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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Racismo no futebol</title>
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		<title>Consciência Negra é dia de reflexão e celebração</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 16:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é dia de Zumbi dos Palmares, feriado da Consciência Negra em cerca de mil cidades brasileiras. A data de celebração foi criada em 2003, mas somente instituída por lei em 2011, quando também ficou definido que cada município determinasse como feriado ou não. Em Campinas hoje é feriado e a data tem sido celebrada ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia de Zumbi dos Palmares, feriado da Consciência Negra em cerca de mil cidades brasileiras. A data de celebração foi criada em 2003, mas somente instituída por lei em 2011, quando também ficou definido que cada município determinasse como feriado ou não. Em Campinas hoje é feriado e a data tem sido celebrada com diversas atividades culturais, que se estendem ao longo do mês de novembro. Além da Marcha do Zumbi pela manhã, hoje tem atividade musical no Sesc às 16h30, tem Acarajé Solidário e tem também diplomação na Câmara Municipal com Diploma de Mérito Zumbi dos Palmares. Na quinta-feira (22/11) tem o espetáculo musical “Saias”, no teatro Maria Monteiro (<em>confira abaixo</em>).</p>
<div id="attachment_14395" style="width: 549px" class="wp-caption alignright"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-camara.jpg"><img class="size-full wp-image-14395" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-camara.jpg" alt="Vanessa Dias recebe no dia 20/11 o Diploma de Mérito Zumbi" width="539" height="541" /></a><p class="wp-caption-text">Vanessa Dias recebe neste dia 20/11 o Diploma de Mérito Zumbi na Câmara Municipal de Campinas</p></div>
<p><strong>História</strong></p>
<p>Em 20 de novembro de 1695 morreu Zumbi dos Palmares, símbolo de resistência negra e pioneiro na luta contra a escravidão. Zumbi nasceu na Serra da Barriga, na capitania de Pernambuco, região que hoje pertence ao estado de Alagoas. Foi líder de uma das maiores organizações políticas e militares formada por escravos fugitivos, Quilombo dos Palmares, que ficou conhecido por sua resistência de mais de cem anos no período colonial.</p>
<p>Segundo dados do IBGE, 53,6% da população brasileira é formada por negros (pretos e pardos) e 45,5% se declaram brancos. Menos de 1%, indígenas. Apesar de maioria, a população negra não foi inserida de maneira igualitária na sociedade ao longo dos 130 anos do fim da escravidão (1888). O feriado da Consciência Negra sugere que a data contribua para a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.</p>
<p><strong>Campinas</strong></p>
<p>Campinas foi a última cidade do país a abolir, na prática, a escravidão. E o Brasil foi o último país da América Latina a também acabar com a prática de exploração da força de trabalho e maus tratos ao negro escravizado trazido da África por meio de tráfico humano. Os efeitos desta história, naturalmente, ainda estão em nossa sociedade.</p>
<p>Além de ter sido a última a libertar os escravos no País, Campinas era conhecida pelo rigor e crueldade dos fazendeiros locais. Em uma quadrinha, publicada por Nelson Omegna em “A Cidade Colonial”, esta fama fica notória:</p>
<p><em>O Rio de Janeiro é Corte,</em></p>
<p><em>São Paulo é capitá,</em></p>
<p><em>Campinas o purgatório</em></p>
<p><em>Onde os negro vão pená.</em></p>
<p>O caso do escravo Elesbão também ganhou repercussão nacional. Ele foi acusado de matar o seu senhor, capitão Luis José de Oliveira, dono do engenho Romão. Condenado à forca em 9 de dezembro de 1835, Elesbão foi executado no Largo Santa Cruz, praça XV de novembro, localizada no Cambuí.</p>
<p>A Marcha Zumbi dos Palmares em Campinas se consolidou como uma das mais importantes celebrações do dia 20 de novembro na cidade. Com concentração na Estação Cultura, a Marcha Zumbi dos Palmares em Campinas é promovida por Organizações da Sociedade Civil, movimentos negros, religiosos, sindicalistas, ativistas, jornalistas, universitários, parlamentares e todos que lutam por justiça social e contra o racismo. O cortejo segue até o Centro, com músicas e faixas de protesto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14398" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-marcha.jpg"><img class="size-full wp-image-14398" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-marcha.jpg" alt="Marcha Zumbi em Campinas, em 2017 (crédito: arquivo pessoal Ilcéi Miriam)" width="960" height="540" /></a><p class="wp-caption-text">Marcha Zumbi em Campinas no dia da Consciência Negra, em 2017 (crédito: arquivo pessoal Ilcéi Miriam)</p></div>
<p><strong>Sesc Campinas</strong></p>
<p>Entre as atrações culturais em Campinas pelo dia da Consciência Negra, hoje tem, às 16h30, Mondhoru Tibiraçu e Tião Carvalho em apresentação gratuita no Sesc Campinas. O som de Mondhoru Tibiraçu mistura a música do Zombábue e de Moçambique com ritmos brasileiros. No Jardim do Galpão do Sesc Campinas.</p>
<div id="attachment_14396" style="width: 489px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-acaraje.jpg"><img class="size-full wp-image-14396" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/consciencia-negra-acaraje.jpg" alt="O percussionista André Perucci (crédito: foto divulgação)" width="479" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">O percussionista André Perucci (crédito: foto divulgação)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Acarajé solidário</strong></p>
