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	<title>Agência Social de Notícias &#187; Unesco</title>
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		<title>Brasil é destaque em relatório da Unesco sobre racismo no futebol</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 18:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo Verde, Jogo Limpo]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório da Unesco sobre racismo no futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Pedro Martins O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por José Pedro Martins</strong></p>
<p>O Brasil é um dos destaques do documento &#8220;Cor? Que cor? Relatório da luta contra a discriminação e o racismo no futebol&#8221;, que acaba de ser publicado pela Unesco, com apoio da Juventus, clube supercampeão da Itália. O relatório comenta a evolução histórica do racismo e discriminação no futebol, faz um balanço dos casos mais notórios de preconceito e relata as medidas que vêm sendo adotadas em várias esferas para combater esses males que afetam o esporte mais popular do planeta. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil mereceu uma avaliação especial no relatório, que também cita casos de racismo contra jogadores como Neymar, Daniel Alves e Tinga.</p>
<p><span class="hps">Nas palavras de introdução do relatório, a diretora geral da Unesco, Irina</span> <span class="hps">Bokova, sustenta q</span><span class="hps">ue o esporte</span> <span class="hps">proporciona uma plataforma única</span> <span class="hps">para promover</span> <span class="hps">valores como</span> <span class="hps">diálogo intercultural e a compreensão</span> <span class="hps">ou reforçar</span> <span class="hps">a igualdade de gênero</span> <span class="hps">e inclusão</span> <span class="hps">social.</span> <span class="hps">No entanto</span>, lamenta que o esporte também po<span class="hps">de</span> <span class="hps">ser</span> <span class="hps">usado para dividir</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">discriminar</span>.</p>
<p><span class="hps">Coordenado pela</span> <span class="hps">UNESCO</span> <span class="hps">com o apoio da</span> <span class="hps">Juventus</span>, o relatório <span class="hps">é o resultado do</span> <span class="hps">processo de investigação e</span> <span class="hps">pesquisa que</span> <span class="hps">envolveu</span> <span class="hps">um grande grupo internacional</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">especialistas, pesquisadores</span>, gestores e <span class="hps">representantes do</span> <span class="hps">mundo do futebol.</span></p>
<p><strong>Raízes do racismo</strong> &#8211; O relatório começa contestando a afirmação, sempre repetida na mídia, nas Universidades e em outros setores, de que &#8220;o futebol é espelho da sociedade&#8221;. Para os autores do documento, &#8220;o<span title="Football is not a mirror that reflects
"> futebol não é um espelho que reflete </span><span title="society as it is.">a sociedade como ela é&#8221;. O relatório admite que, por ser </span><span title="Of course, as an extremely popular and
">extremamente popular e representar &#8220;uma </span><span title="widespread form of mass culture, capable of transcending
">forma generalizada da cultura de massa, capaz de transcender </span><span title="generations, social classes, ethnic groups and gender in
">gerações, classes sociais, grupos étnicos e de gênero em </span><span title="its appeal, it is obviously affected by overarching trends
">seu apelo&#8221;, o futebol é &#8220;obviamente afetado por tendências globais </span><span title="and larger issues that dominate the society in which it is
">e questões maiores que dominam a sociedade na qual é<br />
</span><span title="played, watched and talked about by millions.">jogado, assistido e falado por milhões&#8221;. </span></p>
<p><span title="Football
">Entretanto, reiteram os responsáveis pelo relatório, o futebol não é um espelho da sociedade, &#8220;mas </span><span title="is not a mirror of society, but more of a projection screen
">mais uma tela de projeção </span><span title="for images of what individuals and groups think society
">para imagens do que indivíduos e grupos acham que a sociedade </span><span title="should be like, for diffuse yearnings and aspirations that
">deve ser, por anseios difusos e aspirações que </span><span title="are expressed in an emotional manner.
">são expressos de uma forma emocional&#8221;. </span><span title="Most of the time these images are positive, based on
">Na maioria das vezes, destacam, estas imagens são positivas, &#8220;com base em </span><span title="a collective desire for self-celebration through the
">um desejo coletivo de auto-celebração através da </span><span title="carnivalesque2 display of feelings of belonging, loyalty
">carnavalesca exibição de sentimentos de pertencimento, lealdade<br />
</span><span title="or identity.">ou identidade&#8221;. </span></p>
<p><span title="But the opposite also exists, engrained in the
">Mas o oposto também existe, lamenta o documento, e está &#8220;enraizado na </span><span title="game's fundamental design of binary opposition between
">projeção fundamental do jogo da oposição binária entre </span><span title="two opponents that face off in competition.">dois oponentes que se enfrentam em uma competição&#8221;. O f</span><span title="Football
">utebol, explica o texto, &#8220;</span><span title="inevitably produces an 'Us' vs. 'Them' configuration, that
">inevitavelmente produz uma configuração do &#8216;nós&#8217; contra &#8216;eles´, que </span><span title="often results in language and acts of symbolic exclusion
">muitas vezes resulta em uma linguagem e atitude de exclusão simbólica e </span><span title="and inferiorisation.
">inferiorização&#8221;. Q</span><span title="When such discourses of inferiorisation and insult are
">uando tais discursos de inferiorização e insulto são baseados em critérios é</span><span title="based on ethnic, religious, and sexual criteria football
">tnicos, religiosos e sexuais, o futebol &#8220;</span><span title="becomes a stage for racism and discrimination.">torna-se um palco para o racismo ea discriminação&#8221;.</span></p>
<p>O documento cita então autores que já refletiram sobre o assunto, como Eduardo Galeano, em &#8220;O futebol ao som e à sombra&#8221;, e o jornalista brasileiro Mário Filho, que em 1947 publicou &#8220;O negro no futebol brasileiro&#8221;, um livro clássico e pioneiro no tema.</p>
<p><span class="hps">Hoje, destaca o relatório, o futebol</span> <span class="hps">ainda</span> <span class="hps">é utilizado</span> &#8220;<span class="hps">para a expressão</span> <span class="hps">de </span><span class="hps">racismo e discriminação</span>, <span class="hps">apesar do fato de</span> <span class="hps">que, em </span><span class="hps">sociedades cada vez mais</span> <span class="hps">multiculturais</span> <span class="hps">do planeta</span>, há <span class="hps">um número crescente de</span> <span class="hps">vozes dentro</span> <span class="hps">da política,</span> <span class="hps">negócios </span><span class="hps">e da sociedade civil</span> a <span class="hps">proclamar em voz alta</span> <span class="hps">um</span> <span class="hps">amplo consenso</span> <span class="hps">em favor da diversidade</span> <span class="hps">e contra</span> <span class="hps">todas as formas de </span><span class="hps">discriminação&#8221;.</span></p>
<p><strong>A emergência do racismo no futebol</strong> &#8211; O relatório nota que o racismo e a discriminação ocorrem no futebol desde que o esporte começou a se tornar mundialmente popular entre o final do século 19 e início do século 20. Racismo e discriminação aconteceram &#8220;<span title="expressed, mainly in countries where ethnic diversity
">principalmente em países onde a diversidade étnica </span><span title="was a daily and visible phenomenon – for example as
">era um fenômeno diariamente visível &#8211; por exemplo </span><span title="in Latin American societies or in the colonial empires
">nas sociedades latino-americanas ou nos impérios coloniais </span><span title="around the globe – or where, as in Nazi Germany, state
">em todo o mundo &#8211; ou onde, como na Alemanha nazista, existiam </span><span title="ideologies extended anti-Semitism to football.
