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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Museu da Cidade de Campinas</title>
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		<title>Demolição de casarão antigo expõe desafios para revitalização do patrimônio na Andrade Neves</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2016 21:57:46 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da Cidade de Campinas]]></category>

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		<description><![CDATA[A demolição, neste final de semana, de um casarão antigo, onde funcionava um hotel, na esquina da Rua Dr.Mascarenhas, reiterou os desafios para a proteção e recuperação do importante patrimônio histórico localizado  na avenida Andrade Neves. A demolição do prédio, atingido por um incêndio no ano passado e que se encontrava em situação precária, acontece poucos dias ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A demolição, neste final de semana, de um casarão antigo, onde funcionava um hotel, na esquina da Rua Dr.Mascarenhas, reiterou os desafios para a proteção e recuperação do importante patrimônio histórico localizado  na avenida Andrade Neves. A demolição do prédio, atingido por um incêndio no ano passado e que se encontrava em situação precária, acontece poucos dias depois que a entrega da &#8220;nova&#8221; avenida Francisco Glicério e o anúncio da construção do Hospital São Luiz, no local onde funcionava a antiga Rodoviária, alimentaram a esperança de revitalização da região central em geral e do patrimônio situado na Andrade Neves de modo especial.</p>
<div id="attachment_7834" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_145651327.jpg"><img class="size-large wp-image-7834" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_145651327-1024x576.jpg" alt="Avenida Andrade Neves começa na região do complexo ferroviário, onde hoje está a Estação Cultura e espaço estratégico para recuperação do patrimônio histórico de Campinas (Foto José Pedro Martins)  " width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Avenida Andrade Neves começa na região do complexo ferroviário, onde hoje está a Estação Cultura e espaço estratégico para recuperação do patrimônio histórico de Campinas (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>De fato, a avenida Andrade Neves é o endereço de alguns dos mais importantes bens do patrimônio histórico de Campinas, alguns deles já tombados, como o edifício da antiga fábrica de fundição de ferro e bronze, Lidgerwood Maufacturing Company Limited, que estava abrigando o Museu da Cidade. O edifício foi tombado em 1990 pelo Condepacc. Fruto da união de três museus, o Museu da Cidade encontra-se no momento ameaçado, em função da indefinição em torno do futuro do prédio (ver abaixo).</p>
<div id="attachment_7833" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_150635979.jpg"><img class="size-large wp-image-7833" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_150635979-1024x576.jpg" alt="Muito prédios históricos na avenida Andrade Neves estão em situação precária (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Muito prédios históricos na avenida Andrade Neves estão em situação precária (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Entre outros bens históricos, a avenida Andrade Neves conta com o Instituto Penido Burnier, fundado em 1920 pelo médico do mesmo nome e que se tornou uma referência nacional e internacional em oftalmologia. Também encontra-se na avenida o prédio da antiga Delegacia de Polícia, que teve projeto do arquiteto Ramos de Azevedo e onde funcionou, a partir de 1896, a Intendência Municipal, a Câmara e o Fórum.</p>
<div id="attachment_7835" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_152926121.jpg"><img class="size-large wp-image-7835" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_152926121-1024x576.jpg" alt="Terreno da antiga Rodoviária, onde será construído o Hospital São Luiz (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">Terreno da antiga Rodoviária, onde será construído o Hospital São Luiz (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>Outro bem histórico, igualmente tombado, no caso pelo patrimônio estadual, é o edifício da Escola Estadual &#8220;Orosimbo Maia&#8221;,  construído em 1911, com projeto de Carlos Rosencrantz. O antigo Grupo Escolar &#8220;Orosimbo Maia&#8221;, que faz homenagem ao ex-prefeito de Campinas, foi construído no momento em que a chamada Primeira República fomentou a educação pública. O edifício de dois pavimentos e várias salas merece um cuidado especial e no momento passa pela recuperação de seu teto, muito atingido pelas fortes chuvas de 5 de junho.</p>
