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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Feminicídio no Brasil</title>
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		<title>Chacina em Campinas confirma incremento do feminicídio no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2017 16:46:29 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A tragédia na passagem do ano em Campinas, onde 12 pessoas foram mortas (sendo oito mulheres) pelo ex-marido e pai de duas das vítimas (o autor se matou em seguida), confirma o aumento do feminicídio no Brasil. Os dados do Mapa da Violência 2015, que tratou especificamente do feminicídio, mostraram um incremento de 252% dos homicídios de mulheres entre 1980 e 2013, embora com arrefecimento entre 2006 e 2013, período de vigor da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), de agosto de 2006. Ainda assim, o número de assassinatos de mulheres continuou crescendo no Brasil, país com uma das mais altas taxas no mundo.</p>
<p>O Mapa da Violência é uma iniciativa da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) e utiliza dados do Ministério da Saúde e Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Mapa 2015, entre 1980 e 2013 foram assassinadas 106.093 mulheres no Brasil, um incremento de 252% no período. Foram 1.353 homicídios em 1980 e 4.762 em 2013. Esta evolução significou que a as taxas de homicídios de mulheres por 100.000 habitantes aumentaram de 2,3 para 4,8 nesse período.</p>
<p>De acordo com o Mapa da Violência, houve arrefecimento a partir de 2006, com a edição da Lei Maria da Penha, mas com números sempre crescentes mesmo com a nova legislação. Entre 2006 e 2013 o número de homicídios de mulheres cresceu 18%, indo de 4.022 para 4.762, ou aumento de 2,6% ao ano. Até a edição da Lei Maria da Penha o incremento anual do número de assassinato de mulheres era de 7,6% ao ano.</p>
<p>Ainda segundo o Mapa da Violência 2015, a Região Norte liderou o aumento do número de homicídios de mulheres entre 2003 e 2013: 112,2%. Em grande parte este incremento deve-se ao aumento em 500% dos feminicídios em Roraima no período. Depois aparecem as regiões Nordeste (93,7%), Centro-Oeste (43,2%), Sul (25,8%) e Sudeste (-22,5%). Em termos absolutos, a Região Sudeste liderou o ranking regional em 2013, com 1.604 assassinatos de mulheres, contra 1.546 no Nordeste, 595 no Sul, 503 no Norte e 514 no Centro-Oeste.</p>
<p>O Mapa nota que, a partir da vigência da Lei Maria da Penha, em apenas cinco Unidades da Federação foram registradas quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. Nas 22 UFs restantes, no período de 2006 a 2013 as taxas cresceram com ritmos extremamente variados: de 3,1% em Santa Catarina, até 131,3% em Roraima.</p>
<p>Em termos absolutos, São Paulo registrou em 2013 o maior número de feminicídios nas capitais estaduais: 167, representando uma diminuição de 58,6% em relação aos 403 assassinatos em 2003. Em segundo lugar figurou Fortaleza (CE), com 139 assassinatos, 189,6% a mais do que os 48 de 2003.</p>
<p>Com sua taxa de 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, observa do Mapa da Violência da FLACSO, o Brasil, num grupo de 83 países com dados homogêneos, fornecidos pela Organização Mundial da Saúde, &#8220;ocupa uma pouco recomendável 5ª posição, evidenciando que os índices locais excedem, em muito, os encontrados na maior parte dos países do mundo&#8221;.</p>
<p>Efetivamente, acrescenta o Mapa, apenas El Salvador, Colômbia, Guatemala (três países latino-americanos) e a Federação Russa evidenciam taxas superiores às do Brasil. &#8220;Mas as taxas do Brasil são muito superiores às de vários países tidos como civilizados: 48 vezes mais homicídios femininos que o Reino Unido; 24 vezes mais homicídios femininos que Irlanda ou Dinamarca; 16 vezes mais homicídios femininos que Japão ou Escócia&#8221;, registra o Mapa da Violência 2015.</p>
<p>O prefeito Jonas Donizette decretou luto oficial de três dias no município de Campinas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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