenou a avaliação da situação do Pinguim Imperador, como favorável à sua inclusão na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da IUCN.</p>
<p>Já o lobo-marinho-da-Antártica (<i>Arctocephalus gazella</i>) passou de Menor Preocupação para Ameaçada na Lista Vermelha da IUCN, já que sua população diminuiu mais de 50%, de cerca de 2.187.000 lobos maduros em 1999 para 944.000 em 2025. “O declínio contínuo se deve às mudanças climáticas, já que o aumento das temperaturas dos oceanos e a redução do gelo marinho estão empurrando o krill para maiores profundidades oceânicas em busca de água mais fria, reduzindo a disponibilidade de alimento para as focas. A escassez de krill no sul da Geórgia reduziu drasticamente a sobrevivência dos filhotes no primeiro ano, levando ao envelhecimento da população reprodutora. Outras ameaças, como a predação por orcas e focas-leopardo e a competição com populações em recuperação de baleias barbatanas que visam o mesmo krill, também podem impactar essa população em declínio”, informou a IUCN.</p>
<p>O elefante-marinho-do-sul (<i>Mirounga leonina</i>) passou de Menor Preocupação para Vulnerável na Lista Vermelha da IUCN, após declínios causados pela Gripe Aviária Altamente Patogênica (HPAI). Houve um aumento significativo na prevalência da gripe aviária em todo o mundo desde 2020, e ela se espalhou para mamíferos. A doença afetou quatro das cinco principais subpopulações, matando mais de 90% dos filhotes recém-nascidos em algumas colônias e impactando seriamente as fêmeas adultas, que passam mais tempo nas praias do que os machos. Há uma preocupação crescente de que as mortes relacionadas a doenças de mamíferos marinhos aumentem com o aquecimento global – especialmente em regiões polares, onde os animais não tiveram muita exposição prévia a patógenos. Animais que vivem próximos uns dos outros em colônias, como as focas-elefante-do-sul, são particularmente afetados por doenças.</p>
<p>Estes animais são vistos regularmente em documentários sobre a vida animal. Daqui a alguns anos, dependendo do sucesso ou fracasso do enfrentamento das mudanças climáticas, permanecerão sendo visto somente em imagens. Seria um crime civilizatório e, por isso, é um dever ético da humanidade acelerar a transição energética, inclusive porque as mudanças do clima também acabarão ameaçando, com certeza, a sua própria existência. Não é uma tarefa pequena, pelos interesses econômicos e políticos envolvidos (vide guerra contra o Irã), mas deve ser feita e já.</p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/mudancas-climaticas-colocam-animais-em-extincao-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Portal Hora Campinas)</a></p>
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		<title>Migração de espécies, guardiãs do mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 16:58:30 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
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<p dir="ltr">    Sem maior destaque na mídia, nesta semana está sendo realizada em Campo Grande (MS) a 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). As Partes da sigla COP significam os 133 países que fazem parte da Convenção e, portanto, têm obrigações a cumprir em termos de proteção das espécies migratórias.</p>
<p dir="ltr">         De fato, todo grande evento relacionado à proteção da biodiversidade, como esta COP15, não recebe a mesma atenção que todos aqueles ligados à questão da emergência climática, como foi o caso da COP30 de Belém do final de 2025. A emergência climática tem, com efeito, um apelo maior, pelos seus impactos globais, que estão acontecendo neste momento, como grandes enchentes ou secas intensas.</p>
<p dir="ltr">          Entretanto, é um grande erro minimizar o que está acontecendo com a erosão da biodiversidade em todo planeta. A vida foi tecida, ao longo de bilhões de anos, pela interação entre as espécies, animais e vegetais. A rápida erosão da biodiversidade, portanto, é uma grande ameaça à vida como um todo na nossa casa comum  de todos.</p>
<p dir="ltr">        É o que acontece com as espécies migratórias, grande parte delas ameaçadas de extinção ou com sério risco de desaparecimento. As espécies migratórias são consideradas bioindicadores excepcionais. Ou seja, em função de sua circulação entre vários biomas e ecossistemas, elas mostram como está o estado desses ambientes. Ao mesmo tempo, as espécies migratórias contribuem para a manutenção do equilíbrio desses ambientes, por exemplo no caso da preservação das cadeias alimentares.</p>
<p dir="ltr">        Em muitos casos, estamos falando de migrações de aves ou peixes que circulam por milhares de quilômetros, entre hemisférios Norte e Sul. Isto quer dizer que a sua proteção depende de ações coordenadas entre diferentes países. Daí a importância de eventos como as COPs da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), como esta em Campo Grande.</p>
<p dir="ltr">        O local da COP15 é muito simbólico, por ser realizada na chamada “porta do Pantanal”. O Pantanal é um bioma de enorme importância para dezenas, talvez centenas, de espécies migratórias, sobretudo de aves, que viajam entre os dois hemisférios. Assim, a conservação do Pantanal é fundamental para o equilíbrio ecológico de boa parte do planeta, em razão do papel das espécies migratórias que fazem dele o seu refúgio em algum momento do ano.</p>
<p dir="ltr">         A expectativa é a de que essa COP15 contribua para aprofundar os acordos e planos internacionais de preservação das espécies migratórias, o que exige a proteção de muitos habitats hoje sob graves ameaças, como desmatamento, pesca e caça predatória, avanço da urbanização desenfreada, entre outras.</p>
<p dir="ltr">        Com a realização da COP15 na capital do Mato Grosso do Sul, o Brasil se tornou presidente da Conferência das Partes para o próximo triênio. Com isso, o Brasil reafirma a sua posição estratégica nas negociações ambientais internacionais, o que amplia a sua responsabilidade no sentido de “fazer a sua parte”. Ou seja, para cobrar de algum país, o Brasil precisa primeiro fazer a lição de casa, e infelizmente o que tem acontecido nos últimos tempos é um grande retrocesso na área ambiental, pelas leis aprovadas no Congresso Nacional, como a do licenciamento ambiental.</p>
<p dir="ltr">         O Brasil vive então uma profunda contradição. Enquanto o Ministério do Meio Ambiente desenvolve importantes iniciativas, por exemplo com a relevante diminuição do desmatamento na Amazônia e outros biomas, há setores como o Parlamento que “jogam na direção contrária”, aprovando legislações que colocam em risco o sistema de proteção ambiental no país.</p>
<p dir="ltr">          Eventos como a COP15 em curso adquirem, então, importância maior ainda, pois revelam como o país tem, sim, um papel fundamental nas negociações ambientais globais e que, portanto, deveria ser mais coerente em medidas de preservação, o que exige um esforço coletivo, de toda a sociedade.</p>
<p dir="ltr">         Um caso especial recebe destaque nesta COP15. É o das espécies de peixes que circulam por ecossistemas de água doce, como rios e lagos. Justamente para esta Conferência, foi lançada a “Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce” e as conclusões não são nada animadoras.</p>
<p dir="ltr">       O estudo mostra que as populações animais que habitam ecossistemas de água doce estão diminuindo mais rapidamente do que as populações terrestres e marinhas. “No entanto, o colapso dos estoques migratórios de peixes de água doce recebeu pouca atenção internacional”, lamenta o documento.</p>
<p dir="ltr">       Conforme o relatório, as populações migratórias de peixes de água doce no mundo “diminuíram aproximadamente 81% desde 1970, e quase todas (97%) das 58 espécies migratórias incluídas na CMS, tanto de água doce quanto marinhas, estão ameaçadas de extinção”.</p>
<p dir="ltr">          A Avaliação Global indica as bacias fluviais fundamentais para a proteção de peixes migratórias e entre elas, naturalmente, está a do rio Amazonas. Por ocasião da COP15, o Brasil está apresentando vários planos de proteção de espécies que navegam nas águas do Amazonas e afluentes, como o bagre migratório amazônico e o bagre surubi pintado.</p>
<p dir="ltr">          De novo, a proteção dessas e outras espécies de peixes de água doce depende da ação coordenada internacional, ou seja, do multilateralismo diplomático, muito ameaçado hoje no planeta por ações como a do governo de Donald Trump, que tem sido um péssimo exemplo de respeito ao Direito Internacional. A saúde do planeta e da civilização humana depende mais do que nunca da cooperação internacional, e não o contrário.</p>
<p dir="ltr">      A migração de aves e muitas outras espécies é um exemplo de que fronteiras nacionais são fictícias. Os povos e nações cada vez mais deveriam buscar, da mesma forma, o entendimento, a cooperação, o livre trânsito, mantidos os limites legais, para garantir o fluxo cultural e civilizacional.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://horacampinas.com.br/migracao-de-especies-guardias-do-mundo-por-jose-pedro-martins/"><em>(Publicado originalmente no portal Hora Campinas)</em></a></p>
