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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Relatório da Unesco sobre racismo no futebol</title>
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		<title>Brasil é destaque em relatório da Unesco sobre racismo no futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 18:00:19 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório da Unesco sobre racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço dos casos mais notórios de preconceito e relata as medidas que vêm sendo adotadas em várias esferas para combater esses males que afetam o esporte mais popular do planeta. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil mereceu uma avaliação especial no relatório, que também cita casos de racismo contra jogadores como Neymar, Daniel Alves e Tinga.</p>
<p><span class="hps">Nas palavras de introdução do relatório, a diretora geral da Unesco, Irina</span> <span class="hps">Bokova, sustenta q</span><span class="hps">ue o esporte</span> <span class="hps">proporciona uma plataforma única</span> <span class="hps">para promover</span> <span class="hps">valores como</span> <span class="hps">diálogo intercultural e a compreensão</span> <span class="hps">ou reforçar</span> <span class="hps">a igualdade de gênero</span> <span class="hps">e inclusão</span> <span class="hps">social.</span> <span class="hps">No entanto</span>, lamenta que o esporte também po<span class="hps">de</span> <span class="hps">ser</span> <span class="hps">usado para dividir</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">discriminar</span>.</p>
<p><span class="hps">Coordenado pela</span> <span class="hps">UNESCO</span> <span class="hps">com o apoio da</span> <span class="hps">Juventus</span>, o relatório <span class="hps">é o resultado do</span> <span class="hps">processo de investigação e</span> <span class="hps">pesquisa que</span> <span class="hps">envolveu</span> <span class="hps">um grande grupo internacional</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">especialistas, pesquisadores</span>, gestores e <span class="hps">representantes do</span> <span class="hps">mundo do futebol.</span></p>
<p><strong>Raízes do racismo</strong> &#8211; O relatório começa contestando a afirmação, sempre repetida na mídia, nas Universidades e em outros setores, de que &#8220;o futebol é espelho da sociedade&#8221;. Para os autores do documento, &#8220;o<span title="Football is not a mirror that reflects
"> futebol não é um espelho que reflete </span><span title="society as it is.">a sociedade como ela é&#8221;. O relatório admite que, por ser </span><span title="Of course, as an extremely popular and
">extremamente popular e representar &#8220;uma </span><span title="widespread form of mass culture, capable of transcending
">forma generalizada da cultura de massa, capaz de transcender </span><span title="generations, social classes, ethnic groups and gender in
">gerações, classes sociais, grupos étnicos e de gênero em </span><span title="its appeal, it is obviously affected by overarching trends
">seu apelo&#8221;, o futebol é &#8220;obviamente afetado por tendências globais </span><span title="and larger issues that dominate the society in which it is
">e questões maiores que dominam a sociedade na qual é<br />
</span><span title="played, watched and talked about by millions.">jogado, assistido e falado por milhões&#8221;. </span></p>
<p><span title="Football
">Entretanto, reiteram os responsáveis pelo relatório, o futebol não é um espelho da sociedade, &#8220;mas </span><span title="is not a mirror of society, but more of a projection screen
">mais uma tela de projeção </span><span title="for images of what individuals and groups think society
">para imagens do que indivíduos e grupos acham que a sociedade </span><span title="should be like, for diffuse yearnings and aspirations that
">deve ser, por anseios difusos e aspirações que </span><span title="are expressed in an emotional manner.
">são expressos de uma forma emocional&#8221;. </span><span title="Most of the time these images are positive, based on
">Na maioria das vezes, destacam, estas imagens são positivas, &#8220;com base em </span><span title="a collective desire for self-celebration through the
">um desejo coletivo de auto-celebração através da </span><span title="carnivalesque2 display of feelings of belonging, loyalty
">carnavalesca exibição de sentimentos de pertencimento, lealdade<br />
</span><span title="or identity.">ou identidade&#8221;. </span></p>
<p><span title="But the opposite also exists, engrained in the
">Mas o oposto também existe, lamenta o documento, e está &#8220;enraizado na </span><span title="game's fundamental design of binary opposition between
">projeção fundamental do jogo da oposição binária entre </span><span title="two opponents that face off in competition.">dois oponentes que se enfrentam em uma competição&#8221;. O f</span><span title="Football
">utebol, explica o texto, &#8220;</span><span title="inevitably produces an 'Us' vs. 'Them' configuration, that
">inevitavelmente produz uma configuração do &#8216;nós&#8217; contra &#8216;eles´, que </span><span title="often results in language and acts of symbolic exclusion
">muitas vezes resulta em uma linguagem e atitude de exclusão simbólica e </span><span title="and inferiorisation.
