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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Marcos Sorrentino</title>
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		<title>Educação ambiental não chega &#8220;ao cotidiano dos alunos&#8221;, diz especialista da Esalq</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2015 17:15:25 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A atual crise hídrica, afetando a região mais populosa e rica do Brasil, e os desafios ditados pelo aquecimento global são a comprovação da urgência de uma educação ambiental cada vez sólida e transformadora de hábitos e pensamentos. Entretanto, a educação ambiental que vem sendo praticada no meio escolar ainda &#8220;não tem impacto no chão da escola, no cotidiano de alunos, professores e demais membros da comunidade escolar&#8221;. A advertência é um dos maiores especialistas em educação ambiental no Brasil, Marcos Sorrentino, professor do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), de Piracicaba. Para ele, que espera a multiplicação dos Coletivos Educadores, a educação ambiental deve estar &#8220;ligada a um projeto de Nação&#8221;.</p>
<p>Sorrentino tem uma rica trajetória no setor, desde os primeiros passos da educação ambiental no país. Ele tem doutorado em Educação (1995) e pós-doutorado no Departamento de Psicologia Social da USP e no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), onde também foi pesquisador colaborador. Entre abril de 2003 e junho de 2008, foi diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, na gestão de Marina Silva. Entre outros prêmios, recebeu a Medalha Defesa Civil Nacional (ano 2013) pela Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional.</p>
<p>O especialista cita uma pesquisa do Ministério da Educação, indicando que 97,5% das escolas brasileiras relataram ter alguma modalidade de educação ambiental. Entretanto, na avaliação do professor da Esalq, apesar de alguns projetos isolados interessantes, de forma geral a educação ambiental praticada no meio escolar brasileiro ainda &#8220;não tem impacto no chão da escola, no cotidiano de alunos, professores e demais membros da comunidade escolar&#8221;.</p>
<p>Muitos projetos não têm continuidade, em outros casos as ações se limitam a eventos em datas cívicas ou semanas especiais. Projetos mais amplos, com um olhar mais estruturante dos desafios socioambientais, de fato transversais a várias disciplinas, &#8220;ainda são tímidos&#8221; na escola pública brasileira, entende Sorrentino.</p>
<p>Ele vê, porém, sinais promissores em algumas iniciativas, que podem repercutir na qualificação e ampliação do horizonte da educação ambiental praticada na escola pública. É o caso das Conferências Infantojuvenis pelo Meio Ambiente, que têm mobilizado um número cada vez maior de crianças e adolescentes e de escolas em todo país.</p>
<p>Outra ação muito promissora, destaca Sorrentino, é a experiência da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), que também tem promovido a mobilização e articulação de jovens de todo país sobre o tema. A Rejuma esteve muito ativa, por exemplo, nos processos relacionados à Conferência Rio+20, em junho de 2012, e à Copa do Mundo no Brasil, em 2014.</p>
<p>O professor da Esalq também cita o Programa Nacional de Escolas Sustentáveis (PNES), que pode representar um novo marco para a educação ambiental praticada na rede escolar pública brasileira.</p>
<p><strong>Projeto de Nação</strong> &#8211; Marcos Sorrentino entende que a educação ambiental deve estar essencialmente vinculada a &#8220;um projeto de Nação, de sociedade sustentável&#8221;. Para ele, não basta portanto que a escola pratique uma educação ambiental de fato, apesar de ser este um elemento fundamental para a construção da sociedade sustentável.</p>
<p>Na sua opinião, todo o município deve se tornar um educador ambiental, para a sustentabilidade, na medida em que &#8220;o aluno não aprende mais só na escola, ele aprende na rua, com os meios de comunicação, que também disseminam os seus valores&#8221;. Em resumo, a escola não será um território &#8220;para a educação ambiental transformadora, se todo o município onde o aluno vive não estiver voltado para sustentabilidade&#8221;.</p>
<p>Nesse sentido, destaca a relevância dos conceitos do Programa Municípios Educadores Sustentáveis, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente quando ainda era o diretor de Educação Ambiental. O Programa foi levado como contribuição brasileira à Conferência Mundial de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS), realizada em Nagoya, Japão, de 10 a 12 de novembro de 2014.</p>
<p>O Programa Município Educador Sustentável visa apoiar a construção de municípios com foco na sustentabilidade, levando à formação de cidadãos que busquem soluções a questões sociais e ambientais locais através de processos educacionais. O enfoque educativo seria a forma de empoderar &#8220;os cidadãos e cidadãs, que passam a ser editores/educadores de conhecimento socioambiental, formando outros editores/educadores, e multiplicando-se sucessivamente, de modo que o município se transforme em educador para a sustentabilidade&#8221;, na definição oficial do Programa.</p>
<p>Esse Programa, salienta Marcos Sorrentino, um de seus idealizadores, tem interface com o Programa Coletivos Educadores, que tem o objetivo de estruturar uma rede de educadores ambientais populares a para trabalhar em todo o Brasil de modo permanente e com recursos necessários.</p>
<p>Os coletivos educadores, assinala o especialista, podem articular &#8220;pactos territoriais com escolas, organizações não-governamentais e poder público, visando um projeto de comunidade local sustentável&#8221;.</p>
<p>O Brasil já tem um Programa Nacional de Educação Ambiental, um dos frutos da  Lei 9.597/99 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, lembra Sorrentino. &#8220;Já existe o arcabouço legal, uma produção acadêmica intensa, o que falta é a capilarização da educação ambiental por meio de uma política pública&#8221;, comenta ele. Para o professor da Esalq, que contribuiu para muito do que o Brasil já construiu em educação ambiental, a implementação e multiplicação dos Coletivos Educadores e do Programa Município Educador Sustentável poderiam ser a plataforma para essa necessária e imperativa capilarização. A crise hídrica, os dilemas do aquecimento global e tantos outros desafios de ordem socioambiental demandam um avanço substantivo da educação ambiental praticada no país. <strong>(Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_2375" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MarcosSorrentino_0194.jpg"><img class="size-large wp-image-2375" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/MarcosSorrentino_0194-1024x683.jpg" alt="Para o especialista da Esalq, a educação ambiental deve ser praticada no município como um todo" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Para o especialista da Esalq, a educação ambiental deve ser praticada no município como um todo</p></div>
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