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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Plano Municipal de Educação de Campinas</title>
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		<title>Campinas aumenta gastos com educação infantil mas déficit de vagas continua alto</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2016 18:14:55 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Municipal de Educação de Campinas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Entre 2007 e 2015 houve um aumento de R$ 200 milhões no investimento anual em Educação Infantil em Campinas e neste período o número de matrículas em creches cresceu de 10.866 para 23.483 crianças, em sua grande maioria nas redes pública e de instituições conveniadas. Apesar desse investimento, que coloca Campinas no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Entre 2007 e 2015 houve um aumento de R$ 200 milhões no investimento anual em Educação Infantil em Campinas e neste período o número de matrículas em creches cresceu de 10.866 para 23.483 crianças, em sua grande maioria nas redes pública e de instituições conveniadas. Apesar desse investimento, que coloca Campinas no topo de gastos por aluno na Educação Infantil no estado,  o déficit de vagas nas creches continua muito alto, enquanto na pré-escola o município praticamente já chegou à universalização, com quase 100% da demanda atendidos, conforme determina a legislação. Esses dados foram apresentados na manhã desta terça-feira, dia 27 de outubro, no auditório da Fundação FEAC, em mais um evento ligado à 7ª Semana da Educação de Campinas.</p>
<p>O tema central da Semana é o Plano Municipal de Educação (PME) de Campinas, em vigor desde 24 de junho de 2015. Neste contexto, o evento da manhã de hoje tratou da Meta 1 do PME, que estipula que o município de Campinas deve &#8220;universalizar, até 2016, a educação infantil para as crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de Educação Infantil em creches, pelo poder público municipal, de forma a atender em período integral a demanda de 0 a 3 anos e 11 meses até o final da vigência&#8221; do Plano Municipal, portanto em 2025, &#8220;sendo facultativo às famílias optar pelo período integral ou parcial&#8221;.</p>
<p>Os dados apresentados contemplaram um panorama da situação atual da Educação Infantil em Campinas e projetaram o cenário para 2025, em termos do que deve ser feito para que a Meta 1 do Plano seja atingida em termos de creches, uma vez que em pré-escolas a universalização estipulada foi praticamente conquistada. As informações compartilhadas com o público presente resultam de trabalho conduzido pela Dra.Stella Silva Telles, pesquisadora do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas da Unicamp. A Prefeitura de Campinas foi convidada a participar mas não esteve representada no evento.</p>
<p>A apresentação dos dados esteve a cargo de Francisco José Carbonari, que é secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e membro do Conselho Estadual de Educação. Tanto Stella quanto Carbonari integram o Comitê Deliberativo do Observatório da Educação, iniciativa da Fundação FEAC no âmbito do Compromisso Campinas pela Educação. Foi o Observatório da Educação que sugeriu o estudo sobre a &#8220;Perspectiva para atendimento da Meta 1 do Plano Municipal de Educação de Campinas&#8221;.</p>
<div id="attachment_9126" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME8.jpg"><img class="size-large wp-image-9126" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME8-1024x680.jpg" alt="Stella Silva Telles, da Unicamp, levantou os dados sobre Campinas (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Stella Silva Telles, da Unicamp, levantou os dados sobre Campinas (Foto Martinho Caires)</p></div>
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<p><strong>Investimento x matrículas</strong> &#8211; O estudo divulgado mostra que entre 2007 e 2015 o investimento anual em Educação Infantil em Campinas evoluiu de R$ 280 milhões para R$ 487,53 milhões, ou cerca de R$ 200 milhões a mais. Com isso a proporção dos investimentos em Educação Infantil, em comparação com os gastos orçamentários da Prefeitura com a Educação em geral, aumentou de 48% para 57%.</p>
<p>Com este incremento, Campinas colocou-se entre os primeiros municípios na média de investimentos em Educação Infantil por aluno. Essa média foi de R$ 10.548,81 gastos por aluno em 2015, conforme os Indicadores Financeiros Educacionais, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), disponibilizados na internet. A média de investimento em Campinas é superior a municípios como São Paulo (R$ 9.612,85), São Bernardo do Campo (R$ 8.105,98), Guarulhos (R$ 5.962,46) e Santo André (R$ 5.835,10). A população estimada pelo IBGE em Campinas em 2016 é de 1.173.370 habitantes e em Guarulhos, de 1.337.087.  Ou seja, Campinas gasta em EI, por aluno, quase o dobro de Guarulhos, que tem população um pouco maior, segundo os dados disponíveis.</p>
<p>O aumento dos gastos em Educação Infantil em Campinas correspondeu ao grande acréscimo de matrículas entre 2007 e 2015. O número de matrículas em creches cresceu de 10.866 para 23.483 crianças, das quais 15.067 na rede pública municipal (64% do total de matrículas), 5.458 na rede privada (23%) e 2.958 na rede de conveniadas, correspondendo a 13% do total de matrículas em creches em 2015. Na pré-escola, para alunos de 4 e 5 anos, eram 20.152 matrículas na rede municipal e de conveniadas e de 6.291 na rede privada, correspondendo a 99% das crianças nessa faixa etária, segundo os dados do estudo, que tiveram como fontes o Censo Escolar do MEC/INEP e Fundação Seade.</p>
<p>Apesar do aumento expressivo no número de matrículas na pré-escola, em um período de substantiva evolução dos investimentos, em 2015 eram atendidos em creches 38% das 58.890 crianças de 0 a 3 anos em Campinas, abaixo portanto de uma suposta meta de atendimento a 50% da população nessa faixa etária. Suposta porque, ao contrário do que preveem os Planos Nacional e Estadual de Educação, o PME de Campinas não estipulou na Meta 1 uma meta numérica (de 50% naqueles dois planos), para cumprimento ao final da sua vigência.</p>
<p>Se fosse considerada a Meta 1 do Plano Nacional de Educação, e se ela tivesse que ser aplicada em 2015, comentou Carbonari, o déficit de vagas em creches em Campinas no ano passado seria de 5.962, ou 25,4% das 29.445 crianças entre 0 a 3 anos correspondentes a metade da população nessa faixa etária no ano passado. Na prática, o déficit de vagas em creches em Campinas é atualmente de 7,9 mil, o que representou recentemente uma multa de R$ 4,5 milhões à Prefeitura, conforme determinação da juíza Silvia Paula Moreschi Ribeiro Coppi. O valor da multa recebeu a homologação a partir de ação ajuizada pelo promotor Rodrigo Augusto de Oliveira.</p>
