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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Sistema Cantareira</title>
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		<title>Distribuição irregular de chuvas confirma vulnerabilidade da região de Campinas e Piracicaba</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2016 20:37:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Bacias PCJ]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O volume de chuvas no estado de São Paulo em 2015, de 1.502 mm, foi 6% superior à média dos 20 anos anteriores e 40% mais úmido do que o seco ano de 2014, quando registrados somente 1.066 mm de chuvas, situação que provocou um drama para os sistemas de abastecimento paulistas, como no caso do Sistema Cantareira. Entretanto, esses números representam apenas a média estadual, pois a região de Campinas e Piracicaba, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), por exemplo, teve mesmo em um ano de maior precipitação no âmbito estadual um volume de chuvas menor do que a média histórica, segundo o Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo 2015, que acaba de ser publicado pela Cetesb. O documento confirma que a região do PCJ continua muito vulnerável às mudanças climáticas.</p>
<p>A média histórica de chuvas na região de Campinas e Piracicaba é de 1.403 milímetros, mas em 2015 choveu 1342 mm nas bacias PCJ. Apenas não houve uma tragédia em termos de abastecimento na região, que já sofria o impacto da forte estiagem em 2014, porque choveu mais em 2015 na bacia do Alto Tietê, onde está a Grande São Paulo. Foram 1563 mm de chuvas no Alto Tietê, contra os 1409 mm da média histórica. Com maior volume de chuvas no Alto Tietê, houve um alívio maior em relação ao Cantareira, que pôde então continuar liberando um mínimo de água para a bacia do rio Piracicaba. Os dados deixam clara a vulnerabilidade da região de Campinas e Piracicaba aos eventos climáticos extremos, reforçando a necessidade de melhorar muito a segurança hídrica nas bacias PCJ.</p>
<p>Outras regiões de São Paulo também tiveram menor volume de chuvas em 2015 do que a média histórica, apesar da média geral maior de precipitação no estado. Na Baixada Santista, outro grande polo industrial e populacional do estado, choveu 2.356 mm em 2015, muito menos do que a média histórica, de 2.516 mm. No Litoral Sul também choveu menos em 2015 do que a média histórica: 1.527 mm contra 1.679 mm, respectivamente. Na cia do rio Mogi Guaçu, vizinha às bacias PCJ, choveu 1.425 mm em 2015, contra 1.277 mm da média histórica.</p>
<p>Regiões do interior tiveram déficit ainda maior. Na bacia do Baixo Pardo-Grande, choveu apenas 990 milímetros em 2015, contra 1.333 mm da média histórica.  Na bacia do Turvo-Grande, choveu 1.112 mm em 2015, contra 1.301 mm da média histórica.</p>
<p>Em contrapartida, choveu mais em outras bacias. No Médio Paranapanema, choveu 1.743 mm, contra 1.433 mm da média histórica. No Pontal do Paranapanema, choveu 1.797 mm em 2015, contra 1.388 mm da média histórica.</p>
<p>O relatório da Cetesb informa que as precipitações no período chuvoso foram distribuídas de forma irregular em 2015, com redução significativa nos meses de janeiro e dezembro e aumento significativo em setembro e novembro. O estado de São Paulo continua demandando maior segurança hídrica, sobretudo naquelas regiões de maior concentração populacional, como a própria Grande São Paulo e região de Campinas e Piracicaba, nas bacias PCJ. Mais um motivo para atenção especial da sociedade em relação à renovação da outorga do Sistema Cantareira e às mudanças climáticas.  <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Começam obras de interligação com o Cantareira e região de Campinas-Piracicaba espera mais água</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2016 19:27:50 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Cantareira]]></category>

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		<description><![CDATA[Tiveram início nesta terça-feira, dia 16 de fevereiro, as obras de interligação entre as represas Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, e Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira. A expectativa da região de Campinas-Piracicaba, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), é a de maior facilidade em receber águas do Cantareira, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Tiveram início nesta terça-feira, dia 16 de fevereiro, as obras de interligação entre as represas Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, e Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira. A expectativa da região de Campinas-Piracicaba, localizada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), é a de maior facilidade em receber águas do Cantareira, que passará a ter maior alimentação com as águas do Paraíba do Sul.</p>
