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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Cine-Clube Universitário de Campinas</title>
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		<title>Cine-Clube Universitário de Campinas completa cinco décadas de utopia</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2015 00:03:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
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		<category><![CDATA[Cine-Clube Universitário de Campinas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Uma paixão eterna, uma reverência pelo poder transformador do cinema. Nesta quinta-feira, 19 de março de 2015, são lembrados os 50 anos de criação do Cine-Clube Universitário de Campinas (CCUC), um dos vários exemplos de como a cidade tem uma relação íntima com a chamada Sétima Arte. A data foi comemorada, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>AMANTES DO CINEMA &#8211; I</strong>
			</div></div>
<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Uma paixão eterna, uma reverência pelo poder transformador do cinema. Nesta quinta-feira, 19 de março de 2015, são lembrados os 50 anos de criação do Cine-Clube Universitário de Campinas (CCUC), um dos vários exemplos de como a cidade tem uma relação íntima com a chamada Sétima Arte. A data foi comemorada, em encontro que reuniu alguns dos criadores do Cine-Clube, com um evento no Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), a organização que é um dos pilares históricos do amor campineiro pelo cinema.</p>
<p>O encontro de hoje foi aberto pelo presidente do CCLA, Marino Ziggiatti, que na década de 1950 havia criado e dirigido o Departamento de Cinema da organização. Em seguida, um dos co-criadores e primeiro presidente do Cine-Clube Universitário de Campinas, Luiz Carlos Ribeiro Borges, descreveu a experiência que foi &#8220;vivenciar uma utopia&#8221;.</p>
<div id="attachment_2885" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0024.jpg"><img class="size-large wp-image-2885" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0024-1024x682.jpg" alt="Ribeiro Borges mostra um dos exemplares do jornal editado pelo Cine-Clube " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Ribeiro Borges mostra um dos exemplares do jornal editado pelo Cine-Clube</p></div>
<p>Como complemento à visão histórica, a pesquisadora Natasha Hernandez Almeida deu detalhes de sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade Federal de São Carlos, exatamente sobre &#8220;O Cineclube Universitário de Campinas (1965-1973)&#8221;. A programação de hoje foi encerrada com a exibição dos três filmes de curta metragem produzidos pelo CCUC e com homenagens aos idealizadores da instituição, como o próprio Luiz Carlos Ribeiro Borges, Dayz Fonseca e Rolf de Luna Fonseca.</p>
<p><strong>Nas noites de 1965</strong> &#8211; Fazia quase um ano que o Brasil estava sob regime militar. Ainda não havia a censura absoluta, e estudantes e intelectuais intensificavam a mobilização contra a ditadura. No dia 9 de março o general-presidente Castelo Branco levara uma vaia histórica em aula inaugural na Universidade Federal do Rio de Janeiro. No mesmo dita, a UnB, em Brasília, também sediava um protesto contra os militares. Outra manifesta estudantil contra a ditadura no dia 11, no Fundão, no Rio, e lançamento do Manifesto de intelectuais pelas liberdades suprimidas em 1964, no dia 13, também no Rio de Janeiro.</p>
<div id="attachment_2886" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0073.jpg"><img class="size-large wp-image-2886" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0073-1024x682.jpg" alt="Filmagem de cena de um dos títulos da trilogia produzida pelo CCUC, com participação técnica de Henrique de Oliveira Junior" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Filmagem de cena de um dos títulos da trilogia produzida pelo CCUC, com participação técnica de Henrique de Oliveira Junior</p></div>
<p>O ambiente universitário estava em ebulição e não foi diferente em Campinas. A Unicamp estava ainda em estruturação e a movimentação maior acontecia na Universidade Católica de Campinas, assim denominada desde 1955. Filmes de arte eram exibidos eventualmente, como na Semana de Estudos Filosóficos, da qual Dayz Fonseca havia participado.</p>
<p>Foi neste contexto que, segundo Luiz Carlos Ribeiro Borges, então aluno de Direito na Universidade Católica de Campinas, surgiu a ideia de &#8220;montagem de um espaço sistematizado para exibição de filmes&#8221;. Amadurecia a proposta de criação de um cineclube, nos moldes de iniciativas semelhantes principalmente no eixo Rio-São Paulo mas também em outras capitais estaduais e até no interior paulista &#8211; o primeiro cineclube de que se tem notícia no interior é o de Marília, de 1952 e ainda em atividade.</p>
<p>No caso de Campinas, lembra Borges, havia uma insatisfação latente no meio universitário, quanto à programação comercial que predominava nos cinemas locais &#8211; o Voga, da rua General Osório (depois Cine Jequitibá, a partir de 1969); o Carlos Gomes, na Campos Salles; o Windsor, na General Osório com Regente Feijó, entre outros.</p>
<div id="attachment_2887" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0327.jpg"><img class="size-large wp-image-2887" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0327-1024x682.jpg" alt="Dayz Fonseca e Rolf de Luna Fonseca assinaram filmes e estiveram entre os homenageados neste 19 de março" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Dayz Fonseca e Rolf de Luna Fonseca assinaram filmes e estiveram entre os homenageados neste 19 de março</p></div>
<p>Na mesa de fundação, Borges, Dayz Fonseca, Julia Roberto Alves e Dairton Tessari, já falecido. Outros depois se juntariam ao grupo, como João de Assis Rossi, Paulo de Tarso Salomão, Gustavo Mazzola e Og Bernasconi. Outro grande entusiasta, desde o início, foi o professor José Alexandre dos Santos Ribeiro.</p>