">ideologias disseminando o anti-semitismo no futebol&#8221;. </span></p>
<p><span title="Several researchers however concur that the 1970s is the
">No entanto, o documento assinala que vários pesquisadores concordam qem ue a década de 1970 é o </span><span title="period when racism in professional football became a
">período em que o racismo no futebol profissional tornou-se um </span><span title="mass phenomenon especially in Europe.
">fenômeno de massa, especialmente na Europa. &#8220;</span><span title="This may be linked to the end of the post-war period
">Isto pode estar ligado ao fim do período do pós-guerra e do</span><span title="to which the French still refer to as 'the thirty glorious
"> que os franceses ainda se referem como `os gloriosos trinta </span><span title="years’.">anos&#8217;. </span><span title="In the mid-1970s unemployment started to rise,
">Em meados dos anos 1970 o desemprego começou a subir, </span><span title="the oil crisis hit economies, extremist parties re-emerged.
">as economias viviam a crise do petróleo, os partidos extremistas ressurgiram. </span><span title="In such a context, racist or more generally xenophobic
">Em tal contexto, atitudes geralmente mais racista ou xenófobas </span><span title="attitudes began to appear in European societies.">começaram a aparecer nas sociedades europeias&#8221;, diz o documento, ressaltando que, ao mesmo tempo, começaram a surgir os pri</span><span title="same time, the first distinctively anti-racist movements
">meiros movimentos distintamente anti-racistas.</span></p>
<p><span title="When looking at the velvet pitches of the Premier
">O documento frisa que, ao se olhar para os campos &#8220;de veludo&#8221; da Premier </span><span title="League or the Bundesliga today, and enjoying the joyful
">Liga, na Inglaterra, ou a Bundesliga, na Alemanha, onde hoje se desfruta &#8220;da alegria e de uma atmosfera moderna e confortável&#8221;,  </span><span title="it is difficult to imagine what football was like in many
">é difícil imaginar que o futebol no continente europeu, n</span><span title="cities at the end of the 1970s and beginning of the
">o final dos anos 1970 e início dos </span><span title="1980s.">1980, &#8220;</span><span title="Football was rife with racism and discrimination,
">estava repleta de racismo e discriminação,<br />
</span><span title="violence and hooliganism, phenomena that had their
">violência e vandalismo, fenômenos que tiveram suas</span><span title="sources and origins outside the football stadium, but for
"> origens fora do estádio de futebol, mas para os quais</span><span title="which football became the theatre stage on which they
"> o futebol tornou-se o palco de teatro e onde </span><span title="found their most spectacular expression.
">encontrou sua expressão mais espetacular&#8221;.</span></p>
<p><span title="found their most spectacular expression.
">Foi a partir dos eventos de </span><span title="It was only after the disasters of the Heysel (1985) and
">Heysel (1985) e  </span><span title="Hillsborough (1989) – neither of which had any direct
">Hillsborough (1989), assinala o relatório, que &#8220;os prob</span><span title="link with racism – that the problems were seriously and
">lemas foram seriamente </span><span title="jointly tackled by the authorities.
">abordados em conjunto pelas autoridades&#8221;. O documento se refere ao episódio ocorrido a 29 de maio de 1985, no estádio do Heysel, na Bélgica, quando, por ocasião da final da Taça dos Campeões Europeus, entre Liverpool, da Inglaterra, e Juventus, da Itália, houve vários confrontos entre torcedores das duas equipes. Os conflitos se estenderam para fora do estádio e o resultando foi o número de 39 mortos e muitos feridos. A Juventus foi campeã, ganhando de 1 a 0, com gol de Michel Platini, mas não houve comemoração. </span></p>
<p><span title="jointly tackled by the authorities.
">O outro episódio se deu a 15 de abril de 1989, durante jogo pelas semifinais da Taça da Inglaterra, entre Liverpool e Nottingham Forest, ocorrido no Estádio Hillsborough, em Sheffield. Com a superlotação no estádio, 96 torcedores do Liverpool morreram pisoteados e 766 foram feridos.  </span></p>
<div id="attachment_5221" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour.jpg"><img class="size-large wp-image-5221" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Colour-790x1024.jpg" alt="Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol" width="618" height="801" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do relatório sobre racismo e discriminação no futebol</p></div>
<p><span title="itself."><span class="hps"><strong>Os anos 1990</strong> &#8211; A década de 1990, continua o relatório da Unesco, houve uma </span><span class="hps">mudança de paradigmas</span> <span class="hps">no futebol europeu</span>. <span class="hps">A violência</span> <span class="hps">começou </span><span class="hps">a declinar</span> <span class="hps">após a introdução de</span> drásticas medidas de <span class="hps">segurança</span> que se seguiram às duas tragédias. Essas medidas foram motivadas pelo relat<span class="hps">ório de 1990</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Lord Justice</span> <span class="hps">Taylor,</span> <span class="hps">encomendado </span><span class="hps">pelo governo</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">Margaret Thatcher</span>, bem como pelos <span class="hps">esforços</span> em vários países <span class="hps">para renovar</span> <span class="hps">os estádios</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">torná-los simultaneamente</span><br />
<span class="hps">mais seguros e</span> c<span class="hps">onfortáveis.</span></span></p>
<p><span class="hps">Um ponto de inflexão aconteceu com a decisão d</span><span class="hps">o Tribunal</span> <span class="hps">de Justiça</span> <span class="hps">da Comunidade Europeia que em 1995 </span><span class="hps">liberalizou o</span> <span class="hps">mercado de trabalho</span> <span class="hps">de futebol,  </span><span class="hps">acabando</span> <span class="hps">com</span> as cotas <span class="hps">de</span> <span class="hps">jogadores estrangeiros</span> <span class="hps">do</span> <span class="hps">Europeu.; O chamado</span> <span class="hps">acórdão Bosman</span> <span class="hps">foi imediatamente</span> <span class="hps">comparado </span> <span class="hps">a uma</span> <span class="hps">&#8220;revolução&#8221;</span> <span class="hps">no futebol</span> <span class="hps">internacional</span>, <span class="hps">reforçando as</span> <span class="hps">tendências</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">liberalização</span> <span class="hps">lançada por várias</span> <span class="hps">federações nacionais</span>.</p>
