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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Rio Atibaia</title>
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		<title>Temperatura em Campinas chega a 36.7°C e abastecimento de água já preocupa</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 20:25:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
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		<description><![CDATA[Os termômetros do Cepagri/Unicamp marcaram 36.7°C em Campinas às 16h30 desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, um recorde em muitos anos. O abastecimento de água na cidade começa a preocupar, diante da queda cada vez maior no volume de água do rio Atibaia, que chegou a 5,2 metros cúbicos por segundo (o limite de risco é 4 m3/s). ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os termômetros do Cepagri/Unicamp marcaram 36.7°C em Campinas às 16h30 desta segunda-feira, dia 19 de janeiro, um recorde em muitos anos. O abastecimento de água na cidade começa a preocupar, diante da queda cada vez maior no volume de água do rio Atibaia, que chegou a 5,2 metros cúbicos por segundo (o limite de risco é 4 m3/s). A Sanasa solicitou uma liberação de 2 metros cúbicos por segundo a mais do Sistema Cantareira para a região, para assegurar o abastecimento.</p>
<p>A previsão do Cepagri/Unicamp é de calor intenso em toda a região nas próximas 24 horas, com temperaturas máximas que podem passar dos 35C durante a tarde e mínimas superiores aos 23C, na madrugada. A partir desta terça0feira pode ocorrer mudança das condições, com queda das temperaturas até o sábado.</p>
<p>As máximas podem baixar cerca de 6C e as mínimas 3C. Podem ocorrer chuvas mais contínuas entre a quarta e o sábado, favorecendo um início de recuperação hídrica na região, segundo o Cepagri/Unicamp.</p>
<p>O nível de Ultravioleta segue muito alto – entre 13 e 14 &#8211; em condições de céu aberto, requerendo atenção na exposição direta ao sol entre 10 e 16 horas. Continuam os ventos fracos do quadrante Norte até o final de semana.</p>
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		<title>Chuvas em Campinas começam a se aproximar da média histórica de dezembro</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2014 00:45:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cepagri]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas 72 horas, até as 22:30 horas de segunda-feira, 22 de dezembro, choveu 91,4 milímetros na estação meteorológica da Unicamp. Mantido esse volume de precipitações até o final do mês, poderá ser mantida a média histórica de chuvas em dezembro em Campinas, que é de 203,9 mm, segundo o Cepagri. De qualquer modo, deverá continuar bem ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas 72 horas, até as 22:30 horas de segunda-feira, 22 de dezembro, choveu 91,4 milímetros na estação meteorológica da Unicamp. Mantido esse volume de precipitações até o final do mês, poderá ser mantida a média histórica de chuvas em dezembro em Campinas, que é de 203,9 mm, segundo o Cepagri. De qualquer modo, deverá continuar bem abaixo da média histórica o volume de chuvas em 2014, que foi de 645 milímetros, ou 45% da média anual, de 1479 milímetros. Até o momento, trata-se do menor volume anual de chuvas desde a instalação da estação, em 1989. De qualquer modo, o rio Atibaia, responsável por mais de 95% do abastecimento de Campinas, volta a sua vazão normal.</p>
<p>Pelo quarto dia consecutivo, manteve-se estável até o início desta segunda-feira o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira, em 6,7%. O Cantareira é formado por águas da bacia do rio Piracicaba e abastece cerca de metade da Grande São Paulo. Desde o dia 16 de maio a Sabesp utiliza o Volume Morto do Cantareira para continuar o abastecimento de cerca de 9 milhões de paulistanos e outros moradores da Grande São Paulo.</p>
<p>No último dia 14 de dezembro, a Sabesp adicionou mais 39,46 milhões de metros cúbicos ao Sistema Alto Tietê, originários da represa Ponte Nova. Com isso, foi elevado em 6,6% o volume útil do sistema, para 10,7%, contra o nível anterior, de perigosos 4,1%. O Alto Tietê abastece cerca de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ANA começa a usar satélite para fiscalizar uso da água: região de Campinas terá restrições</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2014 19:22:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Agência Nacional de Águas (ANA) começou a utilizar imagens de satélite para monitorar áreas com restrição de uso da água por causa da estiagem prolongada. A prática começou a ser adotada na bacia do rio Piranhas-Açu, entre Paraíba e Rio Grande do Norte. A ANA está adotando medidas de restrição em várias regiões, em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Águas (ANA) começou a utilizar imagens de satélite para monitorar áreas com restrição de uso da água por causa da estiagem prolongada. A prática começou a ser adotada na bacia do rio Piranhas-Açu, entre Paraíba e Rio Grande do Norte. A ANA está adotando medidas de restrição em várias regiões, em função do estado crítico dos recursos hídricos. No Nordeste, mais da metade dos 494 reservatórios monitorados pela ANA estão com menos de 30% da capacidade. Nesta semana, foram definidas as medidas de restrição que serão observadas a partir de janeiro na bacia do rio Piracicaba, na região de Campinas e Sul de Minas, onde estão as nascentes &#8211; os usuários mineiros conseguiram uma alteração na proposta original na reunião desta sexta, 19 de dezembro, em Camanducaia (MG).</p>