<p>A partir das 12h, o Acarajé Solidário acontece no Espaço Saberes e Sabores (avenida Anchieta, 235), em prol do percussionista André Perucci que passa por tratamento de saúde. As atrações do dia são Naná Cosme e Jongo Dito Ribeiro. Às 14h, haverá roda e jongo.</p>
<p><strong>Diploma de Mérito</strong></p>
<p>Na Câmara Municipal, em sessão solene, acontece hoje às 20h a diplomação de Vanessa Dias que receberá o Diploma de Mérito Zumbi dos Palmares.</p>
<p><strong>&#8220;Saias&#8221;, dia 22</strong></p>
<p>Dançando, cantando e expressando a força do feminino nas manifestações afro-brasileiras, o espetáculo “Saias” fará mais uma apresentação em Campinas no dia 22/11, às 20h, no Teatro Maria Monteiro (r. dom Gilberto pereira Lopes, s/n. vila padre Anchieta). O espetáculo de dança é criação de Renata Oliveira e Nil Sena. <strong>(Adriana Menezes)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_14397" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/saias-8816778.jpg"><img class="size-large wp-image-14397" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2018/11/saias-8816778-1024x734.jpg" alt="Ensaio do espetáculo de dança &quot;Saias&quot;" width="618" height="443" /></a><p class="wp-caption-text">Ensaio do espetáculo de dança &#8220;Saias&#8221;, dia 22/11 no Teatro Maria Monteiro</p></div>
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		<title>Brasil é destaque em relatório da Unesco sobre racismo no futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 18:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório da Unesco sobre racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço dos casos mais notórios de preconceito e relata as medidas que vêm sendo adotadas em várias esferas para combater esses males que afetam o esporte mais popular do planeta. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil mereceu uma avaliação especial no relatório, que também cita casos de racismo contra jogadores como Neymar, Daniel Alves e Tinga.</p>
<p><span class="hps">Nas palavras de introdução do relatório, a diretora geral da Unesco, Irina</span> <span class="hps">Bokova, sustenta q</span><span class="hps">ue o esporte</span> <span class="hps">proporciona uma plataforma única</span> <span class="hps">para promover</span> <span class="hps">valores como</span> <span class="hps">diálogo intercultural e a compreensão</span> <span class="hps">ou reforçar</span> <span class="hps">a igualdade de gênero</span> <span class="hps">e inclusão</span> <span class="hps">social.</span> <span class="hps">No entanto</span>, lamenta que o esporte também po<span class="hps">de</span> <span class="hps">ser</span> <span class="hps">usado para dividir</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">discriminar</span>.</p>
<p><span class="hps">Coordenado pela</span> <span class="hps">UNESCO</span> <span class="hps">com o apoio da</span> <span class="hps">Juventus</span>, o relatório <span class="hps">é o resultado do</span> <span class="hps">processo de investigação e</span> <span class="hps">pesquisa que</span> <span class="hps">envolveu</span> <span class="hps">um grande grupo internacional</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">especialistas, pesquisadores</span>, gestores e <span class="hps">representantes do</span> <span class="hps">mundo do futebol.</span></p>
<p><strong>Raízes do racismo</strong> &#8211; O relatório começa contestando a afirmação, sempre repetida na mídia, nas Universidades e em outros setores, de que &#8220;o futebol é espelho da sociedade&#8221;. Para os autores do documento, &#8220;o<span title="Football is not a mirror that reflects
"> futebol não é um espelho que reflete </span><span title="society as it is.">a sociedade como ela é&#8221;. O relatório admite que, por ser </span><span title="Of course, as an extremely popular and
">extremamente popular e representar &#8220;uma </span><span title="widespread form of mass culture, capable of transcending
">forma generalizada da cultura de massa, capaz de transcender </span><span title="generations, social classes, ethnic groups and gender in
">gerações, classes sociais, grupos étnicos e de gênero em </span><span title="its appeal, it is obviously affected by overarching trends
">seu apelo&#8221;, o futebol é &#8220;obviamente afetado por tendências globais </span><span title="and larger issues that dominate the society in which it is
">e questões maiores que dominam a sociedade na qual é<br />
</span><span title="played, watched and talked about by millions.">jogado, assistido e falado por milhões&#8221;. </span></p>
<p><span title="Football
">Entretanto, reiteram os responsáveis pelo relatório, o futebol não é um espelho da sociedade, &#8220;mas </span><span title="is not a mirror of society, but more of a projection screen
">mais uma tela de projeção </span><span title="for images of what individuals and groups think society
">para imagens do que indivíduos e grupos acham que a sociedade </span><span title="should be like, for diffuse yearnings and aspirations that
">deve ser, por anseios difusos e aspirações que </span><span title="are expressed in an emotional manner.