<p>Um dos <span class="hps">resultados foi</span> <span class="hps">um afluxo maciço de</span> <span class="hps">jogadores</span> <span class="hps">&#8220;estrangeiros&#8221;</span> <span class="hps">em</span> <span class="hps">todos os </span><span class="hps">principais campeonatos</span> <span class="hps">europeus, incluindo</span> <span class="hps">um número</span> <span class="hps">significativo de</span> <span class="hps">&#8220;minorias</span> <span class="hps">visíveis</span>&#8220;. <span class="hps">A reação popular a e</span><span class="hps">sta</span> <span class="hps">mudança foi </span><span class="hps">complexa</span> <span class="hps">e,</span> <span class="hps">muitas vezes, contraditória</span>, <span class="hps">como</span> mostrou <span class="hps">David </span><span class="hps">Ranc</span> <span class="hps">em seu livro</span> &#8220;<span class="hps">Jogadores</span> <span class="hps">Estrangeiros e</span> <span class="hps">Futebol S</span><span class="hps">upporters&#8221;. </span><span class="hps">O afluxo de</span> <span class="hps">jogadores de outros</span> <span class="hps">países </span><span class="hps">foi recebido</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> aumento,</span> <span class="hps">nem</span> com<span class="hps"> diminuição na </span><span class="hps">xenofobia, nota o relatório da Unesco.</span></p>
<p>Entretanto, o documento nota que a <span title="the significant change in 'football demographics' that
">mudança significativa na demografia de futebol, com o </span><span title="illustrated on the pitch the increasingly multicultural
">terreno de jogo ficando cada vez mais multicultural na</span><span title="composition of European society did not lead to the
"> sociedade europeia, não levou ao  </span><span title="disappearance of racist and discriminatory attitudes and
">desaparecimento de atitudes racistas e discriminatórias. Por exemplo, o sucesso da equipe francesa</span><span title="The French 'black-blanc-beur' World Champions of 1998
"> &#8216;black-blanc-beur&#8221;, campeã mundial de 1998 e saudada no mundo todo como uma realização da sociedade multicultural, não impediu a ocorrências de episódios racistas na França.  </span></p>
<p><span title="Ten years later, the multi-ethnic German squad at the
">O mesmo pode ser dito em relação ao time alemão multiétnico que surgiu na </span><span title="FIFA World Cup in South Africa was described as 'United
">Copa do Mundo da FIFA na África do Sul em 2010, descrito como &#8216;Cores Unidas da </span><span title="Colours of Germany' (France Football) and regarded as a
">Alemanha` pela revista &#8220;France Football&#8221;, considerado um </span><span title="model for harmoniously integrating its players coming
">modelo de integração harmoniosa entre os jogadores vindos  </span><span title="from eight different origins.">de oito origens diferentes. </span><span title="That impression that was
">Essa mesma equipe essencialmente foi a vencedora da </span><span title="won the World Cup in Brazil.">Copa do Mundo no Brasil.</span></p>
<p><strong>Casos de racismo</strong> <strong>e discriminação</strong> &#8211; A Copa do Mundo de 2014 foi avaliada especificamente no relatório da Unesco, em função de episódios racistas e de discriminação registrados.  Caso do canto de<span id="result_box" lang="pt"><span title="Chanting from the Mexican fans during the game
"> torcedores mexicanos durante o jogo </span><span title="against Cameroon was perceived as homophobic on
">contra Camarões, percebido como homofóbico</span><span title="the occasion of the game against Cameroon.">. </span><span title="Every
">Cada </span><span title="goal kick was met with the shouting of '¡Puto!', which
">tiro de meta era recebido com os gritos de &#8220;¡Puto! &#8216; da torcida mexicana, o que </span><span title="may be construed as a derogatory way to refer to
">pode ser interpretado como uma forma de se referir a </span><span title="homosexual men, as it was, by a section of the media
">homens homossexuais, como registraram meios de comunicação e </span><span title="and anti-discrimination activists.">ativistas anti-discriminação. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="When charged by
">Quando cobrada pela FIFA, a federação mexicana alegou que a </span><span title="FA claimed that the reference was not 'insulting' in this
">referência não era &#8220;um insulto&#8221; naquele </span><span title="specific context.25 This incident underlines the difficulty
">contexto. O incidente, para o relatório da Unesco, sublinha a dificuldade de s</span><span title="of assessing what exactly is insulting or discriminatory;
">e avaliar o que exatamente é um insulto ou discriminação,  e como p</span><span title="and how contradictory points of view might co-exist.
">ontos de vista contraditórios podem coexistir.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="During the game between Germany and Ghana, at
">Durante o jogo entre Alemanha e Gana, pelo </span><span title="least two racist incidents were reported in the media.
">menos dois incidentes racistas foram relatados na mídia. </span><span title="The first event involved a number of German supporters
">O primeiro evento envolveu um número de torcedores alemães </span><span title="who had painted their faces black (some of them wore a
">que tinham seus rostos pintados de preto. N</span><span title="In this case, as in the Mexican one, the usual ambiguity
">este caso, como no do México, a ambiguidade habitual veio </span><span title="surfaced, beyond the question of the context: it is not
">à tona. &#8220;Não é </span><span title="certain that the offenders realised that their actions were
">certo que os criminosos tenham percebido que suas ações eram<br />
</span><span title="insulting to the minorities on the receiving end – or how
">insultuosas para as minorias&#8221;, comenta o documento. </span></span><span id="result_box" lang="pt"><span title="A second event during the German-Ghana game was
">No mesmo jogo, u</span><span title="A member of the
">m membro do </span><span title="audience rushed onto the pitch;">público correu para o campo; </span><span title="on his chest was painted
">em seu peito foi pintado </span><span title="an email address that unambiguously referred at least to
">um endereço de e-mail que inequivocamente se referia a </span><span title="Adolf Hitler, the SS and the concentration camps.26
">Adolf Hitler e a campos de concentração.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="Racial abuse from some England fans to others was
">Abusos raciais de alguns torcedores ingleses foram relatados pelo menos duas vezes no jogo da Copa de 2014, entre </span><span title="Cup Brazil 2014: Uruguay v England) – one instance also
">Uruguai e Inglaterra. O episódio, que envolveu </span><span title="involved a physical attack – this caused extensive media
">ataque físico, causou grande alvoroço na mídia do Re</span><span title="uproar in the UK.
