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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Crise da água no Brasil</title>
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		<title>Acordo de Paris não aborda crise hídrica que atinge bilhões de pessoas</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2015 21:46:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A palavra &#8220;água&#8221; não aparece nenhuma vez no texto do Acordo de Paris, resultante da Conferência do Clima (COP-21) realizada na capital francesa entre 30 de novembro e 13 de dezembro. Isto, apesar das mudanças climáticas afetaram diretamente o ciclo dos recursos hídricos em todo planeta. São bilhões de pessoas que convivem cotidianamente com uma ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra &#8220;água&#8221; não aparece nenhuma vez no texto do Acordo de Paris, resultante da Conferência do Clima (COP-21) realizada na capital francesa entre 30 de novembro e 13 de dezembro. Isto, apesar das mudanças climáticas afetaram diretamente o ciclo dos recursos hídricos em todo planeta. São bilhões de pessoas que convivem cotidianamente com uma crise hídrica ou de saneamento, que pode se agravar com o recrudescimento do aquecimento global.</p>
<p>O sinal da importância que os governos dão para o abastecimento de água é o fato de que a  segurança hídrica é a principal preocupação do conjunto de países em termos de suas ações de adaptação às mudanças climáticas. Esta é uma das conclusões do relatório divulgado pela Secretaria da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um mês antes do início da COP-21.</p>
<p>O documento inquietante indicava – ou admitia – que as metas e ações apontadas pelos países que participarão da Conferência do Clima (COP-21) em Paris no final do ano não serão suficientes para evitar que a temperatura média global atinja no máximo 2 graus centígrados até 2100.</p>
<p>O relatório fez uma síntese dos documentos referentes às chamadas Contribuições Pretendida Nacionalmente Determinadas (INDCs), na prática o que 147 países pretendem fazer para a redução de suas emissões atmosféricas nas próximas décadas. Esses 147 países representam 75% dos países que aderiram à Convenção das Mudanças Climáticas e a 86% das emissões globais de gases-estufa em 2010. Portanto, trata-se de um universo mais do que representativo do que o conjunto da comunidade internacional pretende fazer para cortar as suas emissões.</p>
<p>Entre esse conjunto de países, 89 apontaram a segurança hídrica como área prioritária em suas ações de adaptação às mudanças climáticas. Em segundo lugar no ranking ficou a agricultura, citada por 82 países como área prioritária. Em terceiro, a área da saúde, apontada por 67 países. E em quarto, a proteção dos ecossistemas, indicada por 64 países.</p>
<p>O documento assinalava que, entre as medidas de adaptação às mudanças climáticas apontadas pelos países, relacionadas à garantia do abastecimento de água, estão a dessalinização da água do mar, a construção de barragens para armazenamento de água e lagos artificiais, edificação de reservatório para a água derivada do derretimento de geleiras e, de forma mais ampla, a estruturação de uma sociedade baseada na economia da água.</p>
<p>Outros países citaram ações como perfuração de poços para obtenção de água subterrânea, instalações para coleta de água da chuva ou a substituição de retirada de água de aquíferos pela captação em fontes superficiais. Cada país, naturalmente, indicou ações conforme a sua realidade geográfica, de solos, de disponibilidade hídrica e provável impacto das mudanças climáticas.</p>
<p>O certo é que a preocupação com o futuro do abastecimento de água só tem aumentado, em função do impacto das mudanças climáticas, o que torna incompreensível que o documento do Acordo de Paris não tenha citado a questão. A seca de quase cinco anos no Nordeste e a crise da água no Sudeste do Brasil, entre 2014 e 2015, é um exemplo da gravidade da situação. O derretimento de geleiras em montanhas da Ásia, fonte do abastecimento de milhões de pessoas, é outro. A Unesco calcula em mais de 2 bilhões o número de pessoas com problemas graves de falta de água ou saneamento em geral. <strong>(Por José Pedro Martins) </strong></p>
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		<title>Na região de Campinas e Piracicaba, rio Camanducaia entra em estado de alerta para abastecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 15:40:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A bacia do rio Camanducaia, que faz parte do conjunto das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas-Piracicaba, entrou em estado de alerta para abastecimento de água nesta segunda-feira, dia 19 de outubro. As demais áreas no contexto das três bacias, com regras para uso da água, continuam sem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A bacia do rio Camanducaia, que faz parte do conjunto das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas-Piracicaba, entrou em estado de alerta para abastecimento de água nesta segunda-feira, dia 19 de outubro. As demais áreas no contexto das três bacias, com regras para uso da água, continuam sem restrições, mas o forte calor pode agravar o cenário nos próximos dias. O Cepagri/Unicamp prevê a possibilidade de pancadas de chuva apenas a partir da quarta-feira. A vazão do rio Piracicaba hoje é de 13,65 metros cúbicos por segundo, menos de um quinto da média histórica do mês.</p>