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		<title>Projeto na Serra do Japi consolida ações de conservação e recarga hídrica com impactos em Jundiaí e região</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 20:10:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olhos da Serra está na terceira etapa de execução, conduzido pelo  Consórcio PCJ com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil O Projeto Olhos da Serra entra em sua terceira etapa em 2026, consolidando ações de conservação e recarga hídrica na Serra do Japi, em Jundiaí (SP). A queda no risco de incêndio e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Olhos da Serra está na terceira etapa de execução, conduzido pelo</i></b></p>
<p><b><i> Consórcio PCJ com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil</i></b></p>
<p>O Projeto Olhos da Serra entra em sua terceira etapa em 2026, consolidando ações de conservação e recarga hídrica na Serra do Japi, em Jundiaí (SP). A queda no risco de incêndio e a manutenção do volume de infiltração de água no solo da região são alguns dos resultados recentes alcançados pela iniciativa.</p>
<p>Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Projeto Olhos da Serra desenvolve atividades desde 2022 com o objetivo de conservar mais de dois mil hectares de reserva biológica e os recursos hídricos da Serra do Japi.</p>
<p>Considerada um dos últimos grandes remanescentes de Mata Atlântica no interior do Estado de São Paulo, a cadeia montanhosa abrange os municípios de Cabreúva, Cajamar, Jundiaí e Pirapora do Bom Jesus, e tem importância ambiental reconhecida nacional e internacionalmente.</p>
<p>“A proteção e a preservação dos recursos hídricos são pilares centrais da nossa agenda ESG. Por meio do projeto Olhos da Serra, contribuímos com demais agentes locais para a segurança hídrica da região onde atuamos, em linha com as práticas que adotamos diariamente na fábrica de Jundiaí. A unidade opera com grande economia no consumo de água para a fabricação de bebidas, e a eficiência nos processos de gestão hídrica foi certificada internacionalmente em 2025 pela Alliance for Water Stewardship (AWS)”, destaca Priscila Bures, head de ESG da Coca-Cola FEMSA Brasil.</p>
<p>“A parceria Consórcio PCJ, Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil é um case de sucesso, pois, consegue agregar ações em conjunto com o poder público, privado e sociedade civil numa área estratégica para as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, como é a Serra do Japi. Nesses quatro anos de projeto, temos resultados importantes em áreas sensíveis, como o combate à incêndios, preservação florestal, sensibilização ambiental, saneamento rural e recarga hídrica, o que configura o Projeto Olhos da Serra como um marco para segurança hídrica e ambiental”, atenta a coordenadora de projetos do Consórcio PCJ, Mariane Leme.</p>
<p><b>Monitoramento com IA</b></p>
<p>Uma das ações mais importantes do Olhos da Serra foi a implantação, na terceira etapa do projeto, de um sistema de monitoramento da Serra do Japi baseado em Inteligência Artificial (IA) para a prevenção e detecção precoce de incêndios florestais, um problema recorrente na região. A tecnologia vem permitindo agilizar a resposta às ocorrências de queimadas, o que contribui para a proteção da biodiversidade local.</p>
<p>Conhecido como Pantera, o sistema implementado pela startup umgrauemeio monitora a área em tempo real por meio de uma câmera de alta resolução com rotação de giro de 360°, instalada em uma torre de rádio no alto da Serra. As imagens são analisadas com ferramentas de IA para identificar focos de incêndio com alta precisão, permitindo que as equipes de emergência (Divisão Florestal da Guarda Municipal e a Defesa Civil) sejam acionadas mais rapidamente.</p>
<p>Dados do Pantera apontam a queda nas ocorrências desse tipo de sinistro na Serra do Japi em 2025, com a predominância de risco baixo e muito baixo de focos de incêndio. Graças à detecção precoce proporcionada pela tecnologia, associada às campanhas de conscientização para evitar queimadas, houve ganhos significativos no volume de infiltração de água de chuva no solo.</p>
<div id="attachment_21275" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Japi21.jpeg"><img class="size-large wp-image-21275" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Japi21-1024x682.jpeg" alt="Serra do Japi é conhecida como Castelo das Águas, pela riqueza de recursos hídricos (Crédito: Consórcio PCJ/Divulgação)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Serra do Japi é conhecida como Castelo das Águas, pela riqueza de recursos hídricos (Crédito: Consórcio PCJ/Divulgação)</p></div>
<p><b>Maior recarga de água</b></p>
<p>Sem incêndios, a mata colabora para preservar a água porque a vegetação intacta protege o solo. Queimadas destroem essa proteção natural, fazendo com que cinzas e sedimentos sejam levados pela chuva, poluindo os recursos hídricos. Solos desprotegidos pelo fogo perdem também a capacidade de absorver a chuva, infiltrar a água e recarregar o lençol freático, o que leva à diminuição da vazão de nascentes e rios.</p>
<p>No caso da Serra do Japi, evitar esse problema é crucial, já que a região, conhecida como “Castelo das Águas”, possui grande quantidade de nascentes e cursos d’água. Mais de 800 nascentes e de uma centena de corpos d&#8217;água já foram mapeados pelo projeto.</p>
<p>Além do monitoramento de incêndios, outras atividades de conservação da Reserva Biológica (REBIO) desenvolvidas pelo Olhos da Serra, como plantio de árvores de espécies nativas, ações de educação ambiental e comunicação social com a comunidade e controle de circulação humana não autorizada, têm colaborado para a manutenção de uma recarga anual superior a 5,5 bilhões de litros de água no solo da Serra do Japi, permitindo o aumento da disponibilidade e da qualidade da água para a região.</p>
<p>Estima-se em cerca de meio milhão de habitantes a população beneficiada até o momento com as atividades do Projeto Olhos da Serra, já que a água que nasce na região da Serra do Japi contribui com o Rio Jundiaí e o Ribeirão Piraí, mananciais que possuem captações superficiais nos municípios das Bacias PCJ, a exemplo de Cabreúva, Indaiatuba, Itupeva e Jundiaí.</p>
<p><b>Sobre o Projeto Olhos da Serra</b></p>
<p>Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Projeto “Olhos da Serra” tem o propósito de conservar os recursos hídricos na região. Como prioridade total do projeto, a preservação dos recursos naturais compreende, entre outras atividades, o combate aos incêndios, com formação de brigadistas e aplicação de curso de capacitação profissional pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a educação ambiental, o monitoramento de invasões humanas, a promoção de ações de reflorestamento e saneamento rural, com a implantação de uma propriedade modelo com tratamento de efluentes, gestão de resíduos e de água cinza.</p>
<p>O Olhos da Serra também conta com a parceria das seguintes instituições: Prefeitura Municipal de Jundiaí (Diretorias de Meio Ambiente, de Agronegócios e de Parcerias Estratégicas, Guarda Municipal – Divisão Florestal e Defesa Civil); Fundação Serra do Japi; DAE Jundiaí; Fundação Florestal; Embrapa; Instituto Cerrados; Associação dos Amigos dos Bairros de Santa Clara, Vargem Grande, Caguassu e Paiol Velho (SAB Santa Clara); Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA); Conselho Gestor da Serra do Japi (CGSJ); Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e Aliados pela Água.</p>
<p><b>Realização: Consórcio PCJ</b></p>
<p>O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) é uma associação de usuários de água, de direito privado e sem fins lucrativos, integrada por 43 municípios e 26 grandes empresas. A entidade possui independência técnica e financeira para a realização de atividades de recuperação e preservação dos mananciais das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, as Bacias PCJ (UGRHI 5).</p>
<p>O Consórcio PCJ é referência nacional e internacional na gestão de recursos hídricos, membro de importantes instituições ligadas à área, como o Conselho Mundial da Água, as Redes Internacional, Latina e Brasileira de Organismos de Bacias (RIOB, RELOB e REBOB), além de participar ativamente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.</p>
<p><b>Patrocínio: Coca-Cola Brasil</b></p>
<p>O Sistema Coca-Cola Brasil atua em cinco grupos de bebidas — colas, sabores, hidratação, nutrição e emergentes — com uma linha de mais de 200 produtos, entre sabores regulares e versões sem açúcar ou de baixa caloria. Composto por sete grupos de fabricantes franqueados, o Instituto Coca-Cola Brasil, mais Verde Campo e a parceria com Leão Alimentos e Bebidas, o Sistema emprega diretamente 56,6 mil funcionários. A empresa aposta em inovação para ampliar seu portfólio e atingir o objetivo de destinar corretamente o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030. A Coca-Cola Brasil trabalha para oferecer cada vez mais opções com menos açúcar adicionado e no incentivo a iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua.</p>
<p><b>Sobre a Coca-Cola FEMSA</b></p>