">são expressos de uma forma emocional&#8221;. </span><span title="Most of the time these images are positive, based on
">Na maioria das vezes, destacam, estas imagens são positivas, &#8220;com base em </span><span title="a collective desire for self-celebration through the
">um desejo coletivo de auto-celebração através da </span><span title="carnivalesque2 display of feelings of belonging, loyalty
">carnavalesca exibição de sentimentos de pertencimento, lealdade<br />
</span><span title="or identity.">ou identidade&#8221;. </span></p>
<p><span title="But the opposite also exists, engrained in the
">Mas o oposto também existe, lamenta o documento, e está &#8220;enraizado na </span><span title="game's fundamental design of binary opposition between
">projeção fundamental do jogo da oposição binária entre </span><span title="two opponents that face off in competition.">dois oponentes que se enfrentam em uma competição&#8221;. O f</span><span title="Football
">utebol, explica o texto, &#8220;</span><span title="inevitably produces an 'Us' vs. 'Them' configuration, that
">inevitavelmente produz uma configuração do &#8216;nós&#8217; contra &#8216;eles´, que </span><span title="often results in language and acts of symbolic exclusion
">muitas vezes resulta em uma linguagem e atitude de exclusão simbólica e </span><span title="and inferiorisation.
">inferiorização&#8221;. Q</span><span title="When such discourses of inferiorisation and insult are
">uando tais discursos de inferiorização e insulto são baseados em critérios é</span><span title="based on ethnic, religious, and sexual criteria football
">tnicos, religiosos e sexuais, o futebol &#8220;</span><span title="becomes a stage for racism and discrimination.">torna-se um palco para o racismo ea discriminação&#8221;.</span></p>
<p>O documento cita então autores que já refletiram sobre o assunto, como Eduardo Galeano, em &#8220;O futebol ao som e à sombra&#8221;, e o jornalista brasileiro Mário Filho, que em 1947 publicou &#8220;O negro no futebol brasileiro&#8221;, um livro clássico e pioneiro no tema.</p>
<p><span class="hps">Hoje, destaca o relatório, o futebol</span> <span class="hps">ainda</span> <span class="hps">é utilizado</span> &#8220;<span class="hps">para a expressão</span> <span class="hps">de </span><span class="hps">racismo e discriminação</span>, <span class="hps">apesar do fato de</span> <span class="hps">que, em </span><span class="hps">sociedades cada vez mais</span> <span class="hps">multiculturais</span> <span class="hps">do planeta</span>, há <span class="hps">um número crescente de</span> <span class="hps">vozes dentro</span> <span class="hps">da política,</span> <span class="hps">negócios </span><span class="hps">e da sociedade civil</span> a <span class="hps">proclamar em voz alta</span> <span class="hps">um</span> <span class="hps">amplo consenso</span> <span class="hps">em favor da diversidade</span> <span class="hps">e contra</span> <span class="hps">todas as formas de </span><span class="hps">discriminação&#8221;.</span></p>
<p><strong>A emergência do racismo no futebol</strong> &#8211; O relatório nota que o racismo e a discriminação ocorrem no futebol desde que o esporte começou a se tornar mundialmente popular entre o final do século 19 e início do século 20. Racismo e discriminação aconteceram &#8220;<span title="expressed, mainly in countries where ethnic diversity
">principalmente em países onde a diversidade étnica </span><span title="was a daily and visible phenomenon – for example as
">era um fenômeno diariamente visível &#8211; por exemplo </span><span title="in Latin American societies or in the colonial empires
">nas sociedades latino-americanas ou nos impérios coloniais </span><span title="around the globe – or where, as in Nazi Germany, state
">em todo o mundo &#8211; ou onde, como na Alemanha nazista, existiam </span><span title="ideologies extended anti-Semitism to football.
