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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Desigualdade no Brasil</title>
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		<title>Brasil ainda é campeão de concentração de renda segundo Cepal</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 16:18:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Brasil continua sendo o campeão de concentração de renda na América Latina, apesar dos avanços na luta contra a pobreza. A informação está no &#8220;Panorama Social de América Latina 2014&#8243;, que a Comissão Econômica para América Latina (Cepal), das Nações Unidas, lançou nesta segunda-feira, 26 de janeiro. A publicação comprova uma estagnação dos índices de pobreza no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil continua sendo o campeão de concentração de renda na América Latina, apesar dos avanços na luta contra a pobreza. A informação está no &#8220;Panorama Social de América Latina 2014&#8243;, que a Comissão Econômica para América Latina (Cepal), das Nações Unidas, lançou nesta segunda-feira, 26 de janeiro. A publicação comprova uma estagnação dos índices de pobreza no continente, depois de um período de queda acentuada na maioria dos países.</p>
<p>No Capítulo I, que trata de &#8220;A pobreza na América Latina, avanços alcançados e novos desafios&#8221;, o relatório da Cepal publica um quadro sobre a distribuição de renda nos lares do continente, segundo os quintis (grupos de 20%) mais pobres e mais ricos da população. O quadro apresenta dados de 2008 e 2013.</p>
<p>De acordo com este quadro, o Brasil era líder absoluto de concentração de renda em 2008, com os 20% mais ricos somando 58% da renda nacional. Os 20% mais pobres somavam somente 4,1% da renda brasileira. Em segundo lugar no ranking de concentração aparecia o Chile, com 20% dos mais ricos ganhando 53,5% da renda nacional, e os 20% mais pobres, 5,3%. Em terceiro, República Dominicana, com os 20% mais ricos concentrando 53,0% da riqueza, e os 20% mais pobres, 3,5%. O quarto lugar era da Colômbia, com 52,1% da renda nas mãos dos 20% mais ricos, e 4,1% com os 20% mais pobres.</p>
<p>Em 2013, o Brasil continuou líder do ranking da concentração, com os 20% mais ricos ganhando 53,6% da renda e os 20% mais pobres, 4,6%. O segundo lugar era da República Dominicana, com 53,5% da renda com os 20% mais ricos, e 3,8% com os mais pobres. Em terceiro lugar, Chile, com 52,1% com os mais ricos e 5,7% com os mais pobres. Em quarto, Costa Rica, com 50,9% da renda para os mais ricos e 4,5% para os mais pobres.</p>
<p>Segundo o relatório da Cepal, em 2014 (ainda estimativas) a pobreza alcançou 28,0% da população da América Latina, praticamente a mesma proporção de 2013 (28,1%) e 2012 (28,1%), e um pouco abaixo da de 2011 (29,6%), o que equivaleria dizer que está havendo uma estagnação da redução da pobreza. A proporção de extrema pobreza em 2014 foi de 12,%, maior do que a dos três anos anteriores: 11,7% em 2013, 11,3% em 2012 e 11,6% em 2011.</p>
<p>Em números absolutos, 167 milhões de latino-americanos estavam em situação de pobreza em 2014, e 71 milhões em situação de indigência, de acordo ainda com estimativas para esse ano. Em 2013 eram 165 milhões na pobreza e 69% em extrema pobreza. Em 2012, 164 milhões e 66 milhões, respectivamente. E em 2011, 171 milhões na condição de pobreza e 67 milhões na condição de indigência. Ou seja, aumentou em quatro milhões a população em extrema pobreza em quatro anos no continente.</p>
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