">ino Unido. A rede FARE registrou episódios racistas e discriminatórios em 12 dos 64 jogos da Copa.<br />
</span></span></p>
<p>O relatório cita outros casos, ocorridos fora do âmbito da Copa do Mundo. Cita por exemplo o caso do clube peruano Real Garcilaso, multado <span title="by CONMEBOL for racist slurs from its supporters
">pela CONMEBOL por insultos racistas de seus torcedores</span><span title="directed against Paulo César Fonseca 'Tinga' a Brazilian
"> contra o jogador brasileiro Paulo César Fonseca, o &#8216;Tinga&#8217;, que atuava no Cruzei</span><span title="footballer of African descent playing at Cruzeiro Esporte
">ro Esporte </span><span title="Clube.32 In Uruguay, Danubio FC was similarly fined for
">Clube. No Uruguai, o Danúbio foi igualmente multado por<br />
</span><span title="racist slurs by its spectators against Flavio Córdoba, a
">insultos racistas de torcedores contra Flavio Córdoba, </span><span title="player of Club River Plate (Montevideo).33
">jogador do River Plate de Montevidéu. O r</span><span title="Racism from the crowds has also targeted referees, most
">acismo das multidões também tem como alvo os árbitros, como no caso do brasileiro</span><span title="famously, in Brazil, referee Márcio Chaga da Silva."> Márcio Chagas da Silva. </span></p>
<p><span class="hps">O</span> <span class="hps">arremesso</span> <span class="hps">de</span> <span class="hps">bananas</span>, <span class="hps">juntamente com</span> a <span class="hps">imitação de sons</span> <span class="hps">de macaco</span>, <span class="hps">é um</span> <span class="hps">dos mais frequentes </span><span class="hps">abusos</span> <span class="hps">racistas</span> <span class="hps">dirigidos a</span> <span class="hps">jogadores negros</span> <span class="hps">(embora</span> <span class="hps">até mesmo o lendário goleiro alemão </span><span class="hps">Oliver</span> <span class="hps">Kahn</span> tenha sido cumprimentado dessa maneira na Bun<span class="hps">desliga. </span><span class="hps">Em maio de </span><span class="hps">2014,</span> <span class="hps">um torcedor do espanhol</span> <span class="hps">Villareal</span> <span class="hps">jogou</span> <span class="hps">uma banana</span> <span class="hps">no gramado do</span><br />
<span class="hps">Barcelona, no episódio que ficou famoso pela atitude do </span><span class="hps">zagueiro</span> <span class="hps">Dani</span> <span class="hps">Alves,</span> <span class="hps">que comeu a fruta. A resposta muito espontânea, dada para ridicularizar o gesto racista, foi muito comentada na mídia e redes sociais.</span></p>
<p>No Brasil, lembra o relatório, <span class="hps">a</span> <span class="hps">hashtag </span><span class="hps">#SomosTodosMacacos</span> s<span class="hps">e tornou viral, após e o seu lançamento pelo jogador Neymar, também atingido por ofensas racistas. </span></p>
<p><strong>Anti-racismo</strong> &#8211; Por outro lado, o relatório registra a emergência anti-racistas e anti-discriminação no futebol. <span class="hps">Em 1993</span>, uma pequena <span class="hps">associação independente</span> <span class="hps">nomeada</span> &#8220;<span class="hps">Deixe o</span><span class="hps"> racismo fora do</span> <span class="hps">futebol&#8221;</span> <span class="hps">foi criado</span> <span class="hps">na Inglaterra pela</span><br />
<span class="hps">Comissão</span> <span class="hps">para a Igualdade Racial</span> <span class="hps">e</span> <span class="hps">Professional da </span><span class="hps">Associação de</span> <span class="hps">Futebolistas</span>. <span class="hps">Quatro anos mais tarde</span>, a organização tornou-se a  <span class="hps">Kick It Out</span>, <span class="hps">agora apoiada</span> <span class="hps">pela Premi</span><span class="hps">er League e outras organizações e com parceria com a UEFA. </span></p>
<p><span title="Since 1999, its surprisingly
">Desde 1999, uma exposição surpreendentemente</span><span title="successful exhibition on discrimination ('Tatort Stadion')
"> bem sucedida sobre a discriminação (&#8220;Tatort Stadion &#8216;)  </span><span title="has been shown in over 100 German cities.">tem sido mostrada em mais de 100 cidades alemãs. Também existem </span><span title="ones – together with government initiatives such as the
">iniciativas governamentais, como o e</span><span title="Spanish 'Observatorio de la Violencia, el Racismo, la
">spanhol &#8216;Observatorio de la Violencia, el Racismo, la </span><span title="Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte' or the Italian
">Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte &#8216; ou o italiano &#8216;</span><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
">Osservatorio sul razzismo e l&#8217;antirazzismo sul Calcio &#8216;.</span></p>
<div id="attachment_3903" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475.jpg"><img class="size-large wp-image-3903" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/07/SESCPantanal-475-1024x768.jpg" alt="Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins) " width="618" height="464" /></a><p class="wp-caption-text">Justiça e paz nos estádios e gramados, pedem a Unesco e a Juventus de Turim (Foto José Pedro Martins)</p></div>
<p><span title="'Osservatorio sul razzismo e l'antirazzismo sul Calcio' –
"><strong>Prevenção e combate</strong> &#8211; O relatório da Unesco cita finalmente sugestões de ações preventivas e de combate ao racismo e discriminação no futebol, destacando casos de sucesso em alguns países. A principal prevenção, assinala, é a própria legislação que pode ser aplicada contra os infratores.</span></p>
<p><span class="hps">O principal paradigma, observa, é afi</span><span class="hps">rmado</span> <span class="hps">no artigo 7º</span> <span class="hps">da</span> Declaração <span class="hps">Universal</span> <span class="hps">dos Direitos Humanos, ao enfatizar que </span><span class="hps atn">&#8220;</span>todos são iguais <span class="hps">perante a lei e</span> <span class="hps">têm direito, sem </span><span class="hps">qualquer</span> <span class="hps">distinção, à igual</span> <span class="hps">proteção da lei</span> <span class="hps atn">&#8220;</span>. <span class="hps">Entre os</span> <span class="hps">acordos internacionais a respeito, existe a </span><span class="hps">Convenção Internacional sobre</span> <span class="hps">a Eliminação </span><span class="hps">de Todas as Formas</span> <span class="hps">de Discriminação</span> <span class="hps">Racial</span> <span class="hps atn">(</span>ICERD), que <span class="hps">entrou em vigor</span> <span class="hps">em 1969</span> <span class="hps">e agora</span> <span class="hps">tem 177</span> <span class="hps">países signatários.</span></p>
<p>A <span class="hps">Recomendação</span> <span class="hps">N °</span> <span class="hps">12</span> <span class="hps">sobre a Luta contra</span> <span class="hps">o Racismo e </span><span class="hps">Discriminação Racial</span> <span class="hps">no</span> <span class="hps">domínio do esporte, </span><span class="hps">feita </span><span class="hps">pela Comissão Europeia</span> <span class="hps">contra o Racismo e </span><span class="hps atn">Intolerância (</span>ECRI), teve importantes desdobramentos, com vários países europeus criando legislações específicas.  Reino Unido, Itália, França, Bélgica, Espanha e Alemanha adotaram legislações a respeito. O relatório diz que Br<span class="hps">asil</span> <span class="hps">e Uruguai</span> também contam com instrumentos legais contra o racismo e a discriminação.</p>
<p>Entre as boas práticas, o relatório cita o caso da Inglaterra, onde mensagens e gestos anti-racistas são emitidas por clubes importantes. Caso do Arsenal, que passou a enviar mensagens positivas para a comunidade judaica, após cânticos anti-semitas terem sido ouvidos nos estádios <span id="result_box" lang="pt"><span title="sung at Highbury and at the Emirates.">Highbury e no Emirates. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="For example, a club may
