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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Ética da Terra</title>
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		<title>Pesquisador britânico contesta em Campinas níveis de exposição a glifosato considerados &#8220;seguros&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2014 23:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança e do Adolescente]]></category>

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		<description><![CDATA[Os níveis de exposição a glifosato, usados por diversos países, foram questionados nesta terça-feira, 9 de dezembro, em Campinas, pelo pesquisador britânico Dr.Michael Antoniou, do King´s College, de Londres, durante o evento do Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança e do Adolescente. Agricultura e Agrotóxicos foi o tema central da última sessão de 2014 do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os níveis de exposição a glifosato, usados por diversos países, foram questionados nesta terça-feira, 9 de dezembro, em Campinas, pelo pesquisador britânico Dr.Michael Antoniou, do King´s College, de Londres, durante o evento do Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança e do Adolescente. Agricultura e Agrotóxicos foi o tema central da última sessão de 2014 do Fórum, realizada no Centro Boldrini, com a participação de renomados especialistas internacionais.</p>
<p>Chefe da área de Biologia Nuclear do King´s College, o Dr.Michael Antoniou é um dos maiores nomes em pesquisas sobre terapias gênicas e organismos geneticamente modificados. Seus trabalhos têm sido fundamentais para a modificação de posturas na Comunidade Europeia sobre a aceitação dos OGMs.</p>
<p>O pesquisador destacou em Campinas que o glifosato merece destaque por ser o mais usado pesticida no mundo, inclusive no Brasil. Ele observou que 80% dos organismos geneticamente modificados são tolerantes a glifosato, presente por exemplo nas culturas de soja, milho, canola e algodão geneticamente modificadas nos Estados Unidos.</p>
<div id="attachment_1570" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_124_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-1570" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_124_1800-1024x680.jpg" alt="Dra.Silvia Brandalise: incidência de câncer em crianças e jovens está aumentando" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Dra.Silvia Brandalise: incidência de câncer em crianças e jovens está aumentando</p></div>
<p>Uma primeira dúvida levantada pelo cientista britânico: &#8220;Por que diferentes países, que têm acesso às mesmas evidências científicas sobre o produto, utilizam diferentes níveis considerados seguros de exposição a glifosato?&#8221;. Ele citou os casos da Comunidade Europeia, cuja Ingestão Diária Aceitável (ADI) de glifosato é de 0.3 mg/kg, contra uma ADI de 1 mg/kg na Rússia e China e de 1.75 mg/kg nos Estados Unidos &#8211; quase seis vezes portanto do que na Europa.</p>
<p>No Brasil a ADI prevista em lei é de 0.042 mg/kg, o que mereceu o comentário do Dr.Antoniou: &#8220;Os reguladores brasileiros parecem ter sido mais verdadeiros em admitir as evidências científicas sobre os efeitos do glifosato&#8221;.</p>
<p>O pesquisador ressaltou que os estudos já realizados sobre glifosato mostram que diferentes doses têm consideráveis impactos. Doses muito elevadas em ratos, por exemplo, mostraram uma rápida absorção pelo trato gastrintestinal a partir de <span class="hps">soluções</span> <span class="hps">aquosas</span> <span class="hps atn">(</span>23-40%) e d<span class="hps">ifusão</span> <span class="hps">fácil</span> <span class="hps">para os tecidos. <b>[</b>In: </span><b>Brewster et al., 1991; </b><b>Anadon</b><b> et al., 2009]</b></p>
<div id="attachment_1571" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_030_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-1571" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_030_1800-1024x680.jpg" alt="Professor Mohamed: Princípio da Precaução em relação a transgênicos" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Mohamed: Princípio da Precaução em relação a transgênicos</p></div>
<p>De acordo com o Dr.Antoniou, é importante notar que é i<span class="hps">mpossível determinar</span> a <span class="hps">bioacumulação</span> <span class="hps">de </span><span class="hps">exposições</span> a<span class="hps"> doses únicas de glifosato. Do mesmo modo, notou que a Ingestão Diária Aceitável, considerada pelos diferentes países, &#8220;</span><span class="hps">nunca</span> foi <span class="hps">testada em bases a</span><span class="hps"> longo prazo&#8221;. </span><br />
