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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural</title>
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		<title>Histórias da feira de artesanato do Centro de Convivência em Campinas &#8211; IV</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2015 13:21:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A alegria fez morada em uma das barracas da feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural, no Cambuí, em Campinas. É a barraca da &#8220;Lili do Forró&#8221;, como é conhecida a, claro, nordestina Irami Fernandes Menezes. Simplesmente Lili, nascida em Natal (RN) mas há muito tempo em São Paulo, primeiro na capital e depois em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A alegria fez morada em uma das barracas da feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural, no Cambuí, em Campinas. É a barraca da &#8220;Lili do Forró&#8221;, como é conhecida a, claro, nordestina Irami Fernandes Menezes. Simplesmente Lili, nascida em Natal (RN) mas há muito tempo em São Paulo, primeiro na capital e depois em Campinas. Desde 1999 ela está na feira, com suas roupas, seus chapéus e adereços absolutamente originais e coloridos. A energia da cultura popular do Nordeste, como mais um exemplo da diversidade da feira do Convivência. A aliança entre a moda e a criatividade.</p>
<p>A arte, a cultura, sempre presente. A casa da família fica a poucos metros de onde morava Luís da Câmara Cascudo, o maior folclorista brasileiro. A avó, Ironilde, 96 anos, é artista plástica e também folclorista, sempre lidando com o Bumba Meu Boi e outros ícones nordestinos.</p>
<p>Família grande, Lili teve muitos irmãos, 17, nove ainda vivos. Um antepassado, Gregório, segundo ela, foi escravo. A luta sempre presente. Lili aprendeu a costurar, com pouco mais de 10 anos, fazendo mortalhas de bebês, atividade muito comum entre costureiras no Nordeste durante longo tempo, que se espera próximo do fim.</p>
<div id="attachment_1862" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-053.jpg"><img class="size-large wp-image-1862" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-053-1024x768.jpg" alt="As cores do Nordeste nas peças criadas por Lili" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">As cores do Nordeste nas peças criadas por Lili</p></div>
<p>Lili deixou Natal à busca de um tratamento de saúde em São Paulo. Trabalhou na Fundação Casa, onde conheceu situações e histórias de vida que nunca soube que pudessem existir, apesar do que já conhecia do Nordeste. Mas no meio da dor, a luz. Na Fundação Casa ela ficou ainda mais convicta do poder da arte, da cultura. &#8220;Fazíamos projetos culturais e os meninos adoravam&#8221;, conta.</p>
<p>Em função do tratamento, chegou ao hospital da Unicamp e a Campinas, onde fixou residência. Tem três filhos. A mais nova deles, Julia, herdou da mãe a alegria e a arte. Ela toca acordeom e violino e adora vestir as roupas que a mãe faz: vestidos, cangas, saias, saídas de praia. Sempre coloridas, únicas, como um calçado muito original, multicolorido.</p>
<div id="attachment_1863" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-041.jpg"><img class="size-large wp-image-1863" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-041-1024x768.jpg" alt="Chapéus floridos, outro item do cardápio de Lili" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Chapéus floridos, outro item do cardápio de Lili</p></div>
<p>Além das roupas, leves, alegres, Lili atua na área social. Ela é a designer do Coral Canarinhos da Terra, um coral-escola, com programas educacionais em canto e música, com foco em responsabilidade social, sendo ainda um ponto de cultura. Mas já trabalhou com outros grupos culturais de Campinas.</p>
<p>&#8220;Qualquer um pode fazer arte, ela transforma a vida das pessoas&#8221;, diz Lili. Ela mora em uma chácara nas proximidades de Viracopos, onde tem uma horta e a companhia de muitos amigos: passarinhos, sapos e outros. &#8220;É um pedaço do Paraíso na Terra&#8221;, ela define.</p>
<p>Também faz bonecas, objetos de casa. &#8220;Acabei de fazer uma cadeira que vira baú e tábua de passar&#8221;, revela. Lili é assim. Tem a força e a alegria do forró. Mais uma história de superação e resistência da feira de artesanato do Centro de Convivência em Campinas.</p>
