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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Paulo Freire violeiro</title>
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		<title>Infinitos Acordes: os caminhos da viola caipira &#8211; Paulo Freire</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 16:18:35 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais afluentes da margem esquerda do rio São Francisco, o rio Urucuia &#8211; que nasce nos chapadões de Goiás e atravessa Minas Gerais, até o município de Buritis &#8211; ganhou notoriedade nacional e internacional por ser um dos cenários em que se desenrola a trama de &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;. Pois foi nas margens do &#8220;rio de águas vermelhas&#8221;, em língua indígena, que Paulo Freire aprendeu a tocar viola com o Seo Manelim. Era o ponto de partida de uma trajetória peculiar no universo da música de raiz, do violeiro que hoje mora em Barão Geraldo, em Campinas.</p>
<p>Paulo Freire é o segundo personagem da série &#8220;Infinitos Acordes: os caminhos da viola caipira&#8221;. Na série, a Agência Social de Notícias reproduz o material coletado e produzido pelo Projeto Infinitos Acordes, que documentou em vídeo a obra de oito violeiros com estilos e sotaques distintos, exatamente para espelhar a riqueza multicolorida da música de raiz. Pelos acordes de Levi Ramiro, Julio Santin, Milton Araújo, João Arruda, Zeca Collares, João Paulo Amaral, Paulo Freire, Ricardo Vignini e Zé Helder, é possível trilhar os caminhos da viola caipira em sua essência.</p>
<p>O Projeto Infinitos Acordes é resultado da parceria entre os jornalistas Josiane Giacomini e Adriano Rosa, que também assina as fotos e as filmagens, e o editor e videomaker Filipi do Canto. Foram meses de pesquisa, elaboração de roteiro e gravações, resultando em documentário ainda inédito de 45 minutos que resume um dos mais importantes capítulos do cancioneiro popular brasileiro, o da viola caipira. Do documentário foram desmembrados oito videoclipes com trechos das entrevistas e das músicas que os violeiros apresentaram durante os depoimentos.</p>
<div id="attachment_2500" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/SeoManelinPauloFreire.jpg"><img class="size-large wp-image-2500" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/02/SeoManelinPauloFreire-1024x682.jpg" alt="Paulo Freire em estúdio com o mestre na viola e na vida, Seo Manelim (Foto Angélica Del Nery)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Paulo Freire em estúdio com o mestre na viola e na vida, Seo Manelim (Foto Angélica Del Nery)</p></div>
<p><strong>PAULO FREIRE</strong></p>
<p>Nascido em São Paulo, Paulo Freire largou a faculdade de jornalismo, em 1977, após ler a obra-prima de Guimarães Rosa. Não teve dúvidas: partiu para o vale do Urucuia, para conhecer e viver de perto o universo mágico do &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;.</p>
<p>Por dois anos ele morou no povoado Porto de Manga. A três quilômetros dali, conheceu Manoel de Oliveira, o Seo Manelim, grande violeiro, que passou a ser o mestre, o mentor, do jovem paulistano que já tocava violão e guitarra, mas definitivamente se encantou com a música de raiz. Trabalhavam na roça de arroz de dia e, à noite, Manelim ensinava os segredos da viola para Paulo.</p>
<p>&#8220;O entardecer tocando viola no terreiro, acordar no inverno e ir para uma fogueira improvisada junto com seus filhos, enquanto dona Vicentina preparava o café com biju, ou ficar olhando a roça e deixar o pensamento correr, calaram fundo em minha alma violeira&#8221;, lembra Freire.</p>
<p>De volta a São Paulo, continuou os estudos, em violão clássico com Henrique Pinto. E daí em diante foi uma trajetória cada vez mais sólida, incluindo incursões no teatro, por exemplo como membro do grupo Vento Forte, que recebeu prêmios importantes e fez temporada na Europa.</p>
<p>Nessa viagem decidiu fazer outra mudança e passou a residir em Paris, onde estudou violão clássico com o mestre uruguaio Betho Davesaky. Ganhou até uma medalha no &#8220;Concours des Classes Supérieurs de Paris&#8221;. De modo paralelo aos estudos, excursionou pela Europa e Norte da África com grupos de música brasileira. Tocava samba e as mulatas dançavam. &#8220;Na verdade, foram dois anos e meio em que me diverti muito&#8221;, admite.</p>
<p>Mas a paixão pela viola era cada vez maior. Ela foi tomando mais e mais espaço. De volta ao Brasil, Paulo Freire fez trilhas para episódios de séries da TV Globo, como Malu Mulher e Obrigado Doutor. E tocou viola e participou da composição da trilha da premiada minissérie &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;, também da TV Globo. Foi um reencontro e um ponto de inflexão.</p>
<p>Desde então, a viola e a música de raiz tem sido o território de muita pesquisa e produção. O primeiro CD solo, &#8220;Rio Abaixo &#8211; viola brasileira&#8221;, independente, recebeu o Prêmio Sharp de Revelação Instrumental, em 1995/96. Já foram outros 11 CDs, sendo seis próprios e outro em parceria com outros músicos. Também lançou vários livros, como o romance &#8220;Jurupari&#8221; e o infantil &#8220;O Céu das Crianças&#8221;. Teve participação em vários episódios do Globo Rural e continua trabalhando com teatro, dança, vídeo&#8230;</p>
<p>Paulo Freire é inquieto. Ele ajuda a dignificar o belo capítulo da cultura brasileira que é a música de raiz. Fiel ao aprendizado, ele volta sempre ao Urucuia, onde regularmente participa da Folia de Reis.  Mais informações: www.paulofreirevioleiro.com.br</p>
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