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	<title>Agência Social de Notícias &#187; A Geografia da Pele</title>
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		<title>&#8220;A Geografia da Pele&#8221; tem lançamento nacional em Campinas dia 14 de setembro</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2015 17:51:14 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 1976 e 1979, enquanto pesquisava para sua tese de doutorado, Evaristo Eduardo de Miranda conviveu no Níger, ao Sul do Saara, com várias etnias, e de membros de uma delas, os tuaregues, ouviu expressões surpreendentes &#8211; para um ocidental &#8211; sobre o deserto, um ecossistema que, para eles, representa melhor qualidade de vida do que uma floresta. Vivências como essa, que contribuíram para Miranda compreender como as questões sociais e ambientais são complexas, são relatadas no livro &#8220;A Geografia da Pele&#8221; (Editora Record), que tem lançamento nacional em Campinas nesta segunda-feira, 14 de setembro, a partir das 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Center Iguatemi. O evento terá início com um bate papo entre Miranda e o jornalista Fernando Kassab, no piso térreo da livraria.</p>
<p>Miranda foi para a África pesquisar para a tese de doutorado em Ecologia na Universidade de Montpellier, da França, onde também fez mestrado. O propósito era analisar a relação entre os desequilíbrios agrícola e ecológico, estudo até então inédito.  A questão ambiental era apenas emergente na época. Ela passou a ter visibilidade com a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano, em Estocolmo, de 1972.</p>
<p>O jovem paulistano levava na bagagem algumas ideias preconcebidas sobre a África, que logo foram contestadas pela realidade, vivida junto aos tuaregues, aos hauçás e aos fulanis, sob o céu límpido do deserto e entre as choupanas de palha, cabras, ovelhas, camelos e uma diversidade de costumes, crenças e valores. Não demorou muito para o pesquisador verificar como as relações sociais é que definem a relação do ser humano com a natureza.</p>
<p>Para os tuaregues, por exemplo, o deserto é o ecossistema ideal para se viver, e não a floresta, que cobria a região anteriormente. Para os membros dessa etnia, o deserto &#8220;é uma maravilha plana, dá para viajar de camelo de lá para cá&#8221;, e de vez quando, com as chuvas raras, aparece &#8220;uma graminha rala, maravilhosa&#8221;. Já a floresta seria &#8220;muito perigosa, com seus animais, suas doenças, os ladrões escondidos nas árvores, que dificultam ir daqui para ali&#8221;.</p>
<p>Essa visão diferenciada da natureza e da vida, que cultivou no contato com a África, Evaristo Eduardo de Miranda levaria para sua vida profissional no Brasil. Em função das experiências adquiridas em solo africano,  foi convidado para coordenar a implantação da Embrapa Semiárido em Petrolina (PE). Depois, ajudou a montar a Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, e a Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas, unidade que voltou a chefiar recentemente.</p>
<p>Pela Embrapa, Miranda realizou e coordenou pesquisas em todos os estados do Brasil, além de dirigir os primeiros programas de estudos agroecológicos e socioeconômicos em propriedades rurais no Nordeste e na Amazônia e seu monitoramento por satélites. Em todo esse percurso, sempre a perspectiva de que a realidade, social, ambiental, política ou cultural, sempre é mais complexa e dinâmica do que as aparências podem indicar.</p>
<p>Miranda é contundente, inclusive, em criticar &#8220;o primarismo&#8221; com que algumas questões ambientais continuam sendo tratadas. &#8220;Existem visões equivocadas até na educação ambiental&#8221;, adverte, citando como exemplo a recente crise hídrica, que atinge grande parte do Sudeste brasileiro. &#8220;Existe muita confusão, por exemplo com a noção de que apenas ações como fechar a torneira enquanto se escova o dente são suficientes para equacionar o dilema da água&#8221;, ele protesta.</p>
<p>De modo geral, o pesquisador entende que houve evolução no tratamento das questões ambientais. &#8220;Passamos da fase da denúncia para a ação, para o que deve ser feito&#8221;, comenta, apenas lamentando os citados &#8220;primarismos&#8221; que vigoram em algumas situações, 43 anos depois da Conferência de Estocolmo e nas vésperas da decisiva Conferência do Clima, em Paris, no final do ano.</p>
<p>Evaristo já publicou dezenas de livros, e recebeu prêmios como o Prêmio do Mérito Agropecuário da Câmara dos Deputados, a Ordem do Rio Branco do Itamaraty e o Prêmio Abril de Jornalismo na Categoria Ciências. E por que a decisão de publicar &#8220;A Geografia da Pele&#8221; agora?</p>
<p>Ele conta que, em sua vida compartilhada com a etnia hauçá, seus membros decidiram lhe revelar alguns segredos sobre sua produção agrícola, alguns costumes secretos e o destino de seus cereais. Com a condição, entretanto, de que esses segredos permaneceriam guardados por 28 anos. O estudioso cumpriu a promessa, não incluindo informações que levantou nem em sua tese de doutorado. &#8220;Agora, o mestre do tempo me autoriza falar, nesse livro&#8221;, completa Evaristo Miranda. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<p>&nbsp;</p>
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