">inferiorização&#8221;. Q</span><span title="When such discourses of inferiorisation and insult are
">uando tais discursos de inferiorização e insulto são baseados em critérios é</span><span title="based on ethnic, religious, and sexual criteria football
">tnicos, religiosos e sexuais, o futebol &#8220;</span><span title="becomes a stage for racism and discrimination.">torna-se um palco para o racismo ea discriminação&#8221;.</span></p>
<p>O documento cita então autores que já refletiram sobre o assunto, como Eduardo Galeano, em &#8220;O futebol ao som e à sombra&#8221;, e o jornalista brasileiro Mário Filho, que em 1947 publicou &#8220;O negro no futebol brasileiro&#8221;, um livro clássico e pioneiro no tema.</p>
<p><span class="hps">Hoje, destaca o relatório, o futebol</span> <span class="hps">ainda</span> <span class="hps">é utilizado</span> &#8220;<span class="hps">para a expressão</span> <span class="hps">de </span><span class="hps">racismo e discriminação</span>, <span class="hps">apesar do fato de</span> <span class="hps">que, em </span><span class="hps">sociedades cada vez mais</span> <span class="hps">multiculturais</span> <span class="hps">do planeta</span>, há <span class="hps">um número crescente de</span> <span class="hps">vozes dentro</span> <span class="hps">da política,</span> <span class="hps">negócios </span><span class="hps">e da sociedade civil</span> a <span class="hps">proclamar em voz alta</span> <span class="hps">um</span> <span class="hps">amplo consenso</span> <span class="hps">em favor da diversidade</span> <span class="hps">e contra</span> <span class="hps">todas as formas de </span><span class="hps">discriminação&#8221;.</span></p>
<p><strong>A emergência do racismo no futebol</strong> &#8211; O relatório nota que o racismo e a discriminação ocorrem no futebol desde que o esporte começou a se tornar mundialmente popular entre o final do século 19 e início do século 20. Racismo e discriminação aconteceram &#8220;<span title="expressed, mainly in countries where ethnic diversity
">principalmente em países onde a diversidade étnica </span><span title="was a daily and visible phenomenon – for example as
">era um fenômeno diariamente visível &#8211; por exemplo </span><span title="in Latin American societies or in the colonial empires
">nas sociedades latino-americanas ou nos impérios coloniais </span><span title="around the globe – or where, as in Nazi Germany, state
">em todo o mundo &#8211; ou onde, como na Alemanha nazista, existiam </span><span title="ideologies extended anti-Semitism to football.
">ideologias disseminando o anti-semitismo no futebol&#8221;. </span></p>
<p><span title="Several researchers however concur that the 1970s is the
">No entanto, o documento assinala que vários pesquisadores concordam qem ue a década de 1970 é o </span><span title="period when racism in professional football became a
">período em que o racismo no futebol profissional tornou-se um </span><span title="mass phenomenon especially in Europe.
">fenômeno de massa, especialmente na Europa. &#8220;</span><span title="This may be linked to the end of the post-war period
">Isto pode estar ligado ao fim do período do pós-guerra e do</span><span title="to which the French still refer to as 'the thirty glorious
"> que os franceses ainda se referem como `os gloriosos trinta </span><span title="years’.">anos&#8217;. </span><span title="In the mid-1970s unemployment started to rise,
">Em meados dos anos 1970 o desemprego começou a subir, </span><span title="the oil crisis hit economies, extremist parties re-emerged.
