<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Social de Notícias &#187; Filósofo Roberto Romano</title>
	<atom:link href="http://agenciasn.com.br/arquivos/tag/filosofo-roberto-romano/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://agenciasn.com.br</link>
	<description>Notícias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 12:11:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Reorganização de escolas: professor da Unicamp lamenta ver &#8220;polícia bater em criança&#8221; no lugar de diálogo</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/5336</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/5336#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2015 19:42:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Filósofo Roberto Romano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=5336</guid>
		<description><![CDATA[Diante de um público formado essencialmente por jovens, na Câmara Municipal de Campinas, o filósofo Roberto Romano, professor durante muitos anos de Filosofia e Ética na Unicamp, disse na tarde deste dia 9 de dezembro lamentar profundamente &#8220;ter visto polícia bater em criança&#8221;, por ocasião da ocupação de escolas por estudantes, como protesto pelo projeto de reorganização ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Diante de um público formado essencialmente por jovens, na Câmara Municipal de Campinas, o filósofo Roberto Romano, professor durante muitos anos de Filosofia e Ética na Unicamp, disse na tarde deste dia 9 de dezembro lamentar profundamente &#8220;ter visto polícia bater em criança&#8221;, por ocasião da ocupação de escolas por estudantes, como protesto pelo projeto de reorganização escolar do governo estadual. A suspensão do projeto foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin. Romano participou de evento relacionado ao Dia Municipal de Combate à Corrupção, que é lembrado justamente a 9 de dezembro.</p>
<p>Para o filósofo, a repressão policial contra estudantes, nesse episódio da ocupação das escolas, deriva da &#8220;herança autoritária do Estado brasileiro&#8221;. &#8220;No lugar de tentar dialogar com os pais dos alunos e os próprios alunos, jogou-se a polícia contra eles, e um dos resultados foi a importante queda de popularidade do governo estadual&#8221;, observou Romano, para quem o projeto de reorganização das escolas repetiu um perfil tecnocrático presente em ações do Estado no Brasil.</p>
<p>A gênese desse autoritarismo, assinalou o professor da Unicamp, está na formação colonial brasileira, &#8220;toda durante o período do Estado absolutista, que foi um dos mais corruptos e autoritários da história&#8221;. A origem dessa visão autoritária de Estado, relembrou, está na decadência das cidades-estado da Grécia, berço da democracia como é conhecida hoje, e na ocupação do território grego por Roma.</p>
<div id="attachment_5339" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Romano-183.jpg"><img class="size-large wp-image-5339" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Romano-183-1024x768.jpg" alt="Roberto Romano: &quot;Autoritarismo ainda marca Estado no Brasil&quot;  " width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Roberto Romano: &#8220;Autoritarismo ainda marca Estado no Brasil&#8221;</p></div>
<p>Depois de vigorar durante séculos, o autoritarismo foi questionado por quatro grandes revoluções, recordou Romano: a reforma protestante liderada por Martim Lutero as revoluções Inglesa, Americana e Francesa. O Brasil, pelo contrário, em função da presença da corte portuguesa desde 1808, reforçou a estrutura autoritária do Estado. &#8220;No século 19, tivemos revoluções libertárias em vários estados brasileiros, mas foram todas massacradas&#8221;, observou.</p>
<p>A própria República, proclamada em 1889, herdou traços autoritários, destacou o filósofo, acrescentando que, no século 20, foram poucos os períodos de ensaio democrático. &#8220;Tivemos duas ditaduras que duraram anos&#8221;, lembrou, referindo-se ao primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945) e à ditadura militar (1964-1984).</p>
<p>E a estrutura autoritária permanece no Brasil contemporâneo, protestou. &#8220;A grande parte dos impostos arrecadados pelos municípios vai para o governo central e as autoridades ainda se colocam acima do povo, que é a origem do governo em um regime democrático&#8221;, assinalou.</p>
<p>Esse formato apenas será alterado, na sua opinião, começando com a democratização da estrutura dos partidos políticos. &#8220;Os partidos têm uma estrutura envelhecida, com direção gerontocrática, que não abre espaço para os jovens, para a renovação&#8221;, protestou.</p>
<p>Na sua opinião, os movimentos de junho de 2013 e, recentemente, de ocupação de escolas de São Paulo por jovens são respostas a esse panorama. &#8220;Diante de uma grande crise, os jovens foram para as ruas&#8221;, sintetizou Romano, que também lamentou o que denominou &#8220;aparelhamento do movimento estudantil por partidos políticos&#8221;.</p>
<p>Roberto Romano falou sobre &#8220;O pressuposto autoritário da corrupção&#8221;, a convite do vereador Luiz Caros Rossini, autor da lei criando o Dia Municipal de Combate à Corrupção. &#8220;O combate à corrupção deve ser permanente, inclusive nos gestos diários do cidadão, mas é importante ter um dia para uma reflexão maior sobre o que é a corrupção e a urgência de combatê-la&#8221;, esclareceu. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/5336/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
