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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Crise hídrica em São Paulo</title>
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		<title>Crise hídrica em São Paulo e Campinas e mudanças climáticas globais em debate na Unicamp</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2015 09:28:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A crise hídrica e as perspectivas para as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, assim como as mudanças climáticas globais, estarão em debate no dia 26 de novembro em evento na Unicamp, como parte da programação pelos 50 anos da Universidade. O evento, que reunirá alguns dos principais especialistas brasileiros nos temas, acontecerá no Centro de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A crise hídrica e as perspectivas para as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, assim como as mudanças climáticas globais, estarão em debate no dia 26 de novembro em evento na Unicamp, como parte da programação pelos 50 anos da Universidade. O evento, que reunirá alguns dos principais especialistas brasileiros nos temas, acontecerá no Centro de Convenções, entre 9 e 18 horas. Também haverá a presença de convidado estrangeiro, da Universidade do Texas.</p>
<p>O objetivo da mesa, segundo a Unicamp, é discutir &#8220;um dos principais desafios da humanidade nas próximas décadas, que é o das mudanças climáticas globais e seus possíveis impactos&#8221;. Serão enfatizados três dos principais temas a ele relacionados: situação atual e perspectiva das pesquisas sobre as mudanças climáticas globais e seus impactos no Brasil e no exterior; as mudanças climáticas globais e o meio-ambiente; a importância da interdisciplinaridade nas pesquisas sobre as mudanças climáticas e seus impactos; e a crise hídrica e energética.</p>
<p>Entre 9 e 12 horas, as Mudanças Climáticas Globais serão o tema em discussão. Presenças de Jurandir Zullo Jr, do Cepagri/Unicamp e  membro senior do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE, EUA); Arlindo Philippi Jr, professor na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo, onde foi pró-reitor de Pós-Graduação, e também ex-membro titular do Conselho Diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e do Conselho Deliberativo do Interdisciplinary Investigation Center on Climate Change (INCLINE); Mohamed Habib, ex-diretor do Instituto de Biologia da Unicamp, sendo atualmente também professor de Pós-Graduação na Universidade Santa Cecília (UNISANTA), nas áreas de ecologia e desenvolvimento sustentável; e Robert Frodeman &#8211; University of North Texas, EUA, diretor do Centro para o Estudo da Interdisciplinaridade e Professor de Filosofia do Departamento de Filosofia dessa Universidade, sendo especialista em filosofia ambiental, interdisciplinaridade e política da ciência.</p>
<p>Entre 14 e 18 horas o tema será Crise Hídrica e Energética, com discussão sobre a situação nacional da água, Amazônia, NE e SE, problemas centrais para o consumo humano e produtivo; a crise energética nacional; e os recursos hídricos e o quadro das Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas. Presenças de Luís Augusto Barbosa Cortez, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp;  Francisco Lahoz, Secretário Executivo do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) e membro do Conselho Nacional dos Recursos Hídricos (CNRH); Ildo Luis Sauer, professor da USP e ex-diretor da Petrobras; e Vicente Andreu Guillo, Diretor-Presidente da Agência Nacional de Águas (ANA).</p>
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		<title>Com agravamento da crise hídrica, governo de SP prepara medidas emergenciais</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2015 12:16:22 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O governo de São Paulo finalmente reconheceu a gravidade da crise hídrica e já começa a tomar medidas para garantir a continuidade do abastecimento público, sobretudo na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), localizada na bacia do Alto Tietê. A vazão em todos os rios paulistas ficou muito abaixo da média histórica em agosto e a região de Campinas, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) também continua em alerta. A situação dessa região está sendo analisada em reunião de técnicos hoje, 31 de agosto, em Americana. As chuvas da semana passada apenas amenizaram um cenário que pode se agravar.</p>
<p>Um dos motivos que levaram o governo paulista a reconhecer a crise hídrica foi a publicação na primeira semana de agosto de relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), afirmando que essa crise é &#8220;resultado da falta de planejamento das ações da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos&#8221; do Estado, relativizando, portanto, os impactos da estiagem.</p>
<p>Os sinais de que o governo paulista reconheceu a gravidade da crise hídrica foram emitidos poucos dias antes dessas chuvas. No dia 18 de agosto, o Diário Oficial do Estado publicou Portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo, declarando a &#8220;situação de criticidade hídrica&#8221; na bacia hidrográfica do Alto Tietê. A Portaria, assinada pelo superintendente do DAEE, estabelece ainda que, &#8220;pela gravidade da situação de armazenamento dos reservatórios do Sistema Produtor Alto Tietê, com risco para o abastecimento público, ações de caráter especial deverão ser adotadas visando a assegurar a disponibilidade hídrica de modo seguro e eficiente&#8221;.</p>