">as economias viviam a crise do petróleo, os partidos extremistas ressurgiram. </span><span title="In such a context, racist or more generally xenophobic
">Em tal contexto, atitudes geralmente mais racista ou xenófobas </span><span title="attitudes began to appear in European societies.">começaram a aparecer nas sociedades europeias&#8221;, diz o documento, ressaltando que, ao mesmo tempo, começaram a surgir os pri</span><span title="same time, the first distinctively anti-racist movements
">meiros movimentos distintamente anti-racistas.</span></p>
<p><span title="When looking at the velvet pitches of the Premier
">O documento frisa que, ao se olhar para os campos &#8220;de veludo&#8221; da Premier </span><span title="League or the Bundesliga today, and enjoying the joyful
">Liga, na Inglaterra, ou a Bundesliga, na Alemanha, onde hoje se desfruta &#8220;da alegria e de uma atmosfera moderna e confortável&#8221;,  </span><span title="it is difficult to imagine what football was like in many
">é difícil imaginar que o futebol no continente europeu, n</span><span title="cities at the end of the 1970s and beginning of the
">o final dos anos 1970 e início dos </span><span title="1980s.">1980, &#8220;</span><span title="Football was rife with racism and discrimination,
">estava repleta de racismo e discriminação,<br />
</span><span title="violence and hooliganism, phenomena that had their
">violência e vandalismo, fenômenos que tiveram suas</span><span title="sources and origins outside the football stadium, but for
"> origens fora do estádio de futebol, mas para os quais</span><span title="which football became the theatre stage on which they
"> o futebol tornou-se o palco de teatro e onde </span><span title="found their most spectacular expression.
">encontrou sua expressão mais espetacular&#8221;.</span></p>
<p><span title="found their most spectacular expression.
">Foi a partir dos eventos de </span><span title="It was only after the disasters of the Heysel (1985) and
">Heysel (1985) e  </span><span title="Hillsborough (1989) – neither of which had any direct
">Hillsborough (1989), assinala o relatório, que &#8220;os prob</span><span title="link with racism – that the problems were seriously and
">lemas foram seriamente </span><span title="jointly tackled by the authorities.
">abordados em conjunto pelas autoridades&#8221;. O documento se refere ao episódio ocorrido a 29 de maio de 1985, no estádio do Heysel, na Bélgica, quando, por ocasião da final da Taça dos Campeões Europeus, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália, houve vários confrontos entre torcedores das duas equipes. Os conflitos se estenderam para fora do estádio e o resultando foi o número de 39 mortos e muitos feridos. A Juventus foi campeã, ganhando de 1 a 0, com gol de Michel Platini, mas não houve comemoração. </span></p>
<p><span title="jointly tackled by the authorities.
">O outro episódio se deu a 15 de abril de 1989, durante jogo pelas semifinais da Taça da Inglaterra, entre Liverpool e Nottingham Forest, ocorrido no Estádio Hillsborough, em Sheffield. Com a superlotação no estádio, 96 torcedores do Liverpool morreram pisoteados e 766 foram feridos.  </span></p>
<div id="attachment_5221" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour.jpg"><img class="size-large wp-image-5221" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour-790x1024.jpg" alt="Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol" width="618" height="801" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol</p></div>
<p><span title="itself."><span class="hps"><strong>Os anos 1990</strong> &#8211; A década de 1990, continua o relatório da Unesco, houve uma </span><span class="hps">mudança de paradigmas</span> <span class="hps">no futebol europeu</span>. <span class="hps">A violência</span> <span class="hps">começou </span><span class="hps">a declinar</span> <span class="hps">após a introdução de</span> drásticas medidas de <span class="hps">segurança</span> que se seguiram às duas tragédias. Essas medidas foram motivadas pelo relat<span class="hps">ório de 1990</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Lord Justice</span> <span class="hps">Taylor,</span> <span class="hps">encomendado </span><span class="hps">pelo governo</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Margaret Thatcher</span>, bem como pelos <span class="hps">esforços</span> em vários países <span class="hps">para renovar</span> <span class="hps">os estádios</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">torná-los simultaneamente</span><br />
<span class="hps">mais seguros e</span> c<span class="hps">onfortáveis.</span></span></p>
<p><span class="hps">Um ponto de inflexão aconteceu com a decisão d</span><span class="hps">o Tribunal</span> <span class="hps">de Justiça</span> <span class="hps">da Comunidade Europeia que em 1995 </span><span class="hps">liberalizou o</span> <span class="hps">mercado de trabalho</span> <span class="hps">de futebol,  </span><span class="hps">acabando</span> <span class="hps">com</span> as cotas <span class="hps">de</span> <span class="hps">jogadores estrangeiros</span> <span class="hps">do</span> <span class="hps">Europeu.; O chamado</span> <span class="hps">acórdão Bosman</span> <span class="hps">foi imediatamente</span> <span class="hps">comparado </span> <span class="hps">a uma</span> <span class="hps">&#8220;revolução&#8221;</span> <span class="hps">no futebol</span> <span class="hps">internacional</span>, <span class="hps">reforçando as</span> <span class="hps">tendências</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">liberalização</span> <span class="hps">lançada por várias</span> <span class="hps">federações nacionais</span>.</p>