<p>A Coca-Cola FEMSA, S.A.B. de C.V. é a maior engarrafadora do mundo em volume de vendas. A empresa produz e distribui bebidas das marcas registradas da The Coca-Cola Company, oferecendo um amplo portfólio a mais de 276 milhões de consumidores todos os dias. Com mais de 93 mil colaboradores, a companhia comercializa e vende aproximadamente 4,2 bilhões de caixas unitárias por meio de cerca de 2,2 milhões de pontos de venda ao ano.</p>
<p>Operando 56 fábricas e 256 centros de distribuição, a Coca-Cola FEMSA está comprometida em gerar valor econômico, social e ambiental para todos os seus públicos de interesse em toda a cadeia de valor.</p>
<p>A empresa integra diversos índices de sustentabilidade, incluindo o Dow Jones MILA Pacific Alliance e o FTSE4Good Emerging Index. Suas operações abrangem determinados territórios no México, Brasil, Guatemala, Colômbia e Argentina, além de cobertura nacional na Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Uruguai e na Venezuela, por meio de um investimento na KOF Venezuela. Para mais informações, acesse: <a href="https://urldefense.com/v3/__http:/www.coca-colafemsa.com__;!!PTofIi1gvQZXGA!oTRFEOXJM3eCfaokrpS52c2mDjX0ftlUifMEvXjjB2pca0qtaaF_TQPvCKT1so5OYM66b4rqMWt2qh91KmceedqZ6AfL$">www.coca-colafemsa.com</a></p>
<p><strong><br />
<b>Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil</b> &#8211; </strong>Operação da Coca-Cola FEMSA no Brasil, a companhia iniciou suas atividades em 2003 e é a fabricante do Sistema Coca-Cola com maior volume de vendas no País. Possui mais de 25 mil colaboradores e está presente em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com 11 fábricas e 47 centros de distribuição. Com um portfólio multicategoria de mais de 130 marcas, a companhia atende a mais de 480 mil clientes, alcançando cerca de 95 milhões de consumidores.</p>
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		<title>Viva o novo Ano do Voluntariado</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 20:13:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins      2026 é o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, de acordo com a Resolução A/RES/78/127 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 2023. Como aconteceu em 2001, declarado Ano Internacional do Voluntário, a ONU quer valorizar e fomentar a ação voluntária, que nada mais é do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     2026 é o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, de acordo com a Resolução A/RES/78/127 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 2023. Como aconteceu em 2001, declarado Ano Internacional do Voluntário, a ONU quer valorizar e fomentar a ação voluntária, que nada mais é do que a cidadania ativa, o “colocar a mão na massa” para efetivas transformações sociais. Como aconteceu em 2001, o Brasil e em especial Campinas têm tudo para se destacar no Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Desta vez, o propósito específico é estimular a ação voluntária para a promoção do desenvolvimento sustentável, que nada mais é do que o desenvolvimento social, ambiental e econômico de modo concomitante, conjunto, nenhuma dimensão superando a outra. Neste sentido, trata-se de mais uma ação da ONU em alinhamento com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A Agenda 2030 compreende 17 grandes metas, ou objetivos, para a promoção global do desenvolvimento sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        De modo concreto, os propósitos do Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável são reconhecer e mensurar as contribuições dos voluntários para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; integrar o voluntariado ao planejamento do desenvolvimento sustentável; implementar políticas que eliminem todas as desigualdades e riscos no voluntariado; e criar plataformas de conhecimento para desenvolver novas formas de voluntariado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        A ONU destaca que os Estados-Membros são incentivados a designar um ponto focal a nível nacional que reúna os intervenientes relevantes e lidere uma campanha nacional para o Ano Internacional do Voluntariado. Esta campanha nacional, assinala a ONU, deve envolver os poderes públicos, a sociedade civil e o empresariado em grandes ações de valorização e promoção do voluntariado, como um dos caminhos mais transformadores da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        O Brasil tem grande potencial para se destacar mais uma vez no Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável, assim como tinha feito em 2001, no Ano Internacional do Voluntário. Naquele momento, houve uma forte liderança do Centro de Voluntariado de São Paulo e do Faça Parte &#8211; Instituto Brasil  Voluntário, no fomento a ações voluntárias por todo o país. Destaque em especial para a atuação de Milú Villela na direção dessas duas organizações e de cidadãos como o empresário Luis Norberto Pascoal, de Campinas, também com forte engajamento na defesa do voluntariado e de seu potencial transformador. Ele integrou o Comitê Nacional do Ano Internacional, presidido por Milú Villela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         A participação brasileira foi tão grande que o Faça Parte foi convidado pelas Nações Unidas para apresentar um relatório  do Ano Internacional, com propostas de continuidade de ações. Desta forma, o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável representa uma continuidade das ações realizadas em 2001 e indicadas pela representação brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       O relatório brasileiro foi apresentado em Genebra, Suíça, e depois na própria Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Dois pontos da atuação brasileira no Ano Internacional chamaram a atenção. Em primeiro lugar, que as ações do Ano Internacional em 2001 no país tiveram o protagonismo da sociedade civil, enquanto na maioria das nações as iniciativas estiveram fortemente ligadas aos poderes públicos. O outro ponto foi que as ações no Brasil de estímulo ao voluntariado estiveram muito ligadas à educação, ou seja, eram ações voluntárias para fortalecer o sistema educacional, sobretudo público. O Brasil também sugeriu no relatório um estímulo especial à atuação da juventude em ações voluntárias. Houve um grande apoio global a essas sugestões brasileiras na ocasião.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Pois em 2026 o Brasil também pode se destacar, com novas ações importantes de valorização e apoio ao voluntariado para a promoção do desenvolvimento sustentável. O momento é mais do que oportuno, considerando os grandes desafios socioambientais no horizonte. As desigualdades sociais permanecem, os direitos humanos continuam sendo violados e existem grandes agressões ao meio ambiente, com o grande desafio, em particular, da emergência climática já produzindo seus frutos. São cada vez mais impactantes os eventos climáticos extremos e todo esse conjunto de desafios é apresentado, então, como agenda de ação para o Ano Internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Campinas tem tradição de fomento ao trabalho voluntário e o novo Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável é uma nova oportunidade de fortalecer o que já existe e de criação de novas modalidades de voluntariado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        A atuação da Fundação FEAC foi tão importante na época que a organização, criada dois anos antes, recebeu em março de 1966 a visita do então diretor do Comitê Coordenador do Serviço Voluntário Internacional da Unesco, Jean-Michel Bazinet. Ele esteve em Campinas justamente para o convite formal para que a FEAC integrasse o órgão de apoio ao Voluntariado da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Desta forma, a Fundação FEAC, criada em 1964, foi a primeira organização brasileira a se filiar ao Serviço Voluntário Internacional da Unesco. E nessa condição a instituição ainda tão jovem e já tão ousada receberia, entre 29 de junho e 30 de julho de 1969 o Seminário Regional de Capacitação de Líderes em Serviço Voluntário. Participaram representantes de vários países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Ao longo de sua história, a FEAC continuou estimulando o voluntariado. Criada em 1989, a Fundação Educar, sob a liderança do empresário Luis Norberto Pascoal, também se destacou na promoção do voluntariado. Em 1998, três anos antes do Ano Internacional do Voluntário, a Fundação Educar decidiu apoiar ações voluntárias em substituição ao trote violento que acontecia no momento do ingresso de jovens em universidades. Naquele ano, deu apoio ao Trote da Cidadania realizado na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      A iniciativa deu tão certo que foi muito ampliada nos anos seguintes, com ações em todo o Brasil. Enfim, o Trote da Cidadania estimulado e apoiado pela Fundação Educar, com ênfase na ação voluntária, mudou a cultura do trote no Brasil. A juventude cada vez mais engajada em ações voluntárias de transformação social, um conceito que os universitários passaram a levar para a vida toda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">          Em suma, o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável veio mais do que na hora certa. Desde a Segunda Guerra Mundial, provavelmente, o mundo não esteve tão instável. São conflitos por toda parte e desafios socioambientais gigantescos para a humanidade enfrentar. Neste cenário, o voluntariado se apresenta como um grande marco civilizatório que pode e deve ser motivado, rumo a tempos mais favoráveis à paz e ao desenvolvimento social, ambiental e econômico, pelo fim das desigualdades e de toda forma de violência e preconceito. <a href="https://horacampinas.com.br/viva-o-novo-ano-do-voluntariado/">(Publicado originalmente no portal Hora Campinas, dia 14 de janeiro de 2026).</a></span></p>
