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	<title>Agência Social de Notícias &#187; 9º Festival Hercule Florence de Fotografia.</title>
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		<title>O olhar sobre os índios brasileiros de Hercule Florence, que Campinas ainda não (re)conhece como deveria</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2016 12:14:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[9º Festival Hercule Florence de Fotografia.]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o momento de Campinas finalmente saldar uma dívida histórica com um de seus principais personagens, com a inauguração, nesta quinta-feira, 12 de maio, às 19 horas,  das exposições &#8220;O Olhar de Hercule Florence sobre os índios brasileiros&#8221; e &#8220;A viagem fluvial de Hercule Florence&#8221;. As exposições, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) e Biblioteca Pública Municipal, respectivamente, reúnem o importante acervo iconográfico e notas de viagem produzidos por Florence durante a Exposição Langsdorff. Entretanto, os eventos assumem uma dimensão maior para a cidade, pela oportunidade que tem de conhecer um pouco mais da biografia e obra desse misto de cientista, inventor e artista, responsável por importantes inovações e um precursor daquele que viria a ser um dos principais polos científicos e tecnológicos do Brasil.</p>
<p>&#8220;O Olhar de Hercule Florence sobre os índios brasileiros&#8221; esteve anteriormente em cartaz na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Universidade de São Paulo (de maio a agosto de 2015), está seguindo em 2016 um roteiro pelo interior paulista, começando pelas cidades de Tupã, agora Campinas (12/05 a 12/06) e depois Ribeirão Preto (17/06 a 07/09/2016).</p>
<p>Com curadoria, pesquisa e textos de Glória Kok (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP), Francis Melvin Lee (Instituto Hercule Florence) e Marília Xavier Cury (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP), a exposição reúne cerca de 150 itens, entre desenhos, pinturas, objetos, fotografias, vídeos, livros e mídias digitais que apresentam um panorama histórico e social dos povos Apiaká, Munduruku, Bororo, Guaikuru (atualmente Kadiwéu), Kayapó (hoje Panará), Coroado (Kaingang), Xavante Paulista, Guaná e Guató, e documentam as dinâmicas destes grupos.</p>
<p>A realização é do Instituto Hercule Florence (IHF), com apoio do Programa Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo (ProacSP), Governo de São Paulo, MACC e Prefeitura de Campinas. Os organizadores esperam que o resgate histórico dos 190 anos que separam os registros oitocentistas de Hercule Florence e a situação atual possa contribuir para uma perspectiva futura sobre a situação indígena no Brasil. Para Campinas, é o momento de resgatar a trajetória de uma figura fundamental para se entender a construção da cidade, e particularmente sua estruturação como polo de pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p>Por sua vez, “A viagem fluvial de Hercule Florence” é uma introdução e contextualização à exposição “O Olhar de Hercule Florence sobre os Índios Brasileiros”, tendo a curadoria de Marina Woisky e Francis Melvin Lee (Instituto Hercule Florence) e traz cerca de 35 reproduções de imagens e notas de viagem de autoria de Hercule Florence, realizadas durante sua participação na Expedição Langsdorff.</p>
<div id="attachment_7048" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Hercule-Florence_Apiacás.jpg"><img class="size-large wp-image-7048" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Hercule-Florence_Apiacás-1024x730.jpg" alt="Ilustração feita por Hercule Florence Apiacás. Habitation des Apiacás Sur l’Arinos, Avril, 1828. Aquarela sobre papel, 40,8 x 51,0 cm. Coleção Academia de Ciências da Rússia" width="618" height="441" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração feita por Hercule Florence Apiacás. Habitation des Apiacás Sur l’Arinos, Avril, 1828.<br />Aquarela sobre papel, 40,8 x 51,0 cm. Coleção Academia de Ciências da Rússia</p></div>