">ideologias disseminando o anti-semitismo no futebol&#8221;. </span></p>
<p><span title="Several researchers however concur that the 1970s is the
">No entanto, o documento assinala que vários pesquisadores concordam qem ue a década de 1970 é o </span><span title="period when racism in professional football became a
">período em que o racismo no futebol profissional tornou-se um </span><span title="mass phenomenon especially in Europe.
">fenômeno de massa, especialmente na Europa. &#8220;</span><span title="This may be linked to the end of the post-war period
">Isto pode estar ligado ao fim do período do pós-guerra e do</span><span title="to which the French still refer to as 'the thirty glorious
"> que os franceses ainda se referem como `os gloriosos trinta </span><span title="years’.">anos&#8217;. </span><span title="In the mid-1970s unemployment started to rise,
">Em meados dos anos 1970 o desemprego começou a subir, </span><span title="the oil crisis hit economies, extremist parties re-emerged.
">as economias viviam a crise do petróleo, os partidos extremistas ressurgiram. </span><span title="In such a context, racist or more generally xenophobic
">Em tal contexto, atitudes geralmente mais racista ou xenófobas </span><span title="attitudes began to appear in European societies.">começaram a aparecer nas sociedades europeias&#8221;, diz o documento, ressaltando que, ao mesmo tempo, começaram a surgir os pri</span><span title="same time, the first distinctively anti-racist movements
">meiros movimentos distintamente anti-racistas.</span></p>
<p><span title="When looking at the velvet pitches of the Premier
">O documento frisa que, ao se olhar para os campos &#8220;de veludo&#8221; da Premier </span><span title="League or the Bundesliga today, and enjoying the joyful
">Liga, na Inglaterra, ou a Bundesliga, na Alemanha, onde hoje se desfruta &#8220;da alegria e de uma atmosfera moderna e confortável&#8221;,  </span><span title="it is difficult to imagine what football was like in many
">é difícil imaginar que o futebol no continente europeu, n</span><span title="cities at the end of the 1970s and beginning of the
">o final dos anos 1970 e início dos </span><span title="1980s.">1980, &#8220;</span><span title="Football was rife with racism and discrimination,
">estava repleta de racismo e discriminação,<br />
</span><span title="violence and hooliganism, phenomena that had their
">violência e vandalismo, fenômenos que tiveram suas</span><span title="sources and origins outside the football stadium, but for
"> origens fora do estádio de futebol, mas para os quais</span><span title="which football became the theatre stage on which they
"> o futebol tornou-se o palco de teatro e onde </span><span title="found their most spectacular expression.
">encontrou sua expressão mais espetacular&#8221;.</span></p>
<p><span title="found their most spectacular expression.
">Foi a partir dos eventos de </span><span title="It was only after the disasters of the Heysel (1985) and
">Heysel (1985) e  </span><span title="Hillsborough (1989) – neither of which had any direct
">Hillsborough (1989), assinala o relatório, que &#8220;os prob</span><span title="link with racism – that the problems were seriously and
">lemas foram seriamente </span><span title="jointly tackled by the authorities.
">abordados em conjunto pelas autoridades&#8221;. O documento se refere ao episódio ocorrido a 29 de maio de 1985, no estádio do Heysel, na Bélgica, quando, por ocasião da final da Taça dos Campeões Europeus, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália, houve vários confrontos entre torcedores das duas equipes. Os conflitos se estenderam para fora do estádio e o resultando foi o número de 39 mortos e muitos feridos. A Juventus foi campeã, ganhando de 1 a 0, com gol de Michel Platini, mas não houve comemoração. </span></p>
<p><span title="jointly tackled by the authorities.