<p>Um dos <span class="hps">resultados foi</span> <span class="hps">um afluxo maciço de</span> <span class="hps">jogadores</span> <span class="hps">&#8220;estrangeiros&#8221;</span> <span class="hps">em</span> <span class="hps">todos os </span><span class="hps">principais campeonatos</span> <span class="hps">europeus, incluindo</span> <span class="hps">um número</span> <span class="hps">significativo de</span> <span class="hps">&#8220;minorias</span> <span class="hps">visíveis</span>&#8220;. <span class="hps">A reação popular a e</span><span class="hps">sta</span> <span class="hps">mudança foi </span><span class="hps">complexa</span> <span class="hps">e,</span> <span class="hps">muitas vezes, contraditória</span>, <span class="hps">como</span> mostrou <span class="hps">David </span><span class="hps">Ranc</span> <span class="hps">em seu livro</span> &#8220;<span class="hps">Jogadores</span> <span class="hps">Estrangeiros e</span> <span class="hps">Futebol S</span><span class="hps">upporters&#8221;. </span><span class="hps">O afluxo de</span> <span class="hps">jogadores de outros</span> <span class="hps">países </span><span class="hps">foi recebido</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> aumento,</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> diminuição na </span><span class="hps">xenofobia, nota o relatório da Unesco.</span></p>
<p>Entretanto, o documento nota que a <span title="the significant change in 'football demographics' that
">mudança significativa na demografia de futebol, com o </span><span title="illustrated on the pitch the increasingly multicultural
">terreno de jogo ficando cada vez mais multicultural na</span><span title="composition of European society did not lead to the
"> sociedade europeia, não levou ao  </span><span title="disappearance of racist and discriminatory attitudes and
">desaparecimento de atitudes racistas e discriminatórias. Por exemplo, o sucesso da equipe francesa</span><span title="The French 'black-blanc-beur' World Champions of 1998
"> &#8216;black-blanc-beur&#8221;, campeã mundial de 1998 e saudada no mundo todo como uma realização da sociedade multicultural, não impediu a ocorrências de episódios racistas na França.  </span></p>
<p><span title="Ten years later, the multi-ethnic German squad at the
">O mesmo pode ser dito em relação ao time alemão multiétnico que surgiu na </span><span title="FIFA World Cup in South Africa was described as 'United
">Copa do Mundo da FIFA na África do Sul em 2010, descrito como &#8216;Cores Unidas da </span><span title="Colours of Germany' (France Football) and regarded as a
">Alemanha` pela revista &#8220;France Football&#8221;, considerado um </span><span title="model for harmoniously integrating its players coming
">modelo de integração harmoniosa entre os jogadores vindos  </span><span title="from eight different origins.">de oito origens diferentes. </span><span title="That impression that was
">Essa mesma equipe essencialmente foi a vencedora da </span><span title="won the World Cup in Brazil.">Copa do Mundo no Brasil.</span></p>
<p><strong>Casos de racismo</strong> <strong>e discriminação</strong> &#8211; A Copa do Mundo de 2014 foi avaliada especificamente no relatório da Unesco, em função de episódios racistas e de discriminação registrados.  Caso do canto de<span id="result_box" lang="pt"><span title="Chanting from the Mexican fans during the game
"> torcedores mexicanos durante o jogo </span><span title="against Cameroon was perceived as homophobic on
">contra Camarões, percebido como homofóbico</span><span title="the occasion of the game against Cameroon.">. </span><span title="Every
">Cada </span><span title="goal kick was met with the shouting of '¡Puto!', which
">tiro de meta era recebido com os gritos de &#8220;¡Puto! &#8216; da torcida mexicana, o que </span><span title="may be construed as a derogatory way to refer to
">pode ser interpretado como uma forma de se referir a </span><span title="homosexual men, as it was, by a section of the media
">homens homossexuais, como registraram meios de comunicação e </span><span title="and anti-discrimination activists.">ativistas anti-discriminação. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="When charged by
">Quando cobrada pela FIFA, a federação mexicana alegou que a </span><span title="FA claimed that the reference was not 'insulting' in this
">referência não era &#8220;um insulto&#8221; naquele </span><span title="specific context.25 This incident underlines the difficulty
">contexto. O incidente, para o relatório da Unesco, sublinha a dificuldade de s</span><span title="of assessing what exactly is insulting or discriminatory;
">e avaliar o que exatamente é um insulto ou discriminação,  e como p</span><span title="and how contradictory points of view might co-exist.