<p>Segundo a ANA, imagens de satélite estão sendo empregadas para identificar, quantificar e monitorar áreas irrigadas ao longo do rio Piranhas-Açu, onde desde outubro de 2013 tem sido adotadas regras de restrição de usos por causa da seca. Este ano, ainda conforme a Agência,  foram vistoriados todos os sistemas de abastecimento público instalados ao longo do rio. Durante as vistorias, os sistemas foram devidamente regularizados e avaliados, para proposição de melhorias que garantam seu pleno funcionamento.</p>
<div>Em 2014, acrescenta a ANA, as ações de fiscalização na bacia hidrográfica do rio Piranhas-Açu foram intensificadas, principalmente com o objetivo fazer cumprir a <a href="http://arquivos.ana.gov.br/resolucoes/2014/641-2014.pdf">Resolução ANA nº 641/2014,</a> que estabelece regras de restrição ao uso de recursos hídricos para finalidades de irrigação e aquicultura.</div>
<div>Para averiguação das regras de restrição de uso da água foram vistoriados 104 usuários ao longo dos municípios de Coremas, Cajazeirinhas, Paulista, Pombal, São Bento na Paraíba, além de Jardim de Piranhas e Jucurutu, no rio Grande do Norte. Foram emitidos 43 autos de infração a usuários que estavam descumprindo as regras de restrição. Os usuários com áreas irrigadas superiores a cinco hectares que foram notificados reduziram suas áreas.</div>
<div>De acordo com a ANA, ações regulatórias emergenciais têm sido adotadas como meio de minimizar os impactos gerados pela forte estiagem que o semiárido brasileiro vem atravessando. Cerca de 60% dos 494 reservatórios monitorados pela ANA no semiárido encontram-se atualmente com menos de 30% da capacidade de armazenamento. São 84% dos reservatórios do Ceará; 76% do Rio Grande do Norte, principalmente nas regiões do Seridó e do Apodi; 69% da Paraíba, particularmente o Açude Epitácio Pessoa, que abastece, dentre outras, a cidade de Campina Grande; 44% no Piauí, nas regiões de Picos e São Raimundo Nonato; e 29% em Pernambuco, sobretudo na porção norte do sertão.</div>
<div><strong>Bacia do Rio Piracicaba</strong> &#8211; Regras de restrição do uso da água passarão a vigorar em janeiro de 2015 na bacia do rio Piracicaba, na região de Campinas. As regras foram propostas pela ANA, como órgão federal, e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), como órgão estadual. Foram incorporadas, na proposta final, sugestões encaminhadas pelos usuários de águas na bacia.</div>
<div>
<p>As regras estabelecidas pela ANA e pelo DAEE para o trecho paulista da bacia do rio Piracicaba valerão para captações nas bacias do Jaguari, Camanducaia e Atibaia a montante (rio acima) da confluência dos rios Jaguari e Atibaia quando o volume útil, disponível por gravidade, for menor que 49hm³ no Sistema Equivalente do Cantareira – composto pelas represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha –, o que equivale a 5% do volume útil.</p>
<p>De acordo com as novas regras – que segundo a ANA &#8220;buscaram equilibrar a possibilidade de restrição nos diferentes pontos das bacias&#8221; –, será considerado Estado de Alerta quando no Alto Atibaia a vazão for maior que 4m³/s e menor 5m³/s no posto de monitoramento Captação Valinhos. No Baixo Atibaia, a vazão considerada é acima de 3,5m³/s e menor que 5m³/s no posto Acima de Paulínia. Este estado também vale para o rio Camanducaia quando as vazões forem maiores que 1,5 m³/s e menores que 2m³/s no posto Dal Bo.</p>
<p>Para o rio Jaguari, o alerta será identificado no posto Foz quando o manancial registrar vazões acima de 2m³/s e abaixo de 5m³/s. Para os usuários a montante do Sistema Cantareira, será considerado o posto Pires com vazões superiores a 2,5m³/s e inferiores a 5m³/s. Tais valores deverão ser acompanhados pelos usuários no site da Sala de Situação PCJ (<a href="http://www.sspcj.org.br/">www.sspcj.org.br</a>).</p>
<p>O Estado de Alerta, conforme a ANA não restringe o uso da água, &#8220;mas tem a finalidade de alertar os usuários sobre a proximidade de uma restrição&#8221;. As vazões consideradas serão calculadas às segundas e quintas com base nas vazões médias registradas nas 72 horas antes das aferições. Para o Estado de Restrição, que entrará em vigor quando as vazões ficarem abaixo das de alerta, serão reduzidos 20% do volume diário outorgado para captações para abastecimento público ou dessedentação animal – usos considerados prioritários pela Política Nacional de Recursos Hídricos em situações de escassez.</p>