">O outro episódio se deu a 15 de abril de 1989, durante jogo pelas semifinais da Taça da Inglaterra, entre Liverpool e Nottingham Forest, ocorrido no Estádio Hillsborough, em Sheffield. Com a superlotação no estádio, 96 torcedores do Liverpool morreram pisoteados e 766 foram feridos.  </span></p>
<div id="attachment_5221" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour.jpg"><img class="size-large wp-image-5221" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour-790x1024.jpg" alt="Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol" width="618" height="801" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol</p></div>
<p><span title="itself."><span class="hps"><strong>Os anos 1990</strong> &#8211; A década de 1990, continua o relatório da Unesco, houve uma </span><span class="hps">mudança de paradigmas</span> <span class="hps">no futebol europeu</span>. <span class="hps">A violência</span> <span class="hps">começou </span><span class="hps">a declinar</span> <span class="hps">após a introdução de</span> drásticas medidas de <span class="hps">segurança</span> que se seguiram às duas tragédias. Essas medidas foram motivadas pelo relat<span class="hps">ório de 1990</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Lord Justice</span> <span class="hps">Taylor,</span> <span class="hps">encomendado </span><span class="hps">pelo governo</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Margaret Thatcher</span>, bem como pelos <span class="hps">esforços</span> em vários países <span class="hps">para renovar</span> <span class="hps">os estádios</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">torná-los simultaneamente</span><br />
<span class="hps">mais seguros e</span> c<span class="hps">onfortáveis.</span></span></p>
<p><span class="hps">Um ponto de inflexão aconteceu com a decisão d</span><span class="hps">o Tribunal</span> <span class="hps">de Justiça</span> <span class="hps">da Comunidade Europeia que em 1995 </span><span class="hps">liberalizou o</span> <span class="hps">mercado de trabalho</span> <span class="hps">de futebol,  </span><span class="hps">acabando</span> <span class="hps">com</span> as cotas <span class="hps">de</span> <span class="hps">jogadores estrangeiros</span> <span class="hps">do</span> <span class="hps">Europeu.; O chamado</span> <span class="hps">acórdão Bosman</span> <span class="hps">foi imediatamente</span> <span class="hps">comparado </span> <span class="hps">a uma</span> <span class="hps">&#8220;revolução&#8221;</span> <span class="hps">no futebol</span> <span class="hps">internacional</span>, <span class="hps">reforçando as</span> <span class="hps">tendências</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">liberalização</span> <span class="hps">lançada por várias</span> <span class="hps">federações nacionais</span>.</p>
<p>Um dos <span class="hps">resultados foi</span> <span class="hps">um afluxo maciço de</span> <span class="hps">jogadores</span> <span class="hps">&#8220;estrangeiros&#8221;</span> <span class="hps">em</span> <span class="hps">todos os </span><span class="hps">principais campeonatos</span> <span class="hps">europeus, incluindo</span> <span class="hps">um número</span> <span class="hps">significativo de</span> <span class="hps">&#8220;minorias</span> <span class="hps">visíveis</span>&#8220;. <span class="hps">A reação popular a e</span><span class="hps">sta</span> <span class="hps">mudança foi </span><span class="hps">complexa</span> <span class="hps">e,</span> <span class="hps">muitas vezes, contraditória</span>, <span class="hps">como</span> mostrou <span class="hps">David </span><span class="hps">Ranc</span> <span class="hps">em seu livro</span> &#8220;<span class="hps">Jogadores</span> <span class="hps">Estrangeiros e</span> <span class="hps">Futebol S</span><span class="hps">upporters&#8221;. </span><span class="hps">O afluxo de</span> <span class="hps">jogadores de outros</span> <span class="hps">países </span><span class="hps">foi recebido</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> aumento,</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> diminuição na </span><span class="hps">xenofobia, nota o relatório da Unesco.</span></p>
<p>Entretanto, o documento nota que a <span title="the significant change in 'football demographics' that
">mudança significativa na demografia de futebol, com o </span><span title="illustrated on the pitch the increasingly multicultural
">terreno de jogo ficando cada vez mais multicultural na</span><span title="composition of European society did not lead to the
"> sociedade europeia, não levou ao  </span><span title="disappearance of racist and discriminatory attitudes and
">desaparecimento de atitudes racistas e discriminatórias. Por exemplo, o sucesso da equipe francesa</span><span title="The French 'black-blanc-beur' World Champions of 1998
"> &#8216;black-blanc-beur&#8221;, campeã mundial de 1998 e saudada no mundo todo como uma realização da sociedade multicultural, não impediu a ocorrências de episódios racistas na França.  </span></p>
<p><span title="Ten years later, the multi-ethnic German squad at the
">O mesmo pode ser dito em relação ao time alemão multiétnico que surgiu na </span><span title="FIFA World Cup in South Africa was described as 'United
">Copa do Mundo da FIFA na África do Sul em 2010, descrito como &#8216;Cores Unidas da </span><span title="Colours of Germany' (France Football) and regarded as a
">Alemanha` pela revista &#8220;France Football&#8221;, considerado um </span><span title="model for harmoniously integrating its players coming
">modelo de integração harmoniosa entre os jogadores vindos  </span><span title="from eight different origins.">de oito origens diferentes. </span><span title="That impression that was
">Essa mesma equipe essencialmente foi a vencedora da </span><span title="won the World Cup in Brazil.">Copa do Mundo no Brasil.</span></p>
<p><strong>Casos de racismo</strong> <strong>e discriminação</strong> &#8211; A Copa do Mundo de 2014 foi avaliada especificamente no relatório da Unesco, em função de episódios racistas e de discriminação registrados.  Caso do canto de<span id="result_box" lang="pt"><span title="Chanting from the Mexican fans during the game
"> torcedores mexicanos durante o jogo </span><span title="against Cameroon was perceived as homophobic on
">contra Camarões, percebido como homofóbico</span><span title="the occasion of the game against Cameroon.">. </span><span title="Every
">Cada </span><span title="goal kick was met with the shouting of '¡Puto!', which
">tiro de meta era recebido com os gritos de &#8220;¡Puto! &#8216; da torcida mexicana, o que </span><span title="may be construed as a derogatory way to refer to
">pode ser interpretado como uma forma de se referir a </span><span title="homosexual men, as it was, by a section of the media
">homens homossexuais, como registraram meios de comunicação e </span><span title="and anti-discrimination activists.">ativistas anti-discriminação. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="When charged by
">Quando cobrada pela FIFA, a federação mexicana alegou que a </span><span title="FA claimed that the reference was not 'insulting' in this
">referência não era &#8220;um insulto&#8221; naquele </span><span title="specific context.25 This incident underlines the difficulty
">contexto. O incidente, para o relatório da Unesco, sublinha a dificuldade de s</span><span title="of assessing what exactly is insulting or discriminatory;
">e avaliar o que exatamente é um insulto ou discriminação,  e como p</span><span title="and how contradictory points of view might co-exist.
