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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Educação</title>
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		<title>Precisamos falar (todo dia) sobre Educação</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 22:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro S.Martins      No último 8 de setembro foi lembrado o Dia Mundial da Alfabetização. Lembrado é modo de dizer, porque a data passou praticamente invisível no Brasil, o país em que cerca de 30% da população adulta é considerada dentro do chamado analfabetismo funcional. São as pessoas que não sabem ler ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro S.Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">     No último 8 de setembro foi lembrado o Dia Mundial da Alfabetização. Lembrado é modo de dizer, porque a data passou praticamente invisível no Brasil, o país em que cerca de 30% da população adulta é considerada dentro do chamado analfabetismo funcional. São as pessoas que não sabem ler ou escrever ou que, lendo, não conseguem interpretar, analisar, compreender o que está escrito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Estamos falando de milhões de brasileiros nessa condição, que facilita, por exemplo, golpes como o que foi identificado em descontos indevidos do INSS, motivo de uma Comissão de Inquérito em curso no Congresso Nacional. Os dados citados acima estão no último levantamento do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). Uma informação inquietante no mais recente Inaf é que o analfabetismo funcional cresceu entre os jovens brasileiros. Em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos eram considerados analfabetos funcionais. Em 2024, o índice cresceu para 16%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        Em si estes dados representam um grande escândalo nacional, que deveria ser considerado prioridade máxima pelo conjunto da sociedade, compreendendo poder público, setor privado e sociedade civil organizada. O mesmo conjunto da sociedade que deveria estar muito mais atento a duas importantes &#8211; mais, importantíssimas &#8211; matérias em debate no momento no mesmo Congresso Nacional. São o novo Plano Nacional de Educação e a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        O Plano Nacional de Educação anterior vigorou entre 2014 e 2024. A maior parte de suas metas não foi cumprida ou cumprida apenas parcialmente, mas de qualquer modo foi um Plano que forneceu um norte, um propósito a ser perseguido pelo conjunto do Brasil. Agora está em discussão o Plano para o período seguinte, de 2025 a 2034. A expectativa é que o novo Plano seja ainda mais ousado, contemplando questões que não foram consideradas no anterior, como a fundamental educação socioambiental, essencial para o adequado enfrentamento das mudanças climáticas, entre outros desafios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Outro tema de enorme relevância para o país, em discussão no Congresso Nacional, é a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Espera-se que o SNE indique caminhos concretos para a desejada cooperação entre os entes federativos (municípios, estados e União), visando o aprimoramento substantivo da Educação oferecida no país, sobretudo no âmbito do sistema de ensino e aprendizagem público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">         Um projeto criando o SNE foi aprovado no Senado e, mais recentemente, pela Câmara dos Deputados. A matéria agora voltou para o Senado. Uma avaliação do Movimento Todos pela Educação, articulação da sociedade civil pela melhoria educacional no país, é o de que a criação do SNE em si, nos termos do Projeto de Lei Complementar (PLP nº 235/2019), representa um avanço, na medida em que estabelece “</span><span style="font-weight: 400;">um Sistema Nacional de Educação capaz de fortalecer o regime de colaboração e garantir maior coerência, eficiência e equidade às políticas educacionais brasileiras”</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">           </span><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o Todos pela Educação avalia que existem pontos no projeto aprovado na Câmara que podem ser aprimorados pelo Senado. Um ponto fundamental, conforme documento divulgado pelo movimento, é que “o Todos Pela Educação defende que as diretrizes de definição dos padrões mínimos de qualidade, conforme referidos no §1º do art. 211 da Constituição Federal, devem considerar indicadores de acesso, permanência e aprendizagem”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       Afirma o documento do Todos pela Educação, em que analisa o debate pela criação do SNE: “Durante muitos anos, o debate educacional no Brasil concentrou-se em garantir que todas as crianças e jovens tivessem acesso à escola — uma conquista fundamental, mas que por si só não basta. O desafio agora é assegurar que esse acesso se traduza em aprendizagem de qualidade para todos, especialmente para os estudantes das periferias, do campo, quilombolas e indígenas, que ainda enfrentam profundas desigualdades”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">       A Campanha Nacional pelo Direito à Educação também se pronunciou sobre a aprovação do SNE pela Câmara. Para a Campanha, o Senado deve de fato buscar o aprimoramento do texto. “A construção do SNE é um marco civilizatório e não pode ser aprovada de forma acelerada, sem o devido e qualificado debate com a sociedade e especialistas”, defenda a Campanha, que acrescenta: “É imperativo que o Senado Federal corrija as graves distorções imprimidas ao texto, retomando as conquistas já consolidadas e garantindo que a lei cumpra seu papel de organizar a cooperação federativa para superar as históricas desigualdades educacionais do país”.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">        </span><span style="font-weight: 400;">Para a Campanha, o Senado deve estar atento a melhorias em pontos como o financiamento adequado e justo da Educação pública brasileira; o fortalecimento da gestão democrática; o planejamento da Educação Nacional; e a situação particular dos Territórios Etnoeducacionais Indígenas e Quilombolas, dos povos das águas e das </span><a href="http://florestas.no"><span style="font-weight: 400;">florestas.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">      Em síntese, estão sendo definidos no momento, no Parlamento brasileiro, temas fundamentais para o destino do país. É a preciosa área da Educação, a única plataforma para garantir a efetiva equidade social e o pleno desenvolvimento sustentável. Vamos discutir todo dia a Educação, em todos os nossos ramos de atividade. Só assim vamos garantir um Brasil digno para todos.</span></p>
<p><a href="https://horacampinas.com.br/precisamos-falar-todo-dia-sobre-educacao-por-jose-pedro-martins/">(Publicado originalmente no portal Hora Campinas)</a></p>
<p><strong></p>
<p></strong></p>
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		<title>A Cultura Lúdica Da Infância À Luz Dos 35 Anos Do Estatuto da Criança e do Adolescente</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 10:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Regina Márcia Moura Tavares O ano de 2025 marca o trigésimo quinto aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, marco jurídico que reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, incluindo o acesso ao lazer, à cultura e à dignidade. Essa legislação, inspirada no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, legitima a ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Regina Márcia Moura Tavares</strong></p>
<p>O ano de 2025 marca o trigésimo quinto aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, marco jurídico que reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, incluindo o acesso ao lazer, à cultura e à dignidade. Essa legislação, inspirada no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, legitima a infância como um período de vivências próprias, em que o BRINCAR não é apenas recreação, mas o elemento constitutivo mais importante do desenvolvimento humano.</p>
<p>Nesse contexto, a obra “BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS: PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE” da antropóloga Regina Márcia Moura Tavares dialoga diretamente com os pressupostos do ECA ao apresentar documentadas, sistematizadas e valorizadas as práticas lúdicas tradicionais compreendendo-as como Patrimônio Cultural Imaterial da mais alta importância, e mesmo imprescindível, para o real desenvolvimento biológico, psicológico e social da espécie Homo Sapiens sapiens.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/brinquedos-e-brincadeiras_capa_01_400x.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-20982" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/brinquedos-e-brincadeiras_capa_01_400x.png" alt="brinquedos-e-brincadeiras_capa_01_400x" width="299" height="400" /></a></p>
<p>A autora desenvolveu, durante 2 anos, rigorosa pesquisa de campo no final dos anos 80, documentando cerca de 100, entre brincadeiras e brinquedos ainda existentes nos espaços públicos, ou seja, na rua, o local mais adequado para a socialização dos sujeitos, infelizmente hoje ocupados por meliantes e por carros. De lá para cá, organizou dois simpósios internacionais e um nacional, criou oficinas e exposições, fez e continua fazendo palestras, dá entrevistas e escreveu inúmeros artigos num esforço permanente para a manutenção da Cultura Lúdica da Infância na contemporaneidade.</p>
<p>O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura, em seu artigo 16, inciso IV, o direito à brincadeira, ao esporte e às diversões, incorporando-o à categoria de direitos fundamentais. Esse dispositivo reconhece que o brincar não é um luxo ou mero passatempo, mas um direito humano básico, com implicações para a saúde física, emocional, intelectual e relacional do novo ser humano. Assim sendo, a obra em pauta atua como instrumento pedagógico e político, evidenciando a necessidade de políticas públicas que fomentem o resgate e a prática das brincadeiras tradicionais, bem como a integração dessas atividades aos contextos escolares e comunitários.</p>
<p>O livro “Brinquedos e Brincadeiras: Patrimônio Cultural da Humanidade” apresenta contribuições que transcendem o registro histórico, à medida que descreve detalhadamente os modos de execução, as variações regionais e os materiais utilizados. Por outro lado, realiza educação patrimonial promovendo resistência à mercantilização do brincar e salvaguardando manifestações que expressam identidades locais e regionais.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/criancas-jogando-cabo-de-guerra-Regina-Marcia_destacada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20979" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/criancas-jogando-cabo-de-guerra-Regina-Marcia_destacada.jpg" alt="criancas-jogando-cabo-de-guerra-Regina Marcia_destacada" width="808" height="404" /></a></p>