<p>O Sistema do Alto Tietê, responsável pelo abastecimento de mais de 4 milhões de moradores na RMSP, opera com 14% de sua capacidade. Entre as &#8220;ações de caráter especial&#8221; estudadas pelo governo paulista, está a adoção de rodízio de abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, medida que vinha sendo descartada pelo Palácio dos Bandeirantes. Outras medidas restritivas podem ser adotadas, dependendo da evolução da crise e da estiagem.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira, maior sistema de abastecimento de água para a RMSP, também é crítica. Na última quinta-feira, a vazão do Cantareira era de 4,86 metros cúbicos por segundo, equivalente a 22,9% da média histórica do mês.</p>
<p>Outro indício de que o governo paulista finalmente se prepara para o agravamento da crise hídrica foi a publicação, também no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no mesmo dia 18, de decreto assinado pelo governador Geraldo Alckmin, concedendo reajuste na cobrança pelo uso da água nas bacias PCJ. O reajuste já tinha sido autorizado em abril pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos, mas vinha sendo adiado por decisão política. O aumento é de 8,7% para os usuários das águas nas bacias PCJ. São considerados usuários os consumidores que tiram a água diretamente dos rios, ou seja, empresas de saneamento como a Sanasa Campinas e Semae de Piracicaba, indústrias e agricultura. O consumo pelos cidadãos não sofrerá esse reajuste.</p>
<p>Pela legislação paulista e brasileira, a cobrança pelo uso da água é uma medida adotada no contexto do gerenciamento dos recursos hídricos. Visa o consumo mais racional da água, fundamental no âmbito da atual crise.</p>
<p>A situação é de fato crítica também na região de Campinas e Piracicaba, situada nas bacias PCJ. Todos os rios da região tiveram vazão média em agosto muito menor do que a média histórica do mês. Considerando os dados da sexta-feira, dia 28, a vazão média do rio Atibaia, pouco antes da captação de água para Campinas, era de 5,49 metros cúbicos, ou 5,49 mil litros de água por segundo, metade da média histórica de 11,92 m3/s. Do mesmo modo, a vazão média do rio Piracicaba, em Piracicaba, foi de 16,16 m3/s, menos de um terço da média histórica, de 54,87 m3/s.</p>
<p>O cenário crítico levou à adoção pela primeira vez da restrição da captação de água nas bacias PCJ. Com as chuvas, essa restrição foi suspensa às 10 horas da quinta-feira, 27 de agosto. Entretanto, o estado de alerta continua. Se a forte estiagem continuar, medidas restritivas na captação e abastecimento de água podem ser adotadas, na Região Metropolitana de São Paulo ou nas bacias PCJ. Já estava mais do que na hora de o governo paulista reconhecer oficialmente o contexto de enorme gravidade.</p>
<p>Os gestores e empresas municipais de abastecimento nas bacias PCJ também estão acompanhando e se preparando para adotar as medidas necessárias. Nesta segunda-feira, 31 de agosto, os técnicos se reúnem em Americana. Estarão reunidos o Grupo de Trabalho do Cantareira e a Câmara Temática de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ, para um balanço da evolução da crise hídrica. (<strong>Por José Pedro Martins) </strong></p>
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		<title>Região de Campinas pode passar a receber mais água do Cantareira mas dificuldades continuam</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2015 20:50:41 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A região de Campinas, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), passará a receber até 3,5 metros cúbicos por segundo de água do Sistema Cantareira a partir de primeiro de junho, ante os atuais 2 m²/s que estão sendo liberados. Esta foi uma das definições da reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 25 de maio, em São Paulo, entre a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), a Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos e a Sabesp, que gerencia o Cantareira.</p>
<p>Para a Grande São Paulo, o Cantareira vai reduzir liberação dos atuais 13,5 m³/s para no máximo 10 m³/s, a partir de primeiro de setembro e até 30 de novembro. ANA e DAEE poderão, entretanto, autorizar acréscimos de descarga para jusante dos aproveitamentos do reservatórios Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha (que compõem o Cantareira) e para a bacia do Alto Tietê, na estação elevatória de Santa Inês, &#8220;mediante solicitação justificada&#8221;. Até primeiro de agosto, ANA e DAEE irão reavaliar as projeções da evolução de armazenamento do Cantareira.</p>
<p>Segundo informações do Consórcio Intermunicipal PCJ, o Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, disse durante a coletiva de imprensa após a reunião que  obras de interligação entre Sistema Rio Grande e do Alto Tietê devem diminuir a dependência do Cantareira pela Grande São Paulo. “O que está previsto pelo cronograma das obras é que elas entrem em operação a partir do dia primeiro de setembro. Nós queremos preservar o manancial”, afirmou.</p>