">ontos de vista contraditórios podem coexistir.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="During the game between Germany and Ghana, at
">Durante o jogo entre Alemanha e Gana, pelo </span><span title="least two racist incidents were reported in the media.
">menos dois incidentes racistas foram relatados na mídia. </span><span title="The first event involved a number of German supporters
">O primeiro evento envolveu um número de torcedores alemães </span><span title="who had painted their faces black (some of them wore a
">que tinham seus rostos pintados de preto. N</span><span title="In this case, as in the Mexican one, the usual ambiguity
">este caso, como no do México, a ambiguidade habitual veio </span><span title="surfaced, beyond the question of the context: it is not
">à tona. &#8220;Não é </span><span title="certain that the offenders realised that their actions were
">certo que os criminosos tenham percebido que suas ações eram<br />
</span><span title="insulting to the minorities on the receiving end – or how
">insultuosas para as minorias&#8221;, comenta o documento. </span></span><span id="result_box" lang="pt"><span title="A second event during the German-Ghana game was
">No mesmo jogo, u</span><span title="A member of the
">m membro do </span><span title="audience rushed onto the pitch;">público correu para o campo; </span><span title="on his chest was painted
">em seu peito foi pintado </span><span title="an email address that unambiguously referred at least to
">um endereço de e-mail que inequivocamente se referia a </span><span title="Adolf Hitler, the SS and the concentration camps.26
">Adolf Hitler e a campos de concentração.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="Racial abuse from some England fans to others was
">Abusos raciais de alguns torcedores ingleses foram relatados pelo menos duas vezes no jogo da Copa de 2014, entre </span><span title="Cup Brazil 2014: Uruguay v England) – one instance also
">Uruguai e Inglaterra. O episódio, que envolveu </span><span title="involved a physical attack – this caused extensive media
">ataque físico, causou grande alvoroço na mídia do Re</span><span title="uproar in the UK.
">ino Unido. A rede FARE registrou episódios racistas e discriminatórios em 12 dos 64 jogos da Copa.<br />
</span></span></p>
<p>O relatório cita outros casos, ocorridos fora do âmbito da Copa do Mundo. Cita por exemplo o caso do clube peruano Real Garcilaso, multado <span title="by CONMEBOL for racist slurs from its supporters
">pela CONMEBOL por insultos racistas de seus torcedores</span><span title="directed against Paulo César Fonseca 'Tinga' a Brazilian
"> contra o jogador brasileiro Paulo César Fonseca, o &#8216;Tinga&#8217;, que atuava no Cruzei</span><span title="footballer of African descent playing at Cruzeiro Esporte
">ro Esporte </span><span title="Clube.32 In Uruguay, Danubio FC was similarly fined for
">Clube. No Uruguai, o Danúbio foi igualmente multado por<br />
</span><span title="racist slurs by its spectators against Flavio Córdoba, a
">insultos racistas de torcedores contra Flavio Córdoba, </span><span title="player of Club River Plate (Montevideo).33
">jogador do River Plate de Montevidéu. O r</span><span title="Racism from the crowds has also targeted referees, most
">acismo das multidões também tem como alvo os árbitros, como no caso do brasileiro</span><span title="famously, in Brazil, referee Márcio Chaga da Silva."> Márcio Chagas da Silva. </span></p>
<p><span class="hps">O</span> <span class="hps">arremesso</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">bananas</span>, <span class="hps">juntamente com</span> a <span class="hps">imitação de sons</span> <span class="hps">de macaco</span>, <span class="hps">é um</span> <span class="hps">dos mais frequentes </span><span class="hps">abusos</span> <span class="hps">racistas</span> <span class="hps">dirigidos a</span> <span class="hps">jogadores negros</span> <span class="hps">(embora</span> <span class="hps">até mesmo o lendário goleiro alemão </span><span class="hps">Oliver</span> <span class="hps">Kahn</span> tenha sido cumprimentado dessa maneira na Bun<span class="hps">desliga. </span><span class="hps">Em maio de </span><span class="hps">2014,</span> <span class="hps">um torcedor do espanhol</span> <span class="hps">Villareal</span> <span class="hps">jogou</span> <span class="hps">uma banana</span> <span class="hps">no gramado do</span><br />
