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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Maneco de Gusmão no CCLA</title>
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		<title>Maneco de Gusmão leva a instabilidade quântica contemporânea ao centro de Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2015 21:02:53 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro o espanto do artista, que encontra na avenida Francisco Glicério o burburinho de sempre, aliado à movimentação especial provocada pelo projeto de revitalização da principal via pública da cidade. Barulho, corre-corre interminável, fluxo constante, buzina, pressa, ansiedade. Dobrando a esquina da rua Bernardino de Campos, ele sobe a longa escada que dá acesso ao andar principal do Centro de Ciências, Letras e Artes. Um pouco cansado, depois da viagem que também teve os seus percalços (foi obrigado a deixar o automóvel com problemas em Mogi-Mirim), ele finalmente chega à Galeria de Arte do CCLA para a concretização de um sonho: inaugurar uma exposição no mais tradicional espaço cultural de Campinas. Foi esta a tarde de Maneco de Gusmão nesta quarta-feira, 10 de junho, na abertura de sua exposição Quantic-Art &#8211; O Princípio da Incerteza.</p>
<p>É uma série de Rostos Contemporâneos, como o artista define. Rostos enormes, compostos sobre tiras de borracha de pneu de caminhão. A impressão é de rostos tremulando, de imagens retorcidas. Um pouco de cubismo, de figurativismo, de simbolismo. E de raízes barrocas mineiras como Emanuel de Gusmão, o Maneco, nascido em Ouro Fino, de onde saiu aos 18 anos para São Paulo.</p>
<div id="attachment_3646" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-029.jpg"><img class="size-large wp-image-3646" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-029-768x1024.jpg" alt="Neo barroco, na Galeria de Arte do CCLA" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Neo barroco, na Galeria de Arte do CCLA</p></div>
<p>Na capital paulista, a descoberta do poder da arte, quando deu aulas para detentos na Penitenciária do Estado. &#8220;Com esse trabalho, vi realmente o poder da arte, percebi como ela pode mudar as pessoas, mudar a percepção das coisas&#8221;, diz Maneco.</p>
<p>Veio 1990 e o pacote econômico de Zélia-Collor de Mello. Um susto nacional, quase pânico, e o artista decide ir para Paris, como &#8220;exilado político-econômico-financeiro&#8221; do pseudo-Caçador de Marajás. Foram 14 anos na capital francesa, tomando contato com toda a efervescência artística e expondo, depois de muita luta, em espaços alternativos e galerias. Algumas exposições na Alemanha e na Espanha, mais precisamente na Casa do Brasil.</p>
<div id="attachment_3647" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-032.jpg"><img class="size-large wp-image-3647" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-032-768x1024.jpg" alt="A face da perplexidade do século 21" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">A face da perplexidade do século 21</p></div>
<p>Saudades de casa, questões de saúde da mãe, e o filho único retorna para Ouro Fino, onde atua na Coordenadoria Municipal de Cultura e funda a ONG Culturativa. Na terra nativa, constrói a Caixa Preta, como chama a sua casa-ateliê-centro cultural. &#8220;A Caixa Preta é o lugar de se guardar sonhos, desejos, ideias&#8221;, resume.</p>
<p>Maneco &#8211; ou Monsieur Manecô, no sotaque francês &#8211; entende que o mundo todo vive uma balbúrdia, um não-se-entende-nada-do-que-acontece, e o Brasil está no meio do turbilhão. Cabe ao artista o seu papel, o de provocar a reflexão, pegar com as mãos nuas a carne quente-fria da instabilidade contemporânea.</p>
<div id="attachment_3648" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-038.jpg"><img class="size-large wp-image-3648" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-038-1024x768.jpg" alt="Abertura da exposição Quantic-Art O Princípio da Incerteza no CCLA" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Abertura da exposição Quantic-Art O Princípio da Incerteza no CCLA</p></div>
<p>&#8220;Estamos passando pela maior transformação da história, isso é ótimo, mas ninguém sabe para onde estamos indo&#8221;, afirma, entre perplexo e esperançoso. &#8220;Hoje, post-humanos, em ligações físicas com a caixa de Pandora, descobrem novos códigos: A Física Quântica, a Caixa Preta, a cor negra do conhecimento universal, a negra luz que brilhou em Ouro Fino e se descobrem, novamente, barrocos. Contemporaneamente presentes. Sempre, em construção&#8221;, escreveu Maneco de Gusmão, no texto preparado para a exposição em Campinas.</p>
<p>No Brasil, admiração particular por Hélio Oiticica e Flávio de Carvalho. &#8220;Ele colocou saia há décadas atrás, imagine hoje!!, exclama. No plano internacional, a influência confessa de Marcel Duchamp, a mutação do objeto comum em obra de arte, a vida tornada obra de arte. Nos Rostos Contemporâneos, em exposição neste mês de junho no CCLA, centro de Campinas, a reutilização da borracha &#8220;que um dia fez a riqueza mas levou a miséria para a Amazônia&#8221;. A agonia e perplexidade da humanidade atual nas faces da instabilidade. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_3649" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-022.jpg"><img class="size-large wp-image-3649" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/06/CCLAnovo-022-768x1024.jpg" alt="Emanuel (Maneco) de Gusmão: dentro da caixa Pandora universal" width="618" height="824" /></a><p class="wp-caption-text">Emanuel (Maneco) de Gusmão: dentro da caixa Pandora universal</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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