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	<title>Agência Social de Notícias &#187; MACC</title>
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		<title>Música e passos do flamenco embalam homenagem a Bernardo Caro e 50 anos do MACC</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2015 22:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Caro]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Vanguarda de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[MACC]]></category>

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		<description><![CDATA[Em junho de 1958, o Grupo Vanguarda publicava o seu manifesto, que não deixava dúvidas quanto ao que queriam aqueles artistas de Campinas: &#8220;aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze/  deva ter penas e cheiro de andorinha /propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar&#8221;. A revolução estética projetada pelos ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em junho de 1958, o Grupo Vanguarda publicava o seu manifesto, que não deixava dúvidas quanto ao que queriam aqueles artistas de Campinas: &#8220;aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze/  deva ter penas e cheiro de andorinha /propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar&#8221;. A revolução estética projetada pelos integrantes do Grupo Vanguarda foi fundamental para o movimento que levou à criação, em 1965, do Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC). Pois o próprio MACC foi o palco, na noite desta quarta-feira, 12 de agosto, da abertura da exposição de homenagem a Bernardo Caro, um dos expoentes do Grupo Vanguarda, marcando os 50 anos de fundação do Museu. E foi uma noite com a música e os passos do flamenco, simbolizando a estreita ligação que Caro manteve com a Espanha.</p>
<div id="attachment_4293" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_058.jpg"><img class="size-large wp-image-4293" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_058-1024x651.jpg" alt="Bernardo Caro foi multiartista, indo da pintura à escultura e outros territórios " width="618" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Bernardo Caro foi multiartista, indo da pintura à escultura e outros territórios</p></div>
<p>A exposição &#8220;Kaleidoscópio &#8211; Censura e Liberdade &#8211; Bernardo Caro&#8221; reúne 80 obras do multiartista, que foi pintor, gravador, desenhista, escultor, cineasta, fotógrafo, educador e professor. Nascido em Itatiba, em Itatiba, em 1931, passou já em 1933 a morar em Campinas, onde viveria toda a vida e faleceria, em 2007. Caro passou a integrar o Grupo Vanguarda em 1964, o ano que marcou o início do regime militar. Com os demais membros do Vanguarda, como Thomaz Perina, Mário Bueno, Geraldo Jürgensen, Francisco Biojone e Maria Helena Motta Paes, Caro passa a driblar a censura e o medo com uma obra seminal, que inclui Homens/Protesto, de 1967, quando a ditadura ficava mais intolerante.</p>
<div id="attachment_4294" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_068.jpg"><img class="size-large wp-image-4294" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_068-1024x680.jpg" alt="Algumas das obras seminais do artista e educador" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Algumas das obras seminais do artista e educador</p></div>
<p>Realismo fantástico, arte pop, arte conceitual, social. Caro transitou por vários estilos, sempre fiel ao primado da liberdade, daí o nome da exposição que tem como curadores Fernando de Bittencourt, curador do MACC, e Iracema Salgado, assessora de Artes Visuais da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas. As obras pertencem em sua maioria à família de Caro, o artista que também deixou um importante legado acadêmico, tendo sido diretor do Departamento de Artes Plásticas da PUC-Campinas, de 1979 a 1982, também diretor do Departamento de Artes Plásticas da Unicamp, entre 1983 e 1986, e diretor do Instituto de Artes da mesma Universidade, de 1986 a 1989.</p>
<div id="attachment_4295" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_Pan01.jpg"><img class="size-large wp-image-4295" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_Pan01-1024x347.jpg" alt="Linha do tempo mostra a trajetória de Caro e Grupo Vanguarda" width="618" height="209" /></a><p class="wp-caption-text">Linha do tempo mostra a trajetória de Caro e Grupo Vanguarda</p></div>