<span class="hps">Barcelona, no episódio que ficou famoso pela atitude do </span><span class="hps">zagueiro</span> <span class="hps">Dani</span> <span class="hps">Alves,</span> <span class="hps">que comeu a fruta. A resposta muito espontânea, dada para ridicularizar o gesto racista, foi muito comentada na mídia e redes sociais.</span></p>
<p>No Brasil, lembra o relatório, <span class="hps">a</span> <span class="hps">hashtag </span><span class="hps">#SomosTodosMacacos</span> s<span class="hps">e tornou viral, após e o seu lançamento pelo jogador Neymar, também atingido por ofensas racistas. </span></p>
<p><strong>Anti-racismo</strong> &#8211; Por outro lado, o relatório registra a emergência anti-racistas e anti-discriminação no futebol. <span class="hps">Em 1993</span>, uma pequena <span class="hps">associação independente</span> <span class="hps">nomeada</span> &#8220;<span class="hps">Deixe o</span><span class="hps"> racismo fora do</span> <span class="hps">futebol&#8221;</span> <span class="hps">foi criado</span> <span class="hps">na Inglaterra pela</span><br />
<span class="hps">Comissão</span> <span class="hps">para a Igualdade Racial</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">Professional da </span><span class="hps">Associação de</span> <span class="hps">Futebolistas</span>. <span class="hps">Quatro anos mais tarde</span>, a organização tornou-se a  <span class="hps">Kick It Out</span>, <span class="hps">agora apoiada</span> <span class="hps">pela Premi</span><span class="hps">er League e outras organizações e com parceria com a UEFA. </span></p>
<p><span title="Since 1999, its surprisingly
">Desde 1999, uma exposição surpreendentemente</span><span title="successful exhibition on discrimination ('Tatort Stadion')
"> bem sucedida sobre a discriminação (&#8220;Tatort Stadion &#8216;)  </span><span title="has been shown in over 100 German cities.">tem sido mostrada em mais de 100 cidades alemãs. Também existem </span><span title="ones – together with government initiatives such as the
">iniciativas governamentais, como o e</span><span title="Spanish 'Observatorio de la Violencia, el Racismo, la
">spanhol &#8216;Observatorio de la Violencia, el Racismo, la </span><span title="Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte' or the Italian
">Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte &#8216; ou o italiano &#8216;</span><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
">Osservatorio sul razzismo e l&#8217;antirazzismo sul Calcio &#8216;.</span></p>
<div id="attachment_3903" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475.jpg"><img class="size-large wp-image-3903" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475-1024x768.jpg" alt="Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins) " width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
"><strong>Prevenção e combate</strong> &#8211; O relatório da Unesco cita finalmente sugestões de ações preventivas e de combate ao racismo e discriminação no futebol, destacando casos de sucesso em alguns países. A principal prevenção, assinala, é a própria legislação que pode ser aplicada contra os infratores.</span></p>
<p><span class="hps">O principal paradigma, observa, é afi</span><span class="hps">rmado</span> <span class="hps">no artigo 7º</span> <span class="hps">da</span> Declaração <span class="hps">Universal</span> <span class="hps">dos Direitos Humanos, ao enfatizar que </span><span class="hps atn">&#8220;</span>todos são iguais <span class="hps">perante a lei e</span> <span class="hps">têm direito, sem </span><span class="hps">qualquer</span> <span class="hps">distinção, à igual</span> <span class="hps">proteção da lei</span> <span class="hps atn">&#8220;</span>. <span class="hps">Entre os</span> <span class="hps">acordos internacionais a respeito, existe a </span><span class="hps">Convenção Internacional sobre</span> <span class="hps">a Eliminação </span><span class="hps">de Todas as Formas</span> <span class="hps">de Discriminação</span> <span class="hps">Racial</span> <span class="hps atn">(</span>ICERD), que <span class="hps">entrou em vigor</span> <span class="hps">em 1969</span> <span class="hps">e agora</span> <span class="hps">tem 177</span> <span class="hps">países signatários.</span></p>