<p>A definição do volume de água que será utilizada do Sistema Cantareira, de acordo com o Consórcio PCJ, seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, divulgado na semana passada. O documento leva em conta o cenário 50% mais seco que a média histórica. Para o Diretor Presidente da ANA, Vicente Andreu, mesmo com pior quadro climático a situação do manancial deverá manter-se estável, em função da redução da retirada.</p>
<p>Mesmo com essa ampliação para 3,5 m³/s da água destinada às Bacias PCJ pelo Cantareira, a região deverá passar por dificuldades durante o período seco. Para o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a região está no limite de restrição hídrica. “As Bacias PCJ sempre necessitaram de 12 m³/s, durante a estiagem. A região tem economizado, em média, 20%, o que faz com que essa demanda tenha sido reduzida para 9,6 m³/s. Descontando os 3,5 m³/s autorizados pela ANA, ainda teremos um déficit de 6,1 m³/s. Atualmente, estamos sobrevivendo com as nascentes e afluentes dos rios da Bacia, mas, a nossa lição de casa vai ser ainda mais severa para a estiagem de 2015”, advertiu Lahóz.</p>
<p>O Consórcio PCJ segue com as orientações de contingenciamento para a crise hídrica, das quais se destacam: a racionalização do consumo de água, acelerar o combate ao desperdício nos sistemas de abastecimento, com destaque às perdas visíveis, além de ser importante e bastante oportuna o desassoreamento de reservatórios, rios, lagos, lagoas e córregos, para otimizar o armazenamento de água das chuvas quando vierem. “É na estiagem que se garante a sustentabilidade hídrica para o próximo ano, com a vinda das tão esperadas chuvas no próximo ciclo hídrico”, completa Lahóz.</p>
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		<title>Cantareira cai três vezes em uma semana: vazões na região de Campinas são críticas</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2015 14:23:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de elevações em fevereiro e março, o Sistema Cantareira já sente os reflexos da estiagem que pode ser mais severa em 2015 do que no ano passado. Neste sábado, 2 de maio, o Sistema que abastece mais de 6 milhões de moradores da Grande São Paulo caiu pela terceira vez em uma semana. As vazões ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de elevações em fevereiro e março, o Sistema Cantareira já sente os reflexos da estiagem que pode ser mais severa em 2015 do que no ano passado. Neste sábado, 2 de maio, o Sistema que abastece mais de 6 milhões de moradores da Grande São Paulo caiu pela terceira vez em uma semana. As vazões dos rios da região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também estão cada vez mais críticas, como no caso do rio Atibaia. O Consórcio PCJ reúne-se na próxima semana para avaliar o cenário que tende a ser dramático para a região mais populosa e rica do país.</p>
<p>Neste sábado, o Cantareira registra um volume de 19,8%, contra 19,9% na sexta-feira; na segunda-feira, 27 de abril, o volume era de 20,1%. O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas. Mesmo com as chuvas de fevereiro e março, o Cantareira está em estado crítico, operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014. A tendência é de uma crise hídrica ainda mais forte do que a de 2014, considerando que já está sendo utilizado o Volume Morto do Cantareira.</p>
<p>O Consórcio PCJ, que reúne municípios e empresas, já manifestou a sua preocupação com as vazões de meio metro cúbico por segundo que o Sistema Cantareira está enviando, atualmente, para as bacias da região de Campinas. Caso essa vazão seja mantida, ela será insuficiente para atender a região durante a estiagem de 2015. A crise hídrica continua, portanto, e novas medidas deverão ser anunciadas pelos gestores nos próximos dias.</p>
<p>Enquanto isso, está sendo retomada a discussão sobre a nova outorga para a Sabesp continuar operando o Sistema Cantareira. A nova outorga deveria acontecer em 2014, mas a discussão foi suspensa em função da crise hídrica.</p>
<p><strong>Rio Atibaia</strong> &#8211; A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias. Às 11h deste sábado, 2 de maio, a vazão do Atibaia estava em 1,78 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Atibaia, em 4,46 m3/s na captação de Valinhos (pouco antes da captação da Sanasa para Campinas, no distrito de Sousas), em 2,21 m3/s na Estação de Desembargador Furtado e em 5,34 m3/s acima de Paulínia. Cada metro cúbico equivale a 1 mil litros de água.</p>
<p>O rio Jaguari, outro manancial da região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também está com baixas vazões. Era de apenas 4,58 m3/s em Jaguariúna. Em Cosmópolis, era de 4,02 m3/s, e em Limeira, de 7,08 m3/s.</p>
<p>Baixa vazão para esta época do ano também para o rio Piracicaba, formado pelos rios Atibaia e Jaguari. Era de 28.51 m3/s em Piracicaba às 11 horas de hoje. No dia 22 de março deste ano, a vazão do Piracicaba era de 267 m3/s. Os dados são da Rede Telemétrica do Rio Piracicaba, ligada ao Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo (SAISP).</p>
