<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Agência Social de Notícias &#187; Síria</title>
	<atom:link href="http://agenciasn.com.br/arquivos/tag/siria/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://agenciasn.com.br</link>
	<description>Notícias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 12:11:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Jornalista descendente de sírios lembra que Alan, encontrado há um mês na praia, poderia ser ele, seu filho, seus avós ou bisavós</title>
		<link>http://agenciasn.com.br/arquivos/4725</link>
		<comments>http://agenciasn.com.br/arquivos/4725#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 14:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Imigrantes]]></category>
		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Síria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://agenciasn.com.br/?p=4725</guid>
		<description><![CDATA[Há um mês, dia 2 de setembro, a imagem do menino sírio de 3 anos encontrado sem vida na areia de uma praia turca chocou o mundo e chamou a atenção para um movimento que já acontece há muitos anos. Na mesma quarta-feira em que Alan morreu, 100 pessoas foram resgatadas, também na travessia da ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há um mês, dia 2 de setembro, a imagem do menino sírio de 3 anos encontrado sem vida na areia de uma praia turca chocou o mundo e chamou a atenção para um movimento que já acontece há muitos anos. Na mesma quarta-feira em que Alan morreu, 100 pessoas foram resgatadas, também na travessia da Turquia para a ilha grega de Kos pelo Mar Egeu.</p>
<p>O jornalista Álvaro Kassab, assessor de imprensa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), escreveu sobre a possibilidade de acontecer com qualquer um dos seus antepassados sírios o que aconteceu com Alan. Num desabafo poético, que a Agência Social de Notícias (ASN) reproduz abaixo, ele lembra que há séculos a população da Síria foge de regimes opressores. Kassab escreveu o texto em alguns minutos de reflexão ainda sob o impacto da imagem que chamou a atenção do mundo inteiro para os conflitos que ocorrem naquela região.</p>
<p><strong>Por Álvaro Luís Kassab</strong></p>
<p>“Aylan poderia ter sido Afifi, Anis, Nazira, Leila, Nazir, Nádima, Abrahão, Nadim, Said e tantos outros sírios (e/ou filhos e netos de) que me foram tão caros.</p>
<p>Aylan poderia ter sido meu avô, Anis, flauta de bambu nos lábios, a sintonizar uma rádio de Damasco.</p>
<p>Aylan poderia ter macerado o trigo no pilão, a exemplo de Afifi (bisavó) e Nazira (avó). Aylan poderia ter sido André, meu filho, que decidiu – vejam vocês – casar-se à beira-mar no mês que vem.</p>
<p>Aylan poderia ter se banhado em Camburi, mas tombou na Turquia – vejam vocês –, cujos déspotas de um longínquo império fizeram com que meu (bis)avô empreendesse a travessia, por meses, de outros mares há mais de século.</p>
<p>Aylan poderia ter sido poupado por outros impérios que chancelam e fomentam o livre trânsito de banqueiros, fanáticos religiosos, ditadores sanguinários, mercadores de escravos e magnatas das petroleiras e da indústria bélica.</p>
<p>Aylan poderia ter andado nos parreirais, assim como Leila, minha mãe. Aylan poderia ter sido Adonis, poeta sírio que escreveu, vejam vocês, “O que é a praia? travesseiro para descanso da onda”.</p>
<p>Aylan poderia ter conhecido as ruínas de Palmira. Aylan poderia ter colhido damascos e estendido a massa folhada. Aylan poderia ter sido eu a encontrar uma compota de essências na vaga desenhada por um vento qualquer.”</p>
<div id="attachment_4727" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/10/RussoKassab.jpg"><img class="size-full wp-image-4727" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/10/RussoKassab.jpg" alt="Álvaro Luís Kassab é jornalista, assessor de imprensa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e descendente de sírios que imigraram para o Brasil; a morte de Alan o fez escrever um breve e emocionado texto sobre a história de sua própria família (Foto: Felipe Christ)" width="960" height="635" /></a><p class="wp-caption-text">Álvaro Luís Kassab é jornalista, assessor de imprensa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e descendente de sírios que imigraram para o Brasil; a morte de Alan o fez escrever um breve e emocionado texto sobre a história de sua própria família (Foto: Felipe Christ)</p></div>
<p><strong>Crise mundial</strong></p>
<p>Segundo a Anistia Internacional e a Comissão Europeia, vivemos hoje a pior crise mundial de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que em 2015 (até setembro), 2.643 pessoas morreram ao fazer a travessia por mar em direção à Europa, de um total de 350 mil que fugiam dos conflitos no Oriente Médio.</p>
<div id="attachment_4728" style="width: 330px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/10/siriosbote.jpg"><img class="size-full wp-image-4728" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/10/siriosbote.jpg" alt="Bote superlotado com refugiados sírios e afegãos (Foto: BBC)" width="320" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Bote superlotado com refugiados sírios e afegãos (Foto: BBC)</p></div>
<p>Em 2014, o número de imigrantes que fizeram o mesmo percurso, por bote ou embarcações lotadas, chegou a 219 mil &#8211; a maior parte deles levados por traficantes que lucram com a esperança de liberdade e paz dos refugiados. A situação deflagrou nos últimos meses uma série de discussões nos países europeus sobre os fluxos migratórios.</p>
<p>O Brasil tem sido um dos principais destinos procurados pelos sírios depois que já estão em terra. Nos últimos quatro anos, até agosto de 2015, o País recebeu 2.077 refugiados da Síria, que fugiam especialmente do Estado islâmico.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://agenciasn.com.br/arquivos/4725/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
