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	<title>Agência Social de Notícias &#187; IPCC</title>
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		<title>Os impactos das mudanças climáticas na América Latina: fome e risco para saúde e biodiversidade</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2014 15:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Cepal]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias Aliadas]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2014, 2,8 milhões de pessoas estão em risco de fome por grave seca que destrói cultivos em El Salvador, Guatemala e Honduras. As mudanças climáticas já provocam grandes impactos na América Latina e Caribe, como mostra um infográfico produzido por Noticias Aliadas, agência de notícias sediada em Lima, no Peru, a partir de informações de ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2014, 2,8 milhões de pessoas estão em risco de fome por grave seca que destrói cultivos em El Salvador, Guatemala e Honduras. As mudanças climáticas já provocam grandes impactos na América Latina e Caribe, como mostra um infográfico produzido por Noticias Aliadas, agência de notícias sediada em Lima, no Peru, a partir de informações de fontes como o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Noticias Aliadas é parceira estratégica da Agência Social de Notícias, que reproduz o seu noticiário no Brasil. Lima vai sediar, em dezembro, mais uma Conferência do Clima (COP-20), da Convenção das Mudanças Climáticas das Nações Unidas.</p>
<p>Segundo o infográfico, as mudanças climáticas também podem provocar aumento da aridez e escassez de recursos hídricos em áreas como o Nordeste brasileiro, processos severos de desertificação e degradação no Chile e Norte da Argentina, manguezais em risco de extinção no Caribe e Guianas, aumento de vulnerabilidade a eventos extremos no Caribe e México.</p>
<p>Outros impactos prováveis na América Latina, se permanecer o agravamento das mudanças climáticas, são a maior extinção de mamíferos, répteis, borboletas e pássaros, desaparecimento de recifes de coral e aumento de câncer de pele pela redução da camada de ozônio. Os impactos já estão sendo sentidos no continente, observa Noticias Aliadas, que cita a destruição pela seca, em 2011, de 1 milhão de hectares de cultivos do povo Rarámuri no México.</p>
<p>Na Colômbia, chuvas intensas, em dezembro de 2010, deixaram mais de 300 mortos e milhares de hectares de cultivos perdidos. Do mesmo modo, 17% do PIB de San Vicente e Ilhas Granadinas foram perdidos por chuvas e inundações em dezembro de 2013. Em 2012, os furacões Sandy e Isaac, mais uma forte seca, levaram a uma enorme destruição de cultivos no Haiti, agravando a situação econômica e social do país.</p>
<p>No Equador, 30% das geleiras foram pedidos em 30 anos e, se o aquecimento global continuar no ritmo atual, em 70 anos desaparecerão. No Peru, 30% das geleiras na Cordilheira Blanca também foram perdidos nas últimas três décadas. Situação pior na geleira Chacaltaya, na Bolívia, a 5.300 metros de altura, que derreteu totalmente em 2009, seis anos antes do que os cientistas previam.</p>
<p>Outras fontes de Noticias Aliadas para a produção do infográfico são o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Comissão Econômica para América Latina (Cepal) e Banco Central de Reserva do Peru. O infográfico foi executado por Milagros Anaya Robles.</p>
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		<title>Unicamp debate hidrogênio e células a combustível contra mudanças climáticas</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2014 16:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[Unicamp]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois dias depois que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou o seu quinto relatório, com previsões mais do que alarmantes para o planeta, a Unicamp sedia, nestes dias 4 e 5 de novembro, o o 7º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células a Combustível e 1º Seminário sobre Energia e Sustentabilidade (WICaC-SES 2014). ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dois dias depois que o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou o seu quinto relatório, com previsões mais do que alarmantes para o planeta, a Unicamp sedia, nestes dias 4 e 5 de novembro, o o 7º Workshop Internacional sobre Hidrogênio e Células a Combustível e 1º Seminário sobre Energia e Sustentabilidade (WICaC-SES 2014). Durante o evento haverá ainda o pré-lançamento do livro &#8220;Fontes Renováveis de Energia&#8221;, do Professor do Instituto de Física da Unicamp, Ennio Peres da Silva, um dos maiores especialistas mundiais em energia do hidrogênio.</p>