<p>A interligação entre as duas represas envolverá uma adutora de 13,4 km e túnel de 6,2 km. A previsão é de que serão acrescentados ao Sistema Cantareira até 8,5 metros cúbicos por segundo, com estimativa de vazão média de 5,13 m3/s, ou mais de 5 mil litros de água por segundo, quantidade equivalente a pouco mais que o abastecimento de &#8220;uma Campinas&#8221;.</p>
<p>O governo paulista espera estar aumentando a segurança hídrica no Sistema Cantareira, que em maio de 2014 passou a usar o Volume Morto para garantir a continuidade do abastecimento de cerca de metade da Grande São Paulo, além da transferência de águas para as bacias PCJ.</p>
<p>As águas do Cantareira são retiradas na bacia do rio Piracicaba, mas o conjunto das bacias PCJ sempre ficou com uma pequena parcela do volume represado no Sistema. Atualmente, mesmo com as fortes chuvas do Verão de 2015 e 2016, que elevaram o volume do Cantareira, para 18,9% do volume útil, as bacias PCJ continuam recebendo um volume reduzido do Sistema. Desde o dia 1 de junho de 2015, a vazão média liberada para as bacias PCJ desde o Cantareira é de 1,46 metros cúbicos por segundo, segundo a Sala de Situação da Agência Nacional de Águas (ANA).</p>
<p>A renovação da outorga para a Sabesp continuar gerenciando o Cantareira, que expirou em agosto de 2014, foi transferida para outubro de 2015 em função da crise hídrica e novamente adiada para maio de 2017.  Como parte da discussão existe o polêmico projeto de duas represas, nos rios Jaguari e Camanducaia, em Pedreira e Amparo, propostas com a justificativa de &#8220;aumentar a segurança hídrica nas bacias PCJ&#8221;.</p>
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		<title>Cantareira sai do Volume Morto mas insegurança hídrica continua na região de Campinas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2015 12:03:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Fim do uso do Volume Morto no Cantareira]]></category>
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		<description><![CDATA[Com as fortes chuvas nos últimos dias de dezembro, o Sistema Cantareira saiu do Volume Morto, depois de um ano e meio de operação nessa modalidade. Nesta quarta-feira, 30 de dezembro, o Cantareira atingiu o Volume Útil, ao alcançar 287,9 bilhões de litros. Apesar do alto volume de chuvas neste final de ano, a insegurança permanece nas bacias ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Com as fortes chuvas nos últimos dias de dezembro, o Sistema Cantareira saiu do Volume Morto, depois de um ano e meio de operação nessa modalidade. Nesta quarta-feira, 30 de dezembro, o Cantareira atingiu o Volume Útil, ao alcançar 287,9 bilhões de litros. Apesar do alto volume de chuvas neste final de ano, a insegurança permanece nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas, porque ainda não estão consolidadas as medidas para garantir o abastecimento em caso de nova crise hídrica.</p>
<p>O Volume Morto do Sistema Cantareira passou a ser utilizado em maio de 2014, no auge da forte estiagem que atingiu a Região Sudeste do Brasil. Desde estão, o Sistema passou a ser gerenciado através de notas oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). O Cantareira é gerenciado desde 1974 pelo governo de São Paulo, através da Sabesp.</p>
<p>Uma nova outorga para a Sabesp continuar gerenciando o Cantareira seria definida em 2014, mas houve um adiamento para 2015 em razão da crise hídrica. Em outubro, entretanto, ANA e DAEE anunciaram o adiamento da definição sobre a outorga para maio de 2017.</p>
<p>Com esse adiamento, permanece a insegurança sobre o futuro do abastecimento de água nas bacias PCJ, onde está a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Isto porque são mantidas as dúvidas quanto as futuras regras de operação do Cantareira, abastecido com águas da bacia do rio Piracicaba.</p>
<p>Antes da crise hídrica, o Cantareira recebia até 31 mil litros de água por segundo, ou 31 metros cúbicos, da bacia do rio Piracicaba. As bacias PCJ, por sua vez, recebiam até 5 mil litros de água, ou 5 metros cúbicos, por segundo, o que a região de Campinas considerava insuficiente para complementar o seu abastecimento de água. Durante o processo de discussão da renovação da outorga do Cantareira, os Comitês das Bacias PCJ aprovaram resolução solicitando a liberação de 10 metros cúbicos do Cantareira para a região, como uma das condições para a nova outorga.</p>