">O documento indica que um clube pode  </span><span title="decide to nominate a black player as captain to show
">decidir nomear um jogador negro como capitão para mostrar </span><span title="their commitment to diversity and inclusion.">seu compromisso com a diversidade e inclusão. </span><span title="A club
">Um clube  </span><span title="could also ostensibly demonstrate a change of attitude
">também poderia demonstrar ostensivamente uma mudança de atitude </span><span title="in favour of diversity and self-awareness by opening its
">em favor da diversidade, abrindo os seus </span><span title="board to unrepresented minorities.">conselhos para as minorias não representados. </span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="France has developed a mid-term development plan for
">A feminização do futebol é outra estratégia fundamental, salienta o relatório, que cita o exemplo da França, onde foi montado um plano de desenvolvimento a médio prazo para o </span><span title="women's football, which includes promoting excellence
">futebol feminino. </span></span> O plano visa criar uma mudança de cultura, permitindo a igualdade de gênero.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="The German Football Federation (DFB) published, at
">Outro caso registrado é o da Federação Alemã de Futebol, que publicou no </span><span title="the end of 2013, of a very comprehensive and detailed
">final de 2013 um abrangente e detalhado Relatório de Sustentabilidade, seguindo os critérios do </span><span title="'Sustainability Report'129, following a Global Reporting
">Global Reporting </span><span title="Initiative (GRI) that encompasses the concept in all its
">Initiative (GRI), englobando o conceito da sustentabilidade em suas </span><span title="different dimensions and includes sections on diversity
">diferentes dimensões e inclui seções sobre diversidade </span><span title="and integration (p. 56-59), as well as responsibility
">e integração, bem como a responsabilidade </span><span title="towards disabled persons (p. 68-69).">em relação às pessoas com deficiência.</span></span></p>
<p><span id="result_box" lang="pt"><span title="towards disabled persons (p. 68-69)."> Entre outras medidas, o relatório aponta finalmente a eficácia da </span></span><span title="individualisation of sanctions
">individualização de sanções. Com o uso de câmeras de vigilância nos estádios, é possível identificar e responsabilizar os indivíduos que cometem atos </span><span title="may be held responsible for racist and discriminatory
">racistas e discriminatórios.</span></p>
<p>Introduzir a discussão sobre o racismo e a discriminação na educação é fundamental, diz o relatório. O documento cita a iniciativa «Gioca con me&#8221; da Juventus, que trabalha em conjunto com a Unesco em escolas de Turim, visando valorizar a diversidade e lutar contra &#8220;preconceitos perigosos&#8221;.</p>
<p><span id="result_box" lang="pt" tabindex="-1"><span title="Racism and discrimination will not disappear from
">O racismo e a discriminação não desaparecerão dos estádios de fut</span><span title="the football stadium by magic.">ebol por magia, conclui o relatório. Mas o próprio documento ressalta ser possível uma ação cada vez mais sistemática, coerente e coordenada, &#8220;por aqueles</span><span title="coherent, and co-ordinated action by those who share
"> que compartilham </span><span title="the objective of promoting a football of cultural diversity
">o objetivo de promover a diversidade cultural </span><span title="and social inclusion.
">e inclusão social por uma bola de futebol&#8221;.</span></span></p>
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		<title>Bailarina que trabalha com inclusão assume presidência de Conselho de Dança da Unesco</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2015 22:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Adriana Menezes]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
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		<description><![CDATA[“Vamos trabalhar pela arte, pela inclusão, pela paz por um mundo melhor! Esse é um momento especial, o primeiro de muitos que virão”, alegra-se a bailarina e educadora Keyla Ferrari Lopes, doutorando da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, que assume a presidência da sessão do Conselho Internacional da Dança (CID) da Unesco em ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>“Vamos trabalhar pela arte, pela inclusão, pela paz por um mundo melhor! Esse é um momento especial, o primeiro de muitos que virão”, alegra-se a bailarina e educadora Keyla Ferrari Lopes, doutorando da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, que assume a presidência da sessão do Conselho Internacional da Dança (CID) da Unesco em Campinas, na noite desta sexta-feira (27), na Sala do Júri do Liceu Salesiano de Campinas.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca2.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-5173" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca2-1024x682.jpg" alt="unescodanca2" width="618" height="412" /></a></p>
<p>Seu trabalho especial &#8211; Escola de Dança &#8211; chamou a atenção da Unesco. O projeto desenvolvido por Keyla no CIS Guanabara, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Unicamp, faz parte da Cia de Dança Humaniza, um programa de inclusão social por meio da dança e do circo. A Cia foi indicada ao Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência em 2013 e é formada por pessoas com e sem deficiência e mães bailarinas, idealizado e coordenado por Vicente Pironti.</p>
<p>A Unesco fez um convite para apresentar o trabalho na Grécia, em outubro, e Keyla aceitou. Com o mesmo brilho nos olhos que se encontra todas as manhãs de sábado com os alunos, agora ela aceita a missão de presidir o Conselho Internacional da Dança (CID) da Unesco em Campinas. “Continuarei a incluir.” Para a cerimônia de posse, o padrinho da Humaniza, Carlinhos de Jesus, mandou em vídeo de parabéns.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca3.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-5174" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca3-1024x682.jpg" alt="unescodanca3" width="618" height="412" /></a></p>
<p><strong>Um Encontro pela dança</strong></p>
<p>Keyla acaba de lançar o livro “Um Encontro pela Dança: Trajetórias e Conquistas”, em coautoria com seu orientador de doutorado, professor Paulo Ferreira de Araújo, da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, e Rosângela Bernabé.  A publicação foi entregue ao presidente da Unesco, Alkis Raftis, e será traduzido para o  inglês e divulgado no portal da Unesco. “Acredito na união, no grupo como a força transformadora”, comemora Keyla.</p>
<p><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca5.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-5175" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2015/11/unescodanca5-1024x682.jpg" alt="unescodanca5" width="618" height="412" /></a></p>
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		<title>Capoeira é patrimônio imaterial da humanidade e mestres de Campinas comentam</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2014 14:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ASN]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Capoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio cultural mundial da Unesco]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[A imponente sede da Unesco em Paris se rendeu ao som do atabaque e berimbau, enquanto alguns dos importantes mestres brasileiros da capoeira &#8211; Cobra Mansa, Pirta, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e a Mestra Janja &#8211; faziam as suas coreografias. Foi neste cenário, com essa atmosfera de emoção, que nesta semana a Roda de Capoeira foi inscrita ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A imponente sede da Unesco em Paris se rendeu ao som do atabaque e berimbau, enquanto alguns dos importantes mestres brasileiros da capoeira &#8211; Cobra Mansa, Pirta, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e a Mestra Janja &#8211; faziam as suas coreografias. Foi neste cenário, com essa atmosfera de emoção, que nesta semana a Roda de Capoeira foi inscrita na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. Com isto a capoeira passa a figurar na galeria das mais importantes expressões culturais mundiais, e o fato foi muito comemorado pelos mestres de Campinas que, no entanto, pedem ações concretas, políticas públicas eficazes, para dar mais visibilidade e difusão dessa arte esportiva que está na alma nacional.</p>
