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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Ministério Temer</title>
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		<title>Ministério masculino, branco e sem o da Cultura de Michel Temer gera críticas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2016 12:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[RMC - Região Metropolitana de Campinas]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Temer]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Ao anunciar um gabinete totalmente masculino e branco, e formado com a fusão das pastas da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação a outros ministérios, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), provocou críticas e inquietação em vários setores da sociedade brasileira. Temer assumiu a presidência após a decisão do Senado Federal que na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio, aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por 55 votos a 22.</p>
<p>São 23 ministros e nenhuma ministra, o que não acontece no governo brasileiro desde a presidência do general Ernesto Geisel (1974-79), apesar de mais da metade da população brasileira, ou mais de 100 milhões de pessoas, ser do sexto feminino. Além disso, houve a extinção do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, o que gerou forte reação nesses segmentos. O governo Dilma Rousseff tinha sete ministras.</p>
<p>As atribuições do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos foram incorporadas pelo Ministério da Justiça, cujo novo titular, o ex-secretário de segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, já sinalizou a disposição em combater movimentos sociais. A extinção da pasta que tratava dos Direitos Humanos acontece poucos dias depois da histórica realização das cinco Conferências Nacionais Conjuntas de Direitos Humanos, em Brasília (ler <a href="http://agenciasn.com.br/arquivos/6982">aqui</a>).</p>
<div id="attachment_1676" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Sirius.jpg"><img class="size-large wp-image-1676" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Sirius-1024x682.jpg" alt="Maquete do prédio onde ficará o Projeto Sírius, em Campinas: um dos mais caros e sofisticados em curso na área de Ciência e Tecnologia no Brasil (Divulgação) " width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Maquete do prédio onde ficará o Projeto Sírius, em Campinas: um dos mais caros e sofisticados em curso na área de Ciência e Tecnologia no Brasil (Divulgação)</p></div>
<p><strong>Ciência, Tecnologia e Inovação</strong> &#8211; Outra fusão, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ao das Comunicações, também despertou inquietação. O novo ministério é chefiado por Gilberto Kassab (PSD-SP), que foi ministro das Cidades no governo de Dilma Rousseff. A própria Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se manifestou contrária e preocupada com a medida, ao lado de outras 13 importantes instituições.</p>
<div>Para esse conjunto de instituições, a fusão entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério das Comunicações &#8220;é uma medida artificial que prejudicaria o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País&#8221;. Os signatários de Manifesto a respeito, enviado ao presidente interino Michel Temer, assinalam que &#8220;é grande a diferença de procedimentos, objetivos e missões desses dois ministérios. A agenda do MCTI é baseada em critérios de mérito científico e tecnológico, os programas são formatados e avaliados por comissões técnicas que têm a participação da comunidade científica e também da comunidade empresarial envolvida em atividades Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Essa sistemática é bem diferente da adotada pelo Ministério das Comunicações, que envolve relações políticas e práticas de gestão distantes da vida cotidiana do MCTI&#8221;.</div>
