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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Reviva o Rio Atibaia</title>
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		<title>Temperatura em Campinas chega a 36.7°C e abastecimento de água já preocupa</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 20:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
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		<description><![CDATA[Os termômetros do Cepagri/Unicamp marcaram 36.7°C em Campinas às 16h30 desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, um recorde em muitos anos. O abastecimento de água na cidade começa a preocupar, diante da queda cada vez maior no volume de água do rio Atibaia, que chegou a 5,2 metros cúbicos por segundo (o limite de risco é 4 m3/s). ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os termômetros do Cepagri/Unicamp marcaram 36.7°C em Campinas às 16h30 desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, um recorde em muitos anos. O abastecimento de água na cidade começa a preocupar, diante da queda cada vez maior no volume de água do rio Atibaia, que chegou a 5,2 metros cúbicos por segundo (o limite de risco é 4 m3/s). A Sanasa solicitou uma liberação de 2 metros cúbicos por segundo a mais do Sistema Cantareira para a região, para assegurar o abastecimento.</p>
<p>A previsão do Cepagri/Unicamp é de calor intenso em toda a região nas próximas 24 horas, com temperaturas máximas que podem passar dos 35C durante a tarde e mínimas superiores aos 23C, na madrugada. A partir desta terça0feira pode ocorrer mudança das condições, com queda das temperaturas até o sábado.</p>
<p>As máximas podem baixar cerca de 6C e as mínimas 3C. Podem ocorrer chuvas mais contínuas entre a quarta e o sábado, favorecendo um início de recuperação hídrica na região, segundo o Cepagri/Unicamp.</p>
<p>O nível de Ultravioleta segue muito alto – entre 13 e 14 &#8211; em condições de céu aberto, requerendo atenção na exposição direta ao sol entre 10 e 16 horas. Continuam os ventos fracos do quadrante Norte até o final de semana.</p>
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		<title>Barqueata, distribuição de mudas e cruzes nas águas mobilizam Campinas no Reviva o Rio Atibaia</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2014 21:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Remo de Sousas]]></category>
		<category><![CDATA[Jaguatibaia]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório MSD]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma barqueata, com a colocação de cruzes no leito do rio, para marcar o estado de desolação das águas, encerrou no fim da manhã deste domingo, 9 de novembro, no distrito de Sousas, em Campinas, a a 17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. A edição deste ano foi marcada pela crise histórica dos recursos hídricos no ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma barqueata, com a colocação de cruzes no leito do rio, para marcar o estado de desolação das águas, encerrou no fim da manhã deste domingo, 9 de novembro, no distrito de Sousas, em Campinas, a a 17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. A edição deste ano foi marcada pela crise histórica dos recursos hídricos no estado de São Paulo, e particularmente nas bacias do Alto Tietê, na Grande São Paulo, e bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), na região de Campinas. O Reviva o Rio Atibaia de 2014 reforçou a importância da Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas e o Plano Local de Gestão Urbana da Macrozona 1 para o futuro das águas na região.</p>
<p>Além da barqueata, houve distribuição de mudas de árvores em tubetes, Maquete Dinâmica, Arte e Ciência e Árvore do Saber na Praça Beira Rio, Espaço Saúde e Qualidade de Vida e a Exposição Fotográfica Olhares sobre a APA, a partir das 9 horas, em Sousas. O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambiental em atividade no estado de São Paulo, fruto da parceria entre Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, Associação de Remo de Sousas e Laboratório MSD.</p>
<div id="attachment_1119" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_010.jpg"><img class="size-large wp-image-1119" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_010-1024x680.jpg" alt="O agrônomo José Carlos Perdigão, da Jaguatibaia, entregou mudas de árvores e falou sobre importância das matas ciliares " width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O agrônomo José Carlos Perdigão, da Jaguatibaia, entregou mudas de árvores e falou sobre importância das matas ciliares</p></div>