<p>O anúncio foi feito durante a 9ª. Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, comandado por José Manuel Rodríguez Cuadros (Peru) e que está sendo encerrada nesta sexta-feira, 28 de novembro, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura na capital francesa. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão vinculado ao Ministério da Cultura e responsável pela apresentação da candidatura da Roda de Capoeira junto à Unesco, informou em seu relatório que a prática da capoeira está presente em mais de 150 países, além do Brasil, entre eles Estados Unidos, França e Bélgica.</p>
<p>Para o mestre Tuim, da Coquinho Baiano, de Campinas, é fundamental que haja uma política pública para a capoeira no Brasil. &#8220;Um ponto muito importante é reconhecer o mestre de capoeira, como profissão e em vários aspectos. Se a capoeira chegou onde chegou, isto se deve aos mestres&#8221;, ele observa.  Tuim é defensor de &#8220;uma maior união&#8221; entre os capoeiristas, como forma de fortalecimento da capoeira. Ele também defende uma sólida formação para os capoeiristas que vão atuar em escolas, como parte da Lei nº 10.639, de 2003. &#8220;É preciso uma boa formação, para que o capoeirista leve bons ensinamentos para dentro da escola&#8221;, ele assinala.</p>
<p>O reconhecimento como profissão também é um ponto importante para Luciana Pimenta, mestre da Cordão de Ouro, outro grupo de referência em Campinas. Formada pelo mestre Suassuna, ela é a primeira mestre graduada em Minas Gerais, em 2010. &#8220;Sou uma mestre nova, mas existem mestres com décadas de profissão. Eles deveriam ter direito a uma aposentadoria, aos direitos trabalhistas&#8221;, ela afirma.</p>
<p>Mestre Luciana considerou um salto importante o reconhecimento pela Unesco, mas também acha que falta muito para uma verdadeira valorização da capoeira aqui mesmo no Brasil. Formada em educação física, ela confessa que se apaixonou muito nova pela capoeira, o que inclusive gerou certa resistência de familiares. Ela praticava o voleibol de forma profissional, e para eles deixar esse caminho poderia ser arriscado. Mas ela foi se aprofundando nos fundamentos, até se tornar mestre.</p>
<p>Hoje dá aulas em escolas, e Luciana entende que &#8220;ainda há um certo preconceito com a capoeira&#8221;, por parte de alguns pais de alunos. &#8220;Eles ainda não veem como a capoeira é benéfica para os filhos, para o corpo e a formação em geral&#8221;. Ainda falta muito, portanto, para a consolidação da capoeira, ela acredita. Mas os passos estão sendo dados. Para Mestre Luciana, &#8220;muito depende da comunidade&#8221;.</p>
<div id="attachment_1431" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/CapoeiraConsciencia1_0006.jpg"><img class="size-large wp-image-1431" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/CapoeiraConsciencia1_0006-1024x682.jpg" alt="Legítima expressão da cultura brasileira" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Legítima expressão da cultura brasileira</p></div>
<p><strong>Gênese da capoeira</strong> &#8211; Não existe unanimidade estre os especialistas sobre a gênese da capoeira. Há uma controvérsia entre os defensores da ideia de que a capoeira é legitimamente brasileira, e aqueles que entendem que ela evoluiu a partir de lutas-movimentos que já eram praticados originalmente em território africano e que vieram, portanto, a bordo dos navios negreiros. Um dos mais renomados pesquisadores da cultura e do folclore brasileiros, Câmara Cascudo afirmava que as práticas de Bássula e N´golo, comuns em algumas regiões da África no ritual de passagem de meninas para a puberdade, seriam a fonte da capoeira. Eram disputas, marcadas pela melodia de instrumentos antecessores do berimbau (m´blumbumba ou hungu), nas quais o vencedor herdava a prerrogativa de eleger a futura esposa, sem a necessidade do pagamento de dote. (Cascudo, Câmara, “Folclore do Brasil”, Fundo de Cultura, Rio de Janeiro, 1967, páginas 183-186).</p>
<p>Para outros,  movimentos semelhantes aos da capoeira já eram executados pelos indígenas brasileiros, conforme registros de padre José de Anchieta e outros. A palavra capoeira, em si, seria derivada do tupi-guarani ko-puera (“terreno onde já houve roça e que foi reconquistado pelo manto”, segundo Antônio G.da Cunha, in “Dicionário histórico das palavras portuguesas de origem tupi”, São Paulo, Brasília, Melhoramentos/UnB, 1998, pag.98).</p>
<p>De qualquer modo, a capoeira tem muito de brasilidade. Ela passou a ser conhecida e disseminada no Brasil, até se tornar presente em todo planeta, com o formato que adquiriu. Luta marcial, mas igualmente dança e ritual, praticados, ou ensaiados, nas noites enluaradas das senzalas, não faltando defensores da tese de que muitos movimentos incorporados ao jogo-luta-dança foram copiados de animais com os quais os escravos conviviam nos matos e na solidão dos canaviais do Nordeste e Sudeste.</p>
<p>Capoeiristas foram muito reprimidos durante todo o período colonial e monárquico. O panorama começou a mudar com a Guerra do Paraguai, nas décadas de 1860 e 1870, quando muitos capoeiristas foram recrutados e lutaram pelo Brasil. Mas mesmo na República a repressão continuava. No século 20, a capoeira sai da &#8220;clandestinidade&#8221;.</p>
<p>Em 1937, Getúlio Vargas &#8220;oficializou&#8221; a capoeira. A academia de Mestre Bimba, na Bahia, foi a primeira a receber autorização oficial para ensinar a capoeira, já em 1937. Mestre Bimba foi, de fato, um dos grandes responsáveis pela propagação da capoeira. A Capoeira Regional, que incorporou golpes de outras lutas marciais, como o batuque, é considerada mais sintética, enxuta, do que a Angola. Foi a modalidade que mais se popularizou, a partir da padronização promovida por Mestre Bimba. As graduações, entre calouro, formado e formado especializado, surgiram na academia de Mestre Bimba.</p>
<p>A Capoeira de Angola, por sua vez, deve a sua popularização ao Mestre Pastinha, também de Salvador, Bahia.  Em 1941 ele criou o Centro Esportivo de Capoeira Angola no bairro da Liberdade, em Salvador. Em 1949 o Centro mudou para o bairro de Brotas. Em 1955, nova mudança, para o Pelourinho, na rua Gregório de Mattos, homenagem ao grande poeta baiano. A Capoeira Angola é mais próxima da capoeira, ou das múltiplas formas de capoeira, existentes na sua forma original. Uma capoeira com muito de estratégia, de malícia, de encenação. Mestre Bimba e Mestre Pastinha, dois ícones. A partir deles, a capoeira se tornou mania nacional e cada vez mais internacional.</p>
<p><strong>Capoeira em Campinas</strong> &#8211; Campinas é um dos principais polos de preservação, disseminação e renovação da capoeira no país. Uma das referências para a capoeira local é o Cordão de Ouro, grupo criado em 1967 em São Paulo pelo Mestre Suassuna. Primo do dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, o baiano de Itabuna Mestre Suassuna foi responsável por uma grande expansão da capoeira em São Paulo. Mestre Brasília foi seu parceiro na inauguração da Cordão de Ouro. Mestre Cícero é o líder da Cordão de Ouro em Campinas.</p>