">ontos de vista contraditórios podem coexistir.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="During the game between Germany and Ghana, at
">Durante o jogo entre Alemanha e Gana, pelo </span><span title="least two racist incidents were reported in the media.
">menos dois incidentes racistas foram relatados na mídia. </span><span title="The first event involved a number of German supporters
">O primeiro evento envolveu um número de torcedores alemães </span><span title="who had painted their faces black (some of them wore a
">que tinham seus rostos pintados de preto. N</span><span title="In this case, as in the Mexican one, the usual ambiguity
">este caso, como no do México, a ambiguidade habitual veio </span><span title="surfaced, beyond the question of the context: it is not
">à tona. &#8220;Não é </span><span title="certain that the offenders realised that their actions were
">certo que os criminosos tenham percebido que suas ações eram<br />
</span><span title="insulting to the minorities on the receiving end – or how
">insultuosas para as minorias&#8221;, comenta o documento. </span></span><span id="result_box" lang="pt"><span title="A second event during the German-Ghana game was
">No mesmo jogo, u</span><span title="A member of the
">m membro do </span><span title="audience rushed onto the pitch;">público correu para o campo; </span><span title="on his chest was painted
">em seu peito foi pintado </span><span title="an email address that unambiguously referred at least to
">um endereço de e-mail que inequivocamente se referia a </span><span title="Adolf Hitler, the SS and the concentration camps.26
">Adolf Hitler e a campos de concentração.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="Racial abuse from some England fans to others was
">Abusos raciais de alguns torcedores ingleses foram relatados pelo menos duas vezes no jogo da Copa de 2014, entre </span><span title="Cup Brazil 2014: Uruguay v England) – one instance also
">Uruguai e Inglaterra. O episódio, que envolveu </span><span title="involved a physical attack – this caused extensive media
">ataque físico, causou grande alvoroço na mídia do Re</span><span title="uproar in the UK.
">ino Unido. A rede FARE registrou episódios racistas e discriminatórios em 12 dos 64 jogos da Copa.<br />
</span></span></p>
<p>O relatório cita outros casos, ocorridos fora do âmbito da Copa do Mundo. Cita por exemplo o caso do clube peruano Real Garcilaso, multado <span title="by CONMEBOL for racist slurs from its supporters
">pela CONMEBOL por insultos racistas de seus torcedores</span><span title="directed against Paulo César Fonseca 'Tinga' a Brazilian
"> contra o jogador brasileiro Paulo César Fonseca, o &#8216;Tinga&#8217;, que atuava no Cruzei</span><span title="footballer of African descent playing at Cruzeiro Esporte
">ro Esporte </span><span title="Clube.32 In Uruguay, Danubio FC was similarly fined for
">Clube. No Uruguai, o Danúbio foi igualmente multado por<br />
</span><span title="racist slurs by its spectators against Flavio Córdoba, a
">insultos racistas de torcedores contra Flavio Córdoba, </span><span title="player of Club River Plate (Montevideo).33
">jogador do River Plate de Montevidéu. O r</span><span title="Racism from the crowds has also targeted referees, most
">acismo das multidões também tem como alvo os árbitros, como no caso do brasileiro</span><span title="famously, in Brazil, referee Márcio Chaga da Silva."> Márcio Chagas da Silva. </span></p>
<p><span class="hps">O</span> <span class="hps">arremesso</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">bananas</span>, <span class="hps">juntamente com</span> a <span class="hps">imitação de sons</span> <span class="hps">de macaco</span>, <span class="hps">é um</span> <span class="hps">dos mais frequentes </span><span class="hps">abusos</span> <span class="hps">racistas</span> <span class="hps">dirigidos a</span> <span class="hps">jogadores negros</span> <span class="hps">(embora</span> <span class="hps">até mesmo o lendário goleiro alemão </span><span class="hps">Oliver</span> <span class="hps">Kahn</span> tenha sido cumprimentado dessa maneira na Bun<span class="hps">desliga. </span><span class="hps">Em maio de </span><span class="hps">2014,</span> <span class="hps">um torcedor do espanhol</span> <span class="hps">Villareal</span> <span class="hps">jogou</span> <span class="hps">uma banana</span> <span class="hps">no gramado do</span><br />
