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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Embrapa Monitoramento por Satélite</title>
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		<title>Site para gerenciar crise hídrica na agricultura foi produzido em Campinas</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 18:24:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Embrapa Monitoramento por Satélite]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele é a soma de todos os dados agrícolas e ambientais do Brasil, e está sendo utilizado como uma das ferramentas para o gerenciamento da crise hídrica que afeta várias partes do país. O SOMABRASIL é um site produzido na Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, e reúne informações das mais importantes fontes oficiais. A agricultura ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ele é a soma de todos os dados agrícolas e ambientais do Brasil, e está sendo utilizado como uma das ferramentas para o gerenciamento da crise hídrica que afeta várias partes do país. O SOMABRASIL é um site produzido na Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, e reúne informações das mais importantes fontes oficiais.</p>
<p>A agricultura soma 70% da água doce consumida no Brasil, de acordo com uma média mais ou menos verificada em todo mundo. Monitorar o uso dos recursos hídricos na agricultura representa, portanto, um dos pontos fundamentais para o gerenciamento da crise vivenciada em várias regiões brasileiras, que já está afetando boa parte da produção agrícola. O preço de muitos produtos adquiridos em supermercados e feiras já subiu em razão da crise hídrica.</p>
<p>Os dados disponíveis no SOMABRASIL permitem, por exemplo, a identificação dos municípios brasileiros com maior produção agrícola, em itens como feijão, café, cana-de-açúcar, milho e trigo. É possível então comparar os dados de produção com relatórios de safra e informações socioeconômicas e agrometeorológicas. A partir do mapeamento, podem ser detectadas as regiões com situação mais crítica, subsidiando então decisões dos gestores públicos.</p>
<p>O SOMABRASIL, sigla de Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil, é resultado de um projeto que concentra em um mesmo ambiente informações sobre relevo, solos, biomas, hidrografia e potencial agrícolas, entre outras. &#8220;São mais de 4 milhões de registros associados às produções agrícola e pecuária desde 1990&#8243;, nota o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luís Bolfe. Dados sobre clima, desmatamento na Amazônia e áreas protegidas também são contemplados pelo SOMABRASIL.</p>
<p>IBGE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura e Ibama são algumas das fontes das informações cadastradas no SOMABRASIL.</p>
<p>Milhares de usuários do Brasil e mais de 20 países já foram cadastrados no sistema, que tem uso gratuito. O site foi construído em software livre. O endereço do SOMABRASIL é http://www.cnpm.embrapa.br/projetos/somabrasil/</p>
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		<title>Embrapa faz mapeamento de recursos naturais de Moçambique</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2015 13:33:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Nova Economia]]></category>
		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa Monitoramento por Satélite]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Embrapa-Moçambique]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Paralelos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos aspectos centrais da atual política externa do Brasil é o relacionamento mais forte com a África. Neste cenário destaca-se o Projeto Embrapa-Moçambique, que tem entre outros propósitos o mapeamento dos recursos naturais e zoneamento agroecológico do país africano, de modo que os moçambicanos possam planejar o uso da terra como uma das ferramentas de desenvolvimento, superando os ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos aspectos centrais da atual política externa do Brasil é o relacionamento mais forte com a África. Neste cenário destaca-se o Projeto Embrapa-Moçambique, que tem entre outros propósitos o mapeamento dos recursos naturais e zoneamento agroecológico do país africano, de modo que os moçambicanos possam planejar o uso da terra como uma das ferramentas de desenvolvimento, superando os desafios incrementados por uma guerra civil que deixou marcas profundas. A Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, é peça fundamental desse exemplo de cooperação internacional do Brasil.</p>
