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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Destruição da Mata Atlântica</title>
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		<title>Encontro Nacional pela Mata Atlântica em 2015 será no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2015 20:01:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Rio de Janeiro vai sediar pela primeira vez, entre os dias 9 e 17 de maio, o Viva a Mata &#8211; Encontro Nacional pela Mata Atlântica. O evento promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica teve dez edições em São Paulo e tem o propósito de comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica, lembrado a 27 ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro vai sediar pela primeira vez, entre os dias 9 e 17 de maio, o Viva a Mata &#8211; Encontro Nacional pela Mata Atlântica. O evento promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica teve dez edições em São Paulo e tem o propósito de comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica, lembrado a 27 de maio, por meio da troca de experiências entre pessoas e organizações que lutam pela conservação da floresta. A Mata Atlântica é o bioma mais devastado do Brasil, e apesar dos esforços continua sendo desmatado e ameaçado, segundo instâncias como a Convenção da Diversidade Biológica (CDB).</p>
<p>Gratuita e aberta ao público, a 11ª edição terá uma programação renovada, segundo informações da SOS Mata Atlântica. A maior parte das atividades será realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.</p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>Mata Atlântica é o bioma mais devastado e ameaçado do Brasil</strong>
			</div></div>
<p>Além das atividades de educação ambiental, passeios e atrações culturais, integradas ao projeto “A Mata Atlântica é Aqui”, um seminário trará ao público debates atuais sobre temas de grande relevância, como a situação das águas, dados inéditos sobre a Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro, a poluição na Baía de Guanabara e a importância das áreas naturais para a saúde e qualidade de vida nas cidades.</p>
<p>O encontro, que será realizado no dia 14 (quinta-feira), das 9h às 19h, no Teatro Tom Jobim, contará com a presença de diversos especialistas que se dividirão em painéis de acordo com os temas Mar, Cidades, Água e Clima. Para acompanhar os painéis, os interessados já podem conferir a programação e realizar a inscrição no link:  <a href="http://bit.ly/vivaamata2015">bit.ly/vivaamata2015</a>.<br />
Nos dias 12 e 13, uma série de reuniões temáticas será realizada também no Teatro Tom Jobim, como um encontro que debaterá os Planos Municipais da Mata Atlântica (PMMA) e que contará com o lançamento do PMMA do Rio de Janeiro. No dia 13, haverá ainda o “Encontro dos Secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica”, que pela primeira vez se reunirão para debater a situação da Mata Atlântica e metas para que se alcance o desmatamento zero no bioma.<br />
Já no dia 15, o seminário &#8220;Desafios para a implementação do novo Código Florestal&#8221; reunirá na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um representante da sociedade civil de cada Estado e os deputados coordenadores das Frentes Parlamentares Ambientalistas Estaduais para avaliar os entraves e as soluções para a implantação do Código Florestal.<br />
O encerramento do Viva Mata 2015 será no dia 17 de maio, com uma mobilização para plantio de mudas em uma área do Parque Nacional da Tijuca. Os detalhes serão divulgados em breve, aqui no site da Fundação. A ação vai simbolizar a restauração que a SOS Mata Atlântica fará em uma área de manancial como presente para a cidade do Rio de Janeiro pelos seus 450 anos.<br />
<strong>Lazer e educação ambiental<br />
</strong>A programação de lazer e educação ambiental ficará por conta do projeto “<em>A Mata Atlântica é Aqui”</em>, mais conhecido como Caminhão da SOS Mata Atlântica, que também marcará presença no Jardim Botânico, abrindo mais um ano de atividades.<br />
A programação inclui passeios guiados, jogos e brincadeiras, palestras sobre meio ambiente, contação de histórias, apresentações teatrais, oficinas e muitas outras atividades. Para algumas das atividades, como os passeios, é necessária inscrição e as vagas são limitadas. Os participantes das palestras também receberão um certificado.<br />
O projeto <em>“</em><em>A Mata Atlântica é Aqui” </em>é viabilizado pelo Ministério da Cultura do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Repsol Sinopec Brasil, e parceria do “Grumaluc – Teatro de Bonecos” e “Kiara Terra – Contadora de histórias”. O Viva a Mata de 2015 tem o apoio da Tam, Rede Globo, Meu Rio, Brasil Kirin, além do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.</p>
