<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Social de Notícias &#187; Fotos</title>
	<atom:link href="http://agenciasn.com.br/arquivos/category/fotos/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://agenciasn.com.br</link>
	<description>Notícias</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 19:57:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Liberdade garantida, mas com regras.</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17606</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17606#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 12:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17606</guid>
		<description><![CDATA[Por Newton Gmurczyk Da Alemanha, especial para a Agência Social de Notícias Berlim é definitivamente uma das capitais mundiais dos protestos. Dizem que ocorrem mais de 3 mil manifestações de rua por ano na cidade. Com uma história turbulenta, a cidade já viu protestos contra e a favor de muitas coisas.  Em alguns casos, as ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Por Newton Gmurczyk<br />
</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Da Alemanha, especial para a Agência Social de Notícias</strong></div>
<p>Berlim é definitivamente uma das capitais mundiais dos protestos. Dizem que ocorrem mais de 3 mil manifestações de rua por ano na cidade. Com uma história turbulenta, a cidade já viu protestos contra e a favor de muitas coisas.  Em alguns casos, as manifestações fizeram história, em outros acabaram muito mal. Política e situação econômica sempre foram campeãs dos temas e mais recentemente os direitos civis, o meio ambiente e a liberdade de expressão estão na moda.</p>
<div id="attachment_17608" style="width: 1010px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Campanha-nas-ruas-Todos-Contra-o-Corona_Berlim_Newton.jpg"><img class="wp-image-17608 size-full" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Campanha-nas-ruas-Todos-Contra-o-Corona_Berlim_Newton.jpg" alt="Campanha nas ruas - Todos Contra o Corona - Foto Newton Gmurczyk" width="1000" height="580" /></a><p class="wp-caption-text">Campanha nas ruas &#8211; Todos Contra o Corona &#8211; Foto Newton Gmurczyk</p></div>
<p>Em tempos de COVID-19 as manifestações também estão por aí. Não foram formalmente proibidas, mas acontecem sujeitas às regras de restrições ao contato social impostas pelo governo da cidade. Isso vale para todos, para quem é contra e para quem é a favor.</p>
<p>A liberdade de expressão é garantida, mesmo que adaptada ao momento. Na fase mais dura das restrições, as manifestações de rua só podiam reunir 50 pessoas, que eram confinadas pela polícia em uma área cercada, onde era garantida a distância mínima de 1,5 metros entre os participantes.  Com o afrouxamento gradual das restrições, o número autorizado de participantes foi aumentando e atualmente não há mais limites.  Na onda dos protestos mundiais que se seguiram à morte de George Floyd nos EUA, 15 mil pessoas se reuniram na Alexanderplatz, no centro de Berlim, em uma manifestação antirracismo. Ainda havia restrições, a polícia foi pega de surpresa, tentou dissolver a massa, não conseguiu e a coisa ficou um pouco tensa.</p>
<div id="attachment_17618" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/OMAS-GEGEN-RECHTS-Avós-contra-a-direita_Berlim_Newton.jpg"><img class="wp-image-17618 size-full" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/OMAS-GEGEN-RECHTS-Avós-contra-a-direita_Berlim_Newton.jpg" alt="OMAS GEGEN RECHTS - Avós contra a direita" width="680" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">OMAS GEGEN RECHTS &#8211; Avós contra a direita &#8211; Foto Newton Gmurczyk</p></div>
<p>O último fim de semana de junho foi particularmente agitado. O repertório de manifestações de rua foi grande. Entre as principais, um protesto antifascismo e contra ações da extrema direita levou 2 mil pessoas às ruas do bairro de Neukölln. Artistas de circo e de parques de diversão foram reclamar da penúria em que se encontram com seus negócios fechados. Ativistas pelos direitos fundamentais de expressão e trabalho pressionaram pela abertura total dos negócios, com os argumentos de sempre: a pandemia não é isso tudo que tanto falam e a economia é mais importante. Carregaram junto os defensores de teorias conspiratórias. Um dos líderes desse movimento é um famoso chef de cozinha de Berlim, que afrontou a polícia e acabou detido.</p>
<p>Como esse ano não houve a famosa Parada LGBT+ de Berlim, uma das maiores do mundo, várias manifestações pela liberdade sexual acontecem pela cidade. A última foi no bairro de Schöneberg, que reuniu quase 2 mil pessoas. Pouca roupa e muita máscara.</p>
<div id="attachment_17611" style="width: 1010px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Manifestação-LGBT-Berlim_Berlim_Newton.jpg"><img class="size-full wp-image-17611" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Manifestação-LGBT-Berlim_Berlim_Newton.jpg" alt="Manifestação LGBT - Foto Newton Gmurczyk" width="1000" height="628" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação LGBT &#8211; Foto Newton Gmurczyk</p></div>
<p>Nas manifestações, todos devem usar máscaras e manter a distância de 1,5 metros dos outros manifestantes.  A polícia está sempre presente e acompanha tudo, mas está ficando cada vez mais rara uma ação para dispersar a aglomeração. Parece que liberou geral.</p>
<p>Parece, mas ainda não liberou geral. Mais de 50 pessoas foram infectadas em um conjunto habitacional de imigrantes, que precisou ser isolado em quarentena.  Berlin também controla agora a entrada na cidade de pessoas que venham de outros locais na Alemanha, onde a contaminação está aumentando, os chamados <em>hotspots</em>.</p>
<p>Segundo a imprensa, festas “clandestinas” realizadas de madrugada em parques da cidade, que aglomeram multidões de jovens, parques lotados de berlinenses tomando sol e um certo clima de “já passou&#8230;” levaram o índice R a subir temporariamente para mais de 2, quando o ideal é que seja menor do que 1 para que a transmissão seja contida. Passados alguns dias, o índice caiu e o relaxamento das restrições foi retomado.</p>
<div id="attachment_17621" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Manifestação-LGBT-Seja-livre-seja-forte-com-máscaras.jpg"><img class="wp-image-17621 size-full" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Manifestação-LGBT-Seja-livre-seja-forte-com-máscaras.jpg" alt="Manifestação LGBT+ - Seja livre seja forte com máscaras" width="800" height="667" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação LGBT+ &#8211; Seja livre seja forte com máscaras &#8211; Foto Newton Gmurczyk</p></div>
<p>Atualmente, todas as lojas podem abrir e os clientes precisam usar máscaras para fazer compras. Não deve haver incentivos, como assentos, para manter os clientes nos negócios por mais tempo do que o necessário. Isso também se aplica a shopping centers.</p>
<p>Restaurantes e bares estão abertos, mas alimentos e bebidas só podem ser consumidos nas mesas. Quando os clientes saem da mesa devem usar máscara, por exemplo, quando vão ao banheiro.</p>
<p>No transporte público, máscara obrigatória. A polícia fiscaliza e a multa inicial é de 50 euros, podendo chegar a 500 euros.</p>
<p>Os clubes e discotecas de Berlim ainda permanecem fechados. Triste para a cidade, famosa pela sua noite e suas baladas.</p>
<p>Cabeleireiros, piscinas públicas, academias de fitness e hotéis também reabriram e os cinemas ao ar livre (muito populares no verão) já podem exibir filmes novamente.</p>
<p>Os grandes eventos com mais de mil pessoas estão ainda proibidos.  A cena dos grandes shows em arena está parada.</p>
<p>Depois de jogar duro e fechar quase completamente a cidade por quase 2 meses, agora o governo abre gradualmente, retoma as atividades e observa o efeito sobre a transmissão do vírus. Estando ok, abre mais. Se a contaminação aumentar, pode fechar de novo. A impressão é de que foi correta a dimensão dada ao problema, as ações foram bem planejadas e executadas com firmeza, com adesão da população. Parece que funcionou. Até agora, foram confirmados 8242 casos em Berlim, com 226 mortes.</p>
<p>Mas o impacto econômico é bem grande. O desemprego aumentou, negócios fecharam e o setor de turismo está sem chances de recuperação esse ano. Normalmente a cidade se enche de turismo nesses meses de verão.</p>
<p>Vida que segue e da regra ninguém escapa. O governador de um dos estados alemães pediu desculpas pelo Youtube por não usar máscara facial no aeroporto.  Jornalistas e milhares de cidadãos usaram canais de mídia social para lembrá-lo de que ele havia sido flagrado sem a máscara.</p>
<p><em>&#8220;Foi um erro e me desculpem. Por favor, não tomem isso como um modelo.&#8221;</em></p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Newton-Gmurczyk_Berlim_Newton.jpg"><img class=" size-thumbnail wp-image-17612 alignleft" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Newton-Gmurczyk_Berlim_Newton-150x150.jpg" alt="Newton Gmurczyk_Berlim_Newton" width="150" height="150" /></a>Newton Gmurczyk é antropólogo e profissional de elaboração e gerência de projetos culturais.  Foi produtor musical em Campinas por 25 anos e fez parte do grupo musical Bons Tempos.  Atualmente gerencia projetos musicais no Brasil e em Berlim. Trabalha também com memória corporativa e acervos históricos de empresas.</p>
<p>Há 4 anos deixou o Brasil para se engajar em uma experiência de voluntariado ligada ao budismo. Reside há dois anos em Berlim.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17606/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A União faz a força</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17543</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17543#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 16:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17543</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucila Vieira e Newton Gmurczyk Como Berlim enfrentou – e superou &#8211; sua maior crise após a segunda guerra, aos olhos de dois moradores brasileiros na cidade. Berlim é uma cidade de contrastes. É jovem, cosmopolita e intensa. Os berlinenses e gente de várias partes do mundo alimentam de vida uma cidade marcada pelo sofrimento. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Lucila Vieira e Newton Gmurczyk</strong></p>
<p><strong><em>Como Berlim enfrentou – e superou &#8211; sua maior crise após a segunda guerra, aos olhos de dois moradores brasileiros na cidade.</em></strong></p>
<p>Berlim é uma cidade de contrastes. É jovem, cosmopolita e intensa. Os berlinenses e gente de várias partes do mundo alimentam de vida uma cidade marcada pelo sofrimento. Arte na rua, grafites, cartazes anunciando concertos, peças de teatro e exposições estão por todo lado. É também uma cidade antiga, repleta de história, marcas da guerra e cicatrizes ainda de muitos anos dividida por um muro. A guerra acabou, o muro caiu, tudo mudou de um dia para outro. Os berlinenses  sabem enfrentar mudanças e situações adversas com rapidez. Mudar é parte de pertencer a Berlim. Aqui tudo acontece, tudo muda rápido, tudo é contraste, inovação, desafio e aceitação. Com dois anos morando na cidade, é interessante observar a pandemia por aqui.</p>
<div id="attachment_17536" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Chaussestrasse-vazia.jpg"><img class="size-full wp-image-17536" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Chaussestrasse-vazia.jpg" alt="Chaussestrasse vazia (Foto  Newton Gmurczyk)" width="800" height="1003" /></a><p class="wp-caption-text">Chaussestrasse vazia (Foto<br />Newton Gmurczyk)</p></div>
<p><strong>Um governo presente – A União</strong></p>
<p>A Alemanha é uma república parlamentar formada por estados e com um governo central. Logo que se percebeu que a coisa era séria, os estados e a chanceler Angela Merkel começaram a agir. Decidiram conjuntamente como avaliar os perigos da pandemia para a saúde das pessoas, os impactos na economia, a capacidade do sistema de saúde para atender a população, as ações a serem tomadas. Um plano claro foi traçado e as ações de restrição social foram sendo tomadas paulatinamente. Decidiram conjuntamente, mas não em absoluta concordância. Houve debates, conflito de ideias, oposição (sim, aqui também tem políticos&#8230;) mas, uma vez decidido o que fazer, todos aceitam e fazem. A impressão é de que todos remam para o mesmo lado.</p>
<p>Escolas fecharam, o comércio parou. O turismo – tão forte por aqui – teve que encerrar suas atividades da noite para o dia. A cidade “apagou”, sem seus bares, cafés, restaurantes, hotéis e gente, gente, muita gente. Somente farmácias, correios e locais de compra de alimentos funcionaram. Mesmo assim, com restrição do número de pessoas dentro. Houve momentos de relativo desabastecimento e filas se formavam nas ruas. Nenhum tipo de reunião ou aglomeração. Não houve proibição de sair de casa, mas circular na rua somente com um bom motivo e, no máximo, aos pares e se as duas pessoas morassem na mesma casa. No pico, a polícia andava pelas ruas dispersando as pessoas.</p>
<p>As ações foram duras, tomadas com um olho na economia e outro olho no que falava o Instituto Robert Koch, órgão federal que cuida do controle e prevenção de doenças. Um país com mais de 100 prêmios Nobel (29 só em Berlim) sempre escuta seus cientistas.</p>
<p>A presença do governo também era intensa na mídia. Tudo era comunicado e explicado. O discurso era sempre o de falar o que seria feito e o porquê de fazer. A própria Merkel foi à TV em rede nacional falar das ações do governo, assim como o presidente Steinmeier. Mensagens e entrevistas com o prefeito Michael Müller eram quase que diárias. Além das orientações à população e a satisfação sobre o que estava sendo feito, palavras de união, compaixão e solidariedade também faziam parte do discurso.</p>