<p>O rio Camanducaia chegou a uma vazão de 1,96 m3/s, abaixo dos 3,60 m3/s que caracterizam o estado de alerta. Em razão do nível baixo dos rios da região desde 2014, foram estabelecidas regras de uso para quem retira água diretamente dos rios Camanducaia, Jaguari, Atibaia, Cachoeira, Atibainha e afluentes. O acompanhamento é atualizado todas as segundas e quintas-feiras pelos órgãos gestores, para informar se alguma bacia está em Estado de Alerta ou de Restrição.</p>
<p>O Estado de Alerta não restringe o uso da água, mas chama a atenção dos usuários para a proximidade de uma restrição. Já o Estado de Restrição determina as seguintes reduções de captação da água dos rios:</p>
<p>&#8211; Para abastecimento público e para matar a sede de animais: redução de 20% do volume diário outorgado;</p>
<p>&#8211; Para uso industrial e irrigação: redução de 30% do volume diário outorgado;</p>
<p>&#8211; Todos os demais usos deverão ser paralisados durante o Estado de Restrição.</p>
<p>As condições de uso para captação de água se estabelecerão de acordo com as regras definidas na Resolução da Agência Nacional de Águas e do Departamento de Águas e Energia Elétrica -ANA/DAEE Nº 50, de 21 de janeiro de 2015, e Resolução ANA/IGAM/SEMAD Nº 51, de 21/01/2015.</p>
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		<title>Vazão do rio Atibaia cai perigosamente no dia em que volta a chover em Campinas</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2015 22:23:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Crise da água no Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Voltou a chover em Campinas no início da noite desta sexta-feira, 4 de setembro, justamente na data em que a vazão do rio Atibaia caiu perigosamente. Às 7 horas de hoje a vazão do Atibaia em Valinhos, pouco antes da captação para Campinas, estava em 4 metros cúbicos por segundo, de acordo com o Boletim da ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Voltou a chover em Campinas no início da noite desta sexta-feira, 4 de setembro, justamente na data em que a vazão do rio Atibaia caiu perigosamente. Às 7 horas de hoje a vazão do Atibaia em Valinhos, pouco antes da captação para Campinas, estava em 4 metros cúbicos por segundo, de acordo com o Boletim da Sala de Situação PCJ, elaborado a partir de dados do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).</p>
<p>Essa vazão de 4 metros cúbicos, ou 4 mil litros por segundo, representa o limite para a captação de água para Campinas. Em agosto, a média de captação do Atibaia em Valinhos foi de 5,87 m3/s, metade da média histórica do mês, de 11,92 m3/s.</p>
<p>Em toda a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), a vazão dos rios esteve muito baixa em agosto, confirmando a continuidade da &#8211; grave &#8211; crise hídrica. O rio Piracicaba, em Piracicaba, teve uma média em agosto de 17,54 m3/s, menos de um terço da média histórica, de 54,87 m3/s.</p>
<p>Por causa da baixa vazão, chegou a entrar em ação a restrição de captação de água nas bacias PCJ, determinadas pela Agência Nacional de Águas e DAEE.</p>
<p>De acordo com o Cepagri/Unicamp, há possibilidade de pancadas de chuva no fim do dia em Campinas. Entre o domingo e a segunda-feira, o tempo continuará mais instável com sol e aumento de nuvens e há possibilidade, mesmo que baixa, de pancadas de chuva à tarde na região. Chuvas mais generalizadas estão previstas para a próxima terça-feira. Temperaturas máximas de 29C à tarde e mínima de 15C na próxima madrugada. A umidade relativa do ar mínima estará em torno de 30% tarde. Ventos de norte passando a sudeste amanhã e voltando a soprar de norte no domingo.</p>
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		<title>SESC debate crise hídrica, tema que pede abordagem ampla, contínua e profunda</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2015 16:10:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Começa neste sábado, 6 de junho, com a apresentação da Casa Mais Sustentável, a programação do SESC-Campinas, ao longo do mês de junho, sobre a crise hídrica. Tema fundamental, que merece uma abordagem ampla e profunda, com um olhar multidisciplinar e transversal, como já aconteceu em outros momentos no próprio SESC. A programação no SESC-Campinas consta basicamente de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Começa neste sábado, 6 de junho, com a apresentação da Casa Mais Sustentável, a programação do SESC-Campinas, ao longo do mês de junho, sobre a crise hídrica. Tema fundamental, que merece uma abordagem ampla e profunda, com um olhar multidisciplinar e transversal, como já aconteceu em outros momentos no próprio SESC.</p>