<div id="attachment_3237" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Cambury-274.jpg"><img class="size-large wp-image-3237" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Cambury-274-1024x768.jpg" alt="Apesar da destruição, Mata Atlântica continua tendo rica biodiversidade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Apesar da destruição, Mata Atlântica continua tendo rica biodiversidade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>MATA ATLÂNTICA É O BIOMA MAIS AMEAÇADO E DEVASTADO DO BRASIL</strong></p>
<p>O Quinto Relatório Nacional sobre a Biodiversidade, encaminhado, em fevereiro de 2015 &#8211; com atraso de quase um ano &#8211; pelo governo brasileiro para a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), confirmou que a Mata Atlântica é o bioma mais devastado do país, e o Pantanal, o mais preservado.</p>
<p>De acordo com o documento, o Pantanal tinha 83,1% de sua vegetação nativa preservados, de um total de 151,313 km2 do bioma. O segundo bioma mais preservado, de acordo com o documento, é a Amazônia, com 81.4%, do total de 4,175,857 km2.</p>
<p>A Caatinga, que tem um total de 826,411 km2, tem somente 53,4% de vegetação remanescente. O Cerrado tem 51,2% de vegetação remanescente, de um total de 2,039,386 km2 originais. De um total de 177,767 km2, somente 35,6% do Pampa estão preservados.</p>
<p>E o mais inquietante é o panorama da Mata Atlântica, que tem somente 21,9% de vegetação remanescente, do total original de 1,1 milhão de quilômetros quadrados. Esse percentual da Mata Atlântica considera todos os fragmentos. Se considerados somente os fragmentos mais relevantes, o bioma tem menos de 10% da vegetação nativa preservados.</p>
<p>No final de 2014, a CDB havia lançado o livro &#8220;Panorama da Biodiversidade nas Cidades&#8221;, destacando o cenário crítico da Mata Atlântica. “A expansão urbana e a fragmentação de habitats estão transformando rapidamente habitats críticos que têm valor para a conservação da biodiversidade ao redor do globo – os chamados hotspots – entre eles a região da Mata Atlântica no Brasil, o Cabo da África do Sul e a zona costeira da América Central”, afirma o estudo, resultado da colaboração de dezenas de cientistas e instituições internacionais.</p>
<p>Apesar da situação mais do que preocupante da Mata Atlântica, as políticas públicas ainda não contemplam como deveriam a proteção do bioma. De acordo com o Painel Nacional de Indicadores Ambientais (PNIA), divulgado no final de 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente, a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pampa são os biomas brasileiros com menor cobertura por projetos de Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) e, por isso, sua ocupação está mais sujeita a ações sem planejamento e predatórias.</p>
<p>Em 2011, segundo o Ministério do Meio Ambiente, projetos de ZEE cobriam a totalidade dos biomas da Amazônia e do Pantanal, cerca de 67% do Cerrado e 27% da Mata Atlântica. Segundo o próprio Ministério, a cobertura “mostrou-se ainda irrisória para a Caatinga e nula para o Pampa”. 
			</div></div>
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		<title>Agricultura desorganizada e agrotóxicos ameaçam biodiversidade, diz relatório oficial</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2015 16:54:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins A expansão desorganizada da agricultura, incluindo um uso intensivo de agrotóxicos, é uma das principais ameaças à biodiversidade no país, ao lado da proliferação de espécies invasoras, do desmatamento, das queimadas e das mudanças climáticas. A informação está no Quinto Relatório Nacional sobre Biodiversidade, que o Brasil encaminhou à Secretaria-Executiva da Convenção das ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>O ESTADO DA BIODIVERSIDADE NO BRASIL &#8211; II</strong>
			</div></div>
<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>A expansão desorganizada da agricultura, incluindo um uso intensivo de agrotóxicos, é uma das principais ameaças à biodiversidade no país, ao lado da proliferação de espécies invasoras, do desmatamento, das queimadas e das mudanças climáticas. A informação está no Quinto Relatório Nacional sobre Biodiversidade, que o Brasil encaminhou à Secretaria-Executiva da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CBD). O Brasil foi o 131º país a encaminhar seu Quinto Relatório Nacional. A CBD tem 162 países como signatários.</p>
