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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Ibama</title>
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		<title>IBGE faz mapeamento da agressividade climática na Amazônia Legal</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2014 18:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Noroeste do Amazonas, áreas centrais do Mato Grosso próximas a Cuiabá, entornos de Boa Vista (RR) e Palmas (TO) e boa parte do Maranhão. Estas são as áreas de maior potencial de agressividade climática na Amazônia Legal, de acordo com mapa divulgado nesta segunda-feira, 17 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As áreas de maior potencial de agressividade climática no Mato Grosso, Tocantins e Maranhão coincidem com os territórios destes estados incluídos no chamado Arco do Desmatamento. Os espaços que compõem o Arco são aqueles de avanço da fronteira agrícola e onde estão os maiores índices de desmatamento na Amazônia Legal. A identificação das áreas de maior potencial de agressividade climática contribuirá para políticas públicas que ajudem na melhoria das condições ambientais nesses espaços.</p>
<p>Para desenhar o mapa do Potencial de Agressividade Climática na Amazônia Legal, foram utilizados dados levantados em 326 estações meteorológicas, coletados durante três décadas (1960 a 1990), além de informações da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do próprio IBGE. O mapa faz parte dos estudos derivados do Diagnóstico Ambiental da Amazônia Legal.</p>
<p>O mapa foi composto, então, conjugando-se as variáveis climáticas, ajustadas às características de relevo e da cobertura vegetal da Amazônia Legal, que ameniza os efeitos do clima. Sem essa cobertura, o potencial de agressividade climática torna-se maior, com maiores impactos para a população local e para o próprio meio ambiente.</p>
<p>Com base na integração e análise de todas as variáveis, foram estabelecidas três grandes classes de agressividade (alta, média e baixa), subdivididas em níveis (fatores), segundo a combinação dos elementos: índice de concentração de chuvas; números de meses com excesso, número de meses com deficiência e totais médios anuais de chuva.</p>
<p>A divulgação do mapa de Potencial de Agressividade Climática na Amazônia Legal ocorre no momento em que o governo brasileiro está intensificando as medidas para interromper a retomada &#8211; verificada nos últimos monitoramentos &#8211; do desmatamento na Amazônia. No último dia 7 de novembro, foi anunciado, por exemplo, foi anunciado um acordo de cooperação entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), visando o aperfeiçoamento das ações de detecção de degradação da vegetação na Amazônia e que aumentará a efetividade das ações de combate ao desmatamento na região, através da integração entre os órgãos.</p>
<p>Na oportunidade foi anunciado o novo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, o Deter B, cujos dados serão disponibilizados trimestralmente, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2015. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o novo sistema fará com maior precisão o monitoramento da Amazônia. Com o Deter B, será possível enxergar áreas de até 6,25 hectares onde houve mudança de paisagem. Antes, o sistema identificava áreas de, no mínimo, 25 hectares.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Depois do Código Florestal, biodiversidade é nova frente de batalha entre agronegócio e ambientalistas</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2014 18:04:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Biopirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção da DIversidade Biológica]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo de Nagoya]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre 17 e 19 de novembro deve ser votado no plenário da Câmara dos Deputados o projeto que trata de novas regras para a exploração da biodiversidade brasileira, cujo valor é estimado em mais de R$ 4 trilhões e que tem sido alvo histórico de biopirataria. A matéria colocou novamente em disputa o agronegócio, de um lado, e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 17 e 19 de novembro deve ser votado no plenário da Câmara dos Deputados o projeto que trata de novas regras para a exploração da biodiversidade brasileira, cujo valor é estimado em mais de R$ 4 trilhões e que tem sido alvo histórico de biopirataria. A matéria colocou novamente em disputa o agronegócio, de um lado, e grupos ambientalistas, cientistas e comunidades tradicionais, de outro, como já havia acontecido na controvérsia sobre o novo Código Florestal. Entretanto, apesar do que está em jogo, em uma matéria que envolve poderosos interesses econômicos e políticos, desta vez a polêmica não tem alcançado a mesma repercussão na mídia e na sociedade em geral. O Projeto de Lei 7735/14 do Poder Executivo tranca a pauta da Câmara desde o dia 11 de agosto, o que indica a atenção com que a matéria é tratada no Parlamento brasileiro.</p>
<p>O projeto do governo federal tenta regulamentar as regras brasileiras de exploração da biodiversidade, considerando que o país é signatário da Convenção da Diversidade Biológica, assinada por ocasião da Eco-92, em junho de 1992, no Rio de Janeiro. Ou seja, já mais de 20 anos o Brasil assinou a Convenção mas ainda não tem regras claras de como a sua rica diversidade biológica deve ser explorada, de modo a atender os interesses nacionais e, em particular, das comunidades onde essa biodiversidade está instalada. O projeto trata, então, de questões como o acesso ao patrimônio genético do país, evitando-se por exemplo a biopirataria; a valorização do conhecimento tradicional, associado a esse patrimônio genético; o acesso à tecnologia, para uso sustentável da biodiversidade; a exploração econômica do produto ou processo derivado do acesso ao patrimônio ou do conhecimento associado; e a repartição equitativa dos ganhos derivados do uso do patrimônio genético e/ou do conhecimento associado.</p>