<p>A garantia de atendimento médico a todos os cidadãos foi também uma das coisas sempre reforçadas pela chanceler em seus discursos diários na TV. O lema “leave no one behind” acompanhava todas as campanhas e ações médicas e sanitárias. Para cumprir esse compromisso, os hospitais se equiparam devidamente com material da melhor qualidade e em quantidade e ações intensas para angariar mão de obra na área médica – todos os tipos de profissionais de saúde – e voluntários para serviços de apoio foram levantadas em todo o país. Particularmente Berlim construiu em poucas semanas um hospital de campanha para abrigar até 1000 infectados.  Foi tudo surpreendente. A população se sentiu o tempo todo amparada.</p>
<p>Muito se discutiu, e ainda se discute, sobre o que fazer com a economia, que sofreu com a queda das atividades. Negócios quebraram, outros vão demorar muito para se recuperar, gente perdeu o emprego. Berlim é uma cidade turística e o prejuízo de hotéis, restaurante, bares é imenso. Há muitos planos de ajuda sendo discutidos e muita discussão e crítica ao governo também (sim, aqui também tem políticos&#8230;). De concreto, pelo menos, o governo deu 5 mil Euros para o que chamamos no Brasil de microempresas. Milhares delas. Tudo online: a empresa solicitava a ajuda em uma plataforma da web e, se aprovada, em 3 dias o dinheiro estava na conta.  Tudo bem, a Alemanha é rica. Mas sabe o que fazer com o seu dinheiro.</p>
<div id="attachment_17537" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Kudamm-a-rua-do-comércio-chic-vazia.jpg"><img class="size-large wp-image-17537" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Kudamm-a-rua-do-comércio-chic-vazia-1024x768.jpg" alt="Kudamm - a rua do comércio chic vazia (Foto  Newton Gmurczyk)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Kudamm &#8211; a rua do comércio chic vazia (Foto<br />Newton Gmurczyk)</p></div>
<p><strong>O povo cooperando – a força</strong></p>
<p>A impressão é de que o alemão convive muito bem com regras. Ainda mais: não vive muito bem sem elas. Uma vez que haja uma regra clara e organização para cumpri-la, o alemão aceita e vai em frente. No geral, todos respeitaram as restrições e as violações, que não foram tão poucas assim e foram reprimidas pela polícia.</p>
<p>No geral, parece que há um tipo de solidariedade diferente da que conhecemos no Brasil. A solidariedade aqui não é individual, do tipo “vou ajudar você”, mas parece ser um tipo de solidariedade social: todos vão cumprir as regras e fiscalizar para que a sociedade toda as cumpra, porque assim foi determinado. Há um certo senso de confiança coletiva. É uma solidariedade que olha o todo, preserva o coletivo e não se foca na ação individualista. Por isso, é comum você levar uma tremenda bronca se entrar no supermercado sem máscara. Bronca de um outro cliente, não necessariamente do caixa.</p>
<p>Ou seja, concordando ou discordando, cumpre-se. Claro que isso gera tensões. Uma das maiores críticas à restrição de contato social foi em relação à liberdade de expressão. Berlim tem mais de 3.000 manifestações por ano, de vários tipos, desde a Greta falando da mudança climática para 5 mil adolescentes até um solitário falando da guerra no Yemen em cima de um caixote. E restringir isso foi inadmissível, na opinião de quem achava que a COVID-19 era fake news. Sim, aqui também tem partidários de teorias da conspiração que atacam Bill Gates, acham que o vírus é parte de um golpe comunista da China e saem para a rua para pedir ao governo (que é, claro, “parte de um complô global contra a democracia&#8230;”) que “libere geral”. Talvez sejam um bando de malucos, mas junto com eles vêm a extrema direita, neonazistas, movimentos antiislamita, antissemita e xenófobos. Eles não são poucos e estão bem presentes.</p>
<p>Interessante esse desejo de preservar a liberdade de expressão, em uma cidade que em menos de um século foi berço do mais agressivo regime fascista, que a destruiu quase que completamente e logo depois se viu dividida sob a opressão de um regime socialista.</p>
<div id="attachment_17538" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_sinalizacao-de-rua-1.jpg"><img class="size-full wp-image-17538" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_sinalizacao-de-rua-1.jpg" alt="Sinalizacao de rua (Foto  Newton Gmurczyk)" width="800" height="768" /></a><p class="wp-caption-text">Sinalizacao de rua (Foto<br />Newton Gmurczyk)</p></div>
<p><strong>Relaxamos</strong></p>
<p>Agora, a coisa está mais relaxada. Tudo está voltando ao normal. O comércio reabriu, mas shows, teatros, cinemas e grandes eventos continuam proibidos. Duro para o berlinense, principalmente nessa primavera já com clima de verão, quando todo mundo fica louco para ir para a rua, tomar um sol bonito, mas que vai durar pouco, porque daqui a pouco já virá o frio alemão novamente.</p>
<p>Ainda há restrições de aglomerações, poucos clientes podem entrar nas lojas, máscaras são obrigatórias no comércio e transportes.</p>
<p>Segundo o Instituto Robert Koch, no dia 2 de maio foram registrados 35 novos casos de Corona vírus em Berlim. 130 pessoas estavam isoladas e tratadas em hospitais, 42 em unidades de terapia intensiva. 198 pessoas haviam morrido na cidade. Desde o começo da pandemia foram 6873 casos confirmados do novo vírus corona em Berlim.</p>
<p>O governo implantou um sistema de “3 semáforos” para indicar a necessidade de voltar com as medidas de restrição se o número de casos aumentar. Se dois semáforos ficarem vermelhos, medidas severas podem ser retomadas.</p>
<p>O primeiro semáforo é o número de infecções por semana. O segundo é a taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva. O terceiro é o valor R, que indica quantas pessoas em média podem ser infectadas por uma pessoa com o vírus. O limite crítico é 1. Esse semáforo já está vermelho, com índice de 1,91, depois de um fim de semana de muito sol, com todo mundo nas ruas e parques. O povo sabe, mas parece que foi para a rua e a sensação é de que a pandemia já era.  Tudo bem, eles são craques em cumprirem as regras, se elas voltarem.</p>
<p>Outro lado bacana a salientar é que, como Berlim teve essa competência de se estruturar e, portanto, a taxa de mortalidade e de uso de unidades intensivas era bem inferior a capacidade instalada, a cidade passou a receber pacientes vindos de países vizinhos – França e Itália – dando assim suporte e manifestando solidariedade também com estrangeiros. No pico da crise, podíamos ouvir o barulho dos helicópteros chegando com enfermos.</p>
<p>Experiência incrível estar aqui neste momento. Berlim é uma cidade bacana.</p>
<div id="attachment_17539" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Um-dos-parques-de-Berlim-após-o-relaxamento-2020-perigo.jpeg"><img class="size-full wp-image-17539" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Berlin_Um-dos-parques-de-Berlim-após-o-relaxamento-2020-perigo.jpeg" alt="Um dos parques de Berlim, após o relaxamento 2020 - perigo (Foto  Newton Gmurczyk)" width="591" height="749" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos parques de Berlim, após o relaxamento 2020 &#8211; perigo (Foto<br />Newton Gmurczyk)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Lucila Vieira </strong>é economista, mas dedicou quase toda sua vida às artes. Galerista e curadora, comandou por 25 anos a Quadrante Galeria em Campinas. </em><em>É designer gráfica, com especialização em belas artes no London Institute of Arts e em curadoria pelo NODE Institute. </em><em>Atualmente é diretora da Galeria Canoa Berlin.</em></p>
<p><em><strong>Newton Gmurczyk </strong>é antropólogo e profissional de elaboração e gerência de projetos culturais.  Foi produtor musical em Campinas por 25 anos e fez parte do grupo musical Bons Tempos. Atualmente gerencia projetos musicais no Brasil e em Berlim. Trabalha também com memória corporativa e acervos históricos de empresas.</em></p>
<p><em>Há 4 anos <strong>Lucila e Newton</strong> deixaram o Brasil para se engajarem em uma experiência de voluntariado ligada ao budismo. Residem há dois anos em Berlim.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17543/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não Consigo Respirar! Por Synnöve Hilkner</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17528</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17528#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs ASN]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Synnöve Hilkner]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17528</guid>
		<description><![CDATA[Uma imagem chocante! Uma cena de assassinato! Um ser humano matando outro, pisando em outro, sufocando, tirando a liberdade de respirar, o direito à vida! Toda vida importa! Vidas Negras importam! Que vivam no Brasil, nos Estados Unidos, em países da Europa, que vivam nesse mundo. Estamos lado a lado, mas, enquanto alguém se sentir ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Uma imagem chocante! Uma cena de assassinato! Um ser humano matando outro, pisando em outro, sufocando, tirando a liberdade de respirar, o direito à vida!</div>
<div>Toda vida importa!</div>
<div>Vidas Negras importam!</div>
<div>Que vivam no Brasil, nos Estados Unidos, em países da Europa, que vivam nesse mundo. Estamos lado a lado, mas, enquanto alguém se sentir no direito de menosprezar alguém, por cor de pele, religião, gênero, por pobreza ou riqueza, ou outra desculpa qualquer, ainda nos faltará muito para evoluir.</div>
<div>Caminhamos juntos.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17529" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Antirracismo-Synnöve-Hilkner.jpeg"><img class="size-large wp-image-17529" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Antirracismo-Synnöve-Hilkner-1024x506.jpeg" alt="Antirracismo por Synnöve Hilkner" width="618" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Antirracismo por Synnöve Hilkner</p></div>
</div>
<div></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17528/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; Final (Brasil)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17474</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17474#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 21:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17474</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 28 de maio de 2020 (Nona e última reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.) BRASIL Luciana Ahamy – indígena da etnia Guarani M&#8217;bya &#8211; Campinas (POVOS INDÍGENAS MASSACRADOS E AGORA EM RISCO COM PANDEMIA. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div><strong>Por Fábio Gallacci</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Campinas, 28 de maio de 2020</strong></div>
<div></div>
<div><em>(Nona e última reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.)</em></div>
<div></div>
<div><strong>BRASIL</strong></div>
<div><strong>Luciana Ahamy – indígena da etnia Guarani M&#8217;bya &#8211; Campinas</strong></div>
<div></div>
<div><strong>(POVOS INDÍGENAS MASSACRADOS E AGORA EM RISCO COM PANDEMIA. CULTURA INDÍGENA DEVE SER PRESERVADA E VALORIZADA. TERRITÓRIOS PRECISAM SER DEMARCADOS.)</strong></div>
<div>
<div id="attachment_17476" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Brasil4.jpg"><img class="size-large wp-image-17476" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Brasil4-1024x819.jpg" alt="Dados de 28 de maio de 2020, 18 horas de Brasília)" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 28 de maio de 2020, 18 horas de Brasília)</p></div>
</div>
<div></div>
<div></div>
<div>“Sou guerreira da etnia Guarani M’bya. Nasci em Juquitiba, na Aldeia Rio Silveiras, em Bertioga (SP). Vivo em Campinas há dois anos. O coronavírus, infelizmente, já chegou em algumas comunidades indígenas e, mais um vez, o nosso povo não recebe nenhuma atenção, como nunca recebeu.<br />
O maior problema é a demarcação de nossas terras. Somos massacrados para que essas áreas sejam invadidas. A falta de atenção facilita que o vírus entre e mate o nosso povo, nossos anciões e nada vai ser feito. Somos tratados como se não existíssemos e assim continua desde sempre.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17477" style="width: 586px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani3.jpg"><img class="size-large wp-image-17477" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani3-576x1024.jpg" alt="Luciana Ahamy: nhanderu Tupã está à frente (Foto Luciana Ahamy)" width="576" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Luciana Ahamy: nhanderu Tupã está à frente (Foto Luciana Ahamy)</p></div>
</div>
<div>
Infelizmente, nossos anciões, nossos sábios, irão morrer e em algum momento nossa cultura pode morrer junto com eles. Ao mesmo tempo, os mais jovens estão sendo obrigados a sair de suas comunidades.<br />
Antes, tudo nos era ensinado em volta da fogueira. Hoje, nossos jovens têm que sair para aprender e, com isso, saber como lutar pelo seu povo. Mas eles acabam perdendo algo mais valioso, que é nossa cultura.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17478" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani4.jpg"><img class="size-large wp-image-17478" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani4-1024x614.jpg" alt="Demarcação de territórios indígenas é prevista na Constituição (Foto Luciana Ahamy)" width="618" height="371" /></a><p class="wp-caption-text">Demarcação de territórios indígenas é prevista na Constituição (Foto Luciana Ahamy)</p></div>
</div>
<div>