<p>Em caso de restrição, os demais usos terão que interromper as captações, exceto os não consuntivos (que não consomem água, como a aquicultura). Para usos que demandam menos que 10 litros por segundo instantaneamente, outra regra prevista é a suspensão da retirada de água de 7h a 13h para usos industriais e de 12h a 18h para captações com as finalidades de irrigação ou dessedentação de animais.</p>
<p>Para o trecho mineiro da bacia do rio Jaguari (formador da bacia do rio Piracicaba) a montante da divisa entre Minas Gerais e São Paulo, a ANA e o IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas, órgão do estado de Minas Gerais) estabelecem o Estado de Alerta quando o rio tiver vazões acima de 2m³/s e menores que 4m³/s no ponto de monitoramento Pires. A proposta original previa vazões superiores a 2,5m³/s e inferiores a 5m³/s. O Estado de Restrição será para vazões iguais ou menores que 2m³/s. Caso esta situação aconteça, os mesmos percentuais aplicados aos diferentes usos em São Paulo valerão para Minas Gerais. Os horários para suspensão da retirada de água para usos inferiores a 10 l/s também são iguais para ambos os estados.</p>
</div>
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		<title>Rio Atibaia &#8220;renasce&#8221; com as chuvas dos últimos três dias em Campinas e região</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2014 20:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O músico Thiago Rossi, violeiro e sócio da Associação de Remo de Sousas, estava feliz da vida nesta quarta-feira, 26 de novembro, à tarde. Depois de muito tempo, ele conseguiu remar com tranquilidade pelo rio Atibaia, que neste ano de 2014 passa por estiagem histórica. As chuvas dos últimos três dias foram insuficientes para interromper a crise hídrica histórica, mas já contribuíram ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O músico Thiago Rossi, violeiro e sócio da Associação de Remo de Sousas, estava feliz da vida nesta quarta-feira, 26 de novembro, à tarde. Depois de muito tempo, ele conseguiu remar com tranquilidade pelo rio Atibaia, que neste ano de 2014 passa por estiagem histórica. As chuvas dos últimos três dias foram insuficientes para interromper a crise hídrica histórica, mas já contribuíram para o &#8220;renascimento&#8221; visual do rio Atibaia, principal manancial de abastecimento da região de Campinas. &#8220;Renascimento&#8221; em termos, claro. Não dá para esquecer como o rio foi castigado nos últimos tempos. Medidas urgentes para sua proteção e recuperação continuam absolutamente válidas.</p>
<p>As imagens do Atibaia de hoje são, de qualquer forma, totalmente distintas daquelas de fevereiro deste ano, quando ele praticamente secou. Em outros meses a vazão continuou abaixo das médias históricas, afetando a captação para abastecimento de água de Campinas. Mais de 90% da água captada para a cidade são captados no Atibaia.</p>
<div id="attachment_1400" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/RioAtibaiaChuva_0136.jpg"><img class="size-large wp-image-1400" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/RioAtibaiaChuva_0136-1024x682.jpg" alt="Outros frequentadores gostaram da elevação das águas no Atibaia" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Outros frequentadores gostaram da elevação das águas no Atibaia</p></div>
<p>Nas últimas 72 horas, segundo o Cepagri da Unicamp, choveu 56,6 milímetros em Campinas, mas as precipitações continuam longe das médias históricas. A média histórica de novembro é de 155,6 mm. A média histórica anual é de 1479 milímetros. Até as 17 horas de hoje choveu pouco mais de 620 milímetros, cerca de 40% do total esperado.</p>
<p>Segundo o Cepagri/Unicamp, nesta quarta e quinta-feiras o tempo variará entre parcialmente nublado e nublado com pancadas de chuva que podem ser fortes e virem acompanhadas de temporais, incluindo o sul de Minas. Na sexta-feira, a nebulosidade diminuirá com o retorno do sol e possíveis chuvas localizadas à tarde. Temperatura máxima de 28C à tarde e mínima de 20C na próxima madrugada. Índice Ultravioleta com o máximo oscilando entre 11 e 12 em condições de céu claro em torno do meio-dia, sendo considerado muito alto. Umidade Relativa do ar elevada. Ventos fracos a moderados de norte passando a sudeste amanhã à tarde.</p>
<div id="attachment_1401" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/RioAtibaiaChuva_0398.jpg"><img class="size-large wp-image-1401" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/RioAtibaiaChuva_0398-1024x682.jpg" alt="Pier da Associação de Remo de Sousas voltou aos bons tempos" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Pier da Associação de Remo de Sousas voltou aos bons tempos</p></div>