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		<title>Projeto RenovAção celebra sete anos de cuidados com o meio ambiente em escolas de Jundiaí (SP)</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 17:44:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Realizada pela Coca-Cola FEMSA Brasil, Prefeitura Municipal e Gaia Social, a iniciativa já teve a participação de mais de 14.800 alunos na cidade     A edição 2025 do projeto RenovAção de Educação Ambiental encerrou-se na semana passada em Jundiaí (SP), com uma cerimônia de celebração no auditório Elis Regina do Complexo Argos. Realizado pela Coca-Cola ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Realizada pela Coca-Cola FEMSA Brasil, Prefeitura Municipal e Gaia Social, a iniciativa já teve a participação de mais de 14.800 alunos na cidade  </span></i></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A edição 2025 do projeto RenovAção de Educação Ambiental encerrou-se na semana passada em Jundiaí (SP), com uma cerimônia de celebração no auditório Elis Regina do Complexo Argos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizado pela Coca-Cola FEMSA Brasil, com apoio do Programa Escola da Gente, da Prefeitura Municipal de Jundiaí e execução técnica da Gaia Social, o RenovAção coleciona, desde 2019, conquistas em seu propósito de atuar para a construção de um mundo mais sustentável por meio da promoção de ações de educação ambiental em escolas municipais da cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Estamos muito felizes por fechar mais um ciclo de sucesso do RenovAção. Ao longo desses sete anos, o projeto ganhou uma grande robustez, fruto de um engajamento contínuo de todos os parceiros envolvidos. Ver crianças e jovens se tornando agentes de transformação reforça a importância de unir educação, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário. Estamos otimistas para os próximos passos dessa jornada”, afirmou Priscila Bures, gerente de ESG da Coca-Cola FEMSA Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A secretária municipal de Educação, Priscila Costa, salientou o papel transformador da educação ambiental no desenvolvimento da cidade. “Investir em educação ambiental é investir no futuro da nossa rede. O RenovAção fortalece práticas que já fazem parte das diretrizes da SME e amplia o olhar dos estudantes para temas essenciais, como sustentabilidade, responsabilidade coletiva e cuidado com a cidade”, destacou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A supervisora da Área de Sustentabilidade da SME, Marina Formis, ressaltou: “O RenovAção fortalece a agenda de sustentabilidade nas escolas municipais ao unir formação, infraestrutura e mudança de hábitos. Os resultados que vemos hoje são fruto do empenho dos educadores, das equipes escolares e dos estudantes”.</span></p>
<div id="attachment_21179" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Femsa3.jpg"><img class="size-full wp-image-21179" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Femsa3.jpg" alt="Priscila Bures, da Coca-Cola FEMSA Brasil (Foto Divulgação)" width="1600" height="1170" /></a><p class="wp-caption-text">Priscila Bures, da Coca-Cola FEMSA Brasil (Foto Divulgação)</p></div>
<p><b>Práticas sustentáveis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O RenovAção atua para apoiar o município de Jundiaí na gestão dos recursos hídricos e resíduos sólidos, fomentando a educação ambiental e a produção de conhecimento entre estudantes, educadores e na comunidade escolar expandida, bem como implementando soluções concretas de sustentabilidade nas escolas, de modo a contribuir para mudanças de hábitos e para uma cidade cada vez mais sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as ações implementadas pelo projeto em doze escolas do município em 2025 destacam-se: produção e distribuição de dez vídeos educativos; instalação de 93 cestos e 11 contêineres para separação de resíduos, além de 06 sistemas de captação de água de chuva de 3.600 litros; realização de 95 oficinas lúdicas com 4.627 alunos e de 03 cursos de formação online com 100 multiplicadores; organização de sete formações presenciais com 43 pessoas das equipes de limpeza e cozinha dos estabelecimentos de ensino.</span></p>
<p><b>Sinergia com os ODS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O RenovAção é realizado em diversas cidades e apresenta resultados diretamente alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Até o momento, considerando todas as regiões em que o projeto já foi ou é realizado, foi promovida educação ambiental de qualidade para 17.851 alunos de 41 escolas, além da produção e distribuição de 10 vídeos animados educativos e da criação de 10 vídeos por professores e alunos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No eixo de formação, foram capacitados 492 professores, coordenadores, diretores e equipes de apoio escolar, além da realização de 13 desafios sustentáveis. Na frente de infraestrutura e uso racional dos recursos, foram implantados 17 sistemas de captação de água da chuva, com capacidade total de 10.200 litros, e distribuídos mais de 1.017 itens de coleta seletiva. Se somam aos resultados 620 mudas de árvores doadas, 49 árvores plantadas nas unidades de ensino, seis jardins de chuva em fase de implementação, produção de três vídeos educativos sobre recursos hídricos e capacitação de 252 profissionais das áreas de limpeza e cozinha para o uso eficiente da água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação em gestão de resíduos resultou na arrecadação de 1.770 quilos de PET em campanhas de conscientização e na sensibilização de 18.595 pessoas para o descarte correto dos resíduos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Jundiaí, o RenovAção é atualmente realizado pela companhia nos municípios de Campo Grande (MS), Itabirito (MG) e Antônio Carlos (SC).</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil percorrerá Campinas no dia 12 de novembro</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 22:16:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cidade é a primeira entre 93 municípios a receber o desfile em 2025.  A atração irá compensar as emissões de carbono dos caminhões e conta com o selo de Evento Neutro. Com duas comitivas, a Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil teve seu roteiro anunciado para este ano. Entre 12 de novembro e 23 de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Cidade é a primeira entre 93 municípios a receber o desfile em 2025.  </i></b><b><i>A atração irá compensar as emissões de carbono dos caminhões e conta com o selo de Evento Neutro.</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com duas comitivas, a Caravana de Natal da Coca-Cola FEMSA Brasil teve seu roteiro anunciado para este ano. Entre 12 de novembro e 23 de dezembro, a atração vai percorrer diferentes rotas simultaneamente e passará por 93 municípios nos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, impactando mais de 63 milhões de pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambas as caravanas têm o mesmo formato e são compostas por cinco caminhões, que representarão os seguintes cenários: Carrossel dos Sonhos, Dança com Cartas, Presente de Natal, Caixinha de Música e Celebração do Natal. Além da presença do casal Noel, as comitivas contam com espetáculos visuais e sensoriais para encantar o público, como projeções, luzes e a coreografia ao vivo de uma bailarina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto à ampliação da rota, com dez cidades a mais do que no ano passado, a edição de 2025 traz uma novidade para tornar o evento mais inclusivo. O evento realizará uma ação de audiodescrição, na qual será disponibilizado um link para acionamento desse suporte durante momentos da atração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A expectativa pela passagem dos caminhões da Coca-Cola, a proximidade com o público e o alcance que temos ao percorrer tantos locais formam uma experiência inconfundível, que só a Caravana de Natal consegue proporcionar. Neste ano aumentamos o número de cidades no roteiro e vamos compartilhar momentos mágicos com ainda mais pessoas”, afirma Luciano Sá, gerente de Experience &amp; Prestige Accounts da Coca-Cola FEMSA Brasil.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para este ano, a atração manteve a parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, que escalou o maior Volkswagen do mundo, o caminhão Meteor 29.530 para formar as comitivas que vão espalhar a magia do Natal por sete estados. “Para uma missão desse porte, não poderia ser diferente: a Coca-Cola FEMSA Brasil conta com a confiabilidade e robustez tradicionais dos caminhões Volkswagen. Os veículos rodam o país diariamente transportando seus produtos e agora vamos apoiá-los em mais esse capítulo vitorioso da nossa parceria para espalhar o espírito de celebração neste fim de ano”, destaca Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da VWCO. Os caminhões são de última geração para garantir máxima eficiência e menor impacto ao meio ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Caravana de Natal faz parte das ações da Coca-Cola FEMSA Brasil para a data e traz o mote “Pegue uma Coca-Cola e viva o Natal”. O evento é gratuito e suas datas e percursos detalhados podem ser conferidos em </span><a href="https://natal.coca-cola.com.br/"><span style="font-weight: 400;">https://natal.coca-cola.com.br/</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b>Campinas</b><span style="font-weight: 400;"> o desfile terá início a partir de 17h30 no Paulistão Atacadista, na Avenida Ruy Rodriguez, 554, e encerramento na Avenida Andrade Neves, junto ao Balão do Castelo.</span></p>