<p>A programação no SESC-Campinas consta basicamente de oficinas, com indicações de como as pessoas podem contribuir para o uso racional dos recursos hídricos. O momento em que a crise hídrica, especificamente, será discutido é o bate-papo na quarta-feira, 10 de junho, a partir das 19h30, sobre &#8220;Os recursos hídricos na Região Metropolitana de Campinas: Cenários e Perspectivas&#8221;.</p>
<div id="attachment_3601" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaCachoeira03-2.jpg"><img class="size-large wp-image-3601" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaCachoeira03-2-1024x683.jpg" alt="Rio Atibaia em 2014, em Campinas: alerta radical" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia em 2014, em Campinas: alerta radical</p></div>
<p>O SESC-Campinas tem uma tradição de reflexão sobre a temática ambiental. Entre 2003 e 2004, sediou o Fórum Regional do Meio Ambiente, com a discussão focada na construção da Agenda 21 na Região Metropolitana de Campinas. Participaram especialistas de várias áreas, como demanda o conceito de Agenda 21.</p>
<p>Em 2011 e 2012, de novo ao longo de todo o ano, o SESC-Campinas foi o palco da série de debates &#8220;Fala mais sobre isso!&#8221;, com várias questões socioambientais em pauta (águas, resíduos, emissões atmosféricas, energia, mobilidade urbana, consumo sustentável), mais uma vez com especialistas e organizações representativas.</p>
<p>O equacionamento da crise hídrica, em um cenário de mudanças climáticas, com certeza está associado a uma mudança cultural profunda, com a modificação de hábitos arraigados. Entretanto, a reflexão não pode se limitar à responsabilidade pessoal, sendo imprescindível uma abordagem política, em função dos vários fatores em questão, a partir da garantia do direito humano à água, consagrado pelas Nações Unidas em 2010 depois de muita polêmica.</p>
<div id="attachment_3602" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaSousas18.jpg"><img class="size-large wp-image-3602" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaSousas18-1024x683.jpg" alt="Rio Atibaia no distrito de Sousas: crise hídrica pede maior mobilização social sobre a água " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia no distrito de Sousas: crise hídrica pede maior mobilização social sobre a água</p></div>
<p>E trata-se de uma discussão que deve ser permanente, e não limitada a somente uma época do ano. Abaixo, a programação completa no SESC-Campinas em junho sobre a crise hídrica que afeta a região mais rica e populosa do Brasil: <strong>Meio Ambiente :: CASA MAIS SUSTENTÁVEL </strong></p>
<p>Com os educadores da Iandé-Educação e Sustentabilidade, de Piracicaba. Venha conhecer uma casa diferente e refletir sobre opções e atitudes mais sustentáveis em relação aos temas da água, energia, resíduos e alimentação. <strong>Classificação etária:</strong> Livre. <strong>Data:</strong> Dia 6, sábado, das 12h30 às 16h30. <strong>Local:</strong> Área de Convivência. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: DEDINHOS VERDES </strong> <em>Vagas limitadas. Retirada de senha no local da atividade a partir das 12h30.</em> Adultos e crianças são convidados para participar de um plantio de mudas de flores, ervas e temperos. <strong>Classificação etária:</strong> Livre. <strong>Data:</strong> Dia 7, domingo, das 13h às 15h. <strong>Local: </strong>Jardim Galpão. <strong>GRÁTIS</strong> <strong> </strong></p>
<p><strong>Meio Ambiente :: bate-papo :: OS RECURSOS HÍDRICOS NA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS </strong> <em>Vagas limitadas. Retirada de ingressos na Ilha de atendimento com 1 hora de antecedência.</em> Com José Furtado, presidente do Instituto Campinas Sustentável; Prof. Dr. Antônio Carlos Zuffo, doutor em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela USO e mediação de Gabriel Kogan, arquiteto com mestrado em Gerenciamento Hídrico pelo Unesco-IHE (Holanda). Parceria Instituto Campinas Sustentável. Bate-papo sobre distribuição e gerenciamento dos recursos hídricos da região metropolitana de Campinas, suas interfaces, desdobramentos no cenário político e possibilidades de mobilização. <strong>Classificação etária: </strong>A partir de 15 anos. <strong>Data:</strong> Dia 10, quarta, às 19h30. <strong>Local:</strong> Sala Múltiplo Uso 1. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<div id="attachment_3603" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaSousas15.jpg"><img class="size-large wp-image-3603" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/AtibaiaSousas15-1024x683.jpg" alt="Desolação no rio Atibaia " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Desolação no rio Atibaia</p></div>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: REAPROVEITAMENTO DOMÉSTICO DE ÁGUA </strong> <em>Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento a partir do dia 2 para credencial plena e a partir do dia 3 para demais públicos.</em> Com o grupo Iandé de Piracicaba. Apresentação do cenário da escassez de água seguido de um breve bate-papo e apresentação de um modelo compacto de tratamento de água da máquina de lavar roupa bem como seu funcionamento e soluções que minimizam o consumo de água doméstico. <strong>Classificação etária:</strong> A partir de 15 anos. <strong>Data:</strong> Dia 13, sábado, das 14h às 17h. <strong>Local:</strong> Sala de atividades 4. <strong>GRÁTIS</strong> <strong> </strong></p>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: SISTEMA DE IRRIGAÇÃO DOMÉSTICA </strong> <em>Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento a partir do dia 2 para credencial plena e a partir do dia 3 para demais públicos.