<p>Em 1974 o Mestre Tarzan, outro nome importante da capoeira em Campinas, chegou à cidade, por indicação do Mestre Suassuna. Ele deu aulas na academia de dança de Odete Motta Raya. Mestres Godoy e Maia são outros dois nomes fundamentais da capoeira contemporânea em Campinas, tendo atuado na Academia Senhor do Bonfim e sendo fundadores da Academia de Capoeira Coquinho Baiano em 1976. Em 2005 o Grupo de Capoeira Coquinho Baiano passou a ser representado pelos Mestres Coveiro, Paulão e Tozinho e os contramestres Dito, Tuim, Macaco e Marcelo, hoje mestres.</p>
<p>A Universidade também se rendeu à capoeira.  Entre os dias 7 e 9 de maio de 2004, Campinas sediou o I Seminário Nacional de Estudos sobre a Capoeira (Seneca), com o tema geral “Capoeira: diálogos entre os seus diferentes saberes”. O Seminário reuniu mais de 300 participantes, representando 64 grupos de capoeira de 32 municípios de vários estados brasileiros, além de participantes de Sidney (Austrália), Nova Iorque (EUA) e Bristol (Inglaterra).</p>
<p>Foram constituídos os Grupos de Trabalho Temáticos: &#8220;Capoeira e Educação&#8221;, &#8220;Capoeira, corpo, cultura e memória&#8221;, &#8220;Capoeira e políticas públicas&#8221; e &#8220;Capoeira e esporte&#8221;.  Do evento resultou a Carta de Campinas, “Manifesto pela Capoeira neste início do século XXI”, com observações de destaque, como esta: “A capoeira tem que estar presente na escola como atividade curricular complementar abarcando uma perspectiva de pesquisa, produção do conhecimento e valorização do saber popular, por ser um elemento importante da identidade brasileira fazendo parte da história de formação do povo brasileiro e assim se constituir um patrimônio da cultura nacional. Seu processo de ensino/aprendizagem deve ser fundamentado com base na inclusão social e liberdade de expressão. Para isto, é necessário que a inserção da capoeira se dê para além dos momentos festivos ou de eventos esporádicos. Neste sentido se propõe a efetiva inclusão da capoeira na escola através de atividades curriculares complementares, ministrada por um docente de capoeira (capoeirista) sendo seu trabalho supervisionado pelo serviço público de ensino”.</p>
<p>O documento citava o fato de que  o então Presidente Luis Inácio Lula da Silva tinha sancionadono dia 9 de janeiro de 2003 a Lei nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nos currículos das escolas públicas e particulares do ensino fundamental e médio. A Carta de Campinas também pedia: “Deve-se exigir do Estado a formulação de Políticas Públicas que atendam aos interesses da comunidade da capoeira, contemplando as três esferas de poder, a saber: municipal, estadual e federal, informações sobre a relação da capoeira e seus orçamentos. Deve-se buscar mecanismos de fortalecimento da cidadania, no sentido de incrementar Políticas Públicas para a Capoeira, através de oficinas, cursos, palestras e publicações, bem como criar mecanismos de fiscalização e da execução dessas políticas sobre o tema através da organização de comissões, ONG`s, grupos cooperativos e outros órgãos”.</p>
<p>Muitas recomendações aprovadas no Seminário continuam válidas. A Lei Lei nº 10.639 de fato representou um marco para a evolução da consciência sobre a importância e o legado da cultura afro-brasileira. A decisão da Unesco é mais um passo importante. Mas, como assinalam os mestres capoeiristas de Campinas, muito ainda há a ser feito. (<strong>Por José Pedro Martins</strong>)</p>
<div id="attachment_1432" style="width: 628px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/CapoeiraConsciencia1_0361.jpg"><img class="size-large wp-image-1432" src="http://agenciasn.com.br/wp-content/uploads/2014/11/CapoeiraConsciencia1_0361-1024x682.jpg" alt="Capoeira no centro de Campinas: cidade é polo importante de difusão" width="618" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Capoeira no centro de Campinas: cidade é polo importante de difusão</p></div>
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		<title>Conferência no Japão dá início a Plano de Ação Mundial da Educação pelo Desenvolvimento Sustentável</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2014 13:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável terminou nesta quarta-feira, 12 de novembro, em Nagoya, no Japão, com a aprovação de uma declaração que aponta para um novo tempo, um novo marco civilizatório. Na prática, a Conferência deu o primeiro passo para a comunidade internacional colocar em prática o Programa de Ação Mundial pela Educação para ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável terminou nesta quarta-feira, 12 de novembro, em Nagoya, no Japão, com a aprovação de uma declaração que aponta para um novo tempo, um novo marco civilizatório. Na prática, a Conferência deu o primeiro passo para a comunidade internacional colocar em prática o Programa de Ação Mundial pela Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).</p>
<p>Promovida pela Unesco, a Conferência de Nagoya teve a participação de mais de 1000 representantes de dezenas de países, entre ministros, educadores, cientistas e ambientalistas. A declaração final reforça o apelo para a colocação em prática do Programa de Ação Mundial pela EDS, fundamentado em cinco pontos centrais:</p>
<ol>
<li>Promover políticas.</li>
<li>Integrar as práticas da sustentabilidade nos contextos pedagógicos e de capacitação (mediante enfoques que envolvam o conjunto da instituição);</li>
<li>Aumentar as capacidades dos educadores e formadores;</li>
<li>Dotar os jovens de autonomia e mobilizá-los;</li>
<li>Convocar as comunidades locais e as autoridades municipais para que elaborem programas de Educação para o Desenvolvimento Sustentável de base comunitária.</li>
</ol>
<p>Uma das propostas aprovadas em Nagoya é que as diretrizes discutidas e formuladas na Conferência sejam levadas ao Fórum Mundial da Educação, que acontecerá em Incheon, na Coreia do Sul, em 2015. A ideia é que a EDS esteja cada vez mais presente na educação formal, informal e não-formal e considerando uma educação para toda a vida.</p>
<p>O conceito de Educação para o Desenvolvimento Sustentável presente no Programa de Ação Mundial e consolidado na Conferência de Nagoya é aquele que &#8220;permite a cada ser humano adquirir conhecimentos, competências, valores e atitudes com os quais pode contribuir para o desenvolvimento sustentável, tomar decisões fundamentadas e adotar medidas responsáveis a favor da integridade do meio ambiente e a viabilidade da economia, e alcançar a justiça social para as gerações atuais e futuras&#8221;.</p>
<p><strong>Educação ambiental</strong> &#8211; Na prática, o Programa de Ação Mundial é a consolidação da  Década Internacional das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, implementada entre 2005-2014. As linhas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável foram elaboradas a partir dos conceitos da educação ambiental, que teve o seu grande marco internacional na   Conferência de Tbilisi, capital da Geórgia. Entre 14 e 26 de outubro de 1977, a então  república soviética sediou o maior evento já realizado sobre Educação Ambiental, sob promoção da Unesco e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</p>
<p>A Conferência de Tbilisi é um marco porque traçou as linhas gerais do que seria uma Educação Ambiental transformadora. Seria uma Educação praticada de forma contínua e de modo multi e interdisciplinar – não deveria se circunscrever, portanto, a disciplina no currículo escolar e nem praticada de modo esporádico, limitado a uma coleta seletiva de resíduos na escola.</p>
<p>Uma Educação Ambiental transformadora é aquela que desperta a sensibilidade humana para a beleza e a importância da vida. A vida toda, do ser humano, das demais espécies vivas, dos recursos naturais, da biosfera em geral. Para que esse propósito seja atingido, a Educação Ambiental transformadora deve ser holística, considerar aspectos culturais, sociais, políticos, econômicos. As diversas modalidades artísticas têm uma função primordial, pelo que representam de potencial para aguçar a sensibilidade, ampliar os horizontes pessoais e coletivos. A Filosofia também, pelo que significa de instrumentais para o pensamento crítico, questionador.</p>