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		<title>Cantareira e vazão dos rios da região de Campinas voltam a cair: risco é grande</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 15:19:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de quase dois meses de elevação ou manutenção do volume, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta terça-feira, 28 de abril, de 20,1% para 20,0%, já considerando o uso do chamado Volume Morto ou Reserva Técnica. É um claro indício de que a estiagem historicamente verificada a partir do mês de abril ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase dois meses de elevação ou manutenção do volume, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta terça-feira, 28 de abril, de 20,1% para 20,0%, já considerando o uso do chamado Volume Morto ou Reserva Técnica. É um claro indício de que a estiagem historicamente verificada a partir do mês de abril começa a fazer efeito, indicando a retomada da crise hídrica e os riscos de abastecimento na Grande São Paulo e na região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira é a mais inquietante entre os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. O Cantareira abastece quase seis milhões de moradores e o Alto Tietê, 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo. Há seis dias o Alto Tietê está estacionado em 22,4% de sua capacidade.</p>
<p>O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas. Mesmo com as chuvas de fevereiro e março, o Cantareira está em estado crítico, operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014. A tendência é de uma crise hídrica ainda mais forte do que a de 2014, considerando que já está sendo utilizado o Volume Morto do Cantareira.</p>
<p>O Consórcio PCJ, que reúne municípios e empresas, já manifestou a sua preocupação com as vazões de meio metro cúbico por segundo que o Sistema Cantareira está enviando, atualmente, para as bacias da região de Campinas. Caso essa vazão seja mantida, ela será insuficiente para atender a região durante a estiagem de 2015. A crise hídrica continua, portanto, e novas medidas deverão ser anunciadas pelos gestores nos próximos dias.</p>
<p>Enquanto isso, está sendo retomada a discussão sobre a nova outorga para a Sabesp continuar operando o Sistema Cantareira. A nova outorga deveria acontecer em 2014, mas a discussão foi suspensa em função da crise hídrica.</p>
<p>A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias. Às 12h desta terça-feira, 28 de abril, a vazão do Atibaia estava em 1,99 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Atibaia, em 5,85 m3/s na captação de Valinhos (pouco antes da captação da Sanasa para Campinas, no distrito de Sousas), em 3,36 m3/s na Estação de Desembargador Furtado e em 6,54 m3/s acima de Paulínia. Cada metro cúbico equivale a 1 mil litros de água.</p>
<p>O rio Jaguari, outro manancial da região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também está com baixas vazões. Era de apenas 0,49 m3/s em Jaguariúna. Em Cosmópolis, era de 6,19 m3/s, e em Limeira, de 8,45 m3/s.</p>
<p>Baixa vazão para esta época do ano também para o rio Piracicaba, formado pelos rios Atibaia e Jaguari. Era de 36.36 m3/s em Piracicaba ao meio dia de hoje. No dia 22 de março deste ano, a vazão do Piracicaba era de 267 m3/s. A média para abril é de 117,75 m3/s. Os dados são da Rede Telemétrica do Rio Piracicaba, ligada ao Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo (SAISP).</p>
<div id="attachment_2745" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/SrRubens5.jpg"><img class="size-large wp-image-2745" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/SrRubens5-1024x683.jpg" alt="No início de 2014 o panorama era desolador no Atibaia, em Campinas: a situação em 2015 volta a preocupar (Foto Adriano Rosa)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">No início de 2014 o panorama era desolador no Atibaia, em Campinas: a situação em 2015 volta a preocupar (Foto Adriano Rosa)</p></div>
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		<title>Quatro sistemas de água da Grande São Paulo continuam em queda</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 20:25:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pelo segundo dia consecutivo, quatro sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo apresentaram queda de volume nesta quarta-feira 15 de abril. Outros dois, inclusive o Sistema Cantareira, continuam estacionados, configurando um quadro geral novamente preocupante para o abastecimento da Grande São Paulo e também para a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo segundo dia consecutivo, quatro sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo apresentaram queda de volume nesta quarta-feira 15 de abril. Outros dois, inclusive o Sistema Cantareira, continuam estacionados, configurando um quadro geral novamente preocupante para o abastecimento da Grande São Paulo e também para a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).</p>
<p>Os sistemas que registraram queda são o Guarapiranga (83,5% para 83,3%), Alto Tietê (21,8% para 21,7%), Rio Claro (45,3% para 45,0%) e Rio Grande (96,3% para 96,1%). Os sistemas que permaneceram estacionados são o Cotia (64,6%) e Cantareira (19,9%).</p>
<p>Já é o quinto dia consecutivo que o Sistema Cantareira fica com 19,9% da capacidade, já considerando a utilização do Volume Morto. Com relação à mesma época do ano passado, o Cantareira está operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira e do Alto Tietê é a mais inquietante. O Cantareira abastece quase seis milhões de moradores e o Alto Tietê, 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo. O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas.</p>