<p><strong>Cientista e artista</strong> &#8211; Nascido em Nice, na época italiana e hoje na França, em 1804, Antoine Hercule Romuald Florence herdou do pai a vocação para o desenho. Apaixonado pelo mar, e iluminado pelas aventuras de Robinson Crusoé, aos 18 anos se alista na Marinha. Em 1824 já está no Rio de Janeiro, trabalhando como livreiro, vendedor de roupas e tipógrafo, ofício que seria muito útil, depois, em sua estadia em Campinas.</p>
<p>Em 1825, Florence é recrutado para uma das mais importantes e turbulentas expedições científicas realizadas no Brasil Imperial, aquela liderada pelo conde e naturalista russo Georg Heinrich von Langsdorff. Até 1829, Florence foi um dos responsáveis pelo registro iconográfico da exposição que percorreu 13 mil quilômetros de vários estados e fez uma relevante documentação etnográfica e geográfica do &#8220;Brasil profundo&#8221;. Inicialmente o desenhista principal foi Johann Rugendas, papel depois assumido por Aimé Adrian Taunay.</p>
<p>A expedição foi marcada por tragédias. Em 1828, Taunay se afogou no rio Guaporé, no Mato Grosso. O próprio Langsdorff foi vítima de doenças tropicais, o que acabou inviabilizando a publicação dos achados científicos da forma como tinha sido idealizado.</p>
<p>Em 1830 Florence já está na Vila de São Carlos, o nome de Campinas até 1842. Ele se casa em primeiras núpcias com Maria Angélica Álvares Machado e torna-se inicialmente comerciante. Depois será proprietário rural.</p>
<p>Não havia tipografia, ainda, na Vila, e Florence desenvolve o próprio método, a Polygraphie. Ele também é precursor da ciência de registrar os sons dos pássaros, que denominou Zoophonie. Em 1858, sua tipografia imprimiu o primeiro jornal de Campinas, &#8220;Aurora Campineira&#8221;.</p>
<p>Mas a sua maior invenção, provavelmente entre 1832 e 1833, já morando em Campinas, foi a fotografia, pelos estudos pioneiros que realizava, de forma simultânea com nomes como Louis Daguerre (1787-1851). Morando no interior do Brasil, em uma época não muito aberta a inovações, Florence acabou não tendo o reconhecimento devido, como teve Daguerre em solo europeu.</p>
<p>Florence casou-se em segundas núpcias com Carolina Krug, nascida em 1828 em Kassel, na Alemanha, e desde 1852 residindo em Campinas. Em 3 de novembro de 1863 o casal inaugura o Colégio Florence, um marco na história da educação local, e que em 1889 será transferido para Jundiaí, em função da febre amarela que devastou Campinas.</p>
<p>Hercule Florence morreu em 27 de março de 1879. Seu nome e obra são muito citados e conhecidos no meio intelectual e acadêmico e entre os profissionais da fotografia, mas de forma geral Campinas ainda não conhece e reconhece devidamente o seu trabalho. O Festival de Fotografia de Campinas &#8220;Hercule Florence&#8221;, que já soma nove edições, sob a coordenação e curadoria do fotógrafo Ricardo Lima, é uma das únicas iniciativas que lembram à altura o importante inventor. Mas a cidade ainda pode fazer muito mais. As exposições que abrem nesta quinta-feira, 12 de maio, no MACC &#8220;José Pancetti&#8221; e Biblioteca Municipal &#8220;Professor Ernesto Manuel Zink&#8221;, podem ajudar a começar a mudar essa narrativa. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Campinas recebe a 10ª Mostra Anual de Fotojornalismo a partir deste dia 15 de outubro</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2015 15:08:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
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		<description><![CDATA[A 10ª Mostra Anual de Fotojornalismo organizada pela ARFOC-SP, patrocinada pela Canon do Brasil, entra em sua sexta etapa expositiva, agora em Campinas, fazendo parte da programação do 9º Festival Hercule Florence de Fotografia. A abertura acontece nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, a partir das 19h30, na Estação Cultura, e contará com palestra ministrada pelos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A 10ª Mostra Anual de Fotojornalismo organizada pela ARFOC-SP, patrocinada pela Canon do Brasil, entra em sua sexta etapa expositiva, agora em Campinas, fazendo<span class="text_exposed_show"> parte da programação do 9º Festival Hercule Florence de Fotografia. A abertura acontece nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, a partir das 19h30, na Estação Cultura, e contará com palestra ministrada pelos fotógrafos premiados Nacho Doce, da Agência Reuters, e Carlos Bassan.</span></p>