<p>É claro que a Educação como cristalizada ao longo do século 20 não atende a esses objetivos. Mas há sinais de mudança de paradigmas. E são mudanças urgentes, imperativas. O modelo educacional ainda dominante não atende mais às múltiplas demandas, à miríade de desafios de uma sociedade cada vez mais complexa e perplexa. Lembrar Tbilisi, no atual cenário de inquietação planetária, é pensar sobre saídas concretas do labirinto que a civilização industrial arquitetou para si mesma.</p>
<p>A Conferência de Tbilisi é resultado do ambiente cultural, político e social turbulento dos anos 1960-70, nos quais os fundamentos da sociedade industrial foram colocados em questão. A Primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental foi realizada na capital da Geórgia, entre 14 e 26 de outubro de 1977, sob organização da Unesco em parceria com o PNUMA.</p>
<p>A declaração final da Conferência contém uma série de Recomendações, que deveriam ser praticadas pelos Estados-membro para viabilizar a Educação Ambiental transformadora. Deveria ser, de fato, uma educação crítica, que considerasse todos aspectos sociais, econômicos e culturais, além dos ambientais,  fosse praticada por meios formais, informais e não-formais, sendo dirigida a todas faixas etárias e ao longo de toda a vida, e promovesse a cooperação e solidariedade internacional e dentro de cada país, difundindo os valores da tolerância, respeito e não-discriminação de qualquer tipo. Uma educação holística, portanto.</p>
<p>Muitos países avançariam de modo expressivo na Educação Ambiental, a partir de Tbilisi, enquanto outros… O Brasil, por exemplo, que vivia o auge de uma ditadura militar, apenas teria a sua Política Nacional de Educação Ambiental em 1999, pela Lei n<sup><span style="font-size: small;">o </span></sup>9.795/99. Ainda assim, no período foram desenvolvidas importantes experiências, principalmente por parte de educadores ambientais abnegados, persistentes e esperançosos…</p>
<p>Entre os antecedentes de Tbilisi estão a fundação em 1968 na Grã-Bretanha da Sociedade para a Educação Ambiental (fruto da Conferência de Educação realizada no College of Education, em Leichester), o lançamento em 1969 nos Estados Unidos  do Journal of EE (Jornal da Educação Ambiental), a popularização a partir de 1970 do termo educação ambiental desde a Grã-Bretanha e Estados Unidos. No mesmo ano a National Audubon Society edita “A Place to Live”, dedicado a professores. Em 1975 a Unesco realiza em Belgrado, Iugoslávia, o primeiro encontro internacional em educação ambiental. Foi a prévia de Tbilisi.</p>
<p>O Programa de Ação Mundial da Educação para o Desenvolvimento Sustentável é nesse sentido uma oportunidade histórica. É o momento de consolidação de um novo marco civilizatório, essencial diante da crise planetária. <strong>(Por José Pedro Martins)</strong></p>
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		<title>Avanço acelerado da urbanização ameaça Mata Atlântica e Amazônia, diz ONU</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 20:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[José Pedro Soares Martins]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Convenção da DIversidade Biológica]]></category>
		<category><![CDATA[PNUMA]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>

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		<description><![CDATA[O rápido avanço do processo de urbanização está ameaçando áreas ricas em biodiversidade em todo mundo, como fragmentos da Mata Atlântica e a Amazônia no Brasil. O alerta está no livro &#8220;Panorama da Biodiversidade nas Cidades&#8221;, que acaba de ser lançado pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB), implementada no âmbito das Nações Unidas, com apoio do ...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O rápido avanço do processo de urbanização está ameaçando áreas ricas em biodiversidade em todo mundo, como fragmentos da Mata Atlântica e a Amazônia no Brasil. O alerta está no livro &#8220;Panorama da Biodiversidade nas Cidades&#8221;, que acaba de ser lançado pela Convenção da Diversidade Biológica (CDB), implementada no âmbito das Nações Unidas, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Centro de Resiliência de Estocolmo, Universidade de Estocolmo e Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI).</p>
<p>&#8220;A expansão urbana e a fragmentação de habitats estão transformando rapidamente habitats críticos que têm valor para a conservação da biodiversidade ao redor do globo &#8211; os chamados hotspots &#8211; entre eles a região da Mata Atlântica no Brasil, o Cabo da África do Sul e a zona costeira da América Central&#8221;, afirma o estudo, resultado da colaboração de dezenas de cientistas e instituições internacionais.</p>
<p>Os impactos diretos do crescimento urbano, prossegue o documento, &#8220;têm efeitos claros sobre a biodiversidade em muitos biomas: por volta de 10% dos vertebrados terrestres se encontram em ecorregiões que são fortemente afetas pela urbanização&#8221;. O estudo observa que, a continuarem as atuais tendências de densidade populacional, até 2030 o território urbano aumentará entre 800 mil e 3,3 milhões de quilômetros quadrados, representando um aumento de duas a cinco vezes em relação a 2000. &#8220;Isto resultaria em uma perda considerável de habitats cruciais para a biodiversidade&#8221;, destaca o estudo.</p>
<p>De acordo com a publicação, a biodiversidade da América Latina em geral é muito ameaçada pela urbanização. &#8220;O número de cidades na região aumentou seis vezes nos últimos 50 anos (embora as taxas de crescimento tenham diminuído), enquanto as áreas rurais estão sendo abandonadas&#8221;. E a advertência, diretamente em relação ao Brasil: &#8220;Atualmente, a ´fronteira` do desmatamento avança com cidades fundadas há menos de 20 anos na bacia amazônica a partir do sudeste brasileiro, e ao longo de estradas e rios importantes&#8221;.</p>
<p>O livro trata particularmente da situação da &#8220;megacidade de São Paulo&#8221;, que ainda contém importante área de Mata Atlântica, cobrindo 21% do município. Essa cobertura é uma floresta densa &#8220;em estágios variados de sucessão ecológica, mas esses remanescentes estão sob forte ameaça devido à ocupação desenfreada por moradias de baixa renda e condomínios de luxo&#8221;. O estudo observa ainda que a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da UNESCO, &#8220;protege remanescentes importantes dessa floresta tropical, além de ecossistemas associados a ela&#8221;.</p>
<p>A publicação da Convenção da Diversidade Biológica (que tem prefácio do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon) nota que, com raras exceções, como os casos de Bogotá, na Colômbia, e Curitiba, no Brasil, &#8220;a gestão e o planejamento para a biodiversidade e serviços ecossistêmicos em cidades da América Latina pouco são considerados&#8221;. Considerações mais urgentes, &#8220;como proporcionar moradia para imigrantes da zona rural, são priorizadas sobre os valores ambientais e da biodiversidade&#8221;.</p>
<p>A Convenção pede, então, para o que chama de &#8220;mensagens-chave&#8221;, que as cidades deveriam seguir, em termos de contribuição para a proteção da biodiversidade, tais como: A biodiversidade e os serviços ecossistêmicos urbanos podem contribuir para a mitigação e adaptação à mudança do clima; Aumentar a biodiversidade nos sistemas alimentares urbanos pode promover a segurança alimentar e nutricional; e O manejo da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos deve partir do envolvimento de atores múltiplos, setores múltiplos e escalas múltiplas.</p>
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