<p>O rio Atibaia é um dos mais impactados pela construção do Sistema Cantareira, o conjunto de reservatórios que abastece metade da Grande São Paulo e que já está no uso do que resta do seu Volume Morto.  Estes reservatórios são formados na divisa de Minas Gerais e São Paulo, nas nascentes dos rios Atibaia e Jaguari.</p>
<p>O estudo “Análise de séries temporais de vazão e de precipitação na Bacia do Rio Piracicaba) realizado por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (CENA), órgão da USP localizado em Piracicaba, comprovou que as vazões médias do rio Atibaia, um dos principais formadores da bacia do rio Piracicaba, foram reduzidas após a entrada em operação do Cantareira, em 1974.</p>
<div id="attachment_1120" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_026.jpg"><img class="size-large wp-image-1120" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_026-1024x680.jpg" alt="Muitas exposições ricas em informação sobre o Atibaia e as bacias PCJ foram montadas na Praça Beira Rio" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Muitas exposições ricas em informação sobre o Atibaia e as bacias PCJ foram montadas na Praça Beira Rio</p></div>
<p>Os pesquisadores (Juliano Daniel Groppo, Luiz Carlos Eduardo Milde, Manuel Enrique Guamero, Jorge Marcos de Moraes e Luiz Antonio Martinelli) compararam as vazões de 1975 a 1996  com as de 1947-1974, em três pontos de medição, e concluíram que elas caíram entre 14,5 e 18,5% após 1974.</p>
<p>“A comparação do comportamento dos rios com e sem a influência do Sistema Cantareira e a análise dos períodos em que as mudanças ocorrem sugerem que a retirada de água da bacia para o abastecimento da Grande São Paulo é a mais provável causa da tendência negativa na vazão”, concluem os autores.</p>
<div id="attachment_1121" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_091.jpg"><img class="size-large wp-image-1121" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_091-1024x680.jpg" alt="A criançada se divertiu muito e aprendeu bastante sobre a importância das águas" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">A criançada se divertiu muito e aprendeu bastante sobre a importância das águas</p></div>
<p><strong>Reviva</strong> &#8211; O movimento Reviva o Rio Atibaia nasceu no âmbito do processo de criação e estruturação da APA de Campinas. A Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental lançou em 1997 o Reviva o Rio Atibaia, em parceria com a Associação de Remo de Sousas e Merck Sharp &amp; Dohme. O Reviva retomou o debate sobre a APA. Na segunda edição, em 1998, foi realizado o fórum Resgate do Plano Gestor da APA. A mobilização se intensificou nas edições seguintes e, a 7 de junho de 2001, durante a Semana do Meio Ambiente, o prefeito Antônio da Costa Santos sancionou a Lei 10.850, criando a APA de Campinas, englobando os distritos de Sousas e Joaquim Egídio e também a região a nordeste do município localizada entre o distrito de Sousas, o Rio Atibaia e o limite intermunicipal Campinas-Jaguariúna e Campinas-Pedreira.</p>
<div id="attachment_1125" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_099.jpg"><img class="size-large wp-image-1125" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_099-1024x680.jpg" alt="Cruzes no rio, um protesto, um chamado à ação" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Cruzes no rio, um protesto, um chamado à ação</p></div>
<p>Definições apropriadas sobre o Plano de Manejo da APA são essenciais para o futuro com qualidade de vida da região. A captação de água para Campinas, responsável por mais de 90% do consumo na cidade, está localizada no Atibaia, em Sousas, a poucos metros de onde a barqueata de hoje foi encerrada com cruzes no leito do rio. Um protesto e um chamado à ação. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_1122" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_089.jpg"><img class="size-large wp-image-1122" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/141109_089-1024x680.jpg" alt="O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambientalista em atividade em São Paulo: pela vida" width="618" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambientalista em atividade em São Paulo: pela vida</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Atibaia: agonia e resistência do principal rio da região de Campinas</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2014 16:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Bacias PCJ]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste domingo, dia 9 de novembro, o Distrito de Sousas, em Campinas, sedia a  17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. Em 2014, o Atibaia vive uma das mais graves crises de sua história, em função de uma estiagem severa e prolongada mas, sobretudo, pela falta de planejamento, pelo descaso e por decisões autoritárias.  