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	<title>Agência Social de Notícias &#187; CPT</title>
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		<title>Cúpula do Clima: relatório denuncia violações de direitos por &#8220;economia verde&#8221; no Acre</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2014 19:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[COP-20 Lima]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta segunda-feira, 8 de dezembro, começou a segunda e decisiva semana da Conferência das Partes (COP-20) da Convenção das Mudanças Climáticas, em Lima, no Peru. Até sexta-feira, dia 12, os negociadores diplomáticos e ministros têm a missão de elaborar um rascunho para o grande acordo que será fechado na COP-21, em dezembro de 2015, em Paris, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira, 8 de dezembro, começou a segunda e decisiva semana da Conferência das Partes (COP-20) da Convenção das Mudanças Climáticas, em Lima, no Peru. Até sexta-feira, dia 12, os negociadores diplomáticos e ministros têm a missão de elaborar um rascunho para o grande acordo que será fechado na COP-21, em dezembro de 2015, em Paris, com metas para a redução de emissões de gases que agravam o aquecimento global. Os participantes da Conferência estão tomando conhecimento nestes dias de um relatório que denuncia &#8220;violações de direitos no estado do Acre&#8221; pela chamada Economia Verde. É forte a crítica no documento a processos da Economia Verde como o REDD, mecanismo oficial ligado ao combate ao aquecimento global.</p>
<p>O documento é um informe preliminar da Relatoria do Direito Humano ao Meio Ambiente (RDHMA), ligada à Plataforma de Direitos Humanos (Dhesca Brasil), que é formada por um conjunto de organizações da sociedade civil brasileira, como Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão Pastoral da Terra (CPT), IBASE, INESC e Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). O relatório &#8220;Economia Verde, Povos das Florestas e Territórios: violações de direitos no estado do Acre&#8221;, assinado por Cristiane Faustino e Fabrina Furtado,  foi publicado em espanhol com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e de fundos do Ministério Federal para a Fundação de Cooperação Econômica da Alemanha (BMZ).</p>
<p><strong>Referência em Economia Verde</strong> &#8211; O relatório nota que o estado do Acre tem se destacado &#8220;como referência no contexto da construção e implementação da economia verde no Brasil, que envolve desde discussões em torno da criação de um mercado de carbono nacional, propostas de legislação, projetos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e de Redução de Emissões Derivadas do Desmatamento e Degradação das Florestas (REDD) e bolsas de valores ambientais (como a Bolsa Verde, no Rio de Janeiro&#8221;.</p>
<p>O documento observa ainda que o Acre é &#8220;pioneiro em concessões e explorações florestais no Brasil. Com base na promessa da conservação ambiental e da geração de renda, o Manejo Florestal Sustentável (MFS) busca, de acordo com o governo do Estado, promover o ´desenvolvimento sustentável´, a conservação ambiental, o uso racional de recursos naturais, a redução da pobreza e a criação de uma economia de base florestal`&#8221;.</p>
<p>Entretanto, notam as autoras, um conjunto de organizações e coletivos sociais do Acre &#8220;questiona essa política, identificando impactos sociopolíticos, econômicos e ambientais negativos, em especial sobre os territórios e as populações tradicionais&#8221;.</p>
<p>Os principais problemas encontrados pela missão da Relatoria do Direito Humano ao Meio Ambiente, segundo o documento, estão relacionados &#8220;com a existência e aprofundamento de conflitos territoriais &#8211; tanto nos territórios já conquistados pelas comunidades e por povos locais, como em territórios em situação de insegurança jurídica  &#8211; que, por sua vez, afetam a capacidade das comunidades de garantir sua subsistência e a preservação e promoção de sua cultura e identidade&#8221;.</p>
<p>Esses problemas foram identificados pela visita da missão a várias comunidades afetadas pelos projetos associados à chamada Economia Verde, como os projetos de REDD e Manejo Florestal Sustentável já citados. O documento cita, entre outros, o depoimento de Dercy Teles de Carvalho Cunha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri e posseira no Seringal Boa Vista, sobre os impactos desses projetos para a vida das comunidades locais: “é a perda de todos os direitos que os povos têm como cidadão. Perdem todo o controle do território. Não podem mais roçar. Não podem mais fazer nenhuma atividade do cotidiano. Apenas recebem uma Bolsa para ficar olhando para a mata, sem poder mexer. Aí, tira o verdadeiro sentido da vida do ser humano”. Xapuri é onde morreu o líder ecologista e seringueiro Chico Mendes.</p>
<p>Impactos igualmente importantes de projetos de Economia Verde em áreas indígenas do Acre, como as do povo Jaminawá, conforme o relato da missão da Dhesca. A missão manteve reuniões com várias organizações oficiais que atuam no Acre, como Embrapa, INCRA e Funai, além de diversas secretarias estaduais.  De um modo geral, afirma o documento, &#8220;os representantes do poder público justificam a política de economia verde como um esforço institucional para a gestão socioambiental e o aproveitamento das condições do Estado no enfrentamento de problemas históricos sociais e econômicos&#8221;.</p>