<p>Organizada pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (ARFOC-SP), a 10ª Mostra Anual de Fotojornalismo abrange imagens que marcaram o País e o mundo, registradas pelas lentes de 61 fotojornalistas integrantes da entidade, como parte da &#8220;FotoRetrospectiva 2014&#8243;.</p>
<p>A Mostra fica em cartaz até dia 02 de novembro. Na sexta-feira, dia 16, às 20h, o renomado fotógrafo cubano Mário Diaz dará palestra sobre os 115 anos de fotografia cubana. &#8220;Entre os dias 15 e 18, ele ficará em Campinas para retratar as pessoas no centro da cidade. O resultado será exposto nas janelas do Museu da Cidade&#8221;, revela Ricardo Lima, idealizador e coordenador do Festival.</p>
<p>No final de semana, nos dias 17 e 18, vagões da Estação serão transformados em espaços fotográficos. Um deles será uma câmera obscura gigante, que representa uma pinhole (buraco de agulha) que é, basicamente, uma câmara escura, sem lentes, que tem um pequeno orifício em um lado. &#8220;As pessoas poderão entrar e experimentar a sensação de estar dentro de uma máquina&#8221;, destaca o organizador.</p>
<p>Nos outros vagões, laboratórios de revelação PB, oficina de cianotipia (um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel), além da projeção de filmes pela PhotoArts Gallery. As oficinas nos vagões acontecem no sábado e no domingo, às 10h e às 15h. Outro espaço será reservado para exposição do fotógrafo Ricardo Hantzschel, de São Paulo, que utiliza papéis diferentes para revelação, com sal e ouro.</p>
<p>As salas da Estação Cultura também receberão fotos e imagens. Na sala do meio, estará &#8220;Olhares na Terra do Meio&#8221;, exposição de fotografias de Rafael Salazar, Marcelo Salazar, André Villas-Bôas e Lilo Clareto sobre a região media do rio Xingu, conhecida como Terra do Meio, que dá nome ao curta metragem que será exibido com outros filmes produzidos na região. Na sala do relógio, André Montejano expõe fotos de Moçambique, Giancarlo Gianelli exibe fragmentos das cidades e André Boaretto traz imagens da Índia, em &#8220;Alma Índia&#8221;. Um painel, de 440 cm x 270 cm, de Alexandre Macedo, João Correia Filho e Janaina Welle com 210 retratos realizados, aleatoriamente, conta a trajetória profissional dos fotógrafos em &#8220;Histórias Contadas&#8221;. Ainda no sábado, a partir do meio-dia, rola, simultaneamente ao Festival, o evento Boteco na Estação.</p>
<p><strong>Caminhada, música e gastronomia</strong></p>
<p>No domingo, a partir das 8h30, o Roteiro Fotográfico vai contemplar uma caminhada pelos principais pontos turísticos de Campinas, guiada pela historiadora Fátima Faleiros. A previsão de saída é às 9h e os principais pontos são a Catedral Metropolitana de Campinas, a praça Carlos Gomes e o Mercado Municipal. No retorno, por volta do meio-dia, um encontro de food trucks e de bandas, entre elas Johnny Pestanas, Hakavuna, Cordillera, Anita Latina e Valveline, darão o tom do festival. Ainda neste final de semana, a exposição &#8220;Retrato de Cola&#8221;, de artistas da cidade de Leme, apresenta a árvore genealógica da fotografia com lambe-lambe. E o fotografo Lucas Rafael expõe &#8220;Memórias Contextualizadas&#8221;, com fotos de fotos antigas, em preto e branco, retratando as lembranças de seus personagens. O &#8220;Bazar das Pinups&#8221; vai escolher 12 mulheres para serem produzidas, na hora, com roupas e acessórios para serem fotografadas. As imagens irão compor um calendário.</p>
<p>&nbsp;</p>
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