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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Microcefalia no Brasil</title>
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		<title>Ministro da Defesa em Campinas confirma que região é estratégica contra o Aedes aegypti</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2016 09:55:03 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste sábado, 13 de fevereiro, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, participa em Campinas do mutirão nacional contra o Aedes aegypti, que envolverá mais de 200 mil soldados do Exército em todo país e a presença de cada um dos ministros nas 27 capitais estaduais e mais cinco grandes cidades brasileiras. A presença do próprio ministro da Defesa na cidade confirma que a Região Metropolitana de Campinas (RMC) é considerada pelas autoridades sanitárias como estratégica no combate ao mosquito e à proliferação do zika vírus, dengue e outras doenças, como tem afirmado a Agência Social de Notícias (ler <a href="http://agenciasn.com.br/arquivos/5628/">aqui</a>)</p>
<p>A operação nacional contra o mosquito foi detalhada em Brasília nesta quinta-feira, 11 de fevereiro, pelo ministro Aldo Rebelo. O propósito será visitar 3 milhões de domicílios, como meio de erradicar os criadouros do Aedes aegypti.</p>
<p>“A mobilização é importante porque apesar da intensificação do noticiário, das informações (<em>sobre o risco da presença do mosquito</em>) e das consequências do aparecimento no Brasil do vírus zika, as pessoas acham que é uma coisa distante, que (<em>o Aedes</em>) não vai atingir as suas famílias, que não vai chegar às suas casas, que é uma coisa da televisão, como se tivesse uma relação de distância com a sua realidade e a sua vida. A mobilização é para dizer que isso (<em>o mosquito</em>) é um problema de todos nós”, disse Rebelo.</p>
<p>O ministro da Defesa informou que a escolha das cidades considerou o alto índice de incidência das doenças relacionadas ao Aedes e a proximidade de efetivo das Forças Armadas. É o caso de Campinas, que sedia uma unidade do Exército e em 2014 liderou o ranking nacional em casos de dengue, ficando em 2015 em segundo lugar. Em termos de incidência, Campinas continuou liderando o ranking.</p>
<p>A incidência em Campinas foi de 5.766,2 por 100 mil habitantes, ficando Goiânia (GO) em segundo lugar, com 5.246,3/100 mil. Em termos absolutos, Goiânia teve o maior número de casos nessa faixa de cidades, com 74.097 casos. Campinas ficou em segundo lugar, com 66.577 casos. Ainda nesse grupo de cidades, o terceiro lugar em números absolutos e de incidência foi Guarulhos (SP), com distantes – e ainda sim preocupantes – 25.844 casos e 1.969,5/100 mil, sempre segundo o Ministério da Saúde.</p>
<p>Em função, entre outros fatores, do crescimento do número de casos de microcefalia em todo país, da circulação do zika vírus na RMC &#8211; um dos mais importantes polos logísticos do país, com intensa circulação de pessoas e mercadorias &#8211; e o fato de Campinas ter aparecido no topo do número de casos de dengue em 2014 e 2015, a Unicamp criou um Grupo de Trabalho (GT) especial dedicado a pesquisar e discutir caminhos de combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A Universidade também estuda a criação de um laboratório especial para aprofundar pesquisas na área. A Unicamp, a USP e a Unesp criaram uma força-tarefa relacionada ao zika vírus.</p>
<p>De fato, o medo da proliferação do zika vírus, da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, que tem intensificado a mobilização de ministérios,  autoridades sanitárias e outras instâncias de governo, levou o Exército a antecipar sua participação no combate ao mosquito em Campinas. Um grupo de 45 soldados da 11ª Brigada do Exército  começou a atuar na cidade no último dia 4 de fevereiro. Em 2015, o Exército iniciou sua presença na campanha contra o Aedes em Campinas no dia 31 de março. A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), de declarar o zika vírus emergência mundial, também tem influenciado na intensificação das ações por parte de todas as instâncias governamentais, autoridades sanitárias e até das Forças Armadas. Os eventuais fatores de associação entre zika vírus e o surto de microcefalia estão sendo estudados em vários grupos de pesquisa, no Brasil e exterior.</p>
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