<p>Nesta terça-feira, 14 de abril, o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) retomou as discussões sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira, com a realização de encontro técnico do Grupo de Eventos Extremos da entidade.</p>
<p>O encontro contou com depoimentos de representantes dos setores agrícola, industrial e serviços de abastecimento sobre a situação hídrica atual, além de ter a participação do Professor Doutor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo, que abordou a situação atual dos reservatórios e apontou que o Estado de São Paulo poderá passar por nova estiagem tão severa quanto a do ano passado ou pior de 2022 a 2025. Segundo ele, é necessário que os órgãos gestores se preparem para essa ocorrência climática.</p>
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		<title>Três sistemas de água da Grande São Paulo caem: crise hídrica volta a assustar</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 15:35:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois da leve recuperação ocorrida entre fevereiro e março, por causa das fortes chuvas, os sistemas de água que abastecem a Grande São Paulo voltam a preocupar. Nesta segunda-feira, 13 de abril, três dos seis sistemas apresentaram queda, dois ficaram estacionados &#8211; inclusive o Sistema Cantareira &#8211; e somente um registrou alta, o Rio Claro, de 45,4% ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da leve recuperação ocorrida entre fevereiro e março, por causa das fortes chuvas, os sistemas de água que abastecem a Grande São Paulo voltam a preocupar. Nesta segunda-feira, 13 de abril, três dos seis sistemas apresentaram queda, dois ficaram estacionados &#8211; inclusive o Sistema Cantareira &#8211; e somente um registrou alta, o Rio Claro, de 45,4% para 45,5%. Com a situação dramática do Cantareira, o abastecimento na região de Campinas tende a ser crítico ao longo de 2015.</p>
<p>Os três sistemas em queda são o Guarapiranga (de 83,8% para 83,6%), o Alto Tietê (de 22,1% para 22,0%) e o Rio Grande (de 96,6% para 96,5%). O Sistema Cotia permaneceu estacionado em 64,6% e o Sistema Cantareira, em 19,9%.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira, estacionado há três dias depois de seguidas elevações diárias, e do Alto Tietê é a mais inquietante. O Cantareira abastece quase seis milhões de moradores e o Alto Tietê, 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo.</p>
<p>O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).  Mesmo com as chuvas de fevereiro e março, o Cantareira está em estado crítico, operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014.</p>
<p>O Consórcio PCJ, que reúne municípios e empresas, já manifestou a sua preocupação com as vazões de meio metro cúbico por segundo que o Sistema Cantareira está enviando, atualmente, para as bacias da região de Campinas. Caso essa vazão seja mantida, ela será insuficiente para atender a região durante a estiagem de 2015. A crise hídrica continua, portanto, e novas medidas deverão ser anunciadas pelos gestores nos próximos dias.</p>
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		<title>Indústria vai distribuir redutor de consumo contra crise hídrica em Campinas</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2015 17:24:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cidadãos de Campinas vão receber, gratuitamente, um redutor de consumo de água para uso em torneiras, confeccionado pelo Serviço Nacional da Indústria (SENAI). O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, 24 de março, pelo diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), José Nunes Filho. Os detalhes da distribuição dos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cidadãos de Campinas vão receber, gratuitamente, um redutor de consumo de água para uso em torneiras, confeccionado pelo Serviço Nacional da Indústria (SENAI). O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, 24 de março, pelo diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), José Nunes Filho. Os detalhes da distribuição dos redutores serão apresentados no encontro que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Campinas promove nesta quinta-feira, dia 26, a partir das 14 horas.</p>
<p>Os redutores de vazão foram desenvolvidos por alunos do Curso de Aprendizagem Industrial – Ferramenteiro de Moldes Plásticos da Escola Senai &#8220;Mario Amato&#8221;.  Os kits  são compostos por anéis de plástico redutores de água para torneiras de meia polegada.</p>
<p>O uso dos anéis redutores pode diminuir em até 50% a vazão de água, em média, no ponto em que forem instalados. A distribuição, que deve acontecer entre abril e maio, será feita em locais de grande afluência de público, como Largo do Rosário e Paço Municipal.</p>
<p>A indústria está consciente de que, apesar das chuvas de fevereiro e março, a crise hídrica ainda não foi superada, destacou José Nunes Filho. Ele reiterou que a indústria da região de Campinas defende a ampliação da liberação de água do Sistema Cantareira para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). O dirigente afirmou que a indústria teme, sim, pela eventual falta de água se as condições da crise hídrica se agravarem.</p>