<p>Outra condição é a de que a nova outorga fosse de 10 anos, com revisão em cinco anos, para verificar se o governo paulista tinha assegurado medidas como a construção de duas barragens nos rios Jaguari e Camanducaia, para complementar o abastecimento nas bacias PCJ. A Sabesp reivindicava uma outorga de 30 anos.</p>
<p>As divergências de posição e as incertezas provocadas pelo El Niño motivaram o adiamento da renovação da outorga para 2017. Com isso foi adiada a definição das regras de operação do Cantareira &#8211; o que diz respeito diretamente ao futuro do abastecimento na Grande São Paulo e bacias PCJ &#8211; e também ainda não há clareza sobre a construção das barragens nos rios Jaguari e Camanducaia. Desta forma, permanece a insegurança sobre o futuro do abastecimento na região de Campinas, mesmo com a ótima notícia das chuvas intensas de dezembro, levando inclusive ao fim do uso do Volume Morto no Cantareira. (<strong>Por José Pedro Martins)</strong></p>
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		<title>Baixa vazão dos rios coloca sistemas de abastecimento da região de Campinas em alerta</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2015 22:42:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A baixa vazão rios está colocando os sistemas de abastecimento da região de Campinas em estado de alerta. A situação pode piorar, pois não há previsão de chuvas generalizadas ou contínuas nas próximas duas semanas em qualquer região do estado de São Paulo, segundo o Cepragri/Unicamp. O tempo seco também favorece a ocorrência de queimadas. ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A baixa vazão rios está colocando os sistemas de abastecimento da região de Campinas em estado de alerta. A situação pode piorar, pois não há previsão de chuvas generalizadas ou contínuas nas próximas duas semanas em qualquer região do estado de São Paulo, segundo o Cepragri/Unicamp. O tempo seco também favorece a ocorrência de queimadas. Os reservatórios do Sistema Cantareira continuam caindo.</p>
<p>Uma massa de ar seco manterá o tempo estável com sol em toda a região, até este domingo, pelo menos, de acordo com o Cepagri. Os modelos numéricos não indicam mudanças com chuvas generalizadas ou contínuas, nos próximos quinze dias, acrescenta o Centro.</p>
<p>A temperatura máxima deve chegar a  29C à tarde e a mínima a 15C na  madrugada. A umidade relativa do ar mínima continua entrando em estado de atenção à tarde, ficando abaixo de 30%.</p>
<p>Às 19h20 deste sábado, a vazão do rio Atibaia em Valinhos, pouco antes da captação de água para Campinas, era de 5,90 metros cúbicos, ou 5,90 mil litros, por segundo. Na estação de Desembargador Furtado, depois da área urbana do distrito de Sousas, chegou a 3,21 m3/s.</p>
<p>O rio Jaguari, em Jaguariúna, atingiu 1,75 m3/s. Situação muito crítica do rio Piracicaba que, em Piracicaba, chegou a 13,06 m3/s.</p>
<p>Os reservatórios do Sistema Cantareira continuam caindo, chegando neste sábado a 18%, já considerando o uso do Volume Morto. Ontem, a vazão para o Sistema Cantareira foi de 4,18 m3/s, equivalente a 19,7% da média do mês. O Cantareira liberou para a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, 3,10 m3/s, três vezes mais do que vinha sendo liberado nas últimas semanas. É este volume que pode dar fôlego aos sistemas de abastecimento da região nos próximos dias, mas se a estiagem se aprofundar pode ser criado um cenário muito crítico.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bacias PCJ querem definir vazões do Cantareira e outorga de dez anos para Sabesp</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2015 13:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Renovação da outorga do Sistema Cantareira]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Cantareira]]></category>

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		<description><![CDATA[O gerenciamento do Cantareira pelos Comitês de Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas, e do Alto Tietê, que abrange a Grande São Paulo, e uma outorga de apenas dez anos para a Sabesp, que pede uma nova autorização de uso por trinta anos. Estes são alguns dos pontos da proposta aprovada nesta ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O gerenciamento do Cantareira pelos Comitês de Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas, e do Alto Tietê, que abrange a Grande São Paulo, e uma outorga de apenas dez anos para a Sabesp, que pede uma nova autorização de uso por trinta anos. Estes são alguns dos pontos da proposta aprovada nesta sexta-feira, 31 de julho, em Jundiaí, pela Câmara Técnica de Planejamento (CT-PL) dos Comitês, federal e estadual, das bacias PCJ, sobre a nova outorga para o Sistema Cantareira.  Mas a proposta da CT-PL, composta por técnicos, e que na prática restringe os poderes da Sabesp sobre as águas das três bacias, precisa ser aprovada pelo plenário dos Comitês PCJ, que vai se reunir no dia 12 de agosto, em Bragança Paulista.</p>