<p>Bernardo Caro foi vice-cônsul da Espanha em Campinas, de 1996 a 2006. Chegou a expor em várias cidades espanholas e em 2007 o Instituto Cervantes, de São Paulo, montou uma retrospectiva da obra do artista, que morreu pouco tempo antes. Com entrada grátis, a exposição &#8220;Kaleidoscópio &#8211; Censura e Liberdade &#8211; Bernardo Caro&#8221; fica no MACC até 15 de novembro, a data da proclamação da República, cujos ideais sempre foram preciosos para o artista, assim como para todos membros do Grupo Vanguarda .</p>
<div id="attachment_4296" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_112.jpg"><img class="size-large wp-image-4296" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/08/150812_112-1024x680.jpg" alt="Fernando de Bittencourt e Iracema Salgado, curadores da exposição" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Fernando de Bittencourt e Iracema Salgado, curadores da exposição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box  shadow"><div class="box-inner-block"><i class="tieicon-boxicon"></i>
			<strong>Grupo Vanguarda, o seu Manifesto (publicado originalmente em 1958, no jornal do Centro de Ciências, Letras e Artes &#8211; CCLA)</strong></p>
<p>como princípio antes de tudo: m o v i m e n t o</p>
<p>antimodorra</p>
<p>predicado essencial: fazer</p>
<p>fazer conscientemente: ir ao âmago da coisa</p>
<p>por uma arte atual</p>
<p>pela renovação/revificação constante e progressiva</p>
<p>pela comunicação dos chamados §segredos da arte§</p>
<p>antiturris eburnea</p>
<p>contra a reserva dos mestres que guardam para si o pulo do gato</p>
<p>por uma crítica partindo do exame da coisa feita</p>
<p>NÃO §crítica 8 ou 80§ afirmação ou negação apoiada em pontos</p>
<p>estranhos ao objeto</p>
<p>interessa a obra em si s/ valor atual não o nome q a assina</p>
<p>pelo surgimento de uma atitude de debate</p>
<p>não basta dizer: isto é bom isto não presta</p>
<p>cabe dizer: porque é bom ou porque não presta</p>
<p>contra a cultura de almanaque</p>
<p>contra a crítica à moda blackwood</p>
<p>cumpre livrar a arte do misticismo inoculado pelos medalhões</p>
<p>asas conscientes</p>
<p>fuga porém sabendo os liames</p>
<p>pela divulgação impôr</p>
<p>escrever nos muros e andaimes se for preciso</p>
<p>arte para o lado de fora dos museus e das galerias fechadas</p>
<p>coerência c/ o atual estágio evolutivo da civilização</p>
<p>um poema é um poema</p>
<p>uma tela é uma tela</p>
<p>coisas não necessariamente ligadas a uma idéia determinada</p>
<p>de cujo esforço de expressão surgiram</p>
<p>sobrepor-se aos falsos estetas q usam vocabulário emprestado</p>
<p>a tratados superados</p>
<p>aos escribas q pretendem que uma andorinha modelada no bronze</p>
<p>deva ter penas e cheiro de andorinha</p>
<p>propor / mostrar / demonstrar / fazer / refazer / renovar</p>
<p>atitude de luta: anti-expectativa</p>
<p>conciliação de vectores numa ampla resultante:</p>
<p>renovação</p>
<p>não seremos velhos amanhã porque teremos mudado</p>
<p>artists are the antennas of the race (pound)</p>
<p>comunicação não / with usura / comunicação para arte presente</p>
<p>arte hoje</p>
<p>fora com os burgomestres falantes &amp; vazios</p>
<p>fora com os fritadores de bolinhos</p>
<p>Alberto A Heinzl</p>
<p>Alfredo Procaccio</p>
<p>Edoardo Belgrado</p>
<p>Franco Sacchi</p>
<p>Geraldo Jürgensen</p>
<p>Geraldo de Souza</p>
<p>Maria Helena Motta Paes</p>
<p>Mário Bueno</p>
<p>Raul Porto 
			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Jardim do Macc ganha obra permanente de Ricardo Cruzeiro inspirada no prazer de Epicuro</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2015 05:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Adriana Menezes  Fotos Martinho Caires Uma obra fundida em bronze com 2,3m de altura, que evoca a felicidade e o prazer, passa a fazer parte em caráter permanente do jardim do Macc (Museu de Arte Contemporânea de Campinas) nesta quarta-feira, 29 de abril, às 20h. A partir de agora, quem passar pela Rua Benjamin ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Adriana Menezes  Fotos Martinho Caires</strong></p>
<p>Uma obra fundida em bronze com 2,3m de altura, que evoca a felicidade e o prazer, passa a fazer parte em caráter permanente do jardim do Macc (Museu de Arte Contemporânea de Campinas) nesta quarta-feira, 29 de abril, às 20h.</p>
<p>A partir de agora, quem passar pela Rua Benjamin Constant, ao lado do prédio da Prefeitura Municipal, pode apreciar a escultura ‘Os Epicuristas’, do artista Ricardo Cruzeiro, que estará instalada muito próxima a um dos símbolos da cidade, o ‘Monumento às Andorinhas’ do italiano Lélio Coluccini.</p>
<p>“Dá até um certo nervosismo de estar ao lado de um Lélio (Coluccini), mas eu estou muito feliz com esta minha relação com a cidade e este sinal de reconhecimento”, diz Cruzeiro, a um mês de completar seus 50 anos de idade e quase 30 dedicados à arte. Sua proposta foi contemplada pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC), da Secretaria Municipal de Cultura.</p>