<p>A <span class="hps">Recomendação</span> <span class="hps">N °</span> <span class="hps">12</span> <span class="hps">sobre a Luta contra</span> <span class="hps">o Racismo e </span><span class="hps">Discriminação Racial</span> <span class="hps">no</span> <span class="hps">domínio do esporte, </span><span class="hps">feita </span><span class="hps">pela Comissão Europeia</span> <span class="hps">contra o Racismo e </span><span class="hps atn">Intolerância (</span>ECRI), teve importantes desdobramentos, com vários países europeus criando legislações específicas.  Reino Unido, Itália, França, Bélgica, Espanha e Alemanha adotaram legislações a respeito. O relatório diz que Br<span class="hps">asil</span> <span class="hps">e Uruguai</span> também contam com instrumentos legais contra o racismo e a discriminação.</p>
<p>Entre as boas práticas, o relatório cita o caso da Inglaterra, onde mensagens e gestos anti-racistas são emitidas por clubes importantes. Caso do Arsenal, que passou a enviar mensagens positivas para a comunidade judaica, após cânticos anti-semitas terem sido ouvidos nos estádios <span id="result_box" lang="pt"><span title="sung at Highbury and at the Emirates.">Highbury e no Emirates. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="For example, a club may
">O documento indica que um clube pode  </span><span title="decide to nominate a black player as captain to show
">decidir nomear um jogador negro como capitão para mostrar </span><span title="their commitment to diversity and inclusion.">seu compromisso com a diversidade e inclusão. </span><span title="A club
">Um clube  </span><span title="could also ostensibly demonstrate a change of attitude
">também poderia demonstrar ostensivamente uma mudança de atitude </span><span title="in favour of diversity and self-awareness by opening its
">em favor da diversidade, abrindo os seus </span><span title="board to unrepresented minorities.">conselhos para as minorias não representados. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="France has developed a mid-term development plan for
">A feminização do futebol é outra estratégia fundamental, salienta o relatório, que cita o exemplo da França, onde foi montado um plano de desenvolvimento a médio prazo para o </span><span title="women's football, which includes promoting excellence
">futebol feminino. </span></span> O plano visa criar uma mudança de cultura, permitindo a igualdade de gênero.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="The German Football Federation (DFB) published, at
">Outro caso registrado é o da Federação Alemã de Futebol, que publicou no </span><span title="the end of 2013, of a very comprehensive and detailed
">final de 2013 um abrangente e detalhado Relatório de Sustentabilidade, seguindo os critérios do </span><span title="'Sustainability Report'129, following a Global Reporting
">Global Reporting </span><span title="Initiative (GRI) that encompasses the concept in all its
">Initiative (GRI), englobando o conceito da sustentabilidade em suas </span><span title="different dimensions and includes sections on diversity
">diferentes dimensões e inclui seções sobre diversidade </span><span title="and integration (p. 56-59), as well as responsibility
">e integração, bem como a responsabilidade </span><span title="towards disabled persons (p. 68-69).">em relação às pessoas com deficiência.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="towards disabled persons (p. 68-69)."> Entre outras medidas, o relatório aponta finalmente a eficácia da </span></span><span title="individualisation of sanctions
">individualização de sanções. Com o uso de câmeras de vigilância nos estádios, é possível identificar e responsabilizar os indivíduos que cometem atos </span><span title="may be held responsible for racist and discriminatory
">racistas e discriminatórios.</span></p>
<p>Introduzir a discussão sobre o racismo e a discriminação na educação é fundamental, diz o relatório. O documento cita a iniciativa «Gioca con me&#8221; da Juventus, que trabalha em conjunto com a Unesco em escolas de Turim, visando valorizar a diversidade e lutar contra &#8220;preconceitos perigosos&#8221;.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt" tabindex="-1"><span title="Racism and discrimination will not disappear from
">O racismo e a discriminação não desaparecerão dos estádios de fut</span><span title="the football stadium by magic.">ebol por magia, conclui o relatório. Mas o próprio documento ressalta ser possível uma ação cada vez mais sistemática, coerente e coordenada, &#8220;por aqueles</span><span title="coherent, and co-ordinated action by those who share
"> que compartilham </span><span title="the objective of promoting a football of cultural diversity
">o objetivo de promover a diversidade cultural </span><span title="and social inclusion.
">e inclusão social por uma bola de futebol&#8221;.</span></span></p>
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