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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Bienal Naifs do Brasil em Piracicaba</title>
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		<title>Piracicaba 249 anos: cidade une identidade, cultura e visão de futuro</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2016 17:10:21 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal Naifs do Brasil em Piracicaba]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Soares Martins Piracicaba, 31 de julho de 2016 &#8211; Piracicaba completa 249 anos nesta segunda-feira, 01 de agosto, como exemplo de cidade que busca preservar a sua cultura e identidade, ao mesmo tempo que pensando o futuro. É o olhar para o local, o regional e o global, de forma simultânea. Assim ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Soares Martins</strong></p>
<p><strong>Piracicaba, 31 de julho de 2016</strong> &#8211; Piracicaba completa 249 anos nesta segunda-feira, 01 de agosto, como exemplo de cidade que busca preservar a sua cultura e identidade, ao mesmo tempo que pensando o futuro. É o olhar para o local, o regional e o global, de forma simultânea. Assim a cidade começa a se preparar para comemorar os 250 anos, protegendo sua memória e sinalizando os novos tempos.</p>
<p>O eixo de Piracicaba, o elemento que fundamenta a identidade cultural local, é muito conhecido e celebrado. É o rio Piracicaba, o rio &#8220;onde o peixe pára&#8221;, em idioma indígena.</p>
<p>As principais festas, como a Festa do Divino (que já soma 190 edições), são realizadas no Rio Piracicaba. A preocupação com as raízes culturais é política permanente e resultou em iniciativas como a Bienal Naifs, que já teve 12 edições, como uma das mais importantes ações do gênero no país. A Bienal é realizada no SESC Piracicaba, localizado&#8230; a poucos metros da rua do Porto, ícone de cultura e lazer.</p>
<div id="attachment_682" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-074.jpg"><img class="size-large wp-image-682" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-074-1024x768.jpg" alt="Prêmio Destaque Aquisição, para Augusto Japiá, de Paulista (PE),na edição de 2014 da Bienal Naïfs do Brasil, em Piracicaba (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Prêmio Destaque Aquisição, para Augusto Japiá, de Paulista (PE),na edição de 2014 da Bienal Naïfs do Brasil, em Piracicaba (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Mas a inquietação com a proteção da memória e da identidade não tem uma conotação provinciana, pelo contrário. A Campanha Ano 2000, lançada em 1985, pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Piracicaba, sob a liderança do engenheiro Nelson de Souza Rodrigues, e voltada para denunciar a degradação do rio e propor soluções de mudança, levou à criação em 1989 do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos rios Piracicaba e Capivari. Hoje também envolvendo a bacia do rio Jundiaí.</p>
<p>Criado por iniciativa do então prefeito de Piracicaba, José Machado, com apoio do prefeito de Bragança Paulista, Nicola Cortez, o Consórcio PCJ tornou-se referência nacional e internacional no debate sobre recursos hídricos. Por sua atuação, Machado tornou-se presidente da Agência Nacional de Águas (ANA).</p>
<p>A atuação do Consórcio e região em geral foi determinante para a nova legislação paulista e brasileira de recursos hídricos, que incluiu por exemplo a criação de comitês de bacias. Os Comitês PCJ são atualmente presididos pelo prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato dos Santos.</p>
<div id="attachment_2324" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Nelson3.jpg"><img class="size-large wp-image-2324" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Nelson3-1024x682.jpg" alt="O agrônomo com um exemplar do raríssimo cascudo-espinho (Foto Adriano Rosa)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">O agrônomo Nelson Rodrigues com um exemplar do raríssimo cascudo-espinho (Foto Adriano Rosa)</p></div>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			
<p>MEMÓRIA DO RIO E DA ESPERANÇA</p>
<p>Principal liderança da Campanha Ano 2000, o engenheiro agrônomo Nelson de Souza Rodrigues é um ícone da preocupação de Piracicaba com a preservação da memória e da identidade, ao mesmo tempo em que se preocupa com a qualidade de vida das novas gerações.</p>