<span class="hps">Barcelona, no episódio que ficou famoso pela atitude do </span><span class="hps">zagueiro</span> <span class="hps">Dani</span> <span class="hps">Alves,</span> <span class="hps">que comeu a fruta. A resposta muito espontânea, dada para ridicularizar o gesto racista, foi muito comentada na mídia e redes sociais.</span></p>
<p>No Brasil, lembra o relatório, <span class="hps">a</span> <span class="hps">hashtag </span><span class="hps">#SomosTodosMacacos</span> s<span class="hps">e tornou viral, após e o seu lançamento pelo jogador Neymar, também atingido por ofensas racistas. </span></p>
<p><strong>Anti-racismo</strong> &#8211; Por outro lado, o relatório registra a emergência anti-racistas e anti-discriminação no futebol. <span class="hps">Em 1993</span>, uma pequena <span class="hps">associação independente</span> <span class="hps">nomeada</span> &#8220;<span class="hps">Deixe o</span><span class="hps"> racismo fora do</span> <span class="hps">futebol&#8221;</span> <span class="hps">foi criado</span> <span class="hps">na Inglaterra pela</span><br />
<span class="hps">Comissão</span> <span class="hps">para a Igualdade Racial</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">Professional da </span><span class="hps">Associação de</span> <span class="hps">Futebolistas</span>. <span class="hps">Quatro anos mais tarde</span>, a organização tornou-se a  <span class="hps">Kick It Out</span>, <span class="hps">agora apoiada</span> <span class="hps">pela Premi</span><span class="hps">er League e outras organizações e com parceria com a UEFA. </span></p>
<p><span title="Since 1999, its surprisingly
">Desde 1999, uma exposição surpreendentemente</span><span title="successful exhibition on discrimination ('Tatort Stadion')
"> bem sucedida sobre a discriminação (&#8220;Tatort Stadion &#8216;)  </span><span title="has been shown in over 100 German cities.">tem sido mostrada em mais de 100 cidades alemãs. Também existem </span><span title="ones – together with government initiatives such as the
">iniciativas governamentais, como o e</span><span title="Spanish 'Observatorio de la Violencia, el Racismo, la
">spanhol &#8216;Observatorio de la Violencia, el Racismo, la </span><span title="Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte' or the Italian
">Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte &#8216; ou o italiano &#8216;</span><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
">Osservatorio sul razzismo e l&#8217;antirazzismo sul Calcio &#8216;.</span></p>
<div id="attachment_3903" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475.jpg"><img class="size-large wp-image-3903" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475-1024x768.jpg" alt="Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins) " width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
"><strong>Prevenção e combate</strong> &#8211; O relatório da Unesco cita finalmente sugestões de ações preventivas e de combate ao racismo e discriminação no futebol, destacando casos de sucesso em alguns países. A principal prevenção, assinala, é a própria legislação que pode ser aplicada contra os infratores.</span></p>
<p><span class="hps">O principal paradigma, observa, é afi</span><span class="hps">rmado</span> <span class="hps">no artigo 7º</span> <span class="hps">da</span> Declaração <span class="hps">Universal</span> <span class="hps">dos Direitos Humanos, ao enfatizar que </span><span class="hps atn">&#8220;</span>todos são iguais <span class="hps">perante a lei e</span> <span class="hps">têm direito, sem </span><span class="hps">qualquer</span> <span class="hps">distinção, à igual</span> <span class="hps">proteção da lei</span> <span class="hps atn">&#8220;</span>. <span class="hps">Entre os</span> <span class="hps">acordos internacionais a respeito, existe a </span><span class="hps">Convenção Internacional sobre</span> <span class="hps">a Eliminação </span><span class="hps">de Todas as Formas</span> <span class="hps">de Discriminação</span> <span class="hps">Racial</span> <span class="hps atn">(</span>ICERD), que <span class="hps">entrou em vigor</span> <span class="hps">em 1969</span> <span class="hps">e agora</span> <span class="hps">tem 177</span> <span class="hps">países signatários.</span></p>