</em> Com o arquiteto Felype Quinto. Montagens de sistemas de irrigação por gotejamento aplicado com materiais simples e disponíveis nas residências para diversos tipos de vasos e floreiras sem desperdício de água. <strong>Classificação etária:</strong> Livre. <strong>Data:</strong> Dia 20, das 13h30 às 17h30. <strong>Local:</strong> Sala de Atividades 4. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: FRALDAS DE PANO: MODERNAS E ECOLÓGICAS </strong> <em>Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento a partir do dia 2 para credencial plena e a partir do dia 3 para demais públicos.</em> Nesta oficina, além de pensar sobre materiais biodegradáveis, recicláveis e sustentáveis você poderá conhecer, experimentar em seu bebê e conversar sobre esta alternativa mais sustentável e ecológica. <strong>Classificação etária:</strong> Livre. <strong>Data:</strong> Dia 27, sábado, das 14h30 às 16h30. <strong>Local:</strong> Galpão Espaço Brincar. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<div id="attachment_3604" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/RioPiracicabaSeca_0794-2.jpg"><img class="size-large wp-image-3604" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/RioPiracicabaSeca_0794-2-1024x683.jpg" alt="Rio Piracicaba, também quase seco em 2014: reflexão é regional" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Piracicaba, também quase seco em 2014: reflexão é regional</p></div>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: COZINHAR COM SOL: OFICINA DE FORNO SOLAR/DESIDRATAR DE ALIMENTOS</strong> <em>Inscrições na Central de Atendimento a partir do dia 2 para credencial plena e a partir do dia 3 para demais públicos. 25 vagas.</em> Construção de um forno solar capaz de aquecer água, cozinhar e desidratar alimentos, de forma simples, sustentável e de baixo custo, economizando gás de cozinha e consequentemente, água. <strong>Classificação etária:</strong> Livre. <strong>Data:</strong> Dia 27, sábado, das 13h30 às 16h30. <strong>Local:</strong> Jardim do Galpão. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<p><strong>Meio Ambiente :: oficina :: JARDINAGEM AGROECOLÓGICA: MANUTENÇÃO E CUIDADOS</strong> <em>Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento a partir do dia 2 para credencial plena e a partir do dia 3 para demais públicos.</em> Com Riccardo Testa e Carlos Nunes. Aprenda a cuidar de um jardim ou uma horta, utilizando técnicas que não envolvem intervenções agressivas sobre o solo e as plantas. <strong>Classificação etária:</strong> 12 anos. <strong>Data:</strong> Dias 27 e 28, sábado e domingo, às 14h. <strong>Local:</strong> Sala de Atividades 1. <strong>GRÁTIS</strong></p>
<div id="attachment_3605" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Cantareira2014Seca_1094.jpg"><img class="size-large wp-image-3605" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Cantareira2014Seca_1094-1024x683.jpg" alt="Sistema Cantareira em 2014: crise de um modelo de gestão centralizada" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Sistema Cantareira em 2014: crise de um modelo de gestão centralizada</p></div>
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		<title>Brasil: dez razões para o país das águas ter perigosa crise hídrica</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2015 17:34:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A edição de 2015 do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana pela Unesco, advertiu que, se nada for feito, em 2030 o planeta terá um déficit de água de 40%. O documento foi divulgado em função do Dia Mundial da Água, lembrado neste 22 de março, domingo. Com 12% da água doce ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A edição de 2015 do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana pela Unesco, advertiu que, se nada for feito, em 2030 o planeta terá um déficit de água de 40%. O documento foi divulgado em função do Dia Mundial da Água, lembrado neste 22 de março, domingo. Com 12% da água doce do mundo, o Brasil não deveria ter problemas com o abastecimento, mas o fato é que grande parte do país atravessa uma perigosa crise hídrica. A <strong>Agência Social de Notícias</strong> elenca dez razões para que isso ocorra, com base em dados oficiais e declarações de personagens envolvidos diretamente com a gestão dos recursos hídricos no país.</p>
<p><strong>1. Cultura de desperdício</strong> &#8211; A frase está entre as últimas da Carta de Pero Vaz de Caminha, considerada a &#8220;carteira de identidade&#8221; do Brasil: &#8220;Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem&#8221;. A visão de águas inesgotáveis, e que podem ser aproveitadas para &#8220;tudo&#8221;, data do início da colonização do Brasil. A cultura do desperdício tem raízes históricas no país. Mudar essa coordenada cultural é fundamental para uma gestão sustentável dos recursos hídricos.</p>