<p>O sucesso e a repercussão das edições anteriores do Workshop ratificam a importância e relevância da realização da sua sétima edição, em um momento em que o planeta aprofunda o debate sobre fontes alternativas de energia. A novidade para este ano está na parceria que foi estabelecida com o Instituto Aqua Genesis, organização não governamental atuante na promoção do uso do hidrogênio como combustível limpo.</p>
<p>O Instituto será o responsável pelo lançamento da primeira edição do Seminário sobre Energia e Sustentabilidade, trazendo ao evento debates pertinentes no quesito mudanças climáticas. O objetivo dessa parceria é trazer à tona discussões sobre a redução das emissões emissões de gases de efeito-estufa. Está prevista a participação de 15 conferencistas nacionais e internacionais, a apresentação de trabalhos técnicos na forma de pôsteres, além de um minicurso que vai tratar da temática “Energia e Sustentabilidade”. O evento é voltado para pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, representantes de empresas e governo.</p>
<p>O professor Ennio Peres da Silva conduz há anos pesquisas sobre o uso da energia do hidrogênio e outras fontes alternativas de energia. No livro que ele lança durante o Worksho, Peres apresenta um panorama geral do potencial e das tecnologias disponíveis para o aproveitamento das fontes renováveis de energia, enfatizando os aspectos ambientais. Maior destaque foi dado à participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira, procurando contribuir para o debate da questão energética nacional.</p>
<p>Desde 1973, o ano do choque do petróleo que abalou a economia mundial, a matriz energética brasileira se tornou mais “suja”, com maior presença de combustíveis fósseis. Ainda assim, depois de quatro décadas a matriz energética do Brasil é quatro vezes mais “limpa” do que a média mundial. Os dados estão no relatório Energia no Mundo – Matrizes Energéticas – Matrizes Elétricas 2012-2013, que acaba de ser publicado pelo Ministério das Minas e Energia (MME), como a Agência Social de Notícias informou. ( http://agenciasn.com.br/arquivos/942)</p>
<p>Segundo o documento, o conjunto de energias renováveis (hidráulica e outras) somou 41% da matriz energética em 2013, contra 50,9% em 1973. Nesse período a matriz energética ficou, portanto, mais “suja”, pelo aumento da presença de combustíveis fósseis, e principalmente do gás, que ampliou sua proporção de 0,4% para 12,8%, e do carvão, com crescimento de 3,1% para 5,6%.</p>
<p>A participação do óleo diminuiu de 45,6% para 39,3% e nesse período foi adicionada a energia nuclear, que hoje representa 1,3% da matriz energética. Além dos 12,5% da energia hidráulica na matriz energética em 2013, o grupo das renováveis somou os 16,1% de produtos da cana, 8,3% de lenha e carvão e 4,2% de biodiesel e outros. Já a matriz energética mundial era composta por 13,5% de renováveis em 2012, somando-se os 2,4% de energia hidráulica e 11,1% de outras (solar, eólica e outras).</p>
<p>O incremento do uso de energias fósseis foi justamente o motivo apontado pelo IPCC para o agravamento das mudanças climáticas. O quinto relatório do IPCC foi divulgado no domingo, dia 02 de novembro, em Copenhagen, na Dinamarca. (http://agenciasn.com.br/arquivos/988)</p>
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		<title>IPCC: sem transição energética os impactos do aquecimento serão mais devastadores do que se pensava</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/988</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2014 15:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>

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		<description><![CDATA[Temperaturas cada vez maiores a cada década que passa, aumento da mortalidade, acidificação dos oceanos, derretimento das geleiras, incremento das secas em algumas regiões e de enchentes em outras. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou hoje, 02 de novembro, em Copenhagen, na Dinamarca, o seu Quinto Relatório de Avaliação de Mudanças Climáticas, e a conclusão ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Temperaturas cada vez maiores a cada década que passa, aumento da mortalidade, acidificação dos oceanos, derretimento das geleiras, incremento das secas em algumas regiões e de enchentes em outras. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou hoje, 02 de novembro, em Copenhagen, na Dinamarca, o seu Quinto Relatório de Avaliação de Mudanças Climáticas, e a conclusão principal é simples: sem uma rápida transição energética da era dos combustíveis fósseis para a das energias sustentáveis, o mundo terá que conviver com efeitos cada vez mais devastadores do aquecimento global. O documento é a base científica das negociações que serão realizadas em dezembro deste ano em Lima, no Peru, e sobretudo em Paris, em 2015, visando um acordo global de redução das emissões de gases de efeito-estufa.</p>