<p>Quando for discutida a nova outorga para a Sabesp continuar gerenciando o Cantareira, a indústria defenderá a liberação de 12 metros cúbicos por segundo, ou 12 mil litros de água por segundo, do Sistema para as bacias PCJ. Antes da crise hídrica, as bacias PCJ recebiam no máximo 5 metros cúbicos por segundo do Cantareira, enquanto a Grande São Paulo recebia até 31 metros cúbicos por segundo.</p>
<p>A crise hídrica levou à suspensão dos termos da outorga anterior. Uma nova outorga pode ser oficializada até outubro de 2015, mas o dirigente do CIESP-Campinas disse acreditar que a renovação pode ser adiada para o próximo ano. &#8220;Os gestores têm sinalizado para esse adiamento, considerando que os ânimos estão acirrados em função da crise hídrica&#8221;, acentuou Nunes Filho.</p>
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		<title>Brasil: dez razões para o país das águas ter perigosa crise hídrica</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2015 17:34:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A edição de 2015 do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana pela Unesco, advertiu que, se nada for feito, em 2030 o planeta terá um déficit de água de 40%. O documento foi divulgado em função do Dia Mundial da Água, lembrado neste 22 de março, domingo. Com 12% da água doce ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A edição de 2015 do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana pela Unesco, advertiu que, se nada for feito, em 2030 o planeta terá um déficit de água de 40%. O documento foi divulgado em função do Dia Mundial da Água, lembrado neste 22 de março, domingo. Com 12% da água doce do mundo, o Brasil não deveria ter problemas com o abastecimento, mas o fato é que grande parte do país atravessa uma perigosa crise hídrica. A <strong>Agência Social de Notícias</strong> elenca dez razões para que isso ocorra, com base em dados oficiais e declarações de personagens envolvidos diretamente com a gestão dos recursos hídricos no país.</p>
<p><strong>1. Cultura de desperdício</strong> &#8211; A frase está entre as últimas da Carta de Pero Vaz de Caminha, considerada a &#8220;carteira de identidade&#8221; do Brasil: &#8220;Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem&#8221;. A visão de águas inesgotáveis, e que podem ser aproveitadas para &#8220;tudo&#8221;, data do início da colonização do Brasil. A cultura do desperdício tem raízes históricas no país. Mudar essa coordenada cultural é fundamental para uma gestão sustentável dos recursos hídricos.</p>
<p><strong>2. Distribuição desigual da água</strong> &#8211; A distribuição desigual da água é geralmente apontada como um dos fatores responsáveis pela crise hídrica, que afeta sobretudo o Nordeste e a Região Sudeste do Brasil. E de fato há uma desigualdade acentuada: mais de 70% da disponibilidade de água no país estão concentrados na Amazônia, que soma 60% do território brasileiro mas tem apenas 12% da população. O estado de São Paulo, que tem 20% da população brasileira, tem menos de 2% dos recursos hídricos nacionais. Entretanto, essa desigualdade geográfica não pode ser usada como desculpa. Apesar de ter a maior parte da água doce, a Amazônia tem os piores índices de saneamento no país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2013), a Região Norte é aquele que apresenta menor proporção de domicílios atendidos com alguma modalidade de coleta de esgoto: 19,3%. Ou seja, grande parte da população da Amazônia, concentrada nas maiores cidades, convive com água poluída pelo esgoto sem tratamento. A questão, então, é de gestão dos recursos hídricos e saneamento, e não somente da distribuição desigual da água pelo território brasileiro.</p>
<p><strong>3. Irregularidade das chuvas</strong> &#8211; Um dos fatores que explicam a abundância de água no Brasil é o regime de chuvas. A maior parte do território nacional registra médias anuais entre 1.000 e 3.000 milímetros de precipitação. A exceção fica para o Semi-Árido, que convive há tempos com escassez hídrica e tem uma média de chuvas anual entre 300 e 800 milímetros. Trata-se de uma média superior à das áreas desérticas, com média anual de chuvas abaixo de 250 mm. A irregularidade das chuvas, um fenômeno agravado pelo aquecimento global, ajudaria então a explicar a crise hídrica que afeta sobretudo o estado de São Paulo, onde choveu muito abaixo das médias históricas em 2013 e 2014. Mas novamente a questão é de gestão. A maior parcela do volume de chuvas escorre até os rios, por ausência de captação e armazenamento dessas águas. A obrigatoriedade de captação de água das chuvas passa por mudanças na legislação urbana, o que já vem sendo feito em alguns municípios. Nesse sentido a especulação imobiliária não pode prevalecer sobre o interesse público.</p>
<div id="attachment_2472" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx.jpg"><img class="size-large wp-image-2472" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx-1024x575.jpg" alt="Reserva de mata nativa: destruição da vegetação tem impacto direto na proteção das nascentes de água" width="618" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Reserva de mata nativa: destruição da vegetação tem impacto direto na proteção das nascentes de água</p></div>
