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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Grupo Vanguarda de Campinas</title>
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		<title>Música e passos do flamenco embalam homenagem a Bernardo Caro e 50 anos do MACC</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2015 22:53:49 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Caro]]></category>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1958, o Grupo Vanguarda publicava o seu manifesto, que não deixava dúvidas quanto ao que queriam aqueles artistas de Campinas: &#8220;aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze/  deva ter penas e cheiro de andorinha /propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar&#8221;. A revolução estética projetada pelos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em junho de 1958, o Grupo Vanguarda publicava o seu manifesto, que não deixava dúvidas quanto ao que queriam aqueles artistas de Campinas: &#8220;aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze/  deva ter penas e cheiro de andorinha /propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar&#8221;. A revolução estética projetada pelos integrantes do Grupo Vanguarda foi fundamental para o movimento que levou à criação, em 1965, do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC). Pois o próprio MACC foi o palco, na noite desta quarta-feira, 12 de agosto, da abertura da exposição de homenagem a Bernardo Caro, um dos expoentes do Grupo Vanguarda, marcando os 50 anos de fundação do Museu. E foi uma noite com a música e os passos do flamenco, simbolizando a estreita ligação que Caro manteve com a Espanha.</p>
<div id="attachment_4293" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_058.jpg"><img class="size-large wp-image-4293" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_058-1024x651.jpg" alt="Bernardo Caro foi multiartista, indo da pintura à escultura e outros territórios " width="618" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Bernardo Caro foi multiartista, indo da pintura à escultura e outros territórios</p></div>
<p>A exposição &#8220;Kaleidoscópio &#8211; Censura e Liberdade &#8211; Bernardo Caro&#8221; reúne 80 obras do multiartista, que foi pintor, gravador, desenhista, escultor, cineasta, fotógrafo, educador e professor. Nascido em Itatiba, em Itatiba, em 1931, passou já em 1933 a morar em Campinas, onde viveria toda a vida e faleceria, em 2007. Caro passou a integrar o Grupo Vanguarda em 1964, o ano que marcou o início do regime militar. Com os demais membros do Vanguarda, como Thomaz Perina, Mário Bueno, Geraldo Jürgensen, Francisco Biojone e Maria Helena Motta Paes, Caro passa a driblar a censura e o medo com uma obra seminal, que inclui Homens/Protesto, de 1967, quando a ditadura ficava mais intolerante.</p>
<div id="attachment_4294" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_068.jpg"><img class="size-large wp-image-4294" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_068-1024x680.jpg" alt="Algumas das obras seminais do artista e educador" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Algumas das obras seminais do artista e educador</p></div>
<p>Realismo fantástico, arte pop, arte conceitual, social. Caro transitou por vários estilos, sempre fiel ao primado da liberdade, daí o nome da exposição que tem como curadores Fernando de Bittencourt, curador do MACC, e Iracema Salgado, assessora de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas. As obras pertencem em sua maioria à família de Caro, o artista que também deixou um importante legado acadêmico, tendo sido diretor do Departamento de Artes Plásticas da PUC-Campinas, de 1979 a 1982, também diretor do Departamento de Artes Plásticas da Unicamp, entre 1983 e 1986, e diretor do Instituto de Artes da mesma Universidade, de 1986 a 1989.</p>
<div id="attachment_4295" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_Pan01.jpg"><img class="size-large wp-image-4295" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_Pan01-1024x347.jpg" alt="Linha do tempo mostra a trajetória de Caro e Grupo Vanguarda" width="618" height="209" /></a><p class="wp-caption-text">Linha do tempo mostra a trajetória de Caro e Grupo Vanguarda</p></div>
<p>Bernardo Caro foi vice-cônsul da Espanha em Campinas, de 1996 a 2006. Chegou a expor em várias cidades espanholas e em 2007 o Instituto Cervantes, de São Paulo, montou uma retrospectiva da obra do artista, que morreu pouco tempo antes. Com entrada grátis, a exposição &#8220;Kaleidoscópio &#8211; Censura e Liberdade &#8211; Bernardo Caro&#8221; fica no MACC até 15 de novembro, a data da proclamação da República, cujos ideais sempre foram preciosos para o artista, assim como para todos membros do Grupo Vanguarda .</p>
<div id="attachment_4296" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_112.jpg"><img class="size-large wp-image-4296" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_112-1024x680.jpg" alt="Fernando de Bittencourt e Iracema Salgado, curadores da exposição" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando de Bittencourt e Iracema Salgado, curadores da exposição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>Grupo Vanguarda, o seu Manifesto (publicado originalmente em 1958, no jornal do Centro de Ciências, Letras e Artes &#8211; CCLA)</strong></p>
<p>como princípio antes de tudo: m o v i m e n t o</p>
<p>antimodorra</p>
<p>predicado essencial: fazer</p>
<p>fazer conscientemente: ir ao âmago da coisa</p>
<p>por uma arte atual</p>
<p>pela renovação/revificação constante e progressiva</p>
<p>pela comunicação dos chamados §segredos da arte§</p>
<p>antiturris eburnea</p>
<p>contra a reserva dos mestres que guardam para si o pulo do gato</p>
<p>por uma crítica partindo do exame da coisa feita</p>
<p>NÃO §crítica 8 ou 80§ afirmação ou negação apoiada em pontos</p>
<p>estranhos ao objeto</p>
<p>interessa a obra em si s/ valor atual não o nome q a assina</p>
<p>pelo surgimento de uma atitude de debate</p>
<p>não basta dizer: isto é bom isto não presta</p>
<p>cabe dizer: porque é bom ou porque não presta</p>
<p>contra a cultura de almanaque</p>
<p>contra a crítica à moda blackwood</p>
<p>cumpre livrar a arte do misticismo inoculado pelos medalhões</p>
<p>asas conscientes</p>
<p>fuga porém sabendo os liames</p>
<p>pela divulgação impôr</p>
<p>escrever nos muros e andaimes se for preciso</p>
<p>arte para o lado de fora dos museus e das galerias fechadas</p>
<p>coerência c/ o atual estágio evolutivo da civilização</p>
<p>um poema é um poema</p>
<p>uma tela é uma tela</p>
<p>coisas não necessariamente ligadas a uma idéia determinada</p>
<p>de cujo esforço de expressão surgiram</p>
<p>sobrepor-se aos falsos estetas q usam vocabulário emprestado</p>
<p>a tratados superados</p>
<p>aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze</p>
<p>deva ter penas e cheiro de andorinha</p>
<p>propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar</p>
<p>atitude de luta: anti-expectativa</p>
<p>conciliação de vectores numa ampla resultante:</p>
<p>renovação</p>
<p>não seremos velhos amanhã porque teremos mudado</p>
<p>artists are the antennas of the race (pound)</p>
<p>comunicação não / with usura / comunicação para arte presente</p>
<p>arte hoje</p>
<p>fora com os burgomestres falantes &amp; vazios</p>
<p>fora com os fritadores de bolinhos</p>
<p>Alberto A Heinzl</p>
<p>Alfredo Procaccio</p>
<p>Edoardo Belgrado</p>
<p>Franco Sacchi</p>
<p>Geraldo Jürgensen</p>
<p>Geraldo de Souza</p>
<p>Maria Helena Motta Paes</p>
<p>Mário Bueno</p>
<p>Raul Porto 
			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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