Nada está sendo feito (em relação ao avanço do coronavírus nas áreas indígenas), pelo menos não por quem deveria fazer e nos proteger. Nós indígenas sempre lutamos. Acordamos lutando e dormimos em alerta. Assim, seguimos a nossa vida sempre lutando. Tem muitos djuruas (pessoas não-indígenas) que abraçam a causa, mas enquanto os engravatados não olharem para os nativos como iguais, toda a ajuda vem quase engatinhando.</div>
<div></div>
<blockquote>
<div>Somos 305 povos no Brasil, com mais de 200 línguas diferentes.</div>
</blockquote>
<div>
As pessoas podem ajudar começando a entender o nosso povo. Estou triste, mas com a sabedoria dos mais velhos, entendo que em tudo o que acontece o grande espírito esta à frente. Esse vírus veio para mostrar que somos todos iguais, ele não escolhe o branco ou o negro, o indígena, o rico, o pobre. Ele não vê se você mora em uma mansão ou em um barraco. Ele está aí para mostrar que hoje nos igualamos. Meu sentimento é de tristeza pelas pessoas que, mesmo com tudo que está acontecendo, ainda se acham melhores que os outros. Tristeza pela falta de humildade e caridade do ser humano.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17479" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani2.jpg"><img class="size-full wp-image-17479" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Guarani2.jpg" alt="Covid-19 e mais uma ameaça a povos indígenas (Foto Luciana Ahamy)" width="640" height="960" /></a><p class="wp-caption-text">Covid-19 e mais uma ameaça a povos indígenas (Foto Luciana Ahamy)</p></div>
</div>
<div>
Estou longe de tudo que representa o sagrado para mim. Família, amor&#8230; Estou longe dos meus filhos, dos meus netos, da minha aldeia, mas falo com meus filhos e netos quase todos os dias e fico feliz por eles estarem bem.<br />
Falar do presidente Jair Bolsonaro em meio a essa pandemia é fácil: pessoa despreparada, sem limites. Mas nhanderu Tupã está  à frente. Ele sabe de todas as coisas.<br />
Para as demais pessoas eu peço que conheçam nossa cultura. Somos 305 povos no Brasil, com mais de 200 línguas diferentes. Aprendam mais sobre os povos indígenas, entendam que somos povos protetores das matas, não desmatamos, não matamos sem necessidade. Não invadam nossas terras. Vocês irão entender em um futuro próximo que o indígena sabe mais da vida e de sobrevivência do que vocês possam imaginar. Vão entender que o mundo só vai sobreviver através do olhar e da cultura indígena. Nos ajude a manter nossos territórios.”</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17474/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dica do Instituto Anelo: Pianista Lucas Bohn lança CD Pauliceia</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17436</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17436#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 15:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[CampinasCulturalNaoPara]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17436</guid>
		<description><![CDATA[#CampinasCulturalNaoPara Arte-educador, compositor, pianista e professor do Instituto Anelo, Lucas Bohn lançou, no início de maio, o disco “Pauliceia” (independente). O título, ao contrário do que muitos podem imaginar, não é uma referência à cidade de São Paulo, comumente chamada dessa forma, mas ao Jardim Pauliceia, bairro da região Sudoeste de Campinas onde o músico ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>#CampinasCulturalNaoPara</p>
<p>Arte-educador, compositor, pianista e professor do Instituto Anelo, Lucas Bohn lançou, no início de maio, o disco “Pauliceia” (independente). O título, ao contrário do que muitos podem imaginar, não é uma referência à cidade de São Paulo, comumente chamada dessa forma, mas ao Jardim Pauliceia, bairro da região Sudoeste de Campinas onde o músico morou dos 3 anos aos 30 anos.</p>
<p>“Morei lá com meus pais e depois, nos primeiros anos de casado. Quando me mudei já não éramos somente eu e minha esposa, Monique, mas também minha filha Nina”, conta Lucas, que hoje mora no distrito de Sousas.</p>
<p>Para ele, a música popular sempre esteve muito atrelada ao seu lugar de origem. “Tantos temas tocados com frequência na noite são homenagens a ruas que nos lembram situações e sensações diferentes. E isto não se restringe só à música brasileira. A razão que me fez dedicar este álbum ao Pauliceia foi, além de todas as memórias minhas que vivem lá, homenagear meus pais, professores que tanto batalharam para criar a mim e ao meu irmão. Esse disco, com certeza, é fruto de muito trabalho, coisa que aprendi com eles.”</p>
<div id="attachment_17439" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/lucas_bohn_3-1.png"><img class="size-large wp-image-17439" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/lucas_bohn_3-1-1024x927.png" alt="Álbum foi lançado no início de maio" width="618" height="559" /></a><p class="wp-caption-text">Álbum foi lançado no início de maio</p></div>
<p>O disco foi gravado em julho de 2019, numa única sessão realizada no Sete Criativo, um espaço de treinamento corporativo que também é patrocinador do álbum. Além de Lucas ao piano, participaram da gravação de “Pauliceia” os músicos André Oliveira (bateria), Gustavo Villas Boas (trompete), Theo Fraga (contrabaixo) e Vinicius Corilow (sax tenor).</p>
<p>De acordo com Lucas, a produção do disco foi bancada por meio de financiamento coletivo. “Eu mesmo produzi, com a ajuda do Rafael Thomaz e do Peu Abrantes”, conta. São sete faixas, todas instrumentais: “Revoada”, “Amarelo Ipê”, “Pauliceia”, “Jequitibá”, “John Boyd”, “Domingo, 6h30” e “Endembargo” (faixa bônus). Por enquanto, o trabalho está disponível em plataformas digitais como Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube. O CD físico deverá ficar pronto em Julho e será vendido ao preço de R$ 25.</p>
<p><iframe width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/videoseries?list=PLrT_xphPnBMq-kGVq83K0ow7tei_qNJxw" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>CURRÍCULO</p>
<p>Lucas Bohn começou a dar aulas no Instituto Anelo em 2020, por indicação de Vinicius Corilow. Cursou Música Popular na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e é mestre em composição pela University of South Carolina, nos Estados Unidos, orientado pelo renomado professor, músico e compositor de jazz Bert Ligon.</p>
<p>Teve outros mestres como o pianista e maestro Nelson Ayres e o cantor e compositor Arrigo Barnabé, quando ambos fizeram residência artística na Unicamp. Também estudou com Felipe Silveira, pianista, intérprete, arranjador e compositor campineiro reconhecido em todo o país.</p>
<p>Pauliceia no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2GWxstHzCU&amp;list=PLrT_xphPnBMq-kGVq83K0ow7tei_qNJxw" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3DF2GWxstHzCU%26list%3DPLrT_xphPnBMq-kGVq83K0ow7tei_qNJxw&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837467000&amp;usg=AFQjCNFrEz_YNMLy81iivbHN3YcF83UtDw">https://www.youtube.com/watch?<wbr />v=F2GWxstHzCU&amp;list=PLrT_<wbr />xphPnBMq-kGVq83K0ow7tei_qNJxw</a></p>
<p>Pauliceia no Spotify: <a href="https://open.spotify.com/album/1UCUa7fBcigJaLmbTe2vcv" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://open.spotify.com/album/1UCUa7fBcigJaLmbTe2vcv&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNGs-tsAIYfXkC4noDpezA05yYFnEA">https://open.spotify.com/<wbr />album/1UCUa7fBcigJaLmbTe2vcv</a></p>
<p>Pauliceia no Deezer: <a href="https://www.deezer.com/fr/artist/9493054" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.deezer.com/fr/artist/9493054&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNEMrl76ccEwKmXy4pQu8KAvw7mRpQ">https://www.deezer.com/fr/<wbr />artist/9493054</a></p>
<p>Pauliceia na Apple Music: <a href="https://music.apple.com/us/artist/lucas-bohn/1501726259" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://music.apple.com/us/artist/lucas-bohn/1501726259&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNHBkBgn9R_n5BbMHDC5SC7AYScDow">https://music.apple.com/us/<wbr />artist/lucas-bohn/1501726259</a></p>
<p><strong>Quem deu a dica: Localizado no Jardim Florence I, no distrito do Campo Grande, em Campinas, o Instituto Anelo completa 20 anos em 2020. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que oferece aulas gratuitas de música nos projetos Brincando com os Sons (musicalização infantil), Instrumentos e Canto, Prática de Banda (de música em grupo) e Sanfônica (aulas de acordeon). Outro projeto de destaque no Instituto é a Orquestra Anelo, grupo de música instrumental com regência de Guilherme Ribeiro.</strong></p>
<p>Site: <a href="http://anelo.org.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://anelo.org.br&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNE-5WmgezT2v3GILQMF1Zh-OiqkEg">anelo.org.br</a></p>
<p>Facebook: <a href="http://www.facebook.com/institutoanelo/" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.facebook.com/institutoanelo/&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNHUsAfcAkmU28WEk_52i_Yufct9PQ">www.facebook.com/</a><a href="http://www.facebook.com/institutoanelo/" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.facebook.com/institutoanelo/&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNHUsAfcAkmU28WEk_52i_Yufct9PQ">institutoane</a><a href="http://www.facebook.com/institutoanelo/" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.facebook.com/institutoanelo/&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNHUsAfcAkmU28WEk_52i_Yufct9PQ">l</a><a href="http://www.facebook.com/institutoanelo/" target="_blank" rel="nofollow" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.facebook.com/institutoanelo/&amp;source=gmail&amp;ust=1590517837468000&amp;usg=AFQjCNHUsAfcAkmU28WEk_52i_Yufct9PQ"><wbr />o</a></p>
<div>Instagram: @institutoanelo</div>
<p>YouTube: Instituto Anelo Oficial</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17436/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; VI (Suécia)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17413</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17413#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 19:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17413</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 25 de maio de 2020 (Sexta reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.) SUÉCIA Carolina Carrijo &#8211; Lund (PAÍS TEVE CONTROVERSA POLÍTICA DE ISOLAMENTO. VIDA CONTINUOU QUASE NORMAL. INCERTEZAS QUANTO AO FUTURO. GRANDE IMPACTO NA ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Fábio Gallacci</strong></p>
<p><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></p>
<p><strong>Campinas, 25 de maio de 2020</strong></p>
<p><em>(Sexta reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.)</em></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><span style="text-decoration: underline;">SUÉCIA</span></strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong><em>Carolina Carrijo &#8211; Lund</em></strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>(PAÍS TEVE CONTROVERSA POLÍTICA DE ISOLAMENTO. VIDA CONTINUOU QUASE NORMAL. INCERTEZAS QUANTO AO FUTURO. GRANDE IMPACTO NA ECONOMIA)</strong></p>
<div id="attachment_17423" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia-novo.jpg"><img class="size-large wp-image-17423" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia-novo-1024x819.jpg" alt="Dados dde 25 de maio de 2020, 16 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados dde 25 de maio de 2020, 16 horas de Brasília</p></div>
<p style="font-weight: 400;">“O primeiro caso na Suécia foi registrado no dia 30 de janeiro em uma jovem de aproximadamente 20 anos que veio de Wuhan/China. Ela ficou isolada e se recuperou; não passou para ninguém. Após quase um mês, surgiram os novos casos, que foram registrados logo após o Winter Break (terceira semana de fevereiro), em que toda a Europa pausa para uma mini férias de Inverno com o objetivo de praticar esportes, como esquiar. As pessoas costumam ir para o Norte da Itália. Aquele país estava com o seu pico de casos e, consequentemente, todos os novos casos daqui surgiram em pessoas que foram para lá. Quando o primeiro caso foi registrado, a Suécia se pronunciou como sendo um país de ‘Risco Baixo’ para proliferação da covid-19. Quando surgiram os novos casos, passou para ‘Médio/Alto’ e em poucos dias já se tornou ‘Muito Alto’.</p>
<div id="attachment_17427" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia3.jpg"><img class="size-large wp-image-17427" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia3-1024x768.jpg" alt="Em março, prateleiras vazias (Foto Carolina Carrijo)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Em março, prateleiras vazias (Foto Carolina Carrijo)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Atualmente são 30.943 casos e 3.784 mortos (<em>informação do dia 20/05</em>), sendo a maioria na capital Estocolmo. Os números de novos casos por dia estão diminuindo, mas ainda são altos. No primeiro mês, eu só fiquei em casa, passeava na rua aqui da frente e fui a supermercados. Mas no último mês eu tenho voltado, aos poucos, a algumas atividades normais, pois estava literalmente sendo a única pessoa em total isolamento em um país com tudo liberado. Hoje eu evito restaurantes e shoppings. Só vou ao Centro quando preciso comprar algo e estou buscando conhecer novos bosques/florestas (muito comuns aqui) para passear com as crianças. Assim, evito locais com aglomerações.</p>
<blockquote>
<p style="font-weight: 400;">Não compare o Brasil com a Suécia e fique em casa!</p>
</blockquote>
<p style="font-weight: 400;">Após os primeiros casos, não houve nenhuma mudança de comportamento. Quando a Dinamarca fechou a fronteira (12/03), houve um certo desespero. As pessoas tiveram o impulso de fazer estoque de comida, papel higiênico e álcool em gel. Com o passar dos dias e sem aparecer nenhuma obrigatoriedade de isolamento, a população se acalmou. Mas se eu pudesse dar um conselho aos brasileiros eu falaria: Não compare o Brasil com a Suécia e fique em casa!</p>