<p><strong>4. Destruição de florestas e matas ciliares</strong> &#8211; Um dos pilares das crises hídricas que acontecem de tempos em tempos e em diferentes locais do país é a destruição de florestas e matas ciliares que protegem as nascentes. O maior exemplo histórico é a devastação da Mata Atlântica, reduzida em menos de 10% de sua vegetação original, ao longo da costa brasileira. A repercussão foi enorme no regime de chuvas em muitas das áreas de Mata Atlântica. O mesmo processo vem sendo verificado na Amazônia, onde cerca de 18% da floresta já foram erradicados. A Amazônia tem passado por secas severas, como as de 2005 e 2010. Nos dois casos, a seca levou à morte de árvores de grande porte em áreas de floresta primária em toda a Amazônia, que teve então diminuída a sua capacidade de acumular o dióxido de carbono da atmosfera. As estimativas são de que a Amazônia tenha capacidade de absorver até 1,5 bilhão de toneladas de CO2. As árvores mortas entram em decomposição, liberando mais CO2 para a atmosfera. Algumas fontes entendem que o desmatamento na Amazônia ajuda inclusive a explicar a seca no Sudeste, em função dos &#8220;rios voadores&#8221; que regularmente fluem do Norte para o Centro-Sul do país. Mas alguns cientistas ainda não corroboram essa hipótese. De qualquer modo, a destruição de florestas e matas ciliares têm enorme impacto no regime hídrico local. O novo Código Florestal brasileiro, em vigor desde 2013, não representa um mecanismo eficaz para a proteção das matas ciliares que protegem as nascentes dos rios. Na época, o pesquisador Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), entidade de pesquisa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, foi um dos cientistas que alertaram para o fato de que a anistia aos desmatadores, prevista no novo Código Florestal, pode incrementar o desmatamento na Amazônia e em outras áreas. O relator do projeto do novo Código Florestal foi o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), atual ministro da Ciência e Tecnologia.</p>
<p><strong>5. Ausência de tratamento de esgotos</strong> &#8211;  O avanço na legislação, na fiscalização e da consciência ambiental levou a medidas de controle mais rígidos dos esgotos produzidos pela indústria, mas o mesmo não tem ocorrido com os esgotos urbanos. Segundo o Instituto Trata Brasil, somente 48,6% da população brasileira têm acesso à rede de esgoto e apenas 39% dos esgotos urbanos são tratados no país. A Amazônia, que tem 73% da vazão hídrica brasileira, tem os piores índices de tratamento de esgoto. Os estados do Amazonas e Pará, os maiores da região e do Brasil, tratam respectivamente 5,63% e 2,72%, de acordo com o Instituto Trata Brasil. São Paulo, o estado mais rico, trata 53,34% dos esgotos. É por isso que a Represa Billings, que representaria uma real alternativa para o abastecimento na Grande São Paulo, não pode ser ainda utilizada, por estar extremamente poluída por esgotos urbanos e industriais acumulados por décadas. &#8220;É um absurdo o descaso dos governos com a Billings&#8221;, resume o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy. O custo da universalização dos quatros serviços de saneamento (água, esgotos, resíduos e drenagem) é de R$ 508 bilhões entre 2014 e 2033, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). A fossa sanitária ainda é usada em 49% dos municípios.</p>
<p><strong>6. Desperdício nas redes de água </strong>- A média nacional de perdas nas redes de distribuição de água nas cidades é de 37%. Na Região Norte, a mais privilegiada em disponibilidade de água, o desperdício é de mais de 50%. No Nordeste, que convive com escassez hídrica, é de 45% em média. No Sul é de 35% e no Centro-Oeste e Sudeste, de 33%. Alguns poucos municípios têm investido seriamente no combate às perdas, como Campinas (SP), onde o trabalho da Sanasa já levou as perdas para menos de 20%. &#8220;O combate ao desperdício é fundamental para a melhoria da gestão hídrica a médio e longo prazos&#8221;, diz o professor Dr.Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp.</p>
<div id="attachment_2488" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/ProfZuffoUnicamp_00471.jpg"><img class="size-large wp-image-2488" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/ProfZuffoUnicamp_00471-1024x683.jpg" alt="Professor Zuffo: combate às perdas de água nas redes é medida fundamental" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Zuffo: combate às perdas de água nas redes é medida fundamental</p></div>
<p><strong>7. Lacunas na legislação</strong> &#8211; A Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos, de 1997, é considerada uma das mais avançadas no mundo. Cada estado também tem a sua lei própria, na medida em que existem rios de domínio da União (que atravessam mais de um estado, como o São Francisco) e do estado &#8211; aqueles rios que permanecem apenas no limite das unidades da Federação. A legislação fornece as bases para o funcionamento dos sistemas nacional e estaduais de gestão de recursos hídricos. A atual crise hídrica mostrou que existe a possibilidade de melhorias na legislação. &#8220;O nosso sistema não prevê mecanismos eficientes para lidar com situações de crise. Ele funciona muito bem em tempos de situação normal&#8221;, observa o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.</p>