<p>A <span class="hps">Recomendação</span> <span class="hps">N °</span> <span class="hps">12</span> <span class="hps">sobre a Luta contra</span> <span class="hps">o Racismo e </span><span class="hps">Discriminação Racial</span> <span class="hps">no</span> <span class="hps">domínio do esporte, </span><span class="hps">feita </span><span class="hps">pela Comissão Europeia</span> <span class="hps">contra o Racismo e </span><span class="hps atn">Intolerância (</span>ECRI), teve importantes desdobramentos, com vários países europeus criando legislações específicas.  Reino Unido, Itália, França, Bélgica, Espanha e Alemanha adotaram legislações a respeito. O relatório diz que Br<span class="hps">asil</span> <span class="hps">e Uruguai</span> também contam com instrumentos legais contra o racismo e a discriminação.</p>
<p>Entre as boas práticas, o relatório cita o caso da Inglaterra, onde mensagens e gestos anti-racistas são emitidas por clubes importantes. Caso do Arsenal, que passou a enviar mensagens positivas para a comunidade judaica, após cânticos anti-semitas terem sido ouvidos nos estádios <span id="result_box" lang="pt"><span title="sung at Highbury and at the Emirates.">Highbury e no Emirates. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="For example, a club may
">O documento indica que um clube pode  </span><span title="decide to nominate a black player as captain to show
">decidir nomear um jogador negro como capitão para mostrar </span><span title="their commitment to diversity and inclusion.">seu compromisso com a diversidade e inclusão. </span><span title="A club
">Um clube  </span><span title="could also ostensibly demonstrate a change of attitude
">também poderia demonstrar ostensivamente uma mudança de atitude </span><span title="in favour of diversity and self-awareness by opening its
">em favor da diversidade, abrindo os seus </span><span title="board to unrepresented minorities.">conselhos para as minorias não representados. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="France has developed a mid-term development plan for
">A feminização do futebol é outra estratégia fundamental, salienta o relatório, que cita o exemplo da França, onde foi montado um plano de desenvolvimento a médio prazo para o </span><span title="women's football, which includes promoting excellence
">futebol feminino. </span></span> O plano visa criar uma mudança de cultura, permitindo a igualdade de gênero.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="The German Football Federation (DFB) published, at
">Outro caso registrado é o da Federação Alemã de Futebol, que publicou no </span><span title="the end of 2013, of a very comprehensive and detailed
">final de 2013 um abrangente e detalhado Relatório de Sustentabilidade, seguindo os critérios do </span><span title="'Sustainability Report'129, following a Global Reporting
">Global Reporting </span><span title="Initiative (GRI) that encompasses the concept in all its
">Initiative (GRI), englobando o conceito da sustentabilidade em suas </span><span title="different dimensions and includes sections on diversity
">diferentes dimensões e inclui seções sobre diversidade </span><span title="and integration (p. 56-59), as well as responsibility
">e integração, bem como a responsabilidade </span><span title="towards disabled persons (p. 68-69).">em relação às pessoas com deficiência.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="towards disabled persons (p. 68-69)."> Entre outras medidas, o relatório aponta finalmente a eficácia da </span></span><span title="individualisation of sanctions
">individualização de sanções. Com o uso de câmeras de vigilância nos estádios, é possível identificar e responsabilizar os indivíduos que cometem atos </span><span title="may be held responsible for racist and discriminatory
">racistas e discriminatórios.</span></p>
<p>Introduzir a discussão sobre o racismo e a discriminação na educação é fundamental, diz o relatório. O documento cita a iniciativa «Gioca con me&#8221; da Juventus, que trabalha em conjunto com a Unesco em escolas de Turim, visando valorizar a diversidade e lutar contra &#8220;preconceitos perigosos&#8221;.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt" tabindex="-1"><span title="Racism and discrimination will not disappear from
">O racismo e a discriminação não desaparecerão dos estádios de fut</span><span title="the football stadium by magic.">ebol por magia, conclui o relatório. Mas o próprio documento ressalta ser possível uma ação cada vez mais sistemática, coerente e coordenada, &#8220;por aqueles</span><span title="coherent, and co-ordinated action by those who share
"> que compartilham </span><span title="the objective of promoting a football of cultural diversity
">o objetivo de promover a diversidade cultural </span><span title="and social inclusion.
">e inclusão social por uma bola de futebol&#8221;.</span></span></p>
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