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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Médicos Sem Fronteiras no Brasil</title>
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		<title>Semana terá várias atividades das Conexões de Médicos Sem Fronteiras em Campinas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2016 21:14:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Conexões MSF em Campinas]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Conversas, exibição de filmes, ação de grafitagem na região central e continuidade de exposições no SESC-Campinas e Aeroporto Internacional de Viracopos marcam nesta semana a realização de Conexões MSF, uma iniciativa nacional de Médicos Sem Fronteiras que começou por Campinas no último dia 11 e irá até dia 22 de maio. A série visa ampliar a divulgação no país do trabalho humanitário da organização que recebeu em 1999 o Prêmio Nobel da Paz e sobrevive basicamente das doações individuais, atualmente somando 5,7 milhões de pessoas, sendo 300 mil no Brasil. A próxima a receber Conexões MSF é Recife.</p>
<p>Nesta <strong>segunda-feira, dia 16 de maio</strong>, a programação inclui a conversa sobre &#8220;Inovação médica em estado de emergência&#8221;, na Casa do Lago, em Barão Geraldo, a partir das 18 horas. Após exibição do filme “Fogo nas veias”, que mostra os impactos negativos das patentes sobre a resposta global a epidemias, haverá um bate-papo com especialistas sobre o atual estado do sistema de inovação médica, baseado em patentes e monopólios.</p>
<p>Estarão presentes Felipe de Carvalho, da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais de MSF; João Lino Venditto, representante do núcleo de Campinas da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV; Dr.Rogério Cerqueira Leite, professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo e doutor em Física pela Sorbonne; a mediação será do professor Dr.João Frederico da Costa Azevedo Meyer, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp.</p>
<p>Na <strong>terça-feira, dia 17 de maio</strong>, haverá uma nova conversa na Casa do Lago, às 14 horas, sobre &#8220;Mobilização social na luta contra as doenças negligenciadas&#8221;.  Participação de Lucia Brum, referente em doenças infecciosas emergentes de MSF; Ana Maria de Arruda Camargo, assistente social do HC-Unicamp e membro do Conselho Consultivo da Findechagas; Artur Custódio, coordenador nacional do MORHAN (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase); e mediação da psicóloga Letícia Nolasco.</p>
<p>No <strong>dia 18, quarta-feira</strong>, será exibido às 19 horas no teatro do SESC-Campinas o documentário &#8220;Affliction &#8211; O Ebola na África Ocidental&#8221;. Filmado em meio a maior epidemia da doença na África Ocidental, Affliction explora diferentes aspectos do surto nos três países mais afetados – Serra Leoa, Guiné e Libéria. Chefes de aldeia, pacientes, sobreviventes e trabalhadores humanitários falam sobre o medo, a rejeição, o estigma, o impacto da quarentena, a mortalidade, as falhas da resposta internacional e a falta de tratamento médico adequado para o Ebola. A equipe de filmagem teve acesso ilimitado às instalações de Médicos Sem instalações Fronteiras (MSF). A direção é de Peter Casaer. O documentário tem duração de 52 minutos, com classificação 14 anos. Após a exibição do documentário, a médica Rachel Soeiro, que atuou no combate ao Ebola na Guiné, e Damaris Giuliana, da assessoria de imprensa de MSF-Brasil, responderão às perguntas do público.</p>
<p>A programação de <strong>sexta-feira, dia 20</strong>, apresenta a exibição do filme &#8220;(Un)Limited&#8221;, às 16 e 19 horas, na Casa do Lago. O documentário apresenta histórias marcantes dos 40 anos de Médicos Sem Fronteiras e relatos de profissionais que presenciaram algumas das piores crises humanitárias do mundo. As imagens mostram profissionais da organização fazendo questionamentos diante das dificuldades impostas pelo contexto e de seu envolvimento emocional com os pacientes, além de receberem ameaças à sua segurança. O filme é composto por imagens originais acompanhadas de comentários de membros das equipes de MSF. A direção é de Peter Casaer e o documentário tem duração de 52 minutos, com classificação 16 anos.</p>
<p>No <strong>sábado, dia 21</strong>, haverá contação de histórias às 15 horas, na Livraria Saraiva do Galleria Shopping. Às 19 horas, haverá exibição do filme &#8220;(Un)Limited&#8221; no Museu da Imagem e do Som, rua Regente Feijó, 859, no centro. Após a exibição, profissionais de MSF responderão às perguntas do público.</p>
<p>A programação do <strong>domingo, dia 22,</strong> inclui contação de histórias às 16 horas, no Parque Portugal (Lagoa do Taquaral), no Portão 1, próximo à Administração.</p>