<div id="attachment_3279" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150427_004_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-3279" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150427_004_1800-1024x680.jpg" alt="Ricardo Cruzeiro e sua obra 'Os Epicuristas': &quot;A arte reflete o que o artista vive. Não dá para separar”  Foto: Martinho Caires " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Ricardo Cruzeiro e sua obra &#8216;Os Epicuristas': &#8220;A arte reflete o que o artista vive. Não dá para separar” Foto: Martinho Caires</p></div>
<p><strong>Cinco epicuristas</strong></p>
<p>Inspirado no filósofo grego Epicuro, que viveu entre 341 e 279 A.C., Cruzeiro criou cinco personagens que representam a filosofia epicurista, onde o sentido da vida está no prazer. Na extremidade, a silhueta de uma mulher com uma taça em seu corpo; em seguida a figura de uma coxinha espetada por um garfo em referência a um “falador comilão”, define o artista; depois um homem com um pandeiro ou o que poderia ser uma paleta de tintas; uma mulher dançarina em posição sensual “que lembra um pouco Carybé”; e um fumante de cachimbo.</p>
<p>“Acredito na energia das coisas. E eu acho que está faltando felicidade. Se eu tiver que passar algo, que seja a felicidade”, fala Cruzeiro, que já produziu antes a mesma escultura em bronze ‘Os Epicuristas’, em 2013, mas ela foi roubada no evento Casa Cor Campinas daquele ano, dentro do Palácio do Bispo.</p>
<p><strong>Arte para durar</strong></p>
<p>A obra nunca foi recuperada nem os ladrões descobertos, mas o artista decidiu produzir mais uma vez a escultura, que foi idealizada há quase quatro anos após seu retorno da Europa e dos Estados Unidos. “Voltei com a cabeça fervilhando, especialmente com o que vi de escultura na Europa. Percebi que a arte precisa durar, mas aqui no Brasil você vê seu trabalho se perder, é desesperador. Decidi fazer coisas mais duráveis, como esculturas”, lembra Cruzeiro.</p>
<p>A inspiração veio na forma de sonho. “Sonhei um dia que eu estava em um campo, correndo, e avistei umas esculturas de 7 metros nesse formato. Acordei antes das 5h e desenhei o que vi.” Para evitar a base de concreto, fez um suporte que não interferisse nas silhuetas.</p>
<div id="attachment_3280" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150427_019_1800.jpg"><img class="size-large wp-image-3280" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/04/150427_019_1800-1024x680.jpg" alt="O artista paulistano de 50 anos, chegou a Campinas aos 15 e aos 21 anos teve sua primeira exposição, uma coletiva no Macc, para onde retorna agora com obra de caráter permanente" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O artista paulistano de 50 anos chegou a Campinas aos 15 e aos 21 anos teve sua primeira exposição, uma coletiva no Macc, para onde retorna agora com obra de caráter permanente</p></div>
<p><strong>De volta ao Macc</strong></p>
<p>O paulistano Ricardo Cruzeiro chegou a Campinas aos 15 anos com a família que veio de Araraquara, onde havia morado para fugir da violência de São Paulo. O pai dentista e professor de inglês com a mãe professora de português tiveram a casa roubada em Araraquara e decidiram mudar para Campinas. Cruzeiro fez técnico em Publicidade e logo passou a trabalhar na área.</p>
<p>“Tudo começou com o grafite”, lembra o artista, que em 1986 fez sua primeira exposição, aos 21 anos, em uma coletiva no Macc. “Eu não vivi nestes quase 30 anos somente de arte, porque eu não quis transformar minha arte em produto”, recorda. “Cheguei agora a uma estética que me agrada e estou feliz com esta fase.” Em 2014, Cruzeiro realizou a instalação ‘Circuitos’, na cidade de Caieiras, que ele tem planos de um dia montar em Campinas. Mas o artista também tem em mente seus próximos trabalhos, alguns deles já com nomes, como Alien Committee, Operários do mês e Divas venuzianas. Agora é só esperar.</p>