<p>É importante assinalar que, do ponto de vista antropológico, a preservação da Cultura Lúdica da Infância é essencial à sobrevivência da espécie biológica que somos. O Brincar é imprescindível para o desenvolvimento de habilidades motoras, pensamento criativo, empatia, resolução de problemas e interiorização da Cultura da sociedade a que o indivíduo pertence. A perda dessas práticas acarreta, sensivelmente, redução das capacidades físicas, sociais e psicológicas, empobrecendo os sujeitos para a vida social plena.</p>
<p>Ao completar 35 anos, o ECA reafirma a importância do BRINCAR como direito inalienável. Nesse cenário, a obra e o projeto de Ação Cultural permanente da antropóloga assumem relevância singular ao unirem documentação etnográfica, valorização cultural e defesa de um direito fundamental. Trata-se, indubitavelmente, de um contributo, que para além de preservar memórias, convoca à ação: garantir que as crianças de hoje e do futuro possam viver plenamente sua Cultura Lúdica, usando o potencial criativo de que são dotadas, fortalecendo com alegria a base humana e social que garante a própria existência de nossa espécie.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/depositphotos_Regina-Marcia_400x.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-20985" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/08/depositphotos_Regina-Marcia_400x-300x257.jpg" alt="depositphotos_Regina Marcia_400x" width="300" height="257" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20908" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Regina-Márcia-M.-Tavares_500x-150x150.jpg" alt="Regina Márcia M. Tavares_500x" width="150" height="150" /></a>Regina Márcia Moura Tavares é Antropóloga, professora universitária aposentada, ex-consultora do CNPq, ex-conselheira dos CONDEPHAAT e CONDEPACC, escritora, palestrante e consultora.</p>
<p><strong>www.reginamarciacultura.com.br</strong></p>
<p><strong>Reg3mar@gmail.com</strong></p>
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		<title>Cotas mudam universidades brasileiras, mas ainda geram polêmicas e desafios</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 21:25:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Campinas, 20 de junho de 2025 Por José Pedro Soares Martins No último dia 1° de abril, o Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, por unanimidade, a adoção pela instituição do sistema de reserva de vagas em cursos de graduação para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias. As vagas serão disponibilizadas no Edital ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Campinas, 20 de junho de 2025</strong></p>
<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No último dia 1° de abril, o Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, por unanimidade, a adoção pela instituição do s</span><span style="font-weight: 400;">istema de reserva de vagas em cursos de graduação para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias. As vagas serão disponibilizadas no Edital Enem-Unicamp e vão permitir a participação tanto de candidatos de escolas públicas quanto privadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medida que será adotada pela Unicamp gerou muita polêmica, com reações positivas por parte de grupos e vozes que defendem a pauta da inclusão mas, também, críticas por outros segmentos da comunidade acadêmica brasileira e sociedade em geral. De qualquer modo, essa nova modalidade de cotas anunciada pela Unicamp reforça a discussão sobre qual o impacto das políticas afirmativas nas Universidades brasileiras e para a própria sociedade como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consenso entre os especialistas, cotistas e outras pessoas ouvidas pela Agência Social de Notícias é o de que, de qualquer forma, o sistema de cotas e outras ações afirmativas mudou para sempre o perfil das Universidades brasileiras, sobretudo as públicas, gerando novas frentes de discussão, de pesquisas, e também desafios para esse novo momento do ensino superior no país.</span></p>
<div id="attachment_20932" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/maria_helena_castro.jpg"><img class="size-full wp-image-20932" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/06/maria_helena_castro.jpg" alt="Maria Helena Castro: cotas precisam ser monitoradas e avaliadas (Foto Divulgação)" width="200" height="267" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Helena Castro: cotas precisam ser monitoradas e avaliadas (Foto Divulgação)</p></div>
<p>&#8220;As cotas têm sido positivas. Observamos que na maioria das universidades públicas, como nas paulistas Unicamp, USP e Unesp, a política de cotas tem favorecido muitos estudantes que conseguem entrar pelo sistema de cotas, acompanham bem os cursos, conseguem ter uma boa formação e têm o apoio necessário. Então sou favorável ao sistema de cotas, desde que combinado com a assiduidade dos alunos no curso que escolheram, com o seu processo de desenvolvimento acadêmico e profissional&#8221;, afirma a socióloga e professora aposentada da Unicamp Maria Helena Guimarães de Castro, ex-presidente do INEP de 1995 a 2002 e ex-Secretária Executiva do Ministério de Educação.</p>
<blockquote><p>&#8220;O sistema de cotas precisa, também, ser bem monitorado, acompanhado, avaliado para que todos tenham o direito ao acesso e depois garantam o seu compromisso com o curso para o qual foram selecionados&#8221;,  acrescenta Maria Helena, ex-Secretária Estadual de Educação e de Ciência e Tecnologia de São Paulo e ex-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (ABAVE).</p></blockquote>
<p><b>Trajetória das cotas</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; O debate sobre cotas e outras ações afirmativas no ensino superior brasileiro se acentua a partir da década de 1980, no contexto do processo de redemocratização do país. Em 1983, o deputado federal Abdias do Nascimento (PDT-RJ), histórico líder do movimento negro, apresentou na Câmara um projeto de lei, de número 1332, dispondo “sobre ação compensatória visando à implementação do princípio da isonomia social do negro, em relação aos demais segmentos étnicos da população brasileira, conforme direito assegurado pelo artigo 153, parágrafo primeiro, da Constituição da República”. Abdias expunha em suas justificativas vários argumentos para a adoção de políticas compensatórias”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em  1995, já em um cenário posterior ao fim do governo militar e da Constituição de 5 de outubro de 1988, a Marcha Zumbi defendia as cotas raciais, entre outras bandeiras de luta. No ano 2000, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou </span><span style="font-weight: 400;">lei reservando metade das vagas das universidades estaduais para estudantes de escolas públicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um grande marco para a agenda das ações afirmativas foi a realização em 2001, na África do Sul, da Conferência de Durban, como ficou conhecida a </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata das ONU, realizada pelas Nações Unidas. Com cerca de 400 pessoas, a delegação brasileira foi a maior entre os 173 países representados. Entre as pautas defendidas pela delegação brasileira, a das cotas para as Universidades públicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consequência imediata do clima favorável criado pela Conferência de Durban foi a Lei Federal  10.639, de 2003, tornando  obrigatório o ensino de história e de cultura africana e afro-brasileira nas escolas do país. A legislação depois incorporou o ensino do legado indígena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também como efeito do “clima de Durban”, em  2002 </span><span style="font-weight: 400;">a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) se tornava a primeira do Brasil a implantar efetivamente o sistema de cotas. Em 2004, </span><span style="font-weight: 400;">UnB e a UFBA se tornaram as primeiras universidades federais a aprovarem o sistema de cotas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2006, a Universidade  de São Paulo (USP) passou a reservar um terço das vagas da pós em Direitos Humanos para negros, indígenas, pobres e pessoas com deficiência. No ano seguinte, a UNEB passou a destinar 40% das vagas para negros e 5% para indígenas em todos os cursos da pós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todo esse precedente e a evolução do debate a respeito, em </span><span style="font-weight: 400;">2012 é sancionada a Lei n° 12.711,</span><span style="font-weight: 400;"> conhecida como a Lei de Cotas. A Lei foi aprovada depois de 13 anos de discussão no Congresso Nacional, desde o Projeto de Lei  73/1999, de autoria da deputada Nice Lobão (PFL/MA), depois transformado no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008. O projeto foi aprovado no plenário do Senado a 8 de agosto de 2012. A Lei foi sancionada pela  presidente Dilma Rousseff a 28 de agosto de 2012.</span></p>
<p>O PLC 180/2008 determinava que pelo menos 50% das vagas deveriam ser reservadas para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escola pública. A proposta foi mantida no projeto aprovado. A cota mínima de 50% seria distribuída entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do IBGE. O projeto também estabelecia um prazo de validade de dez anos para a política de cotas a contar de sua publicação.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em 2018, como resultado da Lei de Cotas, d</span><span style="font-weight: 400;">e acordo com o IBGE, o número de matrículas de estudantes pretos e pardos nas universidades públicas no Brasil ultrapassou pela primeira vez o de brancos, totalizando 50,3% dos estudantes do ensino superior da rede pública.</span></p>
<p>Em 2021, pela primeira vez na história,  mais da metade dos cursos de mestrado e doutorado de universidades públicas do Brasil teve cotas reservadas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas, transexuais, mães, pessoas com deficiência ou estudantes de baixa renda. Em 2022, o Censo da Educação Superior mostrou que nos primeiros dez anos de vigência da Lei de Cotas houve um aumento de 167% no número de ingressos na educação superior federal por meio de ações afirmativas.</p>
<p>Um levantamento da Agência Senado mostrou a evolução da presença de pretos e pardos em três das maiores universidades públicas brasileiras. Em 2003, 3.056 estudantes ingressaram pelo sistema de cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 2022, já eram 7.553 cotistas matriculados na mesma universidade. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o percentual de estudantes autodeclarados negros (pretos e pardos) subiu de 20% antes da adoção das cotas  para 35% em 2022. Na Universidade de Brasília, pretos, pardos e indígenas eram 10.680 em 41.767 no total de alunos em 2012, ano da Lei de Cotas, e já eram 15.574 do total de 42.929 em 2022.</p>
