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	<title>Agência Social de Notícias &#187; PNUMA</title>
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		<title>Zika Vírus reforça ligação entre saúde e ambiente, tema de assembleia da ONU em maio</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2016 15:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ligação entre saúde e ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>
		<category><![CDATA[UNEA-2]]></category>
		<category><![CDATA[UNEP]]></category>

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		<description><![CDATA[A emergência do Zika Vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, mosquito que prolifera em condições inadequadas de saneamento básico, reforça a estreita ligação entre saúde e meio ambiente, tema da segunda Assembleia das Nações Unidas sobre Ambiente (UNEA-2), que será realizada entre 23 e 27 de maio, em Nairóbi, Quênia. O evento, promovido pelo Programa das ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A emergência do Zika Vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, mosquito que prolifera em condições inadequadas de saneamento básico, reforça a estreita ligação entre saúde e meio ambiente, tema da segunda Assembleia das Nações Unidas sobre Ambiente (UNEA-2), que será realizada entre 23 e 27 de maio, em Nairóbi, Quênia. O evento, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), também discutirá a relação entre crises humanitárias e meio ambiente.</p>
<p>O PNUMA cita números da Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmando como a má gestão na área ambiental tem reflexos diretos na proliferação de doenças e na provocação de mortes. Segundo a OMS, 23% de todas as mortes prematuras em todo o mundo pode ser atribuída a fatores ambientais. <span title="Among children, that figure rises to 36 per cent;

">Entre as crianças, esse número sobe para 36%.</span></p>
<p><span title="•Almost 7 million people die annually from exposure to indoor and outdoor air pollution from power generation, cookstoves, transportation, industrial furnaces, wildfires and other causes;

">Ainda segundo a OMS, quase 7 milhões de pessoas morrem anualmente de exposição à poluição do ar interior e exterior decorrente da geração de energia, fogões, transporte, fornos industriais, incêndios e outras causas. Do mesmo modo, a OMS alerta que a</span><span title="•Exposure to lead can result in learning disabilities, increased antisocial behaviour, reduced fertility and increased risk of renal and cardiovascular disease later in life."> exposição ao chumbo pode resultar em dificuldades de aprendizagem, aumenta o comportamento anti-social, redução da fertilidade e leva ao aumento do risco de doença renal e cardiovascular. </span><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

">Um estudo recente mostrou que a exposição das crianças ao chumbo cria perdas econômicas de US $ 977 bilhões por ano através da redução da capacidade intelectual em países de baixa e média renda.</span></p>
<p><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

"><span class="hps atn">&#8220;</span>A propagação do <span class="hps">Zika</span>, assim como com o <span class="hps">Ebola</span>, enviou <span class="hps">um forte sinal</span> <span class="hps">à comunidade internacional</span> de <span class="hps">que há uma</span> <span class="hps">necessidade de maior</span> <span class="hps">atenção para as</span> <span class="hps">ligações entre ambiente e</span> <span class="hps">saúde&#8221;,</span> <span class="hps">disse o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.</span> <span class="hps">&#8220;Há uma</span> <span class="hps">consciência crescente de que</span> <span class="hps">os seres humanos</span>, através da sua <span class="hps">intervenção no</span> <span class="hps">meio ambiente,</span> <span class="hps">desempenham um papel vital</span> <span class="hps">no agravamento</span> <span class="hps">ou da mitigação dos</span> <span class="hps">riscos para a saúde</span>&#8220;, completou.</span></p>
<p><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

">O diretor também lembrou que <span class="hps">mais de</span> <span class="hps">2 bilhões de</span> <span class="hps">pessoas vivem em áreas</span> <span class="hps">com escassez de água</span>, <span class="hps">1.000 crianças</span> <span class="hps">morrem diariamente de</span> <span class="hps">doenças transmitidas pela água</span> <span class="hps">e 42 milhões de</span> <span class="hps">anos de vida</span> <span class="hps">são perdidos</span> <span class="hps">a cada ano devido</span> <span class="hps">a desastres naturais.</span></span></p>
<p><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