<p>O relatório ratifica que o Brasil é o maior depositário da biodiversidade no planeta. São 43.893 espécies de plantas e, pelo menos, 104.546 espécies animais (vertebrados e invertebrados) conhecidas e classificadas atualmente no país, que provavelmente tenha uma biodiversidade ainda muito maior, não registrada pela ciência.</p>
<p>Em termos de espécies animais, já estão catalogadas 1.900 espécies de pássaros, 751 de répteis, 978 de anfíbios e 4.667 espécies de peixes, sendo 3.287 de água doce e 1.380 marinhos. As estimativas são de 96.669 a 129.840 espécies de invertebrados.</p>
<p>Apenas em espécies animais, os biomas mais ricos em biodiversidade são, pela ordem, a Mata Atlântica (21.156 espécies), Amazônia (18.026), Cerrado (15.454), Caatinga (5.512) e Pampas (2.564 espécies).</p>
<p>Um trabalho envolvendo 929 especialistas brasileiros e internacionais e 188 instituições nacionais e estrangeiras avaliou o estado de conservação de 7.647 espécies animais. O inventário mostrou que 88% dessas espécies não estão em perigo, mas 1.051 enfrentam algum risco, enquanto nove espécies já foram declaradas extintas.</p>
<div id="attachment_2471" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/RioMiranda-MS_0002xxxx.jpg"><img class="size-large wp-image-2471" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/RioMiranda-MS_0002xxxx-1024x682.jpg" alt="Rio Miranda (MS): exemplo de biodiversidade animal e vegetal " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Miranda (MS): exemplo de biodiversidade animal e vegetal</p></div>
<p>Na área da flora, 472 espécies de plantas já foram declaradas extintas, enquanto 2.118, ou 45,9% de 4.617 espécies com estado de conservação avaliado, sofrem algum tipo de ameaça. De acordo com o documento, a perda de habitat representa a mais importante ameaça em 87,4% dos casos de plantas em risco.</p>
<p>Dentre as causas mais importantes da perda de habitat estão a agricultura (36,1%), infraestrutura e planos de desenvolvimento (23,5%), uso de recursos naturais (22,3%) e queimadas (11%).</p>
<p>Ainda segundo o Quinto Relatório Nacional do Brasil, a agricultura representa de longe a maior ameaça à biodiversidade no Pantanal e nos Pampas. No Pantanal, também pesa a extração de recursos naturais, enquanto nos Pampas há um risco maior do impacto de espécies invasoras do que em outros biomas.</p>
<p>Na Amazônia, os maiores riscos são da agricultura e extração de recursos naturais, em proporções praticamente idênticas, seguidas dos planos de desenvolvimento e expansão da infraestrutura. No Cerrado e na Caatinga a agricultura é a maior ameaça, mas seguida não muito longe da extração de recursos naturais e da expansão da infraestrutura e planos de desenvolvimento (principalmente no Cerrado).</p>
<p><strong>O impacto da agricultura e dos agrotóxicos -</strong>  O relatório brasileiro observa que houve uma grande expansão agrícola no país nas últimas décadas. O documento credita essa expansão basicamente à melhoria da produtividade, que saltou de 1.258 quilos por hectare (de grãos e fibras) em 1976/77 para 3.507 kg/ha em 2012/2013.</p>
<p>Em 2012, segundo o IBGE, as propriedades agrícolas somavam 333,7 milhões de hectares, dos quais 48% eram cobertos por pastagens e 26,1% por matas nativas. O relatório cita as mudanças havidas em função do novo Código Florestal (muito criticado por organizações ambientalistas e cientistas).</p>
<p>O documento nota que a nova legislação &#8220;ainda permite o desmatamento legal de áreas com vegetação nativa em propriedades particulares&#8221;. Essa via legal &#8220;abre a possibilidade de posterior conversão de habitats naturais e da biodiversidade, o que pode ocorrer em conformidade com a legislação&#8221;.</p>
<p>Além da perda, a fragmentação e simplificação ou modificação dos recursos naturais decorrentes da mudança no uso da terra, &#8220;a ameaça de contaminação ambiental devido ao uso inadequado de produtos químicos agrícolas precisa ser tratada, a fim de assegurar o equilíbrio e conservação da biodiversidade e dos ecossistemas importantes, inclusive para a sobrevivência de várias espécies de polinizadores importantes para a produção agrícola&#8221;, diz o documento.</p>
<p>Um dos pontos-chave a ser abordado, assinala, é o sistema de registro atual para produtos químicos agrícolas no Brasil, o que requer uma reavaliação e melhoria incluindo revisões periódicas e renovação de licenças, entre outros aspectos. O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com o consumo bruto aumentando 194% ou 315 mil toneladas em 12 anos, de 162 mil em 2000 para 478 mil toneladas em 2012.</p>