<p>&#8220;Os cientistas do mundo não poderiam ter feito isso mais claro: para evitar os impactos do clima verdadeiramente devastadores, temos de avançar rapidamente para eliminar progressivamente o uso de combustíveis fósseis poluentes&#8221;, disse Alden Meyer, diretor de estratégia e política da Union of Concerned Scientists, em um avaliação para a Rede de Ação Climática Internacional. &#8220;Os líderes políticos enfrentam agora uma escolha: eles podem colocar as políticas em prática para alcançar essa mudança essencial, ou eles podem passar o resto de suas carreiras lidando com um desastre climático após desastre climático&#8221;, disse Meyer.</p>
<p><strong>Evidências</strong> &#8211; O relatório do IPCC foi elaborado com a participação de mais de 2 mil cientistas, a partir da avaliação, durante mais de cinco anos, de mais de 30 mil peças de evidência. O documento enumera várias evidências do aquecimento global.</p>
<p><span class="hps">Cada uma das</span> <span class="hps">três últimas décadas, diz o relatório, foi</span> <span class="hps">sucessivamente</span> <span class="hps">mais quente</span> <span class="hps">na superfície da</span> <span class="hps">Terra</span> <span class="hps">do que qualquer</span> <span class="hps">década</span> <span class="hps">anterior</span> <span class="hps">desde 1850.</span> <span class="hps">O</span> <span class="hps">período de 1983 a</span> <span class="hps">2012 foi</span> &#8220;<span class="hps">provavelmente</span> o<span class="hps"> mais quente</span> <span class="hps">período de 30 anos</span> <span class="hps">dos últimos</span> <span class="hps">1.400 anos</span> <span class="hps">no Hemisfério Norte</span>, <span class="hps">onde</span> <span class="hps">essa avaliação</span> <span class="hps">é possível</span> <span class="hps atn">(com </span>confiança <span class="hps">média)&#8221;</span>. <span class="hps">Os</span> <span class="hps">dados de temperaturas</span> <span class="hps">médias globais,</span> <span class="hps">combinadas</span> as <span class="hps">superfícies terrestres e oceânicas</span>, e calculadas <span class="hps">por uma tendência</span> <span class="hps">linear</span>, mostram um <span class="hps">aquecimento</span> <span class="hps">de 0,85</span> <span class="hps atn">[</span>0,65-1,06] <span class="hps">°</span> <span class="hps">C2</span> <span class="hps">ao longo do período</span> <span class="hps">1880-2012.</span></p>
<p><span class="hps">O aquecimento dos oceanos, afirmam os cientistas,</span> <span class="hps">domina</span> <span class="hps">o aumento da</span> <span class="hps">energia armazenada</span> <span class="hps">no sistema</span> <span class="hps">do clima</span>, o que representa <span class="hps">mais de</span> <span class="hps">90</span>% da energia <span class="hps">acumulada</span> <span class="hps">entre 1971</span> <span class="hps">e 2010</span> <span class="hps atn">(</span>alta <span class="hps">confiança de dados</span>), <span class="hps">com</span> <span class="hps">apenas cerca de 1</span>% <span class="hps">armazenado</span> <span class="hps">na atmosfera</span>. <span class="hps">Em uma escala</span> <span class="hps">global, assinala o documento, </span><span class="hps">o</span> <span class="hps">aquecimento dos oceanos</span> <span class="hps">é</span> <span class="hps">maior</span> <span class="hps">perto da superfície,</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">os</span> <span class="hps">75</span> <span class="hps">m</span> <span class="hps">superiores</span> <span class="hps">aquecido por</span> <span class="hps">0,11</span> <span class="hps atn">[</span>0,09-0,13] <span class="hps">° C</span> <span class="hps">por década</span> <span class="hps">no período de</span> <span class="hps">1971 a</span> <span class="hps">2010. </span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps">Desde o início</span> <span class="hps">da era</span> <span class="hps">industrial</span>,  advertem os cientistas do IPCC, a absorção <span class="hps">oceânica</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">CO2</span> (dióxido de carbono) <span class="hps">resultou em</span> <span class="hps">acidificação</span> <span class="hps">dos oceanos. O</span><span class="hps"> pH da s</span><span class="hps">uperfície da água</span> dos oceanos <span class="hps">diminuiu em</span> <span