<p>O Sistema Cantareira entrou em operação em 1974, como alternativa imposta durante o regime militar para abastecer cerca de metade da Grande São Paulo. O Cantareira é formado por um conjunto de reservatórios, na região de Bragança Paulista, alimentados por águas da bacia do rio Piracicaba. Em tempos normais, o Cantareira fornece até 31 metros cúbicos de água por segundo para a Grande São Paulo. Nos últimos anos, liberava para as bacias PCJ, onde está a região de Campinas, somente cinco metros cúbicos por segundo. Cada metro cúbico equivale a mil litros.</p>
<p>Em 2004 a Sabesp recebeu nova outorga, de dez anos, para gerenciar o Cantareira. A outorga expirou em 2014, mas não foi renovada em função da crise hídrica. Agora a Agência Nacional de Águas (ANA), no âmbito federal, e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), na esfera estadual, estabeleceram cronograma prevendo que até 31 de outubro será definida a concessão, ou não, da outorga para a Sabesp.</p>
<p>O assunto vem sendo discutido basicamente na esfera técnica dos Comitês PCJ e do Alto Tietê e, nos bastidores, pelas lideranças políticas. Pela proposta aprovada neste dia 31 de julho pela CT-PL dos Comitês PCJ, a nova outorga será concedida por dez anos, e não por trinta como deseja a Sabesp. Entretanto, haverá uma revisão em cinco anos, para verificação se os condicionantes serão cumpridos pela empresa estatal.</p>
<p>Pela proposta da CT-PL, caberá à Sabesp a execução do gerenciamento do Cantareira por dez anos. Entretanto, a gestão das vazões a serem liberadas para o Cantareira ficará a cargo das Câmaras Técnicas de Monitoramento Hidrológico dos Comitês PCJ e do Alto Tietê, quando o conjunto de reservatórios estiver com 30% a 60% do volume útil. Se o volume útil estiver abaixo de 20%, o regime de operação será considerado de Estiagem, com a aplicação dos Planos de Contingência indicados pelos órgãos gestores, ou seja, ANA e DAEE.</p>
<p>Com o volume útil entre 20 e 30% será emitido um alerta para estiagem, de forma a preparar os órgãos gestores para a Operação Estiagem. Entre 60 e 85% de volume útil, seria emitido um alerta para cheias. E acima de 85% teria início a Operação Cheia, com aplicação dos planos de contingência pelos órgãos gestores.  Na prática, portanto, a proposta da CT-PL restringe bastante o poder da Sabesp sobre o gerenciamento do Cantareira.</p>
<p>Outro ponto relevante na proposta é que, se as barragens previstas pelo governo estadual para a região de Campinas, em Pedreira e Amparo, não forem de fato construídas, a partir de 2020 o Cantareira teria que liberar mais 1 m³/s por ano para as Bacias PCJ, até o ano de 2025. Com isso a liberação de águas do Cantareira para a região do PCJ &#8211; de ondem saem as águas que alimentam o Sistema &#8211; chegaria a 15 metros cúbicos por segundo até 2025, contra os cinco da atual outorga, embora na prática a liberação esteja sendo muito menor em razão da estiagem. Ontem, quando a CT-PL aprovou sua proposta, o Cantareira liberava somente um 1,10 metro cúbico por segundo para a região de Campinas.</p>
<p><strong>Qualidade e quantidade</strong> &#8211; Na reunião de ontem em Jundiaí, o vice-presidente dos Comitês PCJ, Marco Antônio dos Santos, que representa a Sanasa-Campinas, reiterou a necessidade de que sejam considerados nos estudos sobre a capacidade hídrica do Sistema Cantareira a ocorrência climática de 2014 e informou que 90% da água superficial das Bacias PCJ está comprometida com uso consuntivo, ou seja, referem-se aos usos que retiram a água de sua fonte natural diminuindo suas disponibilidades, espacial e temporalmente. A Sabesp tem defendido que a ocorrência climática de 2014 não seja considerada nos cálculos.</p>
<p>O representante da Sanasa também destacou que a renovação da outorga do Cantareira não pode considerar apenas a quantidade de águas, mas também a qualidade. “Constatou-se piora significativa na qualidade da água das Bacias PCJ por causa da crise hídrica. É importante esclarecer que a Política Nacional de Recursos hídricos, no Capítulo III, artigo 3º, atenta que a gestão de recursos hídricos deve ser realizada sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade”.</p>