<p>Na esquina das avenidas Andrade Neves e Barão de Itapura, encontra-se o terreno onde encontrava-se a Rodoviária de Campinas, construída em terreno da Maternidade e inaugurada em 1976. No dia 28 de março de 2010, o prédio da Rodoviária foi objeto da primeira implosão registrada na cidade. Uma nova Rodoviária foi construída e houve muita especulação sobre como seria ocupado o local onde estava a antiga.</p>
<div id="attachment_7836" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_153603998_HDR.jpg"><img class="size-large wp-image-7836" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_20160704_153603998_HDR-1024x576.jpg" alt="A modesta Praça Ramos de Azevedo: há uma luz de esperança na proteção e recuperação da Andrade Neves? (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">A modesta Praça Ramos de Azevedo: há uma luz de esperança na proteção e recuperação da Andrade Neves? (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p>No último dia 21 de junho, foi anunciada pelo prefeito Jonas Donizette a confirmação do início de construção, no espaço da antiga Rodoviária, do Hospital São Luiz, pela Rede D&#8217;Or. Foram anunciados 400 leitos, 75 UTIs e 10 salas de cirurgia. O investimento está estimado em R$ 200 milhões.</p>
<p>O anúncio do hospital, associado à entrega do novo trecho da avenida Francisco Glicério, recuperado a partir de projeto da arquiteta e urbanista Maria Rita Amoroso, resgataram a esperança de revitalização do centro de Campinas em geral e da avenida Andrade Neves em particular. Seria um tributo em especial a Ramos de Azevedo, que dá nome a uma praça humilde, mal conservada, na própria Andrade Neves, quase em frente ao terreno onde estava a Rodoviária implodida. Mas a recente demolição de mais um casarão antigo na avenida (atingido por um incêndio em junho de 2015 e em razão do episódio interditado pela Defesa Civil) e as incertezas que cercam o destino do Museu da Cidade mostram que os dilemas sobre o patrimônio histórico de Campinas continuam. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_7837" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu.jpg"><img class="size-large wp-image-7837" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu-1024x680.jpg" alt="Debate na Câmara sobre os impasses em torno do Museu da Cidade (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Debate na Câmara sobre os impasses em torno do Museu da Cidade (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p>box type=&#8221;shadow&#8221; ]
<p><strong>Futuro do Museu da Cidade é incerto </strong></p>
<p>A inquietação continua em Campinas com o futuro do Museu da Cidade, uma instituição municipal que está sediada, em regime de comodato, em prédio histórico pertencente à Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS). É uma empresa ligada ao governo de São Paulo, responsável pelas soluções de engenharia elaboradas para os órgãos da administração direta e indireta da administração estadual.</p>
<p>Entre as atividades da CPOS destacam-se: gerenciamento de obras, conservação e ampliação de edifícios, reformas, desenvolvimento de projetos, vistoria de terrenos, laudos de avaliação, regularização imobiliária, processamento de licitações, estudos ambientais e gestão do licenciamento ambiental.</p>
<p>No prédio onde está abrigado o Museu da Cidade funcionava a fábrica da Lidgerwood, uma das primeiras indústrias de Campinas, que começou a operar em 1886. Um século depois, em 1987, a ameaça de derrubada do prédio gerou um forte movimento preservacionista, com ativa participação do arquiteto e ex-prefeito Antônio da Costa Santos, que resultou na criação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc).</p>
