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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Martinho Caires</title>
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		<title>A fotografia que torna outra cidade possível</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2014 17:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Palermo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Uma outra cidade é possível, a cidade dos afetos, do respeito aos direitos humanos fundamentais, da hegemonia da beleza. Esta a mensagem essencial, um grito de esperança, da Coletiva de Fotografia Contemporânea &#8220;Cidade Imaginária&#8221;, de Celso Palermo, Fábio Fantazzini, Martinho Caires e Fernando Righetto, e com a participação como convidados de vários ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Uma outra cidade é possível, a cidade dos afetos, do respeito aos direitos humanos fundamentais, da hegemonia da beleza. Esta a mensagem essencial, um grito de esperança, da Coletiva de Fotografia Contemporânea &#8220;Cidade Imaginária&#8221;, de Celso Palermo, Fábio Fantazzini, Martinho Caires e Fernando Righetto, e com a participação como convidados de vários outros fotógrafos-artistas. A mostra fica em cartaz, com entrada franca, até 2 de novembro no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC).</p>
<p>Um novo, aliás, diversos novos olhares sobre a cidade. Novas perspectivas, novas possibilidades. Os quatro profissionais sacodem os pilares da fotografia para confirmar o poder transformador dessa linguagem artística e documental que mudou a forma de se ver o mundo e que agora, em plena Idade Mídia, de profusão de câmeras digitais e celulares, se reinventa e ajuda a redesenhar as relações humanas e da cultura com a natureza.</p>
<p>Cada membro do quarteto escolheu um jeito de expor suas fotos, e cada um deles também elegeu uma superfície, uma plataforma, para apresentar seu modo peculiar de enquadrar a sua, especial, cidade imaginária. São escolhas que exprimem uma ideologia, um modo singular de enxergar o que ainda não é visto mas que pode se revelar, na própria carne sangrada e florida da cidade.</p>
<p>Em comum, a busca de outros matizes de expressão, em sintonia com o clamor que vem das ruas, avenidas e praças de todo mundo, como no Brasil de junho de 2013. As instituições seculares estão em crise, assim como também estão em crise os meios de expressão, comunicação e relação humana. O novo está nascendo, e essa angústia, essa procura pela superação dos formatos tradicionais da fotografia (algo que já é comum no território das artes plásticas) ficam evidentes na coletiva.</p>
<div id="attachment_489" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-014.jpg"><img class="size-large wp-image-489" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-014-1024x768.jpg" alt="Na &quot;nuvem&quot; de Martinho Caires, outros jeitos de ver a cidade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Na &#8220;nuvem&#8221; de Martinho Caires, outros jeitos de ver a cidade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Martinho Caires usou vinil adesivado em pvc expandido para demonstrar a sua visão de Cidade Imaginária. As suas onze imagens foram configuradas, em uma das paredes do MACC, como se fossem uma &#8220;nuvem&#8221; de tags na web. As tags da cidade, a cidade das tags, recortes que se multiplicam na rapidez da sociedade contemporânea. A dialética entre a cidade real e a cidade virtual, ambas a serem ocupadas pela cidadania planetária.</p>
<p>Nas fotos de Martinho Caires, objetos e lugares que povoam o cenário urbano assumem novas dimensões, permitem novas leituras, indicando ao cidadão que é possível encarar o local onde vive de um jeito novo, mais mágico, mais prazeroso e de fato seu. Nessa releitura, o cidadão pode descobrir ícones urbanos que ainda não havia percebido, imagens que ficam perdidas na selva de pedra.</p>
<div id="attachment_490" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Martinho2.jpg"><img class="size-large wp-image-490" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Martinho2-1024x680.jpg" alt="Ícones urbanos, ressignificados por Martinho Caires" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Ícones urbanos, ressignificados por Martinho Caires</p></div>
<p>Um hidrante e um totem são mais do que hidrante e totem, um bicicletário se transforma em uma tela moderna. A imagem que fica mais acima na &#8220;nuvem&#8221; é a de um convite à atuação na ágora, o espaço dos encontros, do debate, da discussão política em seu sentido original, da arte do bem público.</p>