<div id="attachment_9127" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME1.jpg"><img class="size-large wp-image-9127" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME1-1024x680.jpg" alt="Gestores, docentes e outros profissionais em Educação Infantil participaram do evento (Foto Martinho Caires)" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Gestores, docentes e outros profissionais em Educação Infantil participaram do evento (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p><strong>Projeções</strong> &#8211; No evento desta quinta-feira na FEAC, foi igualmente apresentada uma projeção para 2025, ano em que termina a vigência do atual Plano Municipal de Educação. Como notou Carbonari, por fatores demográficos, e particularmente a queda na taxa de fecundidade, é esperada a redução do contingente de população de 0 a 3 anos para os próximos anos, o que repercutiria na diminuição da demanda por creches.</p>
<p>As estimativas são de que em 2025 o grupo de 0 a 3 anos no município seja de 50.006 crianças. Com isso, a suposta demanda de atendimento a 50% da população nessa faixa etária seria de 25.003 vagas em creches.</p>
<p>Em termos financeiros, se mantido em 2025 o investimento em 2015 de R$ 12.712,33 por aluno em creches, do município ou conveniadas, os gastos adicionais para o cumprimento da suposta meta de 50% das crianças de 0 a 3 anos atendidas seriam de R$ 19,3 milhões.</p>
<p>Carbonari lembrou, entretanto, que o país vive uma forte crise econômica, com perspectivas de superação apenas em torno de 2020, segundo muitos analistas. Nesse sentido, ele entende que, para o efetivo cumprimento da Meta 1 do Plano Municipal de Educação, Campinas terá que fazer escolhas.</p>
<p>Uma alternativa, cogitou, é a ampliação do investimento em creches. Outra, a diminuição do custo-aluno. &#8220;Tudo dependerá do comportamento da economia nos próximos anos e da vontade política da Prefeitura&#8221;, pontuou.</p>
<p>De modo a corroborar as inquietações do secretário estadual adjunto da Educação, com os necessários investimentos em um quadro de forte crise econômica e crise fiscal, no início desta tarde a Prefeitura de Campinas anunciou uma série de medidas com ajustes nos gastos públicos, considerando todas as áreas da administração municipal.</p>
<p>Ações como &#8220;corte de 20% nos cargos comissionados&#8221;, &#8220;cortes de 100% nas horas extras, ressalvando casos excepcionais&#8221;, &#8220;suspensão da execução orçamentária&#8221; e parcelamento do pagamento de outubro para parte do funcionalismo, de rendimentos mais altos. No conjunto, medidas que apontam para tempos difíceis e de possível queda em investimentos. A expectativa é sobre o que acontecerá nos próximos anos em relação aos múltiplos serviços municipais, a Educação Infantil entre eles.</p>
<div id="attachment_9128" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME6.jpg"><img class="size-large wp-image-9128" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2016/10/PME6-1024x680.jpg" alt="Cláudia Chebabi Andrade: FEAC atenta à Educação Infantil em Campinas (Foto Martinho Caires)  " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Cláudia Chebabi Andrade: FEAC atenta à Educação Infantil em Campinas (Foto Martinho Caires)</p></div>
<p><strong>OS DESAFIOS DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL </strong></p>
<p>Ainda na esfera de projeções, Francisco José Carbonari acentuou que um dos desafios será o desenvolvimento de indicadores para mensuração da qualidade da Educação Infantil ofertada em Campina, assim como em todo o Brasil.  &#8220;No Ensino Fundamental e no Médio existem indicadores, como o IDEB e o PISA, ambos destacando que existem muitos desafios a superar. Mas na Educação Infantil não existem indicadores mensuráveis&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Diante dessa lacuna, dois instrumentos, &#8220;não ideais&#8221;, têm servido para a avaliação da Educação Infantil no país, acrescentou Carbonari. São a formação docente e os insumos utilizados para o funcionamento de creches e pré-escolas. O secretário estadual adjunto da Educação apresentou então alguns dados nesses dois campos, que subsidiariam uma discussão, muito preliminar, sobre a qualidade da EI no município.</p>
<p>Com relação à formação docente, o estudo revelou que mais de 95% dos docentes em creches, da rede pública ou conveniada, têm Ensino Superior ou Magistério Completo, contra 88,78% na rede privada. O estudo mostrou ainda que a relação alunos/profissionais (docentes+assistentes) em creches é de 4,6 por um na rede privada, 6,2 na rede municipal e 10,5 na rede conveniada.  A média de alunos por turmas em creches é de 9,4 na rede privada, 14,1 na rede municipal e de 16,1 na rede conveniada. São números  que configuram, portanto, alguns desafios para a rede conveniada.</p>
<p>No âmbito de insumos, um indicador que merece atenção é o de que 74% das creches na rede municipal e apenas 50% na rede de conveniadas têm parque infantil, 70% na rede municipal e 57% na rede conveniada têm área verde, 52% na rede municipal e 36% na rede conveniada têm berçário e 27% na rede municipal e 23% na rede conveniada têm salas para professores. Ou seja, também há desafios em termos de insumos, conforme os dados apresentados na manhã deste dia 27 de outubro, na FEAC, dentro da 7ª Semana da Educação de Campinas.</p>
<p>Responsável pela área da Educação na FEAC, Cláudia Chebabi Andrade destacou, diante dos números divulgados, que de fato Campinas está desafiada a ampliar o número de vagas em creches. No caso da necessidade de aprimoramento da formação docente, ela ressaltou que a FEAC &#8211; que tem muitas instituições com creches entre suas entidades conveniadas &#8211; contempla essa preocupação, mantendo várias ações em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Claudia completou afirmando que o Observatório da Educação, iniciativa da FEAC no âmbito do Compromisso Campinas da Educação (CCE), incorporou o acompanhamento do Plano Municipal de Educação como uma de suas prioridades, contribuindo portanto para o necessário monitoramento social da implementação do PME.</p>
<p>A 7ª Semana da Educação de Campinas, promovida pela Fundação FEAC no escopo do CCE, continua até o sábado, dia 29 de outubro. Programação completa em <a href="http://semanadaeducacao.org.br/">www.semanadaeducacao.org.br </a></p>