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		<title>Crise hídrica dá claros sinais de agravamento em São Paulo mas sociedade e governos não reagem</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 17:25:29 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Campinas 250 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crise da água em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise hídrica em 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Renovação da outorga do Sistema Cantareira]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Cantareira]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins Reservatórios em queda, obras emergenciais extrapolando o cronograma, falta de chuvas, crise política. Por vários fatores, a crise hídrica que ameaça as regiões mais ricas e populosas do Brasil, a Grande São Paulo e a área das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas, ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>Reservatórios em queda, obras emergenciais extrapolando o cronograma, falta de chuvas, crise política. Por vários fatores, a crise hídrica que ameaça as regiões mais ricas e populosas do Brasil, a Grande São Paulo e a área das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde está a região de Campinas, deu claros sinais de agravamento nos últimos dias, mas a reação ainda é tímida, por parte da sociedade em geral e dos governos, federal, estadual e municipais, em particular. E esse agravamento ocorre no momento em que está em discussão a renovação da outorga para que a Sabesp continue gerenciando o Sistema Cantareira. A Sabesp almeja uma renovação por 30 anos, o que seria um golpe para o futuro da região de Campinas e todo conjunto das bacias PCJ.</p>
<p>Todos os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo estão em queda, particularmente nos casos do Sistema Cantareira e Sistema Alto Tietê, que juntos abastecem mais de 10 milhões de moradores. Nesta sexta-feira, 31 de julho, o Cantareira está com 18,7% da capacidade (já considerando o uso do Volume Morto) e o Alto Tietê, com 18,3%.</p>
<p>A vazão média do Sistema Cantareira está caindo a cada mês em 2015, como aconteceu no ano passado, quando a solução para evitar o colapso no abastecimento na Grande São Paulo &#8211; com reflexos na região de Campinas &#8211; foi o uso do Volume Morto. Em março de 2015, após dois meses de bom volume de chuvas, a média mensal de vazão foi de 38,14 metros cúbicos por segundo, o equivalente a 64,1% da média histórica para o mês.</p>
<p>Deste então a vazão média vem caindo e ontem, 30 de julho, foi de 8,14 metros cúbicos por segundo, equivalentes a 32,3% da média histórica do mês. Diante dessa queda, é muito provável que volte a ser utilizada a segunda cota do Volume Morto, se a estiagem se acentuar.</p>
<p><strong>Obras com cronograma extrapolando</strong> &#8211; Uma das soluções encontradas pela Sabesp para enfrentar a crise hídrica foi a redução de pressão nas tubulações de água. Com essa medida, milhares de residências na Grande São Paulo têm ficado sem água durante boa parte do dia.</p>
<p>Outra frente de ações da Sabesp tem sido a transferência de água entre os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. Mas a maioria das obras projetadas nesse sentido está na fase de projeto e a principal delas com cronograma extrapolado.</p>
<p>Trata-se do bombeamento de 4 metros cúbicos por segundo da represa Billings/Rio Pequeno para a represa Billings/Rio Grande e, na sequência, transporte para a represa Taiaçupeba. Segundo a Sabesp, a obra está em andamento, com assentamento da tubulação em execução. Entretanto, &#8220;problemas com liberação as áreas pelos proprietários provocaram adiamento do início das operações do sistema para o início de outubro&#8221;, conforme a Sabesp informou em ofício para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).</p>
<p>Em função dessa atraso, a Sabesp solicitou ao DAEE o aumento da vazão liberada para o Cantareira, de 13,5 m3/s para 14,5 m3/s. O DAEE, por sua vez, encaminhou o ofício para a Agência Nacional de Águas (ANA).  São os dois órgãos, o DAEE, estadual, e a ANA, federal, quem no momento gerenciam o Cantareira, em função da crise hídrica de 2014.</p>
<p>Segundo o mesmo ofício da Sabesp, o bombeamento de um metro cúbico por segundo do rio Guaió para a represa Taiaçupeba está com obra da adutora concluída e em pré-operação. A ampliação da capacidade de tratamento da Estação de Tratamento de Água ABV, de 15 para 16 m3/s, teve obras concluídas em julho e está em fase de ajustes de pré-operação.</p>
<p>A ampliação da capacidade de bombeamento do braço do rio Taquacetuba para a represa Gaurapiranga já teve ajustes elétricos realizados, faltando ajustes hidráulicos para possibilitar a plena transferência de água. A previsão de conclusão é agosto.</p>