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		<title>Exposição no MACC faz aguda reflexão sobre o trabalho no mundo contemporâneo</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Oct 2014 15:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[MACC]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Vem se tornando cada vez mais visível o processo de crise generalizada da sociedade baseada no trabalho e na produção de mercadorias&#8221;. A frase, que parece saída de um manual de teoria econômica marxista, é uma das muitas que se transformam em objeto de arte, filosofia, na exposição &#8220;o feito, trabalho&#8221;, que pode ser visitada no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Vem se tornando cada vez mais visível o processo de crise generalizada da sociedade baseada no trabalho e na produção de mercadorias&#8221;. A frase, que parece saída de um manual de teoria econômica marxista, é uma das muitas que se transformam em objeto de arte, filosofia, na exposição &#8220;o feito, trabalho&#8221;, que pode ser visitada no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) até o dia 2 de novembro. Uma exposição que, em sua essência, possibilita uma aguda reflexão sobre o mundo do trabalho na sociedade contemporânea.</p>
<p>Na linha do &#8220;meio é a mensagem&#8221;, ou do conceito de que a forma diz muito sobre o conteúdo, a exposição adota uma linguagem que já é em si uma crítica, e que sugere um inquietante e instigante jeito de enxergar o mundo do trabalho na volátil sociedade atual. Em primeiro lugar, trata-se de uma exposição coletiva, em sintonia com as ações colaborativas, em rede, que se multiplicam na velocidade das novas tecnologias de informação e comunicação.</p>
<div id="attachment_622" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-024.jpg"><img class="size-large wp-image-622" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-024-1024x768.jpg" alt="O texto no quadro negro: contraponto com a hegemonia dos mass mídia " width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">O texto no quadro negro: contraponto com a hegemonia dos mass mídia</p></div>
<p>A mostra é assinada por Fábio Lopes, João Nakacima, Thales Lira e Thiago Fernandes, &#8220;em diálogo com Gustavo Torrezan&#8221;, e é fruto de projeto selecionado pelo edital de agendamento de exposições temporárias no MACC 2014.  Como parte da proposta de obra aberta, que suscita o diálogo, a interatividade, os autores promoveram uma oficina aos interessados, na vernissage do dia 2 de outubro. Até o final da exposição, no início de dezembro, a obra será outra, com as contribuições recebidas no período.</p>
<p>Por outro lado, em contraponto exatamente com a hegemonia do mass mídia, os artistas apresentam suas ideias em uma plataforma mais do que tradicional. As frases expressando preocupação com os rumos do trabalho no cenário da globalização foram escritas em giz, nas paredes que simulam um quadro negro, tão presente no imaginário de tantas gerações. É como que os autores estivessem dizendo: tudo mudou, e muda rapidamente, mas muita coisa ainda não mudou. As relações de trabalho continuam injustas em muitas situações mundo afora.</p>
<div id="attachment_623" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-026.jpg"><img class="size-large wp-image-623" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-026-1024x768.jpg" alt="Exposição colaborativa, obra aberta, o futuro a ser construído" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Exposição colaborativa, obra aberta, o futuro a ser construído</p></div>
<p>&#8220;A crise do trabalho é, nas suas linhas gerais, a mesma em todo o mundo&#8221;, diz outra frase destacada em uma das paredes. Neste cenário, conceitos como &#8220;valor de uso versus valor econômico&#8221; e &#8220;meio de produção&#8221;, que para muitos economistas já estariam condenados ao que já foi batizado &#8220;fim da história&#8221;, estariam plenamente válidos e atuais, na perspectiva dos autores.</p>
<p>E uma terceira mensagem dos signatários da exposição é clara: o resgate do texto, do escrito, em uma sociedade inundada por imagens. A mostra também contempla imagens icônicas, que reforçam a palavra, mas há um equilíbrio, não há o predomínio da imagem como acontece na web, na TV, no mundo videologizado.</p>
<p>Quando o visitante entra na sala, a impressão é a de que ele é cercado por história econômica, por história do trabalho, por todos os lados. A sala é escura, o quadro negro reforça a sensação de noite, mas a luz está lá, no centro, de onde o visitante pode observar o panorama geral. A luz é o visitante. Ele tem o futuro do trabalho em suas mãos. <strong>(Por José Pedro Martins) </strong></p>
<div id="attachment_624" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-029.jpg"><img class="size-large wp-image-624" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-029-1024x768.jpg" alt="A obra continua em processo, e será outra no final da exposição" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">A obra continua em processo, e será outra no final da exposição</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A fotografia que torna outra cidade possível</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2014 17:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Palermo]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Fantazzini]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Righetto]]></category>