">Destacou, igualmente, que h<span class="hps">á</span> <span class="hps">fortes evidências de que</span> <span class="hps">a ação internacional</span> <span class="hps">para proteger o ambiente</span> <span class="hps">pode ter</span> <span class="hps">fortes impactos</span> <span class="hps">positivos sobre a saúde</span> <span class="hps">humana.</span> <span class="hps">Graças</span> <span class="hps">ao Protocolo de Montreal</span>, <span class="hps">que entrou em vigor</span> <span class="hps">em 1989</span>, cerca de 100 <span class="hps">substâncias que destroem a</span> <span class="hps">camada de ozono</span> <span class="hps">foram</span> <span class="hps">retiradas de circulação</span>. <span class="hps">Por causa disso,</span> <span class="hps">cerca de 2</span> <span class="hps">milhões de casos</span> <span class="hps">de câncer de pele</span> <span class="hps">serão impedidos</span> <span class="hps">antes de</span> <span class="hps">2030.</span> <span class="hps">E</span> <span class="hps">a remoção</span> <span class="hps">do chumbo dos combustíveis</span> <span class="hps">já</span> <span class="hps">está impedindo </span> <span class="hps">mais de 1 milhão</span> <span class="hps">de mortes prematuras</span> <span class="hps">a cada ano.</span></span></p>
<p><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

">A UNEA-2 vai discutir, então, medidas que podem ser tomadas de forma articulada pela comunidade internacional, para evitar a proliferação de doenças e multiplicação de mortes por causas ambientais. Mas a assembleia também será dedicada a discutir a relação entre crises humanitárias e aspectos ambientais.</span></p>
<p>O PNUMA ressalta várias evidências dessa relação. <span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

"><span class="hps">Desde 1990,</span> <span class="hps">18</span> <span class="hps">conflitos</span> <span class="hps">foram</span> <span class="hps">pelo menos parcialmente</span> <span class="hps">financiados pela</span> <span class="hps">exploração dos recursos naturais. </span><span class="hps">Nos últimos</span> <span class="hps">60 anos</span>, pelo menos 40% <span class="hps">por cento</span> <span class="hps">de todos os conflitos</span> <span class="hps">intra-estatais</span> <span class="hps">tiveram</span> <span class="hps">um link com</span> <span class="hps">os recursos naturais</span>, sejam <span class="hps">minerais, madeira</span>, petróleo, <span class="hps">terra ou água. </span><span class="hps">Mais de 90%</span><span class="hps"> dos</span> <span class="hps">grandes conflitos</span> <span class="hps">armados entre</span> <span class="hps">1950 e 2000</span> aconteceram <span class="hps">dentro dos países</span> <span class="hps">que contêm</span> <span class="hps">hotspots de biodiversidade</span>, <span class="hps">e mais de 80% diretamente</span> <span class="hps">dentro das áreas</span> <span class="hps">de hotspot, que são os territórios de alta concentração de biodiversidade</span>.</span></p>
<p><span title="A recent study showed that childhood exposure to lead creates economic losses of $977 billion dollars a year through lowering intellectual ability in low- and middle-income countries.

"><span class="hps">Nessa linha, a UNEA-2 tratará da </span><span class="hps">dimensão ambiental da</span> <span class="hps">atual crise</span> <span class="hps">humanitária do mundo</span>, <span class="hps">incluindo as causas</span> <span class="hps">profundas dos conflitos</span> <span class="hps">e deslocamentos</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">os danos causados</span> <span class="hps">ao meio ambiente</span> <span class="hps">por meio da exploração</span> <span class="hps">e comércio ilegal</span> <span class="hps">dos recursos naturais</span> <span class="hps">em</span> <span class="hps">áreas afetadas por conflitos.</span></p>
<p></span></p>
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		<title>COP-20 de Lima derruba princípio histórico e aumenta incertezas sobre futuro do clima</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2014 19:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[COP-20 Lima]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>