<p><b>Sustentabilidade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Caravana de Natal também vai reforçar um dos pilares prioritários da Coca-Cola FEMSA Brasil: a sustentabilidade. A atração terá suas emissões compensadas em cerca de 124 toneladas de CO</span><span style="font-weight: 400;">₂</span><span style="font-weight: 400;">, por meio do apoio ao projeto CarbonFair. Com essa iniciativa, o evento recebe o selo de Evento Neutro, concedido pela Eccaplan, empresa especializada em soluções ambientais. “A sustentabilidade está presente em tudo o que fazemos, e no Natal não poderia ser diferente. Nesta edição, compensaremos o equivalente a mais de 740 árvores em créditos de carbono, transformando a Caravana em um evento com emissões neutralizadas e reafirmando nosso compromisso com o meio ambiente”, afirma Fabiana Taislam, head de ESG e Comunicação Externa da Coca-Cola FEMSA Brasil.  </span></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><b>Roteiro &#8211; Caravana de Natal Coca-Cola FEMSA Brasil 2025</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><b><b>Caravana 1</b></b></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>- São Paulo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">12/11 &#8211; Campinas e Indaiatuba</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">13, 14, 15 e 16/11 &#8211; São Paulo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">17/11 &#8211; Sumaré</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">18/11 &#8211; Piracicaba e Limeira </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">19/11 &#8211; Cosmópolis, Americana e Santa Bárbara D&#8217;oeste </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">20/11 &#8211; Jundiaí </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">21/11 &#8211; Mogi das Cruzes e Suzano</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">22/11 &#8211; Osasco e Guarulhos </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">23/11 &#8211; Santo André e São Caetano do Sul</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">25/11 &#8211; Praia Grande e Guarujá </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">26/11 &#8211; São Vicente e Santos </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">27/11 &#8211; São José dos Campos </span></p>
<p><b>- Rio de Janeiro </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">28/11 &#8211; Resende </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">29/11 &#8211; Porto Real e Volta Redonda </span></p>
<p><b>- São Paulo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">30/11 &#8211; Campos do Jordão </span></p>
<p><b>- Rio de Janeiro </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">02/12 &#8211; Teresópolis e Petrópolis </span></p>
<p><b>- Minas Gerais </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">03/12 &#8211; Juiz de Fora </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">04/12 &#8211; Itabirito </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">05/12 &#8211; Nova Lima </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">06/12 &#8211; Belo Horizonte</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">07/12 &#8211; Betim, Contagem e Ribeirão das Neves </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">09/12 &#8211; Divinópolis </span></p>
<p><b>- São Paulo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">11/12 &#8211; São José do Rio Preto </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">12/12 &#8211; Bauru </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">13/12 &#8211; Marília </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">14/12 &#8211; Araçatuba </span></p>
<p><b>- Mato Grosso do Sul</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">16/12 &#8211; Campo Grande </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">17/12 &#8211; Itaporã e Dourados </span></p>
<p><b>- Paraná</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">19/12 &#8211; Mandaguaçu, Maringá e Sarandi </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">20/12 &#8211; Londrina e Cambé</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">22/12 &#8211; Ponta Grossa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">23/12 &#8211; Curitiba </span></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><b><b>Caravana 2</b></b></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>- Paraná</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">25/11 &#8211; Guarapuava</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">26/11 &#8211; Cascavel e Toledo </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">27/11 &#8211; Foz do Iguaçu</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">29/11 &#8211; Francisco Beltrão </span></p>
<p><b>- Santa Catarina </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">30/11 &#8211; Chapecó </span></p>
<p><b>- Rio Grande do Sul</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">01/12 &#8211; Passo Fundo </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">02/12 &#8211; Lajeado e Estrela </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">03/12 &#8211; Vera Cruz e Santa Cruz </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">04/12 &#8211; Santa Maria </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">05/12 &#8211; Bagé </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">06/12 &#8211; Pelotas </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">07/12 &#8211; Rio Grande </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">09/12 &#8211; Esteio, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e São Leopoldo </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">10/12 &#8211; Canoas, Cachoeirinha e Gravataí </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">11/12 &#8211; Porto Alegre </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">12/12 &#8211; Canela e Gramado </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">13/12 &#8211; Três Coroas e Igrejinha </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">14/12 &#8211; Farroupilha e Caxias do Sul </span></p>
<p><b>- Santa Catarina </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">16/12 &#8211; Tubarão e Criciúma </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">17/12 &#8211; São José e Florianópolis</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">18/12 &#8211; Antônio Carlos e Biguaçu </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">19/12 &#8211; Itajaí, Balneário Camboriú e Camboriú </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">20/12 &#8211; Blumenau</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">21/12 &#8211; Pomerode e Jaraguá do Sul </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">22/12 &#8211; Joinvile </span></p>
<p><b>- Paraná</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">23/12 &#8211; Araucária e São José dos Pinhais </span></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><b><i>Sobre a Coca-Cola FEMSA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Coca-Cola FEMSA, S.A.B. de C.V.</b><span style="font-weight: 400;"> é a maior engarrafadora do mundo em volume de vendas. A empresa produz e distribui bebidas das marcas registradas da The Coca-Cola Company, oferecendo um amplo portfólio a mais de 276 milhões de consumidores todos os dias. Com mais de 93 mil colaboradores, a companhia comercializa e vende aproximadamente 4,2 bilhões de caixas unitárias por meio de cerca de 2,2 milhões de pontos de venda ao ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Operando 56 fábricas e 256 centros de distribuição, a Coca-Cola FEMSA está comprometida em gerar valor econômico, social e ambiental para todos os seus públicos de interesse em toda a cadeia de valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa integra diversos índices de sustentabilidade, incluindo o </span><b>Dow Jones MILA Pacific Alliance</b><span style="font-weight: 400;"> e o </span><b>FTSE4Good Emerging Index</b><span style="font-weight: 400;">. Suas operações abrangem determinados territórios no México, Brasil, Guatemala, Colômbia e Argentina, além de cobertura nacional na Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Uruguai e na Venezuela, por meio de um investimento na KOF Venezuela. Para mais informações, acesse:</span><a href="http://www.coca-colafemsa.com/"> <span style="font-weight: 400;">www.coca-colafemsa.com</span></a></p>