<p>No estado de São Paulo, nas próximas 48 horas predominarão as condições de tempo nublado com períodos de parcialmente nublado com pancadas de chuva que podem ser fortes e virem acompanhadas de temporais em qualquer região. Na sexta-feira e no sábado, a nebulosidade reduzirá na região central do Estado com maiores aberturas de sol. No leste e nordeste o céu estará nublado com chuvas ocasionais e no oeste o tempo continuará instável com pancadas de chuva, devido à umidade proveniente da região amazônica. Umidade relativa do ar elevada. Índice Ultravioleta atingindo valores entre 11 e 12 nos horários em torno do meio-dia, sendo considerado muito alto.</p>
<div id="attachment_1088" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11.jpg"><img class="size-large wp-image-1088" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11-1024x682.jpg" alt="Em fevereiro o Atibaia ficou assim: não dá para esquecer" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Em fevereiro o Atibaia ficou assim: não dá para esquecer</p></div>
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		<title>Atibaia: agonia e resistência do principal rio da região de Campinas</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/1081</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2014 16:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Bacias PCJ]]></category>
		<category><![CDATA[Reviva o Rio Atibaia]]></category>
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		<category><![CDATA[Sistema Cantareira]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste domingo, dia 9 de novembro, o Distrito de Sousas, em Campinas, sedia a  17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. Em 2014, o Atibaia vive uma das mais graves crises de sua história, em função de uma estiagem severa e prolongada mas, sobretudo, pela falta de planejamento, pelo descaso e por decisões autoritárias.  O rio ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Neste domingo, dia 9 de novembro, o Distrito de Sousas, em Campinas, sedia a  17ª edição do Reviva o Rio Atibaia. Em 2014, o Atibaia vive uma das mais graves crises de sua história, em função de uma estiagem severa e prolongada mas, sobretudo, pela falta de planejamento, pelo descaso e por decisões autoritárias.  O rio Atibaia, um dos formadores da bacia do rio Piracicaba, é a síntese de como os recursos hídricos são maltratados no país com alma de água. Mas ele insiste em resistir.</p>
<p>O rio Atibaia é um dos mais impactados pela construção do Sistema Cantareira, o conjunto de reservatórios que abastece metade da Grande São Paulo e que já está no uso do que resta do seu Volume Morto.  Estes reservatórios são formados na divisa de Minas Gerais e São Paulo, nas nascentes dos rios Atibaia e Jaguari.</p>
<p>O estudo “Análise de séries temporais de vazão e de precipitação na Bacia do Rio Piracicaba) realizado por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (CENA), órgão da USP localizado em Piracicaba, comprovou que as vazões médias do rio Atibaia, um dos principais formadores da bacia do rio Piracicaba, foram reduzidas após a entrada em operação do Cantareira, em 1974.</p>
<div id="attachment_1086" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia010.jpg"><img class="size-large wp-image-1086" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia010-1024x682.jpg" alt="Vazão média do rio Atibaia caiu após construção do Sistema Cantareira" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Vazão média do rio Atibaia caiu após construção do Sistema Cantareira</p></div>
<p>Os pesquisadores (Juliano Daniel Groppo, Luiz Carlos Eduardo Milde, Manuel Enrique Guamero, Jorge Marcos de Moraes e Luiz Antonio Martinelli) compararam as vazões de 1975 a 1996  com as de 1947-1974, em três pontos de medição, e concluíram que elas caíram entre 14,5 e 18,5% após 1974.</p>
<p>Segundo o mesmo estudo, a queda das vazões médias foi ainda mais significativa no rio Jaguari, outro dos formadores do rio Piracicaba. A queda foi de 37,70% entre os períodos 1947-1981 e 1982-1996. No próprio rio Piracicaba, a queda das vazões médias foi de 7,63% a 11,54%, entre os períodos 1947-1974 e 1975-1996.</p>
<p>&#8220;A comparação do comportamento dos rios com e sem a influência do Sistema Cantareira e a análise dos períodos em que as mudanças ocorrem sugerem que a retirada de água da bacia para o abastecimento da Grande São Paulo é a mais provável causa da tendência negativa na vazão&#8221;, concluem os autores.</p>
<div id="attachment_1087" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia4.jpg"><img class="size-large wp-image-1087" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/Atibaia4-1024x682.jpg" alt="Nascentes têm sido degradadas ou desaparecido na sub-bacia do Atibaia" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Nascentes têm sido degradadas ou desaparecido na sub-bacia do Atibaia</p></div>