<div id="attachment_17428" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia5.jpg"><img class="size-large wp-image-17428" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia5-768x1024.jpg" alt="Corrida às compras no início (Foto Carolina Carrijo)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Corrida às compras no início (Foto Carolina Carrijo)</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Logo na primeira semana de março, eu e todas as pessoas da minha família ficamos muito mal, com uma gripe super pesada, inclusive o meu filho mais novo, na época com 6 meses. Liguei para o Hospital para saber se poderia ir fazer o teste, mas não permitiram. O teste só está sendo feito em casos de risco. Apenas nos orientaram a ficarmos em casa e retornar se estivéssemos piorando, com falta de ar, sintomas mais fortes.</p>
<p style="font-weight: 400;">Logo após, o meu bebê passou pela consulta de rotina do pediatra e disseram que as chances de termos tido Covid-19 eram bem altas, de acordo com sintomas. Depois disso, soubemos que tivemos contato com pessoas que estavam com outras pessoas contaminadas, o que nos leva a crer que todos aqui já pegamos, mas nunca teremos certeza.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Vida (quase) normal</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">As medidas de proteção da Suécia são brandas e demoraram a acontecer. Num primeiro momento, as fronteiras foram fechadas, depois vetaram eventos com mais de 500 pessoas e logo depois passaram para 50 pessoas. Assim segue até hoje.</p>
<p style="font-weight: 400;">As empresas adotaram o home office para quem pode. As universidades, ginásios, escolas de idiomas e qualquer outro tipo de curso para adultos fecharam e estão sendo on-line. As escolas de ensino infantil (até 16 anos) funcionam normalmente. Segundo o primeiro-ministro, Stefan Löfven, fechar escolas poderia fazer com que profissionais essenciais deixassem de trabalhar para ficar com as crianças em casa ou que os pais deixassem os filhos com avós idosos, aumentando os riscos de propagação.</p>
<blockquote>
<p style="font-weight: 400;">O respeito ao próximo é algo que sempre existiu aqui</p>
</blockquote>
<p style="font-weight: 400;">
Restaurantes e bares continuam funcionando, mas não podem ter serviço de balcão (self-service, coisas assim). Avisos de distanciamento foram colocados em todos os estabelecimentos. Algumas farmácias pedem que os clientes peguem senhas e esperem do lado de fora. Compra ou aluguel de imóveis está sendo feito on-line (sem visitas, você precisa alugar o apartamento confiando nas fotos). Academias continuam funcionando com restrições de horários e exigências de distanciamento e higiene.</p>
<div id="attachment_17429" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia2.jpg"><img class="size-large wp-image-17429" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia2-768x1024.jpg" alt="Carolina circula pela Lund vazia (Foto Carolina Carrijo)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Carolina circula pela Lund vazia (Foto Carolina Carrijo)</p></div>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Distanciamento social como cultura</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Eu vejo que os suecos estão respeitando essas regras e vale destacar que já faz parte do comportamento deles manter distância de outras pessoas. Já era muito comum se posicionar a um metro de distância do outro em pontos de ônibus, mesas de restaurantes, filas. Na minha opinião, o sueco sempre viveu em distanciamento social.</p>
<p style="font-weight: 400;">O respeito ao próximo é algo que sempre existiu aqui, mas o sueco nunca gostou de abraços, de conversar muito perto, de receber visitas em casa. É um povo muito fechado. Outra característica daqui é que temos uma população muito pequena (10 milhões de pessoas aproximadamente) e eu tenho a sensação de que todos os lugares são muito vazios, não existe aglomeração nem em tempos normais. Na rua onde moro nunca tem ninguém, tudo é muito deserto por aqui.</p>
<div id="attachment_17430" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia4.jpg"><img class="size-large wp-image-17430" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Suécia4-768x1024.jpg" alt="Incertezas quanto ao futuro (Foto Carolina Carrijo)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Incertezas quanto ao futuro (Foto Carolina Carrijo)</p></div>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Falta de registro no trabalho contribuiu para disseminação da doença</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O grande número de casos de mortes na Suécia aconteceu em Estocolmo, principalmente em lares de idosos, onde os funcionários eram horistas e não tinham registro. Com isso, não receberiam nenhum benefício caso ficassem doentes. Sendo assim, muitos desses funcionários horistas acabaram indo trabalhar doentes e levaram o vírus para dentro dos lares e aconteceu essa catástrofe. O governo, quando constatou isso, mudou o regime de trabalho dessas pessoas e registrou todo mundo, garantindo que eles tenham benefícios e possam faltar em caso de doença.</p>
<p style="font-weight: 400;">Fora isso, nas outras regiões, a situação está mais tranquila e controlada. O clima aqui na Suécia é de tranquilidade. Eu acredito que os imigrantes estão mais preocupados. As comunidades brasileira e italiana, por exemplo, estão muito preocupadas. Mas o sueco, em sua maioria, confia no governo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Vírus abala pequenos e gigantes da economia</strong><br />
Há total apoio para que o trabalhador fique em casa. O governo já anunciou um pacote econômico para ajudar as empresas que tiveram que reduzir jornada de trabalho e salários dos colaboradores. Meu marido trabalha em uma multinacional sueca e teve redução de salário de 30%. O governo irá cobrir essa redução.<br />
Por outro lado, é possível ler notícias de quanto as empresas estão sofrendo o impacto. Grupos como Scania, Norwegian, SAS estão fechando operações aqui. Os pequenos negócios estão implorando para os clientes pedirem por entregas. Então, sim, há um grande impacto na economia&#8221;.</p>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17413/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; IV (Espanha e Moçambique)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17361</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17361#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2020 14:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17361</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 21 de maio de 2020  (Quarta reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.) ESPANHA Marta Franck &#8211; Barcelona (OUTRO PAÍS QUE SOFREU MUITO NOS PRIMEIROS MESES DA PANDEMIA E AGORA VIVE A PRIMEIRA FASE DE ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Fábio Gallacci</strong></p>
<p><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></p>
<p><strong>Campinas, 21 de maio de 2020 </strong></p>
<p><em>(Quarta reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.)</em></p>
<p><strong>ESPANHA</strong></p>
<p><strong><em>Marta Franck &#8211; Barcelona</em></strong></p>
<p><strong>(OUTRO PAÍS QUE SOFREU MUITO NOS PRIMEIROS MESES DA PANDEMIA E AGORA VIVE A PRIMEIRA FASE DE ABERTURA. AS MEDIDAS DO GOVERNO NAS ÁREAS SOCIAL E ECONÔMICA. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO CONFIÁVEL.)</strong></p>
<div id="attachment_17395" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Espanha5.jpg"><img class="size-large wp-image-17395" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Espanha5-1024x819.jpg" alt="Dados de 21 de maio de 2020, 11 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 21 de maio de 2020, 11 horas de Brasília</p></div>
<p>“Moro em Barcelona com meu marido e minha filha Julia, de 3 anos. Estamos em casa desde o dia 13 de março. A situação segue complicada, subindo o número de contágios e mortes.</p>
<p>O momento é de angústia, sem saber muito bem o que vai acontecer. Mas está sendo um momento de reflexão também, de questionar as prioridades da nossa vida, pensar no próximo, valorizar pequenas coisas. Embora sejam momentos difíceis, estamos tendo a oportunidade de viver coisas que não podemos com a correria do dia a dia, principalmente com as crianças.</p>
<p>Aqui as pessoas parecem ser cada vez mais conscientes e solidárias, além, claro, atentas às medidas do governo em relação ao confinamento. Muitas multas foram dadas nesses dias, mas a grande maioria das pessoas está respeitando e ficando em casa.</p>
<p><strong>Palmas para o pessoal da saúde</strong></p>
<p>Temos muitas coisas que estão sendo veiculadas na internet ou em forma de lives: são shows de magia, músicos, yoga, aulas para os pequenos e grandes. O que não falha são as palmas &#8211; sempre às 20 horas &#8211; para o pessoal sanitário, pra todas as pessoas que seguem trabalhando nessa época difícil. Cada vez saem mais pessoas na sacada para aplaudir e os aplausos cada vez duram mais. Imagino que seja por estarmos cada vez mais agradecidos.</p>
<p>Nós moramos a uma quadra dos meus sogros e do meu cunhado. Mesmo assim, não estamos nos vendo. Todos entendem agora como é minha relação com a minha família, por exemplo, já que sou a única que mora na Espanha.</p>
<p>São muitas videochamadas, muito WhatsApp, vídeos, mensagens de texto e de voz. Já passamos por dois aniversários nesse confinamento: vídeo em grupo e cada um com o seu bolo em casa!! Entendemos que é difícil, mas que é para um bem comum&#8230; As crianças e os idosos são os que mais sentem essa distância, mas com carinho e muita conversa, conseguimos que todos fiquem bem.</p>
<blockquote><p>Comparem a capacidade de tratamento em hospitais x população em cada lugar afetado com a realidade brasileira</p></blockquote>
<p>Trabalho no departamento de compras de uma empresa com mais de 50 lojas que vende, além de livros, jogos, tecnologia, etc&#8230; Quando começou o confinamento, estávamos com home office. Agora estamos com os contratos suspensos temporalmente.</p>
<p>A diferença do Brasil é que aqui temos o apoio do governo para que as empresas não quebrem, mas sem que o trabalhador saia tão prejudicado. O governo está assumindo 70% dos salários e as pessoas seguem cotizando tanto para aposentadoria quanto para férias. Grande parte do país está nessa situação. Existe uma forte política social para superar o confinamento e, quando isso acabar, recuperar a economia.</p>
<p>Nosso dia a dia agora é fazer com que nossa filha gaste a energia e não sofra tanto com esse tempo dentro de casa. Enquanto trabalhava, minha rotina era dividir a atenção entre família e emprego, agora é 100% do tempo dedicado à filha. Não é fácil, mas fazemos o melhor que podemos.</p>
<div id="attachment_17404" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Espanha6.jpeg"><img class="size-full wp-image-17404" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Espanha6.jpeg" alt="Plaça de Masadas, 13 de maio, em Barcelona (Foto Marta Franck)" width="768" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Plaça de Masadas, 13 de maio, em Barcelona (Foto Marta Franck)</p></div>
<p><strong>Isolamento vertical</strong></p>
<p>Existe a linha que defende o isolamento vertical. Eu indico que as pessoas leiam o atual posicionamento do governo da Itália, onde pedem perdão pela primeira postura tomada para esta crise. Admitem que mais pessoas morreram por isso, reconhecem o erro e pedem que as pessoas sejam agora cientes do que isso pode levar.</p>
<p>Por outro lado, aqui na Espanha, 32% das pessoas internadas pelo coronavírus tem menos de 50 anos. Isso demonstra que, embora tenhamos menos risco, não significa que não necessitemos internação. O sistema de saúde do Brasil já tem muitas dificuldades sem uma crise, por isso é importante evitar o máximo de contágios.</p>
<blockquote><p>É hora de deixar de ser egoísta, pensar mais além da própria realidade</p></blockquote>
<p>O que eu recomendo é que as pessoas pesquisem o que aconteceu nos países onde o vírus está mais avançado, quais as consequências de cada decisão, comparem números e evolução dos casos. Todos temos acesso à informação. Agora mesmo temos tempo suficiente para pesquisar. Comparem a capacidade de tratamento em hospitais x população em cada lugar afetado com a realidade brasileira. Escutem os especialistas que dizem que o Brasil tem muitos mais casos que os publicados oficialmente! Enfim, se informem e pensem com toda a informação que consigam.</p>
<p><strong>Ficamos em casa</strong></p>
<p>Diria para as pessoas pensarem no conjunto. Na minha casa, nenhum de nós é do grupo de risco. Mas sabemos que podemos ser portadores do vírus para pessoas que são. Por isso, ficamos em casa, por mais difícil que seja. É hora de deixar de ser egoísta, pensar mais além da própria realidade. Vamos dar valor às pequenas coisas, ajudar ao próximo.</p>
<p>Procurar os pequenos comércios que ainda funcionam é algo positivo. Compre a fruta e a verdura daquele que segue fazendo um esforço para não quebrar a empresa, por exemplo. Receba a compra do motoboy respeitando a distância de segurança, mas agradeça muito pelo trabalho que ele está fazendo nesse momento tão difícil para todos.</p>
<p>Acho que a lição é exatamente esta: aprender com tempos difíceis para criar um mundo melhor, menos egoísta, com todos se colocando na pele do outro.</p>
<p><strong>Primeira ação depois da pandemia</strong></p>
<p>Certamente, sair com a minha filha para que ela possa correr muito ao sol e, claro, aproveitar com a família. Quem sabe um pique-nique? Mas enquanto isso não passa, fiquem em casa, por favor!</p>
