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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Desinvestimento em fósseis</title>
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		<title>À margem da COP-21 oficial, avança movimento pela descarbonização da economia</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2015 12:07:20 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Bordeaux, Dijon e Saint-Denis, na França. Uppsala, na Suécia. Münster, na Alemanha. Oslo, na Noruega, e Melbourne, na Austrália. O que estas grandes cidades têm em comum é que já anunciaram o desinvestimento em combustíveis fósseis, os maiores responsáveis pela emissão de gases que agravam as mudanças climáticas. O desinvestimento em fósseis é o mote de uma campanha mundial da organização 350.org, que já tem a adesão de 500 instituições cujos ativos, somados, representam US$ 3,4 trilhões. É assim, à margem das negociações oficiais da COP-21, a Conferência do Clima, em Paris, que avança o movimento pela descarbonização da economia, já contando com o apoio de renomadas instituições acadêmicas, como a London School of Economics e outras universidades britânicas.</p>
<p>Quem vai pagar a conta pela redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases-estufa? Esta é, no fundo, a grande pergunta que movimenta as negociações voltadas para o acordo de Paris, esperado como o grande resultado do evento na capital francesa. O acordo, que vai substituir o Protocolo de Kyoto, de 1997, e que vigorou até 2012, representará o compromisso da comunidade internacional pela redução das emissões de gases-estufa a partir de 2020, de modo que o aumento da temperatura média global não seja maior do que 2 graus celsius até o final do século 21.</p>
<p>Entre os pontos em discussão em Paris estão a transferência de tecnologia e o financiamento para a descarbonização da economia. Pelo princípio das &#8220;responsabilidades comuns, mas diferenciadas&#8221;, os maiores responsáveis historicamente pelas emissões, Estados Unidos e União Europeia à frente, deveriam ser os grandes financiadores das medidas pela descarbonização da economia. Entretanto, os países industrializados, e principalmente os EUA, vêm resistindo à ideia de &#8220;pagar a conta&#8221; sozinhos, e estão defendendo há tempos, e também na COP-21, que os países em desenvolvimento também devem dar sua cota de contribuição. Por isso o princípio das &#8220;responsabilidades comuns, mas diferenciadas&#8221; vem sendo muito questionado pelas grandes potências.</p>
<p><strong>Sociedade civil</strong> &#8211; Este é o roteiro das negociações oficiais. Na sociedade civil e em muitas áreas da economia, entretanto, vem crescendo com força o movimento pela descarbonização da economia, o que implica em maiores investimentos nas energias renováveis e de fato limpas, como eólica e solar, e incentivo ao corte de investimentos e subsídios aos combustíveis fósseis.</p>
<p>Dias antes da COP-21 foi divulgado o documento “Empty promises: G20 subsidies to oil, gás and coal production”  (“Promessas vazias: o subsídios do G20 para a produção de petróleo, gás e carvão”), elaborado pelo Overseas Development Institute, de Londres, e o Oil Change International, de Washington, revelando que o G20 – que reúne as 20 maiores economias do mundo – é responsável pela destinação de  US$ 452 bilhões anuais em subsídios para os combustíveis fósseis. Reduzir drasticamente esses subsídios, para as duas organizações, é um grande passo para a redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas.</p>
<p>O documento foi obviamente produzido para influenciar nos rumos da Conferência do Clima em Paris, mas foi divulgado antes, por ocasião do encontro do G20 na Turquia. Isto porque a questão dos subsídios aos fósseis seria um dos pontos de discussão no G20, antes do encontro de Paris. Na prática o encontro do G20 se transformou em um grande fórum de repúdio ao terrorismo, em função dos atentados de 13 de novembro na capital francesa.</p>
<p>Ainda há dúvidas se o acordo de Paris vai ser enfático em relação a cortes de subsídios aos fósseis. Enquanto esse grande passo pela descarbonização da economia não acontece, são intensificadas as ações no âmbito da sociedade civil e em algumas áreas dos grandes negócios. A principal iniciativa nessa linha é o movimento pelo desinvestimento nos fósseis, coordenado pela organização 350.org.</p>
<p>Quando a ação foi lançada, em setembro de 2014, 181 instituições, representando US$ 50 bilhões em ativos, firmaram o seu compromisso em reduzir ou eliminar investimentos em combustíveis fósseis. O movimento foi crescente e em 21 de setembro de 2015, por ocasião da Semana do Clima, realizada em função da reunião dos chefes de Estado e governo na ONU, em Nova York, já eram 400 instituições, representando US$ 2,6 trilhões em ativos.</p>
<p>Nesta quarta-feira, dia 2 de dezembro, a organização 350.org anunciou em evento paralelo à COP-21 oficial que já são 500 instituições signatárias do compromisso, somando US$ 3,4 trilhões em ativos. A própria 350.org observa que esse é o total dos ativos das instituições que apoiam a causa, não significando que esse será o total de recursos que deixará de ser investido em fósseis. Mas a organização nota que, efetivamente, grandes investidores, além de cidades e instituições como universidades, têm anunciado cortes importantes em investimentos em fósseis, redirecionando os recursos para energias renováveis.</p>
<p>É o caso da Allianz, maior seguradora da Europa, que anunciou o desinvestimento de 630 milhões de euros em carvão e, por outro lado, vai investir 4 bilhões de euros em energia eólica nos próximos seis meses. Do mesmo modo, a APRA AMCOS, maior organização da indústria da música no hemisfério sul, anunciou a deflagração do processo de desinvestimento em combustíveis fósseis. Instituições como o Museu de Ciência de Londres, Igrejas protestantes da Alemanha e várias universidades britânicas (como Oxford Brookes University, University of the Arts London, University of Surrey, University of Sheffield,  Wolfson College, Birmingham City University, University Cranfiled, Heriot-Watt University, University of Hertfordshire, University of Portsmouth e University of Westminster) também anunciaram desinvestimento em fósseis.</p>
<p>Além das citadas cidades de várias partes do mundo, outras esferas públicas estão caminhando no mesmo sentido. No dia 25 de novembro, cinco dias portanto antes do início da COP-21, o próprio Parlamento Francês (Assembleia Nacional) aprovou resolução voltada a incentivar o desinvestimento em fósseis, como primeiro passo para a elaboração de legislação a respeito.</p>
<p>Por ocasião da COP-21, outros gestos foram divulgados na mesma trilha da descarbonização da economia. um dos destaques nessa linha foi o lançamento da Aliança Internacional pela Energia Solar, anunciada pela Índia e França no dia 30 de novembro, na abertura da Conferência do Clima.</p>
<p>São vários movimentos apontando para a descarbonização da economia, ainda que as complexas negociações diplomáticas não avancem tão rapidamente. Este talvez seja o grande alento em relação à COP-21. <strong>(Por José Pedro Martins)    </strong></p>
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