<p>A Embrapa Satélite participa diretamente do Projeto Paralelos, uma das ações do Projeto Embrapa-Moçambique, como ficou conhecido o Projeto de Cooperação Técnica de Apoio à Plataforma de Inovação Agrária de Moçambique. Esse Projeto maior é fruto da parceria entre a Embrapa, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O Projeto Paralelos, especificamente, integra o Componente II do Projeto Embrapa-Moçambique, denominado Fortalecimento de Capacidades Estratégicas Transversais: Gestão de Recursos Naturais para a Agricultura, coordenado pela Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa e que tem o apoio da Embrapa Solos e Embrapa Cerrado.</p>
<p>O Projeto Paralelos, explica o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luís Bolfe, implica no uso de satélites e outros recursos tecnológicos como elementos estratégicos para o levantamento de solos, mapeamento de uso e cobertura das terras, zoneamento agroecológico, avaliação de impacto ambiental, melhoria de processos produtivos, monitoramento da intensificação da agropecuária e da degradação das terras, entre outras ações.</p>
<p>&#8220;Conhecendo melhor o seu território, os seus recursos naturais, Moçambique pode planejar melhor o seu futuro&#8221;, diz Bolfe. De modo específico, ele explica, o objetivo da atuação da Embrapa Monitoramento por Satélite é mapear as potencialidades dos recursos naturais de Moçambique em termos de produção agrícola e pecuária, indicando-se por exemplo as áreas mais adequadas para cultivos anuais, perenes e criações. A capacitação e recursos humanos em tecnologia de geoprocessamento no Brasil e em Moçambique é outro propósito.</p>
<div id="attachment_2629" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Moçambique.jpg"><img class="size-large wp-image-2629" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Moçambique-997x1024.jpg" alt="Corredor de Nacala, área inicial de trabalho da Embrapa Monitoramento por Satélite (Com composição de imagens do Satélite Spot, no livro &quot;Paralelos - Corredor de Nacala&quot;)" width="618" height="635" /></a><p class="wp-caption-text">Corredor de Nacala, área inicial de trabalho da Embrapa Monitoramento por Satélite (Com composição de imagens do Satélite Spot, no livro &#8220;Paralelos &#8211; Corredor de Nacala&#8221;)</p></div>
<p><strong>Corredor de Nacala</strong> &#8211;  As pesquisas em Moçambique começaram no chamado Corredor de Nacala, uma área situada entre os paralelos 13ºS e 17ºS, praticamente na mesma altura geográfica dos Cerrados brasileiros, hoje altamente produtivos. A intenção é verificar se esta zona de Moçambique também apresenta potencial produtivo na agricultura e pecuária.</p>
<p>Muitas informações já foram levantadas, com diversas visitas à África de pesquisadores brasileiros. Os dados já analisados foram reunidos no livro &#8220;Paralelos &#8211; Corredor de Nacala&#8221;, que tem o chefe geral da Embrapa Satélite, Mateus Batistella, e o próprio Édson Bolfe como organizadores.</p>
<p>O trabalho dos pesquisadores da Embrapa partiu, de fato, da constatação de 68% do território moçambicano (cerca de 540 mil quilômetros quadrados) são cobertos por savanas tropicais, similares às terras da região de savana da África subsaariana, igualmente denominada Savana da Guiné, que tem características muito semelhantes ao Cerrado brasileiro.</p>
<p>Com uma população de 21,4 milhões, 14,3 milhões destes ainda vivendo na zona rural, Moçambique depende especialmente do setor primário. O país conta com reservas estratégicas de gás, carvão e outros minerais, e sua pauta de exportações é composta basicamente de alumínio (55%) e eletricidade e gás natural (14%).</p>
<p>A agricultura é de subsistência, sendo praticada principalmente por mulheres, e é nesse aspecto que a tecnologia brasileira, desenvolvida por organizações como a Embrapa, pode contribuir muito. Cerca de 90% das 3,6 milhões de famílias que vivem na zona rural são pequenos produtores, cultivando áreas de aproximadamente 1,3 hectare com lavouras e criação de pequenos animais.</p>