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		<title>Campinas corre contra o relógio para cumprir metas do Plano Municipal de Educação</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2016 16:20:09 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ceprocamp]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins &#8211; Campinas, 28 de abril de 2016 Depois de muita polêmica, o Plano Municipal de Educação (PME) de Campinas foi promulgado no dia 24 de junho de 2015, como Lei Municipal 15.029. Agora, os setores envolvidos, e particularmente a Prefeitura, correm contra o relógio para cumprir as dez metas ou estratégias previstas para o primeiro ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins &#8211; Campinas, 28 de abril de 2016</strong></p>
<p>Depois de muita polêmica, o Plano Municipal de Educação (PME) de Campinas foi promulgado no dia 24 de junho de 2015, como Lei Municipal 15.029. Agora, os setores envolvidos, e particularmente a Prefeitura, correm contra o relógio para cumprir as dez metas ou estratégias previstas para o primeiro ano de vigência do Plano. A menos de dois meses do final do prazo, apenas dois objetivos fixados no PME foram executados e um seguramente não será cumprido. Os outros sete ainda estão em andamento.</p>
<p>Fato é que o PME continua sendo uma preocupação muito distante para grande parte da sociedade local. Isto, apesar da importância estratégica do Plano como o roteiro que, com todas as suas deficiências, pode dar mais qualidade a todo sistema educacional na cidade que se orgulha de ser polo científico e tecnológico mas continua apresentando indicadores insatisfatórios na área da educação básica, entre outros grandes desafios.</p>
<p>A promulgação de Planos Municipais de Educação até o dia 25 de junho de 2015 estava prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), nos termos da Lei 13.005, de 25 de junho de 2014 (<a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm">aqui</a>). Em Campinas, o processo de construção do Plano Municipal de Educação foi coordenado pelo Fórum Permanente de Educação.</p>
<p>O PNE tem 2o metas. O Plano Municipal de Educação seguiu mais ou menos o mesmo roteiro mas acabou tendo 22 metas, além de dezenas de estratégias, que também poderiam ser chamadas de sub-metas. O Plano foi aprovado pela Câmara Municipal após a realização de cinco pré-conferências e uma Conferência Municipal, que resultou em texto transformado em projeto pelo Executivo. O texto aprovado na Câmara, e depois sancionado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), acabou sendo modificado em relação ao que havia sido chancelado pela Conferência Municipal.</p>
<p>Houve muita controvérsia na época, sobretudo em relação a um projeto de emenda do vereador Campos Filho (DEM), estipulando que &#8220;não será objeto de deliberação qualquer proposição legislativa que tenha por objeto a regulamentação de políticas de ensino, currículo escolar, disciplinas obrigatórias, ou mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo &#8220;gênero&#8221; ou orientação sexual&#8221;. Foi uma iniciativa em sintonia com ações semelhantes ocorridas em vários municípios brasileiros, originadas de grupos religiosos conservadores.</p>
<p>De fato, a palavra &#8220;gênero&#8221; e a expressão &#8220;orientação sexual&#8221; não aparecem no texto final do PME, divulgado no Diário Oficial. A questão aparece nos termos da estratégia 7.21: &#8220;Garantir nos currículos escolares conteúdos sobre questões ligadas a sexualidade, saúde, história e às culturas afro-brasileira e indígenas e implementar ações educacionais, nos termos das Leis nº 10.639 , de 9 de janeiro de 2003, e nº 11.645, de 10 de março de 2008, assegurando-se a implementação das respectivas diretrizes curriculares nacionais e formação para todos os profissionais da educação acerca destes conteúdos, por meio de ações colaborativas com fóruns de educação para a diversidade étnico &#8211; racial, sexualidade, saúde, conselhos escolares, equipes pedagógicas e a sociedade civil&#8221;.</p>
<p>De forma geral, poucos setores da sociedade campineira têm-se envolvido diretamente no acompanhamento da execução do PME, assim como foi muito limitada a participação durante o seu processo de elaboração. A rede estadual teve baixa presença e o segmento universitário menor ainda, apesar de Campinas ser um grande polo de ensino superior.</p>
<p>Nesta quinta-feira, dia 28 de abril, o Plano Municipal de Educação será o tema do segundo Encontro Mensal do Compromisso Campinas pela Educação (CCE), na sede da Fundação FEAC (Rua Odila Santos de Souza Camargo, 34, Vila Brandina). O evento começa às 19 horas,  sendo aberto ao público &#8220;com vagas preenchidas por ordem de chegada&#8221;, segundo comunicado do CCE.</p>
<div id="attachment_3404" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-048.jpg"><img class="size-large wp-image-3404" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-048-1024x768.jpg" alt="Pré-conferência para da Região Leste para elaboração do Plano Municipal de Educação foi realizada no Ginásio do Tênis Clube de Campinas (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Pré-conferência para da Região Leste para elaboração do Plano Municipal de Educação foi realizada no Ginásio do Tênis Clube de Campinas (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Execução das metas &#8211;  </strong>Três instâncias são especialmente responsáveis pelo acompanhamento da implementação do PME. De acordo com a Lei Municipal 15.029 (<a href="https://bibliotecajuridica.campinas.sp.gov.br/index/visualizaroriginal/id/128617">aqui)</a>, em seu artigo quinto, a execução do Plano Municipal de Educação e o cumprimento de suas metas &#8220;serão objeto de monitoramento contínuo e de avaliações periódicas pelos seguintes órgãos: I &#8211; Secretaria Municipal de Educação (SME); II &#8211; Conselho Municipal de Educação de Campinas; III &#8211; Fórum Permanente de Educação&#8221;. O Fórum foi constituído nos termos de Resolução 02, de 27 de fevereiro de 2013, da Secretaria Municipal e Educação, &#8220;composta de forma paritária entre sociedade civil e poder público&#8221;, segundo a lei sobre o PME.</p>
<p>Ainda segundo a Lei 15.029, compete especificamente ao Fórum Permanente de Educação: &#8220;I &#8211; fiscalizar a execução do Plano Municipal de Educação e o cumprimento de suas metas; e II &#8211; promover a articulação das Conferências Municipais com as conferências regionais, estaduais e federais, considerando as especificidades de cada instância&#8221;.</p>
<p>Segundo o coordenador do Fórum Permanente de Educação de Campinas, Antônio Sertório, que representa o Conselho Municipal de Educação, duas comissões, de Sistematização e Mobilização e Divulgação, foram constituídas em fevereiro deste ano pelo Fórum, que tem reuniões ordinárias a cada dois meses. Estas duas comissões, de acordo com Sertório, estão promovendo, no momento, a avaliação do primeiro ano de vigência do PME.</p>