<p><strong>Lei de Cotas foi alterada em 2023, ampliando o acesso de estudantes</strong></p>
<p>Se o número de estudantes que ingressaram em Universidades públicas por meio de cotas aumentou desde a Lei n° 12.711, a possibilidade de acesso por essa via foi ampliada com a Lei 14.723,  de 2023. A Lei que entrou em vigor em janeiro de 2024 foi aprovada pelo Congresso Nacional a partir do Projeto de Lei n° 5384, de 2020, da deputada federal Maria do Rosário (PT/RS). No Senado, o projeto teve como relator Paulo Paim (PT/RS). A matéria foi aprovada pelo plenário do Senado em outubro de2023 e seguiu para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>De acordo com a nova Lei de Cotas, 50% das vagas em universidades e institutos federais devem ser reservadas para estudantes que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas. A nova Lei de Cotas também estabelece a redução da renda familiar máxima para participar das cotas, passando de 1,5 salário mínimo por pessoa para 1 salário mínimo por pessoa. Os quilombolas também passaram a ser beneficiados pela nova Lei de Cotas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estou no Congresso há 40 anos e essa é a lei mais importante [já que] a liberdade passa pela Educação. Antes da política de cotas, nós tínhamos em torno de 6% de negros, negras, deficientes, quilombolas, nas universidades. Hoje, estamos em torno de 40%, até um pouco mais. Isso mostra que a política de cotas está cumprindo seu papel. É o Brasil negro, indígena, deficiente se encontrando na sala de aula&#8221;, comentou o senador Paulo Paim (PT/RS), ao comentar a aprovação da nova Lei de Cotas, conforme registro da Agência  Senado.</p></blockquote>
<p><strong><strong>Estudos sobre cotas raciais são majoritariamente positivos em relação a essa ação afirmativa</strong></strong></p>
<p>Os estudos sobre a introdução do sistema de cotas étnico-raciais nas Universidades públicas brasileiras estão aumentando e eles são majoritariamente positivos na avaliação dessa política pública. É o que demonstra um estudo do Consórcio de Acompanhamento das Ações Afirmativas, que analisou 980 publicações sobre políticas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro entre 2006 e 2021. O estudo revelou que 71% dessas pesquisas avaliaram positivamente as cotas raciais e 62% as cotas sociais.</p>
<p>De acordo com o levantamento  do  Consórcio de Acompanhamento das  Ações Afirmativas, a respeito das cotas raciais, 53% dos estudos avaliaram a política como “bastante positiva”, 18% como “levemente positiva” e 12% como negativas (com 16% sem identificação clara). No caso das cotas sociais, 43% foram “bastante positivas”, 19% “levemente positivas” e 12% negativas (25% sem identificação).</p>
<p>O Consórcio foi constituído com pesquisadores da UFRJ, UnB, UFBA, UFMG, UFSC, Unicamp e Uerj, tendo entre seus propósitos o de avaliar os impactos da Lei de Cotas de 2012 e verificar se os beneficiários conseguem concluir suas graduações e adentrar no mercado de trabalho, analisar trabalhos acadêmicos sobre o tema e comparar o desempenho entre cotistas e não-cotistas no momento em que entram nas universidades e durante a graduação.</p>
<p>São vários os efeitos da Lei de Cotas no Ensino Superior brasileiro, mas não só nele. Um estudo da pesquisadora Ursula Mello, do Insper, comprovou que as políticas afirmativas têm repercutido na decisão de muitas famílias de migrar seus filhos do ensino particular para a escola pública, como forma de facilitar no ingresso nas universidades públicas, justamente em função do sistema de cotas. Avaliando o movimento de matrículas entre 2011 e 2016, ela verificou um crescimento de 31% nas transferências de alunos do nono ano do Ensino Fundamental do ensino privado para as escolas públicas. A motivação é o fato de que as ações afirmativas privilegiam o ingresso em Universidades públicas de alunos do Ensino Médio feito em escolas públicas. O estudo foi publicado com o título “Affirmative action and the choice of schools” no Journal of Public Economics.</p>
<p><strong>Unicamp amplia sistema de cotas após grande mobilização e debate interno</strong></p>
<p>A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) demorou para adotar o sistema de cotas étnico-raciais, embora já tenha políticas afirmativas de ingresso desde 2004, quando foi criado o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS). O Programa foi criado com o propósito de destinar bonificações em notas padronizadas dos candidatos egressos da escola pública ou que se autodeclaravam pretos, pardos e indígenas.</p>
<p>Depois foi criado o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS). Trata-se de um curso de ensino superior direcionado aos estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas. A seleção para as 120 vagas do curso não é feita pelo vestibular, mas com base nas notas do ENEM. Para cada escola pública de ensino médio do município de Campinas é garantida uma vaga.</p>
<p>O currículo do ProFIS inclui disciplinas das áreas de ciências humanas, biológicas, exatas e tecnológicas, distribuídas por dois anos de curso. O objetivo é oferecer aos alunos uma visão integrada do mundo contemporâneo, capacitando-os para exercer as mais distintas profissões. Concluído o ProFIS, o aluno pode ingressar, sem vestibular, em um curso de graduação da UNICAMP.</p>
<p>Em 2017, o Conselho Universitário (Consu) aprovou as cotas étnico-raciais na Unicamp. Naquele ano, 30.264 alunos estavam matriculados nos cursos de Graduação e Pós-Graduação. Destes, 4.484 se autodeclararam pretos, pardos e indígenas, o que significava 14,8% do total de matriculados. Em 2022, esse grupo já contava com 8.575 estudantes, ou 26,5% do total de matriculados.</p>
<p>A primeira turma do curso da prestigiada Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, com alunos egressos de cotas étnico-raciais, foi formada em 2024. Mirella Menaque da Paz e Juliana Ferreira Rosa da Silva integram a primeira turma formada após a adoção das cotas e ambas enfatizaram a importância da iniciativa. Também integrante da turma de formados em 2024, Maitê Vasconcelos ingressou na Universidade por meio do ProFIS.</p>
<p>A adoção das cotas étnico-raciais na Unicamp apenas foi oficializada após grande debate interno e mobilização da comunidade acadêmica, sobretudo de alunos. Foi o caso dos alunos reunidos no Coletivo Quilombo Ubuntu. Criado em 2020, um ano após a adoção das cotas étnico-raciais, o Coletivo Quilombo Ubuntu atua na discussão e defesa de pautas dos estudantes negros do curso de Medicina da FCM, a partir de reuniões formativas e de ações de acolhimento e engajamento.</p>
<p>Em fevereiro de 2019, a Unicamp recebeu a primeira turma de estudantes indígenas, após a criação do Vestibular Indígena pela instituição. Foram 611 inscritos, que concorreram a 72 vagas. Já  no Vestibular Indígena 2024, a Unicamp ofereceu 130 vagas para estudantes indígenas. Foram realizadas provas em Campinas e outras cinco cidades − Campo Grande (MS), Recife (PE), Santarém (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM). A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou 3.350 inscritos nessa edição, que, pela terceira vez, foi unificada entre a Unicamp e a UFSCar.</p>
<p>Em setembro de 2024, o Consu da Unicamp aprovou a adoção de um sistema de cotas para estudantes com deficiência para ingresso nos cursos de graduação da Universidade. Pela decisão do Conselho, ficou estabelecida a reserva de vagas para pessoas com deficiência em cada curso de graduação, sendo uma ou duas vagas por curso, ou até 5% do total de vagas, em caso de vagas adicionais. As vagas passarão a ser disponibilizadas no Edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sendo aberta a possibilidade de participação tanto para candidatos de escolas públicas quanto privadas.</p>
<blockquote><p>No dia  1° de abril de 2o25, o Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou as cotas para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias. “Trata-se de mais um momento histórico para nossa universidade”, comentou José Alves Neto, coordenador da Comvest e membro do grupo de trabalho que formulou a proposta.</p></blockquote>
<p>A proposta encaminhada ao Consu e aprovada pelo Conselho resultou da articulação entre movimentos sociais, como o Ateliê TransMoras e o Núcleo de Consciência Trans (NCT), discentes da Unicamp e a Reitoria, a partir de acordo firmado na greve discente de 2023. Presente na reunião do Consu que aprovou a medida, a estudante de Ciência Sociais da Unicamp, Luara Souza,  mulher trans e negra, lembrou da escalada de violência contra a população trans no Brasil, inclusive com crescentes assassinatos.</p>
<p>A decisão do Consu provocou reação no campo mais conservador. O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) acionou o Ministério Público de São Paulo, pedindo a apresentação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a medida. Segundo o parlamentar, no documento pedindo a apresentação da ADI, a Unicamp &#8220;legislou por ato administrativo, usurpando competência do Poder Legislativo. A instituição de critérios diferenciados de acesso ao ensino superior por meio de deliberação de seu Conselho Universitário viola o princípio da separação dos poderes, pois apenas o Parlamento estadual poderia criar tal regra&#8221;. Meios de comunicação com pensamento conservador também se pronunciaram de forma crítica à medida da Unicamp,  como um indicativo de que o sistema de ações afirmativas no Brasil, como o de cotas, continua objeto de críticas por segmentos conservadores da sociedade.</p>
<p><strong>O desafio para cotas em Universidades católicas</strong></p>
<p>Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e membro da Diretoria do FORGES &#8211; Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa, Adolfo Calderón é um grande  defensor do sistema de cotas instituído pela Lei nº 12.711/2012  que, na sua opinião, é  “uma das políticas públicas mais transformadoras da história recente do ensino superior brasileiro”.</p>
<p>Na sua avaliação, o sistema de cotas “não apenas ampliou o acesso às universidades públicas, mas também reconfigurou, de forma profunda, o perfil do estudante universitário, permitindo que grupos historicamente excluídos — especialmente pessoas negras, indígenas, com deficiência, egressas da escola pública e de baixa renda — ocupassem, com legitimidade e pleno direito, um espaço que por tanto tempo lhes foi sistematicamente negado”.</p>
<p>Nesse sentido, para o professor Calderón a política de cotas “não é apenas um mecanismo de inclusão, mas um verdadeiro instrumento de justiça social e de fortalecimento da democracia. Ela aproxima o ensino superior da sociedade que o financia e sustenta, e contribui para a construção de uma universidade mais plural, crítica e comprometida com o enfrentamento das desigualdades históricas e estruturais do país”.</p>