O rio ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, dia 9 de novembro, o Distrito de Sousas, em Campinas, sedia a  17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. Em 2014, o Atibaia vive uma das mais graves crises de sua história, em função de uma estiagem severa e prolongada mas, sobretudo, pela falta de planejamento, pelo descaso e por decisões autoritárias.  O rio Atibaia, um dos formadores da bacia do rio Piracicaba, é a síntese de como os recursos hídricos são maltratados no país com alma de água. Mas ele insiste em resistir.</p>
<p>O rio Atibaia é um dos mais impactados pela construção do Sistema Cantareira, o conjunto de reservatórios que abastece metade da Grande São Paulo e que já está no uso do que resta do seu Volume Morto.  Estes reservatórios são formados na divisa de Minas Gerais e São Paulo, nas nascentes dos rios Atibaia e Jaguari.</p>
<p>O estudo “Análise de séries temporais de vazão e de precipitação na Bacia do Rio Piracicaba) realizado por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (CENA), órgão da USP localizado em Piracicaba, comprovou que as vazões médias do rio Atibaia, um dos principais formadores da bacia do rio Piracicaba, foram reduzidas após a entrada em operação do Cantareira, em 1974.</p>
<div id="attachment_1086" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia010.jpg"><img class="size-large wp-image-1086" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia010-1024x682.jpg" alt="Vazão média do rio Atibaia caiu após construção do Sistema Cantareira" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Vazão média do rio Atibaia caiu após construção do Sistema Cantareira</p></div>
<p>Os pesquisadores (Juliano Daniel Groppo, Luiz Carlos Eduardo Milde, Manuel Enrique Guamero, Jorge Marcos de Moraes e Luiz Antonio Martinelli) compararam as vazões de 1975 a 1996  com as de 1947-1974, em três pontos de medição, e concluíram que elas caíram entre 14,5 e 18,5% após 1974.</p>
<p>Segundo o mesmo estudo, a queda das vazões médias foi ainda mais significativa no rio Jaguari, outro dos formadores do rio Piracicaba. A queda foi de 37,70% entre os períodos 1947-1981 e 1982-1996. No próprio rio Piracicaba, a queda das vazões médias foi de 7,63% a 11,54%, entre os períodos 1947-1974 e 1975-1996.</p>
<p>&#8220;A comparação do comportamento dos rios com e sem a influência do Sistema Cantareira e a análise dos períodos em que as mudanças ocorrem sugerem que a retirada de água da bacia para o abastecimento da Grande São Paulo é a mais provável causa da tendência negativa na vazão&#8221;, concluem os autores.</p>
<div id="attachment_1087" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia4.jpg"><img class="size-large wp-image-1087" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia4-1024x682.jpg" alt="Nascentes têm sido degradadas ou desaparecido na sub-bacia do Atibaia" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Nascentes têm sido degradadas ou desaparecido na sub-bacia do Atibaia</p></div>
<p><strong>Descaso local</strong> &#8211; Mas não foi somente o Sistema Cantareira a causa da degradação acelerada do rio Atibaia nas últimas décadas. O desmatamento ciliar e o uso inadequado do solo, levando ao assoreamento e à devastação das nascentes, também contribuíram. Isto ficou claro no estudo &#8220;APA de Campinas: Situação dos recursos hídricos da Bacia do Ribeirão das Cabras: Identificação, caracterização e georreferenciamento dos açudes, poços, represas e das nascentes da sub-bacia do Alto Ribeirão das Cabras&#8221;, realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Campinas e concluído em 2012.</p>
<p>O estudo verificou a situação de 145 nascentes principais e mais 12 associadas. O resultado mostrou que 77 nascentes estavam em condição Ruim, oito em condição Péssima, 15 em condição Regular e 57 em condição boa. Ou seja, cerca de 30% somente das nascentes estavam em boa situação, pelos critérios adotados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Campinas.</p>