<p>Mandioca e milho somam 41% do valor total da produção rural, vindo em seguida sorgo e arroz, cultivados sobretudo para consumo familiar. Segundo o Inventário Florestal Nacional, Moçambique tem 51% de suas áreas cobertas com florestas. O país já registrou mais de 5,5 mil espécies vegetais, sendo pelo menos 250 endêmicas.</p>
<p>As mulheres são, efetivamente, o pilar da agricultura em Moçambique, trabalhando duro nas <em>machambas</em>, como são conhecidas as áreas de produção familiar. Assim, nota Édson Luís Bolfe, qualquer proposta de desenvolvimento agrícola no país deve considerar o papel da mulher na estrutura produtiva.</p>
<p><strong>Corredores de desenvolvimento</strong> &#8211; Nacala, o território onde a Embrapa tem atuado diretamente, está localizado na região Norte e é um dos três corredores de desenvolvimento de Moçambique, ao lado de Maputo (região Sul, onde está a capital do mesmo nome) e Beira (região central).</p>
<p>A região é o foco de um programa de desenvolvimento agrícola e rural denominado ProSAVANA, do governo moçambicano. Atualmente, são explorados somente 30% dos 4,6 milhões de terras agricultáveis da província de Nampula, onde está o Corredor de Nacala. A expansão e intensificação da agropecuária nas áreas restantes depende do efetivo conhecimento do potencial agronômico dos seus recursos naturais, e é nesse sentido que a Embrapa está contribuindo.</p>
<p>O Projeto Paralelos já identificou, por exemplo, o enorme potencial do Porto de Nacala, que foi considerado o porto menos poluído da região austral da África pela BM Trade Certification, organização responsável pela certificação internacional dos Sistemas de Gestão Ambiental (SGA). Com 800 metros de largura e 60 metros de profundidade, o Porto de Nacala é considerado o melhor porto de águas profundas da África Oriental, viabilizando o acesso irrestrito a qualquer tipo de navio.</p>
<p>Por suas características de solo e clima, entre outras, o Corredor de Nacala é apontado como a região com maior potencial par ao desenvolvimento agrícola na África Austral. A expectativa é a de que as tecnologias desenvolvidas no Cerrado brasileiro, que tornaram a região altamente produtiva, possam ser adaptadas para a área de savanas em Nacala. São biomas muito similares, lembrando que foram separados no momento de formação dos continentes.</p>
<p>Entre as potencialidades já verificadas no âmbito do Projeto Embraça-Moçambique, já foi identificada por exemplo a aptidão da região de Nampula, no Corredor de Nacala, para o cultivo do cajueiro. O uso de novas tecnologias pode levar à estruturação de mini unidades de processamento da castanha, de pequenas unidades de produção de suco de caju e uso do caju na alimentação animal, além da introdução de espécies de cajueiro-anão, precoces, de porte baixo e alto potencial produtivo.</p>
<p>Também no Corredor de Nacala, a região de Namialo tem alto potencial para ampliar sua produção de algodão. De novo a referência ao Cerrado brasileiro é inevitável. O Mato Grosso, localizado em latitudes similares ao Corredor de Nacala, é o maior produtos brasileiro de algodão. Algumas tecnologias usadas no Brasil podem ser então adaptadas ao contexto moçambicano, como cultivares modernas, sistemas de produção sustentáveis, o processamento de subprodutos do algodoeiro e o processamento mínimo da cultura na propriedade: pequenas unidades descaroçadoras e enfardadoras da fibra poderiam agregar valor ao produto agrícola e aumentar a rentabilidade do produtor.</p>
<p>Já a região de Lichinga, outra do Corredor de Nacala, tem grande potencial para fortalecer a produção de milho e soja. A região de Mecanhelas, por sua vez, pode incrementar sua produção de arroz.</p>
<p>O território do Corredor de Nacala está situado na mesma latitude onde se encontram Cuiabá, Goiânia e a capital brasileira, Brasília. O Projeto Paralelos, como parte do Projeto Embrapa-Moçambique,  é uma das plataformas de possível e importante cooperação entre os dois país com laços históricos, com raízes culturais comuns, e que agora têm a oportunidade de estar cada vez mais próximos. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_2630" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Moçambique2.jpg"><img class="size-large wp-image-2630" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Moçambique2-997x1024.jpg" alt="A mulher é a base da agricultura de Moçambique (Fotos do livro &quot;Paralelos - Corredor de Nacala)" width="618" height="635" /></a><p class="wp-caption-text">A mulher é a base da agricultura de Moçambique (Fotos do livro &#8220;Paralelos &#8211; Corredor de Nacala)</p></div>