<p>O relatório resultante dessa avaliação será apresentado, discutido e votado na próxima reunião do Fórum, prevista para o início de junho, dias antes do fim do primeiro ano de vigência do Plano Municipal de Educação. Será então nesse momento que o Fórum encarregado legalmente de &#8220;fiscalizar a execução do Plano Municipal de Educação&#8221; se posicionará oficialmente sobre se as metas para o primeiro ano foram cumpridas ou não e, se não foram cumpridas, qual deverá ser o posicionamento a ser adotado.</p>
<p>Pela Resolução 02 da Secretaria Municipal de Educação, o Fórum Permanente de Educação deve ser constituído por cerca de 50 representantes, de órgãos públicos e sociedade civil. Segundo informações do coordenador Antônio Sertório, o Fórum já recebeu ofícios com a indicação de cerca de 36 ou 37 representantes. Nas últimas reuniões do Fórum  participaram entre 20 e 25 membros.</p>
<p>Uma comissão de acompanhamento do Plano foi também constituída na Secretaria Municipal de Educação. Ela está igualmente preparando um relatório sobre a implementação do PME em seu primeiro ano de vigência.</p>
<div id="attachment_3453" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-316.jpg"><img class="size-large wp-image-3453" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-316-1024x768.jpg" alt="Antônio Sertório, coordenador do Fórum Permanente de Educação (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Antônio Sertório, coordenador do Fórum Permanente de Educação (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Primeira meta para o primeiro ano: Censo Escolar Municipal</strong> &#8211;  Um conjunto de dez metas e estratégias,  ou sub-metas, tem o prazo de cumprimento de um ano, e portanto até 24 de junho de 2016, segundo o PME de Campinas.</p>
<p>Uma das metas previstas para o primeiro ano de vigência do Plano é a de que o município deverá buscar parcerias institucionais neste período, &#8220;a fim de construir o Censo Escolar Municipal&#8221;, segundo o parágrafo 1º do artigo 4º da Lei Municipal 15.029.</p>
<p>O Censo Escolar Municipal é fundamental para mensurar a demanda e a oferta de vagas, equação que varia em cada região do município. Os dados de um Censo Escolar Municipal seriam igualmente muito relevantes para subsidiar a participação popular nessas regiões na busca de uma melhoria e democratização dos indicadores de quantidade e qualidade do ensino.</p>
<p>A Prefeitura ainda não fechou parceria para a realização do Censo Escolar Municipal, mas está em tratativas para que um centro de pesquisas seja identificado com esta finalidade. Segundo Luiz Roberto Marighetti, supervisor de ensino que atua no Núcleo de Legislação e Normas Educacionais da Secretaria Municipal de Educação, a expectativa é a de que, até o final do primeiro ano de vigência do PME, em uma discussão que também envolve a Fundação Municipal para Educação Comunitária (FUMEC), esteja pronto o modelo que será aplicado para a realização do Censo, e cujos dados seriam levantados até 2017.</p>
<p><strong>Gestão democrática</strong> &#8211; Outra meta para ser cumprida até o dia 24 de junho de 2016 é a da aprovação pelo Município (e portanto pela Câmara Municipal) de &#8220;lei específica disciplinando a gestão democrática da educação em seus respectivos âmbitos de atuação&#8221;.</p>
<p>A democratização da gestão é uma reivindicação antiga de vários atores do sistema educacional. Ela deve abranger diversas instâncias e dimensões, como a forma de escolha dos gestores, o formato da participação dos professores e das famílias na escola, como é construído o Projeto Político Pedagógico da escola e, em âmbito mais amplo, como funciona o Conselho Municipal de Educação e, no caso de Campinas, também como opera o Fórum Permanente de Educação.</p>
<p>Segundo Luiz Roberto Marighetti, já está pronta uma minuta de projeto de lei disciplinando a gestão democrática da educação na rede municipal. Ele informa que a minuta deve ser encaminhada na próxima semana para avaliação de todo sistema municipal de ensino, compreendendo Conselho Municipal de Educação, Conselhos de Escola, professores, supervisores e coordenadores pedagógicos e demais profissionais. Após a avalição da rede, a minuta transformada em projeto será encaminhada para a Câmara Municipal. Uma das causas do atraso no cumprimento desta meta está em que a lei municipal de gestão democrática deve estar em sintonia com a lei nacional, que já deveria estar concluída segundo o PNE e isto ainda não aconteceu.</p>
<p>O vereador Paulo Bufalo (PSOL), que participou da discussão que resultou no Plano Municipal de Educação e acompanha sua execução, lamenta que o debate sobre uma lei disciplinando a gestão democrática da educação ainda não tenha avançado. Pelo contrário, ele diz que serão solicitadas informações sobre os processos que tramitam no Departamento de Processos Disciplinares e Investigatórios, e que foram eventualmente abertos em relação a professores que contestam de alguma forma a gestão municipal na área da educação. O vereador sustenta que discussões sobre pontos como a aplicação da Lei do Piso não tiveram continuidade.</p>
<p><strong>Educação infantil</strong> &#8211; Universalizar até 2016 a educação infantil para todos alunos de 4 e 5 anos de idade é outra meta prevista no PME, esta em consonância com o próprio Plano Nacional de Educação (PNE). Muito antes do prazo, de novo de acordo com Luiz Roberto Marighetti, já havia em Campinas havia vagas disponíveis nessa faixa etária para atender qualquer demanda. Permanece, entretanto, o grande desafio de garantia de vagas em creches para todas as crianças de 0 a 3 anos, como prevê a Meta 1 do PME, mas para ser cumprida até o final da vigência do Plano. Em 2014, segundo a Fundação Seade, a taxa de matrículas nas escolas de educação infantil em Campinas, em relação à população de 4 e 5 anos, era de 91,42%.</p>
<p>De forma associada à meta anterior, está outra, a de &#8220;promover, no primeiro ano do PME, em parceria com o Conselho Municipal de Educação, Fórum Municipal de Educação e outros setores relacionados, campanhas de informação e conscientização dos pais e responsáveis sobre o direito da criança e das famílias à educação de qualidade e a importância de matricular seus filhos em escolas autorizadas pelo poder público municipal&#8221;.</p>
<p>Esta campanha, garante Marighetti, já foi executada, através de divulgação na mídia, de forma associada com um mutirão para regularização de todas as escolas de gestão privada que tinham processo pendente na Secretaria Municipal de Educação. As escolas regularizadas, e que garantiram portanto o credenciamento junto à Prefeitura, receberam o selo Escola Bem Legal.</p>