<p>As obras de transferência de 1 m3/s do Alto Juquiá para o ribeirão Santa Rita, de 2 m3/s do rio São Lourenço para o ribeirão das Lavras e de 1,2 m3/s do rio Itatinga para a represa Jundiaí estão em fase de projeto. A obra de transferência de 2,5 m3/s do rio Itapanhú para a represa Biritiba está na etapa de elaboração do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA_Rima). A obra do São Lourenço, que será executada por meio de Parceria Público-Privada, com recursos do governo federal, está com cronograma sendo seguido &#8211; a previsão é de entrega entre dois e três anos.</p>
<p>Outras ações da Sabesp foram no campo da redução das perdas de água e o Programa de Bônus para os consumidores que reduzirem seu consumo.</p>
<p>Apesar das perspectivas de agravamento da crise hídrica, a permanecer o quadro de estiagem, a reação tem sido tímida, da sociedade em geral e gestores em particular. O Comitê da Crise Hídrica, criado em fevereiro pelo governador Geraldo Alckmin e que gerou críticas em função da reduzida participação dos municípios da Grande São Paulo e Região Metropolitana de Campinas (RMC), pouco se reuniu desde então.</p>
<p>Um dos únicos segmentos que tem-se mostrado alerta é o Ministério Público. Nos dias 20 e 21 de agosto, promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo, o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública do Estado de São Paulo realizarão audiência pública para ouvir os depoimentos das pessoas afetadas pela crise hídrica. Será na sede do Ministério Público de São Paulo, na capital.</p>
<p>Enquanto isso, prosseguem os entendimentos relacionamentos à renovação a outorga para que a Sabesp opere o Sistema Cantareira. O cronograma estabelecido pelo DAEE e ANA prevê que até 31 de outubro a decisão tenha sido tomada. No momento a discussão está basicamente limitada aos grupos técnicos criados no âmbito dos Comitês de Bacias do Alto Tietê, onde está a Grande São Paulo, e do PCJ, onde está a região de Campinas.</p>
<p>A Sabesp pretende uma nova outorga de 30 anos, o que seria um grande golpe ao desenvolvimento e qualidade de vida na região de Campinas e PCJ em geral.  A atual outorga, concedida em 2004, foi válida por dez anos. Seria um retrocesso no modelo de gestão uma outorga de três décadas, período em que as mudanças climáticas globais poderão ter novo impacto na Região Sudeste do país.</p>
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		<title>Presidente da ANA defende mudanças no modelo de gestão do Sistema Cantareira</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2015 00:48:33 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 5 de maio, no Congresso Nacional, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, alertou para a gravidade do abastecimento nas regiões Nordeste e Sudeste e defendeu mudanças no modelo de gestão do Sistema Cantareira, que abastece grande parte da Região Metropolitana de São Paulo. Nos últimos sete dias o Cantareira teve o volume reduzido em três deles, apontando para o início da estiagem que pode representar uma crise hídrica ainda mais grave em 2015 do que no ano passado.</p>
<p>“Nós não podemos gerenciar um sistema, como o Cantareira, que, regulado entre um máximo e um mínimo, tem todo seu volume intermediário gerenciado de maneira praticamente autônoma pelo operador. Nós deveríamos ter, a exemplo de vários outros países, faixas de alerta que obrigatoriamente façam com que haja regras adicionais a serem tomadas pelos usuários”, afirmou Vicente Andreu.</p>
<p>As afirmações do presidente da ANA são feitas no momento em que volta a ser discutida a renovação da outorga do Sistema Cantareira, que é gerenciado pela Sabesp, ligada ao governo de São Paulo. A renovação deveria ocorrer em 2014, mas foi suspensa em razão da crise hídrica.</p>
<p>As pessoas, as empresas, os diversos usuários têm que manter a redução dos seus consumos, como está sendo exigido agora no período da seca. Não podemos permitir que a eventualidade da retomada do período de chuvas retire de nós a memória deste aprendizado, que demonstra a fragilidade dos nossos sistemas de abastecimento”, destacou Vicente Andreu.</p>
<p>O presidente da ANA ainda manifestou a opinião de que a atual crise hídrica indica a necessidade de mudanças na legislação das águas no país. Citou a respeito o caso do duplo domínio das águas (estadual ou da União) estipulado pela Constituição de 1988. Para Andreu, em situações de crise deveria ser constituído um fórum, que não fosse a Justiça, para tomada de decisões em situações críticas, como secas e cheias, de modo a tornar o processo de decisão mais ágil.</p>