Segundo o cientista, existem várias evidências sobre o efeito do glifosato como disruptor endócrino, por exemplo bloqueando a ligação do hormônio ao receptor e prevenindo a ativação de genes. Também teria o impacto de fazer a ligação no lugar do hormônio e mimetizar os seus efeitos.</p>
<p>O Dr.Antoniou citou alguns experimentos sobre efeitos do glifosato. Um deles foi o de que c<span class="hps">oelhos</span> <span class="hps">alimentados com soja</span> geneticamente modificada apresentaram <span class="hps">distúrbios da função</span> <span class="hps">de enzimas</span> <span class="hps">no</span> <span class="hps">rim e coração (In: </span>Tudisco <i>et al</i>., 2006). <span class="hps"> Outro foi o relacionado a r</span><span class="hps">atos</span> <span class="hps">alimentados com soja geneticamente modificada, apresentando</span> <span class="hps">perturbações no</span> <span class="hps">fígado, pâncreas e</span> funções dos <span class="hps">testículos, além de formação</span> <span class="hps">anormal d</span><span class="hps">os núcleos</span> <span class="hps">e nucléolos</span> <span class="hps">de células</span> <span class="hps">do fígado</span>, o que indicaria <span class="hps">um aumento do metabolismo</span> <span class="hps">e</span> alteração <span class="hps">potencial</span><span class="hps"> das</span> <span class="hps">expressões do gene. (In: </span>Malatesta <i>et al</i>., 2002; Malatesta <i>et al</i>., 2003; Vecchio <i>et al</i>., 2004).</p>
<p><span class="hps">&#8220;Há muitas evidências dos impactos do glifosato como disruptor endócrino, </span>podendo ter efeitos com níveis <span class="hps">extremamente baixos</span> <span class="hps">de exposição</span> por<span class="hps"> tempo</span> <span class="hps">prolongado&#8221;, afirmou o pesquisador. Ele citou como efeitos a i</span><span class="hps">nterferência</span> <span class="hps">no ácido retinóico (aumento da ação do ácido e </span><span class="hps">defeitos congênitos) e i</span><span class="hps">nterferência</span> <span class="hps">no estrogênio (pela a</span><span class="hps">ção</span> que <span class="hps">imita</span> <span class="hps">o estrogênio e d</span><span class="hps">anos em órgãos,</span> <span class="hps">tumores).</span></p>
<p>Sempre citando várias pesquisas, o Dr.Antoniou salientou que o <span class="hps">glifosato</span> <span class="hps">causou</span> <span class="hps">malformações em</span> <span class="hps">embriões de galinha</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">do sapo em</span> <span class="hps">doses</span> <span class="hps">muito abaixo</span> <span class="hps">(~</span> <span class="hps">96ppm</span>) d<span class="hps">aquelas utilizadas na</span> <span class="hps">pulverização agrícola. (In: <b>Paganelli</b><b> A et al., 2010). </b>Nestes experimentos, os animais apresentaram defeitos de desenvolvimento neuronais e cranianos.</span></p>
<div id="attachment_1572" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_056_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-1572" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_056_1800-1024x680.jpg" alt="Dra.Nise Yamagushi: fundamental o cuidado com lavradores expostos a agrotóxicos" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Dra.Nise Yamagushi: fundamental o cuidado com lavradores expostos a agrotóxicos</p></div>
<p><span class="hps">Em</span> <span class="hps">experimentos in vitro</span> com<span class="hps"> células humanas</span>, citou o pesquisador, os herbicidas <span class="hps">glifosato a</span> <span class="hps">0,5</span> <span class="hps">ppm</span> <span class="hps">afetaram a</span> <span class="hps">ação dos andrógenos</span>, <span class="hps">os hormônios</span> <span class="hps">masculinos,</span> <span class="hps">e interromperam</span> <span class="hps">a ação e</span> <span class="hps">formação de</span> <span class="hps">estrógenos</span>, os hormônios <span class="hps">femininos</span><span class="hps atn"> (In: </span>Gasnier <span class="hps">C</span> <span class="hps">et</span> <span class="hps">al.</span>, 2009).</p>
<p>Na ausência de pesquisas oficiais, lembrou o Dr.Antoniou, organizações não-governamentais europeias promoveram um estudo sobre a presença de glifosato em urinas de cidadãos. Foram examinadas urinas de 182 pessoas, em 18 países, e 44% foram positivas a glifosato, indo da presença de 0.16 μg/L na Suíça a 1.82 μg/L na Letônia.</p>