<div id="attachment_17396" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Moçambique.jpg"><img class="size-large wp-image-17396" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Moçambique-1014x1024.jpg" alt="Cesaltina, de Moçambique: futuro incerto, mas muita esperança (Foto Cesaltina Muchanga) " width="618" height="624" /></a><p class="wp-caption-text">Cesaltina, de Moçambique: futuro incerto, mas muita esperança (Foto Cesaltina Muchanga)</p></div>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Moçambique</span></strong></p>
<p><strong><em>Cesaltina Muchanga </em></strong></p>
<p><b>(EXEMPLO DE SITUAÇÃO NA ÁFRICA, CONTINENTE DO QUAL A MÍDIA OCIDENTAL POUCO FALA. MUITAS FAMÍLIAS PASSANDO FOME E ALTO DESEMPREGO. MUITAS INCERTEZAS QUANTO AO FUTURO.)</b></p>
<div id="attachment_17399" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Moçambique3.jpg"><img class="size-large wp-image-17399" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Moçambique3-1024x819.jpg" alt="Dados de 21 de maio de 2020, 11 horass de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 21 de maio de 2020, 11 horas de Brasília</p></div>
<p><b></b><i></i>“Eu moro em Moçambique, um país que fica no sul da África. Estamos nesse momento contando com 91 casos infectados por coronavírus. As pessoas ainda estão confinadas. Esse – maio – é o segundo mês que estamos confinados, em estado de emergência. Eu moro com a minha mãe, meu pai, seis irmãos e três sobrinhos.</p>
<p>Nesse momento estamos passando por momentos muito difíceis porque há muitas famílias passando fome, muita gente ficando sem emprego. É uma situação complicada. Um dia temos esperança  e fé, no outro vem o medo. Ficamos nos perguntando quando isso vai terminar. Antes, o país já passava por uma situação difícil e como vai superar esse situação? No meio disso tudo, estamos em oração pedindo para que o mundo inteiro possa ultrapassar esse momento.</p>
<p>Estamos tomando todas as medidas de prevenção. Todo mundo sai de casa com máscara. Em todos cantos tem onde lavar a mão com água e sabão. Não tem sido fácil, principalmente na questão de distanciamento social, porque muitas famílias precisam estar em mercados informais para vender produtos e ganhar dinheiro pra ter o que comer. Mas todo mundo já tem a noção do perigo.</p>
<blockquote><p>O país já passava por uma situação difícil e como vai superar esse situação?</p></blockquote>
<p>É uma rotina muito complicada porque as pessoas estão habituadas a sempre sair de casa em busca do seu sustento. Até para as crianças está sendo difícil, mas é o que temos a fazer no momento.</p>
<p><strong>Saudade de um abraço</strong></p>
<p>Eu não acho uma ideia boa (negar a ideia de que o isolamento social é importante) porque pelo que tenho acompanhado o Brasil é um dos países que conta com o maior número de casos de coronavírus no mundo. Primeiro devemos cuidar da saúde que o resto pode ficar para o dia seguinte.</p>
<blockquote><p>Vamos nos cuidar para que possamos nos reencontrar amanhã</p></blockquote>
<p>Eu deixaria uma mensagem de que que tudo a Deus pertence, que vamos dividir o tempo com todos que amamos, dar abraços, amar enquanto podemos. Vamos cuidando um do outro.</p>
<p>Quando tudo isso acabar, primeiro eu vou me ajoelhar e agradecer a Deus. Já faço isso sempre, mas farei ainda mais. Também quero dar abraços em todos. Estou sentindo falta dos abraços. Vamos nos cuidar para que possamos nos reencontrar amanhã. E não perder a fé. Esses momentos difíceis vão passar.</p>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17361/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; III (Inglaterra e Cuba)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17371</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17371#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 17:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17371</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 20 de maio de 2020 (Terceira reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.) INGLATERRA Érica Dahlström Dezonne – Londres (GOVERNO BRITÂNICO HESITOU NO INÍCIO E ATÉ PRIMEIRO-MINISTRO FOI INFECTADO. PALMAS PARA OS TRABALHADORES DO NHS. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Fábio Gallacci</strong></p>
<p><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></p>
<p><strong>Campinas, 20 de maio de 2020</strong></p>
<p>(Terceira reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.)</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">INGLATERRA</span></strong></p>
<p><strong><em>Érica Dahlström Dezonne – Londres</em></strong></p>
<p><b>(GOVERNO BRITÂNICO HESITOU NO INÍCIO E ATÉ PRIMEIRO-MINISTRO FOI INFECTADO. PALMAS PARA OS TRABALHADORES DO NHS. LIVES DE ACADEMIA PELO BEM DO CORPO. TRABALHAR MAIS O CONSUMO CONSCIENTE.)</b></p>
<div id="attachment_17381" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Reino-Unido.jpg"><img class="size-large wp-image-17381" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Reino-Unido-1024x819.jpg" alt="Dados de 20 de maio de 2020, 14 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 20 de maio de 2020, 14 horas de Brasília</p></div>
<p>“Vivo no bairro Hackney. Moro perto de Old Street, que é uma área bem movimentada por ter vários escritórios nos arredores e estar próximo a Shoreditch e Brick Lane, as áreas mais hipsters de Londres. No final de abril, apenas na área onde resido, já havia mais de 500 casos confirmados de Covid-19. A situação aqui é de cafés, bares, restaurantes, escritórios e o que há de comércio nos arredores fechados desde o dia 23 de março, quando a quarentena para esses tipos de trabalhares se oficializou.</p>
<div id="attachment_17374" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra2.jpg"><img class="size-large wp-image-17374" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra2-1024x1024.jpg" alt="A arte de rua na capital britânica e os novos hábitos (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">A arte de rua na capital britânica e os novos hábitos (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>As pessoas estão confinadas desde então, mas é possível ver um número razoável de pessoas se exercitando pelas ruas ou indo fazer compras de supermercado. Eu estou trabalhando de casa desde o dia 24 de março. Moro com o meu namorado, Kasper, que é finlandês. Ele voltou para o país dele poucos dias antes das fronteiras se fecharem por estar desempregado e não morar oficialmente em Londres, para que tivesse auxílio financeiro do governo. Foi uma decisão muito difícil pois não sabemos daqui quantos meses estaremos juntos novamente. Ele, agora, recebe auxilio do governo do seu país. Então no momento estou sozinha.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra8.jpeg"><img class="size-large wp-image-17375" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra8-1024x683.jpeg" alt="O carinho com os trabalhadores dos serviços essenciais (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">O carinho com os trabalhadores dos serviços essenciais (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>Quando eu estava ainda indo trabalhar e a pandemia ainda chegava na Europa, comecei a sentir ansiedade por estar vulnerável, dependendo de transporte público e rodeada por pessoas do dia a dia do meu trabalho. Mas por ser fotojornalista, tenho um instinto em não temer as adversidades e, logo após o Primeiro Ministro (<em>Boris Johson, que foi infectado pelo coronavírus e se recuperou</em>) estabelecer o lockdown, eu tinha que começar a documentar o que eu podia.</p>
<blockquote><p>Como fotojornalista sinto que preciso documentar o máximo possível.</p></blockquote>
<p>Vivendo sozinha, sinto por estar longe da minha família, amigos e namorado, mas por incrível que pareça, a minha ansiedade diminuiu e tenho me sentido bem, particularmente. Como fotojornalista sinto que preciso documentar o máximo possível. O que as pessoas mais estão sentindo é o caos que essa pandemia trouxe sem que ninguém esperasse. Ingleses são completamente diferentes de italianos e espanhóis. Aqui, apenas temos batido palmas todas às quintas-feiras para os trabalhadores do NHS &#8211; nosso SUS daqui. Mas ingleses pouco interagem no geral.</p>
<div id="attachment_17377" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra9.jpeg"><img class="size-large wp-image-17377" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra9-1024x684.jpeg" alt="Nos supermercados, as compras do que é fundamental (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Nos supermercados, as compras do que é fundamental (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>Claro que mantenho contato direto com a minha família que está aí no Brasil e meu namorado na Finlândia. Sempre usamos o WhatsApp para mensagens e videocalls. Uso também o Houseparty para falar com amigos aqui em Londres.</p>
<div id="attachment_17378" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra14.jpeg"><img class="size-large wp-image-17378" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra14-768x1024.jpeg" alt="Érica e a atenção para o movimento nas ruas (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Érica e a atenção para o movimento nas ruas (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>Acredito estar enfrentando muito bem a situação. Melhor do que muita gente. Procuro sempre ter mais o pé no chão em situações de caos e sei que irá passar. Mas parte essencial nessa fase é ter ainda o meu trabalho, pois isso me faz ter o compromisso de acordar no mesmo horário nos dias da semana e seguir uma rotina. Eu adoro ficar em casa. Estou aproveitando muito esse tempo para fazer coisas que eu reclamava constantemente que não tinha tempo, como cozinhar e ler. E algo essencial que tenho valorizado muito nessa época são as lives de academias no Instagram. Eu tenho procurado me exercitar todos os dias, uma ou até duas vezes. E exercícios que ajudem a trabalhar a respiração também pois isso ajuda a ansiedade e o estresse irem embora. E nada como uma boa taça de vinho no fim do dia.</p>
<blockquote><p>Acredito que as pessoas estejam aprendendo a apreciar mais o silêncio</p></blockquote>
<p>Em relação ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro, acho de extrema falta de respeito com a população brasileira. Ele está cometendo um crime, chamando pessoas para as ruas, as colocando claramente em risco de vida. Eu me entristeço demais com a situação que o presidente da República submete a nação brasileira, mas sei que tem muita gente que o apoia. Aqui, o Reino Unido também não tem sido o melhor dos exemplos. Nosso Primeiro Ministro foi infectado pela Covid-19 e foi parar na UTI. Nosso número de mortos sobe cada dia mais. Mas ainda temos pessoas nas ruas que preferem aproveitar o sol e pagar para ver.</p>
<div id="attachment_17379" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra3.jpg"><img class="size-large wp-image-17379" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra3-1024x1024.jpg" alt="Bicicleta, meio de transporte de muitos moradores de Londres (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">Bicicleta, meio de transporte de muitos moradores de Londres (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>Que fiquem em casa. Se não por eles, pelas pessoas que eles amam e valorizam e não gostariam de ver passar por um risco de morte tão grande como esse. Se forem sair, usem luvas, não toquem no rosto por nada nesse mundo. Não tocar no rosto é parte essencial. E saiam apenas para o essencial. Faça exercícios em casa, qualquer coisa que seja para mexer o corpo. E tente mentalizar a respiração. Isso ajuda e muito. Além do mais, isso vai passar e tudo vai ficar bem!</p>
<div id="attachment_17376" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra12.jpeg"><img class="size-large wp-image-17376" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra12-1024x683.jpeg" alt="Metrô quase vazio, cena impensável há poucos meses (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Metrô quase vazio, cena impensável há poucos meses (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>Eu sinceramente espero que as pessoas estejam refletindo sobre como crises vêm como lições de vida e que não vale a pena pensarmos apenas em nós mesmos. Eu estou curiosa também para ver como eu serei após isso passar. Mas acredito que as pessoas estejam aprendendo a apreciar mais o silêncio, de que não precisamos viver nesse mundo frenético que vivíamos antes. Há de se trabalhar o consumo consciente, principalmente de alimentos, e o quão esse círculo tem gerado devastações imensas e que a natureza está mandando de volta.</p>
<div id="attachment_17380" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra5.jpg"><img class="size-large wp-image-17380" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Inglaterra5-1024x1024.jpg" alt="Portas da The National Gallery momentaneamente fechadas: à espera de novos tempos (Foto Érica Dahlström Dezonne)" width="618" height="618" /></a><p class="wp-caption-text">Portas da The National Gallery momentaneamente fechadas: à espera de novos tempos (Foto Érica Dahlström Dezonne)</p></div>
<p>O que farei primeiro quando tudo isso acabar? Com certeza, fotografar o movimento das pessoas nas ruas. Mas também espero estar com o meu namorado assim que as coisas voltarem ao normal.”</p>
<div id="attachment_17383" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba1.jpg"><img class="size-full wp-image-17383" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba1.jpg" alt="O desejo de estar com os amigos depois do fim da pandemia (Foto Kira González)" width="960" height="720" /></a><p class="wp-caption-text">O desejo de estar com os amigos depois do fim da pandemia (Foto Kira González)</p></div>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">CUBA</span></strong></p>