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		<title>Cantareira cai três vezes em uma semana: vazões na região de Campinas são críticas</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2015 14:23:20 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de elevações em fevereiro e março, o Sistema Cantareira já sente os reflexos da estiagem que pode ser mais severa em 2015 do que no ano passado. Neste sábado, 2 de maio, o Sistema que abastece mais de 6 milhões de moradores da Grande São Paulo caiu pela terceira vez em uma semana. As vazões dos rios da região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também estão cada vez mais críticas, como no caso do rio Atibaia. O Consórcio PCJ reúne-se na próxima semana para avaliar o cenário que tende a ser dramático para a região mais populosa e rica do país.</p>
<p>Neste sábado, o Cantareira registra um volume de 19,8%, contra 19,9% na sexta-feira; na segunda-feira, 27 de abril, o volume era de 20,1%. O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas. Mesmo com as chuvas de fevereiro e março, o Cantareira está em estado crítico, operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014. A tendência é de uma crise hídrica ainda mais forte do que a de 2014, considerando que já está sendo utilizado o Volume Morto do Cantareira.</p>
<p>O Consórcio PCJ, que reúne municípios e empresas, já manifestou a sua preocupação com as vazões de meio metro cúbico por segundo que o Sistema Cantareira está enviando, atualmente, para as bacias da região de Campinas. Caso essa vazão seja mantida, ela será insuficiente para atender a região durante a estiagem de 2015. A crise hídrica continua, portanto, e novas medidas deverão ser anunciadas pelos gestores nos próximos dias.</p>
<p>Enquanto isso, está sendo retomada a discussão sobre a nova outorga para a Sabesp continuar operando o Sistema Cantareira. A nova outorga deveria acontecer em 2014, mas a discussão foi suspensa em função da crise hídrica.</p>
<p><strong>Rio Atibaia</strong> &#8211; A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias. Às 11h deste sábado, 2 de maio, a vazão do Atibaia estava em 1,78 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Atibaia, em 4,46 m3/s na captação de Valinhos (pouco antes da captação da Sanasa para Campinas, no distrito de Sousas), em 2,21 m3/s na Estação de Desembargador Furtado e em 5,34 m3/s acima de Paulínia. Cada metro cúbico equivale a 1 mil litros de água.</p>
<p>O rio Jaguari, outro manancial da região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também está com baixas vazões. Era de apenas 4,58 m3/s em Jaguariúna. Em Cosmópolis, era de 4,02 m3/s, e em Limeira, de 7,08 m3/s.</p>
<p>Baixa vazão para esta época do ano também para o rio Piracicaba, formado pelos rios Atibaia e Jaguari. Era de 28.51 m3/s em Piracicaba às 11 horas de hoje. No dia 22 de março deste ano, a vazão do Piracicaba era de 267 m3/s. Os dados são da Rede Telemétrica do Rio Piracicaba, ligada ao Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo (SAISP).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cantareira e vazão dos rios da região de Campinas voltam a cair: risco é grande</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 15:19:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de quase dois meses de elevação ou manutenção do volume, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta terça-feira, 28 de abril, de 20,1% para 20,0%, já considerando o uso do chamado Volume Morto ou Reserva Técnica. É um claro indício de que a estiagem historicamente verificada a partir do mês de abril ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase dois meses de elevação ou manutenção do volume, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta terça-feira, 28 de abril, de 20,1% para 20,0%, já considerando o uso do chamado Volume Morto ou Reserva Técnica. É um claro indício de que a estiagem historicamente verificada a partir do mês de abril começa a fazer efeito, indicando a retomada da crise hídrica e os riscos de abastecimento na Grande São Paulo e na região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira é a mais inquietante entre os sistemas que abastecem a Grande São Paulo. O Cantareira abastece quase seis milhões de moradores e o Alto Tietê, 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo. Há seis dias o Alto Tietê está estacionado em 22,4% de sua capacidade.</p>
<p>O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas. Mesmo com as chuvas de fevereiro e março, o Cantareira está em estado crítico, operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014. A tendência é de uma crise hídrica ainda mais forte do que a de 2014, considerando que já está sendo utilizado o Volume Morto do Cantareira.</p>
<p>O Consórcio PCJ, que reúne municípios e empresas, já manifestou a sua preocupação com as vazões de meio metro cúbico por segundo que o Sistema Cantareira está enviando, atualmente, para as bacias da região de Campinas. Caso essa vazão seja mantida, ela será insuficiente para atender a região durante a estiagem de 2015. A crise hídrica continua, portanto, e novas medidas deverão ser anunciadas pelos gestores nos próximos dias.</p>