<p><strong>Descaso local</strong> &#8211; Mas não foi somente o Sistema Cantareira a causa da degradação acelerada do rio Atibaia nas últimas décadas. O desmatamento ciliar e o uso inadequado do solo, levando ao assoreamento e à devastação das nascentes, também contribuíram. Isto ficou claro no estudo &#8220;APA de Campinas: Situação dos recursos hídricos da Bacia do Ribeirão das Cabras: Identificação, caracterização e georreferenciamento dos açudes, poços, represas e das nascentes da sub-bacia do Alto Ribeirão das Cabras&#8221;, realizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Campinas e concluído em 2012.</p>
<p>O estudo verificou a situação de 145 nascentes principais e mais 12 associadas. O resultado mostrou que 77 nascentes estavam em condição Ruim, oito em condição Péssima, 15 em condição Regular e 57 em condição boa. Ou seja, cerca de 30% somente das nascentes estavam em boa situação, pelos critérios adotados pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Campinas.</p>
<p>É importante observar que o estudo abrangeu somente a sub-bacia do Alto Ribeirão das Cabras, que é muito maior. De qualquer modo, o estudo comprovou a urgência de um uso mais racional do solo e de medidas de recuperação das nascentes, visando a proteção dos recursos hídricos na região da APA de Campinas.</p>
<p><strong>Bacia do Atibaia</strong> &#8211; A bacia do rio Atibaia, com seus 2,8 mil km2, representa 22,8% da bacias do rio Piracicaba, que por sua vez representa 82,1% das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).</p>
<p>A área da sub-bacia do rio Atibaia é a que apresenta maior demanda de água no contexto das bacias PCJ. A bacia do rio Atibaia tem uma demanda de 9,78 metros cúbicos, ou 9,78 mil litros, de água por segundo, sendo 5,26 m3/s de demanda para abastecimento urbano (majoritariamente para o abastecimento de Campinas, mas também de outras cidades), 1,05 m3/s para uso agrícola e 3,46 m3/s para uso industrial, em boa parte para o polo petroquímico de Paulínia.</p>
<p>As demais sub-bacias do PCJ têm as demandas totais de água: Piracicaba (8,34 m3/s), Jaguari (5,47), Jundiaí (4,94), Capivari (3,95), Corumbataí (2,95) e Camanducaia (0,91 m3/s).</p>
<p>Estes números ratificam o imperativo do desenvolvimento sustentável na sub-bacia do rio Atibaia, no conjunto das bacias PCJ, o que passa pela reestruturação da gestão do Sistema Cantareira mas também por um uso muito mais adequado do solo em esfera dos municípios que compõem a sub-bacia, como o caso de Campinas, que tem mais de 95% de seu abastecimento dependente do Atibaia.</p>
<p>Daí a importância estratégica da APA de Campinas e de sua ocupação ordenada. Além dos recursos hídricos, a APA de Campinas tem enorme riqueza em biodiversidade. Já foram catalogadas na APA 478 espécies de árvores, além de uma raríssima vegetação rupestre, e animais (475 espécies identificadas, sendo 55 de anfíbios, 39 de répteis, 311 de aves e 70 de mamíferos). Também está localizada em Sousas, desde a década de 1930, a principal captação de água para Campinas.</p>
<p>Este é o pano de fundo de mais uma edição do Reviva o Rio Atibaia, no ano de completa desolação do rio. O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambiental em atividade no estado de São Paulo, fruto da parceria entre Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, Associação de Remo de Sousas e Laboratório MSD.</p>
<p>Considerando questões macro, como o Sistema Cantareira, ou  questões micro, como o uso local do solo, a verdade é que o rio Atibaia é um exemplo de como a região de Campinas passou por um processo de crescimento insustentável. A hora é de mudança, como reitera com veemência a crise hídrica de 2014. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<div id="attachment_1088" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11.jpg"><img class="size-large wp-image-1088" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/AtibaiaSousas11-1024x682.jpg" alt="Crise de 2014 mostra que hora de mudanças é agora" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Crise de 2014 mostra que hora de mudanças é agora</p></div>