<p><strong><em>Kira González &#8211; Havana</em></strong></p>
<p><strong>(CONFIANÇA NO EXCELENTE SERVIÇO DE SAÚDE CUBANO. AS AULAS PELOS CANAIS DE TELEVISÃO. A IMPORTÂNCIA DA SOLIDARIEDADE.)</strong></p>
<div id="attachment_17385" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba4.jpg"><img class="size-large wp-image-17385" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba4-1024x819.jpg" alt="Dados de 20 de maio de 2020, 14 horas de Brasília." width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 20 de maio de 2020, 14 horas de Brasília.</p></div>
<p>“Vivo em Havana, a capital, com minha mãe e meu padrasto. Atualmente, é a província com o maior número de casos de coronavírus. Todos nós continuamos em nossas casas e só saímos para coisas estritamente necessárias: comida, itens de higiene pessoal, etc. As escolas pararam as aulas, mas continuamos a manter contato com nossos professores por meio das redes. Os alunos do ensino fundamental, médio e pré-universitário recebem aulas através da rede de canais de televisão nacionais.</p>
<p>Os primeiros dias de isolamento social foram um pouco desconfortáveis. Eu estava ansiosa por não saber o que viria a seguir, mas sabia que todas as medidas necessárias seriam tomadas para manter a saúde da cidade.</p>
<blockquote><p>Confiamos no sistema de saúde, mas não dá para negligenciar.</p></blockquote>
<p>Bem, a grande maioria cumpre as medidas, embora exista uma minoria que ainda não tem percepção de risco. Em alguns casos, até protestam contra as demandas das autoridades, que estão fazendo um excelente trabalho de proteção e prevenção.</p>
<p>Todos nós confiamos muito no nosso sistema de saúde por sua eficácia, mas devido à situação atual que apresentamos, não nos permite negligenciar a nós mesmos. As pessoas acompanham a imprensa diariamente, que fornece informações atualizadas, ou seja, desinformação não se justifica.</p>
<p>Há algum tempo eu não tenho contato direto com outros membros da família, apesar de mantermos a comunicação por telefone. Eu me comunico com meus amigos através deste mesmo canal ou através das redes sociais. Passo meu tempo estudando, realizando tarefas domésticas e treinando em casa. Eu sempre tento assistir a todos os noticiários e programas de notícias.</p>
<div id="attachment_17384" style="width: 586px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba2.jpg"><img class="size-large wp-image-17384" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Cuba2-576x1024.jpg" alt="&quot;Sentarei como muitos no Malecón Habanero&quot; (Foto Kira González)" width="576" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Sentarei como muitos no Malecón Habanero&#8221; (Foto Kira González)</p></div>
<p><strong>Incentivar a ida às ruas é irresponsável</strong></p>
<p>A ameaça do coronavírus é um problema real e podemos ver quanto dano causou ao mundo. É um comportamento totalmente irresponsável incitar as pessoas a ir às ruas. Está expondo-os ao perigo e minimizando as consequências que isso pode ter.</p>
<p>Eu diria ao povo brasileiro para que eles cumpram as medidas sanitárias estabelecidas; que não arrisquem suas vidas ou a de sua família, que cuidem de seus idosos, que sejam disciplinados e saibam que é a hora de se unir para agir com responsabilidade.</p>
<blockquote><p>Aprenderemos a valorizar a vida e a cuidar do bem comum</p></blockquote>
<p>Acho que aprenderemos a ser mais solidários, a ter uma maior percepção de risco, a sermos mais receptivos e disciplinados, também aprenderemos a valorizar a vida e a cuidar do bem comum. Vamos aprender a valorizar tudo ao nosso redor, família, amigos, tudo. Acho que começaremos a ser pessoas mais conscientes, mais reais e menos autodestrutivas.</p>
<p><strong>Não há espaço para o egoísmo</strong></p>
<p>A primeira coisa que farei quando sair de casa é visitar as pessoas de que sinto falta. Sentarei como muitos no Malecón Habanero e, acima de tudo, serei eternamente grata pelo trabalho que nossos médicos e profissionais de saúde estão fazendo. Não é apenas uma questão de fé. Em momentos como esses, apenas precisamos fazer o que é necessário para nós e para os outros. No momento, não há espaço para o egoísmo.</p>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17371/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; II (Itália e Japão)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17339</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17339#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 14:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17339</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 19 de maio de 2020 (Segunda reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.) Itália Massimiliano – Região do Piemonte (SEGUNDO PAÍS, DEPOIS DA CHINA, A SENTIR COM MAIOR GRAVIDADE OS EFEITOS DO NOVO CORONAVÍRUS. PÂNICO ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Fábio Gallacci</strong></p>
<p><em><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></em></p>
<p><em><strong>Campinas, 19 de maio de 2020</strong></em></p>
<p><em>(Segunda reportagem da série com depoimentos de cidadãos moradores de vários países, sobre os impactos da pandemia.)</em></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Itália</span></strong></p>
<p><strong><em>Massimiliano – Região do Piemonte</em></strong></p>
<p><strong>(SEGUNDO PAÍS, DEPOIS DA CHINA, A SENTIR COM MAIOR GRAVIDADE OS EFEITOS DO NOVO CORONAVÍRUS. PÂNICO NA REGIÃO NORTE, NO ENTORNO DE MILÃO E TURIM. O CONFINAMENTO. AS MANIFESTAÇÕES DE SOLIDARIEDADE. A MÚSICA CONTRA O MEDO.)</strong></p>
<div id="attachment_17343" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália2.jpg"><img class="size-large wp-image-17343" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália2-1024x819.jpg" alt="Dados de 19 de maio de 2020, 11 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 19 de maio de 2020, 11 horas de Brasília</p></div>
<p>“Moro no Norte da Itália, na região do Piemonte, uma das regiões mais afetadas pela Covid-19. Minha família é composta por quatro pessoas: eu, minha esposa e duas filhas &#8211; de 13 e 8 anos. Ficamos confinados em casa, como toda a Itália, em um bloqueio por três semanas. Tudo está fechado, com exceção de hospitais, farmácias, supermercados, deixar sua casa somente é permitido para obter alimentos, medicamentos ou se você realizar trabalhos necessários ao país. Somente uma pessoa por vez pode deixar a família. As verificações da polícia são frequentes, com bloqueios nas estradas. Em caso de detenção, você deve justificar o motivo da saída através de um formulário. Se o que você declarou for falso, será denunciado. Se você é uma pessoa em quarentena e está longe de casa, há prisão.</p>
<blockquote><p>A primeira coisa que você faz quando acorda de manhã é verificar se há febre</p></blockquote>
<p>Minha vida está completamente de cabeça para baixo, tudo o que era normal &#8211; a vida cotidiana &#8211; não existe mais. Não tenho contato com outras pessoas, desconfio de todos. Quando raramente encontro uma pessoa, tento manter uma distância segura. Mesmo na família, tomamos todo o cuidado. Se eu sair para o trabalho, antes de entrar em casa, fico nu, imediatamente tomo um banho quente e desinfeto tudo o que saiu comigo: telefones, chaves de carro, carteira. Acho que o sentimento predominante é a angústia. A primeira coisa que você faz quando acorda de manhã é verificar se há febre. Caso isso aconteça, você deve se limitar a um quarto e tentar não ter nenhum relacionamento com sua família.</p>
<p><strong>Bondade e música nas varandas</strong></p>
<p>Pode parecer absurdo para você, mas a reação que mais vi em meus concidadãos foi a bondade, a paciência e o envolvimento em todos os níveis de solidariedade. De alguma forma, queremos nos sentir unidos, mesmo que separados, e aqui as músicas nasceram das varandas, o hino nacional nas ruas, pessoas que fazem shows reais nas varandas da casa. Nossos heróis nesse momento são os médicos e enfermeiros que, às vezes, perdem a vida com o trabalho. Mas também todas as pessoas que, apesar de tudo, precisam trabalhar. Não é difícil encontrar placas de agradecimento, mesmo nos sacos de lixo, em favor dos coletores de lixo.</p>
<div id="attachment_17347" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália3.jpg"><img class="size-large wp-image-17347" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália3-768x1024.jpg" alt="Massimiliano: nossos heróis são os médicos e os enfermeiros (Foto Massimiliano)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Massimiliano: nossos heróis são os médicos e os enfermeiros (Foto Massimiliano)</p></div>
<p><strong>Família isolada</strong></p>
<p>Não mantemos contato com o resto da família há mais de um mês, com meus pais e sogros, embora moremos a poucos quilômetros de distância. Só nos comunicamos diariamente via smartphone com videochamada. Para as pessoas mais velhas, isso é um choque. Não ver seus filhos e, especialmente, seus netos.</p>
<p><strong>Música</strong></p>
<p>Sou músico, mas apenas por hobby. É claro que sinto falta do meu grupo e das pessoas próximas a mim. Agora, toco com minhas filhas e gosto de ensinar-lhes música. Trabalho como projetista técnico em uma empresa multinacional de eletricidade. Meu trabalho é a distribuição de eletricidade. Em residências e infraestruturas hospitalares, ela é vital nesse momento. Muitos de nós trabalham em casa e outros em turnos alternados. Mesmo em nossa empresa, lidamos apenas com emergências.</p>
<blockquote><p>Médicos e enfermeiros valem mais do que jogadores de futebol</p></blockquote>
<p><strong>Em casa</strong></p>
<p>Minha vida neste período ocorre principalmente em casa, minha esposa e eu trabalhamos de maneira remota em home office. Minha filha mais velha, de 13 anos, estuda online. Já para a de 8 anos, o dever de casa vem pelo WhatsApp. Às 18h, acompanhamos o noticiário que informa diariamente o número de curados, novos infectados e mortos. Fazemos compras on-line à noite, coletamos no carro do lado de fora da loja, a fim de reduzir os contatos com outras pessoas.</p>
<div id="attachment_17348" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália5.jpg"><img class="size-large wp-image-17348" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália5-768x1024.jpg" alt="Massimiliano: trabalho em home office e educação à distância (Foto Massimiliano)" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Massimiliano: trabalho em home office e educação à distância (Foto Massimiliano)</p></div>
<p><strong>Bolsonaro contrário ao isolamento</strong></p>
<p>O seu presidente está cometendo um grande erro, mas eu posso entender porque foi o que todos fizeram inicialmente. O caminho começa diminuindo o problema para salvaguardar a economia. Aqui também começou assim, no entanto, a Itália tentou reagir desde os primeiros casos, colocando em quarentena e bloqueando toda a nação. Os países europeus nos olharam um pouco incrédulos e limitaram-se a fechar as fronteiras (todos pensam que em seu território isso não pode acontecer porque estão de alguma forma mais preparados que os outros), mas logo fica claro para todos o que está acontecendo. Eu acho que seu presidente vai mudar de ideia, o contágio se move de forma rápida e exponencialmente.</p>
<p>O Brasil deve proteger seus habitantes, em todos os estados afetados pela Covid-19. Apenas o isolamento social contrasta com o avanço do vírus. Todos os dias a indiferença é paga com mais infectados. A cada iniciativa tomada, o sucesso é verificado após cerca de 10 a 15 dias, o que faz você entender porque é importante agir rapidamente.</p>
<p><strong>Lição</strong></p>
<p>Acredito que todos teremos uma grande lição dessa pandemia, talvez comecemos a nos considerar mais humanos e nos respeitarmos mais como povos. Aprendemos, em nosso prejuízo, que a saúde pública é algo muito importante, que médicos e enfermeiros valem mais do que jogadores de futebol.</p>
<p>O que eu pessoalmente gostaria de encontrar e abraçar todas as pessoas que conheço, voltar à minha vida normal, jantar e conversar livremente com alguém.</p>
<blockquote><p>Uma das coisas que mais me faz sofrer é saber que os idosos morrem sozinhos</p></blockquote>
<p><strong>Reflexão</strong></p>
<p>O coronavírus afeta a todos indistintamente, os jovens agem como um elo com a infecção, mas as pessoas que mais sofrem mortalidade são os idosos. Uma das coisas que mais me faz sofrer é saber que essas pessoas morrem no hospital ou em casa sozinhas, ninguém além da equipe médica pode se aproximar. Em seu último ato de vida, elas se vêem sozinhas e assustadas sem o conforto de sua família&#8221;.</p>
<div id="attachment_17349" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália8.jpg"><img class="size-full wp-image-17349" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Itália8.jpg" alt="Silvana, de Omegna: tristeza, esperança e fé (Foto Silvana)" width="720" height="960" /></a><p class="wp-caption-text">Silvana, de Omegna: tristeza, esperança e fé (Foto Silvana)</p></div>
<p><strong><em>Silvana &#8211; Omegna</em></strong></p>
<p>“Eu moro em Omegna. Estamos confinados em casa. Saímos apenas para fazer compras e outras coisas necessárias. Moro sozinha, as crianças me trazem as compras, elas não querem que eu saia. Tristeza, esperança e fé. Enfrentamos isso de uma maneira civilizada, sem pensar que isso pode acontecer conosco. Eu tenho contato com meus filhos quando eles me levam para fazer compras e com amigos e parentes pelo WhatsApp. Eu sou aposentada. Em casa, eu limpo, leio, faço palavras cruzadas, assisto TV, saio para o pátio para molhar as flores e volto para a casa. Quando tudo acabar, aprenderemos a amar mais um ao outro&#8221;.</p>
<p><strong><em>Maria (nome fictício) &#8211; Piemonte </em></strong></p>
