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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Debate sobre gênero nas escolas de Campinas</title>
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		<title>Polêmica em Campinas sobre questão de gênero nas escolas tem repercussão nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 20:58:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Já alcançou repercussão nacional a polêmica em curso em Campinas sobre o projeto em tramitação na Câmara Municipal, proibindo legislações sobre gênero e orientação sexual nas escolas. O tema também estará em discussão nesta quinta-feira, 18 de junho, a partir das 18h30, no Salão Nobre da Faculdade de Educação da Unicamp. Participarão Gabriela Tebet, professora da mesma Faculdade e a monitora de educação infantil no município de Campinas, Fernanda Lisboa, com mediação da socióloga Mariana Conti. &#8220;Educação e gênero: qual o lugar da escola nesse debate?&#8221; é o tema do evento.</p>
<p>O vereador Campos Filho (DEM) apresentou projeto na Câmara, inserindo emenda na Lei Orgânica do Município (LOM), vetando a adesão ao que denomina &#8220;ideologia de gênero&#8221; no Plano Municipal de Educação de Campinas. “A ideologia do gênero diz que ser homem ou mulher é uma construção pessoal e por isso nas escolas não deve haver o uso do termo menina ou menino, e sim criança, defendendo que depois de mais velha é que esta criança definirá seu gênero. Trata-se de uma ideologia perigosa para casais e filhos, e que tenta impor uma situação que só existe na cabeça de alguns. Precisamos lutar veementemente contra isso, é um atentado à família e aos preceitos cristãos”, afirmou Campos, de acordo com o site da Câmara de Campinas.</p>
<div id="attachment_3678" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/PMEGênero.jpg"><img class="size-large wp-image-3678" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/PMEGênero-1024x414.jpg" alt="Estratégia 7.21 do texto do Plano Municipal de Educação aprovado na Conferência Municipal citava a palavra &quot;gênero&quot; (Foto Reprodução)" width="618" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Estratégia 7.21 do texto do Plano Municipal de Educação aprovado na Conferência Municipal citava a palavra &#8220;gênero&#8221; (Foto Reprodução)</p></div>
<p>A apresentação do projeto provocou reação e levou à criação de uma Comissão Especial de Estudos (CEE), presidida pelo vereador Jorge Schneider (PTB). No dia 01 de junho, também houve audiência pública na Câmara sobre o projeto, marcada por muita controvérsia.</p>
<p>Uma nova audiência foi marcada, mas acabou sendo cancelada, o que provocou protestos de grupos de oposição ao projeto de Campos Filho. A Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara já definiu o vereador Vinicius Gratti (PSD) como relator da análise do projeto vetando a chamada &#8220;ideologia de gênero&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em defesa de uma nova Audiência Pública sobre o tema! Em defesa do Plano Municipal de Educação proposto pela Conferência! Em luta contra o machismo, o racismo e a homo/transfobia! Em defesa de todas as famílias! Contra a emenda da opressão!&#8221;, afirmam em nota pública os Coletivos Rosa Lilás, Cores, Raízes da Liberdade e Domínio Público.</p>
<div id="attachment_3679" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/PMEGênero2.jpg"><img class="size-large wp-image-3679" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/PMEGênero2-1024x317.jpg" alt="Texto enviado pelo Executivo à Câmara sobre Plano Municipal de Educação excluiu palavra &quot;gênero&quot; da estratégia 7.21 (Foto Reprodução) " width="618" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Texto enviado pelo Executivo à Câmara sobre Plano Municipal de Educação excluiu palavra &#8220;gênero&#8221; da estratégia 7.21 (Foto Reprodução)</p></div>
<p>A Conferência Municipal de Educação, no final de maio, aprovou o texto para o Plano Municipal de Educação. A estratégia 7.21 do texto previa a garantia &#8220;nos currículos escolares conteúdos sobre questões ligadas ao gênero, a sexualidade, a saúde e a história e as culturas afro-brasileira e indígenas&#8221;. O texto enviado à Câmara pelo Executivo suprimiu a palavra &#8220;gênero&#8221; desta estratégia.</p>
<p>Em entrevista para a Agência Social de Notícias, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, afirmou que aqueles que se manifestam contra o debate sobre gênero, homofobia e discriminação em geral nas escolas &#8220;não conhecem o ambiente escolar e provavelmente não conhecem a hierarquia católica, uma vez que o papa Francisco tem se manifestado contra o preconceito&#8221;.</p>
<p>Vários fatores, nota Cara, contribuem para &#8220;prejuízos no aprendizado na escola, e o preconceito racial e o preconceito de gênero, em relação às diversas orientações sexuais, são dois deles&#8221;. A vida escolar e social, acrescenta, &#8220;é muito difícil para quem sofre preconceito de raça e de orientação sexual&#8221;.</p>
<p>&#8220;O Brasil não pode andar para trás com estes debates, nascidos da emergência de um conservadorismo extemporâneo&#8221;, adverte o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Daniel Cara cita o caso do Fórum Mundial da Educação, realizado entre 19 e 22 de maio em Incheon, na Coreia do Sul. Cara participou da delegação brasileira no Fórum e nota que &#8220;os grupos fundamentalistas foram derrotados na discussão sobre gênero e educação, pois já é forte a consciência na comunidade internacional no sentido de combate à homofobia, ao machismo e à discriminação em geral&#8221;. Respeitar as individualidades, conclui Cara, &#8220;é um preceito fundamental na sociedade contemporânea&#8221;.</p>
<p>A discussão sobre gênero nas escolas não está restrita a Campinas. O tema foi retirado, por exemplo, do projeto sobre o Plano Municipal de Educação de São Paulo. Em outras cidades brasileiras também está ocorrendo a polêmica sobre a promoção da igualdade de gênero nas escolas, na medida em que até o dia 24 de junho devem ser aprovados os Planos Municipais de Educação.</p>
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