class="hps">0,1</span> <span class="hps">(com alta confiança de acerto nos dados</span>), correspondendo a <span class="hps">um aumento de 26</span>% na <span class="hps">acidez</span>, medida <span class="hps">como a concentração</span> <span class="hps">de íons de hidrogênio</span>. </span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps">Ao longo do período</span> <span class="hps">1992-2011</span>, prossegue o documento, o gelo da <span class="hps">Groenlândia e</span><span class="hps"> Antártida</span> <span class="hps">perderam</span> <span class="hps">massa</span> <span class="hps">(alta confiança dos dados existentes</span>), <span class="hps">provavelmente</span> <span class="hps">a uma taxa</span> <span class="hps">maior</span> <span class="hps">em relação a 2002</span> <span class="hps">a 2011.</span> &#8220;<span class="hps">As geleiras</span> <span class="hps">continuaram a</span> <span class="hps">encolher</span> em <span class="hps">quase</span> <span class="hps">todo o mundo&#8221;, afirmam os especialistas, com </span><span class="hps">alta confiança nos dados</span>. No <span class="hps">Hemisfério Norte, a camada de</span> <span class="hps">neve</span> <span class="hps">continuou a diminuir</span> <span class="hps">em extensão</span> <span class="hps">(alta confiança</span>). &#8220;<span class="hps">Há grande</span> <span class="hps">confiança</span> <span class="hps">de que as temperaturas</span> <span class="hps">do permafrost</span> <span class="hps">têm aumentado</span> <span class="hps">na maioria das regiões</span>, desde <span class="hps">o início de 1980</span>, em resposta <span class="hps">ao aumento da</span> <span class="hps">temperatura da superfície</span> <span class="hps">e alterando</span> <span class="hps">a cobertura de neve&#8221;, assinala o relatório.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps">Do mesmo modo, a extensão</span> média anual <span class="hps">de gelo marinho</span> <span class="hps">do Ártico</span> <span class="hps">diminuiu durante o</span> <span class="hps">período de 1979 a</span> <span class="hps">2012,</span> <span class="hps">com</span> <span class="hps">uma taxa </span><span class="hps">muito</span> <span class="hps">provável de</span> <span class="hps">intervalo de 3,5 a</span> <span class="hps">4,1%</span> <span class="hps">por década</span>. A <span class="hps">extensão</span> <span class="hps">de gelo marinho</span> do Ártico <span class="hps">diminuiu</span> <span class="hps">em todas as estações</span> <span class="hps">e em cada</span> <span class="hps">década</span> <span class="hps">sucessiva</span> <span class="hps">desde 1979,</span> <span class="hps">com a mais</span> <span class="hps">rápida</span> <span class="hps">diminuição durante o verão.</span></span></p>
<p><strong>Causas da mudança climática</strong> &#8211; <span class="hps">Gases de efeito estufa de origem</span> <span class="hps">antropogênica</span> <span class="hps">(GEE)</span> têm impulsionado <span class="hps">desde a era</span> <span class="hps atn">pré-</span>industrial <span class="hps">grandes aumentos</span> <span class="hps">nas</span> <span class="hps">concentrações atmosféricas de</span> <span class="hps">CO2</span>, CH4 <span class="hps">e</span> <span class="hps">N2O, notam os cientistas.</span> <span class="hps">Entre 1750</span> <span class="hps">e 2011,</span> <span class="hps">as emissões de CO2</span> <span class="hps">antropogênicas</span> <span class="hps">acumuladas</span> <span class="hps">na atmosfera</span> <span class="hps">foram</span> <span class="hps">2.040</span> <span class="hps">±</span> <span class="hps">310</span> <span class="hps">Gt (gigatoneladas) de CO2</span>. <span class="hps">Cerca de 40</span>% dessas emissões <span class="hps">permaneceram</span> <span class="hps">na atmosfera</span> <span class="hps">(880</span> <span class="hps">±</span> <span class="hps">35</span> <span class="hps">Gt de CO2</span>); <span class="hps">o restante</span> <span class="hps">foi</span> <span class="hps">removido da atmosfera</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">armazenado</span> <span class="hps">em terra</span> <span class="hps atn">(</span>em plantas e <span class="hps">solos</span>) <span class="hps">e</span> <span class="hps">no oceano</span>. <span class="hps">O oceano</span> <span class="hps">tem absorvido</span> <span class="hps">cerca de 30%</span> <span class="hps">do</span> <span class="hps">CO2</span> <span class="hps">antropogênico emitido</span>, causando <span class="hps">a sua acidificação</span>. <span class="hps">Cerca de metade das</span> <span class="hps">emissões antropogênicas de CO2</span> <span class="hps">entre 1750</span> <span class="hps">e 2011</span> <span class="hps">ocorreram nos</span> <span class="hps">últimos 40 anos</span> <span class="hps">(com alta confiança nos dados</span>).</p>
