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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Marco de Sendai</title>
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		<title>Campinas terá portal e &#8220;comunidades resilientes&#8221; para enfrentar temporada de chuvas</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2016 18:13:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Um portal na internet, com informações atualizadas sobre a possibilidade de ocorrência de fenômenos climáticos extremos, e a formação de &#8220;comunidades resilientes&#8221; são duas das estratégias que Campinas vai utilizar para enfrentar a prevista temporada de chuvas intensas no final de 2016 e início de 2017. A &#8220;microexplosão&#8221; de 5 de junho deste ano, que afetou bairros inteiros e provocou danos em duas entidades sociais &#8211; Educandário Eurípedes e Lar dos Velhinhos &#8211; contribuiu para reforçar as medidas preventivas em Campinas, sede de uma região metropolitana que também passará a contar com um sistema integrado de monitoramento de eventos extremos.</p>
<p>De acordo com o coordenador da Defesa Civil em Campinas e na região metropolitana, Sidnei Furtado Fernandes, um portal na internet, ligado ao site da Prefeitura Municipal e estruturado no âmbito da Campanha &#8220;Construindo Cidades Resilientes&#8221;, conterá todas as informações disponíveis, 24 horas por dia, sobre climatologia, meteorologia e sistemas de alerta, para fortalecer as medidas preventivas por parte do poder público e comunidade em geral. &#8220;Um pessoal está sendo treinado para operar esse sistema de informação, que deve operar até o fim do ano. Quanto mais informação melhor&#8221;, diz Sidnei.</p>
<p>Outro instrumento que está em desenvolvimento em Campinas, para enfrentar a temporada de chuvas intensas, é a formação de &#8220;comunidades resilientes&#8221;, igualmente no marco da Campanha &#8220;Cidades Resilientes&#8221;. Os bairros rurais de Vila das Garças e Piracambaia, ambos na divisa com Paulínia e vulneráveis a enchentes no rio Atibaia, foram escolhidos para sediar projetos-piloto de &#8220;comunidades resilientes&#8221;.</p>
<p>Os dois bairros receberam equipamentos, como pluviômetro e sensor de alagamento (como o que já existe no Distrito de Sousas e que tem contribuído para alertar a população local de possíveis enchentes), e a população local está sendo treinada sobre como agir diante de eventos extremos, sobretudo chuvas intensas. &#8220;Atenção especial está sendo dada ao empoderamento das mulheres, como prega o Marco de Sendai&#8221;, comenta Sidnei Fernandes.</p>
<p>Ele informa que a comunidade do Bairro da Ponte, em Itatiba, também está sendo capacitada como uma &#8220;comunidade resiliente&#8221;, igualmente com equipamentos e treinamentos. Isto porque, quando ocorre um alagamento no Bairro da Ponte, provavelmente ocorrerá o mesmo em Sousas, Vila das Garças e Piracambaia. A ideia, então, é ter uma rede de monitoramento, vigilância e mobilização.</p>
<p>O mesmo está sendo estruturado no conjunto dos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Estações meteorológicas completas já foram implantadas, com apoio do Instituto Agronômico (IAC), e outros locais receberão sensores.  Em breve também estará em operação um radar meteorológico, sob responsabilidade do Cepagri-Unicamp e no marco de uma parceria com o CPTEC-INPE  (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O conceito é que a RMC, com apoio da Agemcamp, tenha uma plataforma comum de informações sobre riscos de eventos extremos, de modo a facilitar a atuação dos órgãos públicos e sociedade civil.</p>
<div id="attachment_1971" style="width: 5194px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/DefesaCivilPalestra_0084.jpg"><img class="size-full wp-image-1971" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/01/DefesaCivilPalestra_0084.jpg" alt="Sidnei Fernandes: eventos extremos ampliam áreas de risco (Foto Adriano Rosa)" width="5184" height="3456" /></a><p class="wp-caption-text">Sidnei Fernandes: eventos extremos ampliam áreas de risco (Foto Adriano Rosa)</p></div>
<p><strong>Marco de Sendai</strong> &#8211; O Marco para a Redução de Riscos de Desastres foi adotado na Terceira Conferência das Nações Unidas sobre o tema, realizada em março de 2015 em Sendai, no Japão. Participaram representantes de 187 Estados nacionais. O Marco reúne várias estratégias e ações que devem ser adotadas pelo conjunto da comunidade internacional entre 2015 e 2030, visando reduzir significativamente o risco de desastres.</p>
<p>São elencadas sete metas previstas no Marco de Sendai, estipulando a redução de mortalidade e pessoas atingidas por desastres, e também das perdas econômicas e de infraestrutura derivadas de desastres. Outras metas são o incremento do número de países com estratégias nacionais contra riscos de desastres, o aumento da cooperação e de sistemas de informação pela redução de desastres.</p>
<p>O Brasil vai implantar o Marco de Sendai, nos termos da Lei  12.608, de 2012, sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Entre outros pontos, essa primeira Lei Nacional sobre a temática prevê a estruturação de sistemas nacional, estaduais e municipais de Proteção e Defesa Civil. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) é pioneira no Brasil em acelerar os preparativos de adaptação ao que preconiza o Marco de Sendai.</p>
<p>A RMC, igualmente, é a primeira a ter todos municípios associados à Campanha &#8220;Construindo Cidades Resilientes&#8221; da Agência das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres. A Campanha preconiza que os municípios adotem progressivamente mecanismos e instrumentos para atuação preventiva, frente a mudanças climáticas e eventos extremos, minimizando riscos e desastres.  &#8220;Antes a cultura era de agir de forma reativa, agora o que se pretende é uma cultura de proatividade, de prevenção de riscos&#8221;, diz Sidnei Fernandes, que é o promotor da Campanha no Brasil.</p>
<p>O Brasil é o país com maior número de municípios que já aderiram à Campanha. São 921, tendo 235 aderido em 2016. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional, com 383 municípios na Campanha.<strong> (Por José Pedro Martins)  </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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