<p><strong>2. Distribuição desigual da água</strong> &#8211; A distribuição desigual da água é geralmente apontada como um dos fatores responsáveis pela crise hídrica, que afeta sobretudo o Nordeste e a Região Sudeste do Brasil. E de fato há uma desigualdade acentuada: mais de 70% da disponibilidade de água no país estão concentrados na Amazônia, que soma 60% do território brasileiro mas tem apenas 12% da população. O estado de São Paulo, que tem 20% da população brasileira, tem menos de 2% dos recursos hídricos nacionais. Entretanto, essa desigualdade geográfica não pode ser usada como desculpa. Apesar de ter a maior parte da água doce, a Amazônia tem os piores índices de saneamento no país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2013), a Região Norte é aquele que apresenta menor proporção de domicílios atendidos com alguma modalidade de coleta de esgoto: 19,3%. Ou seja, grande parte da população da Amazônia, concentrada nas maiores cidades, convive com água poluída pelo esgoto sem tratamento. A questão, então, é de gestão dos recursos hídricos e saneamento, e não somente da distribuição desigual da água pelo território brasileiro.</p>
<p><strong>3. Irregularidade das chuvas</strong> &#8211; Um dos fatores que explicam a abundância de água no Brasil é o regime de chuvas. A maior parte do território nacional registra médias anuais entre 1.000 e 3.000 milímetros de precipitação. A exceção fica para o Semi-Árido, que convive há tempos com escassez hídrica e tem uma média de chuvas anual entre 300 e 800 milímetros. Trata-se de uma média superior à das áreas desérticas, com média anual de chuvas abaixo de 250 mm. A irregularidade das chuvas, um fenômeno agravado pelo aquecimento global, ajudaria então a explicar a crise hídrica que afeta sobretudo o estado de São Paulo, onde choveu muito abaixo das médias históricas em 2013 e 2014. Mas novamente a questão é de gestão. A maior parcela do volume de chuvas escorre até os rios, por ausência de captação e armazenamento dessas águas. A obrigatoriedade de captação de água das chuvas passa por mudanças na legislação urbana, o que já vem sendo feito em alguns municípios. Nesse sentido a especulação imobiliária não pode prevalecer sobre o interesse público.</p>
<div id="attachment_2472" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx.jpg"><img class="size-large wp-image-2472" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx-1024x575.jpg" alt="Reserva de mata nativa: destruição da vegetação tem impacto direto na proteção das nascentes de água" width="618" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Reserva de mata nativa: destruição da vegetação tem impacto direto na proteção das nascentes de água</p></div>
<p><strong>4. Destruição de florestas e matas ciliares</strong> &#8211; Um dos pilares das crises hídricas que acontecem de tempos em tempos e em diferentes locais do país é a destruição de florestas e matas ciliares que protegem as nascentes. O maior exemplo histórico é a devastação da Mata Atlântica, reduzida em menos de 10% de sua vegetação original, ao longo da costa brasileira. A repercussão foi enorme no regime de chuvas em muitas das áreas de Mata Atlântica. O mesmo processo vem sendo verificado na Amazônia, onde cerca de 18% da floresta já foram erradicados. A Amazônia tem passado por secas severas, como as de 2005 e 2010. Nos dois casos, a seca levou à morte de árvores de grande porte em áreas de floresta primária em toda a Amazônia, que teve então diminuída a sua capacidade de acumular o dióxido de carbono da atmosfera. As estimativas são de que a Amazônia tenha capacidade de absorver até 1,5 bilhão de toneladas de CO2. As árvores mortas entram em decomposição, liberando mais CO2 para a atmosfera. Algumas fontes entendem que o desmatamento na Amazônia ajuda inclusive a explicar a seca no Sudeste, em função dos &#8220;rios voadores&#8221; que regularmente fluem do Norte para o Centro-Sul do país. Mas alguns cientistas ainda não corroboram essa hipótese. De qualquer modo, a destruição de florestas e matas ciliares têm enorme impacto no regime hídrico local. O novo Código Florestal brasileiro, em vigor desde 2013, não representa um mecanismo eficaz para a proteção das matas ciliares que protegem as nascentes dos rios. Na época, o pesquisador Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), entidade de pesquisa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, foi um dos cientistas que alertaram para o fato de que a anistia aos desmatadores, prevista no novo Código Florestal, pode incrementar o desmatamento na Amazônia e em outras áreas. O relator do projeto do novo Código Florestal foi o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), atual ministro da Ciência e Tecnologia.</p>