<p>O grande teste para o recém-nascido cineclube foi a exibição, logo no dia 31 de março de 1965, um ano depois do golpe militar, do filme &#8220;O Eclipse&#8221;, do mestre italiano Michelangelo Antonioni. Um suspiro, a ansiedade pelo retorno do público, mas o sucesso alcançado: mais de 500 pessoas se aglomeraram no Salão Nobre do Pátio dos Leões, onde funcionava a Universidade Católica, para assistir à trama envolvendo o par romântico Monica Vitti e Alain Delon, seguida de debate aberto, como aconteceria em todas as sessões dos 108 filmes projetados pelo CCUC em seus oito anos de atividades.</p>
<div id="attachment_2888" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0316.jpg"><img class="size-large wp-image-2888" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0316-1024x682.jpg" alt="A pesquisadora Natasha Almeida comentou a contribuição histórica do CCUC, tema de sua tese de mestrado na UFSCar " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisadora Natasha Almeida comentou a contribuição histórica do CCUC, tema de sua tese de mestrado na UFSCar</p></div>
<p><strong>No cinema comercial e a produção de filmes</strong> &#8211; As exibições continuaram acontecendo nos espaços da Universidade Católica e também no Centro de Ciências, Letras e Artes, que desde os anos 1950 mantinha um ativo Departamento de Cinema, sob a liderança de Marino Ziggiatti.</p>
<p>Mas os jovens do CCUC queriam mais e ousaram começar a projetar filmes de arte também nos cinemas comerciais de Campinas. &#8220;Foi uma ousadia, mas conseguimos&#8221;, lembra Borges. Foram feitos contatos com embaixadas e consulados da França, dos Estados Unidos, do Canadá e países europeus, e também com as próprias distribuidoras. E o Cine-Clube Universitário de Campinas alcançou o propósito, com várias exibições em cinemas do centro da cidade.</p>
<p>O CCUC começou a gerar lucro. Em uma reunião no CCLA, evoluiu outra ideia ousada, a criação de um jornal exclusivo sobre cinema em Campinas. O sonho acabou indo para as impressoras de linotipo e foram editados cinco números do jornal, entre 1965 e 1967. Artigos assinados pelos membros do cineclube e colaboradores davam um panorama do cinema brasileiro e mundial e elencavam as atividades do CCUC.</p>
<p>Em pouco tempo, tinha sido atingida e ultrapassada a meta de ajudar a formar um público crítico, que apreciasse e discutisse as realizações de nomes como Antonioni, Bergmann, Godard e os brasileiros Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, entre outros.</p>
<p>Faltava apenas um passo à frente, a produção de filmes próprios do Cine-Clube Universitário de Campinas. E eles vieram. Em 1966, o primeiro, &#8220;Um Pedreiro&#8221;, dirigido por Dayz Peixoto Fonseca, que recebeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro no Festival Experimental Latino-Americano, em São Paulo, 1968.</p>
<p>Em 1967, o segundo, &#8220;O Artista&#8221;, de Luiz Carlos Ribeiro Borges. &#8220;O Artista&#8221; é um emblema do processo de descoberta que tantos jovens, de todas as idades, já vivenciaram e continuam vivenciando. O próprio Borges é quem descreve o argumento do filme: &#8220;Um artista, que vivia alienado, passa por uma revelação e se converte, muda o seu foco, passa a ser engajado politicamente&#8221;. Sim, o diretor admite que existiam influências socialistas no roteiro do curta-metragem produzido e exibido em Campinas, em plena ditadura.</p>
<p>Em 1972 viria o último da trilogia produzida pelo CCUC, &#8220;Dez jingles para Oswald de Andrade&#8221;, de Rolf de Luna Fonseca, com roteiro de Décio Pignatari, um frequentador assíduo do Centro de Ciências, Letras e Artes.</p>
<p>Um elemento capital a unir os três curtas: a presença, como responsável técnico, de Henrique de Oliveira Júnior, dono de uma biografia riquíssima ligada ao cinema em Campinas. Um ícone de como o cinema desperta encanto e emoções.</p>
<p><iframe width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/UD6TfqmI7RU?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Uma grande aventura</strong> &#8211; Em 1969, formado em Direito, Borges deixa o Cine-Clube para seguir sua carreira profissional em outra cidade. A censura começa a ficar mais rígida, o ambiente político e cultural do Brasil se fechava pouco a pouco. O grupo remanescente entendeu que a missão do CCUC tinha sido cumprida em grande estilo e, em 1973, a decisão pelo encerramento de suas atividades.</p>
<p>O movimento cineclubista no Brasil tem sido, desde a década de 1920, um dos grandes responsáveis por manter a chama acesa no interesse por um cinema de arte, questionador, plataforma para a reflexão dos grandes temas da condição humana. Um dos primeiros, o Chaplin-Club, teve entre seus fundadores nomes capitais do cinema brasileiro, como Mário Peixoto, Humberto Mauro, Adhemar Gonzaga e Plinio Sussekind Rocha. &#8220;Limite&#8221;, de Peixoto, clássico nacional, foi exibido primeiramente no próprio Chaplin-Club.</p>
<p>O Cine-Clube Universitário de Campinas faz parte dessa trajetória, e é um dos capítulos centrais da ligação estreita da cidade com o cinema. Campinas, segundo muitos autores, é a terra onde nasceu a fotografia, pelas mãos do francês Hercules Florence, e onde viveu um dos precursores do rádio, o padre Landell de Moura. Com estes antecedentes, a vocação para o cinema era inevitável. E ela se materializou, em coração, projetor e celuloide.</p>
<div id="attachment_2889" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0263.jpg"><img class="size-large wp-image-2889" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/CineClubeCCLA_0263-1024x682.jpg" alt="Uma cerimônia histórica no CCLA, para lembrar os 50 anos do Cine-Clube " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Uma cerimônia histórica no CCLA, para lembrar os 50 anos do Cine-Clube</p></div>
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