		<category><![CDATA[MACC]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho Caires]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Uma outra cidade é possível, a cidade dos afetos, do respeito aos direitos humanos fundamentais, da hegemonia da beleza. Esta a mensagem essencial, um grito de esperança, da Coletiva de Fotografia Contemporânea &#8220;Cidade Imaginária&#8221;, de Celso Palermo, Fábio Fantazzini, Martinho Caires e Fernando Righetto, e com a participação como convidados de vários ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Uma outra cidade é possível, a cidade dos afetos, do respeito aos direitos humanos fundamentais, da hegemonia da beleza. Esta a mensagem essencial, um grito de esperança, da Coletiva de Fotografia Contemporânea &#8220;Cidade Imaginária&#8221;, de Celso Palermo, Fábio Fantazzini, Martinho Caires e Fernando Righetto, e com a participação como convidados de vários outros fotógrafos-artistas. A mostra fica em cartaz, com entrada franca, até 2 de novembro no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC).</p>
<p>Um novo, aliás, diversos novos olhares sobre a cidade. Novas perspectivas, novas possibilidades. Os quatro profissionais sacodem os pilares da fotografia para confirmar o poder transformador dessa linguagem artística e documental que mudou a forma de se ver o mundo e que agora, em plena Idade Mídia, de profusão de câmeras digitais e celulares, se reinventa e ajuda a redesenhar as relações humanas e da cultura com a natureza.</p>
<p>Cada membro do quarteto escolheu um jeito de expor suas fotos, e cada um deles também elegeu uma superfície, uma plataforma, para apresentar seu modo peculiar de enquadrar a sua, especial, cidade imaginária. São escolhas que exprimem uma ideologia, um modo singular de enxergar o que ainda não é visto mas que pode se revelar, na própria carne sangrada e florida da cidade.</p>
<p>Em comum, a busca de outros matizes de expressão, em sintonia com o clamor que vem das ruas, avenidas e praças de todo mundo, como no Brasil de junho de 2013. As instituições seculares estão em crise, assim como também estão em crise os meios de expressão, comunicação e relação humana. O novo está nascendo, e essa angústia, essa procura pela superação dos formatos tradicionais da fotografia (algo que já é comum no território das artes plásticas) ficam evidentes na coletiva.</p>
<div id="attachment_489" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-014.jpg"><img class="size-large wp-image-489" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-014-1024x768.jpg" alt="Na &quot;nuvem&quot; de Martinho Caires, outros jeitos de ver a cidade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Na &#8220;nuvem&#8221; de Martinho Caires, outros jeitos de ver a cidade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Martinho Caires usou vinil adesivado em pvc expandido para demonstrar a sua visão de Cidade Imaginária. As suas onze imagens foram configuradas, em uma das paredes do MACC, como se fossem uma &#8220;nuvem&#8221; de tags na web. As tags da cidade, a cidade das tags, recortes que se multiplicam na rapidez da sociedade contemporânea. A dialética entre a cidade real e a cidade virtual, ambas a serem ocupadas pela cidadania planetária.</p>
<p>Nas fotos de Martinho Caires, objetos e lugares que povoam o cenário urbano assumem novas dimensões, permitem novas leituras, indicando ao cidadão que é possível encarar o local onde vive de um jeito novo, mais mágico, mais prazeroso e de fato seu. Nessa releitura, o cidadão pode descobrir ícones urbanos que ainda não havia percebido, imagens que ficam perdidas na selva de pedra.</p>
<div id="attachment_490" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Martinho2.jpg"><img class="size-large wp-image-490" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Martinho2-1024x680.jpg" alt="Ícones urbanos, ressignificados por Martinho Caires" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Ícones urbanos, ressignificados por Martinho Caires</p></div>
<p>Um hidrante e um totem são mais do que hidrante e totem, um bicicletário se transforma em uma tela moderna. A imagem que fica mais acima na &#8220;nuvem&#8221; é a de um convite à atuação na ágora, o espaço dos encontros, do debate, da discussão política em seu sentido original, da arte do bem público.</p>