<p><strong>5. Ausência de tratamento de esgotos</strong> &#8211;  O avanço na legislação, na fiscalização e da consciência ambiental levou a medidas de controle mais rígidos dos esgotos produzidos pela indústria, mas o mesmo não tem ocorrido com os esgotos urbanos. Segundo o Instituto Trata Brasil, somente 48,6% da população brasileira têm acesso à rede de esgoto e apenas 39% dos esgotos urbanos são tratados no país. A Amazônia, que tem 73% da vazão hídrica brasileira, tem os piores índices de tratamento de esgoto. Os estados do Amazonas e Pará, os maiores da região e do Brasil, tratam respectivamente 5,63% e 2,72%, de acordo com o Instituto Trata Brasil. São Paulo, o estado mais rico, trata 53,34% dos esgotos. É por isso que a Represa Billings, que representaria uma real alternativa para o abastecimento na Grande São Paulo, não pode ser ainda utilizada, por estar extremamente poluída por esgotos urbanos e industriais acumulados por décadas. &#8220;É um absurdo o descaso dos governos com a Billings&#8221;, resume o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy. O custo da universalização dos quatros serviços de saneamento (água, esgotos, resíduos e drenagem) é de R$ 508 bilhões entre 2014 e 2033, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). A fossa sanitária ainda é usada em 49% dos municípios.</p>
<p><strong>6. Desperdício nas redes de água </strong>- A média nacional de perdas nas redes de distribuição de água nas cidades é de 37%. Na Região Norte, a mais privilegiada em disponibilidade de água, o desperdício é de mais de 50%. No Nordeste, que convive com escassez hídrica, é de 45% em média. No Sul é de 35% e no Centro-Oeste e Sudeste, de 33%. Alguns poucos municípios têm investido seriamente no combate às perdas, como Campinas (SP), onde o trabalho da Sanasa já levou as perdas para menos de 20%. &#8220;O combate ao desperdício é fundamental para a melhoria da gestão hídrica a médio e longo prazos&#8221;, diz o professor Dr.Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp.</p>
<div id="attachment_2488" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/ProfZuffoUnicamp_00471.jpg"><img class="size-large wp-image-2488" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/ProfZuffoUnicamp_00471-1024x683.jpg" alt="Professor Zuffo: combate às perdas de água nas redes é medida fundamental" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Zuffo: combate às perdas de água nas redes é medida fundamental</p></div>
<p><strong>7. Lacunas na legislação</strong> &#8211; A Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos, de 1997, é considerada uma das mais avançadas no mundo. Cada estado também tem a sua lei própria, na medida em que existem rios de domínio da União (que atravessam mais de um estado, como o São Francisco) e do estado &#8211; aqueles rios que permanecem apenas no limite das unidades da Federação. A legislação fornece as bases para o funcionamento dos sistemas nacional e estaduais de gestão de recursos hídricos. A atual crise hídrica mostrou que existe a possibilidade de melhorias na legislação. &#8220;O nosso sistema não prevê mecanismos eficientes para lidar com situações de crise. Ele funciona muito bem em tempos de situação normal&#8221;, observa o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.</p>
<p><strong>8. Comitês de Bacias Hidrográficas centralizados</strong> &#8211;  De acordo com a lei nacional de recursos hídricos, a gestão hídrica no Brasil deve ser descentralizada, no âmbito das bacias hidrográficas. A instância máxima de gestão nas bacias são os Comitês de Bacias Hidrográficas, órgãos que reúnem representantes dos governos estaduais, dos municípios e dos usuários (indústria, agricultura etc). Na prática, a maior parte dos Comitês tem controle absoluto por parte dos governos estaduais, o que dificulta o efetivo controle social sobre o sistema de gestão de recursos hídricos. &#8220;Os comitês de bacias em São Paulo são controlados pelo governo estadual, os municípios não vão se posicionar contra o governo&#8221;, comenta Carlos Bocuhy, presidente do Proam.</p>
<p><strong>9. Educação ambiental restrita</strong> &#8211; Mudar a cultura de desperdício e aprimorar o controle social sobre o sistema de gestão dos recursos hídricos depende muito da educação ambiental praticada no país. Apesar dos esforços realizados, por educadores, escolas e municípios, de modo geral a educação ambiental ainda é restrita no Brasil. Projetos são descontínuos, de modo geral não são interdisciplinares e se limitam a poucos (e importantes) aspectos ambientais, como a destinação correta de resíduos. Assim, de forma geral a educação ambiental praticada no meio escolar brasileiro ainda “não tem impacto no chão da escola, no cotidiano de alunos, professores e demais membros da comunidade escolar”, como define Marcos Sorrentino, professor da Escola Superior de Agricultura &#8220;Luiz de Queiroz&#8221; (Esalq/USP) e um dos maiores especialistas brasileiros em educação ambiental. Entre abril de 2003 e junho de 2008, foi diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Marina Silva.</p>