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		<title>Reviva o Rio Atibaia discute o futuro da APA e dos recursos hídricos de Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2014 15:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reviva o Rio Atibaia]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>2014 é um ano de desolação para o rio Atibaia, responsável por mais de 95% do abastecimento de Campinas. A estiagem prolongada, a gestão equivocada do Sistema Cantareira e a ocupação desenfreada das margens, levando à destruição da mata ciliar, deixaram o Atibaia em uma situação de desolação, que as chuvas dos últimos dias atenuaram um pouco. Neste cenário será realizada no próximo domingo, dia 9 de novembro, a 17ª edição do Reviva o Rio Atibaia, que vai discutir o futuro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas e o Plano Local de Gestão Urbana da Macrozona 1, que envolve os distritos de Sousas e Joaquim Egídio e os bairros Gargantilha, Monte Belo e Carlos Gomes,  em área equivalente à da APA. Naturalmente o futuro dos recursos hídricos está em questão, considerando que a ocupação sustentável da APA é fundamental para a manutenção do Atibaia que abastece em Campinas e vários municípios.</p>
<p>Barqueata, distribuição de mudas de árvores em tubetes, Maquete Dinâmica, Arte e Ciência e Árvore do Saber na Praça Beira Rio, Espaço Saúde e Qualidade de Vida e a Exposição Fotográfica Olhares sobre a APA compõem a programação, a partir das 9 horas, em Sousas. O Reviva o Rio Atibaia é o mais antigo evento ambiental em atividade no estado de São Paulo, fruto da parceria entre Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, Associação de Remo de Sousas e Laboratório MSD.</p>
<div id="attachment_427" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/RioAtibaia.jpg"><img class="size-large wp-image-427" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/RioAtibaia-682x1024.jpg" alt="Rio Atibaia na estiagem de 2014: ameaça ao abastecimento e saúde pública " width="618" height="927" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia na estiagem de 2014: ameaça ao abastecimento e saúde pública</p></div>
<p><strong>História da APA de Campinas</strong> &#8211; O processo de criação da APA de Campinas e a trajetória do Movimento Reviva o Rio Atibaia são uma síntese perfeita da mudança de postura em vários segmentos, e em escala internacional, em relação aos rumos do crescimento. Processo iniciado com a Conferência de Estocolmo, em 1972, e que teve a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, de junho de 1992, no Rio de Janeiro, como catalisadora, uma alavanca para nova consciência planetária.<br />
No clima criado pela preparação para a Eco-92, em abril de 1991 foi promovido o I Fórum Ecológico de Sousas. Já estava clara, para muitos pesquisadores, ambientalistas e cidadãos campineiros em geral, a necessidade de medidas concretas de preservação daquela região, de grande importância ecológica, cultural e filosófica para Campinas e toda região.<br />
A maior parte do que ainda resta de vegetação de Mata Atlântica no município (menos de 5% do manto verde que cobria originalmente toda a Campinas do Matto Grosso) está situada entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio. São matas que ainda preservam uma rica biodiversidade, em termos vegetais (já foram catalogadas 478 espécies de árvores, além de uma raríssima vegetação rupestre) e animais (475 espécies identificadas, sendo 55 de anfíbios, 39 de répteis, 311 de aves e 70 de mamíferos). Também está localizada em Sousas, desde a década de 1930, a principal captação de água para Campinas.<br />
Já seriam motivos suficientes para a proteção da região, mas ela também sedia um dos principais conjuntos da arquitetura da época de ouro do café. E um outro tesouro ali localizado, o primeiro observatório municipal do Brasil, inaugurado em 15 de janeiro de 1977. O Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini” é um emblema do olhar amplo da cidade, da sua vocação para ver além, para procurar e construir projetos humanísticos em sintonia com a beleza do cosmos.<br />
<strong>A APA</strong> <strong>em processo</strong> – Pois em novembro de 1991 o então deputado federal José Roberto Magalhães Teixeira apresentou dois projetos de lei, criando as APAs federais de Sousas e Joaquim Egídio. O projeto da APA de Sousas foi arquivado em 1994, mas o de Joaquim Egídio teve continuidade, até arquivamento pelo Senado em 2007 (chegou a receber parecer favorável da senadora Marina Silva). O projeto da APA de Sousas voltou a ser apresentado pelo deputado Luciano Zica, em 1995, sendo arquivado quatro anos depois.<br />
Mas em 28 de maio de 1993 o de novo prefeito Magalhães Teixeira editava o Decreto 11.172, criando a APA Municipal de Sousas e Joaquim Egídio. Em novembro de 1993 a Secretaria Municipal de Planejamento apresentou uma “Proposta Preliminar de Macrozoneamento Ambiental das APAs de Sousas e Joaquim Egídio”, que estabelecia cinco macrozonas nos dois distritos. Muitos debates e seminários foram realizados desde então, mas efetivamente a APA, com esta configuração, acabou não sendo concretizada.<br />
Neste cenário surgiu uma grande polêmica, relacionada ao projeto de pavimentação da estrada de terra que liga Campinas a Pedreira, passando por Sousas. Foi a gênese do Movimento pela Qualidade de Vida de Campinas, que passou a questionar o projeto, até que ele foi arquivado.<br />