<p><span class="hps">O total de</span> <span class="hps">emissões de gases</span> <span class="hps">de efeito estufa</span> <span class="hps">antropogênicas</span> <span class="hps">continuaram a</span> <span class="hps">aumentar ao longo do</span> período <span class="hps">1970-2010</span> &#8220;<span class="hps">com</span> <span class="hps">maiores</span> <span class="hps">aumentos</span> <span class="hps">absolutos</span> <span class="hps">entre</span> <span class="hps">2000 e 2010,</span> <span class="hps">apesar de um</span> <span class="hps">número crescente de</span> <span class="hps">políticas</span> <span class="hps">de mitigação das mudanças</span> <span class="hps">climáticas&#8221;, advertem os cientistas.</span> <span class="hps">As emissões de gases</span> <span class="hps">com efeito de estufa</span> <span class="hps">antropogênicas</span> <span class="hps">em 2010</span> <span class="hps">chegaram a</span> <span class="hps">49</span> <span class="hps">±</span> <span class="hps">4,5</span> <span class="hps">GtCO2</span> <span class="hps">equivalente. As</span> e<span class="hps">missões</span> <span class="hps">de CO2</span>  pela q<span class="hps">ueima de combustíveis</span> <span class="hps">fósseis e</span> <span class="hps">processos industriais</span> <span class="hps">contribuiu com cerca de</span> <span class="hps">78%</span> <span class="hps">das emissões totais de</span> <span class="hps">gases de efeito estufa</span> entre <span class="hps">1970-2010</span>, <span class="hps">com uma</span> <span class="hps">contribuição percentual</span> <span class="hps">semelhante para</span> <span class="hps">o</span> <span class="hps">aumento durante o</span> <span class="hps">período de 2000 a</span> <span class="hps atn">2010 (</span>alta <span class="hps">confiança</span>).</p>
<p><span class="hps">Globalmente</span>, o crescimento <span class="hps">econômico e populacional</span> &#8220;<span class="hps">continuaram a ser os</span> <span class="hps">mais importantes motores do</span> <span class="hps">aumento das emissões de</span> <span class="hps">CO2 provenientes da queima</span> <span class="hps">de combustíveis fósseis&#8221;.</span> <span class="hps">A contribuição</span> <span class="hps">do crescimento da população</span> <span class="hps">entre 2000 e 2010</span> <span class="hps">manteve-se praticamente</span> <span class="hps">idêntica à</span> <span class="hps">das três décadas anteriores</span>, <span class="hps">enquanto a contribuição</span> <span class="hps">do crescimento econômico</span> <span class="hps">tem aumentado</span> <span class="hps">acentuadamente.</span> &#8220;<span class="hps">O aumento do uso</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">carvão</span> <span class="hps">reverteu</span> <span class="hps">a tendência</span> <span class="hps">de longa data de</span> <span class="hps">descarbonização</span> <span class="hps">gradual</span> <span class="hps">(ou seja</span>, <span class="hps">reduzir a intensidade</span> <span class="hps">de carbono da energia</span>) <span class="hps">do fornecimento</span> <span class="hps">de energia do mundo&#8221;, observa o IPCC.</span></p>
<p><strong>Eventos extremos</strong> &#8211;  <span class="hps">É muito provável, afirma o quinto relatório do IPCC,</span> <span class="hps">que o número de</span> <span class="hps">dias e noites frias</span> <span class="hps">diminuiu</span> <span class="hps">e o número de</span> <span class="hps">dias quentes e noites</span> <span class="hps">tem aumentado</span> <span class="hps">em escala global</span>. &#8220;<span class="hps">É provável que</span> <span class="hps">a frequência de</span> <span class="hps">ondas de calor</span> <span class="hps">tem aumentado em</span> <span class="hps">grande parte da Europa</span>, Ásia e Austrália. <span class="hps">É muito provável</span> <span class="hps">que a influência humana</span> <span class="hps">tem contribuído para</span> <span class="hps">as mudanças</span> <span class="hps">de escala global</span> <span class="hps">observadas na freqüência</span> <span class="hps">e intensidade</span> <span class="hps">de extremos</span> <span class="hps">de temperatura diária</span> <span class="hps">desde</span> <span class="hps">meados do século</span> <span class="hps">20</span>. <span class="hps">É provável</span> <span class="hps">que a influência humana</span> <span class="hps">mais do que duplicou</span> <span class="hps">a probabilidade de ocorrência</span> <span class="hps">de ondas de calor</span> <span class="hps">em alguns locais.</span> <span class="hps">Há</span> <span class="hps">confiança</span> <span class="hps">média</span> <span class="hps">de que o</span> <span class="hps">aquecimento observado</span> <span class="hps">aumentou</span> <span class="hps">a mortalidade humana</span> <span class="hps">relacionada com o calor</span> <span class="hps">e diminuição da</span> <span class="hps">mortalidade humana</span> devido <span class="hps">ao frio</span> <span class="hps">em algumas regiões&#8221;, afirma o documento.</span></p>