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		<description><![CDATA[A Conferência das Partes (COP-20) terminou em Lima, Perú, neste domingo, 14 de dezembro, dois dias depois do prazo estipulado, com um acordo estipulando pela primeira vez oficialmente que todos os países, ricos e pobres, contribuirão com a redução de emissões de gases que agravam as mudanças climáticas. Esta decisão histórica, saudada por parte da imprensa e ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Conferência das Partes (COP-20) terminou em Lima, Perú, neste domingo, 14 de dezembro, dois dias depois do prazo estipulado, com um acordo estipulando pela primeira vez oficialmente que todos os países, ricos e pobres, contribuirão com a redução de emissões de gases que agravam as mudanças climáticas. Esta decisão histórica, saudada por parte da imprensa e muitos países como um grande avanço, na prática representa uma derrota dos países em desenvolvimento e aumenta as incertezas quanto ao futuro das negociações climáticas. Até março os países apresentarão planos nacionais de redução de emissões, que servirão de base para o grande acordo do clima esperado para a COP-21 em Paris, no final de 2015.</p>
<p>O Acordo de Lima, como foi batizado o documento final da COP-20, não tem caráter vinculativo, ou seja, não obriga os países a cotas rígidas de corte de emissões. Portanto, a única diretriz para que realmente os países cumpram suas próprias metas será a força da opinião pública nacional e internacional, o que para muitas organizações não-governamentais representa um grande risco de que pouco na prática seja alcançado, diante de uma realidade climática cada vez mais inquietante.</p>
<p>Até o momento, as negociações internacionais sobre medidas para conter emissões de gases que agravam as mudanças climáticas estavam fundamentadas no princípio das &#8220;responsabilidades comuns, mas diferenciadas&#8221;. Por este princípio, todos se comprometiam a contribuir com a redução das emissões, mas a responsabilidade maior cabia aos grandes poluentes históricos, os países considerados desenvolvidos, Estados Unidos à frente. O Protocolo de Kyoto, o documento que regulamenta o corte de emissões, estipula metas apenas para estes países ricos.</p>
<p>Fechado em 1997 e válido inicialmente até 2012, Kyoto foi prorrogado para 2020. A partir daí, valerá o acordo que for firmado em Paris. Pelos termos de Kyoto, foram obtidas reduções de emissões de gases-estufa insuficientes diante das demandas globais. Os números mostram que, na prática, as emissões de gases de efeito-estufa continuaram aumentando em todo mundo, no âmbito de uma escalada geral de degradação ambiental.</p>
<p>Entre 1992 e 2012, anos respectivamente da Eco-92 e a Rio+20, ambas no Rio de Janeiro, as emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram 66%, em sua maior parte, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo crescimento da produção industrial e mudança dos estilos de vida das populações.</p>
<p>Com maiores emissões, aumentou a concentração atmosférica de CO2, de cerca de 340 partes por milhão em 1990 para 388,5 ppm em 2010 e, atualmente, em mais de 400 ppm, um patamar considerado crítico pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Também aumentaram as concentrações de outros gases-estufa poderosos, como o metano (CH4) de 1.774,5 ppb em 2005 para 1.799,1 em 2010.  Maior concentração atmosférica, maiores temperaturas. A Organização Meteorológica Mundial acredita que 2014 deva ser o ano mais quente da história.</p>
<p>Desde 1992, ano em que foi firmada a Convenção das Mudanças Climáticas no Rio de Janeiro, o número de megacidades (com mais de 10 milhões de habitantes) cresceu 110%, de 10 para mais de 20. A maior parte da população mundial já vive em cidades, o que representou a mudança drástica de estilos de vida, com maior uso de energia, por exemplo. Desde 1992 a população mundial cresceu mais de 1,5 bilhão de pessoas. Hoje o cidadão médio consume 43 quilos de carne por ano, contra 34 quilos em 1992, ainda segundo o PNUMA.</p>
<p>Desde o início da década de 1990, a área de florestas diminuiu 300 milhões de hectares, com grande impacto na erosão da biodiversidade e, também, na perda de &#8220;sumidouros&#8221; naturais de carbono. Maior acidificação de oceanos, derretimento de geleiras, mais furacões em alguns lugares, mais seca em outros &#8211; como a forte estiagem que atinge o estado de São Paulo em 2014.</p>
<p>O panorama ambiental global é cada vez pior, indicando que as negociações climáticas não foram suficientes até o momento. Serão agora, em que todos estão comprometidos com a redução das emissões, mas sem metas especificadas e medidas vinculantes para os maiores emissores? O princípio das &#8220;responsabilidades comuns, mas diferenciadas&#8221;, permanece no papel, mas na prática o compromisso de que todos devem contribuir para o corte de emissões, mas sem metas fixas e vinculantes, pode representar a sua extinção na prática no âmbito das negociações climáticas.</p>