<p>Meta igualmente ligada à educação infantil é a de &#8220;garantir e realizar busca ativa permanente, a partir do primeiro ano de vigência deste PME, visando o atendimento de qualidade das populações do campo e das comunidades indígenas, quilombolas e ciganas, na educação infantil nas respectivas comunidades, por meio do redimensionamento da distribuição territorial da oferta, no escopo de evitar a nucleação de escolas e o deslocamento de crianças, de forma a atender às especificidades dessas comunidades&#8221;.</p>
<p>Não existe comunidade quilombola ou indígena reconhecida no município de Campinas, e a demanda de vagas na educação infantil na zona rural será um dos objetivos do Censo Escolar Municipal, ainda não viabilizado.</p>
<div id="attachment_3449" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-297.jpg"><img class="size-large wp-image-3449" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-297-1024x768.jpg" alt="Conferência Municipal debateu plano para Educação em Campinas nos próximos dez anos (Foto José Pedro Martins)" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Conferência Municipal debateu plano para Educação em Campinas nos próximos dez anos (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><strong>Educação para jovens</strong> &#8211; O Plano Municipal de Educação de Campinas também estipula a universalização, ainda em 2016, do atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos.</p>
<p>O cumprimento desse objetivo depende essencialmente da rede estadual de ensino, onde está matriculada, no Ensino Médio, a grande maioria da população nessa faixa etária. O dirigente regional de Ensino Oeste, Antonio Admir Schiavo, afirma que foi atendido todo aluno dessa faixa etária que procurou matrícula na rede estadual. &#8220;Pode ter algum aluno fora da escola que por algum motivo parou de estudar, mas todos que procuraram foram atendidos&#8221;, reitera o diretor, observando que o Estado realiza levantamento sobre os alunos que cumpriram o nono ano do ensino fundamental.</p>
<p>Estratégia ligada à meta anterior é a de &#8220;estabelecer, no primeiro ano de vigência da PME, normas, procedimentos e prazos para levantamento de demanda, no município, para a população do campo, de comunidades indígenas, quilombolas e ciganas como forma de planejar a oferta e verificar o atendimento da demanda manifesta&#8221;. Este é outro objetivo de um Censo Escolar Municipal, cuja realização ainda não foi equacionada.</p>
<p>O vereador Paulo Bufalo entende que, apesar de não ter responsabilidade direta na área do Ensino Médio, o Município &#8220;pode contribuir muito, por exemplo em termos de disponibilização de transporte e merenda, itens fundamentais na escolarização, e pouco tem sido feito nesse sentido&#8221;.</p>
<p><strong>EJA e ensino profissional</strong> &#8211; Mais uma estratégia, ou submeta da Meta 10: &#8220;Estabelecer, no primeiro ano de vigência do PME, normas, procedimentos e prazos para implementação de programa público de educação de jovens e adultos voltados para a formação profissional&#8221;.</p>
<p>Desde agosto de 2010 a FUMEC mantém o Programa EJA Profissões, que oficialmente tem como objetivo &#8220;oferecer, além da escolarização básica, cursos profissionalizantes, certificados pelo CEPROCAMP, em cada uma das cinco regiões de Campinas: Norte, Sul, Leste, Noroeste e Sudoeste. Tal Programa é gratuito e aberto a todos os cidadãos com idade superior a 15 anos e que ainda não tenham concluído o 5º ano do Ensino Fundamental&#8221;, afirma a FUMEC. Luiz Roberto Marighetti diz que está sendo buscada uma maior articulação entre as iniciativas ligando EJA e capacitação profissional.</p>
<p>A diretora-executiva da FUMEC, Darci Silva, informa que, visando garantir o cumprimento dessa estratégia de forma continuada, a instituição realizou concurso público também para cumprir  um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público, substituindo, ao longo do ano de 2015, todos os professores anteriormente contratados por processo seletivo, por concursados junto ao CEPROCAMP.</p>
<p>Além disso, ainda de acordo com a diretora, a FUMEC está contratando Instituição especializada em pesquisa, visando levantamento junto à área de serviços e comércio da Região Metropolitana de Campinas (RMC), &#8220;buscando identificar quais as funções que não tem sido encontradas pelos empregadores por falta de formação profissional&#8221;. E a FUMEC também implementou em 2016 o novo curso técnico de nível médio de Logística no CEPROCAMP e mais três cursos de qualificação profissional.</p>
<p>A diretora-executiva da FUMEC também destaca que a instituição está mobilizada com relação à estratégia 10.4 do PME, que prevê: &#8220;Expandir as matrículas e implantar programas públicos intersetoriais de educação profissional na educação de jovens e adultos, de modo a articular a formação inicial e continuada de trabalhadores com a educação profissional, objetivando a elevação de nível de escolaridade do trabalhador e da trabalhadora&#8221;.</p>
<p>Segundo Darci Silva, a FUMEC vem promovendo, a partir da implantação do ‘CEPROCAMP ABERTO” e PREFEITURA NOS BAIRROS”, &#8220;a divulgação aos trabalhadores,  alunos, famílias e a comunidade em geral dos cursos oferecidos pela Fundação através do CEPROCAMP&#8221;.</p>
<p>Do mesmo, a diretora diz que a FUMEC tem oferecido aos alunos do programa de EJA I &#8211; Anos iniciais do ensino fundamental da FUMEC, e EJA II – Anos finais da SME, a implementação do programa EJA Profissões, &#8220;visando a orientação e formação desses estudantes, com ofertas de cursos e programas de Orientação Profissional, de Capacitação Básica e de Capacitação Profissional Básica, objetivando primeiro fixa-los no programa de EJA, e voltar sua atenção para a qualificação profissional, que por sua vez lhe obrigará a manter-se nos demais ciclos formativos&#8221;. Essa providência, conclui Darci Silva, &#8220;tem trazido interessados para inscrições nos cursos técnicos e de qualificação do CEPROCAMP, em mais de 50% sobre o ano anterior&#8221;.</p>
<p>Para o vereador Paulo Bufalo, a articulação do ensino profissionalizante em Campinas é um dos maiores desafios na área educacional. E essa é uma demanda estratégica, considerando o perfil econômico da cidade, que exige uma capacitação muito fina para o mercado das indústrias e serviços de  ponta. &#8220;O que existe é fragmentando, com as competências do Município, Estado e União. É preciso e possível buscar uma conversa mais sólida entre os setores&#8221;, defende o vereador, que é professor do Centro Paula Souza, instituição de ensino profissionalizante, ligado ao governo estadual.</p>