<p><span class="hps">&#8220;Os impactos dos</span> <span class="hps">recentes</span> eventos <span class="hps">extremos</span> <span class="hps">relacionados com o clima</span>, como <span class="hps">ondas de calor</span>, secas, inundações, ciclones e <span class="hps">incêndios florestais,</span> <span class="hps">revelam</span> a <span class="hps">significativa vulnerabilidade</span>  <span class="hps">e a exposição</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">alguns ecossistemas</span> <span class="hps">e muitos sistemas</span> <span class="hps">humanos à</span> <span class="hps">variabilidade climática</span> <span class="hps atn">atual&#8221;, ressaltam os cientista, com</span> <span class="hps">alta</span> <span class="hps">confiança de acerto dos dados existentes.</span></p>
<p>O IPCC indica alguns cenários futuros, relacionados à continuidade das emissões de gases de efeito-estufa. O f<span class="hps">uturo</span> do <span class="hps">clima, avisam os cientistas,</span> <span class="hps">dependerá</span> do <span class="hps">aquecimento </span><span class="hps">causado por</span> <span class="hps">emissões antrópicas</span> <span class="hps">passadas,</span> <span class="hps">assim como das futuras</span> <span class="hps">emissões antrópicas</span> <span class="hps">e a variabilidade climática</span> <span class="hps">natural.</span> <span class="hps">A</span> <span class="hps">alteração da temperatura</span> <span class="hps">de superfície média</span> <span class="hps">global para</span> <span class="hps">o período de</span> <span class="hps">2016-2035, relativa a</span> <span class="hps">1986-2005,</span> <span class="hps">é</span> <span class="hps">semelhante para</span>  <span class="hps">quatro cenários desenhados, </span><span class="hps">e provavelmente será</span> <span class="hps">na gama</span> <span class="hps">de 0,3</span> <span class="hps">°</span> <span class="hps">C</span><span class="atn">-</span>0,7 <span class="hps">°</span> <span class="hps">C</span> <span class="hps">(com</span> <span class="hps">confiança média nos dados</span>). <span class="hps">Isso pressupondo que</span> <span class="hps">não haverá</span> <span class="hps">grandes erupções</span> <span class="hps">vulcânicas</span> <span class="hps">ou mudanças em</span> <span class="hps">algumas fontes</span> <span class="hps">naturais (por exemplo</span>, <span class="hps">CH4 e N2O</span>), ou <span class="hps">mudanças inesperadas na</span> <span class="hps">irradiação</span> <span class="hps">solar total</span>. <span class="hps">Em meados do</span> <span class="hps">século 21</span>, completa o documento, <span class="hps">a magnitude da</span> <span class="hps">mudança climática</span> <span class="hps">projetada será</span> <span class="hps">substancialmente</span> <span class="hps">afetada pela escolha</span> <span class="hps">do</span> <span class="hps">cenário de emissões</span>.<br />
<span class="hps">Em relação a</span> <span class="hps">1850-1900</span>, <span class="hps">a mudança de temperatura</span> <span class="hps">da superfície global</span> <span class="hps">para o final</span> <span class="hps">do século 21</span> <span class="hps atn">(</span>2081-2100) <span class="hps">é projetada</span> como <span class="hps">provavelmente superior a</span> <span class="hps">1,5</span> <span class="hps">° C</span> <span class="hps">para</span> alguns cenários e <span class="hps">provavelmente superior a</span> <span class="hps">2 ° C</span> ou entre 2.6°C–4.8°C <span class="hps">para</span> outros cenários.</p>