<p><strong>10. Desperdício de água na agricultura</strong> &#8211; Como uma média mundial, a agricultura consome 70% da água utilizada. Grande parte dessa água é desperdiçada, pelos mecanismos usados na maior parcela das áreas irrigadas. Já existem tecnologias para aprimorar esse uso de água agrícola, como a irrigação por gotejamento. A Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, desenvolveu várias ferramentas para melhorar o uso da água na agricultura (ver na Agência Social de Notícias:  http://agenciasn.com.br/arquivos/2372 ) Um ponto polêmico é o da chamada água virtual, a quantidade de água usada para a fabricação de terminado produto, como os advindos da agropecuária. Um estudo da Unesco, de 2012, mostrou que o Brasil era o quarto no ranking de exportação de água virtual, com 112 trilhões de litros de água doce, atrás somente dos Estados Unidos (314 trilhões de litros/ano), China (143 trilhões l/ano) e Índia (125 trilhões l/ano). A produção de cada tonelada de soja, por exemplo, consome 2 mil metros cúbicos de água (1 metro cúbico equivale a 1 mil litros de água). O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana, mostrou que a demanda mundial por alimentos aumentará 60% até 2050, o que exigirá um enorme gasto de água.  A demanda por água aumentará em 400%  na indústria manufatureira até a mesma data. O uso da água crescerá muito. Sem uma gestão adequada, novas crises hídricas tendem a ocorrer, também considerando as instabilidades provocadas pelas mudanças climáticas. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_2470" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Soja2.jpg"><img class="size-large wp-image-2470" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Soja2-1024x682.jpg" alt="Plantação de soja: contribuição para a exportação de água virtual " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Plantação de soja: contribuição para a exportação de água virtual</p></div>
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		<title>Embrapa Satélite tem ferramentas para agricultura enfrentar crise hídrica</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2015 19:59:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
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		<category><![CDATA[Crise hídrica em São Paulo]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A atual crise hídrica, que afeta a região mais rica e populosa do Brasil, necessariamente levará a uma reformulação do uso da água no país. Hoje, no balanço geral, a agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água, e com certeza tende a aprimorar a forma de utilizar os recursos hídricos. Pois a Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, tem desenvolvido uma série de ferramentas que podem repercutir em um uso mais sustentável da água na agricultura.</p>
<p>Muitos projetos relacionados ao melhor uso de recursos hídricos estarão entre os trabalhos apresentados pela Embrapa Monitoramento por Satélite no XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), a ser realizado em abril, em João Pessoa (PB). Neste ano, a Embrapa Satélite bate recorde de participação, com 41 trabalhos inscritos. Além disso, a Embrapa Monitoramento por Satélite coordenará a Sessão Temática &#8220;Aplicações de LiDAR em Florestas Tropicais&#8221;, em parceria com o Serviço Florestal Americano e a Nasa.</p>
<p><strong>Recursos hídricos</strong> &#8211; Um dos trabalhos relacionados ao melhor uso de recursos hídricos é &#8220;Estimativa de evapotranspiração e da biomassa de pastagens utilizando o algoritmo SAFER e imagens MODIS&#8221;, co-assinado por Ricardo Andrade, Antônio Teixeira, Janice Leivas, Sandra Nogueira, Gustavo Bayma-Silva, Daniel Victoria, Alexandro Facco. Na mesma linha, &#8220;Aplicação do algoritmo SAFER na determinação da evapotranspiração em condições de sazonalidade climática no noroeste paulista&#8221;, de Renato Franco, Fernando Hernandez e Antônio Teixeira.</p>
<p>SAFER é a sigla em inglês para Surface Algorithm for Evapotranspiration Retrieving. Este é um dos recursos tecnológicos que a Embrapa Monitoramento por Satélite vem utilizando para desenvolver o conceito de &#8220;produtividade da água&#8221; aplicado à agricultura.</p>
<p>&#8220;Trata-se de dimensionar quanto de biomassa é produzida por água consumida&#8221;, explica o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe. Com o uso de satélites e outras tecnologias, é possível analisar a &#8220;produtividade da água&#8221; apresentada por culturas de cana, soja, trigo e milho, entre outras, em determinadas mesorregiões.</p>
<p>Após o mapeamento, observa o pesquisador, é possível indicar ações de política pública para melhorar a &#8220;produtividade da água&#8221; de uma cultura em área específica. &#8220;Verificar qual cultura, nessa região, consome mais ou menos água é importante para ações como o incentivo a novos equipamentos de irrigação, assistência técnica ou uso de novos cultivares que melhorem a produtividade da água&#8221;, completa Édson Bolfe. Ele acredita que, em função da crise hídrica, o uso desse tipo de tecnologia tende a ganhar maior impulso.</p>
<p><strong>Agricultura de Precisão</strong> &#8211; Também na linha de aplicação tecnológica para aprimorar o uso dos recursos naturais em geral e hídricos em particular em tempos de escassez e incertezas derivadas do aquecimento global, a Embrapa Monitoramento por Satélite tem desenvolvido estudos associados à chamada &#8220;Agricultura de Precisão&#8221;.</p>