<div id="attachment_1864" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-028.jpg"><img class="size-large wp-image-1864" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Feira-028-1024x768.jpg" alt="A violinista Julia e a mãe: música no sangue " width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">A violinista Julia e a mãe: música no sangue</p></div>
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		<title>Histórias da Feira de Artesanato do Centro de Convivência em Campinas &#8211; III</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2015 22:54:46 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela é a matriarca da feira, a referência para os artesãos que há décadas trabalham com sonhos transformados em pulseiras, anéis, roupas e quadros. Aos 92 anos, Maria Nazareth (&#8220;é com th, não esquece&#8221;) Fernandes está lá, firme, todos os sábados e domingos, na feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural, no Cambuí, Campinas. Durante a semana, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ela é a matriarca da feira, a referência para os artesãos que há décadas trabalham com sonhos transformados em pulseiras, anéis, roupas e quadros. Aos 92 anos, Maria Nazareth (&#8220;é com th, não esquece&#8221;) Fernandes está lá, firme, todos os sábados e domingos, na feira de artesanato do Centro de Convivência Cultural, no Cambuí, Campinas. Durante a semana, participa da feira na praça Bento Quirino, no centro da cidade.</p>
<p>Em qualquer lugar, a disposição é a mesma. &#8220;Não fico em casa de jeito nenhum&#8221;, conta ela, magrinha, forte como uma rocha. A &#8220;vó&#8221;, como carinhosamente muitos a chamam, respeito absoluto à história de vida dessa mulher exemplar.</p>
<p>A fortaleza veio do contato com a terra, predominante em sua infância e adolescência, em Mogi Mirim e Mogi Guaçu. O pai plantava café, ela sempre ajudava na roça, enquanto não subia em árvore, nadava em rio, chupava laranja no pé. Sim, criancice invejável. Depois a família mudou para longe, região de Presidente Prudente, mas o contato com a agricultura continuava. Até que Maria Nazareth casou e mudou-se para Campinas.</p>
<div id="attachment_1852" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Árvores-031.jpg"><img class="size-large wp-image-1852" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Árvores-031-1024x768.jpg" alt="Ela agarrou a vida com a força da terra" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Ela agarrou a vida com a força da terra</p></div>
<p>Passou a trabalhar no comércio e se descobriu. Era a sua vocação, lidar com gente, conversar. Dirigiu caminhão, fazia carreto, mas o comércio sempre foi o forte. Morou um tempo na Baixada Santista, adorava pegar o bonde na praia, entre Santos e São Vicente. Cinco filhos, vários netos, uma grande família sempre por perto. Hoje mora com uma neta, que a ajuda no trabalho nas feiras.</p>
<p>&#8220;Meu espírito não é velho, não quero ficar no canto para as pessoas ficarem falando&#8221;, conta Maria Nazareth, que come pouquíssimo, talvez um dos segredos de sua vitalidade. Há poucos dias ela levou um tombo, ficou toda machucada, mas se recuperou muito rápido, para felicidade dos que a visitam sempre na feira do Cambuí.</p>
<p>Gosta de dizer que a rua, a feira, são &#8220;minhas faculdades&#8221;. O contato com o povo é a sua biografia. Por isso é uma trajetória tão longa e saudável. A vó Maria Nazareth faz suas pulseiras e outras peças à noite, em casa, quando já aproveitou bem o dia. Artesanato feito com a força de mãos pequenas no tamanho, enormes porque souberam como tocar a vida. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_1853" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Árvores-046.jpg"><img class="size-large wp-image-1853" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Árvores-046-1024x768.jpg" alt="A &quot;vó&quot; já fez de tudo e continua fazendo o melhor, conversar com as pessoas" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">A &#8220;vó&#8221; já fez de tudo e continua fazendo o melhor, conversar com as pessoas</p></div>
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