<p>Além de lutar pela despoluição do rio que representa a própria alma da cidade, o agrônomo se voltou, ao longo de toda a sua vida, para catalogar e documentar espécies animais e vegetais que fazem a riqueza da biodiversidade das bacias dos rios Piracicaba, Mogi-Guaçu e outras do interior de São Paulo.</p>
<p>Quando ainda morava em Pirassununga, na de´cada de 1950, trabalhando no Posto Avançado de Piscicultura do Instituto de Pesca, da Secretaria Estadual da Agricultura, o agrônomo nascido em São Paulo teve a oportunidade de cultivar uma paixão antiga. Junto ao rio Mogi-Guaçu, o encanto cada vez maior pelas águas e os peixes, mas também se tornando um grande colecionador de pássaros. Chegaria a ter cerca de 400 deles, de dezenas de espécies.</p>
<p>Tangarás azuis com faixa preta e topete vermelho, saíras do Rio Negro, handais, periquitos, araras, tico-ticos e um raríssimo japu-açu, entre outros, promovendo uma sinfonia permanente de cores e múltiplos sons. Dois pássaros tinham um certo xodó do colecionador. Eram duas sabiás, uma poca e uma laranjeira, ambas muito raras e muito procuradas. O agrônomo rejeitou grandes ofertas por esses e outros pássaros.</p>
<p>Nesses tempos, outro talento desenvolvido. Era o de taxidermista, a partir de técnicas que conheceu ainda em São Paulo. Foram muitos pássaros e peixes que ele submeteu à técnica. Mantém até hoje um exemplar de peixe raríssimo, o cascudo-espinho (Pterygoplichthys gigas).</p>
<p>Um dia, a libertação. As leis mudaram, a visão sobre os animais também. O agrônomo teve que libertar as suas aves. Muitas delas foram encaminhadas a instituições científicas, assim como a quase totalidade dos indivíduos empalhados. “Não foi muito fácil não ficar sem eles”, confessa, com um olhar de nostalgia feliz.</p>
<p>A vocação de Nelson Rodrigues para a documentação, para a guarda da memória, nasceu com ele. Em 1948, graduado como engenheiro agrônomo na ESALQ de Piracicaba, ele voltou para São Paulo. Dois anos depois, a primeira atividade profissional, mas ainda não era na área para a qual estudou.</p>
<p>Foi atuar como fotógrafo na capital paulista, chegando a trabalhar nos primórdios da legendária Companhia Vera Cruz. Os primeiros astros dos filmes brasileiros foram fotografados por ele.</p>
<p>Dominar e aprimorar as técnicas fotográficas foi determinante para que o agrônomo Nelson desenvolvesse um olhar diferenciado, sofisticado, para as coisas da natureza. Com esse olhar se tornou um dos pilares da inclinação de Piracicaba para preservar a memória, de olho no futuro melhor.</p>
<p>Não por acaso, deixou esse olhar como legado para o neto. Luccas Guilherme Rodrigues Longo é o coautor, com o avô, do livro “Piracicaba, seu rio, seus peixes”, lançado em 2014, pelo Proac do governo estadual e com apoio da Prefeitura de Piracicaba. O livro documenta o olhar de Nelson de Souza Rodrigues sobre o rio Piracicaba. São informações completas sobre o rio e a sua bacia de 1,2 milhão de hectares, com destaque para os estudos sobre peixes. O piracicabano Luccas é biólogo, especialista em Bioecologia e Conservação pela UNIMEP e mestre em Conservação de Ecossistemas Florestais pela ESALQ/USP.</p>

			</div></div>
<div id="attachment_7415" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Piracicabagosto-012.jpg"><img class="size-large wp-image-7415" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Piracicabagosto-012-1024x576.jpg" alt="Em agosto de 2014, rio Piracicaba quase seco: impacto das mudanças climáticas e problema de gestão (Foto José Pedro Martins) " width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Em agosto de 2014, rio Piracicaba quase seco: impacto das mudanças climáticas e problema de gestão (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Outra ação na cidade com visão local e global é a Agenda 21 de Piracicaba, que uniu vários segmentos em torno de uma plataforma comum. Ações de cidadania assim não são raras. O Conselho Coordenador das Entidades Civis de Piracicaba tem décadas de atuação e foi parceiro da Campanha Ano 2000.</p>
<p>E existe o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que neste ano está em sua 43ª edição. Nascido em plena ditadura militar, durante muito tempo o Salão foi um espaço único de livre expressão de ideias no Brasil. Depois alcançou fama mundial e é um dos principais territórios de manifestação das inquietudes e dos sonhos de artistas de muitos lugares, como intérpretes do que acontece em seus países. Há alguns anos o Salão de Humor é realizado no Engenho Central, um grande complexo com vocação cultural situado, claro, às margens do rio Piracicaba. Recentemente foi criada a Associação dos Amigos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, para dinamizar ainda mais o evento.</p>