<p>É importante observar que o estudo abrangeu somente a sub-bacia do Alto Ribeirão das Cabras, que é muito maior. De qualquer modo, o estudo comprovou a urgência de um uso mais racional do solo e de medidas de recuperação das nascentes, visando a proteção dos recursos hídricos na região da APA de Campinas.</p>
<p><strong>Bacia do Atibaia</strong> &#8211; A bacia do rio Atibaia, com seus 2,8 mil km2, representa 22,8% da bacias do rio Piracicaba, que por sua vez representa 82,1% das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).</p>
<p>A área da sub-bacia do rio Atibaia é a que apresenta maior demanda de água no contexto das bacias PCJ. A bacia do rio Atibaia tem uma demanda de 9,78 metros cúbicos, ou 9,78 mil litros, de água por segundo, sendo 5,26 m3/s de demanda para abastecimento urbano (majoritariamente para o abastecimento de Campinas, mas também de outras cidades), 1,05 m3/s para uso agrícola e 3,46 m3/s para uso industrial, em boa parte para o polo petroquímico de Paulínia.</p>
<p>As demais sub-bacias do PCJ têm as demandas totais de água: Piracicaba (8,34 m3/s), Jaguari (5,47), Jundiaí (4,94), Capivari (3,95), Corumbataí (2,95) e Camanducaia (0,91 m3/s).</p>
<p>Estes números ratificam o imperativo do desenvolvimento sustentável na sub-bacia do rio Atibaia, no conjunto das bacias PCJ, o que passa pela reestruturação da gestão do Sistema Cantareira mas também por um uso muito mais adequado do solo em esfera dos municípios que compõem a sub-bacia, como o caso de Campinas, que tem mais de 95% de seu abastecimento dependente do Atibaia.</p>
<p>Daí a importância estratégica da APA de Campinas e de sua ocupação ordenada. Além dos recursos hídricos, a APA de Campinas tem enorme riqueza em biodiversidade. Já foram catalogadas na APA 478 espécies de árvores, além de uma raríssima vegetação rupestre, e animais (475 espécies identificadas, sendo 55 de anfíbios, 39 de répteis, 311 de aves e 70 de mamíferos). Também está localizada em Sousas, desde a década de 1930, a principal captação de água para Campinas.</p>
<p>Este é o pano de fundo de mais uma edição do Reviva o Rio Atibaia, no ano de completa desolação do rio. O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambiental em atividade no estado de São Paulo, fruto da parceria entre Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, Associação de Remo de Sousas e Laboratório MSD.</p>
<p>Considerando questões macro, como o Sistema Cantareira, ou  questões micro, como o uso local do solo, a verdade é que o rio Atibaia é um exemplo de como a região de Campinas passou por um processo de crescimento insustentável. A hora é de mudança, como reitera com veemência a crise hídrica de 2014. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_1088" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11.jpg"><img class="size-large wp-image-1088" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11-1024x682.jpg" alt="Crise de 2014 mostra que hora de mudanças é agora" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Crise de 2014 mostra que hora de mudanças é agora</p></div>
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		<title>Reviva o Rio Atibaia discute o futuro da APA e dos recursos hídricos de Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2014 15:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Reviva o Rio Atibaia]]></category>
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		<description><![CDATA[2014 é um ano de desolação para o rio Atibaia, responsável por mais de 95% do abastecimento de Campinas. A estiagem prolongada, a gestão equivocada do Sistema Cantareira e a ocupação desenfreada das margens, levando à destruição da mata ciliar, deixaram o Atibaia em uma situação de desolação, que as chuvas dos últimos dias atenuaram um pouco. Neste cenário será ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>2014 é um ano de desolação para o rio Atibaia, responsável por mais de 95% do abastecimento de Campinas. A estiagem prolongada, a gestão equivocada do Sistema Cantareira e a ocupação desenfreada das margens, levando à destruição da mata ciliar, deixaram o Atibaia em uma situação de desolação, que as chuvas dos últimos dias atenuaram um pouco. Neste cenário será realizada no próximo domingo, dia 9 de novembro, a 17ª edição do Reviva o Rio Atibaia, que vai discutir o futuro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas e o Plano Local de Gestão Urbana da Macrozona 1, que envolve os distritos de Sousas e Joaquim Egídio e os bairros Gargantilha, Monte Belo e Carlos Gomes,  em área equivalente à da APA. Naturalmente o futuro dos recursos hídricos está em questão, considerando que a ocupação sustentável da APA é fundamental para a manutenção do Atibaia que abastece em Campinas e vários municípios.</p>