<p><strong>Espécies invasoras</strong> &#8211; Outra ameaça importante para a biodiversidade brasileira, de acordo com o Quinto Relatório Nacional, é o avanço de espécies invasoras. Em 2014 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou relatório sobre a presença de espécies invasoras em unidades de conservação. O documento revelou que, em 313 áreas protegidas, foram identificadas 144 espécies exóticas invasoras, das quais 106 plantas vasculares, 11 peixes, 11 mamíferos, 5 moluscos, três répteis, insetos 3, 2, 1 cnidários anfíbio, 1 crustáceo, e 1 isópode.</p>
<p><strong>Desmatamento</strong> &#8211; Outra grande ameaça à biodiversidade é o desmatamento, salienta o Quinto Relatório Nacional. O documento cita a ação intersetorial para redução do desmatamento na Amazônia. Desde 2004 e até 2012 houve uma redução paulatina do desmatamento no bioma: 27.772 km2 em 2004, 19.014 km2 em 2005, 14.286 km2 em 2006, 11.651 em 2007, 12.911 em 2008, 7.464 km2 em 2009, 7.000 km2 em 2010, 6.418 km2 em 2011 e 4.571 km2 em 2012, voltando a subir em 2013, para 5.843 quilômetros quadrados.</p>
<p><strong>Queimadas</strong> &#8211; As queimadas representam outro grande inimigo da biodiversidade. O monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra uma evolução irregular das queimadas, com picos e descidas. Entre 2002 e 2005 foram registrados anos consecutivos com mais de 200 mil queimadas significativas, caindo para 117 mil em 2006 e voltando a subir para 229 mil em 2007. Em 2008 e 2009, dois anos com 123 mil queimadas cada. O recorde da história recente é o de 2010, com 249 mil queimadas, declinando no ano seguinte para 133 mil e voltando a subir para 193 mil em 2012. Em 2013 foram 115 mil, menor número desde 2000, quando foram 101.537 queimadas.</p>
<p><strong>Mudanças climáticas</strong> &#8211; O Quinto Relatório Nacional cita as mudanças climáticas como outra importante ameaça à biodiversidade brasileira. O documento cita que em 2010 a estimativa foi de emissão de 1 bilhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por mudanças no uso da terra e pelas florestas brasileiras. O documento salienta que desde 2009 o Brasil conta com uma série de ferramentas, no marco da Política Nacional de Mudanças Climáticas.</p>
<p>O ex-diretor do Instituto de Biologia da Unicamp, Mohamed Habib, afirma que &#8220;há uma relação direta entre o uso intensivo de agrotóxicos no Brasil e a perda da biodiversidade, na medida em que estes produtos são usados nas grandes monoculturas que só existem devido ao desmatamento e eliminação da diversidade biológica natural&#8221;.</p>
<p>A exceção, ele nota, &#8220;fica por conta das áreas de agroecologia e agricultura sustentável que têm como base a preservação de áreas naturais, mas que são poucas e pequenas em relação ao agronegócio que tem provocado o desmatamento em todo mundo&#8221;.</p>
<p>O professor Mohamed ressalta que, &#8220;pelo efeito deriva, pelo ar, e pela dispersão e deslocamento pelas águas, os agrotóxicos atingem toda biota e afetam a saúde humana&#8221;.</p>
<div id="attachment_2472" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx.jpg"><img class="size-large wp-image-2472" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MataReserva_0001xxxxx-1024x575.jpg" alt="Reserva de mata nativa: muitos biomas brasileiros correm sério risco" width="618" height="347" /></a><p class="wp-caption-text">Reserva de mata nativa: muitos biomas brasileiros correm sério risco</p></div>
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		<title>Cantareira chega a 6% e é uma das cinco grandes tragédias ecológicas do Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2015 16:52:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com a capacidade total de 1 trilhão de litros, e cobrindo uma área de 2.270 quilômetros quadrados, o Sistema Cantareira está quase todo seco, configurando uma das maiores tragédias ecológicas do Brasil, ao lado da devastação da Mata Atlântica, a poluição no &#8220;Vale da Morte&#8221; de Cubatão, o fim das Sete Quedas e o desmatamento ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com a capacidade total de 1 trilhão de litros, e cobrindo uma área de 2.270 quilômetros quadrados, o Sistema Cantareira está quase todo seco, configurando uma das maiores tragédias ecológicas do Brasil, ao lado da devastação da Mata Atlântica, a poluição no &#8220;Vale da Morte&#8221; de Cubatão, o fim das Sete Quedas e o desmatamento na Amazônia. Os reservatórios do Cantareira chegaram a 6% de sua capacidade nesta sábado, 17 de janeiro, aumentando o risco de desabastecimento na Grande São Paulo e com impacto na Região Metropolitana de Campinas (RMC), situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).</p>