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		<title>Atlas Escolar faz radiografia da Região Metropolitana de Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2015 17:49:50 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas]]></category>
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		<description><![CDATA[As pastagens representam o maior componente da paisagem agrícola da Região Metropolitana de Campinas (RMC), vindo em seguida a atividade canavieira e a citricultura. O território destinado à área agrícola é cada vez menor na RMC, que teve a sua população multiplicada por quatro em quarenta anos. Estas são algumas das informações do Atlas Escolar da RMC, a primeira região ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As pastagens representam o maior componente da paisagem agrícola da Região Metropolitana de Campinas (RMC), vindo em seguida a atividade canavieira e a citricultura. O território destinado à área agrícola é cada vez menor na RMC, que teve a sua população multiplicada por quatro em quarenta anos. Estas são algumas das informações do Atlas Escolar da RMC, a primeira região metropolitana do Brasil a contar com um produto desse tipo. O Atlas foi elaborado pela Embrapa Monitoramento por Satélite, em um processo que contou com a participação de vários educadores e a parceria da Prefeitura de Campinas e Ministério da Agricultura e Ciência e Tecnologia.</p>
<p>O Atlas, que pode ser utilizado na rede pública e privada de ensino, reúne informações sobre história, demografia, economia e outros aspectos de cada um dos 20 municípios da RMC. Ricamente ilustrado com imagens de satélite, fotografias e mapas, o Atlas também apresenta um panorama geral da Região, sobre itens como o Desenvolvimento Humano, meios de transporte, turismo, história, educação, saúde, economia, emprego, pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p>Com edição e coordenação de Cristina Criscuolo e a colaboração de vários técnicos da Embrapa Monitoramento por Satélite, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e diversos educadores, o Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas foi disponibilizado gratuitamente no portal da unidade (https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/988128/atlas-escolar-da-regiao-metropolitana-de-campinas)</p>
<p>Foi longo e substantivo o processo de construção do Atlas. O projeto contou com a participação ativa de professores da Rede Municipal de Ensino de Campinas, com quem foram discutidos os materiais didáticos que estavam disponíveis para uso em sala de aula, suas potencialidades e limitações. Foram estimuladas, igualmente, reflexões que nortearam a seleção de temas vinculados à agropecuária no currículo do ensino fundamental.</p>
<p>Uma constatação do debate foi o contraste entre a riqueza de informações disponíveis sobre a RMC e a carência de material didático específico sobre a região, disponível para uso escolar. O grupo de professores foi capacitado no uso de geotecnologias e também atuou no levantamento de dados, concepção e redação do Atlas.</p>
<p>&#8220;Um dos pontos mais ricos do processo foi a participação dos educadores&#8221;, afirma o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe. Ele entende que, além do uso amplo na rede escolar, as informações contidas no Atlas também podem ser muito úteis &#8220;aos tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas&#8221; na RMC.</p>
<p>Um segundo volume já está em elaboração. Será o Atlas Escolar sobre a Agropecuária na RMC, com a avaliação dos produtos mais expressivos da região, área cultivada, produtividade e a conexão com a economia, a sociedade e o meio ambiente.</p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>ALGUNS DADOS SOBRE A RMC </strong></p>
<p>• Entre 1970 e 2010, a população da região saltou de 680.826 para 2.797.137 habitantes.</p>
<p>• O contingente de analfabetos entre a população com mais de 10 anos era de 3,6%, contra a média de 4,1% no estado de São Paulo e 9% no Brasil.</p>