<p><strong><b>Sobre a Coca-Cola FEMSA Brasil</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Operação da Coca-Cola FEMSA no Brasil, a companhia iniciou suas atividades em 2003 e é a fabricante do Sistema Coca-Cola com maior volume de vendas no País. Possui mais de 25 mil colaboradores e está presente em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) com 11 fábricas e 47 centros de distribuição. Com um portfólio multicategoria de mais de 130 marcas, a companhia atende a mais de 480 mil clientes, alcançando cerca de 95 milhões de consumidores.  </span></strong></p>
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		<title>COP-30 está chegando e as incertezas permanecem</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 21:55:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins A reta final para a COP-30 já está no horizonte e permanecem muitas incertezas sobre a Conferência do Clima que será realizada em novembro em Belém. A COP da Amazônia continua despertando esperança e, ao mesmo tempo, muita dúvida sobre os reais impactos que terá no objetivo maior, que é acelerar ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reta final para a COP-30 já está no horizonte e permanecem muitas incertezas sobre a Conferência do Clima que será realizada em novembro em Belém. A COP da Amazônia continua despertando esperança e, ao mesmo tempo, muita dúvida sobre os reais impactos que terá no objetivo maior, que é acelerar as medidas concretas de enfrentamento das mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Em termos da organização do evento, ainda não está definitivamente equacionada a questão da hospedagem das delegações estrangeiras que poderiam ou deveriam estar presentes, sobretudo em termos de chefes de Estado ou governo. A Convenção das Mudanças do Clima foi assinada por 198 países, mas o último balanço, divulgado no final de agosto, dava conta de 61 delegações já confirmadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         A presidência da COP-30 e o governo brasileiro estão acelerando os esforços para garantir a hospedagem para todos, e em especial para os países menos desenvolvidos, com menores condições para arcar com os preços absurdos praticados pela rede hoteleira na capital paraense. De qualquer modo, ficará a lição sobre o quanto um evento desta magnitude desperta de interesses imediatos, de pessoas e retornos buscando maximizar seus retornos financeiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Chama a atenção a mobilização de setores da sociedade civil, que também estão empenhados em contribuir com a maior presença possível de países na COP da Amazônia. Uma das iniciativas de destaque nesse sentido é a da Rede de Hospitalidade de Propósito, como tem sido denominado o movimento de igrejas católicas e evangélicas que estão procurando oferecer acomodações no âmbito de suas estruturas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       No dia 12 de outubro, acontecerá o evento religioso mais tradicional da Amazônia, o Círio de Nazaré em Belém. Na prática, neste ano o Círio, que costuma levar até 2 milhões de pessoas para a capital paraense, será uma espécie de teste para o que acontecerá na COP-30 em termos de hospedagem, embora o perfil dos participantes dos dois eventos, e portanto do que se espera em acomodação, não seja o mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         A mobilização da sociedade civil também tem sido intensificada, no sentido de garantir a realização de uma verdadeira COP Paralela, um conjunto de eventos paralelos à Conferência oficial. Serão eventos sobre várias demandas específicas da sociedade brasileira  e mundial, que não farão parte da agenda oficial da Conferência das Partes, o significado literal da COP. (E esta é a COP-30 porque será a trigésima vez que os países signatários da Convenção das Mudanças do Clima se reunirão para tentar consensos de enfrentamento do superaquecimento global das temperaturas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Uma das ações em curso, por exemplo, é a da COP das Baixadas, que vai contemplar oficinas e rodas de conversa sobre vários aspectos das mudanças climáticas, a serem realizadas em diferentes espaços em Belém e Região Metropolitana. Mas também outras cidades sediarão eventos paralelos, como Belo Horizonte, que promoverá a COP das Quebradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Uma das indagações recorrentes é sobre qual o legado da COP-30 para a população de Belém e região metropolitana. Obras de impacto foram anunciadas e algumas estão sendo realizadas, em termos de mobilidade e saneamento, que é o grande drama do Pará e, aliás, de toda a Amazônia. Algumas dessas obras, porém, já foram motivo de polêmica, pelo transtorno que têm significado em termos de remoção de famílias, sem a efetiva garantia de que terão onde morar e viver de forma apropriada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       A COP-30, ou COP da Amazônia, desperta muita atenção e sentimentos em vários segmentos da sociedade brasileira e também mundial. Pelo seu caráter inédito, de realização em uma das áreas-chave para o futuro ambiental do planeta, com muitos dilemas próprios, com certeza ela move muitos interesses e também afetos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Tomara que toda a mobilização em torno do grande evento resulte em passos importantes no sentido da preparação do Brasil para o enfrentamento das mudanças do clima, mesmo que as conclusões da COP oficial mais uma vez frustrem expectativas, como aconteceu com a maioria das Conferências do Clima até aqui. Que seja este um momento pedagógico, de fortalecimento da necessária educação socioambiental, nas escolas e em todos os setores de atividade. Porque as mudanças concretas só virão mesmo da cidadania ativa e mobilizada e para isso apenas a plataforma da educação é eficiente a médio e longo prazos.</span></p>
<p>(Publicado originalmente no portal Hora Campinas <a href="https://horacampinas.com.br/cop-30-esta-chegando-e-as-incertezas-permanecem-por-jose-pedro-martins/">COP-30 está chegando e as incertezas permanecem – por José Pedro Martins &#8211; Hora Campinas</a>)</p>
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		<title>O mundo será de plástico (e petróleo)?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 21:51:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins No último dia 15 de agosto terminou em Genebra, na Suíça, mais uma e novamente fracassada tentativa de um acordo mundial para a redução da produção e descarte de plástico no meio ambiente. Há dois anos e meio as Nações Unidas tentam a costura de um acordo, uma primeira rodada fracassou ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No último dia 15 de agosto terminou em Genebra, na Suíça, mais uma e novamente fracassada tentativa de um acordo mundial para a redução da produção e descarte de plástico no meio ambiente. Há dois anos e meio as Nações Unidas tentam a costura de um acordo, uma primeira rodada fracassou (em Busan, Coreia do Sul, em dezembro de 2024) e agora a segunda foi pelo mesmo caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Não houve acordo sobre os pontos mais sensíveis, como metas para redução de produção e descarte de plásticos, eliminação progressiva de produtos nocivos e financiamentos justos e equitativos, de modo que os países mais pobres possam fazer transições mais sustentáveis. Ao final, foram suspensas as negociações, que serão retomadas em data e local ainda a serem acertados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        O ponto central das negociações em Genebra foi que os interesses dos grandes produtores de plástico mais uma vez falaram mais alto. Mais uma vez, a presença de lobistas do plástico foi maior do que a de muitas delegações de países participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         De acordo com um estudo do Centro de Direito  Ambiental Internacional (CIEL, na sigla em inglês), </span><span style="font-weight: 400;">os lobistas da indústria química e dos combustíveis fósseis superaram em número as delegações diplomáticas combinadas de todos os 27 países da União Europeia e da UE (233). “As principais empresas de combustíveis fósseis e produtos químicos e seus lobistas estão particularmente bem representados, com a Dow e o Conselho Americano de Química trazendo sete lobistas cada, enquanto a ExxonMobil trouxe seis”, informou o CIEL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Ainda segundo o CIEL, 19 lobistas de combustíveis fósseis e produtos químicos garantiram lugares nas delegações nacionais do Egito (6), Cazaquistão (4), China (3), Irã (3), Chile (2) e República Dominicana (1). “Os lobistas