<p>Enquanto isso, está sendo retomada a discussão sobre a nova outorga para a Sabesp continuar operando o Sistema Cantareira. A nova outorga deveria acontecer em 2014, mas a discussão foi suspensa em função da crise hídrica.</p>
<p>A vazão dos rios da região de Campinas também está caindo perigosamente nos últimos dias. Às 12h desta terça-feira, 28 de abril, a vazão do Atibaia estava em 1,99 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Atibaia, em 5,85 m3/s na captação de Valinhos (pouco antes da captação da Sanasa para Campinas, no distrito de Sousas), em 3,36 m3/s na Estação de Desembargador Furtado e em 6,54 m3/s acima de Paulínia. Cada metro cúbico equivale a 1 mil litros de água.</p>
<p>O rio Jaguari, outro manancial da região de Campinas, situada nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), também está com baixas vazões. Era de apenas 0,49 m3/s em Jaguariúna. Em Cosmópolis, era de 6,19 m3/s, e em Limeira, de 8,45 m3/s.</p>
<p>Baixa vazão para esta época do ano também para o rio Piracicaba, formado pelos rios Atibaia e Jaguari. Era de 36.36 m3/s em Piracicaba ao meio dia de hoje. No dia 22 de março deste ano, a vazão do Piracicaba era de 267 m3/s. A média para abril é de 117,75 m3/s. Os dados são da Rede Telemétrica do Rio Piracicaba, ligada ao Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo (SAISP).</p>
<div id="attachment_2745" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/SrRubens5.jpg"><img class="size-large wp-image-2745" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/03/SrRubens5-1024x683.jpg" alt="No início de 2014 o panorama era desolador no Atibaia, em Campinas: a situação em 2015 volta a preocupar (Foto Adriano Rosa)" width="618" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">No início de 2014 o panorama era desolador no Atibaia, em Campinas: a situação em 2015 volta a preocupar (Foto Adriano Rosa)</p></div>
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		<title>Quatro sistemas de água da Grande São Paulo continuam em queda</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 20:25:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pelo segundo dia consecutivo, quatro sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo apresentaram queda de volume nesta quarta-feira 15 de abril. Outros dois, inclusive o Sistema Cantareira, continuam estacionados, configurando um quadro geral novamente preocupante para o abastecimento da Grande São Paulo e também para a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo segundo dia consecutivo, quatro sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo apresentaram queda de volume nesta quarta-feira 15 de abril. Outros dois, inclusive o Sistema Cantareira, continuam estacionados, configurando um quadro geral novamente preocupante para o abastecimento da Grande São Paulo e também para a região de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).</p>
<p>Os sistemas que registraram queda são o Guarapiranga (83,5% para 83,3%), Alto Tietê (21,8% para 21,7%), Rio Claro (45,3% para 45,0%) e Rio Grande (96,3% para 96,1%). Os sistemas que permaneceram estacionados são o Cotia (64,6%) e Cantareira (19,9%).</p>
<p>Já é o quinto dia consecutivo que o Sistema Cantareira fica com 19,9% da capacidade, já considerando a utilização do Volume Morto. Com relação à mesma época do ano passado, o Cantareira está operando em volume 60% abaixo do que apresentava nesse mesmo período em 2014.</p>
<p>A situação do Sistema Cantareira e do Alto Tietê é a mais inquietante. O Cantareira abastece quase seis milhões de moradores e o Alto Tietê, 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo. O Cantareira também tem repercussão direta  no abastecimento de água da região de Campinas.</p>
<p>Nesta terça-feira, 14 de abril, o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) retomou as discussões sobre a renovação da outorga do Sistema Cantareira, com a realização de encontro técnico do Grupo de Eventos Extremos da entidade.</p>
<p>O encontro contou com depoimentos de representantes dos setores agrícola, industrial e serviços de abastecimento sobre a situação hídrica atual, além de ter a participação do Professor Doutor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antônio Carlos Zuffo, que abordou a situação atual dos reservatórios e apontou que o Estado de São Paulo poderá passar por nova estiagem tão severa quanto a do ano passado ou pior de 2022 a 2025. Segundo ele, é necessário que os órgãos gestores se preparem para essa ocorrência climática.</p>
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