<p>“Moro no Piemonte, uma região do Norte da Itália, com o meu filho. Aqui a situação é bastante grave, há muitos infectados, não há leitos nos hospitais, estamos sem máscaras, aventais e equipamentos médicos como respiradores nunca são suficientes. As pessoas são confinadas em casa, mas no início da quarentena nem todos respeitaram a regra.</p>
<p>Em uma situação como essa, você se sente privado da liberdade de movimento. É um prisioneiro em sua casa. Os sentimentos que predominam em mim são o medo de sermos infectados porque cada pessoa desenvolve a doença de maneira pessoal, algumas de forma leve e outras de forma mais pesada. A esperança é que tudo isso termine o mais rápido possível. Às vezes, parece que vivemos em um pesadelo</p>
<blockquote><p>Quando tudo acabar, talvez com essa má experiência, aprenderemos a respeitar mais a natureza</p></blockquote>
<p>Cada pessoa é um mundo em si, cada um tem suas próprias ideias e cada um enfrenta a ameaça à sua maneira. Infelizmente, existem pessoas que ainda não a percebem e saem de casa como se nada tivesse acontecido enquanto outros, por medo, tentam não sair mesmo que precisem. Muitos se reúnem nas redes sociais, talvez para se sentirem mais próximos e unidos ou talvez para ter coragem. Muitos se encontram cada um na sua varanda, brincam, cantam ou acendem as luzes. Enfrentamos esse mal com medo de ser infectado, mas com esperança e confiança de que tudo isso passará rapidamente.</p>
<p>No período de quarentena, trabalho e volto imediatamente para casa, com todos os medos que se pode ter ao trabalhar em um local público, sempre em contato com as pessoas. A rotina em casa é suportável. Quando tenho tempo livre eu pinto, me relaxa e desvia minha mente dos problemas.</p>
<blockquote><p>Amigos do Brasil, fiquem em casa para encontrar a sua liberdade o mais rápido possível</p></blockquote>
<p><strong>Gripezinha?</strong></p>
<p>Na verdade, isso não é uma “gripezinha” porque, aqui na Itália, muitas milhares de pessoas morrem por esse vírus. Não sei dizer se o que seu presidente diz está certo ou não porque ainda estamos com frio e o vírus ele se espalha rapidamente nessas temperaturas, enquanto no Brasil é quente e a velocidade de propagação nesse tipo de ambiente é desconhecida. Nós, italianos, encerramos todas as atividades não essenciais, mas infelizmente o fizemos pouco a pouco, dando ao vírus a oportunidade de se espalhar. Na minha opinião, tudo deve ser fechado imediatamente para evitar uma infecção alta. As aglomerações de pessoas devem ser evitadas ao máximo possível e a distância de segurança é algo fundamental.</p>
<p><strong>Liberdade</strong></p>
<p>Quando tudo acabar, talvez com essa má experiência, aprenderemos a respeitar mais a natureza e certamente entenderemos quanta liberdade de movimento temos. Acredito que também apreciaremos mais a proximidade com o próximo, a socialização. A primeira coisa que farei quando tudo tiver passado será um agradável passeio pelas montanhas com meu companheiro e dar um grande abraço na minha filha, que agora está longe. Ao final, deixo um recado: amigos do Brasil, fiquem em casa para encontrar a sua liberdade o mais rápido possível&#8221;.</p>
<div id="attachment_17350" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Japão3.jpg"><img class="size-full wp-image-17350" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Japão3.jpg" alt="Flávio e família: &quot;Vivemos uma sensação de incerteza, mas com fé de que dias melhores virão&quot; (Foto Flávio Miyai) " width="960" height="720" /></a><p class="wp-caption-text">Flávio e família: &#8220;Vivemos uma sensação de incerteza, mas com fé de que dias melhores virão&#8221; (Foto Flávio Miyai)</p></div>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">JAPÃO</span></strong></p>
<p><strong><em>Flávio Miyai &#8211; Komatsu</em></strong></p>
<p><strong>(QUARENTENA ONDE EXPLODIU O NÚMERO DE INFECTADOS. INCERTEZAS. MOMENTO DE REPENSAR VALORES.)</strong></p>
<div id="attachment_17345" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Japão4.jpg"><img class="size-large wp-image-17345" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Japão4-1024x819.jpg" alt="Dados de 19 de maio de 2020, 11 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 19 de maio de 2020, 11 horas de Brasília</p></div>
<p>“Moro na região de Hokuriku, província de Ishikawa, na cidade de Komatsu. A quarentena foi decretada em algumas províncias onde o número de infectados aumentou bastante. Vivemos uma sensação de incerteza, mas com fé de que dias melhores virão. O japonês é muito fechado e é preciso cautela nas decisões.</p>
<p>Talvez essa pandemia serviu para analisarmos e repensar valores e prioridades na vida. Mantenhamos a serenidade, não adianta criar pânico. Não é só a covid-19 que mata. Zelem pelos seus, façam sua parte, respeitem o próximo e vida que segue. Quando tudo volta ao normal, quero fazer um churrasco&#8221;.</p>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17339/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coronavírus pelo mundo: Vozes da resistência &#8211; I (China e Alemanha)</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/17316</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/17316#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 19:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Contra o Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=17316</guid>
		<description><![CDATA[Por Fábio Gallacci Especial para a Agência Social de Notícias Campinas, 18 de maio de 2020 Parecia algo distante, para se acompanhar apenas pelo noticiário internacional. Rapidamente, como uma onda que não encontra barreiras, a ameaça chegou às nossas cidades, bairros, portas. Passamos a enfrentar uma pandemia, o medo do desconhecido em escala global. Sair ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Fábio Gallacci</strong></p>
<p><em><strong>Especial para a Agência Social de Notícias</strong></em></p>
<p><em><strong>Campinas, 18 de maio de 2020</strong></em></p>
<p>Parecia algo distante, para se acompanhar apenas pelo noticiário internacional. Rapidamente, como uma onda que não encontra barreiras, a ameaça chegou às nossas cidades, bairros, portas. Passamos a enfrentar uma pandemia, o medo do desconhecido em escala global. Sair de casa virou algo arriscado. Os abraços, beijos e apertos de mãos ficaram para um futuro incerto. Tudo agora é feito obedecendo regras, movimentos calculados. Máscaras, luvas, álcool em gel agora são parte de nossa rotina e o isolamento social, até o momento em que não há uma vacina, é a forma de proteção mais eficaz. Em questão de semanas, o novo coronavírus transformou as vidas de todos no planeta e, sem qualquer compaixão, já ceifou milhares delas.</p>
<p>Pelos quatro cantos do mundo, um rastro de apreensões, medos e angústias. Posso ser a próxima vítima? Minha família e amigos estão protegidos? Quando poderemos nos encontrar com quem amamos? Aquilo que acabei de tocar na rua pode estar contaminado? Mas como tudo tem dois lados, em meio à quarentena muitos também compartilham pelas redes sociais doses de confiança de que tudo isso, um dia, vai passar.</p>
<p>A <strong>Agência Social de Notícias (ASN)</strong> abriu espaço para que pessoas de diversas parte do planeta contassem – em relatos muito pessoais e por escrito &#8211; suas experiências nesse momento tão delicado, mas que já pode ser considerado um marco da Humanidade. A época em que nunca ficamos tão isolados, mas tão conectados ao mesmo tempo. Já são meses de resistência entre quatro paredes, onde a fria internet virou ponte calorosa de solidariedade e contato. Essa troca digital de vivências nos traz uma certeza no fundo da alma: a de que nenhum inimigo microscópico poderá derrotar a esperança da raça humana.</p>
<div id="attachment_17320" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China2.jpeg"><img class="size-large wp-image-17320" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China2-1024x484.jpeg" alt="Aplicativo de saúde, checagem de temperatura, uso de máscara: o novo cotidiano na China (Foto Renata Menezes)" width="618" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">Aplicativo de saúde, checagem de temperatura, uso de máscara: o novo cotidiano na China (Foto Renata Menezes)</p></div>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">China</span></strong></p>
<p><strong><em>Renata Menezes – Dalian</em></strong></p>
<p><strong>(ONDE O PESADELO COMEÇOU. AS MEDIDAS DO GOVERNO NA QUARENTENA E NA ABERTURA PROGRESSIVA. A IMPORTÂNCIA DA INFORMAÇÃO E DA TECNOLOGIA. GRANDE OPORTUNIDADE PARA MUDANÇAS.)</strong></p>
<div id="attachment_17333" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China7.jpg"><img class="size-large wp-image-17333" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China7-1024x819.jpg" alt="Dados de 18 de maio de 2020,15 hs de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 18 de maio de 2020,15 hs de Brasília</p></div>
<p>“Moro sozinha na cidade de Dalian, que fica no Nordeste da China, na província de Liaoning com aproximadamente 7 milhões de habitantes (cidade pequena para os padrões chineses). A quarentena começou aqui em torno do dia 23 de janeiro e terminou por volta do dia 20 de março e os controles foram ficando mais rígidos aos poucos. No início, era uma recomendação para que as pessoas ficassem em casa, saindo apenas para atividades essenciais, fechando os estabelecimentos em geral e mantendo os considerados essenciais com horários reduzidos e controle da temperatura na entrada. Além, é claro, do quesito higiene (lavar as mãos com água e sabão com maior frequência e utilizar o álcool em gel quando a lavagem das mãos não era possível) e uso obrigatório de máscara em todos os lugares. Ainda hoje só em casa que estamos livres disso!!</p>
<p>Depois, com avanço do surto em todo o país:</p>
<p>&#8211; fecharam entradas terrestres da cidade, deixando apenas uma aberta com controle (checagem de temperatura e autorizando a entrada somente de moradores);</p>
<p>&#8211; maioria dos voos e trens cancelados, facilitando o controle de entrada;</p>
<p>&#8211; proibiram visitas em nossas casas (moradores passaram a ter um passe de entrada no seu bairro ou condomínio – para isso, muitas ruas foram fechadas; chaves de entrada em portões de condomínio passaram a não funcionar para que alguém realmente conseguisse controlar a entrada apenas de moradores);</p>
<p>&#8211; mantiveram apenas algumas agências bancárias abertas e com horários reduzidos;</p>
<p>&#8211; delegacias podiam ser acessadas apenas com agendamento (lembrando que segurança aqui não é um problema);</p>
<p>&#8211; atendimento médico geral por telefone para que pudessem encaminhar para os hospitais designados para cada problema e mais próximos de cada pessoa.</p>
<p>E lá pro final de fevereiro e início de março, com a situação do país no geral mais controlada e aqui também, restaurantes foram autorizados a abrir, mas somente para entrega ou retirada.</p>
<div id="attachment_17321" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China5.jpeg"><img class="size-large wp-image-17321" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China5-1024x484.jpeg" alt="Entradas terrestres foram fechadas no início da crise (Foto Renata Menezes)" width="618" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">Entradas terrestres foram fechadas no início da crise (Foto Renata Menezes)</p></div>
<p><strong>Lacres nas portas</strong></p>
<p>Mesmo com tudo isso, essas medidas não foram extremas, pois o número de infectados na cidade foi bem baixo desde o início (zeramos os números na primeira quinzena de março: 19 infectados no total, 19 curados, nenhuma morte). Mas como vocês devem ter acompanhado: outras cidades foram ‘trancadas’, as pessoas não eram autorizadas a sair nem para fazer compras (tudo por aplicativo), quarentenas de 14 dias pra quem chegava de viagem eram controladas com lacres nas portas.</p>
<p>É importante frisar que cada região, cada cidade, tinha autonomia para tomar a melhor decisão baseadas na situação interna versus os estudos científicos sobre como o vírus se espalhava rapidamente.</p>
<blockquote><p>Podemos nos colocar no lugar do outro e, quem sabe, vamos passar a julgar menos e acolher mais</p></blockquote>
<p>E depois de aproximadamente 60 dias é que realmente as coisas começaram a funcionar. Porém, antes, definiram novo controle e regras, como por exemplo:</p>
<p>&#8211; uso de um aplicativo de saúde (a partir dos números de seu telefone e do documento individual, o aplicativo cruza os dados e gera um passe que indica se você pode entrar no estabelecimento ou não, baseado na informação de que você deveria ou não estar em quarentena/isolamento social por algum motivo específico);</p>
<p>&#8211; checagem de temperatura continua (se estiver com febre de nada vale a liberação pelo aplicativo citado acima);</p>
<p>&#8211; disponibilização de álcool em gel e outros produtos de higiene;</p>
<p>&#8211; uso de máscara (dependendo do local: empresas por exemplo) ou maior espaço entre as pessoas (caso de restaurantes)</p>
<div id="attachment_17326" style="width: 494px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China3.jpeg"><img class="size-large wp-image-17326" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/China3-484x1024.jpeg" alt="Renata Menezes: &quot;Estamos tendo uma grande oportunidade de sermos empáticos&quot; (Foto Renata Menezes)" width="484" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Renata Menezes: &#8220;Estamos tendo uma grande oportunidade de sermos empáticos&#8221; (Foto Renata Menezes)</p></div>
<p><strong>Solidão, prisões e medo</strong></p>
<p>No início me senti muito sozinha e entediada, principalmente por não ter muitos amigos por aqui (estava aqui há um mês quando tudo começou). Claro que senti medo, mas os controles e medidas tomadas me deixaram tranquila a ponto de sequer pensar em deixar o país por conta do surto.</p>