<div id="attachment_4373" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Salãozinho-015.jpg"><img class="size-large wp-image-4373" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Salãozinho-015-1024x576.jpg" alt="Salão Internacional de Humor de Piracicaba: território de criação e crítica (Fotos José Pedro Martins)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Salão Internacional de Humor de Piracicaba: território de criação e crítica (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Memória da República</strong> &#8211; Além do eixo de identificação com o rio Piracicaba, a cidade de Piracicaba também cultura a memória da República. A República ainda em construção, mas que deu seus primeiros passos com o movimento que evoluiu na região de Piracicaba e Campinas, na segunda metade do século 19, pela força da cultura do café.</p>
<p>Neste aspecto o personagem central em Piracicaba é Prudente de Moraes, que viveu na cidade e foi o primeiro presidente civil da República, entre 1894 e 1898. As sátiras que a imprensa direcionou a Prudente de Moraes, em seu período na presidência, são indicativas do papel dos meios de comunicação na consolidação da democracia, desde essa época.</p>
<p>O espaço em que o piracicabano ou visitante pode apreciar essa lembrança dos primórdios da República é a casa onde Prudente de Moraes morou e que hoje sedia um Museu Histórico com o seu nome. No acervo do Museu, é possível apreciar peças como o número 35 da revista &#8220;Don Quixote&#8221;, de 1895, que publicou uma caricatura que se tornou clássica. A ilustração mostra o presidente correndo, com a legenda lapidar:  “Mas o chefe do Estado, prudentíssimo e ali ao lado, retirou-se sem cair na cova que lhe fora destinada”.</p>
<div id="attachment_8343" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Don-Quixote.jpg"><img class="size-large wp-image-8343" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Don-Quixote-651x1024.jpg" alt="Página da edição 35 da &quot;Don Quixote&quot;, de 1895, em que aparece no alto à direita Prudente de Morais em &quot;fuga&quot; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)" width="618" height="972" /></a><p class="wp-caption-text">Página da edição 35 da &#8220;Don Quixote&#8221;, de 1895, em que aparece no alto à direita Prudente de Morais em &#8220;fuga&#8221; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)</p></div>
<p>A revista foi fundada por ninguém menos que Angelo Agostini, italiano nascido em 1843 e que no Brasil desde os 16 anos tornou-se um dos desbravadores do humor gráfico no país.  Vivendo primeiro em São Paulo, já aos 21 anos Agostini editou “O Diabo Coxo”. Depois morando no Rio de Janeiro, criou a “Revista Illustrada” e, também, a “Don Quixote”, cujo nome, assim citado com a grafia original, em homenagem ao personagem lendário de Cervantes, era a encarnação de seu espírito mordaz e demolidor.</p>
<p>Pois Prudente de Moraes tornou-se alvo da pena de Agostini. O presidente nascido em Itu, em 1841, e que faleceu em Piracicaba, em 1902, era chamado na “Don Quixote” como “Prudente de Mais”, uma referência ao seu suposto imobilismo diante de crises consecutivas ocorridas durante o mandato.</p>
<div id="attachment_8345" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/PiracicabaFotos_0183.jpg"><img class="size-large wp-image-8345" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/PiracicabaFotos_0183-1024x683.jpg" alt="À esquerda, ala do Museu Prudente de Moraes com referências às sátiras ao ex-presidente (Foto Adriano Rosa) " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">À esquerda, ala do Museu Prudente de Moraes com referências às sátiras ao ex-presidente (Foto Adriano Rosa)</p></div>
<p>A realidade demonstrava que não era bem assim, muito pelo contrário. Foi durante o governo do piracicabano nascido em Itu que aconteceram as campanhas finalmente vitoriosas contra Canudos, o que rendeu vasto material para a imprensa e os seus ilustradores – lembrando que “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, um dos grandes pilares da literatura brasileira, é a crônica, dura e amarga, do conflito que teve Antônio Conselheiro no seu epicentro. O próprio Agostini é autor de uma imagem, de 1896, publicada na “Revista Illustrada”, apresentando Conselheiro repudiando a República.</p>