da indústria química e de combustíveis fósseis superam a Coalizão de Cientistas para um Tratado de Plástico Eficaz (60) em quase quatro para um, e o </span><a href="https://sites.google.com/view/iipfp/home"><span style="font-weight: 400;">Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Plásticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (36) em quase sete para um”, completou o Centro de Direito Ambiental Internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        É importante lembrar que os plásticos derivam de combustíveis fósseis, cujos produtores continuam investindo alto em sua fabricação. O tema dos plásticos, portanto, está diretamente relacionado ao das mudanças climáticas. São grandes interesses políticos e econômicos envolvidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        De acordo com o Centro de Direito Ambiental Internacional (CIEL, na sigla em inglês), altos investimentos no gás de xisto nos Estados Unidos, por exemplo, está alimentando a infraestrutura para a indústria do plástico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Conforme o CIEL, </span><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">em menos de cinco anos, esses investimentos podem aumentar a capacidade global de produção de plástico em um terço, levando as empresas a produzir volumes cada vez maiores de plástico nos próximos anos. Se esse plástico for produzido, as empresas encontrarão mercados para consumi-lo. A produção impulsionará a demanda. Essa onda de investimentos aumenta os riscos de poluição para as comunidades da linha de frente em toda a cadeia de suprimentos de plástico e prejudica diretamente os esforços de cidades, países e da comunidade global para combater a crescente crise do plástico”.</span><span style="font-weight: 400;">mesmo  Centro de Direito Ambiental Internacional, a indústria de produção de  gás de </span><span style="font-weight: 400;">x</span><span style="font-weight: 400;">isto, nos Estados Unidos, “está alimentando uma construção maciça de infraestrutura de plástico nos EUA e além”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Em menos de cinco anos, segundo  o  CIEL,  “esses investimentos podem aumentar a capacidade global de produção de plástico em um terço, levando as empresas a produzir volumes cada vez maiores de plástico nos próximos anos. Se esse plástico for produzido, as empresas encontrarão mercados para consumi-lo. A produção impulsionará a demanda. Essa onda de investimentos aumenta os riscos de poluição para as comunidades da linha de frente em toda a cadeia de suprimentos de plástico e prejudica diretamente os esforços de cidades, países e da comunidade global para combater a crescente crise do plástico”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Ocorre que a questão dos plásticos é de grande interesse para a saúde pública. Muitos aditivos químicos tóxicos estão presentes em alguns processos de fabricação. A poluição por microplásticos, do mesmo modo, é cada vez mais inquietante. Já foi detectada a presença de microplásticos em muitos órgãos humanos. E sem falar em sua presença na cadeia alimentar nos oceanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">          Os nanoplásticos estão em todo lugar. Uma coalizão internacional de cientistas criou a Pesquisa Global de Plástico Estético, envolvendo várias expedições entre </span><a href="http://2024-25.pp"><span style="font-weight: 400;">2024-25</span></a><span style="font-weight: 400;">. “</span><span style="font-weight: 400;">Os microplásticos foram encontrados em praticamente todos os lugares que os pesquisadores pensaram em procurar &#8211; de 30.000 pés no fundo do mar, no fundo da Fossa das Marianas, a quase 30.000 pés nas encostas do Everest e em todos os lugares intermediários. Não apenas flutuando nos oceanos, mas dentro de nosso suprimento de alimentos e no ar que respiramos”, concluiu o estudo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      O tema é muito sério. Mais uma vez se adiou uma decisão fundamental para o destino da humanidade e do planeta. Ainda haverá tempo?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(Publicado originalmente no portal Hora Campinas <a href="https://horacampinas.com.br/o-mundo-sera-de-plastico-e-petroleo-por-jose-pedro-martins/">O mundo será de plástico (e petróleo)? &#8211; por José Pedro Martins &#8211; Hora Campinas</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Niède Guidon: A Guardiã da Pré-História Brasileira</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2025 11:03:38 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Regina Márcia Moura Tavares Com profundo pesar, recebi ontem, 4 de junho de 2025, a notícia da morte de Niéde Guidon, arqueóloga que mudou para sempre a história da ciência brasileira. Para mim, sua perda é também pessoal. Fui sua estagiária no Museu Paulista em 1963, onde tive o privilégio de aprender com sua generosidade ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regina Márcia Moura Tavares</strong></p>
<p>Com profundo pesar, recebi ontem, 4 de junho de 2025, a notícia da morte de Niéde Guidon, arqueóloga que mudou para sempre a história da ciência brasileira. Para mim, sua perda é também pessoal. Fui sua estagiária no Museu Paulista em 1963, onde tive o privilégio de aprender com sua generosidade intelectual e rigor científico. Anos depois, reencontrei-a no Musée de l’Homme, em Paris, onde pude testemunhar a continuidade de sua trajetória brilhante. Mais recentemente, viajei até São Raimundo Nonato, no Piauí, para ver de perto os frutos de sua luta em defesa do patrimônio arqueológico do Brasil. Tive a honra de manter com Niède uma relação de amizade e profunda admiração, que carrego com gratidão.</p>
<p>Em meio às paisagens áridas e escarpadas do sertão piauiense, Niède fez história ao revelar ao mundo que o passado das Américas poderia ser muito mais antigo do que supunha a arqueologia tradicional. Formada em História Natural pela Universidade de São Paulo nos anos 1950, iniciou sua trajetória profissional como professora de biologia em cidades do interior paulista. Ali enfrentou os desafios de um meio conservador, em que o ensino científico era pouco valorizado. Sua inquietação intelectual a levou à Europa, onde se doutorou em arqueologia na Sorbonne.</p>
<p>Antes disso, no Museu Paulista, trabalhou ao lado de nomes como Herbert Baldus e Wilma Chiara, adquirindo sólida formação em pesquisa arqueológica e etnográfica. Foi um período decisivo para sua futura atuação.</p>
<div id="attachment_20904" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Niède-Guidon-Parque-Nacional-da-Serra-da-Capivara-foto-FUNDHAM.jpg"><img class="size-full wp-image-20904" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Niède-Guidon-Parque-Nacional-da-Serra-da-Capivara-foto-FUNDHAM.jpg" alt="Niède Guidon - Parque Nacional da Serra da Capivara - foto FUNDHAM" width="600" height="337" /></a><p class="wp-caption-text">Niède Guidon &#8211; Parque Nacional da Serra da Capivara &#8211; foto FUNDHAM</p></div>
<p>Em 1970, um convite do então prefeito de Petrolina, Carlos Wilson Campos, levou-a a conhecer a Serra da Capivara, no sul do Piauí. Chegando a São Raimundo Nonato, Niède deparou-se com um verdadeiro santuário pré-histórico: formações rochosas esculpidas pelo tempo e abrigos naturais que preservavam milhares de pinturas rupestres, além de vestígios materiais da ocupação humana antiga.</p>
<p>Reconhecendo de imediato o valor daquele patrimônio, Niède articulou a criação da Missão Arqueológica Franco-Brasileira, com apoio do governo francês e do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique) — o principal organismo público de pesquisa da França, reconhecido mundialmente por seu suporte à ciência de excelência em diversas áreas do conhecimento. Foi com esse respaldo que se iniciaram escavações sistemáticas, cujos resultados desafiaram paradigmas estabelecidos.</p>
<p>As escavações revelaram datações surpreendentes, indicando a presença humana na região há mais de 30 mil anos, talvez até 50 mil — um dado que abalava a tese tradicional do povoamento das Américas via Estreito de Bering há apenas 13 mil anos. Com mais de 1.200 sítios arqueológicos documentados e cerca de 30 mil pinturas rupestres, a Serra da Capivara tornou-se um dos maiores patrimônios pré-históricos do mundo.</p>
<div id="attachment_20905" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Parque-Nacional-da-Serra-da-Capivara-Foto-Janine-Moraes-MinC.jpg"><img class="size-full wp-image-20905" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Parque-Nacional-da-Serra-da-Capivara-Foto-Janine-Moraes-MinC.jpg" alt="Pintura rupestre, Parque Nacional da Serra da Capivara - Foto Janine Moraes-MinC" width="600" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Pintura rupestre, Parque Nacional da Serra da Capivara &#8211; Foto Janine Moraes-MinC</p></div>
<p>Em 1991, após anos de esforço político e científico, foi criado o Parque Nacional da Serra da Capivara, que se tornaria Patrimônio Mundial da UNESCO. Niède não parou aí: investiu na formação de comunidades locais, na criação do Museu do Homem Americano e no incentivo ao turismo cultural como estratégia de desenvolvimento regional sustentável.</p>