<div>Além disso, destaca o Manifesto, &#8220;há uma enorme diferença de missões.  O leque de atividades na área das comunicações inclui concessões de emissoras de rádio e televisão, empresas de correio, governança da internet, fiscalização de telefonia e TV paga. Na área do MCTI, estão o fomento à pesquisa, envolvendo inclusive a criação de redes multidisciplinares e interinstitucionais de pesquisadores, programas temáticos em diversas áreas importantes para a sociedade brasileira, fomento à inovação tecnológica em empresas, administração e fomento das atividades envolvendo energia nuclear, nanotecnologia, mudanças climáticas e produção de radiofármacos, entre tantas outras. O MCTI é responsável ainda por duas dezenas de institutos de pesquisa, envolvendo pesquisa básica e aplicada em um grande número de temas: da biodiversidade amazônica a atividades espaciais; da matemática pura ao bioetanol; da computação de altíssimo desempenho ao semiárido nordestino&#8221;.</div>
<div></div>
<div>Para os signatários do Manifesto, &#8220;a junção dessas atividades díspares em um único Ministério enfraqueceria o setor de ciência, tecnologia e inovação, que, em outros países, ganha importância em uma economia mundial crescentemente baseada no conhecimento e é considerado o motor do desenvolvimento. Europa, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, são alguns exemplos de países que, em época de crise, aumentam os investimentos em P&amp;D, pois consideram que esta é a melhor maneira de construir uma saída sustentável da crise&#8221;.</div>
<div></div>
<div>SBPC e demais signatários salientam que &#8220;o MCTI e suas agências têm desempenhado papel fundamental para o avanço da ciência e da tecnologia e, por consequência, para o protagonismo do Brasil no cenário científico global. Se há duas décadas o Brasil ocupava a 21ª posição no ranking mundial da produção científica, hoje já se encontra no 13ª lugar. No mesmo período, a produção científica mundial cresceu 2,7 vezes; a do Brasil cresceu 6,83 vezes – índice semelhante ao da Coreia do Sul (7,15) e superior a tantos outros países, como Canadá (2,14), Alemanha (2,0), Reino</div>
<div>Unido (1,92), EUA (1,67) e Rússia (1,6)&#8221;.</div>
<div></div>
<div>O &#8220;Manifesto contra fusão do MCTI com Comunicações&#8221; é assinado por SBPC e, entre outras instituições, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP).</div>
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<div>
<div id="attachment_3990" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Chefs-719.jpg"><img class="size-large wp-image-3990" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Chefs-719-1024x768.jpg" alt="Ney Carrasco: secretário é contra extinção do Minc: Foto José Pedro Martins" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Ney Carrasco: secretário é contra extinção do Minc: Foto José Pedro Martins</p></div>
</div>
<div></div>
<div><strong>Educação e Cultura</strong> &#8211; Mais uma fusão, a do Ministério da Cultura (Minc) ao da Educação, motivou, igualmente, muitos protestos, sobretudo entre a classe artística e comunidade de cultura em geral. O novo ministro da Educação e Cultura é o deputado federal  Mendonça Filho (DEM-PE), ex-governador de Pernambuco.</div>
<div>O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura das Capitais e Regiões Metropolitanas também lançou um manifesto, se posicionando contrário à extinção do Ministério da Cultura e sua fusão ao Ministério da Educação. &#8220;A criação do Ministério da Cultura, em 1985, iniciou um tempo novo e diferenciado para o Brasil, na gestão de José Sarney e sob o impulso do Fórum Nacional de Secretários de Cultura. A existência do Ministério da Cultura é fundamental para que os mais de cinco mil municípios do país possam atuar de forma sistêmica, ao mesmo tempo em que fomenta a arte e a diversidade das expressões e consegue garantir transparência e espírito público na gestão dos recursos públicos. A gestão compartilhada entre os entes federados e entre estes e a sociedade civil é um princípio importante e que queremos aqui pontuar como uma das motivações mais relevantes para o que aqui colocamos, criando as condições técnicas, operacionais e de suporte para as políticas mais amplas para o setor cultural&#8221;, afirma o manifesto.</div>
<div>O documento afirma ainda que &#8220;o momento para o setor de cultura deve ser de consolidação. A organização sistêmica, nas diversas esferas de governo, tem possibilitado o compartilhamento de boas práticas, a discussão de soluções conjuntas e facilitado o trabalho articulado, o que é um sinal positivo de fortalecimento do setor. Importante é que este avanço impacta de modo singular em outras áreas e pode criar ambiente favorável para as cidades e seus habitantes&#8221;.</div>