<p>Em Lima foi muito forte a presença popular nas ruas, durante a Cúpula dos Povos Frente à Mudança Climática. Organizações não-governamentais envolvidas no debate há anos acreditam que somente a mobilização popular, e em particular da opinião pública no interior de cada país, levará os líderes mundiais a acordos concretos de corte de emissões. Duas décadas de negociações diplomáticas não resultaram em ações concretas diante do contínuo agravamento das condições ambientais em geral e do clima em particular no planeta. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
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		<title>Avanço acelerado da urbanização ameaça Mata Atlântica e Amazônia, diz ONU</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 20:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção da DIversidade Biológica]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[O rápido avanço do processo de urbanização está ameaçando áreas ricas em biodiversidade em todo mundo, como fragmentos da Mata Atlântica e a Amazônia no Brasil. O alerta está no livro &#8220;Panorama da Biodiversidade nas Cidades&#8221;, que acaba de ser lançado pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB), implementada no âmbito das Nações Unidas, com apoio do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O rápido avanço do processo de urbanização está ameaçando áreas ricas em biodiversidade em todo mundo, como fragmentos da Mata Atlântica e a Amazônia no Brasil. O alerta está no livro &#8220;Panorama da Biodiversidade nas Cidades&#8221;, que acaba de ser lançado pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB), implementada no âmbito das Nações Unidas, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Centro de Resiliência de Estocolmo, Universidade de Estocolmo e Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI).</p>
<p>&#8220;A expansão urbana e a fragmentação de habitats estão transformando rapidamente habitats críticos que têm valor para a conservação da biodiversidade ao redor do globo &#8211; os chamados hotspots &#8211; entre eles a região da Mata Atlântica no Brasil, o Cabo da África do Sul e a zona costeira da América Central&#8221;, afirma o estudo, resultado da colaboração de dezenas de cientistas e instituições internacionais.</p>
<p>Os impactos diretos do crescimento urbano, prossegue o documento, &#8220;têm efeitos claros sobre a biodiversidade em muitos biomas: por volta de 10% dos vertebrados terrestres se encontram em ecorregiões que são fortemente afetas pela urbanização&#8221;. O estudo observa que, a continuarem as atuais tendências de densidade populacional, até 2030 o território urbano aumentará entre 800 mil e 3,3 milhões de quilômetros quadrados, representando um aumento de duas a cinco vezes em relação a 2000. &#8220;Isto resultaria em uma perda considerável de habitats cruciais para a biodiversidade&#8221;, destaca o estudo.</p>
<p>De acordo com a publicação, a biodiversidade da América Latina em geral é muito ameaçada pela urbanização. &#8220;O número de cidades na região aumentou seis vezes nos últimos 50 anos (embora as taxas de crescimento tenham diminuído), enquanto as áreas rurais estão sendo abandonadas&#8221;. E a advertência, diretamente em relação ao Brasil: &#8220;Atualmente, a ´fronteira` do desmatamento avança com cidades fundadas há menos de 20 anos na bacia amazônica a partir do sudeste brasileiro, e ao longo de estradas e rios importantes&#8221;.</p>
<p>O livro trata particularmente da situação da &#8220;megacidade de São Paulo&#8221;, que ainda contém importante área de Mata Atlântica, cobrindo 21% do município. Essa cobertura é uma floresta densa &#8220;em estágios variados de sucessão ecológica, mas esses remanescentes estão sob forte ameaça devido à ocupação desenfreada por moradias de baixa renda e condomínios de luxo&#8221;. O estudo observa ainda que a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da UNESCO, &#8220;protege remanescentes importantes dessa floresta tropical, além de ecossistemas associados a ela&#8221;.</p>
<p>A publicação da Convenção da Diversidade Biológica (que tem prefácio do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon) nota que, com raras exceções, como os casos de Bogotá, na Colômbia, e Curitiba, no Brasil, &#8220;a gestão e o planejamento para a biodiversidade e serviços ecossistêmicos em cidades da América Latina pouco são considerados&#8221;. Considerações mais urgentes, &#8220;como proporcionar moradia para imigrantes da zona rural, são priorizadas sobre os valores ambientais e da biodiversidade&#8221;.</p>