<p>Enquanto isso, prosseguem as atividades permanentes, como a exposição &#8220;Caminhos da Vacina”,  montada na Lagoa do Taquaral (Parque Portugal), nas proximidades do pedalinho. A exposição foi baseada no documentário “Caminhos da Vacina”, que também integra o elenco de atividades do Conexões MSF. A exposição fotográfica “Conexões”, pro sua vez, está no Aeroporto Internacional de Viracopos. São fotos que documentam a atuação de Médicos Sem Fronteiras, em 45 anos de atividades, e que fazem parte do trabalho de divulgação de situações de sofrimento que, de outra forma, permaneceriam no silêncio e na invisibilidade.</p>
<p>Nesta segunda-feira, dia 16, teve início a ação Diário de Arte. Para se relacionar também com a cidade que o acolhe, o Conexões MSF propõe levar a cada lugar visitado uma intervenção artística de caráter permanente, que permaneça ali, mantendo viva a lembrança da ajuda humanitária. A partir de relatos de profissionais de Médicos Sem Fronteiras de suas vivências em campo em diversos contextos com os quais a organização atua, artistas convidados representam com sua arte o que interpretam dos textos. Em Campinas, os artistas convidados foram Mirs Monstrengo e Leandro Kranium, que formam o Coletivo MK. Desde 2014, a dupla desenvolve projetos de intervenção urbana com temas sociais. Ambos iniciaram a trajetória no grafite no final dos anos de 1990, trabalham como arte-educadores e, para a realização do Diário de Arte, convidaram também Sérgio Campelo, ilustrador, muralista e professor. A ação acontece até o dia 22 de maio, domingo, em um muro na região central.</p>
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		<title>A vida nas mãos dos Médicos Sem Fronteiras, que apresentam seu trabalho humanitário nesta semana em Campinas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2016 20:29:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Médicos Sem Fronteiras]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O poder do olhar. Atuando no epicentro da epidemia de Ebola na Guiné, em 2014, como integrante da missão de Médicos Sem Fronteiras, obrigatoriamente a Dra.Rachel Soeiro atendia os pacientes com a roupa de proteção projetada para a ocasião extrema, para evitar a contaminação com o vírus que pode ser letal. Depois de alguns ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O poder do olhar. Atuando no epicentro da epidemia de Ebola na Guiné, em 2014, como integrante da missão de Médicos Sem Fronteiras, obrigatoriamente a Dra.Rachel Soeiro atendia os pacientes com a roupa de proteção projetada para a ocasião extrema, para evitar a contaminação com o vírus que pode ser letal. Depois de alguns dias, bastava um olhar e os pacientes, muitos deles crianças de cinco, seis, anos, já reconheciam a médica formada na Unicamp, que não esconde a emoção ao contar essas e outras experiências na organização.</p>
<p>Nesta quarta-feira, 11 de maio, a Dra.Rachel participa, a partir das 19 horas, no SESC-Campinas, da abertura da série de eventos &#8220;Conexões MSF &#8211; Campinas conectada com a ajuda humanitária&#8221;, em que Médicos Sem Fronteiras vai apresentar o seu trabalho para a cidade e toda a região metropolitana. A abertura será às 19 horas, com exibição do documentário &#8220;Caminhos da Vacina&#8221; e bate papo com representantes da organização. O evento é gratuito e os interessados devem retirar o ingresso uma hora antes do início.</p>
<p>A Dra.Rachel Soeiro considera esta uma oportunidade preciosa para os alunos dos cursos de Medicina de Campinas, mas também para estudantes, profissionais e cidadãos em geral, conhecerem a rica trajetória de Médicos Sem Fronteiras, que desde 1971 atua em crises humanitárias pelo mundo todo e que em 1999 foi reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz. &#8220;Campinas é muito grande, tem muitas universidades e faculdades, e é fundamental a aproximação de MSF da população, que assim fica conhecendo melhor o que é feito. Todo o trabalho desenvolvido somente é possível pelo apoio dos cidadãos, responsável por grande parte das doações que viabilizam levar a assistência médica a locais onde não há nenhum serviço ou medicamentos&#8221;, diz a médica.</p>
<div id="attachment_7013" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/CDV_02_roberto_riva.jpg"><img class="size-large wp-image-7013" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/CDV_02_roberto_riva-1024x683.jpg" alt="Imagem captada durante gravação do documentário &quot;Caminhos da Vacina&quot; (Foto Roberto Riva)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem captada durante gravação do documentário &#8220;Caminhos da Vacina&#8221; (Foto Roberto Riva)</p></div>