<div id="attachment_14343" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Adolfo_Calderon.jpg"><img class="size-medium wp-image-14343" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Adolfo_Calderon-273x300.jpg" alt="Professor Adolfo Calderón, da PUC-Campinas: sistema de cotas é um gesto civilizatório (Foto Arquivo Pessoal)" width="273" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Adolfo Calderón, da PUC-Campinas: sistema de cotas é um gesto civilizatório (Foto Arquivo Pessoal)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pós-doutor em Ciências da Educação na Universidade de Coimbra, o professor Calderón entende que o impacto das cotas tem sido muito positivo para as universidades, gerando “riquezas incontestáveis para a vida acadêmica. Temos assistido ao florescimento de novos temas de pesquisa, ao fortalecimento de coletivos estudantis e ao surgimento de lideranças acadêmicas que, em outro contexto, sequer teriam tido acesso ao ensino superior”,  assinala.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior desafio para a gestão universitária, na questão das cotas, afirma o professor Calderón,  “não é apenas garantir o acesso, mas sobretudo assegurar a permanência desses estudantes. Esse é o verdadeiro ponto nevrálgico da política de cotas: não basta abrir as portas da universidade — é preciso criar condições concretas para que esses jovens permaneçam, avancem e concluam sua formação com dignidade”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele nota que a busca pela permanência dos alunos “tem exigido das instituições o desenvolvimento de políticas integradas de assistência estudantil, apoio psicossocial, acolhimento pedagógico, acesso à moradia, alimentação, transporte e, cada vez mais, atenção à saúde mental. Além disso, convoca as universidades a repensarem suas práticas pedagógicas, seus currículos e suas formas de escuta, pois estamos diante de sujeitos com trajetórias plurais, que interpelam a cultura acadêmica tradicional”, assinala.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Professor na PUC-Campinas, Adolfo Calderón sustenta que a iniciativa das cotas não deve se restringir às universidades públicas. “O setor privado também tem uma responsabilidade inegável, sobretudo as instituições confessionais e comunitárias, cuja missão educacional se ancora em valores éticos”, afirma.</span></p></blockquote>
<p><strong><strong> </strong></strong>“A Constituição Apostólica <em>Ex corde Ecclesiae</em>, do Papa João Paulo II, já afirmava que as universidades católicas devem buscar formas concretas de tornar o ensino superior acessível aos pobres e aos grupos minoritários tradicionalmente privados desse direito”,  lembra o professor Calderón. “Essa orientação ressoa no pontificado do Papa Francisco, que deu visibilidade constante aos mais excluídos — imigrantes, pessoas trans, em situação de rua, privadas de liberdade. A mesma lógica está presente na encíclica Laudato Si’, que nos convoca a cuidar da “casa comum” — uma casa que só faz sentido se for habitada por todos”, acrescenta o docente.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Inclusão, nesse contexto, não é apenas uma pauta de política educacional. É expressão concreta de um compromisso ético, social e espiritual. O sistema de cotas, portanto, não representa privilégio. Ele é uma forma de reparação histórica e, mais ainda, um investimento no futuro. Um futuro em que nossas universidades — públicas e privadas — possam refletir, com mais justiça e dignidade, a pluralidade e a riqueza do povo brasileiro”, conclui o professor Adolfo Calderón.</span></p>
<p><strong>Cotas mudaram Universidades, mas desigualdade continua, alerta Paulo Sérgio Pinheiro</strong></p>
<p>&#8220;As cotas evidentemente são uma iniciativa extraordinária para abrandar, diminuir o racismo estrutural na sociedade brasileira. Chegaram tarde, mas têm tido um papel extraordinário. A USP por exemplo deixou de ser uma Universidade de brancos. Era muito comprometedor que a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,  a mais progressista historicamente no Brasil, tinha uma maioria esmagadora de alunos brancos. Isso se modificou. Infelizmente a modificação no corpo docente ainda não é o que seria desejável ou equiparável. Os corpos docentes em sua maioria nas universidades são de brancos&#8221;. A opinião é de Paulo Sergio Pinheiro, uma das principais referências no Brasil na luta pelos direitos humanos. Ele é autor dos Princípios de restituição de moradia e propriedade para refugiados e deslocados internamente da ONU [Pinheiro Principles] e integrou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>Para Pinheiro, &#8220;é evidente que as cotas abatem, abalam o racismo, mas evidentemente o Brasil continua sendo um país racista, apesar das cotas. Isso evidentemente contribui para que a democracia não exista efetivamente para a maioria da população. Os negros continuam longe das estruturas de poder, dos lugares de poder na sociedade brasileira. Quase inexistem nos tribunais superiores e no sistema judiciário. Nos altos corpos das três forças armadas são quase inexistentes&#8221;, ele adverte.</p>
<div id="attachment_17960" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/paulo-pinheiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-17960" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/10/paulo-pinheiro-2-300x200.jpg" alt="Paulo Sergio Pinheiro,  referência internacional em direitos humanos  (Foto UN independent international commission of inquiry on the Syrian Arab Republic, Geneva)" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Sergio Pinheiro, referência internacional em direitos humanos (Foto UN independent international commission of inquiry on the Syrian Arab Republic, Geneva)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pinheiro nota que &#8220;no Itamaraty mudou um pouco, porque no governo de Fernando Henrique Cardoso, em uma ação conjunta dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores e Secretaria de Estado de Direitos Humanos, foram criadas as bolsas para os candidatos negros à carreira no Itamaraty. Houve uma seleção para o primeiro grupo e foi emocionante ver que se não fosse a medida não estariam hoje na carreira diplomática, onde hoje já existem embaixadores, ministros, secretários e outros profissionais negros. O presidente Fernando Henrique se sentia constrangido em suas viagens pelo mundo todo e as missões brasileiras eram todas com brancos. O governo Lula aprofundou esse engajamento com as bolsas e hoje felizmente o Itamaraty não é domínio dos brancos&#8221;.</p>
<p>Para Pinheiro, que é membro da Comissão Arns e que desde 2011 preside a Comissão de Investigação das Nações Unidas sobre a República Árabe da Síria, &#8220;as cotas não contribuíram para as diminuições das desigualdades. O Brasil continua sendo um dos países com pior distribuição de renda no mundo.  Em resumo, diminuição das desigualdades, não. Presença de cidadãs e cidadãos negros em Universidades, sim, em várias carreiras. Mas é preciso que cotas sejam aprofundadas e se trabalhe na reparação aos brasileiros que foram os explorados desumanamente durante a escravidão na Monarquia. A democracia para ser efetiva precisa fazer essa reparação, o que é um debate ainda muito atrasado no país&#8221;, ele acrescenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escolas municipais de Campinas criam Clube do Livro</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 19:51:47 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabia que no dia 23 de abril é comemorado o Dia do Livro e que as escolas municipais de Campinas têm iniciativas para estimular cada vez mais a leitura entre os estudantes? Uma é o Clube de Leitura, que é uma das ações do Programa Municipal Leitura e Escrita (PMLE), da Secretaria Municipal de Educação. O ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que no dia 23 de abril é comemorado o Dia do Livro e que as escolas municipais de Campinas têm iniciativas para estimular cada vez mais a leitura entre os estudantes? Uma é o Clube de Leitura, que é uma das ações do Programa Municipal Leitura e Escrita (PMLE), da Secretaria Municipal de Educação.</p>
<p>O Clube é voltado para a Educação Básica e tem como objetivo formar leitores e produtores de texto. Para isso, trabalha  desenvolvendo a capacidade literária dos alunos.</p>
<p>Um dos espaços funciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Integral (Emefei) Orlando Carpino, no Jardim Ouro Branco. A unidade recebeu vários cenários diferentes, em 2024, que combinam com um clube de leitura. Para estimular os alunos a tomarem gosto pela leitura, a professora Michelle Felippe deixou que a criatividade falasse mais alto.</p>
<p>“Montei um clube de leitura divertido, criamos locais diferentes para estimular os alunos a lerem. Então teve cabana, praia, praça e muitos outros”, conta ela.</p>
<div id="attachment_20804" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Cantinho2.jpg"><img class="size-full wp-image-20804" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Cantinho2.jpg" alt="Aluno da (Emefei) Orlando Carpino atento à leitura (Foto Adriano Rosa/Prefeitura de Campinas)" width="576" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Aluno da (Emefei) Orlando Carpino atento à leitura (Foto Adriano Rosa/Prefeitura de Campinas)</p></div>
<p>“Usamos a leitura e a escrita não apenas na alfabetização, porque a entendemos como um processo contínuo em nossas vidas&#8221;, conta a professora articuladora do Programa, Kelly Cristina Munhoz.</p>
<p>Antes de o Programa chegar às escolas, os professores, bibliotecários e orientadores pedagógicos recebem uma formação. “Algumas formações são centralizadas nas escolas, discutindo o aprendizado e as dificuldades. Sem contar os nossos eventos anuais, como o sarau cultural”, explica a professora articuladora Simone de Oliveira.</p>
<p>Para a professora Michelle, tornar o ambiente mais agradável faz com que os alunos se empenhem na leitura. “Eles adoram a ideia, mesmo os que não tem a leitura autónoma conseguem. Seja com uma ajuda minha ou de um outro colega”, reforça. (Com informações da Prefeitura de Campinas)</p>
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		<title>Fundação Bracell estreia com foco em melhorar a educação infantil</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 17:35:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Educação infantil, primeira infância e desenvolvimento de lideranças são os pilares da organização Após seis meses de trabalho, a Fundação Bracell, entidade filantrópica sem fins lucrativos, oficializa sua atuação com o propósito de alavancar o poder transformador da educação no Brasil. A organização que terá como principal pilar de atuação a educação infantil, atuará também ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Educação infantil, primeira infância e desenvolvimento de lideranças são os pilares da organização</i></p>