<p>Em Campinas é vinculada ao Centro Paula Souza a Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado (ETECAP). O Município, por sua vez, mantém o Centro de Educação Profissional &#8220;Prefeito Antonio da Costa Santos&#8221; (Ceprocamp), mantido pela FUMEC. E também funciona o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus Campinas, com um curso de Ensino Médio integrado ao técnico, de Técnico de Eletrônica.</p>
<p><strong>Formação profissional</strong> &#8211; Uma meta importante, a de número 15, diz respeito aos profissionais da Educação em Campinas: &#8220;Garantir, em regime de colaboração entre a União e o Estado, no prazo de um ano de vigência deste PME, política municipal de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurando-lhes a devida formação inicial, nos termos da legislação, e formação continuada em nível médio técnico, superior de graduação e pós-graduação, gratuita e na respectiva área de atuação&#8221;.</p>
<p>Esta meta certamente não será cumprida. Município, Estado e União mantem os respectivos &#8211; e insuficientes, para muitos observadores &#8211; programas de formação de profissionais da educação, mas o regime de colaboração entre os três entes da Federação sempre foi e continua sendo um objetivo muito distante da realidade.</p>
<p>O diretor regional de ensino Oeste, Antonio Admir Schiavo, admite que esse regime de colaboração &#8220;é muito complicado, porque a Prefeitura tem um projeto pedagógico e o Estado tem outro&#8221;. Ele entende que a discussão rumo a um regime de colaboração pode evoluir com a concretização da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que está atualmente em debate, sob a coordenação do Ministério da Educação.</p>
<p>Segundo Luiz Roberto Marighetti, a Secretaria Municipal de Educação pretende iniciar a discussão &#8220;de uma agenda com os dirigentes de ensino&#8221;, visando a construção do regime de colaboração, que é citado como premissa para a execução de várias metas e estratégias do Plano Municipal de Educação. A formação profissional pelo Município de Campinas é feita através do CEFORTEPE.</p>
<p><strong>Ensino da história afro e indígena</strong> &#8211; A Meta 22 do PME refere-se às relações étnico-raciais, estipulando &#8220;criar e consolidar políticas públicas educacionais que garantam a implementação das Leis 11.645/08 e 10.639/03 nas instituições de educação de Campinas&#8221;. Essas leis estipulam a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras. Trata-se, portanto, de uma obrigação anterior à aprovação e promulgação do Plano Municipal de Educação.</p>
<p>Uma Comissão Especial de Estudos, presidida pelo vereador Carlão do PT, foi constituída na Câmara Municipal, visando contribuir para a criação de condições de aplicação efetiva dessas leis em Campinas. Segundo o vereador petista, em reunião acontecida no dia 4 de Abril, a Secretaria Municipal de Educação apresentou à Comissão de Estudos o Programa de Implementação da Lei 10.639 e toda a equipe gestora do Programa Memoria e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade (MIPIDI), ligado ao CEFORTEPE e que preparou 139 professores no curso de formação, com capacitação para ensino da história afro. &#8220;Do nosso ponto de vista ainda é um número muito tímido, pois existem 3 mil professores na Rede Pública Municipal&#8221;, comenta Carlão.</p>
<p><strong>Desafio coletivo</strong> &#8211; A formulação e implementação de Planos Municipais de Educação é prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996 (<a href="http://livraria.camara.leg.br/ldb-lei-de-diretrizes-e-bases-da-educac-o-nacional-939.html">aqui)</a>. Nessas duas décadas, entretanto, com raras exceções de alguns municípios, esses Planos têm sido apenas pro-forma, sem aplicação prática.</p>
<p>A expectativa é a de que, com o Plano Nacional de Educação de 2014 e os Planos Municipais de Educação de 2015 o Brasil caminhe em outro sentido, pela melhoria da qualidade educacional em todos os níveis. É também o caso de Campinas, onde os indicadores educacionais estão muito distantes da realidade econômica, científica e tecnológica local.</p>
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		<title>Proposta do Plano Municipal de Educação de Campinas tem duas metas a mais que o Nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2015 20:42:35 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A Prefeitura Municipal de Campinas está recebendo nesta semana o texto aprovado na Conferência Municipal de Educação, para constituir o Plano Municipal de Educação para os próximos dez anos. O texto está sendo encaminhado pelo Fórum Municipal de Educação, que coordenou o processo de discussões para elaboração do Plano. O empenho agora das organizações sociais envolvidas será para que o texto aprovado na Conferência, de forma democrática, seja de fato o documento a ser encaminhado pelo Executivo para a Câmara, e que o Plano proposto não seja desfigurado no Legislativo.</p>
<p>O texto para o  Plano Municipal de Educação de Campinas, aprovado na Conferência Municipal (realizada em duas sessões, dias 23 e 30 de maio), contém uma novidade em relação ao Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE elenca 20 metas a serem cumpridas até 2024. Já o Plano Municipal de Campinas, conforme o que foi discutido e deliberado na Conferência, contempla 22 metas.</p>
<p>As metas 21 e 22 tratam, respectivamente, de Alimentação Escolar e Relações Étnico-Raciais &#8211; o negro e o indígena brasileiros. Cada meta aprovada pela Conferência Municipal de Educação &#8211; que se seguiu às pré-conferências, representando as cinco regiões da cidade &#8211; é acompanhada de um elenco de estratégias de implementação.</p>
<p>Um dos pontos controversos do processo de formulação do Plano Municipal de Educação de Educação foi a limitada participação das redes privada e estadual de ensino e, sobretudo, do Ensino Superior. O texto será agora formatado juridicamente pelo Executivo, para ser submetido à Câmara. O prazo estabelecido no Plano Nacional é o de que os Planos Estaduais e Municipais sejam aprovados e sancionados até 25 de junho de 2015.</p>
<p>Alguns vereadores que participaram das pré-conferências e da Conferência Municipal já se pronunciaram no sentido de que se empenharão no Parlamento Municipal para que o texto aprovado seja aquele de fato o chancelado pela Câmara e remetido para a sanção pelo prefeito municipal.</p>