<p>Barqueata, distribuição de mudas de árvores em tubetes, Maquete Dinâmica, Arte e Ciência e Árvore do Saber na Praça Beira Rio, Espaço Saúde e Qualidade de Vida e a Exposição Fotográfica Olhares sobre a APA compõem a programação, a partir das 9 horas, em Sousas. O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambiental em atividade no estado de São Paulo, fruto da parceria entre Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, Associação de Remo de Sousas e Laboratório MSD.</p>
<div id="attachment_427" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/RioAtibaia.jpg"><img class="size-large wp-image-427" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/RioAtibaia-682x1024.jpg" alt="Rio Atibaia na estiagem de 2014: ameaça ao abastecimento e saúde pública " width="618" height="927" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia na estiagem de 2014: ameaça ao abastecimento e saúde pública</p></div>
<p><strong>História da APA de Campinas</strong> &#8211; O processo de criação da APA de Campinas e a trajetória do Movimento Reviva o Rio Atibaia são uma síntese perfeita da mudança de postura em vários segmentos, e em escala internacional, em relação aos rumos do crescimento. Processo iniciado com a Conferência de Estocolmo, em 1972, e que teve a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, de junho de 1992, no Rio de Janeiro, como catalisadora, uma alavanca para nova consciência planetária.<br />
No clima criado pela preparação para a Eco-92, em abril de 1991 foi promovido o I Fórum Ecológico de Sousas. Já estava clara, para muitos pesquisadores, ambientalistas e cidadãos campineiros em geral, a necessidade de medidas concretas de preservação daquela região, de grande importância ecológica, cultural e filosófica para Campinas e toda região.<br />
A maior parte do que ainda resta de vegetação de Mata Atlântica no município (menos de 5% do manto verde que cobria originalmente toda a Campinas do Matto Grosso) está situada entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio. São matas que ainda preservam uma rica biodiversidade, em termos vegetais (já foram catalogadas 478 espécies de árvores, além de uma raríssima vegetação rupestre) e animais (475 espécies identificadas, sendo 55 de anfíbios, 39 de répteis, 311 de aves e 70 de mamíferos). Também está localizada em Sousas, desde a década de 1930, a principal captação de água para Campinas.<br />
Já seriam motivos suficientes para a proteção da região, mas ela também sedia um dos principais conjuntos da arquitetura da época de ouro do café. E um outro tesouro ali localizado, o primeiro observatório municipal do Brasil, inaugurado em 15 de janeiro de 1977. O Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini” é um emblema do olhar amplo da cidade, da sua vocação para ver além, para procurar e construir projetos humanísticos em sintonia com a beleza do cosmos.<br />
<strong>A APA</strong> <strong>em processo</strong> – Pois em novembro de 1991 o então deputado federal José Roberto Magalhães Teixeira apresentou dois projetos de lei, criando as APAs federais de Sousas e Joaquim Egídio. O projeto da APA de Sousas foi arquivado em 1994, mas o de Joaquim Egídio teve continuidade, até arquivamento pelo Senado em 2007 (chegou a receber parecer favorável da senadora Marina Silva). O projeto da APA de Sousas voltou a ser apresentado pelo deputado Luciano Zica, em 1995, sendo arquivado quatro anos depois.<br />
Mas em 28 de maio de 1993 o de novo prefeito Magalhães Teixeira editava o Decreto 11.172, criando a APA Municipal de Sousas e Joaquim Egídio. Em novembro de 1993 a Secretaria Municipal de Planejamento apresentou uma “Proposta Preliminar de Macrozoneamento Ambiental das APAs de Sousas e Joaquim Egídio”, que estabelecia cinco macrozonas nos dois distritos. Muitos debates e seminários foram realizados desde então, mas efetivamente a APA, com esta configuração, acabou não sendo concretizada.<br />
Neste cenário surgiu uma grande polêmica, relacionada ao projeto de pavimentação da estrada de terra que liga Campinas a Pedreira, passando por Sousas. Foi a gênese do Movimento pela Qualidade de Vida de Campinas, que passou a questionar o projeto, até que ele foi arquivado.<br />