<p>• Segundo a Unicamp, em 2012 um conjunto de 58% de seus alunos tinham concluido o ensino médio em escolas privadas, enquanto 35% concluíram em escolas públicas e 7% não declararam a informação ou eram estrangeiros.</p>
<p>• A taxa de mortalidade infantil da RMC, de 10,7 para 1.000 crianças com idade inferior a 1 ano em 2007, caiu para 10,2 em 2011, abaixo a média estadual, de 11,6 por 1.000.</p>
<p>• Na região existe em média 1,7 leito hospitalar para cada 1.000 habitantes, abaixo da média estadual, de 2,3, e da meta indicada pelo Ministério da Saúde, de 2,5 a 3 leitos para cada 1.000 habitantes.</p>
<p>• Na RMC, cerca de 87% do esgoto sanitário é captado pelas redes de esgoto, mas apenas 45% tem algum tipo de tratamento.</p>
<p><strong>Fonte: Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas</strong> 
			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2398" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_063_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-2398" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_063_1800-1024x680.jpg" alt="O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe, comenta a importância do Atlas para uma visão regional (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe, comenta a importância do Atlas para uma visão regional (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Embrapa Satélite tem ferramentas para agricultura enfrentar crise hídrica</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2015 19:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da água em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da água no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crise hídrica em São Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[A atual crise hídrica, que afeta a região mais rica e populosa do Brasil, necessariamente levará a uma reformulação do uso da água no país. Hoje, no balanço geral, a agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água, e com certeza tende a aprimorar a forma de utilizar os recursos hídricos. Pois a Embrapa Monitoramento por ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A atual crise hídrica, que afeta a região mais rica e populosa do Brasil, necessariamente levará a uma reformulação do uso da água no país. Hoje, no balanço geral, a agricultura responde por cerca de 70% do consumo de água, e com certeza tende a aprimorar a forma de utilizar os recursos hídricos. Pois a Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas, tem desenvolvido uma série de ferramentas que podem repercutir em um uso mais sustentável da água na agricultura.</p>
<p>Muitos projetos relacionados ao melhor uso de recursos hídricos estarão entre os trabalhos apresentados pela Embrapa Monitoramento por Satélite no XVII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), a ser realizado em abril, em João Pessoa (PB). Neste ano, a Embrapa Satélite bate recorde de participação, com 41 trabalhos inscritos. Além disso, a Embrapa Monitoramento por Satélite coordenará a Sessão Temática &#8220;Aplicações de LiDAR em Florestas Tropicais&#8221;, em parceria com o Serviço Florestal Americano e a Nasa.</p>
<p><strong>Recursos hídricos</strong> &#8211; Um dos trabalhos relacionados ao melhor uso de recursos hídricos é &#8220;Estimativa de evapotranspiração e da biomassa de pastagens utilizando o algoritmo SAFER e imagens MODIS&#8221;, co-assinado por Ricardo Andrade, Antônio Teixeira, Janice Leivas, Sandra Nogueira, Gustavo Bayma-Silva, Daniel Victoria, Alexandro Facco. Na mesma linha, &#8220;Aplicação do algoritmo SAFER na determinação da evapotranspiração em condições de sazonalidade climática no noroeste paulista&#8221;, de Renato Franco, Fernando Hernandez e Antônio Teixeira.</p>
<p>SAFER é a sigla em inglês para Surface Algorithm for Evapotranspiration Retrieving. Este é um dos recursos tecnológicos que a Embrapa Monitoramento por Satélite vem utilizando para desenvolver o conceito de &#8220;produtividade da água&#8221; aplicado à agricultura.</p>
<p>&#8220;Trata-se de dimensionar quanto de biomassa é produzida por água consumida&#8221;, explica o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe. Com o uso de satélites e outras tecnologias, é possível analisar a &#8220;produtividade da água&#8221; apresentada por culturas de cana, soja, trigo e milho, entre outras, em determinadas mesorregiões.</p>