<p>“É muito importante que, nas gestões entre o governo municipal e a Câmara, não seja desfigurado o texto aprovado democraticamente na Conferência”, disse o vereador Pedro Tourinho (PT) durante a Conferência. “Eu não gostaria de apresentar nenhuma emenda, mas de apreciar e votar o texto aprovado na Conferência, pelos representantes dos setores”, destacou o vereador Professor Alberto (PR). O vereador Paulo Búfalo (PSOL) também se manifestou pelo respeito ao que foi aprovado na Conferência.</p>
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		<title>Conferência discutiu neste sábado o Plano Municipal de Educação de Campinas</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2015 19:53:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A defesa de uma educação pública, democrática, inclusiva, de qualidade e que respeite a diversidade, em consonância com as características de um Estado laico e republicano, marcou neste sábado, 23 de maio, a Conferência Municipal de Educação de Campinas. Realizada em um templo da Assembleia de Deus, no Parque Itália, a Conferência discutiu as metas e estratégias que comporão o Plano ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A defesa de uma educação pública, democrática, inclusiva, de qualidade e que respeite a diversidade, em consonância com as características de um Estado laico e republicano, marcou neste sábado, 23 de maio, a Conferência Municipal de Educação de Campinas. Realizada em um templo da Assembleia de Deus, no Parque Itália, a Conferência discutiu as metas e estratégias que comporão o Plano Municipal de Educação (PME), que vai nortear os rumos educacionais nos próximos dez anos. em sintonia com o Plano Nacional de Educação.</p>
<p>Participaram cerca de 320 delegados, entre os eleitos nas cinco pré-conferências do último dia 16, sábado, e aqueles representativos de segmentos como movimentos de afirmação da diversidade, articulações sociais de defesa da educação, comunidade científica, movimento sindical, instituições religiosas, Sistema S, parlamentares e órgãos de fiscalização e controle. Além das 20 metas já estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, a Conferência de Campinas discutiu uma Meta 21, específica sobre as relações étnico-raciais.</p>
<div id="attachment_3451" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-308.jpg"><img class="size-large wp-image-3451" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-308-1024x768.jpg" alt="Vereador Professor Alberto sentiu a ausência de maior número de representantes do setor privado e Universidades" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Vereador Professor Alberto sentiu a ausência de maior número de representantes do setor privado e Universidades</p></div>
<p>Este foi um dos pontos polêmicos da Conferência. O processo de construção do PME previa que a Conferência poderia ter até 1100 delegados, considerando o número máximo de delegados que poderiam sair das pré-conferências e de órgãos, entidades e movimentos ligados à Educação. Para alguns participantes da Conferência, houve sub-representação de setores como a rede estadual de ensino, setor privado e educação superior.</p>
<p>&#8220;Estes setores estão presentes, mas proporcionalmente poderiam ter maior número de delegados, como o caso do setor privado e das Universidades, que poderiam contribuir muito com o processo&#8221;, destacou o vereador Professor Alberto (PR). A maior parte dos delegados representava a rede municipal de ensino. &#8220;A constatação é de que poderia ter ocorrido maior mobilização de outros setores&#8221;, acrescentou o vereador Paulo Búfalo (PSOL).</p>
<div id="attachment_3452" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-263.jpg"><img class="size-large wp-image-3452" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-263-1024x768.jpg" alt="Pedro Tourinho defende que texto &quot;não deve ser descaracterizado&quot;" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Pedro Tourinho defende que texto &#8220;não deve ser descaracterizado&#8221;</p></div>
<p>Participantes do evento também defenderam que o projeto de lei a ser enviado pelo Executivo Municipal para a Câmara mantenha o texto aprovado pela Conferência. &#8220;É muito importante que, nas gestões entre o governo municipal e a Câmara, não seja desfigurado o texto aprovado democraticamente na Conferência&#8221;, sublinhou o vereador Pedro Tourinho (PT). &#8220;Eu não gostaria de apresentar nenhuma emenda, mas de apreciar e votar o texto aprovado na Conferência, pelos representantes dos setores&#8221;, disse o vereador Professor Alberto.</p>
<p>O coordenador do Fórum Municipal de Educação, Antônio Sertório, que é professor da rede municipal, ressaltou o &#8220;alto nível de contribuição e comprometimento, em clima de respeito, para que saia da Conferência um documento representativo para a educação de Campinas nos próximos dez anos&#8221;.</p>
<div id="attachment_3453" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-316.jpg"><img class="size-large wp-image-3453" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-316-1024x768.jpg" alt="Antônio Sertório sublinhou a discussão &quot;de alto nível, marcada pelo respeito&quot;" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Antônio Sertório sublinhou a discussão &#8220;de alto nível, marcada pelo respeito&#8221;</p></div>
<p><strong>Desafios para a Educação</strong> &#8211; Entre os desafios para a Educação de Campinas no próximos dez anos, e que estarão presentes no Plano Municipal de Educação, é o de ampliação de vagas na Educação Infantil, como prevê a Meta 1 do Plano Nacional de Educação. &#8220;Precisamos garantir vagas para as crianças nas creches e pré-escolas, e com uma Educação Infantil de qualidade&#8221;, acentuou Paulo Búfalo. &#8220;É muito importante também que as monitoras da Educação Infantil tenham direitos equivalentes ao magistério e formação continuada&#8221;, opinou.</p>
<p>O vereador Pedro Tourinho reiterou a preocupação com &#8220;os interesses de setores privatistas&#8221; na Educação. Também lamentou o projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal, vetando a discussão de questões de gênero na grade curricular. &#8220;É muito importante a discussão dessa temática nas escolas, pois ela pode trazer muito sofrimento para as crianças&#8221;, argumentou.</p>
<div id="attachment_3454" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-288.jpg"><img class="size-large wp-image-3454" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-288-1024x768.jpg" alt="Educação infantil com mais vagas e de qualidade foi defendida pelo vereador Paulo Búfalo" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Educação infantil com mais vagas e de qualidade foi defendida pelo vereador Paulo Búfalo</p></div>