<p>Em 1990 o prédio da antiga Lidgerwood foi tombado pelo próprio Condepacc e depois restaurado pelas arquitetas Sandra Geraldi e Anna Villanueva. Agora a CPOS deseja reaver o prédio e com isso o futuro do Museu da Cidade fica incerto.</p>
<p>O Museu da Cidade foi criado, em 1992, a partir da fusão do acervo de três museus existentes no Bosque dos Jequitibás: Museu Histórico, Museu do Folclore e Museu do Índio. Tem, portanto, uma enorme importância histórica para Campinas, em função da manutenção de um acervo material vasto e eclético, organizando-se em coleções de arqueologia, arte plumária e cestaria, objetos e quadros que datam do século XIX e doações recente.</p>
<p>As coleções de arqueologia, de arte plumária e cestaria são compostas por objetos recolhidos em Sambaquis e expedições a comunidades indígenas do Centro – Oeste e Norte brasileiro realizadas pelo professor Desidério Aytai e os alunos do curso de Ciências Sociais da PUCCAMP no final da década de 1950 e durante a década de 1960. Além destas, existem coleções que relacionam – se com antigas instituições da cidade como Bloco Carnavalesco Azul e Branco, Escola Estadual Culto à Ciência, entre outras.</p>
<p>As incertezas sobre o futuro do Museu da Cidade motivaram um movimento entre artistas, produtores culturais e organizações sociais de Campinas. Um debate público sobre o tema aconteceu no último dia 28 de junho, na Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Gustavo Petta, motivado por uma discussão promovida pela Associação dos Amigos do Museu da Cidade.</p>
<p>Participaram, entre outros, o historiador Célio Turino (que destacou a importância dos museus como espaços vivos de preservação da memória e difusão cultural), Mary Ângela Biason (representando a Secretaria Municipal de Cultura) e o presidente da Associação Amigos do Museu da Cidade, João Garboggini, e muitos artistas, gestores e produtores culturais. A Associação dos Amigos do Museu da Cidade vai liderar a continuidade da discussão. A ideia é apresentar alternativas de ordem jurídica e política para o poder público municipal de Campinas, visando  a continuidade da titularidade do município sobre o prédio da Lidgerwood e manutenção da sede do Museu da Cidade. [/box]
<p><strong>Cenas do debate sobre o Museu da Cidade</strong></p>
<div id="attachment_7838" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu2.jpg"><img class="size-large wp-image-7838" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu2-1024x680.jpg" alt="Grande público no debate promovido pelo vereador Gustavo Petta (Foto Martinho Caires) " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Grande público no debate promovido pelo vereador Gustavo Petta (Foto Martinho Caires)</p></div>
<div id="attachment_7839" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu3.jpg"><img class="size-large wp-image-7839" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu3-1024x680.jpg" alt="Célio Turino destacou importância de museus para preservação da memória e difusão e inovação cultural (Foto Martinho Caires) " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Célio Turino destacou importância de museus para preservação da memória e difusão e inovação cultural (Foto Martinho Caires)</p></div>
<div id="attachment_7840" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu4.jpg"><img class="size-large wp-image-7840" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Museu4-1024x680.jpg" alt="Muitos artistas, produtores e gestores culturais no debate (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Muitos artistas, produtores e gestores culturais no debate (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Semana dos Museus começa em Campinas com futuro incerto para um deles, o da Cidade</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2016 19:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Museu da Cidade de Campinas]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste sábado, dia 14, começa a 14ª Semana de Museus, uma iniciativa nacional que acontece até o dia 22 de maio e que neste ano terá como tema &#8220;Museus e Paisagens Culturais&#8221;. Em Campinas também haverá intensa programação, mas a Semana também será marcada pela preocupação com o destino do Museu da Cidade, uma das principais ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste sábado, dia 14, começa a 14ª Semana de Museus, uma iniciativa nacional que acontece até o dia 22 de maio e que neste ano terá como tema &#8220;Museus e Paisagens Culturais&#8221;. Em Campinas também haverá intensa programação, mas a Semana também será marcada pela preocupação com o destino do Museu da Cidade, uma das principais instituições culturais locais. No Brasil, a Semana será realizada no momento em que são concretizadas a extinção do Ministério da Cultura e sua fusão ao Ministério da Educação, o que gerou forte reação na comunidade cultural.</p>