<p><span class="hps">O britânico citou ainda estudos sobre a relação entre a introdução de cultivos geneticamente modificados e</span> <span class="hps">glifosato</span> <span class="hps">e a deterioração</span> <span class="hps">da saúde</span> <span class="hps">nos Estados Unidos</span> (In: <b>S</b><b>wanson NL et al. (2014) </b><i>Journal of Organic Systems</i>, <b>9</b>: 6-37.)</p>
<p>Os estudos, segundo o especialista do King´s College, mostraram que desde o início do uso do glifosato na soja no começo da década de 1990, houve aumento da incidência do câncer de fígado nos Estados Unidos. O mesmo com a incidência de câncer de rim no mesmo período.</p>
<p>Diante de tantas evidências científicas (e ele citou muitas outras no encontro em Campinas), o Dr.Michael Antoniou fez várias sugestões, para se determinar os reais níveis seguros de exposição a glifosato, como: realização de e<span class="hps">xtensas pesquisas</span> <span class="hps">de biomonitoramento</span> <span class="hps">em várias</span> <span class="hps atn">matrizes (</span>urina, sangue, <span class="hps">leite materno</span>) e <span class="hps">setores da população</span> <span class="hps">(adultos</span>, crianças, <span class="hps">crianças;</span> <span class="hps">urbanas</span> <span class="hps">vs</span> <span class="hps">rural</span>); e<span class="hps">studos de longo prazo</span> <span class="hps">de toxicidade em animais</span> <span class="hps">de laboratório</span> com <span class="hps">glifosato e</span> <span class="hps">formulações</span> <span class="hps">de herbicidas</span> <span class="hps">à base de glifosato acima e abaixo nos níveis considerados aceitáveis de ingestão diária; avaliação c</span><span class="hps">ompleta da</span> <span class="hps">capacidade</span> <span class="hps">de disrupção do sistema endócrino</span> <span class="hps">do glifosato de forma</span> <span class="hps">isolada e em combinação</span> <span class="hps">com outros pesticidas</span> <span class="hps">em níveis</span> <span class="hps">ambientalmente relevantes</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">exposições; e</span> <span class="hps">investigação de</span> <span class="hps">mecanismos epigenéticos</span>, incluindo efeitos <span class="hps">multigeracionais</span>.<br />
Enquanto isso, segundo o Princípio da Precaução, ele consideraria prudente a restrição do uso <span class="hps">de</span> <span class="hps">herbicidas à base de glifosato, com o banimento das </span><span class="hps">fumigações</span> <span class="hps">aéreas, não utilizá-lo como dess</span><span class="hps">ecante</span> <span class="hps">pré</span><span class="atn">-</span>colheita e banimento dos <span class="hps">usos domésticos</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">urbanos.</span></p>
<p>A última sessão do ano do Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança contou com outros especialistas no evento no Centro Boldrini. A presidente do Boldrini, Dra.Silvia Brandalise, citou vários estudos mostrando o aumento da incidência de câncer em criança e adolescente nas últimas décadas. O professor Mohamed Habib, com muitos anos de pesquisa no tema, destacou a urgência de maior controle da sociedade sobre pesquisas com organismos geneticamente modificados. A Dra.Nise Hitomi Yamagushi, da USP, pediu maior atenção à exposição de trabalhadores rurais a agrotóxicos. Josiana Arippol, da Ética da Terra, acentuou o imperativo de que &#8220;a economia não deve prevalecer sobre a vida&#8221;.</p>
<div id="attachment_1573" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_025_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-1573" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/141209_025_1800-1024x680.jpg" alt="Josiana Arippol, da Ética da Terra: economia não deve prevalecer sobre a vida " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Josiana Arippol, da Ética da Terra: economia não deve prevalecer sobre a vida</p></div>
<p>O Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança e do Adolescente, como explica a presidente do Centro Boldrini, Dra.Silvia Brandalise, tem o objetivo de “chamar a atenção da sociedade, a partir da divulgação de estudos científicos, sobre a possível associação de fatores ambientais no aumento da incidência de câncer da criança e do adolescente”. O Fórum terá continuidade em 2015, com novos eventos e discussões pela Internet.</p>
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