<strong>Nasce o Reviva o Rio Atibaia</strong> – O Movimento foi a semente da criação da Jaguatibaia – Associação de Proteção Ambiental, que já em 1997 lançou o Reviva o Rio Atibaia, em parceria com a Associação de Remo de Sousas e Merck Sharp &amp; Dohme. O Reviva retomou o debate sobre a APA. Na segunda edição, em 1998, foi realizado o fórum Resgate do Plano Gestor da APA.<br />
A mobilização se intensificou nas edições seguintes e, a 7 de junho de 2001, durante a Semana do Meio Ambiente, o prefeito Antônio da Costa Santos sancionou a Lei 10.850, criando a APA de Campinas, englobando os distritos de Sousas e Joaquim Egídio e também a região a nordeste do município localizada entre o distrito de Sousas, o Rio Atibaia e o limite intermunicipal Campinas-Jaguariúna e Campinas-Pedreira.</p>
<p>É esta a configuração atual da APA. Em 25 de janeiro de 2002 a prefeita Izalene Tiene editou o Decreto 13.835, criando o Conselho Gestor da APA (Congeapa), já previsto na Lei 10.850.  São praticamente duas décadas, portanto, do movimento de cidadania, de ambientalistas e cientistas, direcionado para a proteção e ocupação adequada da área da APA, estratégica em termos ambientais, mas também preciosa em termos culturais, sociais e civilizatórios. Trata-se, então, de um movimento que espelha os desafios encontrados por toda parte do planeta, para se colocar em prática os novos paradigmas propostos pelo movimento ecológico e de sustentabilidade e também pelo setor cultural (a Convenção de Paris, da Unesco, de 1972, trata do patrimônio cultural e natural, não nos esqueçamos!)<br />
Daí a relevância da realização de nova edição do Reviva o Rio Atibaia, neste momento, em que a região de Campinas e o estado de São Paulo em geral passam por uma das mais sérias crises hídricas da história. Definições apropriadas sobre o Plano de Manejo da APA são essenciais para o futuro com qualidade de vida da região. Em 20 anos Sousas e Joaquim Egídio já assumiram um outro perfil, bem distante da realidade do final da década de 1980. E nesse período as estrelas do céu de Campinas ficaram cada vez mais escondidas, pela luminosidade artificial da metrópole. Mas ainda há tempo de um novo tempo. (<strong>Por José Pedro Martins)</strong></p>
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		<title>Porque a crise hídrica pode mudar o mapa político do Brasil em seis passos</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 03:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
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		<description><![CDATA[Com ensaio fotográfico de Adriano Rosa O estado de São Paulo, e boa parte da Região Sudeste, vivem uma crise hídrica sem precedentes, pelo número de pessoas e produtores atingidos. Duas das regiões mais populosas e ricas do país, a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas, estão sendo especialmente afetadas. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com ensaio fotográfico de Adriano Rosa</strong></p>
<p>O estado de São Paulo, e boa parte da Região Sudeste, vivem uma crise hídrica sem precedentes, pelo número de pessoas e produtores atingidos. Duas das regiões mais populosas e ricas do país, a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas, estão sendo especialmente afetadas. Pelas suas proporções, e pelas perspectivas de que não será equacionada tão cedo, a crise hídrica pode provocar mudanças importantes no mapa político e econômico do Brasil. São Paulo terá uma posição cada vez mais vulnerável para garantir a continuidade do desenvolvimento e da qualidade de vida.</p>
<p>1. São Paulo é o motor econômico do Brasil, embora esteja diminuindo a cada ano a distância para outros estados. Em 1970, segundo o IBGE, São Paulo respondia por 39,36% do PIB brasileiro. O segundo lugar cabia ao Rio de Janeiro, com 16,07%, e o terceiro ao Rio Grande do Sul, com 8,73%. A participação de São Paulo no PIB brasileiro passou a cair com maior velocidade a partir do fim do regime militar. Em 1985 a participação paulista era de 38,90% do PIB nacional. Em 2002 era de 34,63%, sendo seguido por Rio de Janeiro (11,60%) e Minas Gerais (8,65%). Em 2011, último ano com dados já divulgados, São Paulo tinha 32,6% do PIB, contra 11,2% do Rio de Janeiro e 9,3% de Minas Gerais. Há uma queda nítida na participação paulista no PIB brasileiro e a crise hídrica de 2014 pode reforçar essa tendência.</p>
<p>2. São Paulo tem somente 1,6% dos recursos hídricos do Brasil, em 2,4% do território nacional, mas concentra mais de 20% da população e cerca de um terço do PIB. Sua liderança econômica e demográfica deve-se em grande parte, portanto, ao uso intensivo das águas, particularmente na Macrometrópole, a área mais populosa, urbanizada e forte em termos econômicos e políticos. Mas a recente crise hídrica confirma que os limites ambientais na Macrometrópole Paulista já foram superados e que o crescimento urbano e econômico nesta área terá cada vez mais barreiras intransponíveis ou no mínimo muito difíceis de superar. A Macrometrópole é formada pelas regiões metropolitanas paulistas, somando quase 180 municípios, onde vivem 75% da população do estado.</p>