<p>Curiosamente, a “Revista Illustrada”, depois de 23 anos de atividades, encerrou o seu ciclo em 1898, o ano em que Prudente de Moraes deixou a presidência. A última edição, de número 739, foi o retrato da transição, expondo na capa Prudente conversando com o seu sucessor, o campineiro Moraes Salles, que acabava de voltar de viagem à Europa. A legenda não deixava por menos: “Em família. Conversaram animadamente sobre a Europa, as viagens, as manifestações, o estado sanitário etc. Só não trataram da política. Muito bem”. Angelo Agostini, o “algoz” de Prudente de Moraes, é o criador do “Nhô-Quim” e “Zé Caipora”, considerados personagens que ajudaram a lançar as bases das histórias em quadrinhos no Brasil. O cartunista morreu em 1910.</p>
<div id="attachment_8340" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Prudente-e-Campos-na-Revista_Illustrada_1898-2.jpg"><img class="size-full wp-image-8340" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Prudente-e-Campos-na-Revista_Illustrada_1898-2.jpg" alt="Prudente de Morais e Campos Salles, na &quot;Revista Illustrada&quot; (Hemeroteca Biblioteca Nacional) " width="550" height="786" /></a><p class="wp-caption-text">Prudente de Morais e Campos Salles, na &#8220;Revista Illustrada&#8221; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)</p></div>
<p>O Museu &#8220;Prudente de Moraes&#8221; tem em seu acervo, portanto, verdadeiras relíquias ilustrando as bases da democracia e da República no Brasil. E também não estariam nessas publicações as sementes do que viria a ser o próprio Salão Internacional de Humor de Piracicaba?</p>
<p><strong>Novos desafios</strong> &#8211; Piracicaba cresceu muito e, claro, os desafios aumentaram de magnitude. A cidade tem em 2016 cerca de 380 mil moradores, segundo projeção da Fundação Seade, e é sede de uma Aglomeração Urbana que, em futuro não muito distante, pode vir a se transformar em região metropolitana. O incremento da violência é uma das maiores preocupações. Entre 2014 e 2015, a forte estiagem, aliada a sérios problemas de gestão no Sistema Cantareira, contribuíram para uma imagem que os piracicabanos não gostam: o seu rio quase seco, demonstrando que as mudanças climáticas vão exigir muito esforço coletivo e em particular dos poderes públicos.</p>
<p>O XV de Novembro, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e a UNIMEP são outras referências importantes da memória de Piracicaba que, ao lado da forte identidade local, em torno do rio, são a base para busca de superação dos desafios. Daqui a um ano serão dois séculos e meio de uma trajetória peculiar no cenário de São Paulo e do Brasil.</p>
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		<title>Inscrições para Bienal Naïfs do Brasil, em Piracicaba, vão até 22 de março</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2016 14:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal Naifs]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal Naifs do Brasil em Piracicaba]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuam abertas até o dia 22 de março as inscrições para a décima terceira edição da Bienal Naïfs do Brasil, que acontece no segundo semestre em Piracicaba, interior de São Paulo, na unidade local do Serviço Social do Comércio (Sesc). A Bienal Naïfs reúne os trabalhos representativos da arte ingênua, espontânea, primitiva e popular de todas ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Continuam abertas até o dia 22 de março as inscrições para a décima terceira edição da Bienal Naïfs do Brasil, que acontece no segundo semestre em Piracicaba, interior de São Paulo, na unidade local do Serviço Social do Comércio (Sesc). A Bienal Naïfs reúne os trabalhos representativos da arte ingênua, espontânea, primitiva e popular de todas as regiões do Brasil. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas observando o regulamento que pode ser obtido no SESC-Piracicaba.</p>
<p>A 12ª edição da Bienal Naïfs do Brasil, no SESC-Piracicaba, em 2014, apresentou 106 obras de 81 artistas de todos os cantos do país. Desses cantos vem o encanto com o lirismo, a visão crítica e a esperança de dias melhores.</p>