<p>Representante da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Gustavo Merlo defendeu e se empenhou pela aprovação da proposta de garantia de uma escola pública inclusiva, capacitada para dar atendimento a todas as modalidades de deficiência. &#8220;Este é um importante compromisso, que deve ser de todos&#8221;, disse.</p>
<p>O texto aprovado pela Conferência será enviado para o Executivo Municipal, que dará os devidos tratamentos jurídicos para o seu encaminhamento, na forma de projeto de lei, para a Câmara. O Plano Municipal de Educação deve ser aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito até 25 de junho, como estabelece o Plano Nacional de Educação.</p>
<p>Os debates nas pré-conferências e na Conferência Municipal aconteceram a partir de um diagnóstico formulado pelo Fórum Municipal de Educação. As diretrizes do futuro Plano Municipal de Educação de Campinas, em sintonia com o Plano Nacional, são a erradicação do analfabetismo; a universalização do atendimento escolar; a superação das desigualdades educacionais; a melhoria da qualidade da educação; formação para o trabalho e a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país; estabelecimento de meta e aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto; promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos; e valorização dos profissionais da educação.</p>
<div id="attachment_3455" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-328.jpg"><img class="size-large wp-image-3455" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Plano-328-1024x768.jpg" alt="Discussões em grupos também marcaram a Conferência" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Discussões em grupos também marcaram a Conferência</p></div>
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		<title>Pré-conferências debatem propostas ao Plano Municipal de Educação de Campinas</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2015 17:14:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cerca de 500 pessoas participaram neste sábado, 16 de maio, das cinco pré-conferências relacionadas à construção do Plano Municipal de Educação (PME) de Campinas, que vai definir os rumos educacionais nos próximos dez anos. Foram discutidas propostas que serão levadas à Conferência Municipal, no próximo sábado, 23 de maio, no Ginásio do Guarani. Os Planos Municipais ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 500 pessoas participaram neste sábado, 16 de maio, das cinco pré-conferências relacionadas à construção do Plano Municipal de Educação (PME) de Campinas, que vai definir os rumos educacionais nos próximos dez anos. Foram discutidas propostas que serão levadas à Conferência Municipal, no próximo sábado, 23 de maio, no Ginásio do Guarani. Os Planos Municipais e Estaduais de Educação devem ser concluídos até o dia 24 de junho, após aprovação, respectivamente, pelas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas. A determinação é do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho de 2014 pela presidente Dilma Rousseff.</p>
<p>As pré-conferências deste sábado foram realizadas no Tênis Clube de Campinas (relativa à Região Leste do Município), PUC-Campinas II (Região Noroeste), Colégio Culto à Ciência (Região Sudoeste), auditório da Informática de Municípios Associados &#8211; IMA (Região Norte) e Assembleia de Deus do Parque Itália (Região Sul).</p>
<p>Foram discutidas nas pré-conferências as emendas ao texto-base formulado pelo Fórum Municipal de Educação de Campinas. Os delegados participantes representavam os diferentes segmentos educacionais que atuam no Município.</p>
<div id="attachment_3405" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-059.jpg"><img class="size-large wp-image-3405" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-059-1024x768.jpg" alt="Delegados dos diferentes segmentos discutiram as emendas ao texto-base formulado pelo Fórum Municipal de Educação" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Delegados dos diferentes segmentos discutiram as emendas ao texto-base formulado pelo Fórum Municipal de Educação</p></div>
<p>Como nota o Fórum, o Plano Municipal de Educação deve estar alinhado com as Metas do Plano Nacional e do Plano Estadual de Educação. O Plano Municipal de Educação, destaca o Fórum, será integrado posteriormente ao Plano Diretor do Município (que será concluído em 2016) e aos Planos de Desenvolvimento Sustentável. &#8220;Espera-se que seja instaurada no município uma cultura de planejamento democrático, científico e sistêmico&#8221;, afirma o texto-base.</p>
<p>As diretrizes do futuro Plano Municipal de Educação de Campinas, em sintonia com o Plano Nacional, são a erradicação do analfabetismo; a universalização do atendimento escolar; a superação das desigualdades educacionais; a melhoria da qualidade da educação; formação para o trabalho e a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país; estabelecimento de meta e aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto; promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos; e valorização dos profissionais da educação.</p>
<p>Representantes dos diferentes setores que participaram das pré-conferências destacaram a relevância do Plano Municipal de Educação. Professor em escola municipal, Jaime Balbino salientou que o Plano Municipal é fundamental para definir como será a educação nos próximos dez anos, considerando pontos como o caráter público da educação, a erradicação do analfabetismo e a assistência integral à educação infantil.</p>
<p>O professor lamentou que tenha havido pouco tempo de discussão para a elaboração do Plano Municipal, que deve apontar metas e estratégias para todo o sistema educacional, da educação infantil à Universidade. Mas salientou que &#8220;pelo menos houve alguma discussão [apesar do pouco tempo]&#8221;.</p>
<p>Pai de aluno, e representando portanto o segmento das famílias, Isbarroberto Gonçalves Filho ressaltou a importância dos familiares estarem participando &#8220;de todos os momentos da vida escolar de seus filhos&#8221;. Ele entende que todas as escolas públicas deveriam receber melhorias, visando o aprimoramento da educação, e este é um dos pontos que na sua opinião devem ser contemplados no Plano Municipal de Educação.</p>
<div id="attachment_3406" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-044.jpg"><img class="size-large wp-image-3406" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/05/PME-044-1024x768.jpg" alt="Erradicação do analfabetismo é uma das diretrizes para o Plano Municipal de Educação" width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Erradicação do analfabetismo é uma das diretrizes para o Plano Municipal de Educação</p></div>
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