<p><strong>Jornada humanitária</strong> &#8211;  A própria jornada humanitária da médica, junto a Médicos Sem Fronteiras, começou quando participou de um evento na Unicamp, ainda estudante. &#8220;A organização apresentou seu trabalho e eu fiquei encantada. Passei a ler tudo sobre o trabalho de Médicos Sem Fronteiras pelo mundo e depois que me formei e preenchi os requisitos me candidatei a uma vaga e comecei a atuar com eles&#8221;, conta Rachel Esteves Soeiro, nascida em São Paulo e graduada em 2006 pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.</p>
<p>O primeiro de trabalho de campo com MSF foi no Níger, entre junho de 2011 e março de 2012. A médica atuou em um hospital na época em que havia um pico de malária no maior país da África Ocidental, que tem mais de 80% de seu território de 1,2 milhão de quilômetros quadrados cobertos com o deserto do Saara.</p>
<p>Havia um quadro crítico de desnutrição infantil e a Dra.Rachel conta que o hospital de 150 leitos foi rapidamente adaptado para receber até 450 crianças para atender toda a demanda. &#8220;Crianças que eram pele e osso, desidratadas, com peso muito abaixo para a sua idade e que nem podiam sequer andar, mas que após alguns dias de cuidado já estavam caminhando&#8221;, lembra a médica, ilustrando o grande impacto que a atuação de Médicos Sem Fronteiras propicia nesses contextos. O Níger sempre apresentou um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), na classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) &#8211; 188º lugar, o último no ranking de 2014.</p>
<div id="attachment_7015" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Niger02_arquivo_pessoal.jpg"><img class="size-large wp-image-7015" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Niger02_arquivo_pessoal-1024x680.jpg" alt="Atuação no Sudão do Sul, um dos mais novos estados nacionais (Foto MSF) " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Atuação no Sudão do Sul, um dos mais novos estados nacionais (Foto MSF)</p></div>
<p>A segunda missão, entre maio e dezembro de 2012, foi no Sudão do Sul, que se tornou um estado independente somente em julho de 2011, após uma guerra civil que durou décadas. Quando chegou ao país localizado no Nordeste africano, a Dra.Rachel Soeiro encontrou, portanto, uma nação devastada e que começava tudo do zero, incluindo o sistema de saúde. Quase não havia médicos e os enfermeiros tinham sido treinados no Quênia.</p>
<p>Os profissionais de Médicos Sem Fronteiras foram trabalhar em um hospital geral, equipado com maternidade e centro cirúrgico para cirurgias de emergência, entre outros serviços. Eram muitos feridos de guerra e que, sem atendimento médico durante longo tempo, chegavam ao hospital em condições muito ruins. &#8220;Foram muitas amputações, infelizmente. Também havia muitas crianças desnutridas e aconteceu uma forte epidemia de sarampo, o que de novo gerou a necessidade de adaptar o hospital para atender uma enorme demanda&#8221;, relata a médica. Ela também se lembra dos diversos casos de avançado estágio de tuberculose, doença que tem cura mas que, em situações precárias, continua levando muitas pessoas ao óbito.</p>
<div id="attachment_7017" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/niger01_arquivo_pessoal.jpg"><img class="size-large wp-image-7017" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/niger01_arquivo_pessoal-680x1024.jpg" alt="Rachel Soeiro atuando na República Democrática do Congo (Foto MSF)" width="618" height="931" /></a><p class="wp-caption-text">Rachel Soeiro atuando na República Democrática do Congo (Foto MSF)</p></div>
<p><strong>Do HIV ao Ebola</strong> &#8211; A terceira missão da Dra.Rachel Soeiro foi na República Democrática do Congo, entre fevereiro e outubro de 2013. País vizinho ao Sudão do Sul, o antigo Zaire tem uma população de quase 70 milhões de habitantes, sendo o mais populoso país francófono e o décimo segundo em extensão no planeta.</p>
<p>A República Democrática do Congo também passou por uma sangrenta guerra civil, considerado o maior conflito armado desde a Segunda Guerra Mundial, com 6 milhões de mortos. Ainda é, portanto, um estado em construção, com um desafio gigantesco suplementar, o da alta densidade de casos de HIV positivo.</p>
<p>A equipe de MSF foi exercer suas atividades em um hospital no meio da floresta, onde os médicos apenas podiam chegar de avião. A população buscava o hospital em longas jornadas a pé ou de bicicleta. O equipamento ainda dava suporte a 16 centros de saúde na região.</p>