<div id="attachment_679" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-056.jpg"><img class="size-large wp-image-679" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-056-1024x768.jpg" alt="O Baile das Caveiras, do Mestre João do Carmo, de Jaboticabal (SP), na edição de 2014 (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">O Baile das Caveiras, do Mestre João do Carmo, de Jaboticabal (SP), na edição de 2014 (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>A arte naïf, ou naive, é aquela de matriz na cultura popular, e que representa a expressão espontânea, ingênua, instintiva, de artistas geralmente autodidatas, sobre vários aspectos da vida. Entre 1986 e 1991 o SESC-Piracicaba realizou mostras anuais, que representaram o fortalecimento do olhar mais atento para esse importante recorte da cultura brasileira. As bienais deram um passo à frente, representam um salto de qualidade na valorização e visibilidade dessa vertente artística e filosófica.</p>
<p>A 12ª edição da Bienal Naïfs do Brasil não se limitou à pintura. Eram vários suportes para a expressão dos artistas, como na técnica mista usada pelo Mestre João do Carmo, de Jaboticabal (SP), para mostrar “O Baile das Caveiras”.</p>
<div id="attachment_680" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-064.jpg"><img class="size-large wp-image-680" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-064-1024x768.jpg" alt="Obras de Milene de Oliveira, de Socorro (SP), na última edição da Bienal Naïfs do Brasil: o meio é a mensagem (Foto José Pedro Martins) " width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Obras de Milene de Oliveira, de Socorro (SP), na última edição da Bienal Naïfs do Brasil: o meio é a mensagem (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Diógenes Moura assinou a curadoria da 12ª Bienal Naïfs do Brasil. Há décadas o pesquisador mergulha na alma da cultura popular brasileira. Nascido em Recife, viveu em Salvador e há anos está em São Paulo, onde atua na Pinacoteca do Estado. É jornalista, escritor e roteirista. É autor, entre outros, de “Elásticos Chineses”, editado pela Fundação Casa de Jorge Amado.</p>
<p>A festa, a alegria, a comunhão de afetos é uma das fortes vertentes da arte naïf. A celebração da vida em comunidade. Como em “Festa Junina”, de Edgard D´Oliveira, de São José do Rio Preto (SP), ou Dança Pau de Fitas, de Salvatori, de Porto Alegre (RS), presentes na 12ª Bienal.</p>
<p>Outro tema valorizado no mundo naïf é a nostalgia da vida rural, seu contato direto com a natureza, o cotidiano duro e livre, como em “Refúgio dos Pescadores” e “A Vida na Roça”, de Milene de Oliveira (Socorro, SP), tendo como suporte duas enxadas, também na última edição. Na arte naïf o meio também é a mensagem.</p>
<div id="attachment_681" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-040.jpg"><img class="size-large wp-image-681" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-040-1024x768.jpg" alt="A cidade medicalizada, por Cor Jesus, de Ouro Preto (MG), em 2014 (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">A cidade medicalizada, por Cor Jesus, de Ouro Preto (MG), em 2014 (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Não por acaso, o êxodo rural e suas consequências, tanto para a roça como para a cidade, também está presente no universo naïf e na bienal de Piracicaba. Na edição de 2014, o par de óleos sobre tela “Antes do êxodo rural” e “Depois do êxodo rural”, de Miguel S.S.S., de Marília (SP), foi mais do que explícito nesse sentido.</p>
<p>Um dos efeitos da urbanização intensiva é a medicalização da vida. Esta foi a denúncia de Cor Jesus, de Ouro Preto (MG), em sua assemblagem sem título, na qual utiliza caixas de remédio para montar a maquete de uma cidade densamente urbanizada.</p>
<p>Enfim, a Bienal Naïfs do Brasil é um espelho da alma brasileira, em toda sua diversidade. Os interessados em participar da edição de 2016 por ter mais informações nos números 0800-771-6243 e 3437-9286 ou  pelo email bienalnaifs@piracicaba.sescsp.org.br. O Sesc de Piracicaba fica na Rua Ipiranga, 155, região central da cidade.<strong> (Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_678" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-015.jpg"><img class="size-large wp-image-678" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Salão-015-1024x768.jpg" alt="Obras de 81 artistas estiveram expostas na última Bienal Naifs de Piracicaba (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Obras de 81 artistas estiveram expostas na última Bienal Naifs de Piracicaba (Foto José Pedro Martins)</p></div>
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