<div id="attachment_356" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Atibaia5.jpg"><img class="size-large wp-image-356" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/Atibaia5-1024x682.jpg" alt="Rio Atibaia, cujas nascentes contribuem para abastecer metade da Grande São Paulo (Fotos Adriano Rosa)" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia, cujas nascentes contribuem para abastecer metade da Grande São Paulo (Fotos Adriano Rosa)</p></div>
<p>3. A crise hídrica é crônica principalmente nas regiões metropolitanas mais populosas, ricas e fortes politicamente de São Paulo. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) usa 432% da vazão de água mínima natural na bacia do Alto Tietê, onde está situada. Ou seja, a RMSP, a mais poderosa do país, usa quatro vezes mais o volume de água que tem naturalmente à disposição. O abastecimento é apenas garantido pela importação de água da bacia do Rio Piracicaba, por meio do Sistema Cantareira. A situação é igualmente crítica na Região Metropolitana de Campinas (RMC), localizada justamente nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A região do PCJ já consome quase 100% da água que tem à disposição. A recente crise hídrica ratificou a vulnerabilidade do Sistema Cantareira. A continuidade do abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo apenas foi garantida com o uso do “volume morto” do Cantareira.</p>
<p>4. A escassez de água nas regiões mais populosas, ricas e fortes politicamente de São Paulo deve impulsionar a migração de negócios industriais e em demais setores para outras áreas do país. Por causa da escassez de água, muitas empresas já tiveram que se mudar da Região Metropolitana de São Paulo para outras regiões do território paulista. Com a grave crise hídrica de 2014, atingindo outras regiões de São Paulo, novos negócios tendem a se transferir para outros estados, com maior disponibilidade de água. E isto levará a uma maior diminuição da participação paulista no PIB brasileiro.</p>
<div id="attachment_357" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/AtibaiaCachoeira05-2.jpg"><img class="size-large wp-image-357" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/AtibaiaCachoeira05-2-1024x682.jpg" alt="Rio Atibaia, em Campinas: aqui havia uma cachoeira" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Atibaia, em Campinas: aqui havia uma cachoeira</p></div>
<p>5. Os estudos feitos pelo próprio governo paulista comprovam os enormes desafios para satisfazer a demanda de água em São Paulo nas próximas décadas. O Palácio dos Bandeirantes fez um estudo sobre as demandas de água na Macrometrópole Paulista até 2035. Os cálculos são de que em 2035 serão necessários 60 metros cúbicos, ou 60 mil litros de água por segundo de “vazão nova”, para garantir a continuidade do abastecimento industrial, agrícola e urbano no estado. Serão necessários novos 17 mil litros de água por segundo somente para o setor industrial, o equivalente à metade do que a Região Metropolitana de São Paulo já importa hoje do Sistema Cantareira. Ou seja, uma “meia Cantareira” será necessária para assegurar somente o abastecimento industrial até 2035.</p>
<p>6. As estimativas são de que, em 2035, a Macrometrópole Paulista (formada pelas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba/Litoral Norte, e aglomerados urbanos de Jundiaí, Sorocaba e Piracicaba) terá 6 milhões de moradores a mais do que hoje. O Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista apontou nove arranjos, com novas fontes de abastecimento, considerando a necessidade de novos 60 mil litros de água por segundo para satisfazer o abastecimento urbano, indústria e agricultura. Entretanto, esses nove arranjos apontados no estudo representam no máximo 30,59 metros cúbicos, ou 30 mil litros de água por segundo a mais, ou seja, cerca de metade do que a Macrometrópole precisará até 2035. Outras alternativas terão que ser identificadas. Até lá, novos negócios industriais e em outras áreas tendem, de fato, a migrar para outros estados, com repercussão direta na continuidade da diminuição do poder político e econômico de São Paulo.</p>
<div id="attachment_390" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/AtibaiaSousas12.jpg"><img class="size-large wp-image-390" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/09/AtibaiaSousas12-1024x768.jpg" alt="Desolação, a solidão do barco" width="618" height="463" /></a><p class="wp-caption-text">Desolação, a solidão do barco</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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