<div>
<p>Após seis meses de trabalho, a Fundação Bracell, entidade filantrópica sem fins lucrativos, oficializa sua atuação com o propósito de alavancar o poder transformador da educação no Brasil. A organização que terá como principal pilar de atuação a educação infantil, atuará também apoiando parceiros que atuam no campo da primeira infância e do desenvolvimento de lideranças – já detém parcerias com instituições renomadas, como Todos pela Educação, J-Pal e Insper, e busca atuar em colaboração com governos, outras entidades do terceiro setor e universidades.</p>
<p>“Há um conjunto robusto de evidências comprovando que uma educação infantil de qualidade pode transformar positivamente a vida de uma pessoa, por isso trabalhamos para o fortalecimento das políticas públicas para esta etapa, especialmente a pré-escola. Um de nossos objetivos, por meio de pesquisas e avaliação, é identificar soluções promissoras para melhorar a aprendizagem de nossas crianças. A partir disso, o nosso desafio será, em conjunto com governos municipais e estaduais, buscar dar escala a estas soluções sempre buscando que as crianças brasileiras alcancem o seu pleno potencial”, explica Eduardo de Campos Queiroz, diretor-presidente da Fundação Bracell.</p>
<p>“A Educação no Brasil evoluiu em diversos aspectos, mas acreditamos que deva ser uma prioridade, algo que ainda não é. Um dos pontos importantes para que isso aconteça é contar com lideranças bem formadas, competentes e comprometidas com políticas públicas que efetivamente promovam a aprendizagem das nossas crianças e é por isso que temos buscado soluções para a qualificação dos gestores públicos”, detalha Queiroz.</p>
<p>A Fundação Bracell também acredita que cuidados integrais para as crianças na primeira infância (saúde, educação e desenvolvimento social) são fundamentais para que alcancem o seu pleno potencial e, por isso, apoiamos a causa por meio de parcerias com organizações focadas na área.</p>
<p>Os pilares de atuação da Fundação Bracell estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fundação Bracell promove 1ª edição de Simpósio de Educação Infantil </strong></p>
<p>Para marcar o lançamento oficial da Fundação Bracell e reforçar o seu compromisso com a Educação Infantil, a entidade reunirá, no dia 27 de junho, grandes nomes que atuam com pesquisa e políticas públicas de educação infantil, como J-Pal, UNESCO, MEC, Undime, Consec, Consed, USP, UFPR, FGV, Instituto Singularidades, Fundação Carlos Chagas, movimento Todos Pela Educação entre outros.</p>
<p>Paula Pedro, diretora-executiva do escritório para a América Latina e Caribe do Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL LAC), reforça a importância da iniciativa e de somar esforços com entidades como a Fundação Bracell “Estamos muito otimistas com a parceria com a Fundação Bracell, pois acreditamos que a colaboração é essencial para o fortalecimento de políticas públicas em educação infantil no Brasil. O Simpósio é uma oportunidade única para compartilharmos evidências sobre os impactos da educação infantil e discutir os desafios da implementação dessas políticas”, afirma.</p>
<p>Durante o evento, voltado a pesquisadores, gestores públicos e de organizações do terceiro setor, serão divulgadas evidências sobre os impactos da educação infantil de qualidade no desenvolvimento e aprendizagem das crianças e sobre a urgência e a pertinência dos investimentos em educação infantil e pré-escola. A programação contará também com mesas redondas para promover a discussão sobre os desafios da implementação das políticas públicas de educação infantil, com destaque para a participação da ganhadora do Prêmio Nobel de economia e co-fundadora do centro de pesquisas J-PAL, Esther Duflo, que abordará a importância da avaliação de impacto na educação infantil.</p>
<p>“Além de apresentar oficialmente a Fundação Bracell, queremos promover a integração de esforços de todos os atores interessados: pesquisadores, organizações do terceiro setor e governos das três esferas a partir de três temas determinantes da qualidade da educação infantil: formação de professores, determinantes da qualidade e colaboração intergovernamental. Desta forma, junto a instituições da relevância da UNESCO, explorar caminhos para o alcance das metas da Agenda 2030, especialmente do ODS 4”, explica Eduardo de Campos Queiroz, diretor-presidente da Fundação Bracell.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sobre a Fundação Bracell</strong><br />
A Fundação Bracell trabalha para alavancar o poder transformador da educação desde a primeira infância, para que cada criança possa desenvolver todo o seu potencial e ter uma vida melhor. Organização privada sem fins lucrativos, ela atua pelo fortalecimento da educação infantil e apoia iniciativas voltadas para a primeira infância e ao desenvolvimento de lideranças.</p>
</div>
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		<title>BNDES prorroga prazo para edital que leva banda larga para 1.400 escolas</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 22:52:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Expectativa é que sejam beneficiados cerca de 500 mil alunos O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prorrogou até o dia 25 de junho de 2024 a chamada pública para o programa BNDES FUST – Escolas Conectadas. Com o valor de R$ 66 milhões, o edital tem o objetivo de conectar 1.396 escolas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Expectativa é que sejam beneficiados cerca de 500 mil alunos</em></p>
<div>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prorrogou até o dia 25 de junho de 2024 a chamada pública para o programa BNDES FUST – Escolas Conectadas. Com o valor de R$ 66 milhões, o edital tem o objetivo de conectar 1.396 escolas públicas nas regiões Norte e Nordeste, reforçando a estratégia do governo federal para universalização do acesso à internet nas escolas e para promoção da inclusão e da transformação digital nas regiões com menores índices de conectividade.</div>
<div> <a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Mapa-escolas.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20409" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Mapa-escolas.jpeg" alt="Mapa escolas" width="873" height="469" /></a></div>
<div>Os recursos para a chamada são provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).  As diretrizes da iniciativa foram construídas com os Ministérios das Comunicações, da Educação e da Casa Civil, e aprovação submetida ao Conselho Gestor do FUST.  Das quase 1.400 escolas públicas beneficiadas, 76% estão nas regiões Norte e 24% no Nordeste, divididas em três lotes: 529 escolas situadas nos estados do Amapá e Pará; 526 escolas no Acre e Amazonas; e 341 escolas na Bahia, Maranhão e Paraíba. A expectativa é que cerca de 500 mil alunos sejam beneficiados.</div>
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		<title>Organizações protestam contra privatização de escolas no Paraná</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 20:59:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um grupo de organizações da sociedade civil de vários segmentos divulgou nota em protesto contra o Projeto de Lei 345/2024,  encaminhado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior, à Assembleia Legislativa daquele estado no dia 27 de maio. A proposta, de acordo com o conjunto das organizações signatárias, representa &#8220;um processo explícito de privatização da gestão ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de organizações da sociedade civil de vários segmentos divulgou nota em protesto contra o Projeto de Lei 345/2024,  encaminhado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior, à Assembleia Legislativa daquele estado no dia 27 de maio. A proposta, de acordo com o conjunto das organizações signatárias, representa &#8220;um processo explícito de privatização da gestão escolar pela via da terceirização de uma atividade fim da escola pública&#8221;.</p>
<p>A proposta do governador foi rapidamente aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná, por  39 votos a 13,  em sessão tensa. O governador paranaense já sancionou a Lei 22.006/2024, implantando o Programa Parceiro da Escola a partir de 2025.</p>
<p>Segue a nota na íntegra das entidades contrárias à nova lei:</p>
<h1><span style="font-size: large;">NOTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS NO PARANÁ</span></h1>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>A Constituição Federal brasileira de 1988 inscreve a educação como um direito de todos e DEVER do Estado e da família (Art. 205); traz, no inciso I, do artigo 206, a igualdade de condições de acesso e permanência na escola; a gestão democrática do ensino público, entre outros princípios e garantias que compõem o DEVER do Estado. Princípios, garantias e deveres regulamentados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9394/1996) que, mais recentemente (Lei nº 14.644/2023), incrementou a gestão democrática ao incluir os Conselhos de Escola e a criação de um Fórum de Conselhos Escolares visando a ampliar a participação da comunidade escolar nas discussões e deliberações afeitas à unidade escolar.</p>
<p>A LDB de 1996 indica ainda, no Art. 19, as categorias administrativas que as instituições de ensino são classificadas, no inciso I, faz importante delimitação para as que se enquadram na categoria “públicas” sendo entendidas “as criadas ou incorporadas, mantidas e <strong>administradas </strong>pelo Poder Público”, categoria na qual se enquadram as escolas da rede estadual de ensino. A mesma LDB assevera, ainda, no Art. 77 que “os recursos públicos serão destinados às escolas públicas […]”.</p>
<p>Esses princípios e DEVERES, são lembrados em razão da afronta realizada pelo governo do estado do Paraná, que encaminhou à Assembleia Legislativa do estado em 27 de maio de 2024, Projeto de Lei (345/2024) de sua autoria que propõe o “Programa Parceiro da Escola”, por meio do  qual, o governador insiste em contratar “pessoas jurídicas de direito privado especializadas na prestação de serviços de gestão educacional e implementação de ações e estratégias que contribuam para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem dos alunos e a eficiência na gestão das unidades escolares.” (Art. 2º, Projeto de Lei 345/2024) para 200 escolas da rede estadual. Faz-se uso do termo “insiste” porque é a segunda vez, em dois anos, que o governador busca implementar este Programa, mesmo após diversas manifestações de contrariedade realizadas por profissionais da educação quando da apresentação da primeira tentativa.</p>
<p>Trata-se de um processo explícito de privatização da gestão escolar pela via da terceirização de uma atividade fim da escola pública. Por analogia, tal ação que contraria o artigo 3º do Decreto Federal nº 9.507/2018 que, dentre o disciplinamento das atividades do setor público federal que podem ser executadas de forma indireta, exclui as “que envolvam a tomada de decisão ou posicionamento institucional nas áreas de planejamento, coordenação, supervisão e controle”, atividades essas, típicas à administração da escola.</p>