<p>A Semana Nacional de Museus é uma temporada cultural promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). Nessa 14ª edição, 1.236 museus de todo o país oferecem ao público 3.700 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e muito mais.</p>
<p>Segundo o Ibram, a 14ª Semana Nacional de Museus simboliza um convite para que o território seja compreendido ou ressignificado como espaço cultural vital das comunidades. A diversidade sociocultural brasileira se constrói e se reconstrói cotidianamente, estando presente nas instituições museológicas como espaços de comunicação, conhecimento, pesquisa e aprimoramento das práticas culturais. Para além da preservação da memória, os museus têm um importante papel na qualificação dos entornos, sejam eles vilas, cidades, ou quaisquer locais que importem às populações em relação a suas identidades e à preservação de seu patrimônio.</p>
<p>Sob essa ótica, destaca o Ibram, os museus assumem um papel estratégico no desenvolvimento local, na construção da cidadania e como dinamizador de oportunidades culturais e econômicas. Com o entendimento de que os espaços externos são ao mesmo tempo lugares de memória e seus espelhos, a Semana de Museus de 2016 é uma ocasião propícia para os museus fortalecerem laços e atuações com suas paisagens culturais.</p>
<p>Em Campinas, a Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Coordenadoria de Extensão Cultural (CEC), responsável pelos museus municipais, organizou uma extensa programação, de 14 a 22 de maio. A novidade desta edição está na realização de passeios temáticos em ônibus executivos, em parceria com o Departamento de Turismo da Prefeitura de Campinas. Os percursos irão interligar museus a instituições culturais e ambientais. Para essa atividade, os interessados devem se inscrever no site <a href="https://semanademuseus2016.wordpress.com/">https://semanademuseus2016.wordpress.com/</a>.</p>
<p>A programação reúne, ainda, palestras, lançamento de livro, exposições, oficinas, passeios temáticos e observação de astros. Todas as atividades são gratuitas e abertas à população. Ver programação completa abaixo.</p>
<div id="attachment_7085" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade2.jpg"><img class="size-large wp-image-7085" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade2-1024x682.jpg" alt="Detalhe do edifício histórico da Lidgerwood (Foto Martinho Caires)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe do edifício histórico da Lidgerwood (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p><strong>Futuro do Museu da Cidade é incerto</strong> &#8211; A preocupação é grande em Campinas com o futuro do Museu da Cidade, uma instituição municipal que está sediada, em regime de comodato, em prédio histórico pertencente à Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS). É uma empresa ligada ao governo de São Paulo, responsável pelas soluções de engenharia elaboradas para os órgãos da administração direta e indireta da administração estadual. Entre as atividades da CPOS destacam-se: gerenciamento de obras, conservação e ampliação de edifícios, reformas, desenvolvimento de projetos, vistoria de terrenos, laudos de avaliação, regularização imobiliária, processamento de licitações, estudos ambientais e gestão do licenciamento ambiental.</p>
<div class="vcard">
<p class="antetitulo">No prédio onde está abrigado o Museu da Cidade funcionava a fábrica da Lidgerwood, uma das primeiras indústrias de Campinas, que começou a operar em 1886. Um século depois, em 1987, a ameaça de derrubada do prédio gerou um forte movimento preservacionista, com ativa participação do arquiteto e ex-prefeito Antônio da Costa Santos, que resultou na criação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc). Em 1990 o prédio da antiga Lidgerwood foi tombado pelo próprio Condepacc e depois restaurado pelas arquitetas Sandra Geraldi e Anna Villanueva. Agora a CPOS deseja reaver o prédio e com isso o futuro do Museu da Cidade fica incerto.</p>
