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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Eleiçoes municipais em Campinas 2016</title>
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		<title>Brasil volta pela primeira vez às urnas após o impeachment de Dilma Rousseff</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2016 12:37:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Eleições municipais]]></category>
		<category><![CDATA[Eleiçoes municipais em Campinas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela primeira vez após o impeachment de Dilma Rousseff na presidência da República, o Brasil volta às urnas neste domingo, dia 2 de outubro, no primeiro turno das eleições municipais de 2016. Serão eleitos prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios brasileiros. São quase 500 mil candidatos postulando os mandatos para o ciclo 2017-2020. No total, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez após o impeachment de Dilma Rousseff na presidência da República, o Brasil volta às urnas neste domingo, dia 2 de outubro, no primeiro turno das eleições municipais de 2016. Serão eleitos prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios brasileiros. São quase 500 mil candidatos postulando os mandatos para o ciclo 2017-2020.</p>
<p>No total, são 16.564 candidatos a prefeito e 463 mil candidatos a vereadores. Os números de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, somados, representam um contingente equivalente a uma das grandes cidades brasileiras.</p>
<p>A eleição municipal ainda será realizada sob o impacto do impeachment de Dilma Rousseff, um ato considerado &#8220;dentro dos limites constitucionais&#8221; pelos seus defensores e como &#8220;golpe de Estado&#8221; pelo PT e outras siglas que apoiavam o governo da ex-presidente. A referência a esse &#8220;golpe de Estado&#8221; marcou muitas das campanhas às eleições deste domingo.</p>
<p>A maioria das atenções está voltada para as eleições nas capitais estaduais, e particularmente nos dois colégios eleitorais, São Paulo e Rio de Janeiro, onde as últimas pesquisas apontam indefinições sobre quais candidatos podem disputar um segundo turno com os postulantes que lideram as intenções de voto. Em São Paulo, por exemplo, as pesquisas apontam disputa acirrada entre as candidaturas de Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB), para a definição de quem concorreria com o surpreendente líder das pesquisas, João Dória Jr (PSDB).</p>
<p>Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), mais de 2 milhões de candidatos vão às urnas, para a escolha de 20 prefeitos e 296 vereadores. São 83 candidaturas às Prefeituras e 5 mil às Câmaras Municipais. Campinas, maior colégio eleitoral, com mais de 800 mil eleitores, tem nove candidaturas à Prefeitura, em ordem alfabética: Artur Orsi (PSD), Dr.Hélio (PDT), Edson Dorta (PCO), Jacó Ramos (PHS), Jonas Donizette (PSB), Marcela Moreira (PSOL), Marcio Pochmann (PT), Marcos Margarido (PSTU) e Surya Guimaraens (REDE).</p>
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		<title>O que está em jogo nas eleições municipais de Campinas em 2016</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2016 23:51:43 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleiçoes municipais em Campinas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Os mais de 800 mil eleitores de Campinas estarão votando no domingo que vem, dia 2 de outubro, não apenas na continuidade ou não do atual prefeito, Jonas Donizette (PSB), no cargo para os próximos quatro anos. Muitas questões, fundamentais para a definição de como será a Campinas do futuro,  estarão em jogo ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Os mais de 800 mil eleitores de Campinas estarão votando no domingo que vem, dia 2 de outubro, não apenas na continuidade ou não do atual prefeito, Jonas Donizette (PSB), no cargo para os próximos quatro anos. Muitas questões, fundamentais para a definição de como será a Campinas do futuro,  estarão em jogo neste pleito, realizado no contexto de uma grave crise econômica e política no Brasil, de desfecho ainda incerto. Muitos desses temas sensíveis não estão aparecendo, como deveria acontecer, na atual campanha eleitoral.</p>
<p>Um dos elementos da ordem deste e dos próximos 1500 dias é a conclusão do novo Plano Diretor de Campinas que, pelo Estatuto da Cidade (Lei  Federal nº 10.257) , deve estar encerrado até o final de 2016, para ser implementado nos anos seguintes. O Estatuto prevê a revisão do Plano Diretor a cada 10 anos e o atual data de 2006.</p>
<p>O novo Plano Diretor vem sendo discutido, mas ainda sem a participação ideal da população e da sociedade civil. Um projeto com o novo Plano Diretor deve ser encaminhado para ser votado até o final do ano pela Câmara Municipal.</p>
<p>Qualquer que seja o resultado das eleições municipais, o cidadão campineiro precisa redobrar a atenção e buscar efetiva participação no que está sendo discutido. A configuração das macrozonas do município, e como elas serão ocupadas, é um dos pontos delicados em discussão.</p>
<p>Também é fundamental a garantia na lei dos mecanismos de controle social da implementação do Plano Diretor 2016-2026. O próximo prefeito, seja o próprio Jonas Donizette ou outro (ou outra), terá que estar atento às diretrizes do Plano e observar os instrumentos de participação e controle social.</p>