<p>Após o mapeamento, observa o pesquisador, é possível indicar ações de política pública para melhorar a &#8220;produtividade da água&#8221; de uma cultura em área específica. &#8220;Verificar qual cultura, nessa região, consome mais ou menos água é importante para ações como o incentivo a novos equipamentos de irrigação, assistência técnica ou uso de novos cultivares que melhorem a produtividade da água&#8221;, completa Édson Bolfe. Ele acredita que, em função da crise hídrica, o uso desse tipo de tecnologia tende a ganhar maior impulso.</p>
<p><strong>Agricultura de Precisão</strong> &#8211; Também na linha de aplicação tecnológica para aprimorar o uso dos recursos naturais em geral e hídricos em particular em tempos de escassez e incertezas derivadas do aquecimento global, a Embrapa Monitoramento por Satélite tem desenvolvido estudos associados à chamada &#8220;Agricultura de Precisão&#8221;.</p>
<p>Este é um campo cada vez mais promissor de pesquisa e desenvolvimento, focado no melhor dimensionamento dos insumos aplicados em determinadas culturas agrícolas. Com as ferramentas aplicadas pela Agricultura de Precisão, como o monitoramento por satélite, é possível avaliar, por exemplo, a fertilidade do solo, de modo que seja aplicada a quantia exata de corretivo para viabilizar o desenvolvimento de um produto agrícola.</p>
<p>&#8220;Essas técnicas permitem minimizar o custo por produtor, além de repercutir na melhoria das condições ambientais&#8221;, explica Édson Bolfe.  O uso de certas ferramentas, ele destaca, permite a subdivisão de uma propriedade ou área agrícola em pequenas áreas, gerando então informações geográficas georreferenciadas, relacionadas a recursos hídricos, aplicação de defensivos e propriedades físicas dos solos, entre outros pontos.</p>
<p>O Brasil se consolida a cada ano como grande polo agrícola. O país também tem tecnologias cada vez mais sofisticadas, como as desenvolvidas na Embrapa Monitoramento por Satélite, para que essa agricultura seja de fato sustentável.  <strong>(Por José Pedro Martins) </strong></p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>AVANÇOS TECNOLÓGICOS AMPLIAM CARDÁPIO DE RECURSOS</strong></p>
<p>Como em todas as áreas de pesquisa e desenvolvimento, também no campo do monitoramento por satélite as tecnologias estão avançando rapidamente, o que permite ampliar o cardápio de recursos à disposição da sociedade, visando um desenvolvimento mais sustentável ambientalmente e justo socialmente.</p>
<p>Um primeiro avanço importante, como nota o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe, foi a ampliação da resolução dos satélites. A alta resolução disponível hoje, nota ele, permite imagens multiescalares. “De casa, a pessoa tem acesso pelo computador a imagens de satélites com alta resolução e várias escalas”, comenta.</p>
<p>Outro salto ocorreu na esfera da resolução temporal. Antes os satélites demoravam para passar pela mesma posição geográfica. Hoje, a rede de satélites existente viabiliza a resolução diária. Com isso, observa o pesquisador, é possível por exemplo verificar a evolução de uma área desmatada em poucos dias.</p>
<p>Édson Bolfe também cita no elenco dos avanços tecnológicos a sofisticação dos sensores de resolução espectral. “Antes havia poucas bandas espectrais, hoje temos satélites multi e hiperespectrais”, diz o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, de Campinas. Com maior resolução espectral, é possível a “fotografia” do solo ou da cobertura vegetal com várias dimensões e texturas, levando a uma melhor compreensão dos vários aspectos biológicos e químicos de uma área ou recurso natural. 
			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2384" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_021_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-2384" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/150205_021_1800-1024x680.jpg" alt="Rede de unidades da Embrapa: o Monitoramento por Satélite está localizado em Campinas" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Rede de unidades da Embrapa: o Monitoramento por Satélite está localizado em Campinas</p></div>
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