<p class="antetitulo">O Museu da Cidade foi criado, em 1992, a partir da fusão do acervo de três museus existentes no Bosque dos Jequitibás: Museu Histórico, Museu do Folclore e Museu do Índio. Tem, portanto, uma enorme importância histórica para Campinas, em função da manutenção de um acervo material vasto e eclético, organizando-se em coleções de arqueologia, arte plumária e cestaria, objetos e quadros que datam do século XIX e doações recente.</p>
<p class="antetitulo">As coleções de arqueologia, de arte plumária e cestaria são compostas por objetos recolhidos em Sambaquis e expedições a comunidades indígenas do Centro &#8211; Oeste e Norte brasileiro realizadas pelo professor Desidério Aytai e os alunos do curso de Ciências Sociais da PUCCAMP no final da década de 1950 e durante a década de 1960. Além destas, existem coleções que relacionam &#8211; se com antigas instituições da cidade como Bloco Carnavalesco Azul e Branco, Escola Estadual Culto à Ciência, entre outras.</p>
<p class="antetitulo">Existe, nesse sentido, uma justificada inquietação com o seu futuro. O secretário municipal de Cultura, Ney Carrasco, afirmou para a Agência Social de Notícias  que a Prefeitura está em negociação com o governo de São Paulo, visando a manutenção do Museu da Cidade no espaço da Lidgerwood. Perguntado sobre a possibilidade de a negociação não resultar positiva, e se nesse caso o Museu seria transferido para outro local, o secretário disse que &#8220;se recusa a pensar nessa ideia. A intenção é manter o Museu no local onde está&#8221;. Carrasco observou que a forte retração nas atividades econômicas no país, atingindo as receitas públicas, impactou nas conversas sobre o futuro do Museu da Cidade.</p>
<p class="antetitulo">Uma petição online foi aberta no site Avaaz, reivindicando a manutenção do Museu da Cidade no espaço onde está. A petição pode ser assinada no link <a href="https://secure.avaaz.org/po/petition/Ilmo_Sr_Jonas_Donizette_Prefeito_Municipal_de_Campinas_Manutencao_do_Museu_da_Cidade_no_predio_Lidgerwood/?cAKJsbb">https://secure.avaaz.org/po/petition/Ilmo_Sr_Jonas_Donizette_Prefeito_Municipal_de_Campinas_Manutencao_do_Museu_da_Cidade_no_predio_Lidgerwood/?cAKJsbb</a></p>
<div id="attachment_7086" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade3.jpg"><img class="size-large wp-image-7086" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade3-1024x680.jpg" alt="Edifício foi tombado pelo Condepacc e passou a abrigar o Museu da Cidade (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício foi tombado pelo Condepacc e passou a abrigar o Museu da Cidade (Foto Martinho Caires)</p></div>
</div>
<p><strong>Programação em Campinas &#8211; </strong>A programação da 14ª Semana Nacional de Museus terá muitas atividades, inclusive do próprio Museu da Cidade.  Abaixo estão as atividades dos museus ligados ao município. O Museu Carlos Gomes e Museu Campos Salles, ligados ao Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), e outras instituições locais também terão atividades.</p>
<p><strong>14 de maio, sábado</strong></p>
<p>Local: Cabina #2 da Estação Cultura (Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n) &#8211; Realização Associação de Modelismo Ferroviário de Campinas 9 às 17h – 4º Encontro de Ferromodelismo da Região Metropolitana de Campinas. Visita à maquete da AMFEC, apresentação da maquete da <a href="http://free-mo.br/">FREE-MO.BR</a>. Lançamento do livro “Meu pai foi ferroviário, nº 8”. Estacionamento gratuito com entrada pela Vila Industrial, na Rua Francisco Teodoro, 1050.</p>
<p><strong>17 de maio, terça-feira</strong></p>
<p>Local: Museu da Imagem e do Som (Rua Regente Feijó, 859. Centro) 19h – Abertura da exposição de fotografias “Paisagens invisíveis”, de Luciana Souza.</p>
<p><strong>18 de maio, quarta-feira</strong></p>
<p>Local: Museu da Cidade (Av. Andrade Neves, 33. Campinas)</p>