<p>O respectivo decreto, ainda que regule a situação em âmbito federal, traz respaldo jurídico para que seja aplicado em âmbito estadual e municipal, haja vista serem entes federados, com relativa autonomia administrativa, mas que têm por dever a garantia por meio da oferta direta e manutenção de serviços públicos à população nos mesmos moldes do governo federal.</p>
<p>O Projeto de Lei tem muitos problemas, destacam-se, talvez, os mais críticos e os que têm relação mais direta com os princípios apresentados no início desta nota. O primeiro se relaciona à equivocada e impossível separação entre “trabalho administrativo e pedagógico”, como Vitor Henrique Paro há muito tempo analisou, e a ênfase na racionalidade técnica desta atividade em contraposição à sua natureza política e aos princípios que constituem a gestão democrática.</p>
<p>A afirmação se assenta no texto do PL 345/2024 que prevê a atuação do segmento privado nas dimensões: “administrativa e financeira da escola” (Art. 6º), inclusive para os recursos advindos do Governo Federal. Neste caso, a gestão do recurso caberá ao/à presidente/a da Unidade Executora, mas “deverá levar em consideração o plano de trabalho do parceiro contratado” (Art. 6º; §3º). A previsão indicada no PL, fere a gestão democrática, assim como as normativas que regulamentam o uso e a prestação de contas de recursos repassados pelo governo federal às escolas públicas e enfraquece o poder decisório de pensar a alocação dos recursos com vistas a materializar o Projeto Político Pedagógico da escola. Cabe lembrar que no disciplinamento da organização do sistema de ensino, a LDB, no artigo 15, indica inequivocamente a responsabilidade de estados e municípios em assegurar autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira da escola, como aspectos indissociáveis.</p>
<p>A situação é agravada pela secundarização do papel do/a diretor/a que precisará administrar “os profissionais efetivos lotados na instituição de ensino” (Art. 6º; §2º), porém, todos e todas “deverão atender a critérios e metas estabelecidos pelo parceiro contratado em conjunto com o diretor (sic) da rede” e, para aqueles/as que não estiverem de acordo, a Secretaria de Estado de Educação reserva-se o direito de  “remanejar os servidores do quadro efetivo que, após consulta, optarem por sua relotação” (Art. 6º; §4º). O/A trabalhador/a da educação é tido como um empecilho ao Programa e não como agente materializador/a do direito à educação.</p>
<p>O governo do estado, além de colocar a gestão da escola, os/as trabalhadores/as da educação e estudantes à disposição do setor privado, colocará também os “Sistemas Estaduais de Registro Escolar, ficando a cargo da Secretaria de Estado da Educação – SEED a expedição de normas para uso.” (Art. 8º). Em tempos de capitalismo digital, em que informações pessoais e educacionais valem ouro, Ratinho Júnior afronta a Lei de Proteção Geral de Dados abrindo um portal de acesso para sujeitos privados alheios à escola. A esse respeito, pesquisas sobre o tema da privatização mostram a produção e apropriação de dados educacionais públicos por parte de segmentos privados que atuam em escolas públicas e não são disponibilizados de forma pública e com isso, fabrica suas próprias evidências.</p>
<p>O princípio da igualdade de acesso e permanência também está em xeque quando se prevê “buscar o aumento da qualidade da educação pública estadual, por meio do estabelecimento de metas pedagógicas e modernização das estruturas administrativas e patrimoniais” pela via da remuneração do “parceiro”, para ser fiel às palavras do texto, “de acordo com a média de custo de referência da rede […]”. Considera-se, que o governo trata desigualmente as unidades escolares e, consequentemente, o acesso e a permanência dos/as estudantes, ao prever aporte de recurso ao setor privado para gestão, imprimindo possíveis “bons resultados” à gestão privada.</p>
<p>Financiar desigualmente um conjunto de escolas que ficará sob a responsabilidade de um “plano de sucesso” elaborado, coordenado e implementado pelo setor privado, cujos princípios se assentam no mercado, é considerar a educação como uma mercadoria qualquer que pode ser negociada e vendida. A privatização pela via da terceirização, segmenta, segrega, produz desvantagem quando se pensa no conjunto da população que frequenta e trabalha na rede estatal aprofundando desigualdades já existentes.</p>
<p>Dizer sim à escola pública, gerida e financiada pelo estado, é reafirmar o Direito à educação pública, democrática, gratuita e de qualidade socialmente referenciada para todos e todas. Defender e manifestar essa posição é um direito e um compromisso político-social, a sua criminalização é um ato repressivo e antidemocrático. Um governo eficiente, que faz “sucesso” na educação, é aquele que a respeita e cumpre o seu DEVER de educar, não TERCEIRIZA essa responsabilidade a ninguém!<br />
Assinam essa nota:</p>
<p>Associação Brasileira de Ensino de Biologia– SBEnBio</p>
<p>Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais – Abecs</p>
<p>Associação Brasileira de Currículo – AbdC</p>
<p>Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – Abrapec</p>
<p>Associação Nacional de Política e Administração da Educação – Anpae</p>
<p>Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd</p>
<p>Associação Nacional de História – ANPUH</p>
<p>Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – Fineduca</p>
<p>Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Campanha</p>
<p>Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES</p>
<p>Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude – CAJUEIRO</p>
<p>Central Única dos Trabalhadores – CUT</p>
<p>Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE</p>
<p>Confederação Sindical Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE)</p>
<p>Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais dos Programas PIBID e Residência Pedagógica – Forpibid-rp</p>
<p>Fórum Nacional de Diretores de Faculdades/Centros/<wbr />Departamentos de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras. – Forumdir</p>
<p>Observatório do Ensino Médio</p>
<p>Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação – RePME</p>
<p>Rede Nacional EMPesquisa</p>
<p>Sociedade Brasileira de Ensino de Química – SBEnQ</p>
</div>
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		<title>Deputados da RMC votam majoritariamente a favor das escolas cívico-militares</title>
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		<pubDate>Mon, 27 May 2024 22:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua maioria, deputados estaduais eleitos pela Região Metropolitana de Campinas (RMC) votaram favoravelmente ao projeto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, instituindo o Programa Escola Cívico Militar no Estado de São Paulo. O Projeto de Lei Complementar – PLC n° 9 de 2024 foi aprovado em sessão na terça-feira, 21 de maio, pela Assembleia Legislativa paulista, por 54 votos favoráveis e 21 contrários. Houve violência policial contra manifestantes contrários ao projeto, o que gerou reação do Fórum Estadual de Educação do Estado de São Paulo. A lei criando o Programa foi sancionada nesta segunda-feira, 27 de maio, pelo governador. Em abril, a Advocacia Geral da União (AGU) defendeu em parecer ao  Supremo Tribunal Federal que o modelo das escolas cívico-militares é inconstitucional.</p>
<p>Votaram a favor do projeto os deputados eleitos pela RMC: Clarice Ganem (Podemos), Dirceu Dalben (Cidadania), Edmir Chedid (União Brasil), Gilmaci Santos (Republicanos) e Odeias de Madureira (PSD). No painel de votação, a palavra &#8220;obstrução&#8221; aparece nas votações correspondentes aos deputados Rafa Zimbaldi (Cidadania) e Ana Perugini (PT). A assessoria da deputada Ana Perugini encaminhou nota oficial a respeito  à  ASN, que reproduzimos abaixo.</p>
<div id="attachment_20329" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Votação2.jpg"><img class="size-large wp-image-20329" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Votação2-723x1024.jpg" alt="Como foi a votação do projeto criando o Programa Escola Cívico Militar no Estado de São Paulo" width="618" height="875" /></a><p class="wp-caption-text">Como foi a votação do projeto criando o Programa Escola Cívico Militar no Estado de São Paulo</p></div>
<p><strong>Nota da assessoria da deputada Ana Perugini</strong></p>
<p>&#8220;Nota de esclarecimento &#8211; votação do PLC 9/2024</p>
<p>A obstrução parlamentar é um recurso utilizado pelas bancadas para postergar a votação.</p>
<p>Na última terça-feira (21), durante a discussão do PLC (Projeto de Lei Complementar) 9/2024, a liderança da bancada Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, deliberou pelo posicionamento em obstrução, assim como outras bancadas da Assembleia Legislativa.</p>
<p>Assim, a deputada Ana Perugini e outros parlamentares da bancada apareceram no painel de votação como “obstrução”. No entanto, a parlamentar usou a tribuna, discursou contra a militarização de escolas públicas e encaminhou, pela bancada, o voto contrário ao projeto que institui o Programa Escola Cívico-Militar no Estado de São Paulo.</p>
<p>“Precisamos de professores valorizados, salas em condições de se dar aula e educação inclusiva; temos de ampliar a oferta de ensino integral nos municípios, expandir as Etecs e os institutos federais e abrir novas universidades públicas. As escolas cívico-militares não deram certo no Brasil e não vão dar certo no Estado de São Paulo. E nós vamos seguir lutando para que haja democracia no nosso país”, afirmou a parlamentar&#8221;.</p>
<p><strong>Nota da FEESP</strong></p>
<p>Em nota, o FEESP afirma que &#8220;a ALESP, que deveria ser espaço da população, foi palco de bombas, forte agressão física e prisões daqueles que se manifestavam contrariamente a um projeto que caminha na contramão da democracia&#8221;. Na ocasião foi <a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/05/21/projeto-de-escola-civico-militar-e-aprovado-na-alesp-apos-estudantes-serem-repreendidos-por-policiais.ghtml">aprovado</a> o Projeto de Lei Complementar – PLC n° 9 de 2024, que institui o Programa Escola Cívico Militar no Estado de São Paulo.</p>
<p>Policiais militares agrediram e prenderam estudantes que se manifestavam contra o projeto, no plenário e nos corredores da Alesp. Entre os presos estavam a presidente da União Paulista dos Estudantes (Upes) Luiza Martins, a diretora da União Estadual dos Estudantes (UEE) Emmily Gomes de Sá, e o diretor da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) Arthur Melo. Eles, que foram vítimas de violência no ato da prisão, obtiveram liberdade depois de uma audiência de custódia.</p>