<p>Entre as conclusões da Relatoria, está a de que, ainda que os representantes públicos afirmem &#8220;que realizam todos os esforços para garantir a participação das comunidades nos processos que formam parte dos projetos de economia verde, os testemunhos das comunidades e as queixas das organizações evidenciam que existe uma insuficiência de participação social nos processos decisórios da política&#8221;.</p>
<p>Uma das recomendações do relatório é a de que &#8220;sejam estabelecidos processos e mecanismos de debate a nível nacional sobre as políticas de economia verde no Brasil, tendo como exemplo o caso do Acre, dando, assim, visibilidade aos impactos territoriais, sociais, ambientais e culturais das mesmas&#8221;.</p>
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		<title>Número de mortes no campo no governo Dilma é o menor desde 1985</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2014 16:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB]]></category>
		<category><![CDATA[CPT]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 1985, primeiro ano da redemocratização, até 2013, o Brasil teve 1577 assassinatos na luta pela reforma agrária. A menor média anual, de 33 mortes por ano, foi registrada nos três primeiros anos do governo da presidente Dilma Rousseff. A maior média, de 119,8 assassinatos, pertence ao governo de José Sarney, imediatamente após o fim ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1985, primeiro ano da redemocratização, até 2013, o Brasil teve 1577 assassinatos na luta pela reforma agrária. A menor média anual, de 33 mortes por ano, foi registrada nos três primeiros anos do governo da presidente Dilma Rousseff. A maior média, de 119,8 assassinatos, pertence ao governo de José Sarney, imediatamente após o fim do regime militar. O maior número absoluto de assassinatos em um ano, de 161, também ocorreu no governo Sarney, em 1987.</p>
<p>Os números constam dos levantamentos anuais feitos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também documenta os números de conflitos, de ocupações de terra, de casos de trabalho escravo e outros aspectos associados à luta pela reforma agrária.</p>
<p>Durante os cinco anos do governo Sarney (1985-1989) foram cometidos 599 assassinatos na luta pela reforma agrária. No governo Collor (1990-1992) foram cometidos 183 assassinatos, representando média anual de 61 mortes. Durante o curto governo de Itamar Franco (1993-1994) foram 99 mortes no campo, média anual de 49,5.</p>
<p>Nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foram 292 assassinatos, ou média de 36,5 mortes por ano. Durante o governo Lula (2003-2010) foram cometidos 305 assassinatos, o que significa uma média de 38,1 mortes por ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="192">GOVERNO</td>
<td width="192">ANO</td>
<td width="192">ASSASSINATOS</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="5" width="192">José Sarney</td>
<td width="192">1985</td>
<td width="192">139</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1986</td>
<td width="192">122</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1987</td>
<td width="192">161</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1988</td>
<td width="192">110</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1989</td>
<td width="192">67</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="3" width="192">Fernando Collor de Mello</td>
<td width="192">1990</td>
<td width="192">82</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1991</td>
<td width="192">54</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1992</td>
<td width="192">47</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="2" width="192">Itamar Franco</td>
<td width="192">1993</td>
<td width="192">52</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1994</td>
<td width="192">47</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="8" width="192">Fernando Henrique Cardoso</td>
<td width="192">1995</td>
<td width="192">41</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1996</td>
<td width="192">54</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1997</td>
<td width="192">30</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1998</td>
<td width="192">47</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">1999</td>
<td width="192">27</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2000</td>
<td width="192">21</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2001</td>
<td width="192">29</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2002</td>
<td width="192">43</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="8" width="192">Luiz Inácio Lula da Silva</td>
<td width="192">2003</td>
<td width="192">73</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2004</td>
<td width="192">39</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2005</td>
<td width="192">38</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2006</td>
<td width="192">39</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2007</td>
<td width="192">28</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2008</td>
<td width="192">28</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2009</td>
<td width="192">26</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2010</td>
<td width="192">34</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="3" width="192">Dilma Rousseff</td>
<td width="192">2011</td>
<td width="192">29</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2012</td>
<td width="192">36</td>
</tr>
<tr>
<td width="192">2013</td>
<td width="192">34</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong> Fonte: Conflitos no Campo Brasil CPT</strong></p>
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