<p>Formado por cinco reservatórios situados na bacia do rio Piracicaba, e mais um no Alto Tietê, o Sistema Cantareira passa por uma crise histórica desde o final de 2013. Em 16 de maio de 2014 a Sabesp, que administra o Cantareira, passou a utilizar a primeira cota do Volume Morto. No dia 24 de outubro passou a ser utilizada a segunda cota do Volume Morto. As quedas no nível dos reservatórios têm sido constantes, pelas chuvas irregulares na área de cobertura do Sistema, atingindo 6% neste sábado.</p>
<p>É enorme a possibilidade de um colapso no Cantareira até março, consolidando um dos maiores desastres ecológicos da história brasileira. Mais de 6 milhões de pessoas ficariam sem água. O desabastecimento também atingirá o setor produtivo, na indústria e agricultura. &#8220;A cada dia que passa, é altíssimo o risco de desabastecimento&#8221;, afirma o professor Dr.Antônio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp. As outras grandes tragédias ecológicas do Brasil:</p>
<p><strong>Destruição da Mata Atlântica</strong> &#8211; A Mata Atlântica cobria originalmente  1.315.460 km2, cobrindo a maior parte dos territórios de 17 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). Atualmente, por um modelo predatório de ocupação, adotado desde a colonização portuguesa, os remanescentes com mais de 100 hectares de Mata Atlântica somam apenas 8,5% do bioma. Somando-se todos os remanescentes, restam somente 12,5% de vegetação de Mata Atlântica. Apesar disso, continua sendo um dos grandes <strong><em>hotspots</em></strong> de biodiversidade em todo planeta. Mais de 70% da população brasileira vivem em área originalmente de Mata Atlântica.</p>
<p><strong>&#8220;Vale da Morte&#8221;</strong> &#8211; Durante muito tempo a área do complexo industrial localizado no município de Cubatão foi conhecida como &#8220;Vale da Morte&#8221;, por apresentar um dos maiores índices de poluição atmosférica do mundo. Em 1926 foi inaugurada a usina de Henry Borden, que forneceria a energia para o futuro parque industrial, praticamente aberto com a Refinaria Presidente Bernardes, da Petrobrás. Na década seguinte vieram a Cosipa e muitas outras indústrias de grande porte. Em pleno regime militar, a poluição atmosférica atingiu índices altíssimos, e com uma concentração facilitada pela localização do polo, em um vale ao lado das encostas da Serra do Mar. Em 1983 chegou a ser produzido um volume de mil toneladas diárias apenas de material particulado. Com a redemocratização, e o avanço da legislação ambiental, a liberdade de imprensa e avanço da consciência, passaram a ser tomadas medidas para reduzir os índices de poluição em Cubatão. Mais de US$ 1 bilhão foi aplicado no controle e monitoramento de 320 principais fontes de poluição.</p>
<p><strong>Destruição das Sete Quedas</strong> &#8211;  O dia 13 de outubro de 1982 marcou o início do fechamento do Canal de Desvio da usina hidrelétrica de Itaipu, selando a destruição das Sete Quedas, uma das grandes maravilhas da natureza em todo mundo, na bacia do rio Paraná, no estado do Paraná.  &#8220;Sete quedas por mim passaram, e todas sete se esvaíram&#8221;, escreveu na ocasião o poeta Carlos Drummond  de Andrade, um dos muitos que protestaram, em vão, pelo desparecimento dos saltos, para garantir a construção da &#8220;maior usina hidrelétrica do mundo&#8221; na ocasião.</p>
<p><strong>Desmatamento da Amazônia</strong> &#8211; Com mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia cobre mais da metade do território brasileiro, sendo uma das maiores florestas tropicais do planeta. Calcula-se que cerca de 17% da Amazônia já foram destruídos,  sobretudo pelo desmatamento derivado da pecuária, do corte ilegal de árvores e avanço da agricultura. A taxa de desmatamento na Amazônia vinha decrescendo de modo substantivo desde 2004, quando superou a faixa de 25 mil quilômetros quadrados por ano, o que já havia ocorrido em 1995. Mas desde 2005 as taxas anuais médias diminuíram, até atingir   4.571km² desmatados entre 2011 e 2012. Entre 2012 e 2013 voltou a subir, para 5.891km², ou 29% a mais do que a média do período anterior. Entre agosto de 2013 e julho de 2014 foram desmatados 4.848 quilômetros quadrados (km²), 18% a menos que no período anterior.</p>
<div id="attachment_2016" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Cantanovo6.jpg"><img class="size-large wp-image-2016" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Cantanovo6-1024x682.jpg" alt="Falta pouco para a água do Cantareira desaparecer" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Falta pouco para a água do Cantareira desaparecer</p></div>
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