<strong>Nasce o Reviva o Rio Atibaia</strong> – O Movimento foi a semente da criação da Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, que já em 1997 lançou o Reviva o Rio Atibaia, em parceria com a Associação de Remo de Sousas e Merck Sharp &amp; Dohme. O Reviva retomou o debate sobre a APA. Na segunda edição, em 1998, foi realizado o fórum Resgate do Plano Gestor da APA.<br />
A mobilização se intensificou nas edições seguintes e, a 7 de junho de 2001, durante a Semana do Meio Ambiente, o prefeito Antônio da Costa Santos sancionou a Lei 10.850, criando a APA de Campinas, englobando os distritos de Sousas e Joaquim Egídio e também a região a nordeste do município localizada entre o distrito de Sousas, o Rio Atibaia e o limite intermunicipal Campinas-Jaguariúna e Campinas-Pedreira.</p>
<p>É esta a configuração atual da APA. Em 25 de janeiro de 2002 a prefeita Izalene Tiene editou o Decreto 13.835, criando o Conselho Gestor da APA (Congeapa), já previsto na Lei 10.850.  São praticamente duas décadas, portanto, do movimento de cidadania, de ambientalistas e cientistas, direcionado para a proteção e ocupação adequada da área da APA, estratégica em termos ambientais, mas também preciosa em termos culturais, sociais e civilizatórios. Trata-se, então, de um movimento que espelha os desafios encontrados por toda parte do planeta, para se colocar em prática os novos paradigmas propostos pelo movimento ecológico e de sustentabilidade e também pelo setor cultural (a Convenção de Paris, da Unesco, de 1972, trata do patrimônio cultural e natural, não nos esqueçamos!)<br />
Daí a relevância da realização de nova edição do Reviva o Rio Atibaia, neste momento, em que a região de Campinas e o estado de São Paulo em geral passam por uma das mais sérias crises hídricas da história. Definições apropriadas sobre o Plano de Manejo da APA são essenciais para o futuro com qualidade de vida da região. Em 20 anos Sousas e Joaquim Egídio já assumiram um outro perfil, bem distante da realidade do final da década de 1980. E nesse período as estrelas do céu de Campinas ficaram cada vez mais escondidas, pela luminosidade artificial da metrópole. Mas ainda há tempo de um novo tempo. (<strong>Por José Pedro Martins)</strong></p>
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		<title>O remador e ex-toureiro que é guardião do rio Atibaia</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2014 12:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Remo de Sousas]]></category>
		<category><![CDATA[Jaguatibaia]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório MSD]]></category>
		<category><![CDATA[Reviva o Rio Atibaia]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Cantareira]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>O seo Rubens Godoy, 83 anos, se preparava para fazer mais um corte de cabelo em sua barbearia, em uma ensolarada manhã de 23 de setembro, entrada da Primavera, ao mesmo tempo em que começava, em Nova York, na sede das Nações Unidas, a Conferência de Cúpula do Clima. O barbeiro-remador que mora no distrito de Sousas, em Campinas, é o mais conhecido guardião do rio Atibaia, que sofre em 2014 os efeitos da mais grave estiagem das últimas décadas.</p>
<p>A  seca assustadora é alimentada justamente pelas mudanças climáticas que motivaram a reunião realizada no outro hemisfério, e convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Enquanto Obama, Dilma Rousseff, Al Gore, Leonardo di Caprio e outros governantes e estrelas se revezavam em reiterar promessas ao microfone, a poucos metros da sala onde permanece o painel &#8220;Guerra e Paz&#8221;, de Portinari, o seo Rubens renovava o amor ao rio, celebrizado em sua frase:  &#8220;Não vivo a reclamar, vivo a remar&#8221;.</p>
<p>Em todos os cantos da modesta barbearia, sinais da trajetória do campineiro que seguiu a profissão do pai, Alfredo, depois de transitar por outras trilhas. São fotografias, os vários prêmios que recebeu e, em uma das paredes, um mapa reproduzindo a campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, na Segunda Guerra Mundial. Foi um presente do amigo Luiz Bertazzoli, um dos 328 campineiros que participaram das operações militares na época, seja patrulhando as costas brasileiras, seja lutando nos campos italianos.</p>
<div id="attachment_455" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens2.jpg"><img class="size-large wp-image-455" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens2-1024x682.jpg" alt="Na Lagoa do Taquaral o Seo Rubens aprendeu a remar no barco do tio (Reprodução Adriano Rosa)" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Na Lagoa do Taquaral o Seo Rubens aprendeu a remar no barco do tio (Reprodução Adriano Rosa)</p></div>