<p><span class="hps">&#8220;É</span> <span class="hps">praticamente certo que</span> <span class="hps">haverá</span> temperaturas <span class="hps">quentes</span> <span class="hps">mais freqüentes e</span> <span class="hps">menos</span> <span class="hps">extremos de temperatura</span> <span class="hps">fria</span> <span class="hps">sobre a maioria das</span> <span class="hps">áreas de terra</span> <span class="hps">em</span> <span class="hps">escalas de tempo</span> <span class="hps">diárias</span> <span class="hps">e sazonais</span>, <span class="hps">com</span> <span class="hps">o aumento da temperatura</span> <span class="hps">média global</span> <span class="hps">da superfície.</span> <span class="hps">É muito provável</span> <span class="hps">que</span> <span class="hps">as ondas de calor</span> <span class="hps">irão ocorrer com</span> <span class="hps">maior freqüência</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">maior duração.</span> <span class="hps">Ocasionais</span> <span class="hps">extremos</span> <span class="hps">de inverno</span> <span class="hps">frio</span> <span class="hps">vão continuar a</span> <span class="hps">ocorrer&#8221;, resumem os cientistas.</span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps">O IPCC explica que o risco de</span> <span class="hps">impactos</span> <span class="hps">relacionados com o clima</span> <span class="hps">resulta &#8220;da interação</span> <span class="hps">dos riscos</span> <span class="hps">relacionados com o clima</span> <span class="hps">(incluindo</span> <span class="hps">eventos perigosos</span> <span class="hps">e tendências</span>), com <span class="hps">a vulnerabilidade</span> <span class="hps">e a exposição</span> <span class="hps">dos sistemas humanos</span> <span class="hps">e naturais</span>, incluindo a sua <span class="hps">capacidade de se adaptar</span>. <span class="hps">Taxas crescentes</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">magnitudes</span> <span class="hps">do aquecimento</span> <span class="hps">e outras mudanças</span> <span class="hps">no sistema climático</span>, acompanhado <span class="hps">pela acidificação do oceano</span>, <span class="hps">aumentam o risco de</span> <span class="hps">graves,</span> <span class="hps">generalizados</span>, <span class="hps">e em alguns casos</span> <span class="hps">irreversíveis</span> <span class="hps">impactos prejudiciais&#8221;, advertem os cientistas.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"> <span class="hps">Alguns riscos</span> <span class="hps">são particularmente relevantes para</span> <span class="hps">regiões</span> <span class="hps atn">individuais</span>, enquanto outros <span class="hps">são globais.</span> &#8220;<span class="hps">Os riscos</span> <span class="hps">globais de</span> <span class="hps">impactos futuros</span> <span class="hps">da mudança climática</span> <span class="hps">podem ser reduzidos</span> <span class="hps">pela limitação da taxa</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">magnitude</span> <span class="hps">das mudanças climáticas,</span> <span class="hps">incluindo</span> <span class="hps">a acidificação do oceano</span>. <span class="hps">Os</span> <span class="hps">níveis precisos de</span> <span class="hps">mudança climática</span> <span class="hps">suficiente para</span> <span class="hps">provocar a mudança</span> <span class="hps">abrupta</span> <span class="hps">e irreversível</span> <span class="hps">permanecem incertos</span>, mas <span class="hps">o risco associado a</span> <span class="hps">cruzar</span> <span class="hps">esses limiares</span> <span class="hps">aumenta com</span> <span class="hps">o aumento da temperatura</span> <span class="hps atn">(com </span>média<span class="hps"> confiança dos dados)&#8221;, completa o documento. </span></span></p>
<p>O IPCC nota que tem havido o aumento do uso de fontes de energia sustentáveis, mas em escala insuficiente diante dos desafios de corte das emissões, para evitar aumentos ainda maiores das temperaturas e consequentes impactos locais e globais.</p>
<p><span class="hps">Os cientistas do IPCC concluem o documento assinalando que &#8220;estratégias</span> <span class="hps">e ações</span> <span class="hps">podem ser perseguidas</span> <span class="hps">agora</span> para<span class="hps"> avançar na resistência às mudanças climáticas e </span><span class="hps">para o desenvolvimento sustentável</span> <span class="hps">e, ao</span> <span class="hps">mesmo tempo</span> <span class="hps">ajudando a melhorar</span> <span class="hps">os meios de vida</span>, o <span class="hps">bem</span>-estar social <span class="hps">e econômico e</span> a<span class="hps"> gestão ambiental</span> <span class="hps">eficaz.</span> <span class="hps">Em alguns casos</span>, a diversificação econômica <span class="hps">pode ser um elemento</span> <span class="hps">importante de tais</span> <span class="hps">estratégias.