<p>O figurino político, mas na linha da biopolítica, da política do corpo, da política que se faz no dia a dia, está explícito no trabalho de Celso Palermo. São 20 fotografias, expostas uma ao lado e acima e abaixo da outra, em formato horizontal, como a cultura da horizontalidade, da igualdade, que as imagens mostram.</p>
<div id="attachment_491" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-001.jpg"><img class="size-large wp-image-491" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-001-1024x768.jpg" alt="Conjunto das obras de Celso Palermo, na horizontal como a cultura em construção que ele quis apresentar (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto das obras de Celso Palermo, na horizontal como a cultura em construção que ele quis apresentar (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>São cenas de várias manifestações políticas registradas nos últimos cinco anos em Campinas, incluindo naturalmente as manifestações de junho do ano passado. O direito ao corpo, ao prazer, e também a crítica ao machismo, â intolerância, como sinais de uma nova cultura que nasce, do coração da juventude, mas também de todos os cidadãos que mantêm a sensibilidade acesa e atenta.</p>
<div id="attachment_492" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-005.jpg"><img class="size-large wp-image-492" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-005-1024x768.jpg" alt="Quatro das fotos com imagens sobrepostas de Celso Palermo: política do corpo na carne da cidade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Quatro das fotos com imagens sobrepostas de Celso Palermo: política do corpo na carne da cidade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>O autor usou imagens sobrepostas e o efeito dessa técnica remete ao espírito da mostra: existe a cidade oficial, de concreto e hierarquias, mas também existe a cidade real, a do suor, da dor e da felicidade. A juventude contemporânea não tem nada de despolitizada.  Ela faz política além dos cânones usuais. E Celso Palermo captou, também em  vinil adesivado, essa indignação santa e profana.</p>
<div id="attachment_493" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Righetto1.jpg"><img class="size-large wp-image-493" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Righetto1-1024x442.jpg" alt="A velocidade das ruas, captada por Fernando Righetto" width="618" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">A velocidade das ruas, captada por Fernando Righetto</p></div>
<p>Fernando Righetto, por sua vez, usou tecido e acetato transparente para imprimir suas cinco imagens expostas no MACC. A velocidade, o dinamismo e a pressa da cidade de hoje foram capturados pelo fotógrafo, que fez um contraponto comovente com a bela imagem de uma cadeira escolar solitária, tendo ao fundo a cidade desfocada: quando a nossa educação vai refletir de fato o mundo que está lá fora, à nossa espera?</p>
<p>Outras perguntas, diferentes indagações, são suscitadas pelas cinco fotos de Fábio Fantazzini, que as expôs em um formato mais tradicional, embora com o mesmo material novíssimo em fotografia, o vinil adesivado. E, acima de tudo, com um discurso inquietante. Fragmentos da cidade, cenas de uma cidade que parece em ruínas, prenúncio do novo que está nascendo.</p>
<div id="attachment_494" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Fantazzini1.jpg"><img class="size-large wp-image-494" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Fantazzini1-1024x688.jpg" alt="Uma das obras de Fabio Fantazzini" width="618" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das obras de Fabio Fantazzini</p></div>
<p>O conjunto é o de um texto poderoso. A fotografia pode ajudar, sim, na construção de novos tempos. O convite que os quatro profissionais fizeram a outros fotógrafos para expor juntos, o que foi feito também na forma similar à de uma &#8220;nuvem&#8221; de tags, diz tudo: venham, o tempo é o do coletivo, é o da união, é o da comunhão, apesar de nossa rica diversidade.</p>
<p>(Participam da Cidade Imaginária, como convidados:  Daniel Gallo, Gil Caldas, Nelson Chinalia, Del Pilar Sallum, Gustavo Olmos, João Chimentão, Isabela Senatore, William Marques, Kamá Ribeiro, Damaris Galvez, Leonardo Alves, Isac Marcelino)</p>
<div id="attachment_495" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-017.jpg"><img class="size-large wp-image-495" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-017-1024x768.jpg" alt="&quot;Nuvem&quot; dos fotógrafos convidados: chamada ao coletivo (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nuvem&#8221; dos fotógrafos convidados: chamada ao coletivo (Foto José Pedro Martins)</p></div>
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