<p>Este é um campo cada vez mais promissor de pesquisa e desenvolvimento, focado no melhor dimensionamento dos insumos aplicados em determinadas culturas agrícolas. Com as ferramentas aplicadas pela Agricultura de Precisão, como o monitoramento por satélite, é possível avaliar, por exemplo, a fertilidade do solo, de modo que seja aplicada a quantia exata de corretivo para viabilizar o desenvolvimento de um produto agrícola.</p>
<p>&#8220;Essas técnicas permitem minimizar o custo por produtor, além de repercutir na melhoria das condições ambientais&#8221;, explica Édson Bolfe.  O uso de certas ferramentas, ele destaca, permite a subdivisão de uma propriedade ou área agrícola em pequenas áreas, gerando então informações geográficas georreferenciadas, relacionadas a recursos hídricos, aplicação de defensivos e propriedades físicas dos solos, entre outros pontos.</p>
<p>O Brasil se consolida a cada ano como grande polo agrícola. O país também tem tecnologias cada vez mais sofisticadas, como as desenvolvidas na Embrapa Monitoramento por Satélite, para que essa agricultura seja de fato sustentável.  <strong>(Por José Pedro Martins) </strong></p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>AVANÇOS TECNOLÓGICOS AMPLIAM CARDÁPIO DE RECURSOS</strong></p>
<p>Como em todas as áreas de pesquisa e desenvolvimento, também no campo do monitoramento por satélite as tecnologias estão avançando rapidamente, o que permite ampliar o cardápio de recursos à disposição da sociedade, visando um desenvolvimento mais sustentável ambientalmente e justo socialmente.</p>
<p>Um primeiro avanço importante, como nota o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe, foi a ampliação da resolução dos satélites. A alta resolução disponível hoje, nota ele, permite imagens multiescalares. “De casa, a pessoa tem acesso pelo computador a imagens de satélites com alta resolução e várias escalas”, comenta.</p>
<p>Outro salto ocorreu na esfera da resolução temporal. Antes os satélites demoravam para passar pela mesma posição geográfica. Hoje, a rede de satélites existente viabiliza a resolução diária. Com isso, observa o pesquisador, é possível por exemplo verificar a evolução de uma área desmatada em poucos dias.</p>
<p>Édson Bolfe também cita no elenco dos avanços tecnológicos a sofisticação dos sensores de resolução espectral. “Antes havia poucas bandas espectrais, hoje temos satélites multi e hiperespectrais”, diz o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas. Com maior resolução espectral, é possível a “fotografia” do solo ou da cobertura vegetal com várias dimensões e texturas, levando a uma melhor compreensão dos vários aspectos biológicos e químicos de uma área ou recurso natural. 
			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2384" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_021_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-2384" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_021_1800-1024x680.jpg" alt="Rede de unidades da Embrapa: o Monitoramento por Satélite está localizado em Campinas" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Rede de unidades da Embrapa: o Monitoramento por Satélite está localizado em Campinas</p></div>
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		<title>Um terço das indústrias do Rio sofre com seca, que já provoca demissões</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 22:59:30 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da água no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da água no Rio de Janeiro]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>30% das indústrias do Rio de Janeiro já sofrem com a escassez hídrica. Esta é uma das conclusões de pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN). Ainda segundo a pesquisa, metade desses 30% já identifica aumento em seu custo de produção devido à crise da água na Região Sudeste e 6% relataram demissões em razão do grave cenário ambiental, enquanto 1,3% relataram férias coletivas. É mais um indicador do agravamento da crise hídrica na região mais rica e populosa do país e a confirmação da falta de planos de contingência por parte dos governos.</p>
<p>Nos últimos dois anos, segundo a FIRJAN, 56,7% das empresas já adotaram medidas voltadas à redução do consumo de água. Após a implementação dessas medidas, de acordo com a Federação, o resultado foi uma redução do gasto de água em 25,6%, em média.</p>
<p>Outra pesquisa divulgada em dezembro de 2014 pela FIRJAN já indicava a água como o quinto item de infraestrutura mais importante para as indústrias, citado por 27% dos entrevistados, a frente de portos (16%), ferrovias (14%) e aeroportos (6%).</p>
<p>Segundo a pesquisa de hoje, 57% das empresas do Rio de Janeiro já fazem controle do consumo de água, 48,3% desenvolvem campanhas internas de conscientização, 33,1% usam poços artesianos, 25,8% fazem reuso da água e 23,8% usam água da chuva. A pesquisa foi realizada junto a 487 empresas, com 59.849 trabalhadores, aproximadamente 15% dos empregos industriais fluminenses.</p>
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