<p>Enfim, cidade de porte metropolitano, um dos polos científicos e tecnológicos do Brasil, Campinas precisa e merece um Plano Diretor realmente participativo, inclusivo, contra a desigualdade e que vise o concreto desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A melhoria da mobilidade urbana, com o aprimoramento do transporte coletivo (que não signifique o privilégio aos combustíveis fósseis, uma fonte que tende a ser abolida em todo o mundo diante das mudanças climáticas) e ampliação das ciclovias e da frota de veículos elétricos, é uma das demandas para a cidade do futuro. A qualificação da região central, a partir do projeto piloto da avenida Francisco Glicério e incorporando mais arte e verde , é mais um ingrediente da matriz de desafios para o período 2017-2020.</p>
<p><strong>Segurança hídrica</strong> &#8211; Também dentro das premissas do desenvolvimento sustentável, a próxima administração municipal está desafiada a equacionar o drama da segurança hídrica em Campinas, que esteve muito ameaçada na crise da água de 2014 e 2015.</p>
<p>Campinas deve estar muito atenta, por exemplo, à renovação da outorga para a Sabesp continuar gerenciando o Sistema Cantareira, de forma a evitar que a região continue sendo negligenciada na repartição das águas. A renovação da outorga será firmada em maio de 2017 e o prefeito de Campinas com certeza é uma voz forte a ser ouvida no processo de negociação, que está em curso, sem a participação social ideal.</p>
<p>De forma associada, emerge o desafio de preparar ainda mais o município para enfrentar e se adaptar às mudanças climáticas. As microexplosões de 5 de junho confirmaram que Campinas não é incólume aos eventos extremos que tendem a se multiplicar com o agravamento do aquecimento global. A execução do Plano de Manejo da APA de Campinas, igualmente com controle social, é outra tarefa para o próximo mandato.</p>
<p><strong>Plano Municipal de Educação &#8211; Mais um desafio que</strong> o próximo (ou próxima) titular do Palácio dos Jequitibás terá que assumir com eficiência é a implementação do Plano Municipal de Educação, em vigor desde junho de 2015. Os próximos quatro anos serão, portanto, decisivos para a garantia de que o Plano Municipal de Educação será efetivamente implantado, em sintonia com o Plano Nacional de Educação.</p>
<p>No inicio de setembro, foi divulgado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2015 e ele mostrou que o conjunto das escolas públicas de Campinas, das redes municipal, estadual e federal, não alcançou a meta prevista para o ano passado no segundo ciclo do ensino fundamental. A meta para o fundamental 2, abrangendo o sexto ao nono ano, era de 5,3, mas as escolas públicas de Campinas registraram o índice de 4,6 em 2015.  Ou seja, há um longo caminho a percorrer para a melhoria da qualidade da educação pública no município, assim como é preciso criar muitas novas vagas para o atendimento integral na educação infantil, além daquelas já abertas no atual governo.</p>
<p>Ainda no âmbito das crianças e adolescentes, o prefeito eleito (ou reeleito) terá entre suas missões a de fazer valer em esfera municipal o Marco Legal da Primeira Infância, em vigor desde março deste ano. O Marco Legal prevê ações intersetoriais, em rede, para o atendimento da primeira infância, nos campos da educação, saúde, ação social, entre outras.</p>
<p><strong>Crise fiscal</strong> &#8211; Todos os desafios que serão encarados pelo próximo prefeito (ou prefeita) estarão condicionados pela limitação de recursos, em função da queda de arrecadação derivada da crise econômica atual. A maior parte dos candidatos que participa da atual campanha eleitoral não tem mostrado como pretende cumprir suas promessas, diante dessa redução drástica dos recursos à disposição da Prefeitura. Em face da queda na arrecadação, de ISS e IPTU, o governo municipal tem trabalhado com um contingenciamento de 20% do orçamento, o que equivale a cerca de R$ 700 milhões.</p>
<p>Entretanto, Campinas é uma das cidades mais ricas do Brasil e continuará tendo um orçamento expressivo. E o prefeito, ou prefeita, também poderá ampliar as parcerias, por exemplo com o polo científico e tecnológico, o que historicamente nunca aconteceu no formato desejável, apesar do enorme potencial de realização dessa cooperação entre as duas partes. O Agropolo Campinas-Brasil, que começou a ser implantado, com apoio da FAPESP, é um projeto que tende a, literalmente, dar ótimos frutos.</p>
<p>Resolver o drama da saúde, que continua tendo gargalos (mas que contará com um novo recurso, a unidade do Hospital do Câncer de Barretos); consolidar as ações voltadas para superar o déficit habitacional (Campinas tem cerca de 150 mil pessoas morando em favelas ou áreas de ocupação); construir uma política que de fato leve à diminuição da violência; aprimorar a oferta e qualidade dos equipamentos culturais &#8211; são outros elementos da vasta pauta de desafios para o próximo chefe do Executivo municipal em Campinas, sendo reeleito o atual ou eleito &#8211; ou eleita &#8211; um novo prefeito (a).</p>
<p>Além do prefeito, que postula a reeleição, são candidatos à Prefeitura de Campinas, por ordem alfabética: Artur Orsi (PSD), Edson Dorta (PCO), Hélio de Oliveira Santos (PDT), Jacó Ramos (PHS), Marcela Moreira (PSOL), Marcio Pochmann (PT), Marcos Margarido (PSTU) e Surya Guimaraens (Rede).</p>
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