<p>O figurino político, mas na linha da biopolítica, da política do corpo, da política que se faz no dia a dia, está explícito no trabalho de Celso Palermo. São 20 fotografias, expostas uma ao lado e acima e abaixo da outra, em formato horizontal, como a cultura da horizontalidade, da igualdade, que as imagens mostram.</p>
<div id="attachment_491" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-001.jpg"><img class="size-large wp-image-491" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-001-1024x768.jpg" alt="Conjunto das obras de Celso Palermo, na horizontal como a cultura em construção que ele quis apresentar (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto das obras de Celso Palermo, na horizontal como a cultura em construção que ele quis apresentar (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>São cenas de várias manifestações políticas registradas nos últimos cinco anos em Campinas, incluindo naturalmente as manifestações de junho do ano passado. O direito ao corpo, ao prazer, e também a crítica ao machismo, â intolerância, como sinais de uma nova cultura que nasce, do coração da juventude, mas também de todos os cidadãos que mantêm a sensibilidade acesa e atenta.</p>
<div id="attachment_492" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-005.jpg"><img class="size-large wp-image-492" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-005-1024x768.jpg" alt="Quatro das fotos com imagens sobrepostas de Celso Palermo: política do corpo na carne da cidade (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Quatro das fotos com imagens sobrepostas de Celso Palermo: política do corpo na carne da cidade (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>O autor usou imagens sobrepostas e o efeito dessa técnica remete ao espírito da mostra: existe a cidade oficial, de concreto e hierarquias, mas também existe a cidade real, a do suor, da dor e da felicidade. A juventude contemporânea não tem nada de despolitizada.  Ela faz política além dos cânones usuais. E Celso Palermo captou, também em  vinil adesivado, essa indignação santa e profana.</p>
<div id="attachment_493" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Righetto1.jpg"><img class="size-large wp-image-493" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Righetto1-1024x442.jpg" alt="A velocidade das ruas, captada por Fernando Righetto" width="618" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">A velocidade das ruas, captada por Fernando Righetto</p></div>
<p>Fernando Righetto, por sua vez, usou tecido e acetato transparente para imprimir suas cinco imagens expostas no MACC. A velocidade, o dinamismo e a pressa da cidade de hoje foram capturados pelo fotógrafo, que fez um contraponto comovente com a bela imagem de uma cadeira escolar solitária, tendo ao fundo a cidade desfocada: quando a nossa educação vai refletir de fato o mundo que está lá fora, à nossa espera?</p>
<p>Outras perguntas, diferentes indagações, são suscitadas pelas cinco fotos de Fábio Fantazzini, que as expôs em um formato mais tradicional, embora com o mesmo material novíssimo em fotografia, o vinil adesivado. E, acima de tudo, com um discurso inquietante. Fragmentos da cidade, cenas de uma cidade que parece em ruínas, prenúncio do novo que está nascendo.</p>
<div id="attachment_494" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Fantazzini1.jpg"><img class="size-large wp-image-494" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Fantazzini1-1024x688.jpg" alt="Uma das obras de Fabio Fantazzini" width="618" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das obras de Fabio Fantazzini</p></div>
<p>O conjunto é o de um texto poderoso. A fotografia pode ajudar, sim, na construção de novos tempos. O convite que os quatro profissionais fizeram a outros fotógrafos para expor juntos, o que foi feito também na forma similar à de uma &#8220;nuvem&#8221; de tags, diz tudo: venham, o tempo é o do coletivo, é o da união, é o da comunhão, apesar de nossa rica diversidade.</p>
<p>(Participam da Cidade Imaginária, como convidados:  Daniel Gallo, Gil Caldas, Nelson Chinalia, Del Pilar Sallum, Gustavo Olmos, João Chimentão, Isabela Senatore, William Marques, Kamá Ribeiro, Damaris Galvez, Leonardo Alves, Isac Marcelino)</p>
<div id="attachment_495" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-017.jpg"><img class="size-large wp-image-495" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/MACC-017-1024x768.jpg" alt="&quot;Nuvem&quot; dos fotógrafos convidados: chamada ao coletivo (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nuvem&#8221; dos fotógrafos convidados: chamada ao coletivo (Foto José Pedro Martins)</p></div>
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