<p>A Convenção pede, então, para o que chama de &#8220;mensagens-chave&#8221;, que as cidades deveriam seguir, em termos de contribuição para a proteção da biodiversidade, tais como: A biodiversidade e os serviços ecossistêmicos urbanos podem contribuir para a mitigação e adaptação à mudança do clima; Aumentar a biodiversidade nos sistemas alimentares urbanos pode promover a segurança alimentar e nutricional; e O manejo da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos deve partir do envolvimento de atores múltiplos, setores múltiplos e escalas múltiplas.</p>
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		<title>Bioetanol do Brasil é indicado em relatório internacional como exemplo de risco para biodiversidade</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2014 16:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção da DIversidade Biológica]]></category>
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		<description><![CDATA[A produção de bioetanol no Brasil é apontada como exemplo de risco para a proteção da biodiversidade, no relatório &#8220;Perspectiva mundial sobre a Diversidade Biológica 4&#8243;, lançado nesta semana em Pyeongchang, na Coréia do Sul, onde está sendo realizada a COP-12, décima segunda reunião dos países que assinaram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB). O documento, do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de bioetanol no Brasil é apontada como exemplo de risco para a proteção da biodiversidade, no relatório &#8220;Perspectiva mundial sobre a Diversidade Biológica 4&#8243;, lançado nesta semana em Pyeongchang, na Coréia do Sul, onde está sendo realizada a COP-12, décima segunda reunião dos países que assinaram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB). O documento, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), informa sobre o estágio atual e perspectivas de cumprimento da Convenção.</p>
<p>O relatório afirma que &#8220;os subsídios que promovem o uso de biocombustíveis contribuíram para quadruplicar a produção de bioetanol e para multiplicar por dez a produção de biodiesel nos últimos dez anos, com alguns impactos significativos na diversidade biológica&#8221;. O documento ilustra a afirmação com um gráfico, sobre o &#8220;Aumento da produção de biocombustível&#8221; no mundo.</p>
<p>O gráfico apresenta o incremento da produção de bioetanol nos Estados Unidos, Brasil e no resto do mundo. A produção total teria aumentado de menos de 20 bilhões de litros em 1991 para mais de 80 bilhões em 2011 no planeta. O Brasil, que era o maior produtor em 1991, com mais de 80% da produção, foi superado pelos Estados Unidos em 2011. A produção brasileira, pelo gráfico, seria de cerca de 30% da mundial, e a do Estados Unidos de aproximadamente 60%. A forma como o Brasil é citado indicaria que a produção do bioetanol no país foi facilitada por subsídios, que favoreceram especialmente o incremento da produção nos Estados Unidos.</p>
<p>A afirmação que abre o gráfico é esta: &#8220;O rápido aumento da produção de biocombustível tem sido estimulado por subsídios dirigidos a alcançar metas de redução da dependência de combustíveis fósseis. Eliminar subsídios à produção de bioenergia ou reformá-los de maneira que tenham em conta os impactos totais dos cultivos de biocombustíveis nas emissões de gases de efeito estufa, nas mudanças no uso da terra e na diversidade biológica é importante para garantir que não tenham efeitos negativos involuntários&#8221;.</p>
<p>Os trechos sobre subsídios para o bioetanol são citados na parte do relatório que trata da Meta 3 da estratégia mundial de proteção da diversidade biológica, que trata dos &#8220;Incentivos reformados&#8221;. A meta estabelece que &#8220;para 2020, no mais tardar, serão eliminados, eliminados gradualmente ou reformados os incentivos, incluídos os subsídios, prejudiciais para a diversidade biológica, a fim de reduzir ao mínimo ou evitar os impactos negativos, e serão desenvolvidos ou aplicados incentivos positivos para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica em conformidade com a Convenção e outras obrigações internacionais pertinentes e em harmonia com eles, levando em conta as condições socioeconômicas nacionais&#8221;.</p>
<p>O documento cita que os subsídios ao setor pesqueiro, &#8220;especialmente aqueles que têm a ver com o uso de combustíveis, continuam promovendo a capacidade excessiva, e se não forem reformados, reduzidos gradualmente ou eliminados, conduzirão a diminuições contínuas das populações de peixes marinhos e à deterioração sustentável dos ecossistemas marinhos&#8221;.</p>