<p>A façanha da FEB  em Monte Castelo, principalmente, foi uma grande motivação para muitos brasileiros abraçarem a carreira militar. Rubens Godoy serviria ao Exército, em Campinas mesmo, por dois anos, no começo da década de 1950. Não era a sua vocação, assim como também não era jogara futebol. &#8220;Sempre fui muito ruim&#8221;, confessa o torcedor do Corinthians. Já preferia, desde menino, o remo à bola de capotão.</p>
<p>Rubens começou a remar na Lagoa do Taquaral, no começo ainda dos anos 1940. &#8220;Era uma lagoa mesmo, com taboa e tudo. Comecei a remar com o meu tio, que tinha um barco lá&#8221;, lembra. Mas o remador ainda teria outra profissão, depois de passar rapidamente pela área militar: foi toureiro de circo. Se apresentou em várias cidades, na realidade como palhaço do circo que, às vezes, se aventurava em encarar o bicho e segurá-lo pelos chifres.</p>
<p>Também não seguiu o perigoso ofício e aos poucos assumiu a profissão do pai, que tinha uma barbearia na rua José Paulino, centro de Campinas. A vida mudou quando se mudou para Sousas, por volta de 1957. &#8220;Dava para atravessar a rua de olho fechado naquela época&#8221;, recorda seo Rubens, que tem o negócio instalado na rua Coronel Alfredo Augusto do Nascimento , hoje a mais movimentada do distrito.</p>
<div id="attachment_456" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens4.jpg"><img class="size-large wp-image-456" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens4-1024x682.jpg" alt="O toureiro Rubens, no circo que rodou várias cidades na região de Campinas (Reprodução Adriano Rosa)" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">O toureiro Rubens, no circo que rodou várias cidades na região de Campinas (Reprodução Adriano Rosa)</p></div>
<p>Durante muitos anos remou no Clube Regatas, uma agremiação com rica história no esporte. No final da década de 1990, sempre inquieto, seo Rubens idealizou a Associação de Remo de Sousas, que ainda preside. A sede da Associação fica em uma ilha, cercada de rio Atibaia por todos os lados em tempos normais. Saguis, patos, gansos, lagartos e outros animais são frequentadores habituais da ilha, que continua transpirando vida mesmo na mais grave crise hídrica em muitas décadas nessa região de São Paulo.</p>
<p>&#8220;É São Pedro mesmo. Eu ligo para ele e ele não atende&#8221;, brinca seo Rubens que, aos poucos, cita alguns fatos que, na sua opinião, contribuíram para agravar a situação do querido Atibaia, um dos formadores do rio Piracicaba e principalmente manancial de abastecimento de água de Campinas. &#8220;Quando fizeram o Cantareira eu já dizia que ia faltar água para nós um dia&#8221;, diz o remador, em referência ao Sistema Cantareira, que viabiliza o abastecimento de metade da Grande São Paulo com águas da bacia do Piracicaba. &#8220;Também teve muita poluição e desmatamento&#8221;, completa.</p>
<p>O seo Rubens Godoy mantém a esperança de recuperação do rio amado. Uma das razões é o despertar de consciência, expresso em ações como o Reviva o Rio Atibaia, criado em 1997, pela parceria entre a Associação de Remo de Sousas, Associação Jaguatibaia e Merck Sharp &amp; Dohme (Laboratório MSD). Perto de sua 17a edição, o Reviva se transformou em uma das principais iniciativas de mobilização na bacia do Piracicaba, conhecida em todo Brasil pela luta da população em defesa de seus rios.</p>
<p>Em fevereiro de 2014 o Atibaia quase secou, depois recuperou um pouquinho,  mas estão por todas as partes os sinais de que a situação é gravíssima, e que pode durar anos uma recuperação deste e outros rios.  O seo Rubens continua firme, na barbearia, nas piadas, nas conversas com os amigos, na fé que o Atibaia um dia volte a ser o &#8220;lugar saudável&#8221; da língua indígena. Cidadão de Sousas, de Campinas, do mundo, ele faz a sua parte, mesmo a milhares de quilômetros da Cúpula do Clima.  (<strong>Por José Pedro Martins)   </strong></p>
<div id="attachment_454" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens3.jpg"><img class="size-large wp-image-454" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/SrRubens3-1024x682.jpg" alt="Seo Rubens, na barbearia: sempre remando com a esperança (Foto Adriano Rosa)" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Seo Rubens, na barbearia: sempre remando com a esperança (Foto Adriano Rosa)</p></div>
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