<p>Na sexta-feira, 14 de novembro, os grupos envolvidos na discussão chegaram a acordos pontuais em relação ao Projeto de Lei. Um deles é que as comunidades tradicionais – indígenas, quilombolas, agricultores tradicionais – terão o direito de negociar diretamente com a indústria o valor a receber pelo uso de conhecimento tradicional associado (informações ou técnicas sobre as propriedades ou usos de determinada substância).</p>
<p>Pelo acordo, no caso de pesquisa com patrimônio genético, a empresa terá de pagar royalties sobre a receita do produto final e o dinheiro será aplicado em um fundo. Se o produto utilizar conhecimentos de uma comunidade tradicional identificada, a repartição será decidida entre a comunidade e o fabricante.</p>
<p>Outro ponto de acordo está relacionado à nova composição do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão deliberativo, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a competência de traçar as políticas do setor, de estabelecer normas técnicas e de indicar critérios e diretrizes para elaboração e cumprimento do Acordo de Repartição de Benefícios, observado em relação ao uso do patrimônio genético e /ou conhecimento associado. Outra competência vital do CGen é o acompanhamento do acesso e remessa de amostra que contenha patrimônio genético.</p>
<p>Pela composição atual, o governo federal tem maioria dos assentos no CGen. Pelo acordo estabelecido, haverá maior participação da sociedade no Conselho, incluindo as comunidades tradicionais e setor de pesquisa mas, também, indústria e agricultura.</p>
<p><strong>Polêmica e voto</strong> &#8211; Muitos pontos importantes do projeto, entretanto, ainda não foram objeto de acordo, e devem ir a voto em plenário com destaques. A Frente Parlamentar da Agropecuária conseguiu, até o momento, a isenção de pagamento de royalties sobre espécies que não sejam nativas, ou seja, foi mantida a isenção das <span class="termoGlossario" title="Produto de origem agropecuária ou de extração mineral ou vegetal (café, algodão, carne, minério de ferro) de grande participação no comércio externo cujo preço é determinado pela oferta e procura internacional.">commodities</span> (café, soja, algodão, entre outros). A proposta isenta de royalties a pesquisa com espécies introduzidas no País pela ação humana.</p>
<p>Do mesmo modo, a Frente obteve, na negociação, que a agricultura estará sujeita apenas às normas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), excluindo novas cobranças que poderiam ser estipuladas pelo Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e a Partilha Equitativa Justa dos Benefícios Decorrentes da sua Utilização, que entrou em vigor no último dia 12 de outubro, mas sem ser ratificado pelo Brasil, em função do temor do agronegócio sobre a cobrança de royalties para o setor.</p>
<p><span class="hps">O Protocolo de Nagoya está vinculado à</span><span class="hps"> Convenção</span> <span class="hps">sobre a Diversidade Biológica</span> <span class="hps">(CDB)</span> e representa, segundo seus objetivos oficiais, “<span class="hps">um</span> <span class="hps">mecanismo para garantir que</span> <span class="hps">o acesso e a</span> <span class="hps">repartição dos benefícios</span> <span class="hps">a partir do</span> <span class="hps">uso de recursos genéticos</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">conhecimentos tradicionais associados</span>, <span class="hps">aconteçam</span> <span class="hps">em um contexto</span> <span class="hps">de transparência e com</span> <span class="hps">equidade”.</span></p>
<p><span class="hps">A repartição justa</span> <span class="hps">e equitativa dos benefícios</span> <span class="hps">dos recursos genéticos</span> <span class="hps">é um dos</span> <span class="hps">três principais objetivos</span> <span class="hps">da Convenção sobre a Diversidade Biológica, que foi assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992. O</span><span class="hps">s outros dois grandes propósitos da Convenção são </span><span class="hps">a conservação da diversidade</span> <span class="hps">biológica e o uso</span> <span class="hps">sustentável de seus componentes</span>. Os protocolos são uma forma de regulamentar o que está escrito em uma convenção internacional.</p>
<p>Um ponto que provoca divergência e deve ir para votação é aquele relacionado ao órgão encarregado de fiscalizar a pesquisa feita pelo agronegócio para a produção de sementes e desenvolvimento de novas raças: a Frente Parlamentar da Agropecuária quer o Ministério da Agricultura (MAPA), mas outros setores desejam o Ibama.</p>
<p>Também permanece polêmico o tratamento dado às comunidades indígenas. O agronegócio quer retirar a expressão &#8220;povos indígenas&#8221;, alterando-a para &#8220;população indígena&#8221;. “‘Povo’ tem um conteúdo ideológico claro, que fala de autonomia, soberania. É população”, disse o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), principal negociador pela Frente Parlamentar da Agropecuária.</p>
<p><strong>Biopirataria</strong> &#8211; Conter a biopirataria é um dos grandes desafios em termos de proteção da biodiversidade brasileira. Recentemente, ficou conhecido o caso de uma perereca da Amazônia da qual é extraída a substância phyllomedusa bicolor, cuja ação analgésica é considerada em até duzentas vezes mais eficiente que a morfina. Até sangue indígena já foi contrabandeado do Brasil, em função desses povos serem imunes a algumas doenças. Conter o tráfico de animais é outro grande desafio, relacionado à biodiversidade do país.</p>
<p>Está em jogo o futuro da exploração da biodiversidade brasileira, reconhecidamente a mais rica do planeta. Curiosamente, o tema não tem despertado a mesma atenção dos meios de comunicação do que aquela destinada à votação do novo Código Florestal. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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