<p>O relatório cita a seguir que &#8220;há evidência de que os subsídios agrícolas se estão afastando progressivamente do apoio à produção e tendendo cada vez mais até incentivos dirigidos a premiar práticas agrícolas que salvaguardem o meio ambiente&#8221;. Entretanto, o documento afirma que &#8220;os esquemas agroambientais nem sempre são eficazes na obtenção de seus objetivos de conservação da diversidade biológica&#8221;. E cita e seguida a situação dos subsídios no setor de biocombustíveis, ilustrada pelo gráfico a respeito da produção mundial, incluindo a dos Estados Unidos e do Brasil.</p>
<div id="attachment_581" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Bio2.jpg"><img class="size-large wp-image-581" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/10/Bio2-1024x804.jpg" alt="O gráfico que inclui a produção brasileira de biocombustível" width="618" height="485" /></a><p class="wp-caption-text">O gráfico que inclui a produção brasileira de biocombustível</p></div>
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		<title>Destruição no Cerrado e ações na Amazônia são destaque em relatório mundial sobre biodiversidade</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2014 20:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção da DIversidade Biológica]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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		<description><![CDATA[O avanço do desmatamento do Cerrado brasileiro e as ações pela redução do desflorestamento na Amazônia são destaque no relatório &#8220;Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Biológica 4&#8243;, lançado hoje, 8 de outubro, em Pyeongchang, na Coréia do Sul, onde está sendo realizada a COP-12, décima segunda reunião dos países que assinaram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB). O ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço do desmatamento do Cerrado brasileiro e as ações pela redução do desflorestamento na Amazônia são destaque no relatório &#8220;Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Biológica 4&#8243;, lançado hoje, 8 de outubro, em Pyeongchang, na Coréia do Sul, onde está sendo realizada a COP-12, décima segunda reunião dos países que assinaram a Convenção da Diversidade Biológica (CDB). O documento, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), informa sobre o estágio atual e perspectivas de cumprimento da Convenção.</p>
<p>O documento destaca que houve uma redução do desmatamento na Amazônia na última década, como fruto de &#8220;uma ampla gama de iniciativas públicas e privadas inter-relacionadas,  coordenadas através do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, lançado em 2004&#8243;. O relatório cita ações como o monitoramento da cobertura florestal em tempo real por satélite, restrição ao crédito a proprietários rurais com altas taxas de desmatamento, &#8220;expansão de áreas protegidas e demarcação de terras indígenas&#8221;, segundo o documento.</p>
<p>Entretanto, o documento da agência ambiental das Nações Unidas afirma que permanecem desafios em termos da proteção da biodiversidade no Brasil, decorrentes de como &#8220;conciliar as demandas contrapostas de expansão da produção agrícola e da conservação florestal&#8221;. Aí o documento cita o caso do Cerrado, &#8220;onde as taxas de desmatamento continuam altas&#8221;. Mais de 50% do Cerrado já foram desmatados e convertidos em área agrícola, nota o documento. O relatório observa que &#8220;os aumentos projetados na produção agrícola do Brasil podem ser obtidos facilmente dentro da área existente dedicada a cultivos e terras de pastagem com aumentos plausíveis na produtividade destas terras, permitindo a restauração florestal&#8221;.</p>
<p>De fato, a taxa de desmatamento na Amazônia vinha decrescendo de modo substantivo desde 2004, quando superou a faixa de 25 mil quilômetros quadrados por ano, o que já havia ocorrido em 1995. Mas desde 2005 as taxas anuais médias diminuíram, até atingir   4.571km² desmatados entre 2011 e 2012. Entre 2012 e 2013 voltou a subir, para 5.891km², ou 29% a mais do que a média do período anterior.</p>
<p>Segundo maior bioma brasileiro, com 2 milhões de quilômetros quadrados e cobrindo 22% do território nacional, o Cerrado passa por muitas ameaças, como o aumento do desmatamento e o avanço da fronteira agrícola para exportação de grãos e pastagem para gado bovino. 39% do território correspondem a áreas com uso humano e 0,60% são cobertos por água. A vegetação nativa florestal responde por 37% do território e a vegetação nativa não florestal, por 23%. De fato, o Cerrado é o bioma mais ameaçado pela expansão da fronteira agrícola, que tem ocorrido de forma acelerada no Brasil. Entre 1940 e 2006, a área total com atividades agropecuárias no Brasil cresceu de 1,5 milhão para 2,5 milhão de quilômetros quadrados, segundo o IBGE. Com 11 mil espécies de plantas nativas, sendo 4.400 endêmicas, o Cerrado é a savana mais rica em biodiversidade no planeta.</p>
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