<p>&#8220;O FEESP vem manifestar seu total repúdio à aprovação deste projeto, assim como à truculência utilizada de forma indevida contra aqueles que se manifestaram na ALESP&#8221;, diz a nota. Leia-a na íntegra abaixo.</p>
<p><strong>Nota de repúdio do Fórum Estadual de Educação do Estado de São Paulo à violência policial contra aqueles que defendem uma educação democrática (<a href="https://campanha.org.br/acervo/nota-de-repudio-do-forum-estadual-de-educacao-do-estado-de-sao-paulo-a-violencia-policial-contra-aqueles-que-defendem-uma-educacao-democratica/">PDF</a>)</strong><br />
&#8220;Toda sociedade institui um modelo de educação baseado no seu objetiva de sociedade, Neste sentido a Constituição Brasileira de 1988 apontou alguns aspectos importantes do modelo de educação que se almejava naquele momento que a sociedade brasileira procurava consolidar a superação de um momento difícil da sua história, marcada pela censura e pelo autoritarismo para uma sodedade democrática.</p>
<p>Neste sentido foi fundamental apontar mecanismos de responsabilidade que garantisse o acesso à educação pública de qualidade para toda população, inclusive com gastos mínimos orçamentários e mecanismos legais previstos para seu planejamento, como a futura Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – assim como os Planos Nacionais, Estaduais, Municipais e Distrital de Educação.</p>
<p>Porém, um dos elementos fundamentais foi o princípio democrático da educação brasileira, sem o qual não podemos construir urna sociedade democrática. Uma escola democrática é fundamental na formação de cidadãos que participem, fiscalizem e se expressem sem medo e com responsabilidade. Principio esse, que para além da Constituição se fez presente na LDB, mas também no Plano Nacional de Educação em meta e estratégias específicas.</p>
<p>Lamentavelmente o Governador do estado de São Paulo Tarcísio de Freitas encaminhou o Projeto de Lei Complementar – PLC n° 9 de 2024 que institui o Programa Escola Cívico Militar no Estado de São Paulo. Apesar da oposição da comunidade escolar o projeto foi aprovado sob forte repressão policial no dia 21 de maio de 2024 no interior da Assembleia Legislativa. A ALESP que deveria ser espaço da população foi palco de bombas, forte agressão física e prisões daqueles que se manifestavam contrariamente a um projeto que caminha na contramão da democracia. Neste sentido o FEESP vem manifestar seu total repúdio à aprovação deste projeto, assim como à truculência utilizada de forma indevida contra aqueles que se manifestaram na ALESP.&#8221;</p>
<p><strong>Centro de Referência em Educação Integral</strong></p>
<p>Abaixo, reproduzimos <a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/escolas-civico-militares-em-sp-4-eixos-centrais-do-modelo-e-seus-impactos-para-o-direito-educacao/">reportagem publicada no site do Centro de Referência em Educação Integral</a>, no momento de aprovação do projeto criando o Programa Escola Cívico-Militar em São Paulo:</p>
<p>&#8220;Apesar do desmonte da política nacional, São Paulo aprovou, nesta terça-feira (21/5), o Programa Escola Cívico-Militar, que será implementado em unidades públicas das redes estadual e municipais. A expectativa é atingir 100 escolas.</p>
<p>A aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se deu em meio a violenta repressão contra adolescentes, jovens, adultos e idosos que protestavam contra o modelo. Para especialistas, <a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/escolas-civico-militares-aprovacao-truculenta-em-sp-reflete-proposta-do-modelo-avaliam-especialistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a truculência utilizada no lugar do diálogo</a> é condizente com a lógica da proposta do governo paulista.</p>
<p>De acordo com o <a href="https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1000544513" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto de lei Complementar nº 9 /2024</a>, novas unidades ou as escolas públicas de Ensino Fundamental, Médio e de Educação Profissional já existentes que desejarem, podem fazer a “conversão” para o modelo cívico-militar. O processo se dará mediante consulta pública.</p>
<p>O documento também explicita quais escolas serão priorizadas, o papel da polícia nas unidades, e define a remuneração dos militares, que será superior à dos professores e usando recursos da própria Secretaria de Educação.</p>
<p>A seguir, especialistas analisam 4 eixos centrais da política e seus impactos para os direitos de crianças, adolescentes e toda a comunidade escolar:</p>
<h3><strong>1. O modelo será implementado em escolas com índices de rendimento escolar inferiores à média estadual, atrelados a índices de vulnerabilidade social e fluxo escolar (aprovação, reprovação e abandono). O PL afirma que é voltado para unidades “situadas em regiões de maior incidência de criminalidade”.</strong></h3>
<p>De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, a proposta tem como objetivos a melhoria da qualidade do ensino com aferição pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o enfrentamento à violência e a promoção da <a href="https://educacaointegral.org.br/experiencias/o-que-e-cultura-de-paz-nas-escolas-e-como-ela-acontece-na-pratica/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">cultura de paz</a>.</p>
<p>“Se o programa diz que polícia precisa estar dentro da escola para garantir segurança, está dizendo que crianças e adolescentes são violentos, delinquentes e perigosos”, alerta Catarina de Almeida Santos, pós-doutora em Educação pela Unicamp, professora associada da UnB e coordenadora da Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação (REPME).</p>
<p>Ela frisa que os conflitos que acontecem na escola e demandam intervenção policial são mínimos em relação às violências que permeiam os territórios e às quais muitas das próprias crianças e adolescentes estão submetidas – e precisam de mais atenção da Segurança Pública e de outros setores das políticas sociais.</p>
<div class="olho olho-right">
<p>“A violência não está nas escolas e as nossas crianças e adolescentes não são criminosos”, aponta Catarina de Almeida Santos</p>
</div>
<p>“A violência não está nas escolas e as nossas crianças e adolescentes não são criminosos. A polícia está indo para dentro das escolas para interditar a disputa das escolas enquanto espaços de formação dos sujeitos”, defende.</p>
<p>Outra incoerência da proposta está em ignorar que a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes são resultado de boas condições de trabalho.</p>
<p>“As escolas militares recebem mais recursos, melhor infraestrutura e mais equipe para trabalhar. São estes fatores que fazem a diferença, não o fato de ser militarizada”, explica Salomão Ximenes, professor na Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante da Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação.</p>
<h3><strong>2. O modelo propõe que militares cuidem da disciplina dos estudantes e de atividades extracurriculares, enquanto os profissionais da Educação ficariam responsáveis pelo trabalho pedagógico. </strong></h3>
<p>Ao separar estas duas dimensões, o programa traz um entendimento de que a disciplina não é parte do trabalho pedagógico das escolas. “O que a polícia chama de disciplina é a obediência às regras hierarquicamente definidas através da imposição do medo”, define Catarina.</p>
<p>Pedagogicamente, a disciplina tem outro caráter. “É a capacidade de desenvolver o respeito pelo outro para conviver em uma sociedade diversa”, diz a professora e pesquisadora. “A Ciência avança a partir da pergunta, do diálogo, das construções coletivas. E Paulo Freire diz isso: exercitar a pedagogia da pergunta, não da resposta”, complementa.</p>
<div class="olho olho-right">
<p>“A polícia não ensina a conviver com a diferença, ela elimina as diferenças”, observa Catarina.</p>
</div>
<p>A área de Segurança Pública no Brasil, por definição e historicamente, caminha no sentido oposto à valorização das diversidades. “É a área da uniformização, da padronização de comportamentos, decisões, cabelos, roupas. Há uma regra estabelecida e todos devem obedecê-la. Quem questiona ou faz diferente, é punido. A polícia não ensina a conviver com a diferença, ela elimina as diferenças”, observa Catarina.</p>
<p>“O que não é padrão? A cultura das periferias, do hip hop, o cabelo afro, os corpos trans, LGBT, os meninos pretos da periferia. Como vamos ter uma criança autista parada, batendo continência e cumprindo as regras de um militar?”, acrescenta.</p>
<h3><strong>3. Os policiais militares receberão remuneração muito superior à dos professores, usando recursos da Secretaria da Educação.</strong></h3>
<p>Pelo projeto, os agentes que vão atuar nas escolas são aposentados e, além do valor recebido pelas aposentadorias integrais, receberão um adicional que pode variar de 6 a 9,4 mil reais mensais, com recursos da Secretaria da Educação.</p>
<div class="olho olho-right">
<p>Policiais receberão um adicional de 6 a 9,4 mil reais, com recursos da Educação.</p>
</div>
<p>Hoje, o piso do professor da rede estadual, com jornada de 40 horas semanais, é de 5 mil reais. Já os agentes escolares, que serão substituídos por estes policiais, recebem 1,8 mil reais pela função.</p>
<p>Neste ponto, há um dado relevante: 72% dos brasileiros afirmam confiar mais em professoras(es) do que militares para atuar nas escolas. O dado é da pesquisa <a href="https://www.cenpec.org.br/pesquisa/pesquisa-educacao-valores-e-direitos" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Educação, Valores e Direitos</a>, coordenada pelo Cenpec e pela Ação Educativa, e realizada pelo Datafolha e pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop/Unicamp) em março de 2022.</p>
<h3><strong>4. Para ser implantado, o programa Escola Cívico-Militar precisará passar pelo consentimento das comunidades escolares, que serão ouvidas por meio de consultas públicas. </strong></h3>
<p>Para Salomão, o processo de consulta é questionável pela forma como foi conduzido em outras escolas nos últimos anos, em que surgiram relatos de rondas e policiais acompanhando as votações nas escolas. “Sempre paira sobre essa consulta uma ameaça explícita ou velada. O que significa para uma escola da periferia recusar a presença dos policiais militares?”, questiona.</p>
<div class="olho olho-right">
<p>“Deliberar por um modelo autoritário nas escolas é uma deturpação da democracia”, diz Salomão Ximenes</p>
</div>
<p>O especialista pede atenção de toda a sociedade para acompanhar o desenrolar das consultas públicas, que ganham ainda um viés adicional: “Na votação do projeto, deputados expressaram que vão levar uma escola dessa para outros municípios, suas bases eleitorais. Vamos ter que acompanhar para ver quanto de fato vai ser uma manifestação das escolas ou uma imposição desse setor político”, alerta.</p>
<p>O professor também aponta a falácia de demandar das famílias e profissionais da Educação esse tipo de decisão. “Deliberar por um modelo autoritário nas escolas é uma deturpação da democracia”.&#8221;</p>