<p>Incansável, mesmo diante de obstáculos burocráticos e financeiros, Niède jamais recuou. Sua vida é testemunho de paixão pela ciência, compromisso com a verdade e dedicação à memória dos povos antigos que habitaram nosso território.</p>
<p>Hoje, ao nos despedirmos dessa grande mulher, fica o legado de sua coragem e de sua visão. A arqueologia brasileira perde uma de suas figuras mais luminosas. Que seu exemplo continue a inspirar novas gerações de pesquisadoras e pesquisadores</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20908" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x-150x150.jpg" alt="Regina Márcia M. Tavares_500x" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong>Regina Márcia é antropóloga, especialista em Preservação do Patrimônio Cultural, escritora, conferencista, membro da ACL, do IHGGC e demais entidades culturais.</strong></p>
<p>Reg3mar@gmail.com</p>
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		<title>Dia do Meio Ambiente amargo em 2025</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 21:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por  José Pedro  S.Martins, 4 de junho de 2025 O Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado a 5 de junho, é sempre uma oportunidade importante para apresentar boas práticas socioambientais e de saudar nomes que fazem muito pela causa. Em 2025, entretanto, a data tem um gosto amargo. A poucos meses da COP-30, a COP ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por  José Pedro  S.Martins, 4 de junho de 2025</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado a 5 de junho, é sempre uma oportunidade importante para apresentar boas práticas socioambientais e de saudar nomes que fazem muito pela causa. Em 2025, entretanto, a data tem um gosto amargo. A poucos meses da COP-30, a COP da Amazônia, o Brasil tem muito a se lamentar pelo que ocorre nas altas esferas do poder. Aproveitando um momento de fragilidade do governo federal e de uma conjuntura em geral desfavorável em termos culturais e políticos, no país e no mundo, setores poderosos têm avançado em desmontar a estrutura de proteção socioambiental brasileira, em termos legais e administrativos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">   Há poucos dias o Senado aprovou o </span><span style="font-weight: 400;">Projeto de Lei nº 2.159/2021, que dispõe sobre licenciamento ambiental. O substitutivo aprovado, como já comentado nesta coluna, representa um dos maiores retrocessos na história da legislação ambiental desse país. Um verdadeiro desastre, porque abriu as portas para vários empreendimentos que podem ser nefastos para o meio ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     Eu tive a oportunidade de conviver em Piracicaba na década de 1980 com o maior jurista ambiental brasileiro, Paulo Affonso Leme Machado, um dos meus mentores. Ele estava preparando a primeira edição do seu “Direito Ambiental Brasileiro”, agora em trigésima primeira edição. Imagino o desgosto do jurista com os retrocessos que, esperemos, sejam derrubados pela Câmara, o que não deve ocorrer, ou sejam vetados pelo presidente Lula, a ver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      A ver, porque o governo federal passa por uma lamentável dicotomia. Enquanto o setor liderado pela ministra Marina Silva continua firme, na defesa dos postulados socioambientais básicos, por outro, o segmento afinado com grupos empresariais atrasados também prossegue firme, na sua tentativa, por exemplo,  de garantir a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     A pressão parece que tem dado certo e o Ibama aprovou, também há poucos dias, decisão que pode levar à pesquisa e posterior exploração do petróleo naquela área sensível. No próximo dia 17 de junho,  haverá um leilão de  47 blocos naquela bacia sedimentar, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e outras organizações tentam impedir o leilão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">    E o rolo compressor prossegue.</span><span style="font-weight: 400;">  N</span><span style="font-weight: 400;">a última semana, o Senado aprovou um projeto que desmonta o atual modelo de demarcação de Terras Indígenas (TIs) e suspendeu a demarcação de duas TIs em Santa Catarina, “em ato inconstitucional inédito”, segundo o Observatório do Clima. “O Congresso não vai parar”, lamenta o Observatório, a mais importante rede de organizações da sociedade civil sobre as mudanças climáticas no  Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Pois foi também no Senado uma das cenas mais lamentáveis dos últimos tempos em termos de misoginia socioambiental. Participando no dia 27 de maio de audiência na Comissão de  Infraestrutura, a ministra Marina Silva, liderança internacional inconteste na área, foi atacada por dois senadores. A ministra se retirou da audiência e na saída do Senado criticou a aprovação do Projeto de Lei nº 2.159/2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Com todos esses fatos, aumenta a expectativa de como o Brasil será oficialmente representado na COP-30, em novembro, em Belém. Se vai manter uma postura digna de liderança na luta contra as mudanças climáticas e na proteção da biodiversidade, ou se continuará  fazendo acenos aos combustíveis fósseis e ao negacionismo científico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Um teste de como será a posição oficial do Brasil na COP-30 acontecerá  por  ocasião da </span><span style="font-weight: 400;">3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que será realizada de 9 a 13 de junho, em Nice, França.  O evento reunirá milhares de participantes do mundo todo para discutir temas cruciais como saúde dos oceanos, financiamento, proteção marinha e desenvolvimento sustentável. Coorganizada por Costa Rica e França, a conferência “acontece em um momento estratégico para a ação climática, com atenção crescente aos impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas marinhos e nas comunidades costeiras”, alerta o Observatório do Clima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Em 2024, uma decisão histórica do Tribunal Internacional do Direito do Mar (ITLOS) estabeleceu que os gases de efeito estufa — responsáveis pelas mudanças climáticas — devem ser considerados uma forma de poluição marinha. “Isso significa que todos os países signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) têm a obrigação legal de agir para prevenir, reduzir e controlar esse tipo de poluição, com o objetivo de proteger os oceanos”, destaca o Observatório do Clima. “Paradoxalmente, no mesmo ano, houve uma expansão das infraestruturas de exploração de combustíveis fósseis em alto-mar, agravando ainda mais os riscos aos ecossistemas marinhos”, completa o Observatório.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       De fato, a maioria dos novos projetos de extração e exploração de petróleo registrados em  2024 aconteceu no mar. Ao menos 8 bilhões de barris de óleo equivalente (bboe) de recursos foram anunciados em novas descobertas offshore no ano passado, quase 4 bboe de reservas foram sancionadas para desenvolvimento offshore e cerca de 6,5 bboe começaram a ser explorados com o início da operação de projetos offshore. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">    Das novas descobertas, 85%, em volume,  estavam localizadas em dez campos offshore. Enfim, a exploração petrolífera no mar vem se acelerando, na contramão da demanda  planetária justamente pelo  contrário,  enquanto os oceanos perdem rapidamente a capacidade de retenção de dióxido de carbono, contribuindo para incrementar ainda mais as mudanças climáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Durante a Conferência em Nice, ocorrerá um encontro entre os presidentes do Brasil e França, Lula e Emmanuel Macron. Em reunião no ano passado, os dois líderes se comprometeram a lutar juntos pela proteção dos oceanos. Os dois reafirmaram a consciência da relevância dos oceanos como  eixo estratégico para as políticas  climáticas  e  da biodiversidade. Mas o que Lula dirá dos esforços de um setor do governo em explorar petróleo na foz do Amazonas, a poucos meses da COP da Amazônia? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Enfim, o que resta é a mobilização planetária, como ocorreu no último domingo, com manifestações em várias cidades brasileiras contra a aprovação do Projeto </span><span style="font-weight: 400;">de Lei nº 2.159/2021.  Antes, no sábado, por ocasião da partida entre as seleções de futebol femininas do Brasil e Japão, um gesto realmente digno, que mostra o país que muitos querem ver. Pouco antes de começar o jogo que fez parte das celebrações oficiais pelos 130 anos de imigração  japonesa no  Brasil, a ministra Marina Silva foi calorosamente aplaudida pelos 30 mil presentes. Ainda dá para acreditar, mas é preciso lutar, e muito.</span></p>
<p><strong><a href="https://horacampinas.com.br/dia-do-meio-ambiente-amargo-em-2025-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no Hora Campina, coluna Hora da Sustentabilidade.</a>)</strong></p>
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