</span> <span class="hps">A eficácia das</span> <span class="hps">respostas integradas</span> <span class="hps">pode ser reforçada por</span> <span class="hps">ferramentas relevantes</span>, <span class="hps">estruturas de governança</span> <span class="hps">adequadas</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">capacidade institucional e humana</span> <span class="hps atn">adequada</span>. <span class="hps">Respostas integradas</span> <span class="hps">são especialmente</span> <span class="hps">relevantes para o planejamento</span> <span class="hps">e implementação</span> <span class="hps">de energia;</span> <span class="hps">interações entre</span> <span class="hps">água,</span> <span class="hps">alimentos, energia e</span> <span class="hps">seqüestro de carbono</span> <span class="hps">biológico</span>; <span class="hps">e planejamento urbano</span>, que <span class="hps">oferece oportunidades</span> <span class="hps">significativas</span> <span class="hps">para uma maior</span> <span class="hps">resiliência</span>, <span class="hps">redução de emissões</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">desenvolvimento mais sustentável&#8221;</span>.</p>
<div id="attachment_993" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Campinas7.jpg"><img class="size-large wp-image-993" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Campinas7-1024x682.jpg" alt="IPCC diz que melhorar gestão ambiental e planejamento urbano é fundamental para aumentar resiliência diante de mudanças climáticas " width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">IPCC diz que melhorar gestão ambiental e planejamento urbano é fundamental para aumentar resiliência diante de mudanças climáticas</p></div>
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		<title>Conferência termina na Alemanha sem definição de pontos-chave para frear mudança climática</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2014 21:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>

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		<description><![CDATA[Em plena crise hídrica no Brasil e vários estados norteamericanos, e com a forte possibilidade de que 2014 seja o ano mais quente da história, a Conferência sobre Mudança Climática terminou neste sábado, 25 de outubro, em Bonn, na Alemanha, sem a definição de pontos-chave para frear o aquecimento global. As decisões foram transferidas para o ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em plena crise hídrica no Brasil e vários estados norteamericanos, e com a forte possibilidade de que 2014 seja o ano mais quente da história, a Conferência sobre Mudança Climática terminou neste sábado, 25 de outubro, em Bonn, na Alemanha, sem a definição de pontos-chave para frear o aquecimento global. As decisões foram transferidas para o próximo encontro, em Lima, no Peru, no final do ano.</p>
<p>O encontro de Bonn foi promovido pela Convenção das Mudanças Climáticas, como preparativo para a Conferência das Partes (COP-20) na capital peruana. Por sua vez, a COP-20 (porque será o vigésimo encontro dos países signatários da Convenção) será um preparativo para a grande conferência de 2015, em Paris, a COP-21, que realmente vai selar o acordo mundial para frear as mudanças climáticas.</p>
<p>A Conferência de Bonn não era, então, decisiva, mas se houvesse avanços importantes nas negociações seria um indício de que os países estariam mais próximos de um grande acordo, o que não aconteceu. Não houve acordos substantivos em temas como mitigação, financiamento e transferência de tecnologia dos países ricos para os pobres.</p>
<p>Nesse sentido, o encontro de Bonn não refletiu a grande mobilização mundial ocorrida em setembro, quando milhares de pessoas foram às ruas, em várias partes do planeta, pedindo maior determinação e ousadia dos governos para as definições necessárias para frear o aquecimento global. Este é, por exemplo, o pensamento da Climate Action Network’s, uma aliança de organizações não-governamentais que procura incidir nas negociações climáticas globais.</p>
<p>Os olhares se voltam agora para a próxima semana, com a reunião em Copenhagen, na Dinamarca, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). No encontro será definida a síntese do quinto relatório do IPCC. A  expectativa das ONGs é se o relatório, que deve novamente reforçar os alertas sobre a escalada do aquecimento global, terá repercussão nas negociações oficiais dos governos.</p>
<p>Em setembro passado a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que integra o IPCC, divulgou relatório revelando que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera alcançaram um recorde em 2013, com níveis em 142% superiores à era pré-industrial.  (Por José Pedro Martins)</p>
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