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		<title>Inscrições para fórum gratuito sobre educação entram na reta final</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2024 19:04:45 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Com transmissão ao vivo, evento on-line será realizado no dia 23 de maio, quinta-feira, das 9h às 12h30; há vagas presenciais limitadas para participar do fórum em Campinas  </i></p>
<div>
<p>Com a participação da escritora, filósofa, intelectual pública e ativista da justiça social, Djamila Ribeiro, a terceira edição do Fórum Diálogos na Educação, promovida pelo Instituto EP, acontecerá na próxima quinta-feira, dia 23 de maio, a partir das 9h, com o tema “Ser e Pertencer no Ambiente Escolar&#8221;. O evento gratuito é voltado a educadores e terá transmissão on-line, ao vivo, entre 9h e 12h30. As inscrições antecipadas para o evento online darão direito à certificado e podem ser feitas pelo <a href="https://www.dialogosnaeducacao.com.br/2024/agenda/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.dialogosnaeducacao.com.br/2024/agenda/&amp;source=gmail&amp;ust=1716058850084000&amp;usg=AOvVaw3KZ-xEIlmDI_THL5Sx-ftH">site</a> do evento.</p>
<p>Há vagas presenciais limitadas para educadores acompanharem a programação da manhã, em Campinas, com inscrições antecipadas obrigatórias pelo link: <a href="https://bit.ly/FORUM-VAGAS-LIMITADAS-MANHA" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://bit.ly/FORUM-VAGAS-LIMITADAS-MANHA&amp;source=gmail&amp;ust=1716058850084000&amp;usg=AOvVaw3FGpg0ZPrhbrZLNs-rTmbQ">https://bit.ly/FORUM-VAGAS-<wbr />LIMITADAS-MANHA</a> Já no período da tarde, grupos de trabalho irão aprofundar, de forma prática, diferentes aspectos do tema principal do evento. Não há mais vagas disponíveis para esse período.</p>
<p>O Fórum de 2024 terá início com a apresentação do projeto vencedor do Concurso Cultural Boas Práticas na Educação, realizado pelo Instituto EP e selecionado entre projetos enviados por professores da educação infantil e do ensino fundamental da rede pública.</p>
<p>Em seguida, às 9h30, haverá palestra de Djamila Ribeiro, escritora, filósofa, intelectual pública e ativista da justiça social. Membro da Academia Paulista de Letras, Djamila é uma voz fundamental na sociedade, trazendo à tona questões cruciais sobre racismo, gênero e desigualdade.</p>
<p>A programação seguirá com uma mesa redonda para discutir o tema “Ser e Pertencer no Ambiente Escolar”, com a participação de pedagogas, entre elas, Telma Vinha, doutora em Educação e professora da Faculdade de Educação da Unicamp. Telma destaca a importância do professor “que conversa, pergunta sobre a vida, as dificuldades, que se conecta, acolhe, considera o que o estudante diz, procura agir com justiça e cuidado, contribuindo para que ele se sinta conectado com a escola”.</p>
<p>“Atualmente, há inúmeras pesquisas que contribuem para compreendermos os diferentes tipos de problemas de convivência e as violências estruturais, assim como possibilidades mais construtivas de intervenções coordenadas e complementares. Sabe-se que a qualidade da convivência nas escolas pode e deve ser planejada como as demais áreas do currículo, com ações de prevenção, promoção e de atenção. É fundamental a discussão sobre a relevância de políticas públicas consistentes que promovam uma convivência cada vez mais cidadã e democrática nas escolas e em redes, para que as instituições educativas possam se tornar, cada vez mais, espaços de aprendizado, segurança, acolhimento e pertencimento”, afirma Telma.</p>
<p>Eliete Aparecida de Godoy, doutora em Educação e professora e diretora da Faculdade de Educação da PUC Campinas, estará também na mesa redonda e reconhece a importância da parceria com a PUC para aproximar o Fórum dos alunos, especialmente dos cursos de licenciatura, e para a formação de professores polivalentes que cursam pedagogia. “É fundamental levar os professores a discutir essa temática de ser e pertencer na escola, com foco nos estudantes, ao mesmo tempo em que eles se descobrem nesse contexto. Uma questão relevante é o desafio de fazer com que os estudantes se sintam parte da escola e sejam protagonistas – e isso pode encontrar resistência das próprias crianças e famílias em se abrirem para outras possibilidades em relação à escola, tornando-se parte da comunidade escolar. É preciso destacar que a comunidade também tem suas expectativas e nem sempre elas vão ao encontro do que os alunos desejam”, explica Eliete.</p>
<p>Para Paula Beatriz de Souza Cruz, pós-graduada em Gestão Educacional e Docência no Ensino Superior e diretora de Escola Estadual, que estará na mesa redonda, “ser e pertencer no ambiente escolar expressam uma perspectiva sobre o futuro da Educação, com olhares diferenciados para docentes, estudantes e seus responsáveis, funcionários e toda a comunidade escolar. É primordial que, no futuro, estejamos atentos a tudo. Podemos não atingir a todos, mas uma pessoa que tenha sua realidade transformada fará grande diferença no mundo, no qual as desigualdades sociais, políticas, educacionais, econômicas estão presentes”.</p>
<p>O Instituto EP atua há mais de 20 anos com educação, com apoio a diferentes projetos. Por meio do Fórum, o Instituto EP busca conectar poder público, iniciativa privada, secretarias de educação, profissionais da educação e diversas outras áreas, promovendo o diálogo e a troca sobre boas práticas na educação que já ocorrem dentro das escolas.</p>
<p>Para acessar a transmissão, clique <a href="https://www.dialogosnaeducacao.com.br/aovivo/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.dialogosnaeducacao.com.br/aovivo/&amp;source=gmail&amp;ust=1716058850084000&amp;usg=AOvVaw0wdR6asLj__MEWleq4Lpbw">https://www.<wbr />dialogosnaeducacao.com.br/<wbr />aovivo/</a></p>
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		<title>Prolata Reciclagem e Instituto Akatu lançam formação online gratuita para educadores</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2024 20:33:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Curso online para profissionais da Educação Básica de todo o país terá foco nos temas consumo consciente, gestão de resíduos e economia circular A educação para a sustentabilidade é fundamental para formar pessoas mais conscientes. Por isso, Prolata Reciclagem e Instituto Akatu se uniram para lançar um novo curso online voltado a educadores e educadoras. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i>Curso online para profissionais da Educação Básica de todo o país terá foco nos temas consumo consciente, gestão de resíduos e economia circular</i></p>
<p>A educação para a sustentabilidade é fundamental para formar pessoas mais conscientes. Por isso, Prolata Reciclagem e Instituto Akatu se uniram para lançar um novo curso online voltado a educadores e educadoras. O objetivo da formação gratuita “Consumo Consciente e Economia Circular nas escolas” é capacitar profissionais da Educação Básica em todo o país, em especial do Ensino Fundamental, para a realização de atividades sobre temáticas socioambientais junto a estudantes, incentivando o desenvolvimento de projetos escolares sustentáveis.</p>
<p>O curso será lançado em um webinar ao vivo no dia 17/05, às 15h, data em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem. O evento terá a participação de especialistas do Akatu, ONG pioneira na mobilização para o consumo consciente, e da Prolata Reciclagem, associação sem fins lucrativos formada pela cadeia de valor de fabricantes de embalagens de aço — que tem a Educação Ambiental como um de seus pilares.</p>
<p>O curso foi desenvolvido a partir de experiências do programa Edukatu, rede de aprendizagem sobre consumo consciente e sustentabilidade do Akatu que já capacitou mais de 19 mil educadores ao longo de uma década. A formação terá carga horária de 40 horas, com certificação digital, e inclui vídeos, textos, planos de aula e uma série de materiais de apoio para auxiliar a realização das atividades em sala de aula a partir de exemplos práticos.</p>
<div id="attachment_20275" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Formacao-online-Akatu-Prolata-1.jpg"><img class="size-large wp-image-20275" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Formacao-online-Akatu-Prolata-1-1024x668.jpg" alt="Economia circular nas escolas é um dos temas do curso" width="618" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Economia circular nas escolas é um dos temas do curso</p></div>
<p>“Capacitar os educadores e educadoras para trabalharem a educação para a sustentabilidade e para o consumo consciente em sala de aula tem o potencial de impactar positivamente não somente os estudantes, mas também seus familiares, criando uma rede de sustentabilidade que envolve toda a comunidade”, valoriza Gabriela D’Amaral, coordenadora de projetos de Educação do Akatu.</p>
<p>Tullio Grossi, coordenador do pilar de Educação Ambiental do Prolata Reciclagem, destaca que os professores estão diante do desafio de integrar a temática de consumo consciente às habilidades dos diferentes componentes curriculares. “Desta forma, buscaremos contribuir com conceitos fundamentais para a compreensão do tema e orientações práticas com estratégias diversificadas com vista à promoção de vivências em um movimento em direção à educação de qualidade para a construção de uma sociedade sustentável.”</p>
<p>As inscrições para o webinar de lançamento e para o curso “Consumo Consciente e Economia Circular nas Escolas” estão disponíveis em <a href="https://forms.gle/qiYzEw15WzQUHwtJ8" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://forms.gle/qiYzEw15WzQUHwtJ8&amp;source=gmail&amp;ust=1715973721149000&amp;usg=AOvVaw0rCY4FUBn3sjaiLILlhnBN">https://forms.gle/<wbr />qiYzEw15WzQUHwtJ8</a>.</p>
<div id="attachment_20273" style="width: 628px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Formacao-online-Akatu-Prolata-2.jpg"><img class="size-large wp-image-20273" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Formacao-online-Akatu-Prolata-2-1024x684.jpg" alt="Curso on-line é gratuito" width="618" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Curso on-line é gratuito</p></div>
<p><strong>Sobre a Prolata Reciclagem</strong></p>
<p>Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma associação sem fins lucrativos e uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), com coordenação e patrocínio da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.</p>
<p>O Programa encontra-se ativo nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.</p>
<p>Saiba mais sobre a Prolata acessando o site <a href="https://www.prolata.com.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.prolata.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1715973721149000&amp;usg=AOvVaw0ETK94sPHn63zDZPeFh0hk">https://www.prolata.com.br/</a>.</p>
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