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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes</title>
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		<title>Prudente de Moraes, &#8220;precursor&#8221; do Salão Internacional de Humor de Piracicaba?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2016 12:06:03 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>A revista &#8220;Don Quixote&#8221;, dos tempos heroicos do humor na imprensa brasileira, adorava pegar no pé do presidente Prudente de Moraes. E não faltou motivo, considerando que o primeiro presidente civil do Brasil, entre 1894 e 1898, conviveu com muitos problemas e convulsões de ordem política, social e econômica. Uma caricatura publicada no número 35 da revista, de 1895, tornou-se clássica. A ilustração mostra o presidente correndo, com a legenda lapidar:  &#8220;Mas o chefe do Estado, prudentíssimo e ali ao lado, retirou-se sem cair na cova que lhe fora destinada&#8221;. Teria sido Prudente de Moraes um &#8220;precursor&#8221; do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que neste sábado, dia 27 de agosto, inaugura a sua 43ª edição? Com as muitas caricaturas e charges que lhe foram destinadas, Prudente teria instalado a vocação piracicabana para o humor, para criticar os donos do poder?</p>
<p>A mesma &#8220;Don Quixote&#8221; dá pistas que podem corroborar uma resposta positiva a estas indagações. A revista foi fundada por ninguém menos que Angelo Agostini, italiano nascido em 1843 e que no Brasil desde os 16 anos tornou-se um dos desbravadores do humor gráfico no país.  Vivendo primeiro em São Paulo, já aos 21 anos Agostini editou &#8220;O Diabo Coxo&#8221;. Depois morando no Rio de Janeiro, criou a &#8220;Revista Illustrada&#8221; e, também, a &#8220;Don Quixote&#8221;, cujo nome, assim citado com a grafia original, em homenagem ao personagem lendário de Cervantes, era a encarnação de seu espírito mordaz e demolidor.</p>
<p>Pois Prudente de Moraes tornou-se alvo da pena de Agostini. O presidente nascido em Itu, em 1841, e que faleceu em Piracicaba, em 1902, era chamado na &#8220;Don Quixote&#8221; como &#8220;Prudente de Mais&#8221;, uma referência ao seu suposto imobilismo diante de crises consecutivas ocorridas durante o mandato.</p>
<div id="attachment_8343" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Don-Quixote.jpg"><img class="size-large wp-image-8343" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Don-Quixote-651x1024.jpg" alt="Página da edição 35 da &quot;Don Quixote&quot;, de 1895, em que aparece no alto à direita Prudente de Morais em &quot;fuga&quot; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)" width="618" height="972" /></a><p class="wp-caption-text">Página da edição 35 da &#8220;Don Quixote&#8221;, de 1895, em que aparece no alto à direita Prudente de Moraes em &#8220;fuga&#8221; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)</p></div>
<p>A realidade demonstrava que não era bem assim, muito pelo contrário. Foi durante o governo do piracicabano nascido em Itu que aconteceram as campanhas finalmente vitoriosas contra Canudos, o que rendeu vasto material para a imprensa e os seus ilustradores &#8211; lembrando que &#8220;Os Sertões&#8221;, de Euclides da Cunha, um dos grandes pilares da literatura brasileira, é a crônica, dura e amarga, do conflito que teve Antônio Conselheiro no seu epicentro. O próprio Agostini é autor de uma imagem, de 1896, publicada na &#8220;Revista Illustrada&#8221;, apresentando Conselheiro repudiando a República.</p>
<p>Curiosamente, a &#8220;Revista Illustrada&#8221;, depois de 23 anos de atividades, encerrou o seu ciclo em 1898, o ano em que Prudente de Moraes deixou a presidência. A última edição, de número 739, foi o retrato da transição, expondo na capa Prudente conversando com o seu sucessor, o campineiro Moraes Salles, que acabava de voltar de viagem à Europa. A legenda não deixava por menos: &#8220;Em família. Conversaram animadamente sobre a Europa, as viagens, as manifestações, o estado sanitário etc. Só não trataram da política. Muito bem&#8221;. Angelo Agostini, o &#8220;algoz&#8221; de Prudente de Moraes, é o criador do &#8220;Nhô-Quim&#8221; e &#8220;Zé Caipora&#8221;, considerados personagens que ajudaram a lançar as bases das histórias em quadrinhos no Brasil. O cartunista morreu em 1910.</p>
<div id="attachment_8340" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Prudente-e-Campos-na-Revista_Illustrada_1898-2.jpg"><img class="size-full wp-image-8340" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Prudente-e-Campos-na-Revista_Illustrada_1898-2.jpg" alt="Prudente de Morais e Campos Salles, na &quot;Revista Illustrada&quot; (Hemeroteca Biblioteca Nacional) " width="550" height="786" /></a><p class="wp-caption-text">Prudente de Moraes e Campos Salles, na &#8220;Revista Illustrada&#8221; (Hemeroteca Biblioteca Nacional)</p></div>
<p>Outros ilustradores, bem como jornais e revistas, usaram abundantemente a figura de Prudente de Moraes como &#8220;material de trabalho&#8221; no período presidencial, que coincidiu com o momento em que atuavam alguns dos expoentes pioneiros do humorismo gráfico, como K.Lixto (1877-1959) e Raul Pederneiras (1874-1953). O presidente respondia como devia, aceitando as críticas e ironias. Ele gostava e respeitava as artes e seus produtores. Esteve presente nas primeiras duas edições, de 1895 e 1896, da Exposição Geral de Belas Artes, realizada pela Escola Nacional de Belas Artes.</p>
<p>Instalado na casa onde o ex-presidente morou, o Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes contempla, em seu acervo, a visão satírica da imprensa sobre o homem a quem a história reservou o papel de fazer a complicada travessia da República &#8220;militar&#8221; para a &#8220;civil&#8221;. Uma vocação de Piracicaba para o humor, para a principal e mais inteligente arma de crítica aos chamados poderes constituídos (ou que ainda não chegaram lá), estava sinalizada ali? O Salão Internacional de Humor, criado por um grupo de jovens corajosos e brilhantes, em plena ditadura militar, e que chega à 43ª edição, a ser aberta neste final de semana, continua a saga mais do que centenária e agora reconhecida no mundo todo.</p>
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