<p>9h &#8211; Abertura da exposição “Inventário Arquitetônico de Campinas”, em parceria com a Regional de Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A exposição permanecerá até o dia 30 de junho, contando com painéis que apresentam o resultado do inventário arquitetônico da cidade, realizado pela historiadora e pesquisadora Mirza Pellicciotta. A mostra permite que o público possa consultar instantaneamente, via dispositivos digitais, informações relevantes de diversos edifícios. A própria Mirza profere palestra sobre Paisagens Culturais e Museus no dia 18 de maio, às 10h, no auditório do Ceprocamp, seguida da palestra “De Campinas para o mundo – Os pontos de encontro e os agentes jovens de culturas cidadã&#8221; do historiador Célio Turino. Na mesma manhã, está previsto o lançamento do documentário &#8220;Um giro pela cidade: caminhada histórica&#8221;. O Ceprocamp fica ao lado da Estação Cultura. Há estacionamento gratuito com entrada pela Vila Industrial, na Rua Francisco Teodoro, 1050.</p>
<p><strong>19 de maio, quinta-feira</strong></p>
<p>Realização: Museu do Café 9h &#8211; Palestras “Paisagem Cultural – O patrimônio rural das fazendas de café como fator de desenvolvimento”, com Roberto D’Alessandro e “Tombamento de paisagens industriais”, com Rubens Alves de Brito. No Ceprocamp.</p>
<p>Das 18 às 22 horas, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC), com estacionamento da Prefeitura liberado e gratuito a partir das 18h com entrada pela Rua Barreto Leme (atrás do MACC). Quinta no Museu – Food truck e programação musical animam as exposições de Pinturas de Marcus André e “O olhar de Hercule Florence sobre os índios brasileiros”.</p>
<p><strong>22 de maio, domingo</strong></p>
<p>Local: Observatório Municipal Jean Nicolini (ingressos: R$4,00 e R$ 2,00) Oposição a Marte – 17 às 21h. Durante a oposição, Marte e o Sol estão diretamente em lados opostos da Terra: Marte surge no leste exatamente quando o Sol se põe no oeste. Então, após ficar no céu a noite inteira, Marte se põe no oeste ao nascer do Sol. As oposições ocorrem a cada 26 meses. Marte brilhará no alto do céu por volta da meia-noite e o fenômeno pode ser visto a olho nu. No observatório com o uso de instrumentos, é possível visualizar detalhes da superfície marciana, como as calotas polares ou as tempestades de areia.</p>
<p><strong>Tours em ônibus executivo</strong> Parceria com o Departamento de Turismo, os passeios orientados têm vagas limitadas a 45 lugares cada. O visitante deve realizar sua inscrição gratuita pelo site <a href="http://semanademuseus2016.wordpress.com/">http://semanademuseus2016.wordpress.com</a> e aguardar a confirmação por e-mail.</p>
<p><strong>18 de maio, quarta-feira</strong></p>
<p><strong>Ecotour</strong> &#8211; Realização: Museu de História Natural – 8h45 às 12h30. Visita ao Museu de História Natural e Aquário (ingressos: R$ 2,00), acompanhada pela bióloga Denise Polydoro. Durante a visita, os participantes receberão informações sobre conservação ambiental, fauna e flora, e desfrutarão do ambiente do Bosque dos Jequitibás. Saída para a ARIE Mata de Santa Genebra, para conhecer o Borboletário. Retorno ao Museu de História Natural.</p>
<p><strong>21 de maio, sábado</strong></p>
<p><strong>Tour Histórico &#8211; </strong>Realização Museu da Cidade – 9 às 12h. Saída do Museu da Cidade, percorrendo Centro histórico de Campinas em ônibus, até o Centro de Cultura Caipira e Arte Popular em Joaquim Egídio. Roda de Viola e Prosa. Retorno ao Museu da Cidade.</p>
<p><strong>Tour Artístico -</strong> Realização Museu de Arte Contemporânea de Campinas – 9h às 12h. Visita orientada às exposições do MACC e saída em ônibus para o SESC, onde os visitantes irão conferir a programação de artes plásticas. Retorno ao MACC.</p>
<div id="attachment_7087" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade4.jpg"><img class="size-large wp-image-7087" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Museu-da-Cidade4-1024x682.jpg" alt="Detalhe original do edifício histórico de uma das primeiras indústrias de Campinas (Foto Martinho Caires)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe original do edifício histórico de uma das primeiras indústrias de Campinas (Foto Martinho Caires)</p></div>
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