<div></div>
<div>Muitos artistas, produtores e dirigentes de órgãos de cultura se posicionaram individualmente contra a extinção do Ministério da Cultura. Os cineastas Cacá Diegues e Anna Muylaert, o ator Wagner Moura, o escritor Milton Hatoun e o artista visual Carlos  Vergara são alguns dos que se expressaram publicamente contra a extinção, que consideram, de forma geral, um enorme retrocesso para a cultura brasileira.</div>
<div>O secretário municipal de Cultura de Campinas, Ney Carrasco, também se manifestou contrário à fusão com o Ministério da Cultura. &#8220;Estou militando há alguns dias, com as lideranças políticas que eu conheço, levando esse protesto pelo fim do Minc. Já falei com Brasília, com o Estado, com deputados. Estou correndo atrás&#8221;, conta o secretário.</div>
<div></div>
<div>Para Carrasco, a incorporação do Minc à Educação &#8220;é um problema seríssimo&#8221;. &#8220;Educação está naquele tripé, com saúde e segurança, muito cobrado pela população e pela imprensa. A Educação é uma máquina com muito dinheiro e tende a engolir a Cultura. Esse é o problema. É o tamanho da máquina da Educação. A lógica da Educação é muito diferente da lógica da gestão cultural&#8221;, comenta.</div>
<div></div>
<div>Ele admite que &#8220;enxugamentos são necessários&#8221;, especialmente em momento de forte crise econômica, mas avisa que é um risco enorme extinguir a máquina administrativa da Cultura. &#8220;É preciso manter a máquina, porque se ela se extinguir vai demorar anos para recuperar&#8221;, afirma Carrasco.</div>
<div></div>
<div><strong>Ministério Temer</strong> &#8211; Além da polêmica relacionada à extinção de ministérios, o gabinete Temer tomou posse com outras características peculiares. Sete dos novos ministros foram citados na Operação Lava-Jato.</div>
<div>
Estes são os componentes do ministério do presidente interino Michel Temer:</div>
<div>Justiça e Cidadania &#8211; Alexandre de Moraes (PSDB-SP)</div>
<div>Agricultura, Pecuária e Abastecimento &#8211; Blairo Maggi (PP-MT), senador, ex-governador, bilionário, um dos maiores produtores de soja do mundo</div>
<div>Cidades &#8211; Bruno Araújo (PSDB-PE) &#8211; Deputado federal</div>
<div>Casa Civil &#8211; Eliseu Padilha (PMDB-MG) &#8211; Ex-ministro nos governos Dilma (Aviação Civil) e Fernando Henrique (Transportes)</div>
<div>Fiscalização, Transparência e Controle, ex-CGU &#8211; Fabiano Augusto Martins Silveira</div>
<div>Minas e Energia &#8211; Fernando Coelho Filho (PSB-PE) &#8211; Deputado federal</div>
<div>Integração Nacional &#8211; Helder Barbalho (PMDB-PA)</div>
<div>Secretaria de Governo &#8211; Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)</div>
<div>Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações &#8211; Gilberto Kassab (PSD-SP)</div>
<div>Meio Ambiente &#8211; José Sarney Filho (PV-MA) &#8211; Deputado federal, ministro da mesma pasta no governo Fernando Henrique</div>
<div>Relações Exteriores &#8211; José Serra (PSDB-SP) &#8211; Senador, ministro do Planejamento e Saúde no governo FHC</div>
<div>Esporte &#8211; Leonardo Picciani (PMDB-RJ) &#8211; Deputado federal</div>
<div>Fazenda &#8211; Henrique Meirelles (PSD-SP) &#8211; Foi presidente do Banco Central no governo Lula</div>
<div>Turismo &#8211; Henrique Alves (PMDB-RN) &#8211; Foi ministro da pasta no governo Dilma</div>
<div>Transportes, Portos e Aviação Civil &#8211; Maurício Quintella (PR-AL)</div>
<div>Defesa &#8211; Raul Jungmann (PPS-PE) &#8211; Deputado federal e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário no governo FHC</div>
<div>Desenvolvimento Social e Agrário &#8211; Osmar Terra (PMDB-RS) &#8211; Deputado federal</div>
<div>Educação e Cultura &#8211; Mendonça Filho (DEM-PE)</div>
<div>Indústria e Comércio &#8211; Marcos Pereira (PRB) &#8211; Presidente do partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus</div>
<div>Gabinete de Segurança Institucional &#8211; Sérgio Etchegoyen &#8211; General e ex-Chefe do Estado Maior do Exército</div>
<div>Planejamento, Desenvolvimento e Gestão &#8211; Romero Jucá (PMDB-RR) &#8211; Senador</div>
<div>Trabalho &#8211; Ronaldo Nogueira de Oliveira (PTB-RS) &#8211; Deputado federal</div>
<div>Saúde &#8211; Ricardo Barros (PP-PR)</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
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