<p><strong>8. Comitês de Bacias Hidrográficas centralizados</strong> &#8211;  De acordo com a lei nacional de recursos hídricos, a gestão hídrica no Brasil deve ser descentralizada, no âmbito das bacias hidrográficas. A instância máxima de gestão nas bacias são os Comitês de Bacias Hidrográficas, órgãos que reúnem representantes dos governos estaduais, dos municípios e dos usuários (indústria, agricultura etc). Na prática, a maior parte dos Comitês tem controle absoluto por parte dos governos estaduais, o que dificulta o efetivo controle social sobre o sistema de gestão de recursos hídricos. &#8220;Os comitês de bacias em São Paulo são controlados pelo governo estadual, os municípios não vão se posicionar contra o governo&#8221;, comenta Carlos Bocuhy, presidente do Proam.</p>
<p><strong>9. Educação ambiental restrita</strong> &#8211; Mudar a cultura de desperdício e aprimorar o controle social sobre o sistema de gestão dos recursos hídricos depende muito da educação ambiental praticada no país. Apesar dos esforços realizados, por educadores, escolas e municípios, de modo geral a educação ambiental ainda é restrita no Brasil. Projetos são descontínuos, de modo geral não são interdisciplinares e se limitam a poucos (e importantes) aspectos ambientais, como a destinação correta de resíduos. Assim, de forma geral a educação ambiental praticada no meio escolar brasileiro ainda “não tem impacto no chão da escola, no cotidiano de alunos, professores e demais membros da comunidade escolar”, como define Marcos Sorrentino, professor da Escola Superior de Agricultura &#8220;Luiz de Queiroz&#8221; (Esalq/USP) e um dos maiores especialistas brasileiros em educação ambiental. Entre abril de 2003 e junho de 2008, foi diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Marina Silva.</p>
<p><strong>10. Desperdício de água na agricultura</strong> &#8211; Como uma média mundial, a agricultura consome 70% da água utilizada. Grande parte dessa água é desperdiçada, pelos mecanismos usados na maior parcela das áreas irrigadas. Já existem tecnologias para aprimorar esse uso de água agrícola, como a irrigação por gotejamento. A Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, desenvolveu várias ferramentas para melhorar o uso da água na agricultura (ver na Agência Social de Notícias:  http://agenciasn.com.br/arquivos/2372 ) Um ponto polêmico é o da chamada água virtual, a quantidade de água usada para a fabricação de terminado produto, como os advindos da agropecuária. Um estudo da Unesco, de 2012, mostrou que o Brasil era o quarto no ranking de exportação de água virtual, com 112 trilhões de litros de água doce, atrás somente dos Estados Unidos (314 trilhões de litros/ano), China (143 trilhões l/ano) e Índia (125 trilhões l/ano). A produção de cada tonelada de soja, por exemplo, consome 2 mil metros cúbicos de água (1 metro cúbico equivale a 1 mil litros de água). O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta semana, mostrou que a demanda mundial por alimentos aumentará 60% até 2050, o que exigirá um enorme gasto de água.  A demanda por água aumentará em 400%  na indústria manufatureira até a mesma data. O uso da água crescerá muito. Sem uma gestão adequada, novas crises hídricas tendem a ocorrer, também considerando as instabilidades provocadas pelas mudanças climáticas. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_2470" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Soja2.jpg"><img class="size-large wp-image-2470" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Soja2-1024x682.jpg" alt="Plantação de soja: contribuição para a exportação de água virtual " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Plantação de soja: contribuição para a exportação de água virtual</p></div>
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		<title>Observatório do Trabalhador promove debate sobre crise hídrica</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2015 16:23:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A crise hídrica tem motivado discussões em vários segmentos da sociedade civil de São Paulo e do Brasil. Um exemplo dessa mobilização está na realização nesta terça-feira, 17 de março, a partir das 19 horas, no Sindicato dos Químicos Unificados, de Campinas, em promoção do Observatório de Gestão Pública do Trabalhador. Participam como debatedores o deputado ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A crise hídrica tem motivado discussões em vários segmentos da sociedade civil de São Paulo e do Brasil. Um exemplo dessa mobilização está na realização nesta terça-feira, 17 de março, a partir das 19 horas, no Sindicato dos Químicos Unificados, de Campinas, em promoção do Observatório de Gestão Pública do Trabalhador.</p>
<p>Participam como debatedores o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL-SP), o presidente do Conselho Gestor da APA de Campinas (Congeapa), Rafael Moya, e o professor Dr.Antônio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp.</p>
<p>O professor Zuffo tem se destacado na discussão da crise hídrica. Ele defende a urgência de medidas para a segurança hídrica nas regiões de Campinas, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), e de São Paulo, situada na bacia do Alto Tietê.</p>
<p>O Sindicato dos Químicos Unificados fica localizado na Avenida Barão de Itapura, 2022,  no Botafogo. O debate tem o apoio do Congeapa, Instituto Voz Ativa e Sindicato dos Químicos Unificados de Campinas.</p>
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