<p>O cenário de incertezas ainda me amedronta um pouco, hoje mais no quesito econômico. Todos sabemos do problema financeiro em decorrência das quarentenas. No meu caso, estou aguardando a volta às aulas para que eu possa de fato saber o que vou enfrentar e como agir.</p>
<p>O medo de certa forma ainda existe. A cultura aqui é muito diferente da nossa aí no Brasil. Os chineses, no geral, são muito disciplinados e, quando não são, existe o governo que faz valer o que foi decidido. Todas as tomadas de decisões implicavam em multas e até prisões por parte dos civis que não seguissem as novas regras.</p>
<blockquote><p>O que eu queria mesmo era encontrar gente pessoalmente!</p></blockquote>
<p>O governo também atuou no quesito econômico, liberando os empresários de taxas e impostos (inclusive de pagamentos que seriam equivalentes ao nosso INSS e planos de saúde) para que estes pudessem honrar com os pagamentos dos funcionários. Na prática, muitos (patrões e empregados) estão renegociando; autônomos vivendo de economias para poderem retomar em breve – como dizemos, cada um dando seus pulos.</p>
<p>E agora o pessoal voltando ao trabalho aos poucos, sentindo se podemos expandir e voltar a trabalhar no mesmo nível de antes. Todos se precavendo ainda, mesmo com o rombo na economia.</p>
<p>Parece-me que eles aceitam a pandemia e a crise econômica (e isso já é meio caminho andado) e estão começando a correr atrás do prejuízo. Eles são muito de ação. Vai um tempo ainda para as coisas melhorarem.</p>
<p><em>(Vídeo de Renata Menezes)</em></p>
<p><iframe width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/MZHZy0_V7Zk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Informação contra o pânico</strong></p>
<p>Crio minha rotina, pois o cenário muda diariamente. Procuro não acordar muito tarde e seguir com atividades pra ocupar a cabeça, além de cozinhar (algo que geralmente não faço muito). Já tinha o hábito de meditar, então, não só continuei como intensifiquei – pra acalmar a alma e trazer equilíbrio.</p>
<p>A tecnologia fez toda a diferença: chamadas de vídeo, ligações, filmes e séries, informação, cursos e trabalho online. Busco balancear as atividades de entretenimento com outras mais produtivas e um tempo pra família e amigos. Claro que em alguns dias a coisa não rola; então relaxo mais e me preparo pra ser mais disciplinada no dia seguinte. Leio informações de sites confiáveis e com visões diferentes pra que eu possa chegar as minhas próprias conclusões e não cair no sensacionalismo que poderia me levar ao pânico ou algo do tipo.</p>
<p><em>(Vídeo de Renata Menezes)</em></p>
<p><iframe width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/GArvWM4X3G8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Não subestime o mal</strong></p>
<p>Esse vírus realmente pode ser uma “pequena gripe” como também pode ser letal, vai depender de quem pegar (se vc é saudável, se sua imunidade está alta, se não tem diabetes/hipertensão, se não é obeso e por aí vai&#8230;).</p>
<p>Mas a questão é que este vírus gera uma cadeia de problemas. Ele se espalha rapidamente e muitos precisarão ser hospitalizados. No Brasil já existe dificuldade de acesso à saúde em relação a problemas, digamos, ‘normais’ para a realidade do país (dengue, surtos de meningite, cardíacos, hipertensos, etc&#8230;). Agora, com algo novo, temos condições de cuidar das pessoas que estão com o covid-19 (EPIs, respiradores, leitos de UTIs)? Enfim, os problemas ficam sobrepostos, aumentando mais e mais.</p>
<blockquote><p>Leio informações de sites confiáveis e com visões diferentes pra que eu possa chegar as minhas próprias conclusões</p></blockquote>
<p>A luta não é somente contra o coronavírus. Precisamos remediar porque o país não tem condições de cuidar de toda essa população doente. Infelizmente, não temos vacina ou remédio e não sabemos quando isso vai de fato terminar. Com todo esse cenário de incertezas, ainda acho melhor usar a medida que deu certo em outros países, como aqui na China: quarentena e isolamento social.</p>
<p>Agora é ter paciência e disciplina. Como não é fácil, busquem ajuda. Há uma rede de apoio online excelente e gratuita para contribuir com o bem estar: diminuir ansiedade, medo, frustração, ocupar a cabeça. Tentem pensar em alternativas em relação ao trabalho: crise também é oportunidade. Mas, lembrem-se, estamos em situação de estresse, então, não se cobrem muito.</p>
<p><em>(Vídeo de Renata Menezes)</em></p>
<p><iframe width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/M638j-nCDQo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>‘Julgar menos, acolher mais’</strong></p>
<p>Estamos tendo uma grande oportunidade de sermos empáticos. Empatia está muito em moda; mas hoje com o mundo vivendo a mesma situação (apesar de em diferentes graus) de fato podemos nos colocar no lugar do outro e, quem sabe, vamos passar a julgar menos e acolher mais.</p>
<p>Também acho que estamos compreendendo melhor a palavra ‘globalização’. O mundo estava achando que o problema estava aqui na China, tão longe&#8230;. Mas muitos governos esqueceram de tomar os cuidados básicos desde o início. Por que não controlaram os aeroportos? Não estou falando de fechamento de fronteira, não. poderiam ter iniciado as quarentenas com as pessoas vindas de fora. Mas essa é uma lição que espero ser aprendida por nós.</p>
<p>O que eu queria mesmo era encontrar gente pessoalmente!”</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/1589556971291_IMG_1765_Composto2c.png"><img class="alignnone size-full wp-image-17336" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/1589556971291_IMG_1765_Composto2c.png" alt="1589556971291_IMG_1765_Composto2c" width="758" height="281" /></a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">ALEMANHA</span></strong></p>
<p><strong><em>Simone Colombo Maier – Bergatreute</em></strong></p>
<p><strong>(DISCURSO SERENO DE ANGELA MERKEL ALERTOU O PAÍS. MUDANÇA DE HÁBITOS NO CARNAVAL. RESISTÊNCIA NO COMEÇO, ADESÃO DEPOIS. ANGÚSTIA PELO BRASIL.)</strong></p>
<div id="attachment_17334" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Alemanha6.jpg"><img class="size-large wp-image-17334" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Alemanha6-1024x819.jpg" alt="Dados de 18 de maio de 2020, 15 horas de Brasília" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Dados de 18 de maio de 2020, 15 horas de Brasília</p></div>
<p>“Eu moro em Bergatreute, Região de Ravensburg, no Sul da Alemanha, estado de Baden Württemberg. As pessoas aqui continuam em suas casas, saindo somente para mercados, farmácia, médicos e alguns trabalhos, raramente tem alguém na rua. Alguns fazem esportes nas florestas e áreas rurais entre as cidades. No dia 13 de março foi anunciada a parada das escolas e o fechamento de todas atividades sociais públicas. Quando as crianças ficaram de vez em casa. Nós começamos mudar os hábitos no terceiro dia de Carnaval, quando vimos as notícias do fechamento do Carnaval de Veneza. Desistimos de uma viagem e passamos a não fazer nada que antes era comum. Na minha casa moramos eu, que tenho 47 anos, meu marido Boris, de 52 anos  meus filhos Gianluca,  14, e Luise, de 8.</p>
<blockquote><p>Por 20 anos trabalhei em hospitais e emergências com respiradores e sabia o que a pandemia significava.</p></blockquote>
<p>Aqui as sensações foram mudando com o tempo. No início de tudo, a impressão que tínhamos era que se tratava de um vírus como a Sars (síndrome respiratória aguda grave), que parecia muito longe da nossa realidade. Com a proximidade e evolução, começou a ser desconfortável ver como iria evoluir tudo aquilo. Foi muito rápido! Quando vi o discurso da (chanceler) Angela Merkel tive certeza de que era bem grave, embora ela tenha sido muito direta. O objetivo não era o pânico, mas sim a união do coletivo.</p>
<p>Fui fisioterapeuta no Brasil e por 20 anos trabalhei em hospitais e emergências com respiradores. Sabia o que aquilo significava. Eu fiquei apreensiva porque sabia que o tempo diria o tamanho do perigo. Ao mesmo tempo, passei a ficar muito agoniada por conta de ter minha mãe no Brasil. A situação bloqueou a vinda dela pra cá. Quanto às crianças, tivemos muitas atividades de estudo e uma nova organização na casa.</p>
<p><strong>‘Deus tem que ser brasileiro’</strong></p>
<p>Temos privilégio de um quintal e a chance de poder andar na floresta. Isso faz uma grande diferença na angústia, mas é triste não poder ter a vida normal como era. Tenho sim esperança, acompanho os números e sei que aqui vai ficar tudo bem. Minha dor é no Brasil. Meu pânico é não poder ver minha mãe e as pessoas que estão por aí e o terror que pode ser. As sensações vão de desconforto, agonia, angústia, tristeza mas também de tranquilidade e esperança que tudo vai acabar! Deus agora tem que ser brasileiro!</p>
<blockquote><p>As sensações vão de desconforto, agonia, angústia, tristeza mas também de tranquilidade e esperança que tudo vai acabar!</p></blockquote>
<p>No início, por aqui na Alemanha,  as pessoas não deram muita importância ao problema. Depois do posicionamento do governo, as pessoas reclamaram de perder trabalho, de ser um exagero, porém, respeitar a  ordem e o coletivo é uma regra  por aqui. Houve resistência? Sim. No início, os jovens se sentiram à vontade, achando que era doença de idosos. Por isso, houve um endurecimento nas regras. Nas cidades maiores e mais ao Norte, que apresentaram maior resistência às políticas de saúde, os casos aumentaram. Então, começaram a aplicar multas de até 25 mil euros na Nordrein Westfalien. Aqui em Baden Württemberg a multa é de 1 mil euros para pessoas que desobedecem regras como viajar, estar em grupo de mais de duas pessoas não sendo da mesma família (que morem no mesmo endereço).</p>
<p>Estou enfrentando bem minhas rotinas, estudando com meus filhos para que os objetivos das tarefas sejam feitos diariamente e não protelados. Meu marido tem trabalhado meio período a menos. Saio sozinha de casa para ir ao mercado uma vez na semana. Procuro ir ao açougue e comprar para 15 dias, tentando deixar congelado e evitar a saída. Mas nem sempre consigo fazer isso. Muitos passaram a fazer pão em casa, os fermentos desapareceram das prateleiras.</p>
<div id="attachment_17331" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Alemanha-Simone.jpg"><img class="size-full wp-image-17331" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Alemanha-Simone.jpg" alt="SImone Maier: na Alemanha, justa preocupação com a situação no Brasil (Foto Simone Maier)" width="540" height="960" /></a><p class="wp-caption-text">Simone Maier: na Alemanha, mais do que justa preocupação com a situação no Brasil (Foto Simone Maier)</p></div>
<p><strong>Insônia pelo Brasil</strong></p>
<p>O tempo passa bem rápido e o que me faz muito mal mesmo é ler as notícias do Brasil. Isso me deixa com insônia. O que está acontecendo aí no nosso país, com o presidente tomando atitudes irresponsáveis, mostra que não temos um governo sério, responsável. Os interesses coletivos não importam. É uma postura de quem representa os grandes empresários e interesses de um grupo e não o povo como um todo.</p>
<p>Também mostra um profundo desrespeito com a vida de todos e, em especial, com as dos idosos, pobres, negros e marginalizados em geral. Um governo totalmente despreparado, que retirou investimentos em saúde e educação sucateando algo que deveria ser prioridade. Vejo daqui que o respeito ao coletivo, à saúde ao bem comum são coisas que não existem em nenhuma fala do presidente (Jair Bolsonaro), que parece governar pra si e pra sua família e aliados.</p>
<blockquote><p>Fiquem em casa!!! Não cedam, mesmo que todos estejam saindo.</p></blockquote>
<p>Eu daria o seguinte recado ao povo brasileiro: Fiquem em casa!!! Não cedam, mesmo que todos estejam saindo, se protejam de todas as formas. A ciência e as estatísticas nos mostram a verdade! Não conhecemos profundamente esse vírus e suas consequências. Se vocês soubessem que poderiam ser assassinados ao colocarem a cara para fora ainda assim sairiam? Bom senso e respeito à vida! A pilha de mortos da Itália e na Europa em geral e, agora, nos EUA. Imaginem a sua cidade desaparecendo, os bairros deixando de existir.</p>
<p>Também diria para as pessoas não entrarem em pânico! Tenham respeito a esse vírus desconhecido e respeitem suas vidas. A ciência chegara lá, as curvas diminuirão e a vida voltará. Seja forte!!!</p>
<p><strong>Valorização do básico</strong></p>
<p>A maior lição que fica na minha visão e que não precisamos de muita coisa material para vivermos. Precisamos de amor, das pessoas queridas ao nosso redor, das nossas trocas, do conhecimento, da aprendizagem, de valorizar o que realmente importa, a saúde, a vitalidade. Precisamos ter limites e nos satisfazer com alegrias pequenas e singelas. Voltar a ver beleza no simples e sair do egoísmo.</p>
<p>A primeira coisa que eu gostaria de fazer quando tudo isso acabar seria abraçar minha mãe!  Trazê-la do Brasil, mas não sei quando isso realmente será possível, já que ela poderia vir somente no Verão por ter problemas respiratórios. Depois de um longo inverno, meus outros desejos são ir a piscina com as crianças e amigas, fazer um churrasco e abraçar pessoas queridas daqui tomar uma cerveja em paz e tranquilidade ao sol!”</p>
<div id="attachment_17324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7.jpg"><img class="size-large wp-image-17324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2020/05/FG7-1024x819.jpg" alt="Com foto de João Paulo Ramos" width="618" height="494" /></a><p class="wp-caption-text">Com foto de João Paulo Ramos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/17316/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