<p>&#8220;Houve um grande trabalho junto à comunidade, além do atendimento e acompanhamento dos pacientes. Um trabalho especial com as mães soropositivas&#8221;, lembra a médica brasileira. Ela conta que no período em que esteve lá foram monitorados 27 bebês e no final, com o uso de retrovirais, todos tiveram diagnóstico negativo para HIV, como mais um exemplo da relevância do trabalho de MSF nesses locais de vulnerabilidade absoluta.</p>
<div id="attachment_7018" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/guine02_msf.jpg"><img class="size-large wp-image-7018" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/guine02_msf-1024x768.jpg" alt="A médica com a família de Malik, na Guiné (Foto Arquivo Pessoal)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">A médica com a família de Malik, na Guiné (Foto Arquivo Pessoal)</p></div>
<p>Em 2014 a Dra.Rachel esteve na Guiné, em plena epidemia de Ebola no país da África Ocidental, com dez milhões de habitantes. Mais de 11 mil pessoas morreram pela ação do vírus entre 2013 e dezembro de 2015, sobretudo em Serra Leoa, Libéria e Guiné, mas novamente e a atuação de Médicos Sem Fronteiras foi literalmente vital.</p>
<p>A médica reconhece ter sido a experiência mais impactante que já teve junto a MSF, em um cenário particularmente doloroso. &#8220;O vírus é muito agressivo e mata rápido, com desidratação , sangramento nos olhos e falência múltipla dos órgãos. As famílias não podiam tocar os parentes que morriam por causa da contaminação. E havia famílias inteiras contaminadas&#8221;, descreve.</p>
<p>Máximos cuidados eram tomados. Os médicos apenas podiam entrar em casas com casos suspeitos vestidos com a roupa especial de proteção. Sempre em dupla, para que um profissional pudesse conferir se o outro estava devidamente protegido. Depois da atenção ao paciente, desinfecção imprescindível com jatos de cloro.</p>
<p>Um caso muito marcante para a médica brasileira e outros membros de MSF foi o da família de Malik, um rapaz então com 28 anos. A mãe dele foi o primeiro caso de contaminação com Ebola na região. Ela havia viajado para o sul do país, onde se contaminou, e na volta manifestou os sinais da doença. Houve o isolamento, mas a mulher acabou falecendo.</p>
<p>Vários membros da família, inclusive Malik, foram contaminados. Com uma ação rápida e tratamento, com muito líquido, vitamina e outros cuidados, chegou-se à cura.</p>
<p>Malik foi o primeiro caso de cura naquela região e, depois disso, ele foi contratado por MSF como promotor de saúde. Ele e a antropóloga da equipe iam a mesquitas, escolas e outros locais, dar o seu depoimento e repassar informações que ajudavam a desfazer mitos e reforçavam cuidados.</p>
<p>A equipe de MSF fez treinamentos e capacitações e o centro que ocupavam foi o primeiro a ser fechado, devidamente desinfectado, após o encerramento da missão. O vírus foi considerado erradicado na área.</p>
<p>Após vivenciar todas essas experiências, a Dra.Rachel Soeiro diz que se sente muito feliz pela oportunidade de ajudar a levar assistência e cuidado a regiões de muito difícil acesso. &#8220;Médicos Sem Fronteiras faz isso, chega onde praticamente ninguém consegue chegar. E por isso é essencial ao apoio dos doadores, que permite essa ação que faz a diferença e evita milhares de mortes&#8221;, ela reitera.</p>
<p>&#8220;É um aprendizado enorme, de respeito à cultura local, e muitas amizades ao longo do caminho. Com as facilidades de comunicação de hoje, sempre tenho contato com enfermeiras e médicos com quem já convivi&#8221;, completa a médica, que neste ano não está em campo, porque cursa o mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente na mesma Unicamp onde ser formou. Depois, estará à disposição para o próximo projeto, que sempre depende da conciliação entre a necessidade do local e a capacidade profissional existente. A jornada humanitária de Rachel Soeiro e outros milhares de médicos sem fronteiras vai prosseguir em um planeta onde conflitos e crises continuam causando dor e desespero.</p>
<div id="attachment_7020" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/CDV_01_roberto_riva.jpg"><img class="size-large wp-image-7020" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/CDV_01_roberto_riva-1024x683.jpg" alt="Outra imagem captada durante gravação do documentário &quot;Caminhos da Vacina&quot;, que será exibido quarta-feira às 19 horas no SESC-Campinas (Foto Roberto Riva)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Outra imagem captada durante gravação do documentário &#8220;Caminhos da Vacina&#8221;, que será exibido quarta-feira às 19 horas no SESC-Campinas (Foto Roberto Riva)</p></div>
<p>Mais informações no site de Médicos Sem Fronteiras:</p>
<p><a href="http://www.msf.org.br/">www.msf.org.br </a></p>
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